segunda-feira, março 30, 2026

Agro

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Preço do boi gordo sobe mesmo com problema com a China à vista



O mercado físico do boi gordo apresenta mais um dia conturbado. A informação do dia é que estão acontecendo reuniões na China com representantes da agroindústria brasileira por conta da presença de Fluazuron (inibidor de crescimento de carrapatos) acima do permitido em lotes de carne bovina exportadas ao país asiático.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, existe a possibilidade de que haja retração das compras chinesas no curtíssimo prazo.

“O mercado futuro precificou esse movimento de maneira contundente. O mercado também aguarda o resultado da investigação que vem sendo conduzida pela China, que pode gerar efeito negativo sobre a exportação de carne bovina”.

De acordo com ele, diante desse ambiente, muitos frigoríficos passaram a se ausentar da compra de gado.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 325,08 — ontem: R$ 325,17
  • Goiás: R$ 316,07 — R$ 315,89
  • Minas Gerais: R$ 311,76 — R$ 310,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 331,14 — R$ 331,36
  • Mato Grosso: R$ 306,86 — R$ 306,23

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes no decorrer da semana, e o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, considerando o ápice do consumo no mercado doméstico.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 25,00 por quilo
  • Ponta de agulha: segue no patamar de R$ 17,75 por quilo
  • Quarto dianteiro: permanece cotado a R$ 18,75 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,23%, sendo negociado a R$ 5,3480 para venda e a R$ 5,3460 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3307 e a máxima de R$ 5,3632.



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Cúpula de Líderes marca início da COP30 em Belém



Belém do Pará sedia nesta semana a Cúpula de Líderes, evento que marca o início simbólico da COP30 e reafirma o protagonismo do Brasil nas negociações climáticas globais.

O evento conta com a participação de 57 líderes globais e cerca de 150 delegações foram confirmados para participar das discussões. A abertura ocorreu no Centro de Convenções do Parque da Cidade, espaço que será palco da COP30, uma área equivalente a 200 campos de futebol.

A plenária geral começou por volta das 10h50 e contou com discursos de nomes importantes do cenário climático mundial. A secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, Celeste Saulo, destacou que “não há como reescrever as leis da física, mas é possível reescrever o nosso caminho”, em referência à urgência de reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Na sequência, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou “Implementação, Implementação, Implementação”. Para ele, o tempo das discussões acabou, é hora de agir e implementar as medidas já acordadas.

Em seu discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a importância da Amazônia nas estratégias globais de mitigação climática e defendeu a justiça climática como elemento central do combate à pobreza, à fome e às desigualdades. “Será impossível conter a mudança do clima sem enfrentar as desigualdades dentro das nações e entre elas”, afirmou.



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Fundo para florestas tropicais atinge aporte de US$ 5,5 bilhões



Mais três países se juntaram ao Brasil com investimentos no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês).

Noruega, Indonésia e França anunciaram, respectivamente, US$ 3 bilhões, US$ 1 bilhão e US$ 500 milhões em investimentos no novo mecanismo de financiamento climático. Com o aporte de US$ 1 bilhão anunciado pelo governo brasileiro, o fundo já conta com US$ 5,5 bilhões.

Os investimentos foram anunciados logo após o lançamento oficial do TFFF, na tarde desta quinta-feira (6) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Cúpula do Clima, em Belém. Segundo o ministro da Fazenda, Fernado Haddad, a nova ferramenta financeira inova por combinar recursos públicos e privados na forma de investimento, e não de doação.

“Há aporte de capital de investidores, que vão ser remunerados por uma taxa básica. Esses recursos vão ser emprestados e financiar projetos definidos pelo seu comitê. E a diferença da taxa de juros, o spread do que é pago para o investidor e o que é cobrado [de juros] do tomador [do empréstimo], vai servir de lastro para financiar o pagamento desses serviços ambientais”, afirmou Haddad.

De acordo com o ministro, além de trazer uma estrutura que vai assegurar um sistema sustentável financeiro, há regras que também garantem a continuidade das florestas em pé, com penalidades aos países que descumprirem o requisito mínimo de participação no pagamento pelos serviços ambientais.

Além disso, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, lembrou que 20% do pagamento desses serviços que garantem a floresta em pé serão destinados aos povos indígenas e comunidades locais. “Os povos indígenas tiveram uma participação ativa na construção desse mecanismo”, destaca.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, comemorou o avanço do mecanismo financeiro em tão pouco tempo. “Estou muito feliz de ver chefes de Estado do mundo todo dizendo que essa é a COP da implementação, porque isso aqui [o TFFF] é implementação.

O secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Maurício Lyrio, destacou que, com os aportes já divulgados e o anúncio da Alemanha previsto para esta sexta-feira (7), um total de 53 países endossou a declaração de apoio ao TFFF apresentada pelo Brasil na Cúpula do Clima.

Entre os países que endossaram a declaração, figuram como potenciais investidores Alemanha, Armênia, Austrália Áustria, Bélgica, Canadá, China Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Finlândia, Irlanda, Japão, Mônaco, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia, além da União Europeia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Carne suína sobe 27,5% em um ano no Paraná


O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, apontou que os preços médios de varejo dos principais cortes de carne suína no Paraná permaneceram estáveis entre janeiro e outubro de 2025. Segundo o relatório, “os valores oscilaram entre R$ 21,78/kg, em fevereiro, e R$ 22,93/kg, em setembro, com média anual de R$ 22,36/kg”, após a forte valorização registrada em 2024.

O levantamento indicou que, na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 27,5%, equivalente a R$ 4,77/kg. O documento destacou ainda que, “em outubro de 2025, a diferença em relação ao mesmo mês do ano anterior foi de 13,1% (R$ 2,63/kg), a menor variação observada no ano”.

Entre os cortes analisados — lombo sem osso, paleta com osso e pernil com osso — a paleta apresentou a maior variação média, com alta de 28,5%, ou R$ 4,04/kg. O Deral informou que o preço passou de R$ 14,16/kg nos primeiros dez meses de 2024 para R$ 18,20/kg em 2025. O lombo sem osso registrou aumento médio de 27,5% (R$ 6,62/kg), enquanto o pernil com osso subiu 25,2% (R$ 3,66/kg).

Para o fechamento deste ano, o boletim projeta continuidade da elevação nos preços de varejo, “impulsionada pela maior demanda externa e interna dessa época do ano”, ainda que em intensidade inferior à observada em 2024.





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Bolsa de Chicago despenca e impacta preços no Brasil; veja as cotações


O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação e queda nas cotações. De acordo com o analista de Safras & Mercado Rafael Silveira, o dia praticamente não teve negócios registrados.

Os preços recuaram tanto no disponível quanto na safra nova, acompanhando o movimento de correção na Bolsa de Chicago, que devolveu parte das altas recentes.

“Os prêmios subiram muito pouco e o dólar permaneceu volátil, o que limitou as referências de preço”, observou.

Segundo ele, os melhores momentos ocorreram pela manhã, antes de o mercado perder força. “Hoje houve poucos players ativos, com várias tradings fora e poucas ofertas reais registradas”, acrescentou.

Preço médio da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136 para R$ 135
  • Santa Rosa (RS): passou de R$ 137 para R$ 135
  • Cascavel (PR): foram de R$ 135 para R$ 134
  • Rondonópolis (MT): seguiram em R$ 125
  • Dourados (MS): recuaram de R$ 126,50 para R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 127 para R$ 125
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 142 para R$ 140
  • Porto de Rio Grande (RS): passou de R$ 142 para R$ 140

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão de hoje em forte baixa.

O mercado foi pressionado pela falta de compras significativas de soja norte-americana por parte da China. Os chineses têm dado preferência ao produto brasileiro, que tem preço mais competitivo.

A estatal chinesa COFCO realizou uma cerimônia de assinatura para aquisição de soja, anunciou Cao Derong, presidente da Câmara de Comércio de Produtos Agrícolas da China, durante o Fórum de Cooperação Agrícola EUA-China, em Xangai.

O dirigente não revelou o volume negociado nem os vendedores envolvidos, mas afirmou que o comércio entre China e Estados Unidos começa a se normalizar após um período de tensões.

Segundo a Casa Branca, após encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, a China deve comprar 12 milhões de toneladas de soja dos EUA até o fim de 2025 e 25 milhões de toneladas anuais nos próximos três anos. Apesar disso, o governo chinês ainda não confirmou os números, e analistas observaram o mercado à espera de grandes compras.

Contratos futuros da soja

soja preço baixo guerra comercialsoja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2026 fecharam com baixa de 26,75 centavos, ou 2,35%, a US$ 11,07 1/2 por bushel. A posição março de 2026 teve cotação de US$ 11,17 1/2 por bushel, queda de 24,50 centavos ou 2,14%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com recuo de US$ 12,1 ou 3,72%, a US$ 312,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 49,35 centavos de dólar, com perda de 0,34 centavo ou 0,68%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,23%, sendo negociado a R$ 5,3480 para venda e a R$ 5,3460 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3307 e a máxima de R$ 5,3632.



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Tanzânia abriu mercado para 14 produtos brasileiros de origem animal



A Tanzânia abriu seu mercado para 14 produtos agropecuários brasileiros, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. O Brasil poderá exportar bovinos vivos para reprodução; embriões bovinos in vivo e in vitro; carne e seus produtos de aves; carne, miúdos e seus produtos de bovinos, de ovinos, de caprinos e de suínos; produtos termicamente processados de bovinos, de ovinos, de caprinos, de suínos e de aves; ovos férteis e pintos de um dia.

“Alcançamos 185 aberturas de mercado para produtos do agronegócio neste ano e 485 desde 2023”, disse Rua a jornalistas nos bastidores do COP30 Farmers’Summit, evento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Organização Mundial dos Agricultores (WFO) em Brasília.

Para Rua, a Tanzânia é um mercado potencial para as exportações do agronegócio brasileiro, sobretudo pelo tamanho da sua população, com cerca de 67 milhões de habitantes.

“Participaremos em janeiro de uma feira multissetorial da agricultura na Tanzânia para apresentar as aberturas, articular com as entidades e conhecer melhor a realidade local, já que é um mercado novo para o Brasil, mas seguramente um dos principais mercados no continente africano”, avaliou Rua.

A ampliação comercial com a Tanzânia, segundo Rua, integra a estratégia do governo brasileiro de estreitar cooperação técnica e comercial com países da União Africana. “É fruto, inclusive, do diálogo Brasil África que fizemos em maio e agora colhemos uma série de aberturas. Vamos acelerar as aberturas”, acrescentou.

No evento, Rua destacou que o Brasil exporta alimentos com sustentabilidade, complementaridade e qualidade aos parceiros internacionais. “O Brasil é referência em bioinsumos, plantio direto e queremos difundir mais essas práticas que vêm empregando ao longo do ano. A COP30 é uma oportunidade”, observou.

A Associção Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou, em nota, o anúncio feito pelo secretário do Mapa. De acordo com o presidente da entidade, Ricardo Santin, a conquista amplia a presença brasileira em um continente estratégico. “A Tanzânia representa uma nova oportunidade para a proteína animal do Brasil. É um mercado de grande potencial, com população em rápido crescimento e alta dependência de importações”, destacou no texto.



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CNA defende papel do agro nas soluções climáticas



O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, afirmou que o ingresso da entidade na Organização Mundial dos Agricultores (OMA) representa um “passo estratégico para os produtores rurais brasileiros”. A declaração foi feita na abertura da COP30 Farmers Summit, realizada nesta quinta-feira (6), na sede da CNA, em Brasília.

O evento, promovido pela OMA — que reúne mais de 80 entidades em 55 países —, debateu o papel da agropecuária nas soluções climáticas, respeitando as diferentes realidades regionais.

“É hora de escutar quem produz”

Para João Martins, o encontro ocorre em um momento decisivo para o futuro do planeta. Enquanto líderes mundiais se reúnem em Belém para a COP30, o Farmers Summit reuniu produtores de diversas nações na capital federal.

“É hora de escutar quem está na linha de frente, quem produz, preserva e alimenta o planeta. A agropecuária brasileira é parte essencial da solução. Produzimos com responsabilidade, ciência e inovação”, afirmou.

O dirigente destacou que o Brasil é referência em tecnologias de baixo carbono, como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), recuperação de pastagens e manejo eficiente dos recursos naturais. Segundo ele, é essencial que o mundo reconheça a singularidade da agricultura tropical e promova políticas e financiamentos adequados, respeitando as condições locais.

“Defendemos o fortalecimento do multilateralismo e um comércio internacional que valorize quem produz com responsabilidade. Será por meio do diálogo entre as nações que construiremos soluções equilibradas”, completou.

Chamado à ação

João Martins encerrou o discurso com um apelo à união global dos produtores. “Este encontro é um chamado à ação. É um convite para que agricultores e pecuaristas de diferentes países unam-se para que suas vozes sejam ouvidas na busca por segurança alimentar e enfrentamento das mudanças climáticas”, disse.

Compromisso global com o agro

O presidente da OMA, Arnold Puech d’Alissac, reforçou os esforços da entidade e dos agricultores do mundo todo em mitigar as mudanças climáticas. Ele citou práticas regenerativas, agroflorestais e o plantio direto como exemplos de ações que transformam o campo em sumidouro de carbono.

“Se queremos atingir nossos objetivos climáticos, o mundo precisa dos agricultores”, afirmou.

Brasil como referência em energia limpa

O diretor-geral adjunto do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Lloyd Day, ressaltou o papel do Brasil como fornecedor global de alimentos e biocombustíveis.

“A agricultura não é o vilão, mas a solução dos problemas climáticos, porque auxilia na redução das emissões de carbono”, afirmou.

Ciência e inovação no centro da transformação

Representando a presidente da Embrapa, Daniel Trento destacou o impacto da ciência e da inovação na agricultura tropical. Segundo ele, o avanço brasileiro foi possível graças ao investimento em pesquisa, crédito e à coragem dos produtores que desbravaram o Cerrado.

“Sem o produtor rural, que aceitou o desafio de produzir em novas fronteiras agrícolas, esse milagre não aconteceria”, observou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, completou que a sustentabilidade é também uma questão de mercado. “Com tecnologias sustentáveis, o Brasil aumentou sua produtividade e precisa ampliar o acesso a mercados para essa produção crescente”, disse.

Com discursos alinhados, o Farmers Summit reforçou o compromisso do agro mundial com a sustentabilidade, destacando o Brasil como exemplo de produção responsável e inovadora que alia ciência, eficiência e preservação ambiental.



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Conab vai adquirir de 137 mil toneladas de arroz para formar estoques



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está autorizada a comprar até 137 mil toneladas de arroz da safra 2024/25, assegurando o preço mínimo aos produtores. A medida, que conta com recursos de R$ 200 milhões, foi autorizada pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda.

A aquisição ocorre por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF) e visa atender estados onde os preços do cereal estão abaixo do mínimo estabelecido. Em nota, a Conab diz que a iniciativa se deve à queda dos preços do grão, resultado da boa oferta no mercado.

Para atender o maior número de produtores, a Conab definiu limite de venda de 189 toneladas por produtor, o equivalente a 3.150 sacas de 60 quilos ou 3.780 sacas de 50 quilos.

Os interessados devem estar cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) e procurar a regional da Conab em seu estado para orientação sobre documentação necessária.

“Essa é mais uma iniciativa em apoio ao setor produtivo, que atualmente enfrenta um cenário de desvalorização do arroz no mercado”, afirmou na nota o presidente da Conab, Edegar Pretto.



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Quais regiões serão mais impactadas com o La Niña? Inmet e Embrapa respondem



Especialistas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Embrapa projetam que os efeitos do fenômeno La Niña serão moderados, com diferente intensidade nas regiões e municípios do Rio Grande do Sul.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

“É um momento que exige cautela. Não há previsão de frustração, mas também não se visualiza a perspectiva de supersafra”, disse o superintendente do Mapa/RS, José Cleber de Souza.

Segundo o meteorologista Glauber Ferreira, coordenador de Monitoramento e Previsão Climática do Inmet em Brasília, nos próximos três meses, a previsão é que as temperaturas fiquem em torno de meio grau a um grau acima da média.

Por outro lado, as precipitações devem ficar em torno de 50 milímetros abaixo da média mensal. “O cenário indica um La Niña relativamente curto e de fraca a moderada intensidade. No Rio Grande do Sul, os efeitos serão sentidos mais no início do verão”, detalha Ferreira.

O agrometeorologista Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, sinaliza que a precaução deve ser maior no Sul, Campanha, Fronteira Oeste e Missões, regiões onde, tradicionalmente, os impactos nos cultivos de verão têm sido maiores em anos de estiagem.

Boas práticas a longo prazo

Segundo Cunha, a melhor forma de prevenir os impactos é fazer a rotação de culturas e a gestão efetiva do manejo dos cultivos, entre outras medidas que podem contribuir para a construção de uma melhor capacidade de enfrentamento a longo prazo.

Contudo, o agrometeorologista da Embrapa Trigo destaca que algumas decisões podem ser tomadas na pré-safra para diluir os riscos, com duas estratégias centrais:

  • Uso de cultivares de ciclos diferentes; e
  • Ampliação do calendário de semeadura, observando o que é preconizado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), em escala municipal, conforme o tipo de solo, evitando concentrar todo o plantio no mesmo período.

O chefe geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, chama a atenção para a compactação e o adensamento do solo, que prejudicam a absorção de água.

“O nosso problema econômico é precedido de um problema agronômico. E para nos adaptarmos, existem soluções agronômicas que se chamam boas práticas de manejo e são de conhecimento público”, lembrou Lemainski.

Gradagem leve e integrada

Pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Giovani Theisen sugere que os produtores evitem fazer o preparo convencional do solo, recomendando que se faça uma gradagem leve integrada à subsolagem, uma técnica que consiste em romper camadas compactadas para melhorar a infiltração de água, permitindo que as raízes se aprofundem.

“Produtores que praticam diversificação de cultivos, que usam os 365 dias com plantas cultivadas, que tem solos com teor elevado de matéria orgânica, costumam ter melhores resultados em anos de estiagem”, afirmou Cunha.

Outra orientação é não abrir mão da transferência de riscos na contratação do seguro agrícola, seja público ou privado. “É um ano de cautela com expectativas de rendimentos elevados, principalmente no Rio Grande do Sul”, disse o agrometeorologista.



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Alerta para tempestades com ventos de até 115 km/h neste fim de semana



A Defesa Civil de São Paulo emitiu nesta quinta-feira (6) um alerta para fortes tempestades entre sexta (7) e sábado (8), devido a atuação de um ciclone extratropical no Sudeste do país. O sistema deve intensificar as instabilidades e provocar chuva volumosa, ventos intensos e queda de granizo em diferentes regiões do estado.

A combinação do avanço de uma frente fria com a circulação de um ciclone extratropical cria condições para tempestades severas, com possibilidade de queda de granizo, raios, rajadas de vento intensas e de microexplosões (downbursts).

Ventos intensos

As rajadas previstas chamam atenção pela intensidade e podem causar danos, sobretudo em áreas urbanas e litorâneas. A previsão indica:

  • 115 km/h no Litoral Norte;
  • 110 km/h na Baixada Santista, Vale do Ribeira e Itapeva;
  • 100 km/h na região Metropolitana de São Paulo, Campinas, Sorocaba, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira;
  • 95 km/h nas regiões de Presidente Prudente, Marília, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Bauru e Araraquara.

Rajadas acima de 70 km/h já são suficientes para provocar quedas de árvores, destelhamentos e queda de energia. Com velocidade acima de 100 km/h, o risco de danos pontuais aumenta de forma significativa, exigindo atenção redobrada.

Acumulados de chuva

Segundo os meteorologistas da Defesa Civil, as chuvas tendem a ser fortes e rápidas. Os acumulados previstos variam por região:

  • Médio acumulado: região Metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, Itapeva, Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira, Baixada Santista e Litoral Norte;
  • Alto acumulado: Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Bauru e Araraquara;
  • Muito alto acumulado: Presidente Prudente e Marília.

O cenário pode provocar alagamentos pontuais, enxurradas rápidas e ocorrências relacionadas à instabilidade de encostas, especialmente em áreas de risco previamente mapeadas.

Recomendações à população

  • Evite ficar sob árvores ou estacionar veículos perto delas.
  • Guarde objetos soltos em áreas externas.
  • Durante raios, mantenha distância de estruturas metálicas.
  • Não atravesse ruas ou estradas alagadas.
  • Fique no carro se um fio energizado cair sobre ele.
  • Em caso de emergência, ligue 199 (Defesa Civil) ou 193 (Bombeiros).
Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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