domingo, março 29, 2026

Agro

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Agricultura urbana ganha destaque na COP30 como estratégia contra a fome e o clima


O painel sobre agricultura urbana, realizado na tarde de segunda-feira (10) na Arena AgriTalks durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), destacou a importância das hortas urbanas para a segurança alimentar coletiva e a geração de renda. O evento, que contou com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apresentou quatro iniciativas ligadas ao Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana.

Moderado pela analista da Embrapa Kelliane Fuscaldi, o painel abordou políticas públicas voltadas para a alimentação adequada. Kelliane informou que a agricultura urbana é uma estratégia fundamental para mitigar e adaptar às mudanças climáticas. “A agricultura urbana está consolidada como política pública”, declarou.

Foto: Francisco Lima

Iniciativas em destaque

Entre as iniciativas apresentadas, três foram desenvolvidas pela Embrapa: o Projeto Tá Na Horta, o Sisteminha e o Projeto Agricultura Urbana com Saneamento Básico. Kelliane também mencionou o “Marco de Referência sobre Sistemas Alimentares e Clima para as Políticas Públicas”, um guia que reforça a agricultura urbana como estratégia essencial.

O Projeto Tá Na Horta, apresentado pelo assessor da Embrapa Henrique Carvalho, foca na criação de hortas comunitárias a partir de parcerias com cooperativas locais. O objetivo é garantir a segurança alimentar e, se houver excedentes, viabilizar a comercialização dos produtos. “A ideia é criar uma modelagem fácil e versátil para a produção comunitária”, afirmou Carvalho.

Modelo de transferência de tecnologia

O Sisteminha Embrapa será implantado em áreas a partir de cem metros quadrados, com a meta de instalar 300 unidades. Guilhermina Cayres, chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cocais (MA), destacou que a iniciativa busca a autonomia alimentar e a redução de impactos ambientais. O pesquisador Wilson Tadeu enfatizou a simplicidade do sistema, que inclui o reuso de efluentes tratados para fertilização do solo.

O projeto, que começará em Biguaçu (SC), visa criar um modelo replicável para outras regiões do Brasil. “Queremos que essa experiência possa ser reproducível em outras localidades”, concluiu Tadeu.

Contribuições para o futuro

Kelliane Fuscaldi também apresentou dados sobre as emissões de gases de efeito estufa nas cidades, que consomem cerca de oitenta por cento dos alimentos produzidos. A aproximação da produção com o consumo, aliada a práticas sustentáveis, pode contribuir para o fortalecimento da resiliência alimentar. “A agricultura urbana pode ter um papel importante para o cumprimento das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs)”, informou.

As políticas públicas voltadas para a agricultura urbana, estabelecidas em 2018 e atualizadas em 2023, visam promover a transição agroecológica e fortalecer a economia comunitária. A parceria entre Embrapa, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Prefeitura de Curitiba é um exemplo de como a agricultura urbana pode ser implementada de forma colaborativa.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Atrasos em portos agravam prejuízo de exportadores de café, alerta Cecafé



A entrada da nova safra de café coincidiu com um agravamento dos atrasos em portos brasileiros e aumento dos custos logísticos. Em setembro, cerca de 939 mil sacas deixaram de ser embarcadas, o que representa 2.848 contêineres. O prejuízo direto aos exportadores foi de R$ 8,9 milhões, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Esse foi o terceiro maior impacto financeiro da série histórica da entidade, atrás apenas dos meses de novembro e dezembro de 2024. A impossibilidade de embarque também impediu que o país recebesse US$ 348 milhões em receitas cambiais no período.

Logística travada e cobrança por investimentos

Para Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, a situação expõe o esgotamento da infraestrutura portuária e reforça a urgência de investimentos. Ele defende a ampliação da capacidade de carga, a diversificação de modais e mais agilidade em processos burocráticos, especialmente no leilão do Tecon Santos 10 — terminal de contêineres no Porto de Santos.

Segundo Heron, a demora na realização do certame amplia os prejuízos e compromete o fluxo de exportações não só do café, mas também de outras cadeias do agronegócio, como açúcar, algodão e celulose. O Cecafé e a Associação Logística Brasil emitiram, em outubro, um comunicado público pedindo que o processo ocorra com ampla concorrência e sem restrições de participação.

Debate sobre o leilão do Tecon Santos 10

O tema é acompanhado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), cuja área técnica apontou que limitar a participação de empresas seria ilegal e contrária aos princípios da concorrência. O parecer recomenda que o leilão seja realizado em fase única e sem restrições, para evitar judicialização e novos atrasos.

Heron questiona o motivo de se restringir a entrada de operadores experientes em um momento em que o país busca aumentar a arrecadação e destravar gargalos logísticos. Ele defende que a decisão final do Ministério de Portos e Aeroportos e da Antaq seja técnica e priorize o interesse público.

Índices de atraso nos portos

O levantamento do Cecafé e da startup ElloX Digital mostra que 57% dos navios tiveram atrasos ou alterações de escala em setembro. No Porto de Santos, principal saída do café brasileiro, o índice chegou a 75%, com esperas que chegaram a 35 dias.

No Rio de Janeiro, segundo maior polo exportador, 44% das embarcações registraram atrasos, com casos de até 63 dias de intervalo entre os prazos de embarque.

Heron conclui que, enquanto a oferta de capacidade portuária não for ampliada, o Brasil seguirá perdendo eficiência e receita no comércio exterior, mesmo com o potencial crescente de exportação do agronegócio.



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Replantio e falhas de germinação exigem cautela nas vendas antecipadas da safra de soja 25/26



O mercado de soja encerrou a última semana em queda, com destaque para a desvalorização do Índice Soja FOB Santos, que recuou de R$ 145,91 para R$ 144,78 por saca, uma baixa de 0,77%. A desvalorização dos preços domésticos ocorreu mesmo diante da leve alta observada na Bolsa de Chicago, onde o contrato de novembro/25 subiu 0,18%.

Segundo a plataforma Grão Direito, o principal fator de pressão no Brasil foi o câmbio. O dólar caiu 0,46% na semana, encerrando a R$ 5,33, e, aliado à redução dos prêmios de exportação, exerceu influência negativa superior à leve valorização externa, resultando em preços mais baixos no porto.

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Como o mercado se comportou?

Semana volátil

A soja atravessou uma semana de forte volatilidade. O início foi marcado por otimismo com a melhora no relacionamento entre China e Estados Unidos, mas o movimento perdeu força nos dias seguintes.

Conflito tarifário

A China anunciou a remoção das tarifas sobre uma lista de produtos importados dos Estados Unidos, porém a soja ficou de fora. A decisão interrompeu o otimismo inicial e trouxe instabilidade ao mercado internacional.

Câmbio em queda

A valorização do real frente ao dólar, impulsionada pela decisão do Copom de manter a Selic em 15%, atraiu capital estrangeiro e reduziu o câmbio, pressionando os preços domésticos da soja. Além disso, os prêmios de exportação permaneceram estáveis, mas a queda no farelo de soja também contribuiu para a fraqueza do mercado interno.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de novembro/25 encerrou a US$ 11,02 por bushel (+0,18%), e o de março/26, a US$ 11,26 por bushel (+0,27%). No Brasil, o dólar recuou 0,74%, fechando a R$ 5,34, e os preços físicos da soja tiveram leves ajustes, com pequenas quedas em algumas regiões e altas pontuais em outras.

O que esperar do mercado?

Câmbio e volatilidade

O índice do dólar (DXY) manteve a sequência de quedas, refletindo dados mais fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos e aumento nas demissões em outubro. Com a paralisação do governo americano, indicadores privados passaram a ter maior peso nas decisões de mercado.

A fraqueza recente do dólar contrasta com o rali anterior, quando o Federal Reserve reduziu as apostas em cortes de juros.

Atualmente, os contratos futuros de Fed Funds apontam 66% de probabilidade de corte em dezembro, deixando o dólar sensível a novos dados econômicos e sujeito a forte volatilidade nas próximas sessões.

Plantio da safra 2025/26

As chuvas em Mato Grosso ficaram abaixo do esperado, limitando o avanço do plantio, que atingiu 85,68% das áreas, avanço de 9,55 pontos percentuais na semana, mas ainda atrasado em relação ao ritmo da safra anterior.

As regiões Médio-Norte, Noroeste e Norte estão próximas da conclusão da semeadura, enquanto Nordeste e Sudeste enfrentam maiores atrasos devido à escassez de chuva.

Segundo o relatório da NOAA, os volumes previstos entre 35 e 55 mm nos próximos dias devem favorecer a retomada dos trabalhos e melhorar a umidade do solo.

Clima e risco agrícola

Entre 11 a 15 de novembro, as chuvas devem ficar dentro da média em Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e parte do Paraná, mas abaixo da média em MAPITOBA, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Na semana seguinte, a precipitação deve se concentrar sobre Goiás, Minas, Paraná e São Paulo, enquanto Mato Grosso e Tocantins ainda apresentam déficit hídrico.

O avanço do plantio segue abaixo da média histórica, e a irregularidade das chuvas aumenta o risco de replantio e falhas de germinação, exigindo cautela nas vendas antecipadas da safra 2025/26.

Perspectiva

O mercado deve permanecer cauteloso nos próximos dias. A instabilidade do câmbio, aliada ao ritmo irregular do plantio e à persistência de riscos climáticos, tende a manter os preços da soja sustentados no curto prazo, mesmo diante de incertezas externas.



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PF investiga desvio de verbas em cidades do RS após enchentes



A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Lamaçal para investigar suposto desvio de verbas públicas destinadas à assistência social em municípios atingidos pelas enchentes de 2024, no Rio Grande do Sul. A apuração conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e tem como foco contratos da prefeitura de Lajeado firmados com base no estado de calamidade pública.

Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em nove cidades gaúchas — entre elas Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Guaporé, Carlos Barbosa, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região também determinou o bloqueio de quase R$ 4,5 milhões e o sequestro de dez veículos.

Contratos sob suspeita

De acordo com a Polícia Federal, a investigação identificou possíveis irregularidades em contratos emergenciais assinados para a contratação de profissionais terceirizados, como psicólogos, assistentes sociais, educadores e motoristas. A dispensa de licitação foi justificada pela situação de calamidade pública, mas os valores pagos estariam acima dos preços de mercado.

Os dois contratos somam cerca de R$ 120 milhões e teriam sido firmados com uma única empresa, sem comprovação de que a proposta representava a opção mais vantajosa para o município. As suspeitas incluem desvio de verbas públicas, irregularidades em licitações e lavagem de dinheiro.

Governo se manifesta

O governo do Rio Grande do Sul informou que a operação não tem relação com o atual secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado entre 2017 e 2023. Segundo nota oficial, os contratos investigados foram assinados antes de sua entrada no governo estadual.

A administração estadual declarou que está à disposição para colaborar com as autoridades e ressaltou a importância do direito de defesa dos envolvidos. A investigação segue sob sigilo judicial.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como o milho encerrou a semana?


O mercado de milho no Rio Grande do Sul continua travado e com baixa liquidez, sem alterações notáveis, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, com média estadual de R$ 62,00, segundo a Emater/RS-Ascar. No porto, o milho futuro para fevereiro/26 permanece em R$ 69,00/saca. Apesar da estabilidade, não há sinais de reação de preços no curto prazo”, comenta.

O mercado de milho em Santa Catarina segue sem reação. “As pedidas permanecem próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 70,00/saca, mantendo as negociações praticamente paradas. No Planalto Norte, os negócios são pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanços significativos”, completa a consultoria.

O Paraná registrou leves altas nas cotações, mas o mercado continua lento. “As cotações registraram leves altas na maioria das regiões. Na Metropolitana de Curitiba, o preço ficou em R$ 68,26 (+1,2%); no Oeste Paranaense, R$ 57,46 (+0,91%); no Centro Oriental, R$ 61,79 (+0,56%); e no Norte Central, R$ 59,07 (+0,7%). Entre as principais cidades: Cascavel R$ 57,25 (+0,1%), Guarapuava R$ 62,70 (+6,85%), Ponta Grossa R$ 62,75 (+0,42%), Umuarama R$ 59,02 (-0,59%), Maringá R$ 64,60 (+0,28%) e Londrina R$ 63,54 (-1,64%)”, indica.

O mercado de milho em Mato Grosso do Sul continua com baixa liquidez e ritmo moderado. “As cotações se ajustam com leve estabilidade, variando entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com Maracaju agora liderando as referências estaduais e Chapadão do Sul registrando boas altas na semana. Mesmo com os reajustes pontuais, a demanda exportadora segue enfraquecida, limitando o avanço das negociações, enquanto produtores mantêm firmeza nas pedidas”, informa.

 





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Comercialização de soja 25/26 atinge 36,08% em MT, aponta Imea



A comercialização de soja da safra 2025/26 de Mato Grosso chega a 36,08%, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Em outubro, o índice era de 31,46%, enquanto, no mesmo período do ano passado, o percentual estava em 38,35%.

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Safra 24/25 de soja

Já a comercialização da safra 2024/25 atingiu 97,12% até 10 de novembro, conforme dados do instituto.

Em outubro, o percentual era de 95,70%. No mesmo período do ano passado, o total negociado envolvia 98,54% da safra estimada.

Com informações da Safras & Mercado.



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Agro puxa resultado da balança comercial na 1ª semana de novembro



A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,810 bilhão na primeira semana de novembro. O saldo foi resultado de exportações de US$ 7,803 bilhões menos importações de US$ 5,992 bilhões no período. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (10) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Com esse desempenho semanal, no ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 54,205 bilhões no ano até a primeira semana de novembro. As exportações totalizam no período US$ 297,533 bilhões e as importações, US$ 243,328 bilhões.

Pela média diária, as exportações na primeira semana de novembro apresentam crescimento de 6,4% em relação à média verificada no mesmo mês de 2024. Enquanto isso, as importações cresceram 7,9% pela média diária, em igual período de comparação.

Agropecuária em destaque

O aumento das exportações foi puxado principalmente pelo crescimento, na agropecuária, das vendas de café não torrado (45,1%), soja (73,7%) e algodão em bruto (74,6%). Na indústria extrativa, destaque para as exportações de minério de ferro e seus concentrados (10,5%), minérios de cobre e seus concentrados (10,6%) e outros minérios e concentrados dos metais de base (185,9%).

Destaque também para as vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (89,4%), Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (231,2%) e Instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e suas partes (140,6%) na Indústria de Transformação.

Nas importações, o desempenho teve reflexos de uma queda de 5,2% nas compras de produtos de agropecuária; alta de 11,5% em indústria extrativa; e crescimento de 8,0% em indústria de transformação.



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Mais uma morte é confirmada após tornado em Rio Bonito do Iguaçu



A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou, nesta terça-feira (11), a sexta morte em decorrência do tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, no centro-sul do estado. A vítima é José Eronides de Almeida, de 70 anos, que morreu no sábado (8) após uma insuficiência cardíaca aguda.

Segundo o município, o óbito foi associado ao estresse pós-traumático causado pelo evento climático extremo. Com essa atualização, o total de mortes no Paraná chegou a sete; seis em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava.

Situação dos atendimentos

Desde o desastre, o sistema de saúde do estado registrou 835 atendimentos relacionados ao tornado. Desses, 20 pacientes seguem internados em hospitais da região.

Em Guarapuava, 11 pessoas permanecem sob cuidados médicos — quatro no Hospital São Vicente de Paulo e sete no Hospital Santa Tereza. Em Laranjeiras do Sul, seis pacientes continuam internados, sendo três no Hospital São Lucas e três no Instituto São José. Outros três feridos estão no Hospital Universitário de Cascavel.

Apoio e acompanhamento

Equipes da Secretaria de Estado da Saúde continuam em Rio Bonito do Iguaçu para acompanhar os desdobramentos do desastre e garantir atendimento às famílias afetadas. O governo também mantém o monitoramento de possíveis complicações médicas e psicológicas entre os sobreviventes.



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Inflação desacelera em outubro e fecha o mês com alta de 0,09%



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,09% em outubro, abaixo da taxa de 0,48% registrada em setembro. Com o resultado, a inflação acumulada no ano chega a 3,73%, enquanto o índice em 12 meses recuou para 4,68%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nesta terça-feira (11).

Energia elétrica pressiona menos e puxa recuo na habitação

O grupo Habitação foi o principal responsável pela desaceleração do índice, com queda de 0,30% no mês. A principal influência veio da energia elétrica residencial, que caiu 2,39% e teve o maior impacto negativo no IPCA de outubro (-0,10 ponto percentual). A redução reflete a mudança da bandeira tarifária, que passou da vermelha patamar 2 para a vermelha patamar 1, diminuindo o valor adicional cobrado nas contas de luz.

Mesmo com o recuo no mês, a energia elétrica acumula alta de 13,64% em 2025 e ainda é o item com maior peso na inflação do ano, com impacto de 0,53 ponto percentual. As variações regionais foram amplas: Goiânia registrou alta de 6,08%, enquanto em Fortaleza o preço da energia recuou 4,82%.

Alimentação e transportes têm leve alta

O grupo Alimentação e bebidas variou 0,01% em outubro. A alimentação no domicílio caiu 0,16%, com destaque para as quedas no arroz (-2,49%) e no leite longa vida (-1,88%). Já a alimentação fora de casa subiu 0,46%, impulsionada pelos aumentos em lanches (0,75%) e refeições (0,38%).

Nos Transportes, a alta foi de 0,11%, refletindo a valorização das passagens aéreas (4,48%) e dos combustíveis (0,32%). Apenas o diesel apresentou queda (-0,46%).

Entre os grupos com variação positiva, Vestuário subiu 0,51% e Saúde e cuidados pessoais avançou 0,41%, impulsionado por planos de saúde e produtos de higiene.



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Unica cobra início imediato da transição com combustíveis sustentáveis na COP30



Durante a COP30, em Belém, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) defendeu que a transição energética global precisa começar agora, com o uso de soluções já disponíveis em escala comercial. A entidade argumenta que os biocombustíveis são instrumentos eficazes para reduzir emissões no curto prazo e ajudar países a cumprir as metas do Global Stocktake, que prevê triplicar a capacidade de energias renováveis até 2030.

Soluções já testadas e prontas para ampliar escala

A Unica reforça que o foco deve estar em alternativas comprovadas, como a mistura obrigatória de biocombustíveis na gasolina e no diesel, o combustível sustentável de aviação (Sustainable Aviation Fuel, SAF) e as rotas de descarbonização no transporte marítimo. Essas opções, segundo a entidade, já operam de forma competitiva e podem gerar resultados concretos antes de novas tecnologias alcançarem maturidade.

A conferência também discute o Belém 4X Pledge on Sustainable Fuels, compromisso internacional voltado à expansão dos combustíveis sustentáveis. O acordo busca orientar políticas públicas, atrair investimentos e estimular o uso de rotas tecnológicas maduras, com ênfase na economia circular e no melhor aproveitamento de recursos agrícolas e energéticos.

Brasil pode liderar a transição

Para o presidente da Unica, Evandro Gussi, a COP30 marca uma mudança de fase no enfrentamento climático. Ele afirma que o mundo precisa adotar soluções já testadas e seguras, e cita o etanol brasileiro como exemplo de biocombustível eficiente e acessível.

Gussi destaca que o Brasil reúne condições favoráveis para liderar esse processo, com políticas públicas consolidadas, sistemas de rastreabilidade e auditorias independentes. Segundo ele, essa estrutura garante produção sustentável e pode servir de referência internacional para acelerar a transição energética e cumprir as metas do Acordo de Paris.



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