A partir do próximo domingo, o governo federal começa a veicular a penúltima fase do programa “Fé no Brasil”.
A peça, à qual a CNN teve acesso, dará destaque para o agro o Plano Safra 2024/25, identificado na publicidade como “o maior da história”.
Neste ano, o Safra terá R$ 475,56 bilhões em recursos disponíveis para financiamentos de pequenos, médios e grandes produtores.
A relação entre empresários do agronegócio é ainda um ponto de dificuldade para o governo, que busca se aproximar do setor a partir de investimentos.
Um churrasco para receber os empresários chegou a ser cogitado como primeiro gesto de aproximação com o setor, mas não foi adiante.
A ideia é demonstrar que o governo, apesar das diferenças ideológicas, têm investido no setor.
A mesma estratégia é usada para atrair evangélicos. Por isso, a última peça publicitária do Programa Fé no Brasil voltará a destacar os números positivos da economia. Por exemplo: taxa de desemprego, isenção de impostos, e renegociação de dívidas.
As vendas externas de itens do agronegócio chegaram a US$ 15,20 bilhões em junho de 2024. O valor representa um aumento em comparação com o registrado em maio deste ano, quando as exportações atingiram USS 15,02 bilhões, conforme comunicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.
Na comparação do mês ano a ano, houve avanço nas exportações brasileiras de grãos. Elas subiram de 14,96 milhões de toneladas em junho de 2023 para 15,07 milhões no mesmo mês deste ano. O valor representa um aumento de 0,7%.
Também houve aumento no volume de exportação de cana-de-açúcar, celulose, algodão não cardado nem penteado, farelo de soja e café verde. Com isso, o índice de quantidade apurado para exportações do agronegócio ficou positivo em 4,5%.
No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações somaram US$ 166,20 bilhões. O valor representa um crescimento de 2,4% na comparação com os doze meses anteriores.
O comunicado destaca ainda que “entre julho de 2023 e junho de 2024, os produtos do agronegócio representaram 48,6% de todas as exportações brasileiras, 0,2 ponto percentual acima da participação verificada entre julho de 2022 e junho de 2023.”
Já no recorte do primeiro semestre de 2024, as exportações do setor no Brasil alcançaram US$ 82,39 bilhões. Este é o segundo maior valor registrado para a série histórica.
Desse total, a maior parcela corresponde ao complexo soja, que alcançou US$ 33,53 bilhões. O valor representa 40,7% do total exportado pelo agronegócio.
Em seguida, foram destacados o setor da carne, que corresponde a 14,3% do valor dessas exportações; o complexo sucroalcooleiro, correspondendo a 11,2% do total no período; os produtos florestais, com percentual de participação em 10,1%; e o setor do café, com 6,4%.
Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Roberto Perosa, o aumento das exportações no primeiro semestre deste ano reflete o resultado dos recordes nas aberturas de mercado e o diálogo do Brasil com outros países.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro disse nesta segunda-feira (22) que o governo deve ter responsabilidade fiscal para permitir que a taxa Selic caia. A fala acontece no dia em que a gestão federal oficializa congelamento de R$ 15 bilhões.
Fávaro participou de reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Consag), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (22).
Ao comentar números do Plano Safra, anunciado nas últimas semanas, o ministro afirmou que o patamar da taxa Selic é “restritivo” para o investimento no setor. Segundo Fávaro, neste momento é necessário o apoio do setor público.
O Plano Safra do agronegócio prevê R$ 400 bilhões em recursos, sendo R$ 16,3 bilhões em subvenção do Tesouro Nacional para equalizar as taxas de juros.
Em meio à necessidade de garantir recursos e, ao mesmo tempo, a responsabilidade fiscal, o ministro disse que o presidente Lula teve sensibilidade com o setor.
“O ponto que foi decisivo foi a participação do Lula. Este é o maior Plano Safra da história do Brasil”, disse.
Uma das missões recebidas por Magda Chambriard ao ser indicada ao comando da Petrobras foi de diminuir a dependência externa de fertilizantes no país. Com agronegócio forte, o Brasil é o quarto maior consumidor e líder em importações destes insumos — ou seja, ninguém o supera quando o assunto é comprar adubo.
Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em 2023 o Brasil importou 86% do seu consumo interno. Foram 39,4 milhões de toneladas de fertilizantes compradas de outros países, frente a uma produção nacional de 6,8 milhões (sendo que uma pequena parcela é exportada).
Na avaliação da gestão Magda e do próprio governo Lula, este cenário deixa o país vulnerável a choques externos. Um exemplo recente é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que impactou preço mundo afora e levou insegurança ao agronegócio brasileiro.
Um dos principais atos da companhia sob Magda foi a sinalização de que planeja investir em gás natural — que é insumo para fertilizantes nitrogenados, como amônia e ureia — da Bolívia. Questionada pela CNN, a Petrobras detalhou as principais frentes em que a nova gestão trabalha para acelerar a produção de adubo no país.
A empresa considera sua primeira vitória nesta frente a aprovação do retorno das operações da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A (Ansa), no mês passado. A unidade localizada no Paraná está hibernada desde 2020 e tem previsão de retomada de atividades no segundo semestre de 2025.
O foco da Petrobras agora é retomar a produção na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III) em Três Lagoas (MS). A companhia avança por um estudo de viabilidade técnica para o projeto, que está hibernado desde 2014. Iniciada em 2011, as obras da fábrica estão 81% concluídas.
Enquanto a Ansa pode produzir 720 mil toneladas por ano de ureia e 475 mil de amônia, a UFN-III tem capacidade para 1,3 milhão de toneladas e 800 mil toneladas, para os respectivos fertilizantes. Esta pesagem representa quase 50% da produção nacional atual de adubos.
Para viabilizar as operações de Ansa e UFN-III, a Petrobras aposta na exploração de gás na Bolívia. Acontece que ambas as fábricas estão conectadas ao Gasbol, gasoduto que começa em Rio Grande, no país vizinho, se estende por 557 km até a fronteira e atravessa 136 municípios de cinco estados brasileiros.
A subsidiária da Petrobras no vizinho já foi responsável por 60% da produção de gás natural boliviano e hoje opera 25% do total produzido no país. Na viagem recente, Chambriard anunciou que a empresa vai investir R$ 40 milhões para perfurar em 2025 um poço na área de San Telmo Norte, onde há elevado potencial para gás natural.
A Petrobras ainda procura solucionar pendências em ativos no Nordeste do país, para as fábricas de fertilizantes em Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE), que estão arrendadas para a Unigel. As partes chegaram assinar em 2023 um contrato que visava a retomada das operações na unidade, mas este foi encerrado em junho deste ano.
O encerramento ocorre após o contrato ter sido alvo de análises do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontaram que ele poderia trazer prejuízos para a Petrobras. Em março, a Unigel havia paralisado sua operação nas unidades, alegando preços altos de gás.
Neste domingo, dia 28 de julho, é comemorado o Dia Nacional do Agricultor. A data, criada há mais de 50 anos, procura celebrar a importância deste profissional para a economia nacional.
Mais do que isso, a data também é um meio para valorizar a atuação dos trabalhadores rurais e associá-los ao desenvolvimento econômico em diferentes regiões. Não à toa, a agricultura, cuja participação no produto interno bruto (PIB) nacional é uma das mais relevantes (mais de 20%, de acordo com o IBGE), é também um meio de existência, geração de empregos e renda digna para muitas famílias.
Nos últimos anos, o setor agrícola encara uma verdadeira revolução no que diz respeito ao incremento tecnológico. O acesso a novas tecnologias tem pautado a atividade agropecuária e, ao mesmo tempo, fomentado o surgimento de negócios que se dedicam exclusivamente à modernização do trabalho em campo.
É o caso das agtechs, startups do agro, que desenvolvem soluções específicas para o setor, e que hoje formam um contingente próximo a 2 mil empresas no país, segundo dados da Embrapa.
Tudo isso coopera para que o país tenha se tornado celeiro fértil para o surgimento e expansão dessas empresas, especialmente em regiões consideradas polos estratégicos para o agronegócio nacional. A história da startup Produzindo Certo, de Goiânia, é um exemplo disso.
Para crescer, a startup fundada pela engenheira ambiental Aline Locks decidiu explorar uma demanda crescente do mercado agrícola, solucionando um gargalo comum a muitos produtores: a ausência de práticas sustentáveis. Com a popularização do ESG (sigla para critérios sociais, ambientais e de governança), grandes fabricantes do agro têm buscado por fornecedores comprometidos com a correta gestão de recursos naturais e que atendam a requisitos de sustentabilidade.
Atualmente, a empresa goiana apoia produtores no caminho rumo à sustentabilidade, permitindo que adotem boas práticas ambientais e, em troca, sejam certificados por isso.
A motivação para a fundação da empresa, segundo a fundadora, veio da vontade de adicionar valor ao agro responsável e “sair um pouco do olhar romântico que tendemos a ter sobre a sustentabilidade e incluí-la nas relações comerciais”, conta Aline Locks, CEO e fundadora da Produzindo Certo, que já monitora mais de 7 mil propriedades e 8,2 milhões de hectares em 17 estados brasileiros, além de México, Paraguai e Argentina.
Empresas fabricantes de alimentos são hoje a maior parte da clientela da Produzindo Certo, que também inclui tradings de grãos, empresas de tabaco, instituições financeiras, indústria de ração, empresas de insumos agrícolas, como fertilizantes, indústria da moda e cooperativas agrícolas. Entre os grandes clientes estão Bunge, Cargill, Mars, e Bayer.
Além de apoiar os produtores na adequação socioambiental de suas propriedades, a Produzindo Certo também se dispõe a apoiar esses produtores rurais a ajustar suas práticas, num modelo de assistência personalizada. Com isso, após o diagnóstico inicial dos níveis de sustentabilidade, a empresa sugere adequações e elabora um plano, em conjunto com o produtor, para melhorar cada questão considerada “fora da curva”.
Na visão de Locks, a Produzindo Certo tem contribuído para o avanço do agronegócio no país ao preparar produtores para contextos desafiadores e cada vez mais competitivos.
“Estamos impulsionando o agronegócio do futuro no Brasil ao incorporar a sustentabilidade nas relações comerciais, promovendo tecnologias inovadoras e escaláveis que permitam aos produtores rurais se adaptarem e prosperarem em um mercado global cada vez mais exigente”, afirma Locks. “Com nossa expertise e atuação, estamos ajudando a construir uma agricultura mais responsável, eficiente e alinhada com as demandas ambientais e sociais do século XXI”, conclui.
Nos planos da empresa está agora a criação do primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina. Para isso, vai se unir com uma rede de parceiros para auxiliar produtores na implementação de práticas regenerativas e, então, conectá-los a empresas, universidades e entidades de pesquisa.
Para além da necessidade por práticas mais sustentáveis, o avanço tecnológico do setor agrícola também tem evidenciado a urgência de uma atuação mais inteligente e responsiva. Nesse sentido, a análise e adoção de dados para tomadas de decisões mais assertivas é um caminho.
É essa a filosofia que tem servido de base, há 20 anos, para as operações da Agrotools, startup de tecnologia e inteligência de dados para o agronegócio.
Fundada em 2003 por Sérgio Rocha, um executivo com vasta experiência no mercado de commodities, a Agrotools funciona como uma plataforma de inteligência de dados, cuja principal função é nutrir grandes corporações do setor com informações extraídas, em tempo real, sobre suas cadeias de distribuição.
Na lista estão indicadores como produtividade, risco climático e análise de garantias para operações de crédito, por exemplo. Já do lado dos clientes, a agtech atende instituições financeiras, originadores agrícolas e pecuários, varejistas e empresas de food service, fabricantes e revendas de insumos, além de seguradoras.
A ambição da startup é fazer com que grandes empresas tenham não apenas visibilidade sobre todas as etapas de sua cadeia de distribuição, mas também possam garantir que seus clientes finais estejam cumprindo certas normas ambientais e, assim, possam adquirir commodities com lastro de sustentabilidade.
Essa análise é feita a partir de uma extensa rede de satélites e sensores, responsáveis por monitorar milhões de hectares e correlacionar informações sobre o comportamento de uma determinada plantação e, assim, prever riscos climáticos ou financeiros (como os ligados à inadimplência de produtores em função de uma safra mal-sucedida).
“Nossa missão é transformar dados brutos em valor estratégico, permitindo que nossos clientes tomem decisões informadas e eficazes. Em todas as frentes de atuação, nossa primazia não é o dado pelo dado, mas sim a inteligência e a expertise que o acompanham, entregando assim soluções que realmente fazem a diferença”, afirma Lucas Tuffi, sócio e diretor de estratégia da Agrotools.
Hoje, a startup analisa mais de 4,5 milhões de territórios rurais e monitora R$ 15 bilhões em commodities. Além disso, são mais de R$ 50 bilhões em financiamento rural que contam com o suporte de ao menos uma das soluções da empresa, e cerca de R$ 100 bilhões em operações do agronegócio monitoradas no Brasil, Estados Unidos, Paraguai, Argentina, Austrália e Equador.
Enquanto grande parte das agtechs de destaque no mercado nacional se empenham em expandir suas operações para além das limitações nacionais, uma empresa com 40 anos de mercado tem adotado o caminho inverso. Trata-se da Caraíba Genética e Sementes, empresa da cidade de Rio Verde (GO), que mantém seu capital 100% nacional — e não pretende mudar isso tão cedo.
Fundada pelo agrônomo José Buffon, a Caraíba começou como uma pequena loja de defensivos agrícolas em 1973. Anos depois, passou a comercializar soja e milho após uma aquisição feita há 15 anos. Nascia então a Sementes Caraíba, hoje com atuação em grande parte do território nacional, com destaque para os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, São Paulo e Minas Gerais.
À frente da companhia estão a administradora de empresas Mariana Buffon, filha do fundador, e seu irmão, Felipe Buffon.
A executiva assumiu a operação da empresa goiana após uma temporada de estudos fora do estado, num exemplo clássico de membros da segunda geração que retornam à sua cidade natal para tomar conta de um negócio familiar — e consigo traz inovações operacionais e nova visão empreendedora. “Meu pai não perguntou, quando jovens, se queríamos estudar ali ou ir para fora. Decidi ir para São Paulo, mas é bom retornar às raízes”, conta Mariana.
A Sementes Caraíba trabalha com cultivo, produção, beneficiamento e comercialização de sementes certificadas de soja e milho. O foco está nos canais de distribuição, ou seja, os revendedores de sementes.
Já sob a marca Caraíba Genética, a empresa conta com um programa próprio de melhoramento genético dessas commodities. Por essa razão, parte dos ganhos da empresa vêm justamente dos royalties pelo licenciamento das sementes geneticamente modificadas. “A Caraíba Sememtes é hoje a principal cliente da Caraíba Genética”, brinca.
Em um mercado dominado por gigantes agrícolas internacionais, como é o caso das sementes, a Caraíba se destaca ao mirar um faturamento de R$ 1 bilhão apenas com a aposta na agricultura nacional, no apelo da genética e apoio aos talentos locais da ciência — a empresa mantém um laboratório próprio em Rio Verde e toda a pesquisas de melhoramento genético e trabalho de campo é feita por colaboradores da região.
“Sempre fomos instigados a valorizar o nacional, e o regional. Isso se reflete no nosso desejo em continuar incentivando as pessoas daqui. Entendemos que hoje ainda temos muito a crescer como empresa, em nosso país”, diz.
(Texto de Maria Clara Dias)

Na Expointer 2024, em Esteio, no Rio Grande do Sul, a admissão de animais de diversas raças para o evento segue um protocolo rigoroso de controle sanitário e zootécnico. Conforme informações fornecidas por Pablo Charão, comissário-geral da Expointer, o processo de entrada dos animais começa no Portão 8, onde servidores do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA/Seapi) realizam a conferência de documentos, Guias de Trânsito Animal (GTAs), exames e vacinas.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!
Se toda a documentação e condições sanitárias estiverem em ordem, os animais passam por exames clínicos para descartar sintomas de doenças infecciosas e garantir que estejam livres de ectoparasitas. Após essa avaliação, o Serviço Veterinário Oficial libera os animais para ingresso no Parque de Exposições, onde são alocados em suas baias específicas.
Na sequência, ocorre o julgamento de admissão zootécnica, onde técnicos da DDA e das associações de raças conferem características como peso, altura, espessura de gordura e conformidade genética. “Os profissionais verificam se os registros dos animais estão em dia e se possuem características genéticas compatíveis com suas raças. Caso apresentem algum defeito genético que comprometa a função reprodutiva, são desclassificados das competições, embora possam permanecer no parque“, explica Charão.
Além disso, há uma competição extraoficial para identificar o animal mais pesado da feira, cujo resultado será anunciado no próximo domingo. Touros das raças limousin, charolês e angus são frequentemente os vencedores.
Durante a Expointer, o bem-estar dos animais é uma prioridade para os tratadores, que cuidam para que estejam confortáveis em suas baias. No entanto, a presença de um grande público pode causar estresse nos animais, mesmo os que estão acostumados a exposições. Tauane Dutra, médica veterinária e tratadora da cooperativa agropecuária Cotribá, explica que o acesso entre as baias é restrito para minimizar o estresse dos bovinos de leite, como vacas e novilhas das raças Jersey e Holandesa.
As vacas adultas da raça holandesa pesam em torno de 950 quilos, enquanto as terneiras têm cerca de 450 quilos. Já as vacas Jersey adultas pesam aproximadamente 650 quilos, e as terneiras, 250 quilos. “Na Expointer, elas são alimentadas a cada quatro horas com ração, silagem e polpa cítrica. As vacas são ordenhadas diariamente e as terneiras têm horários específicos para beber água“, detalha Tauane. Além disso, os animais recebem banhos diários e cuidados especiais com o escovamento dos rabos, especialmente quando se apresentam nas pistas de julgamento.
Este ano, entre os bovinos de leite inscritos na Expointer, destacam-se 143 animais da raça Holandesa, 125 da Jersey, 75 da Gir Leiteiro e 18 da raça Girolando, evidenciando a diversidade e qualidade genética presente no evento.
Parlamentares que representam o agronegócio se reúnem com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta quinta-feira (8), para tentar destravar o projeto alcunhado de Combustíveis do Futuro, que tramita na Casa.
O encontro envolverá o relator do projeto na Câmara, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), o presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, Alceu Moreira (MDB-RS), e o relator da proposta no Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).
Durante a Biodiesel Week, evento tradicional do setor, líderes da bancada ruralista fizeram um apelo pela apreciação da matéria, considerada fundamental para o agronegócio.
“Se o Senado quiser fazer um favor ao Brasil, não mexerá no texto da Câmara. Se depois for preciso alterar algo, podemos fazer projetos específicos”, afirmou Alceu Moreira.
O projeto empacou no Senado devido ao interesse da Petrobras em incluir o chamado diesel coprocessado, combustível fóssil produzido exclusivamente pela estatal, no texto e pela resistência da indústria às obrigações de produção do biometano.