quinta-feira, março 26, 2026

Agro

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Custos do frango caem e do suíno sobem em outubro


Os custos de produção de suínos e frangos de corte apresentaram comportamentos distintos em outubro, segundo levantamento da Embrapa Suínos e Aves por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).

De acordo com o relatório, em Santa Catarina o custo de produção do quilo do suíno vivo alcançou R$ 6,35, o que representa “alta de 1,09% em relação ao mês anterior”. O ICPSuíno chegou a 363,01 pontos e, no acumulado de 2025, registra aumento de 2,23%. Em 12 meses, a variação é de 2,03%. A ração, que representa 70,72% do custo total na modalidade de ciclo completo, teve aumento de 1,28% no mês.

Já no Paraná, o custo de produção do frango de corte recuou em outubro. O relatório informa que o valor passou para R$ 4,55, com “baixa de 1,71% frente a setembro”, enquanto o ICPFrango atingiu 352,48 pontos. No acumulado do ano, a variação é negativa, de -4,90%, e em 12 meses a queda é de -2,74%. A ração, responsável por 63,10% dos custos totais, teve redução de 3,01%.

Os dois estados são referências nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS por serem os maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte. A CIAS também disponibiliza estimativas de custos para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, com o objetivo de fornecer subsídios técnicos e econômicos para a gestão dos sistemas produtivos.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Recursos do BNDES atendem apenas 20% das dívidas dos produtores gaúchos


Em reunião com instituições financeira que operam o Crédito Rural no estado, a Farsul realizou uma consulta que aponta que os recursos disponibilizados pela MP 1314/2025 são insuficientes para atender a demanda do endividamento dos produtores gaúchos. O resultado confirma a projeção da Farsul quando a medida foi anunciada, em 5 de setembro. O excesso de regulação para acessar os recursos também constituem em um entrave para amenizar o problema que atinge a agropecuária gaúcha.

No encontro, realizado nesta terça-feira (4/11), na sede da Federação, representantes do Banco do Brasil, Banrisul, Sicredi e Sicoob fizeram uma avaliação do andamento das tratativas para a efetivação dos acordos, as demandas e dificuldades que vem ocorrendo no Rio Grande do Sul. O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, abriu a reunião lembrando que a Federação “sempre se pontuou pelo equilíbrio e naquilo que é exequível. Estamos vendo o esforço das instituições em cooperar para que o quadro seja revertido. Esse cenário de endividamento não interessa a ninguém, nem ao sistema financeiro, nem aos produtores”, declarou.

O economista-Chefe da Farsul, Antonio da Luz, ressalta que o valor de R$ 12 bilhões disponibilizados via BNDES não se restringem ao estado, mas são para todo o país. “Fizemos um levantamento junto com as instituições financeiras e a necessidade de recursos para atender a carteira. Fazendo uma média ponderada, a linha do BNDES está atendendo 20% da demanda do que é elegível, ou seja, de cada R$ 5,00 da dívida, apenas R$ 1,00 é atendido”, descreveu.

“Além da escassez de recursos, existe um outro fator que é o formulismo. O excesso de regulação que gera uma enorme dificuldade de entender quem se enquadra, quem não se enquadra, porque existem várias normas que ora deixa uma pessoa enquadrada, mas na semana seguinte ela pode estar desenquadrada”, critica o economista.

A Farsul aponta duas ações necessária para a questão. Aumentar os recursos para o Rio grande do Sul. A demanda demonstra ser necessário o quíntuplo do destinado até agora. E simplificar a questão normativa que está muito complexa e acaba deixando muitos produtores de fora do enquadramento.

Da Luz também ressalta outro ponto abordado na reunião. As instituições financeiras deverão oferecer, aos seus clientes, recursos livres com juros pré e pós-fixados. “Para muitos produtores será a única saída, mas uma saída que é preciso ter muito cuidado. Porque com os atuais níveis de juros, esse valor pode se elevar muito. Nós recomendamos que os produtores tenham cautela e avaliem se, para o seu caso, realmente o melhor é a linha de longo prazo. Às vezes existem linhas dentro do MCR que podem parecer não tão apetitosas, porque tem um prazo mais curto, mas no longo da jornada essa linha mais longa vai consumir muito mais sacos de produto. Existem casos e casos, então, e cada produtor tem que fazer suas contas”, avalia.

No encontro, que também teve a participação do diretor vice-presidente e futuro presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, e do diretor jurídico da Federação, Nestor Hein, foi reforçado o posicionamento da entidade em orientar o produtor a evitar pedidos de Recuperação Judicial e obtenção de empréstimos mediante Alienação Fiduciária. “Esses devem ser os últimos recursos dos produtores e muito bem ponderados”, alertou Gedeão Pereira.





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Milho silagem mantém bom potencial



Lavouras de milho silagem seguem em crescimento



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quarta-feira (19) indica que o potencial produtivo das lavouras de milho destinadas à silagem permanece elevado no Rio Grande do Sul. De acordo com o documento, no Noroeste Colonial “os cultivos iniciaram a formação de espigas, com excelente desenvolvimento e previsão de bons rendimentos produtivos”.

Já no Médio Alto Uruguai, as áreas atingidas por granizo passam por preparos para ressemeadura, enquanto o plantio segue de forma escalonada para reduzir riscos associados ao fenômeno La Niña.

Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta área total de 366.067 hectares e produtividade de 38.338 kg/ha. Na região de Erechim, “50% dos cultivos estão em crescimento vegetativo e 50% iniciaram o pendoamento”, com a silagem sendo comercializada a R$ 650,00 por tonelada.

Na região administrativa de Pelotas, as lavouras apresentam boas condições sanitárias e permanecem em crescimento vegetativo. A área prevista para esta safra deve alcançar 17.813 hectares. Já na região de Santa Maria, a semeadura atingiu 65% dos 11.485 hectares projetados.





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União Europeia não aceita rascunhos finais de acordo da COP30



Um adversário de peso se mostra contra os rascunhos do acordo final da 30ª Conferência de Mudanças Climáticas (COP30): a União Europeia.

O bloco dos países do continente critica o fato de os textos prévios não mencionarem um plano de ação com prazos e metas para o fim do uso de combustíveis fósseis (mapa do caminho), como petróleo, gás natural e carvão, notadamente a principal causa do aquecimento global.

De acordo com reportagem do G1, o comissário europeu do Clima, Wopke Hoekstra, afirmou em reunião fechada nesta sexta-feira (21) que o texto da conferência “não tem ciência, não tem transição e mostra fraqueza”.

“Em nenhuma circunstância nós vamos aceitar isso. E nada que chegue sequer perto disso — e digo isso com dor no coração — nada que se aproxime do que está na mesa agora”, disse.

O posicionamento de Hoekstra se soma à manifestação de mais de 30 países, como Colômbia, França, Reino Unido e Alemanha, na noite de quinta-feira (20), que pressionaram a Presidência da COP30 afirmando que não apoiariam um texto final que não estivesse amparado na transição global energética limpa.

Por outro lado, organizações da sociedade civil tecem críticas à atuação da União Europeia na COP30. Elas afirmam que o discurso do bloco cita liderança climática, mas, no fundo, dificulta avanços nas negociações.

Tais organizações ressaltam que enquanto os países do Sul Global — nações da África, América Latina, Ásia e Oceania — precisam lidar periodicamente com desafios climáticos extremos, como secas e enchentes, o bloco europeu estaria focado em apenas proteger seus próprios interesses.

Resistência em ampliar recursos para países vulneráveis e falta de clareza sobre compromissos já existentes são os principais pontos destacados pelas entidades, que pedem que a União Europeia seja mais cooperativa nas horas finais da COP30.



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Confira como a alta do dólar impactou os preços da soja



O mercado brasileiro de soja registrou um dia de pouca movimentação. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, o mercado foi bem lento hoje, quase sem ofertas, só lotes pontuais, com muitos players fora de mercado.

Silveira acrescenta que o dólar subiu forte, mas houve pouco efeito nos preços do dia, que ficaram entre estáveis a mais altos.

“Poucas novidades foram observadas, com o cenário ainda pautado pelo avanço do plantio, que avançou melhor essa semana, com o retorno das chuvas no Nordeste, pegando o MAPITO [Maranhão, Piauí e Tocantins], e o produtor segue focado em avançar no plantio. Em Goiás também houve boas chuvas favorecendo o avanço da semeadura”, avaliou.

Preço médio da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): elevou de R$ 135 para R$ 136
  • Santa Rosa (RS): foi de R$ 136 para R$ 137
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 135
  • Rondonópolis (MT): aumentou de R$ 125 para R$ 126
  • Dourados (MS): passou de R$ 126 para R$ 126,50
  • Rio Verde (GO): manteve-se em R$ 126
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 141 para R$ 142
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 141 para R$ 142

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão de hoje com cotações mistas.

O dia foi marcado por volatilidade, com o mercado oscilando entre os territórios positivo e negativo diversas vezes.

De acordo com Silveira, parte dos preços foram pressionados pelo ceticismo do mercado diante da promessa chinesa de comprar 12 milhões de toneladas, mesmo após o USDA confirmar a aquisição de 462 mil toneladas na quarta-feira (20). A queda do petróleo e a maior aversão ao risco no financeiro também pesaram sobre a oleaginosa.

“Por outro lado, houve um movimento de recuperação técnica, após dois pregões consecutivos de baixa. Na semana, a posição janeiro/26 registrou ganho acumulado de 0,04%”, pontua o analista.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2026 fecharam com alta de 2,50 centavos, ou 0,22%, a US$ 11,25 por bushel. A posição março de 2026 teve cotação de US$ 11,34 1/4 por bushel, avanço de 2,25 centavos ou 0,19%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$ 1,1 ou 0,35%, a US$ 315,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,26 centavos de dólar, com baixa de 0,40 centavo ou 0,78%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,19%, sendo negociado a R$ 5,4010 para venda e a R$ 5,3990 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3506 e a máxima de R$ 5,4326. Na semana, a moeda teve valorização de 1,98%.



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Compatibilidade no sulco exige atenção técnica



O boro pode ser um problema


O boro pode ser um problema
O boro pode ser um problema – Foto: Canva

A atenção à compatibilidade entre insumos no plantio tornou-se decisiva para garantir segurança e eficiência na lavoura, sobretudo diante da oferta crescente de soluções biológicas. A mistura inadequada pode comprometer resultados e exigir retrabalho no campo.

Consultorias destacam que o boro, embora essencial ao desenvolvimento das plantas, apresenta diferentes fontes e matérias-primas, o que influencia seu comportamento quando aplicado junto a inoculantes. Em alguns casos, podem ocorrer reações físico-químicas capazes de reduzir a eficácia dos produtos biológicos.

Em áreas com baixos teores do micronutriente, parte da dose costuma ser aplicada no sulco junto aos inoculantes. Técnicos explicam que, em condições normais, não há incompatibilidade direta entre boro e Bradyrhizobium, mas problemas podem surgir por excesso ou por formulações inadequadas, afetando a formação de nódulos e a eficiência da fixação biológica de nitrogênio. As orientações reforçam a importância de seguir recomendações dos fabricantes e utilizar apenas produtos com estudos de compatibilidade.

“O problema surge em situações de toxicidade por excesso ou incompatibilidade físico-química nas misturas diretas, que podem prejudicar a formação dos nódulos nas raízes e, consequentemente, a eficiência da FBN em culturas como a soja”, destaca engenheiro agrônomo Alécio Fernando Radons, responsável técnico de vendas da Satis no Rio Grande do Sul. 

Ele recomenda que o produtor siga rigorosamente as orientações dos fabricantes e verifique se há estudos técnicos que comprovem a segurança das misturas. “Nem todo produto é igual, ainda que contenha o mesmo nutriente na composição. A compatibilidade é fundamental para evitar perdas de eficiência e garantir o melhor resultado”, ressalta Radons.





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veja como a arroba fechou a semana



O mercado físico do boi gordo se depara com tentativas de compra em patamares mais baixos em estados como Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Pará. Já em São Paulo, uma ou outra negociação foi realizada acima da referência média.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o mercado futuro volta a conviver com euforia em função da revogação das tarifas adicionais para a carne bovina brasileira pela administração Trump.

“Essa decisão acontece em um momento importante, com a China apresentando um menor apetite durante o mês de novembro e tentando impor preços mais baixos pela carne bovina brasileira”, enfatiza.

De acordo com ele, a retomada das vendas para os Estados Unidos tende a resultar em ampliação das exportações, o que pode oferecer algum fôlego aos preços da arroba durante o mês de dezembro.

  • São Paulo: R$ 324,92
  • Goiás: R$ 316,25
  • Minas Gerais: R$ 314,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,64
  • Mato Grosso: R$ 301,65

Mercado atacadista

O mercado atacadista fechou a semana ainda contando com acomodação em seus preços. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo, considerando o auge do consumo no mercado doméstico, com a incidência do 13º salário, criação de postos temporários de emprego e confraternizações inerentes ao período.

  • Quarto traseiro: R$ 26,00 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 19,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,19%, sendo negociado a R$ 5,4010 para venda e a R$ 5,3990 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3506 e a máxima de R$ 5,4326. Na semana, a moeda teve valorização de 1,98%.



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Governador do Pará cobra reconhecimento econômico da floresta viva na COP30



O governador do Pará, Helder Barbalho, afirmou que a COP30 deve deixar como principal legado a conciliação entre produção de alimentos, preservação ambiental e valorização econômica da floresta. Em entrevista à COP TV do Agro, Barbalho destacou que realizar a conferência na Amazônia coloca em evidência os desafios e as urgências da região, além de reforçar a necessidade de uma abordagem que una sustentabilidade e desenvolvimento.

Segundo o governador, a presença da COP em Belém amplia a visibilidade sobre a realidade amazônica e sobre a importância de construir um modelo que considere a floresta como um ativo econômico. “O fato de fazermos a COP na Amazônia coloca luz sobre os desafios da nossa região e sobre a necessidade de termos valor sobre a floresta viva”, declarou.

Barbalho defendeu que áreas já antropizadas devem ser utilizadas de forma mais intensa e tecnológica, aumentando a produtividade sem avançar sobre o estoque florestal. Para as áreas preservadas, reforçou a estratégia de monetização da floresta, com remuneração ao produtor rural que mantém a vegetação em pé.

O governador citou mecanismos como pagamentos por serviços ambientais, mercado de crédito de carbono e novas cadeias de bioeconomia como caminhos para garantir renda ao produtor. “Precisamos fazer com que, na integração pecuária, lavoura e floresta, o produtor ganhe pela pecuária, ganhe pela lavoura e ganhe pela floresta. Essa equação precisa estar posta na mesa”, afirmou.

Barbalho também rechaçou a visão de que a floresta representa um entrave ao desenvolvimento. “Pelo contrário, a floresta é solução. Ela garante o equilíbrio do clima necessário para a produção rural e deve ser reconhecida como um ativo pelo qual o mundo precisa pagar pela preservação da floresta.”

Para ele, estas diretrizes precisam compor as ambições e os resultados esperados da COP30, consolidando um legado que una crescimento econômico, preservação ambiental e valorização da biodiversidade amazônica.



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