sexta-feira, março 13, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Soja: Preços cedem em Chicago, com falta de novidades e pressionada pelo…


Mercado carece de novas notícias para se reestabelecer

Logotipo Notícias Agrícolas

Os preços da soja seguem recuando na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (18), ainda pressionados pela falta de novas informações que possam garantir um combustível a mais ao mercado neste momento. Por volta de 15h20 (horário de Brasília), na reta final do pregão, os futuros da oleaginosa perdiam de 3,25 a 4,25 pontos nos principais contratos, levando o janeiro a US$ 10,55 e o maio a US$ 10,75 por bushel. 

Com o “mais do mesmo” para os traders, as cotações seguem caminhando de lado no mercado futuro norte-americano, esperando por notícias novas que possa redirecioná-lo de forma mais consistente. Assim, para alguns analistas e consultores de mercado, os preços estão agora trabalhando em um intervalo de US$ 10,40 a US$ 11,00 por bushel. 

Continuam a ser monitorados pelo mercado o clima para a nova safra da América do Sul, a demanda da China nos EUA, o movimento dos derivados e os macrocenários, principalmente o geopolítico. 

Outro fator que limitou o fôlego da soja em Chicago nesta semana foram as consecutivas altas do dólar frente ao real. A moeda americana já subiu por quatro sessões, superou os R$ 5,50 e vai dando mais competitividade da oleaginosa brasileira. Já nesta quinta-feira, porém, a divisa americana voltou a recuar, porémm, insuficiente para permitir uma retomada da soja na CBOT. 

Paralelamente, a volatilidade dos derivados também segue acompanhada e hoje as perdas no óleo de soja – embora mais contidas do que as dos últimos dias – também pesam sobre o grão. O farelo de soja, por sua vez, volta a subir e ajuda no suporte e no equilíbrio. 

Nem mesmo um novo anúncio de venda de soja pelos EUA nesta quinta-feira foi suficiente para puxar as cotações. 

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio

Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





Source link

News

Mesmo após gripe aviária, setor de frango tem balanço positivo


carne de frango
Foto: divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

Após superar o foco da doença de Newcastle em granja comercial de frangos em Anta Gorda (RS) em 2024, o Brasil enfrentou outro desafio sanitário. Em 2025 um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), desta vez em uma granja comercial no município de Montenegro (RS).

Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo diante das restrições impostas por alguns países parceiros, o balanço do ano foi positivo para o setor, evidenciando a alta eficiência e resiliência das instituições públicas e privadas, incluindo produtores e a indústria.

Contrariando o comportamento típico de início de ano, levantamento do Cepea mostra que o frango inteiro resfriado se valorizou em janeiro no atacado da Grande SP, dando continuidade ao movimento iniciado em agosto/24. O forte ritmo das exportações, a oferta controlada e a demanda interna firme foram os principais pilares de sustentação dos preços nos primeiros meses de 2025.

No entanto, com a confirmação do caso de gripe aviária em uma granja de matrizes de ovos férteis em Montenegro, em maio, diversos países suspenderam as compras da carne brasileira, levando o setor a realocar internamente parte dos volumes que seriam embarcados. Como resultado, os preços do frango inteiro resfriado, sobretudo no estado de SP, caíram fortemente por três meses consecutivos.

Pesquisadores do Cepea indicam que, com o intuito de minimizar os impactos e evitar o surgimento de novos focos, houve um eficiente controle sanitário, permitindo a flexibilização das restrições impostas pelos principais parceiros comerciais do Brasil já nos meses seguintes.

Assim, apesar dos recuos de preços, as médias anuais do frango inteiro congelado superaram as de 2024, apontam dados do Cepea. O frango vivo (média de SP), inclusive, atingiu a maior média anual desde 2022. Esse cenário, aliado à terceira menor média do farelo de soja de toda a série Cepea (iniciada em 2004) e a mais baixa desde 2011, elevou o poder de compra do avicultor paulista frente ao derivado para o melhor desempenho da história.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

O post Mesmo após gripe aviária, setor de frango tem balanço positivo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Paraná está prestes a produzir o primeiro leite de coelha do Brasil


Coelha
Foto: Pixabay

Após dois anos de estudos, pesquisadores do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual de Maringá (DZO/UEM) chegaram a um protocolo inédito de ordenha de coelhas e avança agora para a fabricação experimental de leite artificial, produto ainda inexistente no país e considerado essencial para reduzir a mortalidade de láparos.

A carne é rica em proteínas, contém baixos teores de colesterol e gera diversos subprodutos, como pele, patas, vísceras, esterco e até animais destinados a pet shops. Outro diferencial é a eficiência produtiva, em pequenos espaços e com poucos insumos, o coelho transforma resíduos vegetais em carne de alto valor nutricional. 

Além da versatilidade, a espécie apresenta elevada capacidade reprodutiva. Uma coelha produz, em média, de 10 a 12 filhotes por ninhada, com gestação de cerca de 30 dias. Esse ritmo pode resultar em até 50 animais desmamados em um ano.

Mas esse potencial não se converte integralmente em produtividade, já que a taxa de mortalidade no período de desmame, até 40 dias de vida, chega a aproximadamente 20%.

Na Fazenda Experimental de Iguatemi, onde a UEM mantém um rebanho de cerca de 600 animais, incluindo 100 fêmeas matrizes e 50 machos, as perdas chamaram a atenção dos pesquisadores. Uma das causas identificadas pode estar na subnutrição dos filhotes, especialmente em ninhadas numerosas.

Filhotes de Coelha
Foto: ASC/UEM

“Hoje temos ninhadas com até 16 filhotes, mas as fêmeas possuem apenas oito tetas. Existe uma limitação física que impede o fornecimento adequado de leite. A solução pode estar em uma fórmula artificial, como já existe para outras espécies”, explica o coordenador da cunicultura da UEM, Leandro Castilha.

Primeira técnica de ordenha de coelhas

Para criar uma fórmula adequada, o principal desafio da pesquisa foi obter leite natural em quantidade suficiente para análise. Isso ocorre porque, nas coelhas, a liberação do leite depende exclusivamente do estímulo do filhote, como temperatura, sucção e movimentos da língua, que ativa a descida do leite.

O professor do Departamento de Zootecnia e autor do protocolo de ordenha de coelha, Silvio Leite, relata que “sem o filhote, o leite simplesmente não sai. Precisamos entender profundamente esse processo para conseguir não apenas a primeira gota, mas volumes capazes de atender às análises laboratoriais”.

Coelha
Foto: ASC/UEM

Massagens manuais, uso de seringas e métodos descritos na literatura internacional não funcionaram. O grupo desenvolveu então um protocolo próprio, combinando indução hormonal, estímulo natural do filhote e acoplamento de um equipamento de sucção após a liberação do leite.

O resultado foi a consolidação da primeira técnica de ordenha de coelhas do Brasil, permitindo a coleta ideal para análises de lactose, aminoácidos, ácidos graxos e vitaminas.

Leite artificial de coelha

Com o protocolo de ordenha estabelecido, os pesquisadores entraram na fase final do estudo, formular o leite artificial de coelha. Espera-se que a suplementação reduza a mortalidade dos filhotes e aumente a eficiência produtiva da cadeia. 

Embora Europa, Estados Unidos e alguns países asiáticos já possuam substitutos comerciais, não há nenhuma formulação disponível no Brasil. A UEM pode, portanto, abrir o caminho para a primeira produção nacional, inclusive com possibilidade de patente.

Cadeia produtiva em expansão

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná possui o terceiro maior plantel de coelhos do país, com cerca de 33 mil animais.

O setor é considerado de nicho, mas em expansão, tanto no campo comercial quanto no científico. A carne é apreciada por seu valor nutritivo, pelo baixo teor de colesterol e pelo perfil rico em ácidos graxos essenciais, como ômega 3 e 6. 

Os próximos passos incluem a formulação final, a fabricação experimental e os testes de aceitação entre os filhotes de coelhos. Se tudo correr como esperado, o Brasil estará prestes a contar com seu primeiro leite artificial de coelha, resultado de uma pesquisa que une técnica, inovação e compromisso com o bem-estar animal.

O post Paraná está prestes a produzir o primeiro leite de coelha do Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Mercado de milho fecha 2025 com safra recorde, forte demanda e preços em correção


preços, crédito rural, milho
Foto: Sistema Famasul

O ano de 2025 pode ser considerado positivo para o mercado brasileiro de milho. O analista de Safras & Mercado Paulo Molinari destaca que os preços se mostraram mais altos internamente no primeiro semestre, diante da menor disponibilidade de oferta, algo que sazonalmente ocorre.

As cotações chegaram a atingir R$ 80,00 em algumas regiões, com média de R$ 74,50 nos seis primeiros meses do ano. Já na segunda metade do ano, as cotações se acomodaram com a chegada da segunda safra e estiveram alinhadas ao movimento de exportação, em um patamar médio ao redor de R$ 62,80.

Segundo Molinari, o destaque de 2025 ficou com a demanda interna recorde e o desempenho da exportação. “Também é preciso mencionar a maior produção brasileira de milho da história, acima de 140 milhões de toneladas, puxada pelo ótimo desempenho da safrinha, que superou a casa de 100 milhões de toneladas pela primeira vez”, lembra.

O analista ressalta que a grande surpresa do ano foi o clima, que proporcionou uma segunda safra no Brasil praticamente perfeita. “A condição pode ser vista como anormal, uma vez que houve excelentes chuvas no outono, possibilitando um resultado com produtividade recorde”, afirma.

‘Exportações satisfatórias’

Para Molinari, as exportações de milho brasileiras neste ano podem ser consideradas satisfatórias, próximas a 40 milhões de toneladas, uma vez que, com uma safra norte-americana recorde, a Ucrânia com uma boa produção e a Argentina competitiva, o país poderia perder força nas vendas.

O desempenho surpreendeu mesmo com preços internos baixos. De acordo com o analista, isso demonstrou que somente o etanol não é suficiente para enxugar o mercado interno de milho facilmente. “Demonstra também o fato de que o Brasil está bem inserido no ambiente global como fornecedor número 2 de milho”, sinaliza.

Bolsa de Chicago

Os preços do milho no ambiente internacional tiveram mais um ano de correção. Após as altas fortes da pandemia, com a Bolsa de Chicago chegando a US$ 8,00/bushel, o mercado retomou os níveis normais de US$ 4,00/bushel, voltando a sua média.

“A safra norte-americana com a segunda maior área da história e com ótima condição de clima consolidaram este movimento”, analisa.

No Brasil, o câmbio mais valorizado ao longo do ano foi um ponto negativo. A média de preços do dólar estava em R$ 6,02 em janeiro, atingiu R$ 5,52 em julho e chegou a R$ 5,34 em novembro, contribuindo para pressionar as cotações em reais internamente devido à baixa de preços nos portos.

“Em uma situação melhor de câmbio, os volumes a serem embarcados pelo Brasil poderiam ter sido maiores”, comenta.

Na avaliação de Molinari, o desempenho dos principais players do mercado internacional de milho, como Estados Unidos, Argentina, Ucrânia e China foi positivo. “Todos esses países tiveram um ano de boas produções, com recomposição das exportações e atendimento da demanda mundial. Esta é uma variável que sugere que o consumo mundial pode estar crescendo mais do que o projetado em 2025 e 2026”, ressalta.

Particularmente, a Ucrânia conseguiu se manter como o quarto maior exportador mundial de milho, apesar de ainda estar enfrentando uma guerra com a Rússia. Já a Argentina teve um bom desempenho, mesmo com a forte mudança econômica, que contribuiu para a realização de ajustes internos.
De forma resumida, Molinari entende que 2025 foi um ano de correções de preços para a média histórica, com o registro de ótimas safras e demanda crescente por milho.
Por fim, o analista destaca que, para o Brasil, este não foi um ano muito rentável ao produtor devido aos custos e passivos. "De todo modo, tecnicamente, o país conseguiu dar vazão para mais uma safra recorde de milho", conclui.

O post Mercado de milho fecha 2025 com safra recorde, forte demanda e preços em correção apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Clones de eucalipto são testados para melhorar resistência e produtividade no campo


eucalipto
Foto: reprodução/Planeta Campo

O terceiro e último episódio da série especial “Em busca da árvore perfeita” mostra de perto o processo produtivo de mudas de eucalipto Centro de Tecnologia da Eldorado Brasil (Eldtech), em Andradina, São Paulo. Desde a preparação do solo até o uso de tecnologias avançadas de irrigação, cada etapa segue rigorosos padrões de sustentabilidade e eficiência.

No laboratório, considerado um dos mais avançados do mundo em pesquisa florestal, clones de eucalipto são produzidos a partir das melhores plantas, garantindo resistência, produtividade e qualidade da madeira.

O programa de melhoramento genético da Eldorado Brasil, iniciado em 2012, já testa cerca de 200 mil a 1.000 árvores até identificar o clone ideal, processo que tradicionalmente leva de 12 a 15 anos. Com o uso de técnicas moleculares, esse tempo pode ser reduzido em três a cinco anos.

O laboratório também realiza cruzamentos para combinar características desejáveis das plantas, mantendo a diversidade genética por meio de um banco de germoplasma (acervo genético).

“Nós temos aqui os pólens que serão beneficiados e posteriormente serão polinizados para gerar semente, onde essas sementes vão virar mudas que serão plantadas em campo, selecionadas, colhidas e produzidas até o processo final, que é a criação de um novo clone”, explica o líder de operações florestais, Yago Augusto Amaral.

As sementes geradas passam pelo viveiro e, após seleção, se transformam em mudas que serão plantadas em campo. Atualmente, uma das linhagens mais promissoras é a ELD8, desenvolvida para alta produtividade e resistência, especialmente em regiões desafiadoras como o Cerrado no Mato Grosso do Sul, que abriga 296 mil hectares de plantio.

“Ano passado, 60% do Brasil sofreu com seca, com déficit hídrico severo, impactou diversas culturas, não só o eucalipto. Esse é um clone que tolera e chega a ter aí 11% a mais de produtividade em relação ao clone mais plantado no Brasil”, destaca o gerente geral de pesquisa e tecnologia, Sharlles Dias.

Uma das características do ELD8 é a produtividade superior e uma madeira com densidade mais alta, ideal para a indústria de celulose. No laboratório há um setor inteiro dedicado só a isso, avaliar a qualidade da fibra. A resistência a ventos também é um dos diferenciais dele.

Percevejo-bronzeado

Pragas e doenças também são um desafio na silvicultura. Uma das mais prejudiciais é o percevejo-bronzeado. Esse inseto de origem australiana se espalha pelo mundo desde 2003.

Segundo a Embrapa, o primeiro registro no Brasil foi em 2008, no município de São Francisco de Assis, no Rio Grande do Sul. Para combatê-lo, um grande aliado são essas microvespas. Elas são multiplicadas em laboratório e soltas no campo. 

O post Clones de eucalipto são testados para melhorar resistência e produtividade no campo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Agricultura familiar: projeto da Embrapa gera quase R$ 3 em retorno social para cada R$ 1 investido


Em Paulo Afonso (BA), o agricultor Erisvan Pereira destaca o impacto do uso de tecnologias simples, como o cultivo de tomate sob lona - Foto: Francisco Evangelista
Foto: Francisco Evangelista/Embrapa

Um estudo de avaliação de impacto conduzido pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social revelou que o Projeto Lagos do São Francisco gerou R$ 2,92 em benefícios sociais para cada R$ 1 investido. A iniciativa foi executada entre 2019 e 2024 pela Embrapa Semiárido, com foco no fortalecimento da agricultura familiar e na promoção de práticas produtivas sustentáveis no Semiárido brasileiro.

A análise utilizou a metodologia internacional SROI (Retorno Social do Investimento), amplamente aplicada para mensurar impactos sociais, ambientais e econômicos. Segundo o levantamento, o valor social total gerado pelo projeto alcançou R$ 20,5 milhões, a partir de um investimento de R$ 7 milhões, indicando alta eficiência na aplicação dos recursos.

Financiado pela Axia Energia, antiga Eletrobras Chesf, o projeto contou com parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apoio de prefeituras locais. As ações abrangeram 12 municípios no entorno das barragens do Rio São Francisco, nos estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe.

Impacto direto na vida dos produtores

Ao longo de cinco anos, 508 produtores rurais foram diretamente atendidos. Além disso, mais de 5,2 mil pessoas participaram de capacitações, dias de campo e eventos técnicos promovidos pelo projeto. Os impactos positivos alcançaram agricultores, suas famílias e também técnicos agropecuários envolvidos na execução das ações.

O levantamento, realizado com 265 produtores, mostrou avanços expressivos em diferentes dimensões da qualidade de vida. Entre os entrevistados, 78% relataram melhora na alimentação da família, 85% afirmaram maior segurança financeira e 74% disseram ter reduzido a preocupação com dívidas e falta de recursos.

Na esfera do bem-estar individual e social, os resultados também chamam atenção. 97% dos beneficiados afirmaram sentir satisfação ao compartilhar conhecimentos com outros agricultores. Outros 94% relataram aumento da motivação para o trabalho, enquanto 91% passaram a enxergar com mais otimismo a possibilidade de viver da própria produção.

Foto: Francisco Evangelista/Embrapa

Ganhos ambientais e práticas sustentáveis

Além dos benefícios sociais e econômicos, o Projeto Lagos do São Francisco apresentou impactos ambientais relevantes. Mais da metade dos participantes, 56%, passou a preservar ou reflorestar novas áreas em suas propriedades. O movimento foi acompanhado pela adoção de práticas agroecológicas e pelo uso mais racional da água, aspecto estratégico para a convivência produtiva com o Semiárido.

Essas mudanças foram impulsionadas pelos Campos de Aprendizagem Tecnológica (CATs), áreas demonstrativas implantadas diretamente nas propriedades dos produtores. Com apoio técnico e fornecimento de insumos, os CATs funcionaram como verdadeiros laboratórios a céu aberto, permitindo a aplicação prática de tecnologias adaptadas às condições locais.

CATs: base da transformação no campo

Ao todo, foram implantados 508 Campos de Aprendizagem Tecnológica (CAT), respeitando a vocação produtiva de cada município e os macrotemas definidos nos planos de ação do projeto. Nesses espaços, os produtores receberam mudas, sementes, ferramentas e orientação técnica contínua.

Os CATs contemplaram uma ampla diversidade de atividades produtivas. Entre as culturas agrícolas, destacaram-se cebola, tomate, melancia, milho, feijão, mandioca, manga, goiaba, coco, citros e banana. Na pecuária, houve ações voltadas à criação de caprinos, ovinos, bovinos, galinhas e abelhas. Os espaços também se tornaram referência em recuperação ambiental, manejo do solo e uso eficiente da água.

Outro ponto central foi a articulação institucional. Parcerias com prefeituras e entidades de assistência técnica fortaleceram a execução das ações em campo e ampliaram o alcance do projeto. A realização de eventos técnicos e capacitações contribuiu para a disseminação do conhecimento em toda a região.

Avaliação positiva também entre técnicos

Os impactos não se restringiram aos produtores. Entre os técnicos agropecuários entrevistados, 100% relataram aumento da motivação, do reconhecimento profissional e da satisfação pessoal por contribuir diretamente para o desenvolvimento das comunidades atendidas.

Para o coordenador do projeto, o pesquisador da Embrapa Semiárido, Rebert Coelho, os resultados superaram as expectativas. Segundo ele, o trabalho reforça o papel da pesquisa, da assistência técnica e da articulação institucional na promoção do desenvolvimento sustentável.

“O Lagos do São Francisco teve foco na agricultura familiar, que representa uma parcela essencial dos produtores do País. No Semiárido, esse trabalho ganha ainda mais relevância, por atender comunidades historicamente desassistidas. O projeto mostrou que, com tecnologias, assistência técnica e protagonismo do produtor, é possível gerar renda e fortalecer a convivência produtiva com o Semiárido”, afirmou.

Já a vice-presidente de Sustentabilidade da Axia Energia, Camila Araújo, destacou a importância das ações de responsabilidade socioambiental da empresa. Para ela, os resultados comprovam que investimentos bem direcionados geram impactos duradouros para as pessoas e para o meio ambiente.

O relatório do IDIS indica ainda que 81% do valor social gerado se traduziu em melhorias diretas nas condições de vida das famílias, como reformas nas moradias, aquisição de bens, melhor alimentação e redução do endividamento. Um resultado que reforça o papel estratégico da agricultura familiar no desenvolvimento regional do Semiárido brasileiro.

O post Agricultura familiar: projeto da Embrapa gera quase R$ 3 em retorno social para cada R$ 1 investido apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Fiscais apreendem 42,7 mil litros de etanol e 250 toneladas de soja em operações


Fiscais
Foto: Divulgação Sefa

Em fiscalização realizada na véspera de Natal, no dia 24, fiscais de receitas estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa), apreenderam 42.729 litros de etanol hidratado combustível. A mercadoria foi avaliada em R$ 205.629,04.

Os servidores atuam na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Serra do Cachimbo, localizada no km 785 da rodovia BR-163 (Cuiabá–Santarém), no município de Novo Progresso, no sudoeste do Pará.

Segundo o coordenador Maycon Freitas, um caminhão-tanque oriundo de Tapurah, em Mato Grosso, e com destino a Marabá, no Pará, transportava etanol combustível que foi apreendido porque a nota fiscal apresentada indicava uma operação de remessa para um destinatário sem Inscrição Estadual de Substituição Tributária (ST).

Foi emitido um Termo de Apreensão e Depósito (TAD), no valor de R$ 29.253,02 referente ao imposto e multa devidos. 

Soja

No dia de Natal (25), uma fiscalização no posto fiscal do km 9 da rodovia Transamazônica, em Marabá, no sudeste do Pará, resultou na apreensão de 250 toneladas de soja em grãos.

A carga, transportada em seis caminhões que saíram de Barcarena, no Pará, com destino ao município de Cariri do Tocantins, no Tocantins, foi interceptada por fiscais da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Carajás.

“As cargas eram compostas por soja em grãos avaliadas no valor total de R$ 452.520,00, distribuídas em seis operações distintas. Após a análise documental e consultas aos sistemas da Sefa foi constatado que não houve o recolhimento do ICMS antecipado de saída, exigido para a operação”, esclareceu o coordenador, Cicinato Oliveira. 

Foram lavrados seis Termos de Apreensão e Depósito (TADs), totalizando R$ 54.300,00, referentes à cobrança do imposto e das multas.

O post Fiscais apreendem 42,7 mil litros de etanol e 250 toneladas de soja em operações apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Ano Novo: agricultura familiar marca presença na ceia dos brasileiros; saiba mais


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Os alimentos produzidos pela agricultura familiar estão presentes em pratos tradicionais da ceia de Ano Novo. Arroz, frutas, hortaliças, legumes, grãos e carnes fazem parte do cardápio preparado por famílias brasileiras em diferentes regiões do país.

Além de simbolizar costumes transmitidos ao longo do tempo, a ceia evidencia a participação da produção rural de base familiar no abastecimento alimentar, com itens que chegam à mesa em receitas variadas.

Arroz é base do cardápio

O arroz aparece em diferentes preparações, como o arroz branco, o arroz com passas e o arroz à grega, feito com cebola, pimentão, milho e ervilha. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam produção superior a 11 milhões de toneladas do grão na safra 2025/2026.

O Rio Grande do Sul concentra a maior parte da produção nacional, com predominância do cultivo irrigado por inundação. No segmento agroecológico, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) atua como produtor de arroz em escala na América Latina.

Hortaliças e aves nas receitas tradicionais

Pratos como maionese e salpicão utilizam legumes produzidos pela agricultura familiar, entre eles cenoura, batata, vagem, cebolinha e salsa. No salpicão, o frango desfiado completa a receita.

A criação de galinhas caipiras integra a rotina de agricultores familiares e representa uma alternativa de produção com custos menores em comparação aos sistemas comerciais, além de gerar renda no meio rural.

Frutas também ocupam espaço na ceia, seja no preparo de receitas, na decoração da mesa ou como sobremesa. Abacaxi, manga, uva, pêssego, ameixa, nectarina, morango, tâmara e figo seco são cultivados por agricultores familiares e consumidos com frequência neste período.

Produção ganha destaque no período festivo

Segundo a secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ana Terra Reis, as festas de fim de ano ampliam a visibilidade desses produtos.

“Nesse período, alguns produtos ganham maior destaque em termos de produção e comercialização. A presença da agricultura familiar é fundamental, especialmente no fornecimento de frutas, verduras e legumes que compõem grande parte da ceia”, afirma.

O post Ano Novo: agricultura familiar marca presença na ceia dos brasileiros; saiba mais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Semana da virada do ano terá calor de até 40 °C e chuva de até 80 mm; confira a previsão


previsão do tempo - tempo firme x chuva - calorão - previsão do tempo para hoje - tempestades - sol - 40ºC
Fotos: Pixabay

Entre os dias 29 de dezembro e 2 de janeiro, o Brasil terá um cenário típico de verão, com calor intenso e pancadas de chuva em todas as regiões.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

As instabilidades devem ganhar força principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com risco de volumes elevados e temporais, enquanto Norte e Nordeste terão chuvas irregulares e temperaturas elevadas na virada do ano.

Sul

No Sul, a manhã deve ter tempo mais firme, com chance de pancadas no oeste e no leste do Rio Grande do Sul. A partir do fim da manhã, a chuva se intensifica em grande parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no oeste e leste do Paraná, com volumes mais elevados no leste paranaense.

O calor e a umidade persistem, com temperaturas máxima de 32 °C, e acumulados de chuva de 70 a 80 mm no centro-norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o que mantém a umidade do solo, mas pode atrasar as operações no campo e elevar o risco de alagamentos e deslizamentos no noroeste gaúcho.

No centro-sul do Rio Grande do Sul, a chuva será passageira, com 20 a 30 mm nos próximos cinco dias. Na virada do ano, o calor predomina, com pancadas típicas de verão em Florianópolis e Curitiba e tempo mais firme em Porto Alegre

Sudeste

No Sudeste, há chance de chuva no início do dia em áreas do interior e do norte de São Paulo e no Triângulo Mineiro. À tarde, a circulação de ventos intensifica o calor e a umidade e favorece pancadas mais fortes no centro-sul e na metade oeste de Minas Gerais, enquanto no interior do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo a chuva ocorre de forma mais fraca.

As temperaturas seguem elevadas, com máximas em torno de 32 °C, e os acumulados nos próximos cinco dias variam entre 40 e 60 mm. Na virada do ano, o calor predomina com pancadas típicas de verão em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a atuação de uma baixa pressão no Paraguai provoca pancadas de chuva desde a manhã em Mato Grosso do Sul e em áreas do noroeste de Mato Grosso.

As instabilidades aumentam entre o fim da tarde e início da noite, com chuva mais forte em grande parte do Tocantins, em Goiás e na metade sul e leste de Mato Grosso do Sul, além de risco de temporais isolados. O calor segue intenso, com máximas que podem chegar a 40 °C no oeste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, elevando o estresse térmico nas lavouras e no gado em confinamento.

Os acumulados da semana podem ultrapassar 80 mm no leste sul-mato-grossense, enquanto nas demais áreas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás a chuva típica de verão soma 30 a 40 mm, mantendo a umidade do solo sem prejudicar os trabalhos no campo. Na virada do ano, o calor predomina, com pancadas de verão em Campo Grande e Goiânia e tempo mais firme em Cuiabá.

Nordeste

No Nordeste, as pancadas de chuva ganham força no Maranhão e no Piauí, com intensidade moderada a pontualmente forte. Em grande parte do Ceará, em áreas do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco e no litoral entre Sergipe e o Rio Grande do Norte, a chuva ocorre de forma mais fraca.

Os acumulados no centro-sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e centro-oeste da Bahia variam entre 30 e 40 mm, favorecendo a umidade do solo e o desenvolvimento das lavouras.

Nas demais áreas, a chuva será passageira e com baixos volumes, enquanto as temperaturas podem superar 37 °C, agravando o déficit hídrico e elevando o risco de incêndios. A virada do ano será marcada por calor e tempo firme em todas as capitais da região.

Norte

No Norte, as pancadas de chuva continuam no Amazonas, em Rondônia e no norte do Amapá, com intensidade moderada a forte. Também há chance de chuva moderada a pontualmente mais forte no oeste e leste do Pará, em grande parte do Tocantins e em Roraima.

Nas demais áreas, a chuva ocorre de forma mais fraca, e o tempo segue abafado. Os acumulados dos próximos cinco dias de até 50 mm no Acre, Rondônia, Tocantins, Amazonas, Amapá, sul de Roraima e centro-sul do Pará, contribuindo para a umidade do solo e a recuperação das pastagens.

Já no centro-norte de Roraima e do Pará, a semana será mais seca, com volumes de até 15 mm, insuficientes para reverter o déficit hídrico, mas capazes de elevar a umidade do ar. A virada do ano será quente, com pancadas típicas de verão em todas as capitais.

O post Semana da virada do ano terá calor de até 40 °C e chuva de até 80 mm; confira a previsão apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Armazenamento correto de insumos evita perdas e protege a produtividade na pecuária


Armazenamento, insumos agrícolas, pecuária
Foto: Divulgação/Connan

O armazenamento adequado de insumos usados na pecuária é um fator direto na produtividade da fazenda. Falhas nesse processo podem gerar perdas financeiras e comprometer a saúde do rebanho. Rações, suplementos, medicamentos e produtos químicos exigem cuidados específicos, que passam por higiene, controle de temperatura e organização do espaço físico.

Além do manejo nutricional e sanitário dos animais, o produtor precisa garantir que os produtos utilizados no dia a dia estejam protegidos contra contaminações, umidade e pragas. As boas práticas reduzem riscos e ajudam a manter a eficiência da atividade pecuária.

Cuidados variam conforme o tipo de produto

Cada insumo demanda condições próprias de armazenamento. Rações e suplementos devem ficar em ambientes secos, ventilados e protegidos da umidade. O ideal é manter os produtos em suas embalagens originais ou em recipientes bem vedados, sempre sobre paletes e afastados das paredes.

Segundo Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan, essas medidas evitam perdas e reduzem riscos sanitários. “Esses cuidados preservam a qualidade dos produtos e diminuem a chance de contaminação e de problemas de saúde no rebanho”, explica.

Medicamentos e vacinas veterinárias exigem atenção ainda maior. Muitos desses produtos precisam de refrigeração e devem seguir, de forma rigorosa, as orientações do fabricante. Além disso, precisam ficar em locais seguros e separados de outros insumos. “O controle de temperatura é decisivo para garantir a eficácia desses produtos”, destaca Marson.

Já defensivos agrícolas e produtos químicos devem ser armazenados em áreas isoladas, com ventilação adequada, piso impermeável e sinalização de risco, conforme determina a legislação brasileira.

Higiene, organização e controle são fundamentais

A limpeza constante das instalações é um dos pilares das boas práticas. Ambientes sujos ou desorganizados favorecem a presença de pragas e aumentam o risco de contaminação cruzada. Equipamentos, utensílios e áreas de estocagem precisam passar por rotinas regulares de higienização.

O controle de pragas também deve fazer parte da rotina da fazenda, especialmente em locais que armazenam grãos e rações a granel. Barreiras físicas, iscas e inspeções frequentes ajudam a reduzir danos aos produtos.

Outro ponto importante é a organização do estoque. A adoção do sistema PEPS, em que o primeiro produto a entrar é o primeiro a sair, evita o vencimento de insumos e facilita o controle do uso. “A disposição correta dos produtos facilita a inspeção e contribui para a segurança do armazenamento”, orienta Marson.

O post Armazenamento correto de insumos evita perdas e protege a produtividade na pecuária apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link