quarta-feira, março 25, 2026

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Centro-sul terá calor perto dos 40°C nesta semana


O centro-sul do Brasil deve enfrentar uma semana de calor e instabilidade, com temperaturas elevadas e ocorrência de temporais, segundo informações da Meteored. De acordo com a previsão, “o centro-sul do Brasil vai ter calor ao longo desta semana, com sensação de abafamento e temperaturas máximas acima dos 30°C e que se aproximam da casa dos 40°C”. O cenário é favorecido pela combinação de calor, umidade e áreas de baixa pressão, que deixam a atmosfera propícia à formação de chuvas intensas, com raios e rajadas de vento, principalmente entre a tarde e a noite.

Na terça-feira (24), o dia começa com maior presença de nuvens e temperaturas mais amenas no Rio Grande do Sul após a passagem de uma frente fria. Pela manhã, os termômetros ficam abaixo dos 20°C em grande parte do estado, enquanto à tarde não devem ultrapassar os 28°C. Já em áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, as máximas superam os 30°C, chegando a 35°C em pontos do Mato Grosso do Sul e do oeste paranaense.

Na quarta-feira (25), o amanhecer terá temperaturas abaixo dos 23°C em toda a região centro-sul, com registros entre 13°C e 15°C no centro-leste do Paraná e de Santa Catarina, além do oeste e sul gaúchos e da fronteira com o Uruguai. Durante a tarde, as máximas chegam a 33°C em áreas de Santa Catarina e do Paraná, enquanto no Mato Grosso do Sul podem atingir 35°C. Em São Paulo, as temperaturas ficam próximas dos 30°C em diversas regiões.

Na quinta-feira (26), as mínimas permanecem abaixo dos 21°C em grande parte da Região Sul e em áreas do Sudeste, mas a elevação ocorre ainda pela manhã, com marcas próximas de 30°C antes do meio-dia em diferentes pontos. À tarde, as temperaturas alcançam 34°C no oeste e extremo sul do Mato Grosso do Sul, no oeste do Paraná e no leste catarinense. No norte do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina, os termômetros podem variar entre 35°C e 36°C. O potencial de chuva diminui no Sul e Sudeste, com precipitações mais concentradas no Norte e Centro-Oeste.

Na sexta-feira (27), o calor se intensifica, especialmente na Região Sul. Pela manhã, as temperaturas já se aproximam dos 30°C em diversas áreas. À tarde, as máximas atingem cerca de 36°C na região central do Rio Grande do Sul e na Região Metropolitana de Porto Alegre, enquanto no restante do estado variam entre 27°C e 34°C. Em Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, os termômetros ficam entre 33°C e 34°C. Nas capitais, a previsão indica máximas de 28°C em Curitiba e Florianópolis, 33°C em Porto Alegre, 30°C em São Paulo e 25°C em Campo Grande.





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Paquistão leva proposta dos EUA ao Irã para tentar conter escalada do conflito


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O Paquistão transmitiu ao Irã uma proposta dos Estados Unidos com o objetivo de reduzir a escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo uma autoridade iraniana, tanto o Paquistão quanto a Turquia podem sediar eventuais negociações.

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Apesar do movimento diplomático, Teerã segue negando publicamente qualquer diálogo com o governo de Donald Trump. Nos bastidores, no entanto, há sinais de uma abertura limitada à diplomacia. O conteúdo da proposta não foi detalhado, mas pode estar ligado a um plano mais amplo citado em relatórios recentes.

Entre os pontos discutidos estariam restrições ao programa nuclear iraniano, redução do desenvolvimento de mísseis balísticos e o fim do apoio a aliados regionais.

Ao mesmo tempo, o Pentágono prepara o envio de milhares de tropas adicionais ao Golfo, ampliando a presença militar dos Estados Unidos e elevando o risco de escalada.

Israel acompanha as tratativas com ceticismo. O país teme concessões e defende a manutenção da liberdade para realizar ataques preventivos.

Mesmo com sinais diplomáticos, os confrontos seguem intensos após quase quatro semanas. Há registros de ataques aéreos israelenses em Teerã, enquanto o Irã responde com mísseis e drones contra Israel e aliados dos EUA.

O conflito continua pressionando os mercados globais e o fornecimento de energia, especialmente diante das restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

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Fernanda Machiavelli é nova ministra do Desenvolvimento Agrário


A secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Fernanda Machiavelli, assumirá o comando da pasta, nos próximos dias, quando o atual ministro, Paulo Teixeira, deixará o cargo para disputar as eleições para deputado federal em outubro. O anúncio foi feito pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite desta terça-feira (24), durante a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília. O prazo para desincompatibilização de cargos públicos, para quem disputará cargos eletivos, termina no próximo dia 4 de abril, seis meses antes do pleito de outubro.

“Eu estou tomando todo o cuidado para manter no governo as pessoas que já trabalham no governo e que já conhecem a máquina, para facilitar o trabalho. Tenho certeza que a Fernanda dará conta”, disse Lula. Machiavelli deverá permanecer no cargo pelos próximos nove meses do atual mandato do presidente.

Formada em ciências sociais pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado e doutorado na mesma instituição, Fernanda Machiavelli é servidora pública de carreira, no cargo de especialista em políticas públicas e gestão governamental. Ela está como secretária-executiva do MDA desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023.

Durante a conferência, em tom de balanço, o presidente citou diversos números do governo na área da agricultura familiar.

“O Desenrola Rural tratou de renegociar dívidas de 507 mil agricultores, num total de R$ 23 bilhões. O Plano Safra deste ao já fez um milhão de operações, [com] R$ 37 bilhões contratados e ainda faltam um milhão de contratos para serem feitos até o final do ano”, destacou.

Sobre a titulação de áreas quilombolas, Lula disse que, no atual mandato, foram concedidos 32 títulos, assinados 60 decretos, consolidando 10,1 mil famílias beneficiadas em 271 mil hectares. Já o assentamento de beneficiários no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), segundo o presidente, alcançou 234 mil famílias nos últimos três anos.

“É desnecessário dizer o que foi feito, porque a necessidade é tanta, por mais que a gente faça, sempre faltará uma coisa a ser feita. O importante é ter em conta que a conquista da vida, da sociedade, de qualquer país do mundo, é um processo”, ponderou.

O presidente classificou como “dignificante e extraordinário” o trabalho de Teixeira à frente do MDA e elogiou a gestão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, conduzido por César Aldrighi. Lula também acenou para as lideranças de diferentes movimento sociais de luta pela terra e de comunidades quilombolas, presentes na cerimônia.

“Sem vocês, nós não chegaríamos aonde chegamos. Quando vocês quiserem divergir da gente, não tem problema. Nós somos a única possibilidade que vocês têm de questionar. O único presidente que vocês podem conversar, chamando ele de Lula, de companheiro, sou eu. Não tem outro presidente para vocês chamarem de companheiro”, afirmou.

Ameaça contemporânea

Durante a conferência, Lula voltou a falar do cenário internacional e criticou a expansão das guerras e a ascensão de grupos extremistas ao poder.

“A democracia está correndo risco em vários lugares, a chamada extrema-direita tem crescido em vários lugares e o que é mais grave: os conflitos armados. Hoje, nós temos a maior quantidade de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. É conflito em quase todos os continentes”, observou.

Ao falar de soberania, Lula disse que as terras raras e os minerais críticos existentes no Brasil, alvo de cobiça de potências estrangeiras, especialmente dos Estados Unidos (EUA), são propriedade do povo brasileiro.

“Eu criei um conselho especial para cuidar das terras raras e minerais críticos, da soberania nacional. Aqui nesse país quem levanta o nariz somos nós e quem cuida das nossas coisas somos nós”, enfatizou. Lula vem abordando recorrentemente o assunto nos últimos dias, em discursos públicos e eventos internacionais que participa.

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Após impasse com estados, governo federal faz nova proposta para zerar ICMS do diesel


diesel
Foto: Pasquale Augusto/ Canal Rural

A equipe econômica apresentou uma nova proposta aos estados para conter a alta do diesel após resistência dos governadores em zerar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível, anunciou nesta terça-feira (24) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A alternativa, apresentada prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida entre União e estados.

Pelo modelo sugerido:

  • R$ 0,60 seriam pagos pelo governo federal
  • R$ 0,60 ficariam a cargo dos estados

“Essa linha dá uma resposta mais rápida às consequências da guerra, o efeito é mais célere, e não exige uma renúncia fiscal de ICMS, podemos ter essa contraproposta, por meio de subvenções, com efeitos mais rápidos”, disse Durigan a jornalistas.

Medida temporária

A proposta tem caráter emergencial e deve valer até 31 de maio. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total estimado é R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.

Na semana passada, a pasta tinha informado que o gasto seria de R$ 3 bilhões mensais, totalizando R$ 6 bilhões. No entanto, a Fazenda corrigiu a informação nesta terça.

O governo espera uma resposta dos estados até sexta-feira (27), durante reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), em São Paulo. Segundo Durigan, os ganhos de receitas dos estados produtores de petróleo com a alta do combustível ajudará a compensar o impacto da subvenção.

“Tudo que já foi anunciado pelo governo federal está valendo, segue igual. O que estamos fazendo é outra frente agora, para que não seja necessária apenas a renúncia fiscal pelos estados. Aliás, existem estados que vão ganhar mais na arrecadação com esse aumento nos preços do petróleo, o que acaba compensando”, disse o ministro.

Mudança de estratégia

A nova proposta surge após governadores rejeitarem a ideia inicial de zerar o ICMS sobre o diesel importado. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o subsídio permitiria uma resposta mais rápida aos efeitos da alta do petróleo.

A medida busca reduzir o impacto no preço final sem exigir renúncia direta de arrecadação por parte dos estados.

Ações paralelas

A nova ajuda se soma a outra medida já anunciada pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores.

Esse valor deve ser repassado ao consumidor final no preço do combustível.

Cenário externo

O governo avalia que a alta recente do diesel está ligada ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional, influenciado por tensões no Oriente Médio.

Outras medidas seguem em análise, incluindo possível redução de tributos sobre o biodiesel, a depender da evolução do cenário internacional.

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Temporais ganham força e chuva avança pelo país


A quarta-feira (25) começa com a frente fria se afastando para o oceano, mas ainda influenciando o tempo no Sul do Brasil. Mesmo em deslocamento, o sistema mantém instabilidades e risco de temporais em parte da região, enquanto a chuva também se espalha por áreas do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Ao longo do dia, a tendência é de melhora gradual no Sul, mas outras regiões do país seguem com atenção para pancadas fortes e volumes elevados.

Sul

No Sul, a influência da frente fria ainda provoca chuva, principalmente no litoral de Santa Catarina, Serra Gaúcha e Região Metropolitana de Porto Alegre. As instabilidades ganham força durante a manhã, com risco de temporais, rajadas de vento e acumulados mais elevados no centro e oeste do Rio Grande do Sul.

No Paraná e no oeste catarinense, a combinação de calor e umidade também favorece pancadas moderadas a fortes, especialmente nas áreas mais a oeste.

Ao longo do dia, a chuva perde intensidade e o tempo começa a firmar em grande parte da região. Mesmo assim, ainda há previsão de precipitações isoladas.

As temperaturas ficam mais amenas no sul gaúcho e em áreas de Santa Catarina, enquanto sobem nas demais localidades. Rajadas de vento podem chegar a 50 km/h.

Sudeste

No Sudeste, a chuva já aparece desde cedo no oeste e noroeste de São Paulo e Minas Gerais, além do Triângulo Mineiro. Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam, com previsão de chuva moderada a forte e risco de temporais nessas áreas.

Também há previsão de pancadas mais intensas no interior paulista e em partes do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

Na Grande São Paulo, a chuva deve ocorrer de forma moderada. Já no sul do estado, o tempo tende a ficar mais firme.

Apesar da presença de nuvens, as temperaturas ainda sobem, mas ficam mais agradáveis em áreas com chuva persistente.

Centro-Oeste

A quarta-feira começa com chuva em grande parte do Centro-Oeste, principalmente em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. Durante o dia, o calor e a alta umidade intensificam as instabilidades, elevando o risco de temporais em boa parte da região.

Os volumes podem ser mais significativos em Goiás, no leste de Mato Grosso do Sul e em áreas do norte e leste de Mato Grosso.

Mesmo com a chuva, o calor ainda predomina, mas as temperaturas podem cair um pouco nas áreas mais afetadas pelas pancadas.

Nordeste

No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical continua favorecendo chuvas no litoral norte da região.

As instabilidades aumentam ao longo do dia no Maranhão, Piauí, oeste e sul do Ceará, além do interior e litoral da Bahia.

Há risco de temporais, principalmente no Maranhão e no oeste baiano. Já no leste da região, o tempo segue mais firme, com predomínio de sol e calor.

Norte

Na região Norte, o padrão segue típico: calor, alta umidade e pancadas frequentes. A chuva ocorre desde cedo em estados como Amazonas, Acre, Pará e Tocantins, e ganha intensidade ao longo do dia.

Há risco de temporais, principalmente no Amazonas, Acre, sul de Roraima e interior do Pará. As temperaturas permanecem elevadas, com sensação de abafamento em toda a região.

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Intensificação dos conflitos no Oriente Médio leva barril do petróleo à faixa dos US$ 100


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (25), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a intensificação do conflito no Oriente Médio, que elevou a aversão a risco e levou o Brent novamente à faixa de US$ 100 por barril. Relatos de possível cessar-fogo aliviaram temporariamente os mercados.

Nos EUA, bolsas caíram, Treasuries subiram e o dólar se fortaleceu. No Brasil, dólar fechou a R$ 5,25, juros oscilaram, Copom manteve cautela e o Ibovespa subiu 0,32%, aos 182 mil pontos, com apoio de commodities.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

o mercado na Puglia está se recuperando


Em 2025, as vendas de tratores voltam a crescer, tendo aumentado cerca de 22 pontos percentuais em comparação com os doze meses anteriores. A procura regional por máquinas agrícolas é impulsionada por tecnologias para culturas de alto valor agregado. A EIMA International, feira de máquinas agrícolas, é uma plataforma de particular interesse para os operadores da região da Puglia. Espera-se a presença de mais de 10.000 visitantes da região.

As vendas de tratores voltaram a apresentar crescimento no mercado nacional, especialmente na Puglia, uma das regiões mais dinâmicas do mercado italiano de máquinas agrícolas. Os dados sobre o desempenho do setor em 2025 – compilados pela FederUnacoma com base em informações do Ministério dos Transportes – mostram um aumento de 21,6% na região, totalizando 1.820 veículos recém-registrados (contra cerca de 1.500 em 2024), com uma taxa de crescimento superior à média italiana em vários pontos percentuais. As vendas regionais foram impulsionadas principalmente por tratores para vinhedos e pomares, que representaram mais da metade da demanda local por máquinas (913 de 1.821).

Este é o cenário descrito por Simona Rapastella, Diretora Geral da FederUnacoma – a associação italiana que representa os fabricantes de máquinas agrícolas – durante a conferência de imprensa de apresentação da EIMA International 2026. O peso que as máquinas para vinhedos e pomares têm na demanda regional por equipamentos mecânicos – como observado na conferência de imprensa realizada hoje em Bari, como parte da feira Enoliexpo – reflete a crescente especialização do setor primário em culturas de alto valor agregado. A região da Puglia ocupa o primeiro lugar na Itália em área de cultivo de oliveiras (346.000 hectares) e horticultura (80.000 hectares), o segundo em área de vinhedos (96.000 hectares) e o terceiro em área dedicada ao cultivo de citrinos (9.600 hectares). Mas a Puglia – como salientou o Diretor Geral da FederUnacoma na conferência de imprensa – é também uma das principais produtoras de trigo duro do país, com mais de 340.000 hectares cultivados e uma produção anual que ultrapassou as 680.000 toneladas em 2025.

As características específicas da economia agrícola regional tendem, portanto, a estimular a procura por equipamentos especializados para culturas de alto valor agregado e por máquinas tipicamente utilizadas no setor da agricultura de lavoura. Neste contexto, a EIMA International – a feira mundial de máquinas agrícolas organizada pela FederUnacoma, que terá lugar no Centro de Exposições de Bolonha de 10 a 14 de novembro – representa uma plataforma de inegável interesse para os operadores da Puglia, com mais de 60.000 modelos em exposição e uma gama que abrange 14 setores de produtos, desde tecnologias de preparação do solo a sistemas de irrigação, de tratores a componentes e equipamentos de jardinagem.

A 47ª edição da feira sediada em Bolonha já ostenta as credenciais de um grande evento. “As inscrições dos fabricantes têm chegado em ritmo constante desde a abertura do cadastro em novembro passado, preenchendo praticamente todos os espaços de exposição no recinto em menos de dois meses”, afirmou Simona Rapastella em coletiva de imprensa. “O aumento expressivo de inscrições, que continua chegando até hoje”, acrescentou a diretora da FederUnacoma, “levou nosso departamento de eventos a antecipar a fase de planejamento do layout, com uma alocação meticulosa dos espaços de exposição”. De acordo com as previsões dos organizadores, a próxima EIMA não só deverá igualar e provavelmente superar os 1.750 expositores (675 deles estrangeiros) da edição anterior, como também alcançar a marca de 350.000 visitantes registrada em 2024.

De 10 a 14 de novembro, espera-se um grande público no centro de exposições de Bolonha, composto por compradores italianos e internacionais, empresários agrícolas, técnicos, pesquisadores, agrônomos, acadêmicos, estudantes e muitos entusiastas que dedicam seu tempo livre à agricultura e à jardinagem. Para seu vasto público, a feira de Bolonha oferece uma série de novidades, a começar pela expansão de suas áreas temáticas. A EIMA 2026 marca a estreia de dois novos Espaços de Exposição, o EIMA Campus e o EIMA Extend, dedicados respectivamente aos mundos da pesquisa e treinamento e ao das instituições do setor de máquinas agrícolas. Os novos Espaços de Exposição juntam-se aos cinco tradicionais: EIMA Components, dedicado a componentes; EIMA Digital, a tecnologias digitais e robótica; EIMA Energy, à energia proveniente de fontes agroflorestais; EIMA Idrotech, à irrigação; e EIMA Green, à jardinagem. A EIMA 2026 também apresenta um novo layout das áreas de exposição, com a inauguração do Pavilhão 35 – atualmente em construção pela BolognaFiere – e uma nova organização dos espaços externos.

Particularmente interessante para os visitantes é a exposição dos modelos vencedores do Concurso de Inovações e Desenvolvimentos Técnicos, montada, como de costume, na área do Quadripórtico, onde são apresentadas as soluções e conceitos mais avançados propostos pelas empresas expositoras. Tema central do evento de Bolonha, a inovação tecnológica terá um papel de destaque na extensa programação de conferências e seminários (cerca de 150 eventos planejados), dedicados não apenas a questões técnicas, mas também políticas e aos cenários que influenciam o desenvolvimento da agricultura e da mecanização. Entre esses temas, os relacionados à internacionalização terão grande importância. Delegações oficiais da ICE são esperadas em Bolonha; este ano, elas atingirão um número recorde, com 90 países representados, e participarão de reuniões de negócios com empresas italianas expositoras. “Em um cenário global caracterizado por tensões geopolíticas contínuas e um aperto nas barreiras tarifárias, a parceria com a ICE torna-se ainda mais estratégica”, concluiu o Diretor Geral da FederUnacoma, “para o lançamento de colaborações técnicas e comerciais em novos mercados, com especial atenção às regiões do Mercosul, Ásia e Europa.”

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Laborsan Agro desponta como referência nacional em polímeros e pós secantes para TSI


Com quase 30 anos de atuação, empresa investe em inovação, pesquisa e sustentabilidade para fortalecer o tratamento de sementes industrial no agronegócio brasileiro

Com quase três décadas de atuação no agronegócio, a Laborsan Agro vem se consolidando como uma das principais referências do Brasil no desenvolvimento de tecnologias voltadas ao Tratamento de Sementes Industrial (TSI). 

Instalada em Diadema (SP), com atuação nacional e internacional, a empresa é especializada na criação e comercialização de soluções voltadas ao recobrimento e proteção do tratamento de sementes.

Film Coating: preservando o investimento em TSI

O grande destaque da Laborsan Agro é a tecnologia Film Coating. A técnica consiste na aplicação de uma solução uniforme ao redor da semente tratada, formando uma camada protetora que contribui para preservar os insumos aplicados nos processos industriais.

O sistema é composto pela combinação de polímeros da linha LabFix e pós secantes LabSec, materiais formulados para promover melhor recobrimento das sementes, acelerar o processo de secagem e aumentar a resistência à abrasão durante as etapas operacionais.

Esse conjunto tecnológico contribui para secagem e fluidez das sementes para garantir maior uniformidade entre os lotes. Como resultado, o processo tende a apresentar maior eficiência nas rotinas industriais e melhor desempenho durante a semeadura, favorecendo a plantabilidade e a qualidade do estabelecimento inicial das lavouras.

“O Film Coating é uma etapa estratégica para a agricultura moderna. Nosso compromisso é desenvolver tecnologias que ampliem a eficiência do processo, aliando inovação e sustentabilidade”, afirma Milton Ribeiro, COO da Laborsan Agro.

Tecnologias integradas para o recobrimento de sementes

Além do Film Coating, a Laborsan Agro atua no desenvolvimento de tecnologias complementares que ampliam a eficiência do tratamento de sementes.

Entre elas está a tecnologia de Incrustação e Peletização, que utiliza aglutinantes e massas de revestimento para padronizar o tamanho e o formato das sementes, criando uma superfície mais uniforme e adequada para a semeadura.

A empresa também desenvolve soluções voltadas à Coloração de sementes e insumos agrícolas, contribuindo para a identificação visual dos tratamentos e para a padronização dos lotes.

Outro eixo do portfólio envolve as Especialidades, categoria que reúne produtos auxiliares como adjuvantes, antiespumantes e tecnologias que melhoram a eficiência operacional.

Tecnologia Proteção Superior 

Entre os diferenciais tecnológicos da empresa está o conceito de Proteção Superior, que combina o polímero LabFix G5 Platinum com o pó secante LabSec Superfluid Graf, formando um sistema que melhora o recobrimento das sementes e contribui para maior aderência dos insumos aplicados. 

Entre os principais ganhos observados estão maior homogeneização entre sementes, melhor acabamento visual e maior resistência à abrasão durante o manuseio, transporte e armazenamento. Sementes tratadas com essa tecnologia apresentam maior padronização e fluidez, favorecendo o desempenho operacional nas etapas de beneficiamento e semeadura. 

Outro aspecto relevante é a redução do desprendimento de poeira, fator importante para a segurança operacional e para a manutenção da dose correta dos produtos aplicados. 

Pesquisa, inovação e conexão com a ciência

A inovação ocupa papel central na estratégia da Laborsan Agro. A empresa mantém participação ativa em iniciativas de pesquisa e desenvolvimento voltadas ao aprimoramento das tecnologias de tratamento de sementes, fortalecendo a conexão entre indústria, ciência e campo.

Um exemplo desse compromisso foi a realização, em novembro de 2025, do Encontro Regional sobre ESG e Sustentabilidade na Cadeia Produtiva de Milho & Sorgo, promovido pela Laborsan Agro em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG).

O evento reuniu pesquisadores, especialistas, lideranças e representantes de empresas e instituições para debater a aplicação prática dos princípios ESG nas cadeias produtivas do milho e do sorgo, promovendo um ambiente de troca de conhecimento técnico e discussão sobre caminhos mais sustentáveis para o agronegócio.

Criação do TSI Experience

A Laborsan Agro também promove iniciativas próprias voltadas ao compartilhamento de conhecimento técnico com o mercado. Um exemplo é a TSI Experience, convenção organizada pela empresa que reúne especialistas, profissionais da indústria de sementes e parceiros estratégicos para discutir tendências, desafios e avanços no tratamento de sementes.

“O TSI Experience é uma iniciativa que reflete a maturidade da Laborsan Agro no setor de sementes no Brasil. Nosso objetivo é reunir diferentes perspectivas da pesquisa, da indústria e da operação para discutir desafios reais do tratamento de sementes e acelerar a adoção de práticas e tecnologias que tragam mais eficiência para toda a cadeia”, afirmou Francisco Eduardo de Albuquerque, CEO da Laborsan Agro.

O evento reforça o posicionamento da companhia como um agente ativo no desenvolvimento tecnológico do setor, estimulando a troca de experiências entre pesquisadores, indústria e profissionais do agronegócio.

ESG integrado ao modelo de negócios

Os princípios de ESG também fazem parte da estratégia da Laborsan Agro. A empresa vem adotando práticas voltadas à redução de impactos ambientais e ao fortalecimento da governança corporativa.

Nos últimos anos, a companhia reduziu cerca de 19% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e diminuiu aproximadamente 17% dos resíduos classe I, considerados perigosos. Entre os avanços recentes também está o lançamento do LabFix G5 Eco, polímero biodegradável desenvolvido para atender às demandas crescentes por soluções mais sustentáveis no agronegócio.

A empresa também publicou seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, seguindo os padrões da Global Reporting Initiative (GRI), e conquistou certificações nacionais e internacionais que reforçam seu compromisso com práticas responsáveis.

“Acreditamos que a sustentabilidade precisa estar integrada às decisões estratégicas da empresa. Quando olhamos para ESG, pensamos em inovação responsável, eficiência no uso de recursos e desenvolvimento de tecnologias que contribuam para uma agricultura mais equilibrada e preparada para os desafios do futuro”, concluiu Francisco Eduardo de Albuquerque, CEO da Laborsan Agro.

 

 





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Calor deve marcar início do outono no Brasil


As previsões climáticas indicam que o Brasil deve manter temperaturas elevadas nas próximas semanas, sem avanço de massas de ar frio significativas. De acordo com o Meteored, o cenário aponta para a continuidade do calor e para a possível influência do El Niño, o que pode descaracterizar o padrão típico do outono no país.

Segundo a análise, “as previsões climáticas mais recentes estão indicando um clima quente para o primeiro mês de Outono”, e não há, até o momento, sinais de frio intenso. A condição já é observada, uma vez que “uma massa de ar frio atuou somente sobre a Argentina e o Uruguai, sem conseguir avançar até o Rio Grande do Sul”.

Ainda conforme o levantamento, “não há previsão de que massas de ar frio significativas consigam avançar pelo país”, o que deve manter as temperaturas acima da média entre março e abril, especialmente na Região Sul. O modelo climático ECMWF também aponta para esse comportamento, indicando manutenção do calor nas próximas semanas.

Em relação às chuvas, o cenário também é de irregularidade. O relatório destaca que “a entrada e manutenção de sistemas capazes de impulsionar a formação de tempestades será bastante irregular”, resultando em distribuição desigual das precipitações pelo país.

Embora o outono seja caracterizado como uma estação de transição, com redução gradual das chuvas, as projeções indicam acumulados abaixo da média. “As previsões indicam também uma irregularidade significativa nas chuvas sobre o país”, com possibilidade de períodos sem precipitação relevante em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O estudo reforça que o padrão climático atual ainda mantém características do verão. “As previsões indicam que o clima brasileiro ainda não ‘virou a chave’, permanecendo sob condições similares às do verão”, aponta o texto.

Paralelamente, há sinais de intensificação do El Niño no Oceano Pacífico equatorial. As projeções indicam que o fenômeno pode se consolidar ainda durante o outono e atingir níveis de intensidade forte ao longo do ano.

De acordo com a análise, a possível consolidação do fenômeno pode antecipar impactos típicos do inverno já sob sua influência. “Existe a possibilidade de que o país entre diretamente em condições de Inverno já influenciadas pela presença do El Niño”, destaca.

O fenômeno costuma provocar mudanças no regime climático brasileiro, com aumento de chuvas no Sul e condições mais quentes e secas no Norte e em partes do Nordeste, além de temperaturas mais elevadas em grande parte do país.

Diante desse cenário, a tendência é de um ano com temperaturas acima do padrão histórico. “Prepare-se para um ano de 2026 que pode se mostrar mais quente do que o normal”, conclui o levantamento.





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Boi gordo e do “boi China” registram alta em São Paulo



Pará registra alta nas cotações do boi



Foto: Divulgação

A cotação do boi gordo e do chamado “boi China” registrou alta em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada na segunda-feira (24) pela Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “a cotação do boi gordo e a do ‘boi China’ subiu R$3,00/@”, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis na comparação diária. O relatório aponta que a valorização foi sustentada pela menor oferta de animais e pela resistência de vendedores em negociar abaixo das referências, além do suporte das exportações, mesmo com ritmo menor de embarques. As escalas de abate atenderam, em média, a sete dias.

No Pará, o cenário também foi marcado por oferta restrita, levando frigoríficos a pagar mais pela arroba para completar as escalas. Em Marabá, “a cotação do boi gordo subiu R$3,00/@ e a da novilha R$2,00/@”, enquanto a vaca permaneceu estável, com escalas de abate em torno de quatro dias. Em Redenção, “a cotação da vaca subiu R$3,00/@, e a da novilha subiu R$5,00/@”, com estabilidade para o boi gordo e escalas médias de dois dias. Já em Paragominas, “a cotação subiu R$4,00/@ para todas as categorias”, com escalas de três dias. O “boi China” avançou R$4,00/@ em Paragominas e R$1,00/@ em Marabá e Redenção.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura somaram 167 mil toneladas até a terceira semana de março, com média diária de 11,1 mil toneladas, o que representa recuo de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da queda no volume embarcado, o preço médio da tonelada alcançou US$ 5,8 mil, alta de 18% na comparação anual.





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