sábado, março 28, 2026

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Fazenda reduz para 2,2% projeção de crescimento do PIB em 2025


O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2,2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (13), em Brasília, no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE).

Segundo o ministério, a revisão decorre do desempenho mais fraco da economia no terceiro trimestre e dos efeitos defasados da política monetária restritiva. Para 2026, a projeção de crescimento foi mantida em 2,4%.

A projeção para a inflação oficial (IPCA) em 2025 caiu de 4,8% para 4,6%, mas o índice ainda deve encerrar o ano acima do teto da meta, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2026, a expectativa foi revisada de 3,6% para 3,5%. A SPE prevê que a inflação deve convergir para 3,2% até o segundo trimestre de 2027, horizonte considerado relevante para a política monetária.

Segundo a SPE, a redução na projeção reflete fatores como a valorização do real, menor inflação no atacado para produtos agropecuários e industriais, excesso de oferta global de bens e uma aplicação da bandeira amarela nas tarifas de energia em dezembro.

Principais projeções da Fazenda

Indicador 2025 2026
PIB real de 2,3% para 2,2% mantido em 2,4%
IPCA de 4,8% para 4,6% de 3,6% para 3,5%

Fonte: Ministério da Fazenda

Desempenho setorial

A revisão do PIB para 2025 mostra dinâmicas distintas entre os setores da economia. A agropecuária foi o destaque positivo com previsão de crescimento elevada de 8,3% para 9,5%. A indústria recuou de 1,4% para 1,3%, e o setor de serviços passou de 2,1% para 1,9%.

Para 2026, o crescimento projetado de 2,4% deve ser sustentado por uma recuperação mais intensa na indústria e nos serviços, compensando a esperada desaceleração da agropecuária.

Atividade doméstica

O boletim aponta que a economia brasileira segue em trajetória de desaceleração, reflexo dos juros elevados e da contração no crédito.

Embora o desemprego permaneça em nível historicamente baixo, o relatório observa redução da população ocupada e ritmo mais lento de crescimento dos rendimentos no terceiro trimestre.

Tarifas dos EUA

No cenário internacional, o boletim afirma que a atividade global permanece resiliente, mas alerta para incertezas comerciais e geopolíticas.

O documento cita o impacto negativo das tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Entre agosto e outubro de 2025, as vendas do Brasil para os EUA caíram US$ 2,5 bilhões, uma redução de 24,9% em relação ao mesmo período de 2024.

O Ministério da Fazenda informou que o governo tem buscado diversificar mercados e adotar políticas de apoio ao setor exportador. O boletim menciona ainda que o diálogo entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos pode contribuir para reduzir as tarifas.



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Mapa divulga lista com quatro marcas de azeite impróprias para consumo


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu um alerta aos consumidores sobre a comercialização e o consumo de azeites de oliva fraudados.

Os produtos foram fiscalizados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária (Dipov). De acordo com o órgão, eles não atendem aos padrões de identidade e qualidade estabelecidos pela legislação.  

As amostras coletadas pelo departamento foram analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) que confirmaram a presença de outros tipos de óleos vegetais na composição, o que caracteriza fraude.

Com base nos resultados, o ministério determinou o recolhimento dos produtos e reforça que a comercialização desses itens é infração grave. Os estabelecimentos que os mantiverem à venda poderão ser responsabilizados.

Confira as marcas e lotes:

Lista de azeites MapaLista de azeites Mapa
Foto: Mapa/divulgação Agência Brasil

O ministério orienta os consumidores a interromper imediatamente o uso dos produtos, caso tenham adquirido. Lembra, ainda, que é possível solicitar a substituição do produto, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.



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Mapa deve concluir regulamentação da Lei dos Bioinsumos até dezembro deste ano



Representantes do governo e do setor produtivo correm contra o tempo para concluir a regulamentação da Lei dos Bioinsumos. A proposta tem que ser concluída até 23 de dezembro e o decreto deve ser publicado no início de 2026. O objetivo é atualizar o modelo regulatório dos produtos biológicos usados na agricultura e na pecuária.

O tema é discutido no Grupo de Trabalho (GT) criado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo Reginaldo Minaré, diretor-executivo da Associação Brasileira de Bioinsumos (Abbins) e integrante do GT, o decreto precisa refletir a lógica inovadora da nova lei.

“Não se trata apenas de ajustar regras, mas de adotar um modelo compatível com a era digital e com as particularidades dos bioinsumos”, afirma.

Mudança de lógica

A Lei dos Bioinsumos unificou regras antes espalhadas por diferentes legislações e abriu espaço para modelos regionais de produção, incluindo a fabricação para uso próprio por cooperativas e associações. O texto também redistribuiu competências entre órgãos públicos e criou novas metodologias para o registro de produtos biológicos.

Minaré destaca que boa parte da antiga regulamentação funcionava como um “puxadinho” da Lei dos Agrotóxicos, de 1989, e já não atendia à realidade atual. Segundo o executivo, a legislação foi feita para uma época diferente e com outra lógica de mercado.

Para o diretor da Abbins, o desafio agora é garantir que o decreto preserve o caráter inovador da nova lei. “A Lei dos Bioinsumos foi construída para o futuro. Se o decreto repetir estruturas antigas, ele já nasce ultrapassado.”

Avanços e próximos passos

Neste sentido, o grupo trabalha na calibração das duas metodologias previstas na lei: o método de análise caso a caso, mais adequado aos produtos da biotecnologia, e o método dogmático, com parâmetros gerais. A combinação deve dar mais agilidade e eficiência ao processo regulatório.

“O método caso a caso é ideal para o universo dos bioinsumos, porque parte de experiências reais para aprimorar os critérios de registro. Já o método dogmático traz uma base geral, útil para situações excepcionais. O equilíbrio entre os dois será decisivo para a eficiência do decreto”, afirma.

Minaré também alerta para a necessidade de o governo focar no funcionamento do setor, e não em disputas internas entre órgãos públicos. De acordo com ele, dinâmicas de poder não podem se sobrepor ao interesse da população em geral.

Sendo assim, a proposta final será encaminhada à Casa Civil após a conclusão dos trabalhos do GT, prevista o fim do ano. Além disso, o texto passará por análise técnica e jurídica antes da assinatura presidencial.

“O Mapa e os demais órgãos envolvidos estão muito empenhados. A participação do setor produtivo traz uma visão prática e ajuda a resolver dúvidas e conflitos. Mesmo que a publicação ocorra só em 2026, teremos um decreto moderno, funcional e alinhado à realidade do mercado de bioinsumos”, conclui.



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Safra de soja terá novo recorde em 2026, aponta IBGE



O Brasil deve colher um novo volume recorde de soja em 2026, de acordo com o primeiro Prognóstico da Produção Agrícola divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE). Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do instituto, afirmou que a produção de soja no Rio Grande do Sul deve se recuperar em 2026. Ele lembrou que, apesar de 2025 ter sido um bom ano para a maioria dos estados, o Rio Grande do Sul ainda havia registrado perdas na safra.

Na região Centro-Oeste, Guedes alerta que é necessário acompanhar o plantio e a produtividade. O clima favorável antecipou o início do plantio, mas a falta de chuvas em algumas áreas atrasou o processo e levou ao replantio em partes do Mato Grosso. A expectativa, segundo ele, é que as chuvas retornem, favorecendo a safra.

Estimativas

A primeira estimativa de produção de soja para 2026 indica um aumento de 1,1% em relação a 2025, totalizando 167,7 milhões de toneladas, com crescimento de 0,8% no rendimento médio e avanço de 0,3% na área plantada.

Apesar do aumento na soja, a safra agrícola total do país deve registrar queda. A produção prevista é de 332,7 milhões de toneladas, 3,7% a menos que em 2025, ou 12,9 milhões de toneladas a menos. De acordo com Guedes, a redução se deve principalmente à base recorde alcançada em 2025.

Outras culturas

Entre as principais culturas que devem apresentar queda estão o milho, cuja produção deve recuar 9,3%, correspondendo a 13,2 milhões de toneladas a menos; o sorgo, com redução de 11,6% ou 604,4 mil toneladas; e o arroz, que deve ter queda de 6,5%, equivalente a 815 mil toneladas.

Também estão previstas diminuições na produção de algodão herbáceo em caroço (-4,8% ou 466,9 mil toneladas), trigo (-3,7% ou 294,8 mil toneladas), feijão (-1,3% ou 38,6 mil toneladas) e amendoim em casca (-2,1% ou 25,5 mil toneladas).



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Fenômeno La Niña se mantém? Relatório atualiza previsão até o verão


A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) manteve a condição de La Niña de fraca intensidade sobre o oceano Pacífico Equatorial. A tendência é que o fenômeno atue até o início do verão, em dezembro, e comece a enfraquecer no decorrer da estação.

O relatório, divulgado na manhã desta quinta-feira (13), afirma também que o retorno de um período de neutralidade está previsto para o trimestre entre janeiro e março e 2026, com duração até o outono. Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, a novidade desta vez é que entre o final do inverno e o começo da primavera do ano que vem, cresce a probabilidade de El Niño.

“Pensando na safra 2026/27, o retorno do fenômeno pode impactar as lavouras”, afirmou o meteorologista, durante participação no telejornal Mercado & Companhia. O El Niño, ao contrário do La Niña, corresponde ao aumento da temperatura das águas do oceano Pacífico Equatorial.

O que diz o relatório da NOAA

De acordo com a previsão da NOAA, a chance de La Niña entre outubro e dezembro de 2025 é de cerca de 85%, caindo para 70% entre novembro e janeiro de 2026. No trimestre que vai de dezembro a fevereiro, a chance é reduzida para 50%. Por outro lado, a partir de março do ano que vem, o cenário começa a mudar com o aumento das condições neutras, que passam a ter mais de 60% de probabilidade.

Além disso, o relatório indica que entre fevereiro e maio, a neutralidade se torna o padrão dominante, com probabilidade superior a 70%. Essas condições permanecem até meados de 2026. A partir de abril a junho há um crescimento gradual da chance de El Niño. Neste sentido, a probabilidade sobe de cerca de 10% para 40% no trimestre junho a agosto.

O que esperar do clima no agro

Müller destaca que o produtor deve ficar atento, uma vez que o La Niña vai durar até o final do ano. Sobre as chuvas, ele reforça que as precipitações se concentrarão no Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba. O Rio Grande do Sul, no entanto, não deve ser sofrer com a estiagem.

“Então o La Niña se confirma até o fim do verão. A longo prazo, as condições indicam que devemos ter o retorno do El Niño em 2027”, finaliza.

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Agronegócio paulista registra superávit de US$ 19 bilhões em 2025


Segundo análise do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o agronegócio paulista manteve desempenho positivo no comércio exterior nos dez primeiros meses de 2025, registrando superávit de US$ 19,07 bilhões. O resultado decorre de exportações que somaram US$ 23,92 bilhões e importações de US$ 4,85 bilhões. Conforme o levantamento, a participação do setor nas exportações totais do estado entre janeiro e outubro foi de 40,8%, enquanto as importações representaram 6,6% do total.

Em 2024, o setor havia alcançado um recorde no valor do superávit, impulsionado por uma demanda internacional atípica por produtos do complexo sucroalcooleiro. Em 2025, esse grupo manteve liderança entre os principais segmentos exportadores, com participação de 30,8% do total e receita de US$ 7,37 bilhões. O açúcar respondeu por 92,7% do montante e o etanol por 7,3%. O setor de carnes ocupou a segunda posição, com 15,1% das vendas externas e receita de US$ 3,60 bilhões, seguido pelos produtos florestais, com 10,3% e US$ 2,47 bilhões. O grupo dos sucos respondeu por 10,1%, somando US$ 2,43 bilhões, e o complexo soja representou 9,2% das exportações, com US$ 2,21 bilhões. Segundo o IEA, esses cinco grupos concentraram 75,5% das vendas externas do agronegócio paulista. O café ficou em sexto lugar, com 6,3% de participação e receita de US$ 1,51 bilhão.

As variações de valores em relação ao mesmo período de 2024 indicaram aumento nas exportações de café, carnes e soja, com altas de 42,8%, 24,7% e 0,8%, respectivamente. Em contrapartida, o complexo sucroalcooleiro, os produtos florestais e os sucos registraram quedas de 31,3%, 6,9% e 0,8%. De acordo com o Instituto, essas variações refletem as oscilações nos preços e nos volumes exportados.

A China permaneceu como principal destino das exportações paulistas, com 24,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, açúcar e florestais. A União Europeia representou 14,3% das exportações e os Estados Unidos, 12,2%. Desde o aumento tarifário de 50% iniciado em 6 de agosto pelo governo norte-americano, houve retração nas vendas para o país: 14,6% em agosto, 32,7% em setembro e 32,8% em outubro. “Essa queda foi parcialmente compensada por novos destinos de exportação, como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia”, afirmou Nabil, representante do IEA.

No cenário nacional, São Paulo manteve posição de destaque e respondeu por 16,9% das exportações do agronegócio brasileiro, ocupando o segundo lugar no ranking, atrás apenas de Mato Grosso, que registrou 17,3%.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Dólar sobe para perto dos R$5,40 em meio à aversão global a ativos de risco


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) -A aversão a ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de uma correção de preços mais profunda no mercado de ações dos Estados Unidos, deu força ao dólar ante o real nesta terça-feira, com a moeda norte-americana se reaproximando dos R$5,40.

O dólar à vista fechou com alta de 0,77%, aos R$5,3991. No ano, porém, a divisa acumula queda de 12,62%.

Às 17h03, na B3, o dólar para dezembro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,70%, aos R$5,4325.

A sessão desta terça-feira foi marcada pela aversão aos ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de que possa haver uma correção intensa no mercado de ações norte-americano, impulsionado nos últimos meses pela euforia em torno da inteligência artificial.

Durante evento em Hong Kong, o presidente-executivo do Morgan Stanley, Ted Pick, citou a possibilidade de “haver reduções de 10% a 15%” nos preços das ações, sem que isso decorra de algum colapso macroeconômico.

Neste cenário, os índices de ações foram pressionados na Europa e nos Estados Unidos, enquanto o dólar ganhou força ante boa parte das demais divisas, incluindo o real.

“Vínhamos em uma toada mais favorável, com os ativos de risco performando super bem no último mês, puxados pelos ativos de tecnologia”, afirmou o superintendente de Tesouraria do Daycoval, Luiz Fernando Gênova.

“Mas, depois do Fed, com a indefinição sobre os juros nos Estados Unidos, começamos a ter um gatilho mais intenso de correção”, acrescentou, em referência ao fato de o Federal Reserve, após a reunião da semana passada, ter dado indicações de que os juros podem não cair novamente em dezembro nos EUA.

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a máxima intradia de R$5,4007 (+0,80%) às 9h35, enquanto no exterior a moeda norte-americana também sustentava ganhos firmes ante divisas pares do real, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

“O real até vinha performando bem em relação a seus pares — nos últimos dias, um pouco pior –, mas não vi um movimento atípico”, disse Gênova.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou durante evento em São Paulo que por mais que o Banco Central seja pressionado a não baixar os juros, as taxas terão que cair.

“Vão ter que cair, vão ter que cair. Por mais pressão que os bancos façam sobre o Banco Central para não baixar juros, elas vão ter que cair”, disse Haddad.

A expectativa do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantenha a Selic em 15% ao ano na noite de quarta-feira, mas os agentes buscarão pistas no comunicado da decisão sobre quando os cortes começarão. As reuniões seguintes do colegiado ocorrem em dezembro, janeiro e março.

O fato de a Selic estar em nível elevado no Brasil, enquanto nos Estados Unidos o Fed cortou juros nas últimas reuniões, tem sido apontado como um fator favorável à atração de investimentos ao país, com impacto de baixa sobre o dólar.

Pela manhã o BC vendeu 45.000 contratos de swap cambial tradicional, para rolagem do vencimento de 1º de dezembro.

No exterior, às 17h04 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,36%, a 100,250.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)





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CNA vai ao Supremo contra decisão que suspende ações sobre a Moratória da Soja



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, nesta quarta-feira (12), uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu todas as ações judiciais e administrativas envolvendo a validade da Moratória da Soja, inclusive as que tramitam no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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A CNA, que atua como amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.774, pede a revogação da medida cautelar e defende a continuidade das investigações do Cade sobre possíveis práticas anticoncorrenciais relacionadas à moratória.

Segundo o diretor jurídico da entidade, Rudy Ferraz, o acordo entre tradings e organizações ambientais “não tem base na legislação ambiental” e fere a liberdade de mercado. A CNA afirma que o Código Florestal já impõe regras suficientes para a produção sustentável que a moratória prejudica especialmente pequenos e médios produtores.

Histórico: Moratória e CNA

No início do ano, a CNA protocolou representação no Cade em que demonstrou ser a Moratória da Soja uma prática ilícita, que causa prejuízos para os produtores rurais e aos consumidores. Também solicitou medida preventiva, informando a gravidade e a urgência da suspensão da moratória.

O pedido da CNA foi acatado pela Superintendência Geral do Cade. Em setembro, o Conselho decidiu, após análise de recursos das traders, pela manutenção da medida preventiva que havia suspendido a moratória em agosto, mas com efeitos a partir do início do próximo ano.



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Mapa discute parcerias para sustentabilidade na COP30, em Belém



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) manteve, nesta quarta-feira (12), uma série de reuniões bilaterais na Blue Zone da COP30, em Belém (PA), com foco na ampliação de parcerias internacionais voltadas à sustentabilidade e à mitigação das emissões de gases de efeito estufa no campo.

Os encontros reuniram representantes do Mapa e autoridades da Austrália e da Organização Internacional do Café (OIC). As conversas abordaram a descarbonização da agropecuária, o carbono no solo, a agricultura regenerativa e o financiamento sustentável da cadeia do café.

Reuniões com Austrália e OIC

Na reunião com a delegação australiana, o Mapa apresentou programas de redução de emissões já em andamento no Brasil, como o Plano ABC+, o Caminho Verde Brasil e o mercado regulado de carbono, recentemente aprovado. A taxonomia sustentável, que define critérios ambientais para investimentos, também foi destacada como uma ferramenta estratégica.

Segundo Bruno Brasil, diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, o diálogo permitiu avançar em propostas conjuntas. “O principal ponto de convergência foi a definição de padrões para medição de carbono no solo”, afirmou. A Austrália também demonstrou interesse em conhecer o projeto AgriZone, desenvolvido pela Embrapa e pelo Mapa, para avaliar a possibilidade de adaptação no país caso seja confirmada como sede da COP31.

Ações de agricultura regenerativa

Na segunda bilateral, com a OIC, o Mapa discutiu ações de agricultura regenerativa e valorização dos produtores de café. De acordo com Marcelo Fiadeiro, secretário de Desenvolvimento Rural, a intenção é ampliar a troca de experiências em boas práticas agrícolas e atrair financiamento climático para o setor.

Durante o encontro, a OIC anunciou o Expresso Fund, que será lançado após a COP30, em Dubai. O fundo tem como objetivo apoiar projetos sustentáveis na cadeia do café, alinhados às metas globais de redução de emissões e uso responsável dos recursos naturais.

Com informações de: planetacampo.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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‘Em ano de clima irregular, safra de soja está no limite e não há espaço para erro’, diz sojicultor de MT



O clima segue como principal desafio na reta final do plantio da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso. No médio-norte do estado, as chuvas irregulares e a estiagem prolongada atrasaram a semeadura e já causam prejuízos sentidos pelos produtores. O verde que cobre o estado, símbolo da fartura no campo, neste ano dá lugar a um cenário de incerteza.

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Entre dias nublados e o sol escaldante, o produtor tenta acompanhar o ritmo das chuvas, que insistem em não se firmar. Em Ipiranga do Norte, o agricultor Daniel Rizzi, que conseguiu cultivar 920 hectares de soja, observa com preocupação o desenvolvimento da lavoura.

“Iniciou-se bem cedo a chuva, mas tivemos cortes grandes no meio. Houve talhões que ficaram até 20 dias sem chuva. As plantas sofreram para germinar e para crescer. Tivemos muita perda e, junto com a seca, vieram as lagartas e outras pragas que se proliferam rápido. No fim, tudo isso resulta em prejuízo para a produção final”, relata o agricultor.

A situação não é exclusiva de Ipiranga do Norte. Em diversas regiões do estado, há áreas que já somam até 30 dias sem chuva.

Situação em Sorriso (MT)

Em Sorriso (MT), o maior produtor de soja do país, o cenário é semelhante. O plantio está atrasado e a irregularidade das chuvas compromete o desenvolvimento das lavouras germinadas. Segundo o Sindicato Rural do município, a produtividade esperada para esta safra já está comprometida.

“Aqui em Sorriso, já estimamos uma perda entre 8 e 10 sacas por hectare. Esperamos por chuvas generalizadas, que garantam umidade no solo e permitam o bom desenvolvimento da cultura”, afirma Diogo Damiani, presidente do Sindicato Rural de Sorriso.

Com o avanço irregular das chuvas, a janela de plantio se estendeu. O excesso de calor e a falta de umidade trouxeram perdas logo no início do desenvolvimento das lavouras e, com isso, muitos sojicultores precisaram recorrem ao replantio.

De acordo com Damiani, até o dia 30 de setembro, cerca de 50% da área já estava semeada, ritmo considerado adiantado em relação a outros anos. No entanto, com a virada de outubro, o cenário mudou completamente. “A chuva foi embora”, resumem os produtores.

Safra desafiadora

Em Gaúcha do Norte, o produtor Adalberto Grando, que cultiva 2.700 hectares entre os dois municípios, enfrenta o mesmo desafio. “Em outras épocas, a lavoura já teria fechado as linhas. Agora, o calor forte e a falta de chuva estão comprometendo o estande de plantas. É preocupante”, lamenta.

No estado que lidera a produção de soja no Brasil, o clima adverso, os custos elevados e a rentabilidade apertada tornam cada dia sem chuva um verdadeiro teste de resistência, para as plantas e para quem vive do campo. “Se o clima não ajudar, vai ser um ano muito complicado. A receita está no limite, não há espaço para erro”, desabafa Adalberto.



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