sábado, março 28, 2026

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Preço do boi sobe em Goiás e vaca valoriza em São Paulo



Vaca tem alta de R$ 4 em São Paulo



Foto: Sheila Flores

De acordo com análise divulgada nesta quarta-feira (12) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou alta na cotação da vaca em São Paulo. Segundo o levantamento, “as escalas de abate dos frigoríficos de pequeno porte estavam curtas e, mesmo com alongamento nos grandes frigoríficos nos últimos dias, também permaneciam reduzidas”.

A consultoria destacou ainda que a maior parte dos negócios com boi gordo e novilha ocorreu dentro das referências, mas foram observadas negociações acima desses valores. Para a vaca, a maioria das operações ficou acima da referência, com aumento de R$ 4,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.

Em Goiás, a Scot Consultoria apontou que as escalas de abate também estavam curtas, reflexo de uma oferta limitada. “Para garantir as boiadas, os compradores precisaram pagar mais pela arroba”, informou o boletim. Apesar disso, o ritmo de escoamento da carne diminuiu, o que impediu altas mais expressivas. Ainda assim, as cotações de todas as categorias tiveram elevação de R$ 5,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.

Na região Sul, os preços permaneceram estáveis em relação ao dia anterior, com as escalas de abate médias igualmente estimadas em oito dias.

No Maranhão, o informativo indicou cenário de baixa oferta de animais, mas sem alterações nas referências de preços. As escalas de abate no estado também estavam, em média, programadas para oito dias.





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CNC cobra fim de tarifa e vê avanço



CNC evita confronto político em busca de equilíbrio comercial



Foto: Pixabay

O Conselho Nacional do Café (CNC) divulgou nota oficial reforçando os esforços diplomáticos para reverter a tarifa imposta ao café brasileiro nos Estados Unidos. A entidade, que representa cooperativas e produtores do setor, alertou que a medida afeta tanto a produção e as exportações do Brasil quanto o abastecimento americano, uma vez que o café não é cultivado naquele país.

Ainda segundo a nota, o CNC buscou todos os contatos possíveis com autoridades norte-americanas, sempre destacando os riscos econômicos de se manter a taxação sobre uma commodity essencial ao consumidor final.

A entidade também atuou internamente, ao lado do Governo Federal, orientando que houvesse cautela nas declarações oficiais — inclusive nas do próprio Presidente da República — para evitar um confronto político entre os países. “Todas as partes sairiam prejudicadas”, afirma o presidente do CNC, Silas Brasileiro, na nota.

O CNC mencionou como sinal positivo a manifestação do Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que reconheceu que o governo americano não pode mais adiar a decisão sobre a retirada da tarifa. Segundo ele, a penalização afeta diretamente os consumidores americanos, o que não seria o caminho ideal.

“Continuamos acreditando que, em breve, teremos o resultado esperado, ou seja, a desoneração de algumas culturas produzidas no Brasil e amplamente consumidas no mercado americano, dentre elas, o café”, conclui Silas Brasileiro na nota oficial.





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Café arábica mantém alta com estoques reduzidos


De acordo com relatório da Hedgepoint Global Markets, os preços futuros do café arábica seguem voláteis, influenciados principalmente pela queda nos estoques certificados nos armazéns da ICE (Intercontinental Exchange). Atualmente, o volume armazenado soma cerca de 417 mil sacas, o menor nível em um ano e meio e próximo dos patamares registrados no fim de 2023.

Desde o início de agosto, os estoques certificados vêm diminuindo, com redução no volume da maioria das origens, entre elas México, Honduras, Nicarágua, Peru, Uganda e Brasil – este último o principal fornecedor para os estoques da ICE nos últimos anos. Entre 29 de julho e 7 de novembro, o total de sacas caiu 353,1 mil, equivalente a 43,8%. No caso do café de origem brasileira, a retração foi de 148,3 mil sacas, uma queda de 90,6%.

“Essa redução é resultado da falta de interesse dos cafeicultores – especialmente os brasileiros – pelo café certificado, pois eles estão bem capitalizados e os diferenciais em parte do ano não compensavam o processo. Além disso, a queda também é também resultado do consumo dos estoques certificados existentes por comerciantes e torrefadores, à medida que os preços do café continuam a aumentar. No caso das empresas americanas, as tarifas também aumentaram seus custos, levando-as a consumir os estoques existentes”, explica Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado de Café.

Apesar da baixa, projeções do mercado indicam que pelo menos 150 mil sacas devem chegar aos estoques certificados da ICE nos próximos meses. A Hedgepoint avalia, porém, que o volume ainda é insuficiente para recompor os níveis considerados confortáveis, o que pode continuar sustentando os preços no curto prazo.

O clima nas regiões produtoras também é apontado como fator determinante para a tendência dos preços. O Brasil está em fase de desenvolvimento para o ciclo 2026/27, e, até meados de outubro, a seca registrada em diversas áreas trouxe preocupações sobre o potencial produtivo, já que muitos cafeeiros floresceram precocemente em setembro.

“No entanto, embora ainda seja cedo para descartar o efeito negativo do clima anterior na produtividade do café, os níveis de chuva na segunda quinzena de outubro e no início de novembro trouxeram esperanças para 26/27”, afirma a analista.

Segundo Moda, a maioria das regiões produtoras de arábica recebeu volumes expressivos de chuva nas últimas semanas, o que provocou nova floração no fim de outubro e contribuiu para o desenvolvimento das plantas, que agora entram na fase de formação dos grãos.

No caso do conilon, o clima tem sido favorável ao longo de 2025, com chuvas regulares nas últimas semanas, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. A Hedgepoint pondera, no entanto, que pode haver pequena redução na produção na próxima safra, em função da colheita recorde registrada em 2025/26.

A analista acrescenta que a primeira estimativa oficial para a safra brasileira de café 2026/27 deve ser divulgada até o fim de novembro. Projeções mais detalhadas são esperadas apenas entre fevereiro e março, após a fase de enchimento dos grãos. Como maior produtor global, o desempenho do Brasil será decisivo para recompor os estoques internacionais e reduzir a pressão sobre os preços.





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Estudo inédito revela potencial estratégico de estoque de carbono na Bacia do Alto Paraguai


A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), simultaneamente com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), realizaram no último dia 11 uma coletiva para apresentar os resultados do Atlas do Estoque de Carbono em Formações Vegetais da Bacia do Alto Paraguai – Mato Grosso (Carbopan), pesquisa científica que desenvolveu e estimou os estoques de carbono nas fitofisionomias que compõem o Pantanal Mato-Grossense.    

O estudo é resultado de uma parceria entre a Universidade, por meio do Centro de Estudos de Fronteira (CEFRONT), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT). A pesquisa é liderada pelo professor Dr. Fábio Ayres (UEMS), que integra uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, com apoio técnico e institucional das três instituições.

Durante a coletiva, também participaram o Reitor da UEMS, professor Dr. Laércio de Carvalho, reforçando a importância da pesquisa no contexto das agendas climáticas e do papel da universidade pública no desenvolvimento sustentável regional, o Presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr., e os pesquisadores da Embrapa, Luiz Orcírio e Rodiney Mauro.

Tecnologia e metodologia inovadora

O estudo caracterizou e catalogou as fitofisionomias na região pantaneira do Mato Grosso, a partir de imagens de satélite. Esse mapeamento do uso e cobertura da terra foi na porção Norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP) e analisou 59 localidades da BAP, com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).

Os pesquisadores, a partir de imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, encontraram uma metodologia que representasse, com alto nível de acurácia, a cobertura vegetal e o uso do solo.

Já a interpretação das imagens e a avaliação das áreas naturais foram estabelecidas por processo híbrido, que consiste na classificação não supervisionada e a associação e validação das classes no modo manual. As imagens do satélite apresentaram resultados espectrais e geométricos utilizando-se a ortorretificação das mesmas.

Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.

Relevância para economia, agricultura e meio ambiente

O professor Fábio Ayres explica que conservar o Pantanal significa garantir uso sustentável e equilíbrio ecológico, integrando atividades produtivas tradicionais, como a pecuária extensiva com pastagens nativas, à manutenção dos estoques naturais de carbono.

Ele destaca que o aumento do estoque de carbono é estratégico, pois mantém o carbono fixado na vegetação e no solo, reduzindo sua emissão para a atmosfera e abrindo oportunidades no mercado de carbono.

Municípios como Poconé-MT (33,42 t/ha) e Barão de Melgaço-MT (28,78 t/ha) apresentam altos índices de estoque por hectare, evidenciando o potencial ambiental e econômico da região. “A conservação do Pantanal promove resiliência ecológica, segurança hídrica e fortalecimento da economia local, sem abrir mão da proteção da biodiversidade”, resume o pesquisador.

Ayres ainda defende que os resultados do estudo fortalecem a integração ambiental entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que a Bacia do Alto Paraguai ultrapassa fronteiras estaduais. “O Atlas fornece base científica para o planejamento territorial sustentável, valoração de ativos ambientais, formação de políticas públicas e captação de recursos internacionais”.

Segundo o professor, para o Brasil, a pesquisa posiciona o Pantanal como ativo ambiental relevante nas discussões globais sobre carbono e clima, contribuindo para os compromissos do país na COP30 e ampliando o protagonismo da região nas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Rodiney Mauro, pesquisador da Embrapa, complementa que o mercado mundial de emissões de gases do efeito estufa, como créditos de carbono e projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), está evoluindo para se tornar uma fonte de recursos para os proprietários de áreas florestadas. Dessa forma, “é necessário o conhecimento do estoque atual de biomassa e de carbono, assim como também é necessário estimar a dinâmica e o potencial total de sequestro de carbono para resultados mais concretos”.

Para o Presidente da Acrimat, o estudo mostra que os produtores pantaneiros continuam produzindo com eficiência e sustentabilidade. “Esse estudo reforça aquilo que o produtor pantaneiro já pratica há gerações: produzir com respeito ao meio ambiente. A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo, pois mantém a vegetação nativa em pé e contribui para o equilíbrio do bioma. Ter agora uma base científica sólida, feita por instituições como a UEMS e a Embrapa, mostra que conservar e produzir podem andar juntos e que o Pantanal é parte essencial das soluções climáticas do Brasil.”

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), simultaneamente com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), realizaram no último dia 11 uma coletiva para apresentar os resultados do Atlas do Estoque de Carbono em Formações Vegetais da Bacia do Alto Paraguai – Mato Grosso (Carbopan), pesquisa científica que desenvolveu e estimou os estoques de carbono nas fitofisionomias que compõem o Pantanal Mato-Grossense.    

O estudo é resultado de uma parceria entre a Universidade, por meio do Centro de Estudos de Fronteira (CEFRONT), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT). A pesquisa é liderada pelo professor Dr. Fábio Ayres (UEMS), que integra uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, com apoio técnico e institucional das três instituições.

Durante a coletiva, também participaram o Reitor da UEMS, professor Dr. Laércio de Carvalho, reforçando a importância da pesquisa no contexto das agendas climáticas e do papel da universidade pública no desenvolvimento sustentável regional, o Presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr., e os pesquisadores da Embrapa, Luiz Orcírio e Rodiney Mauro.

Tecnologia e metodologia inovadora

O estudo caracterizou e catalogou as fitofisionomias na região pantaneira do Mato Grosso, a partir de imagens de satélite. Esse mapeamento do uso e cobertura da terra foi na porção Norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP) e analisou 59 localidades da BAP, com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).

Os pesquisadores, a partir de imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, encontraram uma metodologia que representasse, com alto nível de acurácia, a cobertura vegetal e o uso do solo.

Já a interpretação das imagens e a avaliação das áreas naturais foram estabelecidas por processo híbrido, que consiste na classificação não supervisionada e a associação e validação das classes no modo manual. As imagens do satélite apresentaram resultados espectrais e geométricos utilizando-se a ortorretificação das mesmas.

Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.

Relevância para economia, agricultura e meio ambiente

O professor Fábio Ayres explica que conservar o Pantanal significa garantir uso sustentável e equilíbrio ecológico, integrando atividades produtivas tradicionais, como a pecuária extensiva com pastagens nativas, à manutenção dos estoques naturais de carbono.

Ele destaca que o aumento do estoque de carbono é estratégico, pois mantém o carbono fixado na vegetação e no solo, reduzindo sua emissão para a atmosfera e abrindo oportunidades no mercado de carbono.

Municípios como Poconé-MT (33,42 t/ha) e Barão de Melgaço-MT (28,78 t/ha) apresentam altos índices de estoque por hectare, evidenciando o potencial ambiental e econômico da região. “A conservação do Pantanal promove resiliência ecológica, segurança hídrica e fortalecimento da economia local, sem abrir mão da proteção da biodiversidade”, resume o pesquisador.

Ayres ainda defende que os resultados do estudo fortalecem a integração ambiental entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que a Bacia do Alto Paraguai ultrapassa fronteiras estaduais. “O Atlas fornece base científica para o planejamento territorial sustentável, valoração de ativos ambientais, formação de políticas públicas e captação de recursos internacionais”.

Segundo o professor, para o Brasil, a pesquisa posiciona o Pantanal como ativo ambiental relevante nas discussões globais sobre carbono e clima, contribuindo para os compromissos do país na COP30 e ampliando o protagonismo da região nas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Rodiney Mauro, pesquisador da Embrapa, complementa que o mercado mundial de emissões de gases do efeito estufa, como créditos de carbono e projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), está evoluindo para se tornar uma fonte de recursos para os proprietários de áreas florestadas. Dessa forma, “é necessário o conhecimento do estoque atual de biomassa e de carbono, assim como também é necessário estimar a dinâmica e o potencial total de sequestro de carbono para resultados mais concretos”.

Para o Presidente da Acrimat, o estudo mostra que os produtores pantaneiros continuam produzindo com eficiência e sustentabilidade. “Esse estudo reforça aquilo que o produtor pantaneiro já pratica há gerações: produzir com respeito ao meio ambiente. A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo, pois mantém a vegetação nativa em pé e contribui para o equilíbrio do bioma. Ter agora uma base científica sólida, feita por instituições como a UEMS e a Embrapa, mostra que conservar e produzir podem andar juntos e que o Pantanal é parte essencial das soluções climáticas do Brasil.”





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Preço do boi gordo se mantém nesta quinta-feira, segundo Índice Datagro



O Indicador do Boi Gordo Datagro sinaliza para uma estabilidade dos preços nesta quinta-feira com pequenas oscilações nas cotações das praças. A demanda aquecida no mercado interno e o afastamento do risco de medida sanitária contra a carne brasileira pela China têm segurado os preços.

Em São Paulo, a cotação fechou no maior valor do dia, a R$ 322,63 por arroba, representando queda de -0,11%. No Pará, o preço atingiu R$ 307,64, com variação de 1,28%, a maior elevação desta quinta-feira.

Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:

São Paulo: R$ 322,63

Goiás: R$ 316,78

Minas Gerais: R$ 311,57

Mato Grosso: R$ 306,40

Mato Grosso do Sul: R$ 319,48

Pará: R$ 307,64

Rondônia: R$ 281,22

Tocantins: R$ 303,01

Bahia: de 312,20

O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.



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Receita da JBS sobe 13% no 3º trimestre e atinge US$ 22,6 bilhões



A JBS registrou receita líquida de US$ 22,6 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi disseminado entre todas as unidades da companhia e confirma, segundo a empresa, a capacidade de operar sua plataforma global multiproteína com disciplina e agilidade em diferentes cenários de mercado.

O lucro líquido somou US$ 581 milhões, enquanto o retorno sobre o patrimônio (ROE) alcançou 23,7% nos últimos 12 meses. A alavancagem encerrou o trimestre em 2,39 vezes, alinhada à meta de longo prazo. O EBITDA ajustado IFRS ficou em US$ 1,8 bilhão, com margem consolidada de 8,1%.

“O trimestre comprova a força da nossa plataforma global multiproteína e como a operamos com disciplina, agilidade e resiliência”, afirmou o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.

EUA registram receita recorde na operação de carne bovina

Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America alcançou receita recorde de US$ 7,2 bilhões, impulsionada pela demanda doméstica resiliente, mesmo em um cenário de oferta restrita e preços historicamente elevados do gado.

Segundo Tomazoni, a equipe manteve “consistência e execução disciplinada”, garantindo crescimento mesmo em um ambiente de custos elevados.

A Pilgrim’s Pride, operação de aves da companhia, atingiu margem de 16,2%, apoiada em portfólio diversificado e ganhos contínuos de eficiência. O segmento de Prepared Foods avançou mais de 25% em vendas na América do Norte, com performances acima da média também na Europa e no México.

A JBS USA Pork também registrou receita recorde, com margem EBITDA de 9,8%, sustentada por forte demanda interna e expansão de produtos de marca e preparados. Durante o trimestre, a empresa anunciou a compra de uma planta em Iowa e o avanço na construção de outra unidade no estado.

Friboi e Seara impulsionam resultado no Brasil

No Brasil, a JBS registrou margem EBITDA de 7,4%. A Friboi teve mais um trimestre de crescimento, com bom desempenho nas exportações e no mercado doméstico. A marca foi novamente eleita a mais lembrada do país na categoria de carnes pelo prêmio Top of Mind.

A Seara alcançou o maior volume de exportações de sua história, mesmo diante de restrições temporárias às vendas para China e Europa, que já foram encerradas. A margem EBITDA da unidade foi de 13,7%.

Segundo Tomazoni, o desempenho foi sustentado por inovação, redirecionamento de volumes e foco em rentabilidade. Ele destacou lançamentos como a linha Seara Protein, produtos para AirFryer e parcerias com a Netflix.

JBS Austrália mantém rentabilidade apesar do custo mais alto do gado

A JBS Austrália encerrou o trimestre com margem EBITDA de 11,4%, impulsionada pela maior disponibilidade de gado e demanda aquecida. O segmento de carne bovina foi o principal motor dos resultados, compensando o aumento de 26% no custo do gado, segundo dados da Meat & Livestock Australia (MLA).

Tomazoni afirmou que a Austrália “continua sendo pilar estratégico para a diversificação geográfica da JBS” e um exemplo de eficiência operacional.

Empresa reforça foco em crescimento sustentável

O CEO destacou que a companhia mantém disciplina financeira e segue investindo com responsabilidade. “A demanda global por proteína continua em expansão, e a JBS está pronta para capturar esse crescimento com um portfólio equilibrado, execução sólida e visão de longo prazo.”



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consumo aquecido faz preços do atacado dispararem



O mercado físico do boi gordo opera com preços acomodados nesta quinta-feira (13), em meio a escalas de abate curtas em boa parte do país. O Ministério da Agricultura afastou os rumores envolvendo a presença de fluazuron em amostras de carne brasileira, informação que pressionou a B3 na primeira metade de novembro.

A preocupação agora recai sobre a investigação conduzida pela China sobre os impactos das importações na produção local. A decisão está prevista para 26 de novembro, e até lá o mercado deve seguir volátil, segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços médio da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 327,33
  • Goiás: R$ 320,89
  • Minas Gerais; R$ 315,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,98.
  • Mato Grosso: R$ 309,12

Mercado atacadista

O mercado atacadista de carne bovina registra alta consistente dos preços. Segundo Iglesias, o cenário aponta para continuidade da valorização no curtíssimo prazo, favorecido pelo pico do consumo doméstico com o pagamento do 13º salário, aumento de vagas temporárias e confraternizações de fim de ano.

  • Quarto traseiro : R$ 26,00/kg,
  • Quarto dianteiro: R$ 19,50/kg
  • Ponta de agulha: R$ 19,00/kg

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,09%, cotado a R$ 5,2971 para venda e R$ 5,2951 para compra. A divisa oscilou entre R$ 5,2735 na mínima e R$ 5,3025 na máxima durante a sessão.



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Controle de pragas garante qualidade do algodão mineiro



Ações sanitárias fortalecem algodão em Minas Gerais



Foto: Canva

Minas Gerais, quarto maior produtor de algodão do país, consolida-se como referência nacional em sanidade e qualidade da produção. O estado já produziu mais de 145 mil toneladas da fibra, quase 21 mil toneladas a mais que no ano anterior, com exportações superiores a US$ 35 milhões, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). De acordo com o órgão, o avanço é resultado de ações de defesa sanitária e de programas de certificação conduzidos pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que têm fortalecido o setor e ampliado o acesso a mercados mais exigentes.

Entre as principais medidas adotadas para garantir a competitividade e proteger as lavouras, está o vazio sanitário do algodão, realizado anualmente entre 20 de setembro e 20 de novembro. Nesse período, é proibido o cultivo e obrigatório o manejo adequado dos restos culturais e soqueiras, o que interrompe o ciclo reprodutivo do bicudo-do-algodoeiro, considerada uma das principais pragas que afetam a cultura.

O IMA realiza fiscalizações por amostragem em propriedades que cultivaram algodão na última safra e notifica produtores que não cumprem as determinações legais. O descumprimento pode resultar em autuações e processos administrativos. “Essas ações são fundamentais para reduzir a presença de pragas e preservar a produtividade das lavouras”, destaca o Instituto. Além das ações em campo, a entidade promove campanhas de conscientização por meio de rádios, redes sociais e reuniões setoriais, reforçando a importância do cumprimento das medidas preventivas para manter a sanidade e a sustentabilidade da produção.

Segundo o IMA, as ações de defesa fitossanitária, somadas ao cadastro das propriedades produtoras, fortalecem a economia mineira e asseguram a rastreabilidade e a confiança nos produtos locais. O Instituto afirma que “a qualidade e a conformidade sanitária são diferenciais que valorizam o algodão mineiro tanto no mercado interno quanto no internacional”.





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Tempo instável na sexta-feira provoca temporais e chuva forte em algumas regiões do Brasil



A sexta-feira (14) será marcada por contrastes no clima do Brasil. Enquanto áreas do Sul voltam a ter tempo firme após a passagem de uma frente fria, estados do Centro-Oeste registram risco de temporais. No Sudeste, novas instabilidades ganham força e espalham chuva entre o interior paulista e Minas Gerais.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul terá tempo firme no RS e chuva moderada no PR e em SC

No Rio Grande do Sul, o afastamento da frente fria e a chegada de uma área de alta pressão deixam o tempo firme na maior parte do estado. Apenas o norte gaúcho ainda pode registrar chuva fraca e isolada. As temperaturas seguem mais elevadas.

Em Santa Catarina, o litoral ainda pode ter chuva fraca e passageira, enquanto o oeste recebe pancadas moderadas a fortes ao longo do dia.

No Paraná, a instabilidade persiste. Pancadas moderadas a fortes atingem grande parte do estado, sobretudo o noroeste, oeste e áreas do interior, onde há risco de temporais por causa de uma área de baixa pressão no Paraguai. As temperaturas não sobem tanto quanto no RS.

Instabilidade avança no Sudeste e atinge capital paulista

Em São Paulo, um cavado em médios níveis da atmosfera favorece nuvens carregadas no interior, oeste e sul do estado. Pancadas moderadas a fortes, com chance de trovoadas, devem avançar para o centro e o leste paulista ao longo do dia.

Na capital, o sol aparece entre nuvens pela manhã, mas há previsão de pancadas de chuva à tarde e à noite. As temperaturas variam entre 17 °C e 26 °C, com declínio no centro-sul do estado e sul de Minas Gerais.

No nordeste de Minas, em pontos do Rio de Janeiro e no Espírito Santo, pode chover de forma isolada, mas o predomínio ainda é de tempo firme.

No Mato Grosso do Sul, a presença da área de baixa pressão no Paraguai mantém o tempo instável, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em praticamente todo o estado.

Em Mato Grosso, as instabilidades começam pela manhã e se intensificam à tarde, especialmente na metade oeste do estado.

Goiás tem cenário diferente: a chuva se concentra no extremo sudoeste, enquanto o restante do estado permanece com tempo firme. As temperaturas seguem elevadas, com sensação de abafamento.

Nordeste terá chuva no litoral e sol forte no interior

No Recôncavo Baiano, as chuvas diminuem e ficam mais concentradas entre o sul da Bahia e a região de Ilhéus. Entre Alagoas e Rio Grande do Norte, há chance de chuva fraca e isolada na faixa litorânea. O mesmo vale para áreas costeiras do Ceará e do Maranhão.

Nas demais áreas do Nordeste, o sol predomina e as temperaturas permanecem altas.

A metade oeste da região Norte continua sob influência de áreas de instabilidade. Roraima e Rondônia também podem registrar pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais isolados.

No Pará, a chuva se concentra no extremo oeste. No Tocantins, Amapá e demais áreas do estado, o tempo firme predomina.



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À espera do USDA, altas nas cotações marcam o mercado de soja; saiba os preços por região



O mercado brasileiro de soja registrou alta generalizada nas cotações nesta quinta-feira (13), com negócios mais firmes ao longo do dia. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, houve bons movimentos em Minas Gerais, com preços firmes e spreads elevados, à medida que produtores continuam pedindo valores maiores.

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As indicações seguem acima da paridade de exportação em várias regiões, refletindo a disputa entre vendedores e compradores. No mercado spot, os volumes disponíveis diminuem, já que a exportação entra na fase final da janela anual. “Paranaguá rodou volumes hoje, mas nada muito grande”, acrescentou.

Com CBOT em alta e prêmios praticamente estáveis, houve reflexos diretos no físico. O mercado segue atento ao relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã e pode impactar o curto prazo.

Preços de soja por região

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 125,50 para R$ 127,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 128,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,50 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 142,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam firmes nesta quinta-feira (13) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os agentes seguem posicionando suas carteiras frente ao relatório de novembro do USDA e aguardam sinais da retomada das compras chinesas de produto americano.

O relatório de amanhã servirá como termômetro para medir a confiança nos acordos comerciais EUA-China e as expectativas de aumento nas vendas de exportação de soja. Caso o USDA reduza as projeções, pode indicar cautela do mercado em relação aos negócios em andamento.

Após o fim da paralisação do governo americano, o USDA anunciou que publicará vendas diárias de grãos para exportadores privados não divulgadas durante os 43 dias de paralisação. O mercado acompanhará se a China comprou soja entre outubro e início de novembro.

Nos relatórios de vendas semanais, para a semana encerrada em 18 de setembro, foram vendidas 724,5 mil toneladas de soja em grão. Na semana até 25 de setembro, 870,5 mil toneladas. A ausência da China entre os principais compradores segue sendo um ponto de atenção.

O USDA deve reduzir a projeção de safra dos EUA 2025/26 para 4,265 bilhões de bushels, contra 4,301 bilhões previstos em setembro, com estoques de passagem em 292 milhões de bushels, frente a 300 milhões estimados anteriormente.

No cenário global, os estoques finais 2024/25 da soja estão projetados em 123,4 milhões de toneladas, frente a 123,6 milhões em setembro. Para 2025/26, a previsão é de 124,6 milhões de toneladas, acima dos 124 milhões projetados em setembro.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão para janeiro fecharam com alta de 13,25 centavos de dólar, a US$ 11,47 por bushel, e março a US$ 11,56 3/4, alta de 12,75 centavos. No farelo, dezembro subiu US$ 7,40, a US$ 328,40 por tonelada. No óleo, dezembro fechou a 50,25 centavos de dólar, perda de 0,37 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,09%, negociado a R$ 5,2971 para venda e R$ 5,2951 para compra, oscilando ao longo do dia entre mínima de R$ 5,292 e máxima de R$ 5,303.



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