sexta-feira, março 27, 2026

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Há uma disputa entre EUA e China no debate sobre clima, diz presidente da COP30



O embaixador André Corrêa do Lago vê uma disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a China no debate sobre clima.

“Uma coisa muito clara nesta COP é a presença muito forte da China e essa situação curiosa em que nós temos a China como a grande apoiadora dessa nova economia e o governo norte-americano defendendo um retorno a uma economia antiga”, afirmou Corrêa do Lago, em entrevista ao programa Brasil no Mundo, da TV Brasil, na noite de domingo (16).

“O país para o qual os Estados Unidos estão de olhando é a China e a China está totalmente apoiadora desta agenda de combate à mudança do clima. Então tornou-se quase um embate geopolítico dentro desta negociação de qual direção o mundo deve tomar”, afirma o embaixador, que é o atual presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

Ele considera que há uma preocupação entre certos setores econômicos e políticos dos EUA de que, ao abandonar a transição energética, o país perca a liderança tecnológica nesta nova fase da economia global.

“Essa diferença de caminhos é uma coisa muito interessante de se observar nesta COP”, afirma.

Corrêa do Lago alertou também para o que considera um novo negacionismo, o “negacionismo econômico”.

“É muito o que defende o secretário de Energia dos EUA [Chris Wright], que não nega o impacto das atividades humanas sobre a mudança do clima. Ele considera que a mudança do clima é uma consequência de algo que é muito positivo que é o desenvolvimento, portanto, acredita que a solução está mais ligada a se adaptar do que a mitigar”, afirma.

Corrêa do Lago destaca o que considera uma tendência à imposição da agenda também pelo aspecto econômico, já que em muitos setores da economia as tecnologias que usam substitutos dos combustíveis dos fósseis já estão mais baratas. “Fica muito difícil você negar isso”, comenta.

Ao falar da ausência dos Estados Unidos, Corrêa destacou a presença de governadores, como o da Califórnia, que juntos representam 60% do PIB norte-americano.

“A ausência do governo norte-americano faz com que o governo não participe, mas a ausência mais marcante dos EUA é se persistirem em um direcionamento de voltar para os combustíveis fósseis”, avalia. “Isso teria um impacto muito grande pelo peso dos EUA na economia mundial”.

Fundo Florestas para Sempre

Durante a entrevista para os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o embaixador falou também sobre o novo instrumento de financiamento lançado pelo Brasil, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF).

“O fundo apresentado pelo Brasil é muito inovador, ao mesmo tempo lida com a questão essencial que é a preservação de florestas, e lida também com biodiversidade e populações locais”, afirma.

O embaixador acredita que é um fundo que, por estar fora dos mecanismos oficiais da COP, tem mais condições de receber recursos de países em desenvolvimento, como Brasil e China.

“Porque tudo que está dentro da convenção está no princípio que os países desenvolvidos devem fornecer recursos para os países em desenvolvimento”, explica. “Portanto, é inovador em vários sentidos, inclusive ao abrir a porta para que países como a China participem”.

Corrêa do Lago afirma que o foco do TFFF são fundos soberanos – fundos de investimentos geridos por países – que buscam rendimentos fixos e deve ter novos anúncios de investimentos após a COP. Segundo ele, o fato de ser um fundo inovador faz com que os países levem um tempo a entender o modelo.



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Inflação, IBC-Br e Fed no foco do mercado no início da semana; ouça análise


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a ata do Copom reforçou postura conservadora, enquanto o IPCA de outubro desacelerou a 0,09% e reavivou apostas de corte de juros em janeiro.

O Ibovespa tocou 158 mil pontos, acumulando a quinta alta semanal seguida, com destaque para Petrobras, bancos e varejo. O real seguiu abaixo de R$ 5,30 pelo quarto pregão; dólar cai 1,54% em novembro.

Hoje, atenção ao IPC-S, IBC-Br e estimativa da inflação na Zona do Euro.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Nova frente fria chega na semana e aumenta risco de temporais; saiba onde



O avanço de uma nova frente fria sobre o Sudeste deve elevar o risco de temporais ao longo desta semana, segundo previsão da meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo. O sistema começa a influenciar o tempo já nesta segunda-feira (17), especialmente em São Paulo, Triângulo Mineiro, centro-sul de Minas Gerais e centro-sul do Rio de Janeiro.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Na terça-feira (18), a frente fria permanece quase estacionária entre São Paulo e Rio de Janeiro, mantendo a atmosfera instável.

Na quarta (19), o sistema volta a se deslocar, avançando para o Espírito Santo e para o centro-leste e norte de Minas Gerais.

Segunda-feira tem alerta para temporais em SP e MG

A chegada da frente fria torna o dia ainda mais instável em São Paulo. O estado terá muitas nuvens, sensação de abafamento e pancadas de chuva com raios entre a tarde e a noite. A Climatempo alerta para risco de chuva moderada a forte em todas as regiões paulistas, incluindo Grande São Paulo, além de temporais no norte e nordeste do estado, com destaque para Ribeirão Preto, Franca, São Carlos e Presidente Prudente.

Em Minas Gerais, o alerta também vale para o Triângulo Mineiro e o Sul de Minas, onde a combinação de calor, umidade e aproximação da frente fria favorece chuvas intensas com trovoadas. No Rio de Janeiro e no centro-sul mineiro, o dia será marcado por sol entre nuvens, abafamento e pancadas de chuva principalmente à tarde e à noite.

No Espírito Santo, a segunda-feira será de sol pela manhã e chuva isolada a partir do fim da tarde no centro-sul do estado. Já o norte capixaba e o norte mineiro seguem com predomínio de sol e baixa chance de chuva.

Instabilidade persiste na terça-feira

Com a frente fria quase parada entre SP e RJ, a chuva se mantém concentrada nesses dois estados e também no centro, oeste e sul de Minas Gerais. O padrão segue com muitas nuvens, tempo abafado e pancadas de chuva ao longo do dia.

Quarta-feira: sistema avança para ES e norte de MG

Na quarta, a frente fria avança para o Espírito Santo e o norte e leste de Minas Gerais, aumentando as condições para pancadas de chuva nessas regiões. Capitais como Vitória, Belo Horizonte e Rio de Janeiro também terão instabilidade ao longo do dia.

Em São Paulo, a situação muda: o risco de chuva intensa diminui bastante, e o sol volta a predominar na Grande São Paulo.

Fim da semana com chuva mais concentrada

Entre quinta (20) e sexta-feira (21), a chuva se concentra sobre o norte e leste de Minas Gerais e sobre o Espírito Santo. Nas demais áreas do Sudeste, o sol aparece com mais força e o tempo tende a ficar mais firme.

Frio atípico não deve avançar

Mesmo com a chegada da frente fria, o ar frio associado ao sistema não é forte. Não há previsão de queda intensa e prolongada de temperatura no Sul e Sudeste. As madrugadas podem até ficar mais amenas, mas as tardes voltam a esquentar já no meio da semana.

Temperaturas próximas de 10 °C ainda poderão ser registradas nesta segunda (17) e terça (18) em áreas mais elevadas das serras gaúcha e catarinense e na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de citros ganha ritmo em várias regiões


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (13) aponta avanço nas atividades relacionadas ao cultivo de citros em diferentes regiões do Estado. Em Caxias do Sul, o boletim informa que “já foi realizada a poda de limpeza na maioria das plantas” e que há “bom pegamento de frutos”. Em Guaporé, continuam os tratamentos contra ácaro-da-falsa-ferrugem, larva-minadora e mosca-das-frutas.

Na região administrativa de Lajeado, que reúne municípios como Bom Princípio, Harmonia, Pareci Novo, São Sebastião do Caí e São José do Hortêncio, o documento registra que a safra de bergamota Murcott foi encerrada. Segundo o informativo, “os valores recebidos pela caixa de 25 quilos variam entre R$ 60,00 e R$ 70,00 em São José do Hortêncio, e entre R$ 70,00 e R$ 80,00 em São Sebastião do Caí”. A safra de laranja Valência também está avançada, mas o boletim destaca que “o preço recebido continua baixo”. Em Bom Princípio, a laranja Valência para consumo in natura varia de R$ 20,00 a R$ 25,00, enquanto o produto destinado ao suco é vendido por R$ 10,00 a caixa, com pouca procura.

As cotações variam entre os municípios. Em Pareci Novo, a Valência in natura está em R$ 30,00 e o preço para suco permanece em R$ 10,00 por caixa. Em São José do Hortêncio, os valores oscilam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 para mesa e chegam a R$ 12,00 para indústria. Em São Sebastião do Caí, o boletim registra preços entre R$ 25,00 e R$ 35,00 para mesa e de R$ 10,00 a R$ 15,00 para a indústria.

A produção de lima ácida ou limão Tahiti mantém ritmo estável. O documento aponta que, em Bom Princípio, “85% da safra foi colhida” e que o preço recebido pelos produtores é de R$ 70,00 por caixa de 25 quilos, valor também observado em Pareci Novo e São José do Hortêncio. Em São Sebastião do Caí, onde a colheita ocorre ao longo de todo o ano, os preços variam entre R$ 60,00 e R$ 70,00.

O informativo destaca ainda que “a floração das plantas cítricas foi intensa” e que há bom pegamento de frutos. Os apicultores demonstram otimismo, pois a florada indica boa produção de mel. Em São José do Hortêncio, apesar da queda de flores em laranja do Céu e Valência, a previsão de produtividade foi mantida.

Na região de Erechim, a colheita segue em ritmo forte, com cerca de 70% das laranja já retiradas das lavouras. A produtividade média está em 35 toneladas por hectare. Conforme o boletim, “o preço ao produtor é de R$ 800,00 a tonelada para a indústria e R$ 1.000,00 a tonelada in natura”, e compradores de São Paulo e Paraná têm buscado produto na região. A manutenção da florada indica boa safra futura.

Na região de Passo Fundo, as variedades precoces de pêssego iniciaram a colheita, enquanto as variedades tardias avançam no desenvolvimento final dos frutos.





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AgroNewsPolítica & Agro

EUA reduz tarifa sobre café, mas frustra setor



As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro


As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro
As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro – Foto: Divulgação

Os cortes anunciados pelos Estados Unidos para tarifas de cerca de 200 produtos alimentícios movimentaram o agro brasileiro. As alíquotas aplicadas às vendas do país caíram de 50% para 40%, após dúvidas iniciais entre exportadores sobre o alcance da medida. O Ministério da Agricultura informou que o ajuste atinge apenas taxas de reciprocidade criadas em abril, que representaram 10% no caso brasileiro. A tarifa adicional de 40%, definida em julho, segue em vigor, o que frustrou setores que esperavam zerar cobranças, como o de café.

As negociações entre os dois países vinham ganhando ritmo desde outubro, após encontro entre os presidentes na Malásia. Autoridades dos dois lados discutiam um caminho para flexibilizar o tarifaço, mas o governo norte-americano sinalizou cautela. No fim da sexta, Donald Trump afirmou a repórteres que não vê necessidade de novos cortes e citou expectativa de alívio nos preços internos, pressionados pela inflação.

Nesse contexto, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou uma nota salientando a necessidade de avaliar a diferença entre as duas taxas que incidem sobre o produto brasileiro e entender como se dá essa redução. Segundo a entidade, somente nos próximos momentos será possível emitir alguma conclusão sobre o tema.

“O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar, cuidadosamente, a situação e termos noção do real cenário que se apresenta. Voltaremos a nos pronunciar tão logo tenhamos os devidos esclarecimentos”, afirma, por meio de uma nota oficial, o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Após temporais no Paraná, Sistema FAEP orienta procedimentos para minimizar…


Produtor rural pode acionar seguradoras e/ou negociar dívidas. Sindicato deve procurar a prefeitura local para viabilizar o decreto de situação de emergência

Após os temporais registrados em diversas regiões do Paraná no último final de semana, o Sistema FAEP orienta produtores e sindicatos rurais a adotarem procedimentos para se resguardar dos danos provocados pelas fortes chuvas. De acordo com levantamento do governo estadual, ao menos 38 municípios do Paraná registraram chuva forte e/ou granizo, com danos em lavouras, aviários e estruturas de armazenagem. Somente no município de Itambé, no Noroeste do Paraná, mais de 10 mil hectares de área produtiva foram danificados pelos temporais.

“O nosso produtor rural já vinha com uma situação difícil por conta dos sucessivos eventos climáticos nos últimos anos, que impactam diretamente na produção e renda no meio rural. Diante do recente acontecimento, precisamos de ações rápidas e eficientes para que os agricultores e pecuaristas que registraram perdas possam renegociar suas dívidas”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Para isso, o Sistema FAEP orienta alguns procedimentos para que produtores e sindicatos rurais afetados possam acionar as seguradoras e/ou negociar com as instituições financeiras.

Sindicatos rurais

Os sindicatos devem procurar às prefeituras para informar os danos ocorridos na produção agropecuária em cada município. Caso seja necessário, é importante avaliar em conjunto a necessidade de decreto de situação de emergência.

Também é importante que os sindicatos peçam um relatório dos danos causados pelos temporais em cada município ao Núcleo Regional da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab).

Produtores rurais

Os agricultores e pecuaristas que têm apólices vigente de seguro e contratos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) precisam acionar imediatamente as seguradoras e instituições financeiras. Esses agentes precisam realizar as devidas vistorias nas propriedades rurais.

Manual de Crédito Rural do Banco Central prevê a prorrogação de dívidas de custeio junto às instituições financeiras em caso de desastres naturais. As condições para a prorrogação das dívidas de custeio são individuais e precisam ser negociadas diretamente com as instituições financeiras. Para isso, o produtor rural precisa cumprir algumas etapas:

– registrar os prejuízos na propriedade rural com fotos e vídeos;

– apresentar um laudo assinado por assistente técnico e um quadro demonstrativo da capacidade de pagamento, mostrando receitas e custos da safra;

 – protocolar o pedido de prorrogação, que deve ser feito em duas vias e com a manutenção de uma via assinada pelo gerente da instituição financeira. Em caso de recusa, fazer a entrega por meio de cartório de títulos e documentos.

Para auxiliar os produtores endividados, o Sistema FAEP/SENAR-PR disponibiliza modelos de pedido de renegociação, para os casos em que as instituições não têm seus próprios padrões.





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AgroNewsPolítica & Agro

Autonomia agrícola avança com novidades em feira alemã



“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo”


“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo"
“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo” – Foto: Divulgação

A autonomia agrícola ganha foco no encerramento da Agritechnica 2025, realizada de 9 a 15 de novembro em Hanôver. A Hexagon apresentou no evento tecnologias de percepção, posicionamento e controle voltadas a tornar operações mais seguras e eficientes no campo.

A feira marcou a primeira exibição na Europa da nova plataforma de percepção baseada em câmeras com inteligência artificial, desenvolvida para oferecer visão, precisão e confiabilidade a máquinas autônomas e semiautônomas. O recurso apoia fabricantes de equipamentos, empresas de robótica e startups no avanço de sistemas capazes de interpretar o ambiente e operar com maior segurança. Durante o evento, houve ainda o contexto das avaliações de executivos sobre a importância da mostra e sobre a combinação entre posicionamento de alta precisão e recursos de percepção.

“A Agritechnica é um dos maiores e mais influentes eventos do mundo voltados à agricultura, reunindo fabricantes e startups que estão definindo o futuro do setor”, afirma Bernardo de Castro, vice-presidente de Estratégia Agrícola da divisão de Autonomy & Positioning da Hexagon. “Nosso objetivo é fornecer aos desenvolvedores de tecnologia ferramentas que permitam acelerar a automação das operações, combinando sistemas de posicionamento de alta precisão e recursos avançados de percepção”, afirma.

Entre os destaques esteve o módulo GNSS mosaic-G5, compacto, de baixo consumo e capaz de manter sinal estável mesmo em áreas de recepção limitada. Também foi exibida a antena GNSS SMART2, de dupla frequência, compatível com correções PPP e RTK e projetada para oferecer desempenho flexível e escalável. As soluções foram apresentadas como base para máquinas mais inteligentes, conectadas e sustentáveis.

“Nossas tecnologias formam a base sobre a qual muitas das inovações agrícolas mais promissoras estão sendo construídas”, complementa Bernardo. “Com a nova geração de sistemas de percepção, ajudaremos o setor a dar o próximo passo na direção de operações cada vez mais inteligentes, conectadas e sustentáveis”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Expectativa cresce por decisão sobre vetos na lei ambiental



A derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas


A derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas
A derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas – Foto: Divulgação

A revisão da Lei Geral do Licenciamento Ambiental mantém o tema entre as principais pautas do setor produtivo, após o adiamento da sessão que analisaria os vetos presidenciais. A espera por nova data reforça a atenção de entidades que, anteriormente, manifestaram apoio à derrubada integral das restrições feitas ao texto.

Segundo avaliação de especialista em direito agrário, o agronegócio vê na legislação a chance de ampliar previsibilidade e reduzir assimetrias. No entanto, os vetos limitaram o licenciamento por adesão e compromisso e preservaram maior margem de decisão aos órgãos ambientais, o que pode estender prazos e elevar custos. A expectativa predominante é que o Congresso restabeleça instrumentos proporcionais ao risco, com prazos definidos e segurança jurídica, mantendo salvaguardas socioambientais. A projeção considera que a derrubada parcial dos vetos seria o cenário mais alinhado às demandas do setor.

Outras possibilidades também são avaliadas. A manutenção integral dos vetos reforçaria exigências e alongaria cronogramas, enquanto um arranjo híbrido combinaria regras rígidas para áreas sensíveis com fluxos simplificados para atividades de baixo impacto. Caso prevaleça a posição mais restritiva, a adaptação do agronegócio pode levar de 90 a 180 dias, exigindo mapeamento de atividades, classificação de impactos e ajustes operacionais.

“O desafio estratégico é conciliar segurança jurídica e proporcionalidade ao risco com salvaguardas socioambientais efetivas, evitando retrocessos reputacionais e barreiras de mercado. Uma solução legislativa de compromisso, com parâmetros nacionais mínimos e fluxos simplificados para baixo risco, tende a gerar ganhos líquidos de eficiência, sem fragilizar a proteção ambiental”, conclui Márcia Alcântara, especialista em direito agrário.

 





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Boi gordo: preços se estabilizam apesar das escalas de abate mais curtas



O mercado do boi gordo registrou nesta semana um movimento de acomodação nos preços, apesar de as escalas de abate nos frigoríficos permanecerem mais curtas.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o mercado avaliou o posicionamento do Ministério da Agricultura e Pecuária, que afastou rumores sobre a presença do carrapaticida Fluazuron em carne brasileira destinada à China. “Esse boato impactou fortemente a B3 ao longo da primeira quinzena de novembro”, explica.

Outro ponto de atenção, segundo Iglesias, é a investigação conduzida pela China sobre os efeitos das importações brasileiras na produção local. A expectativa é que o país anuncie os resultados até 26 de novembro. Até lá, o mercado deve seguir em estado de alerta.

Preços do boi gordo

O balanço da semana apontou para preços de estáveis a levemente mais altos nas principais praças de comercialização do Brasil, na modalidade a prazo, conforme levantamento de 14 de novembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 330,00 a arroba – estável
  • Goiás (Goiânia): R$ 325,00 a arroba – alta de 1,56%
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 315,00 a arroba – alta de 1,61%
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 330,00 a arroba – estável
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310,00/@ a arroba – estável
  • Rondônia (Vilhena): R$ 295,00 a arroba – estável

Mercado atacadista

No atacado, Iglesias destaca que os preços apresentaram alta consistente ao longo da semana. O cenário é impulsionado pelo aumento do consumo doméstico, com a chegada do décimo terceiro salário, criação de postos temporários de trabalho e as confraternizações típicas do período.

  • Quarto traseiro do boi: R$ 26,00/kg – alta de 4%
  • Quarto dianteiro do boi: R$ 19,50/kg – alta de 4%

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil atingiram, até o momento em novembro (5 dias úteis), US$ 554,034 milhões, com média diária de US$ 110,806 milhões. O volume total exportado chegou a 100,536 mil toneladas, com média diária de 20,107 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.510,80.

Na comparação com novembro de 2024, houve crescimento de 89,4% no valor médio diário exportado, alta de 67,5% na quantidade média diária e avanço de 13,1% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.



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EUA apostam em cortes de tarifas e impostos para aliviar custo de vida em 2026



O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo trabalha com alívio gradual do custo de vida a partir de 2026, combinando redução de tarifas sobre alimentos importados e cortes de impostos para trabalhadores. Ele também disse que a proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de enviar pagamentos de US$ 2 mil aos norte-americanos depende de aprovação do Congresso. “Vamos ver. Precisamos de legislação para isso”, afirmou ao programa Sunday Morning Futures, da Fox News.

As declarações foram dadas dois dias depois de Trump anunciar cortes tarifários para carne, café, cacau e frutas.

A medida afeta exportadores brasileiros que haviam sido atingidos pelas tarifas recíprocas de 10% em abril e por uma sobretaxa adicional de 40% em agosto. O tarifaço é apontado pela imprensa americana como um dos fatores de desgaste político do governo em eleições estaduais recentes.

Trump afirmou que pretende usar a arrecadação tarifária para financiar os cheques de US$ 2 mil. A viabilidade é contestada. O Comitê para um Orçamento Federal Responsável estima custo de cerca de US$ 600 bilhões, o dobro da receita tarifária projetada para 2025. Até setembro, os Estados Unidos haviam arrecadado US$ 195 bilhões em tarifas; economistas esperam cerca de US$ 300 bilhões no próximo ano.

Bessent rebateu críticas de que os cortes seriam uma resposta emergencial à alta de preços. Segundo ele, as reduções anunciadas na sexta-feira (14) são resultado de meses de negociações com países da América Central e do Sul. “Isso não surgiu do nada. Estamos trabalhando nisso desde o primeiro dia”, disse.

O secretário também comentou a previsão de que o preço da carne moída possa chegar a US$ 10 por libra (cerca de R$ 110 o quilo) até o terceiro trimestre de 2026. Ele afirmou que parte da pressão vem do reaparecimento de uma enfermidade já eliminada nos Estados Unidos. Para evitar risco sanitário, o governo suspendeu importações de carne bovina do México. Bessent vinculou o problema à entrada de animais trazidos por imigrantes vindos da América do Sul.

Ao tratar da inflação, Bessent afirmou que o governo Trump “herdou uma inflação terrível”, mas disse ver sinais de desaceleração. Segundo ele, preços de energia e juros já recuaram. A estratégia agora é combinar queda gradual dos índices com aumento da renda disponível.

O secretário destacou isenção de imposto sobre gorjetas, horas extras e benefícios da Previdência Social norte-americana, além da possibilidade de deduzir juros de financiamentos de carros produzidos nos Estados Unidos. “Eu esperaria que nos dois primeiros trimestres a curva da inflação se incline para baixo e a renda real acelere substancialmente”, afirmou.

Ele disse que, quando essas duas linhas se cruzarem, os americanos devem sentir melhora no orçamento doméstico.



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