sábado, agosto 8, 2026

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Plano Safra amplia desgaste na relação do governo com agronegócio, dizem fontes da bancada ruralista | Blogs


Os detalhes do Plano Safra, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, causaram insatisfação na Frente Parlamentar do Agronegócio, a FPA, e esgarçaram ainda mais a relação de parlamentares e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, segundo fontes ouvidas pela CNN.

De acordo com deputados ligados ao agro, a “equalização de juros do Plano Safra não está adequada” e as taxas estão muito altas. As taxas de juros variam entre 7% ao ano e 12%, de acordo com cada linha de crédito disponibilizada pelo programa.

A bancada ruralista vem de uma relação de desgaste crescente com Fávaro e reclama que o Plano não foi discutido com os parlamentares.

A avaliação de deputados ouvidos pela CNN é de que o governo perdeu a pouca interlocução que tinha com o setor, ideologicamente mais próximo às ideias do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo esses deputados, já havia uma indisposição com a atual gestão petista e o governo afugenta ainda mais o diálogo.

Em reuniões privadas, ministros de Lula admitem que têm problema de aproximação de Fávaro com o agronegócio e que o diálogo entre o governo e o setor “caiu no colo” do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Durante o lançamento do Plano Safra, Carlos Fávaro fez uma menção honrosa à Frente Parlamentar do Agronegócio, elogiando a postura de trabalhar por mais recursos, e afirmou que estão na mesma linha do governo. A fala foi interpretada como uma sinalização de paz à bancada.

A CNN procurou o Ministério da Agricultura sobre as críticas da bancada ruralista e aguarda o retorno.



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Representantes dos setores privados manifestam preocupação com reforma tributária


Após o grupo de trabalho que discute a regulamentação da reforma tributária na Câmara dos Deputados apresentar sugestões ao projeto enviado pelo governo, a reação expressa por parte dos setores foi de preocupação. O texto final foi apresentado nesta quinta-feira (4).

Do lado da discussão sobre desonerar ou não a proteína animal na cesta básica está o setor de supermercados, que alega que a alíquota reduzida em 60%, como ficou no texto apresentado pelos parlamentares acabará encarecendo esses alimentos.

“O que acabou sendo proposto hoje é um aumento claro de impostos sobre a proteína. É por isso que fizemos uma reforma? Para aumentar os impostos para a população brasileira? Não faz nenhum sentido. O discurso é esse, de que se colocar as proteínas vai aumentar [o valor] da carne. Não há esse aumento, não há esses impostos como está hoje”, argumenta João Galassi, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Para o advogado Eduardo Lourenço, que representa o setor agropecuário, a conta ficará mais alta para o consumidor brasileiro.

“Hoje temos uma tributação reduzida de alguns itens, que com a reforma tributária, ficando com a redução de 60%, ficando com uma alíquota perto de 11%, vai aumentar muito o custo das carnes, das proteínas animais”, exemplifica.

Lourenço julga que onerar outros itens para compensar a alíquota zero para a proteína animal é uma conta “boa e justa”. Para ele, a negociação continua. “Até porque senão a gente vai exportar carne com alíquota zero, com imunidade, mas o brasileiro quando vai consumir aqui, vai pagar 11%”.

Imposto seletivo

Entre as alterações realizadas pelos deputados está a inclusão de apostas esportivas online, as chamadas bets, e carros elétricos na lista de itens taxados pelo Imposto Seletivo (IS).

Também conhecido como “imposto do pecado”, o IS será aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente e a alíquota ainda será definida.

No âmbito das apostas esportivas, os fantasy sports foram incluídos. Trata-se de esportes online (e-sports), em que o jogador atua como se fosse o treinador de um time, escalando os jogadores que irão disputar a partida.

Uma taxa é cobrada do participante para ingressar na competição, assim como ao final há um prêmio. O setor defende a diferenciação em relação às bets.

“A reforma preocupa o setor justamente por essa confusão de conceitos. Está havendo uma indevida comparação do fantasy com as apostas esportivas. Acho que essa confusão é que gerou essa sobretaxação ao setor que pode ser fulminante para a atividade. Fomos pegos de surpresa”, diz Rafael Marcondes, presidente da Associação Brasileira de Fantasy Sports.

“Foram várias conversas, principalmente com a Fazenda e parecia que esse problema estava sanado. Além de permanecer equiparado a uma aposta esportiva, a atividade do fantasy ainda foi onerada no Imposto Seletivo, como se causasse impactos para saúde e meio ambiente, o que não faz o menor sentido”, argumenta.

Também incluída na taxação extra do Imposto Seletivo está a extração mineral. A mudança desagradou o setor, que expressou preocupação com a competitividade do Brasil na exportação de petróleo.

“O impacto vai ser mais forte para a percepção que o investidor vai ter do país, o ambiente de negócios. Ou seja, o que a gente verifica é a complexidade com a criação de um novo tributo e a falta de segurança jurídica em relação ao sistema fiscal brasileiro. Vamos sugerir pelo menos a não incidência nas exportações para o novo relatório”, adianta Daniel Antunes, gerente-executivo de Relações Governamentais do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).

Tramitação

Membros do grupo de trabalho adiantaram à reportagem que um novo relatório deve ser apresentado na semana que vem, com a votação da urgência na próxima terça-feira (9).

A expectativa adiantada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) se mantém: de que a votação ocorra ainda antes do recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho.

Porém, na avaliação dos parlamentares ouvidos, caso não seja incluída a desoneração da proteína animal no texto, dificilmente será aprovado na Câmara.

Ao mesmo tempo, a negociação precisará ser feita lado a lado com a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), que possui amplo número de votos, necessário para que o relatório como um todo seja aprovado.

O deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo e membro do GT fez críticas ao texto que havia sido enviado pelo governo ao Congresso.

“O imposto seletivo não pode ser um imposto arrecadatório. Mas quando se fala que é um imposto para inibir consumo. Como eu posso inibir a arrecadação, por exemplo? Para mim não é uma conta lógica. Por que você taxa o refrigerante e não taxa bebidas açucaradas? Porque o refrigerante vende muito. Isso mostra que o governo está usando como imposto arrecadatório”, argumentou.

Ele defende que se encontre o “meio do caminho” para avançar a regulamentação.

“Todo mundo quer ver, nesse momento, o seu setor beneficiado. Mas nós temos que pensar que é uma mudança de mentalidade. Todos precisam ficar em atenção, até os setores que foram contemplados. Não pode dormir, porque o texto ainda pode mudar”, alertou.



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Cesta básica com carne está sendo defendida desde o início, diz Lupion à CNN


Durante entrevista ao CNN 360° (segunda a sexta, 15h) desta sexta-feira (5), o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), afirmou que a bancada está defendendo a inclusão de proteínas animais na cesta básica nacional de alimentos desde o “primeiro dia”.

Segundo Lupion, houve um reconhecimento por parte do Congresso Nacional sobre a importância de contemplar as proteínas animais na regulamentação da reforma tributária.

Posicionamento de Lula

O parlamentar evitou comentar se as declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre economia ajudaram ou atrapalharam a versão final do texto da reforma tributária.

“Eu não sei se dizer que internamente dentro do Congresso isso foi positivo ou negativo”, disse Lupion, referindo-se às falas de Lula.

Defesa da cesta com proteína

No entanto, o deputado reforçou a posição da FPA em defesa da cesta nacional de alimentos com proteína. “Nós estamos desde o primeiro dia defendendo essa cesta nacional de alimentos com a proteína”, afirmou.

A regulamentação da reforma tributária tem sido alvo de intensos debates no Congresso Nacional, com diferentes setores buscando garantir seus interesses na nova legislação.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais

(Publicado por Raphael Bueno, da CNN Brasil)



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Eu acho que imposto seletivo é só arrecadatório, diz Pedro Lupion à CNN


Em uma entrevista ao CNN 360º (segunda a sexta, 15h) desta sexta-feira (5), o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, expressou sua posição contrária aos impostos seletivos.

Segundo Lupion, os impostos seletivos, como os aplicados a produtos como tabaco e bebidas alcoólicas, não conseguem reduzir o consumo desses itens, servindo apenas para arrecadação de recursos.

“Eu sou contra imposto seletivo na essência. Eu acho que imposto seletivo é só arrecadatório, nada mais do que isso,” afirmou o parlamentar.

Ele exemplificou com o caso do cigarro, argumentando que o imposto seletivo sobre o tabaco “não diminui um fumante pelo valor que está o cigarro”, e que os consumidores acabam procurando opções mais baratas, muitas vezes contrabandeadas.

Lupion também citou a indústria de bebidas como um setor que sofre com os altos impostos seletivos aplicados a cervejas, vinhos e cachaças. “Acho um erro total, esse conceito do imposto seletivo”, criticou.

Imposto sobre armas também é questionado

Ao ser questionado sobre uma possível taxação de armas e munições, o deputado manteve seu posicionamento contrário aos impostos seletivos. Para ele, “não muda absolutamente nada o imposto seletivo de armas”, pois uma tributação maior não alteraria o consumo desses produtos.

“Ter mais tributação na munição ou no armamento não diminui ou aumenta o consumo desse produto, pelo contrário”, argumentou Lupion, reforçando que essa medida seria puramente arrecadatória e ineficaz para os objetivos pretendidos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais

(Publicado por Raphael Bueno, da CNN Brasil)



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Mudanças climáticas fazem preço de tradicional chá indiano disparar


Os preços do chá na Índia têm subido e deverão permanecer elevados, uma vez que as ondas de calor e as inundações durante o pico da época de colheita penalizam as principais regiões produtoras.

O aumento dos preços poderá apoiar a sitiada indústria indiana do chá, que tem lutado com o aumento dos custos de produção num contexto de aumento insignificante dos preços do chá na última década.

“Os eventos climáticos extremos estão prejudicando a produção de chá. O calor excessivo em maio, seguido pelas inundações contínuas em Assam, estão reduzindo a produção”, disse Prabhat Bezboruah, um importante plantador de chá e ex-presidente do Conselho de Chá da Índia.

A produção também foi afetada pela decisão do governo de proibir 20 pesticidas, disse Bezboruah.

A produção de chá da Índia em maio caiu mais de 30% em relação ao ano anterior, para 90,92 mil toneladas, o valor mais baixo para esse mês em mais de uma década.

No estado de Assam, no nordeste do país, que é responsável por mais de metade da produção do país, mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas por graves inundações fluviais em julho.

A alta nos preços do chá começou depois que uma onda de calor reduziu a produção a partir de abril, em meio à boa demanda, disse Kalyan Sundaram, secretário da Associação de Comerciantes de Chá de Calcutá.

Na última semana de junho, os preços médios do chá subiram para 217,53 rúpias (US$ 2,61) por kg, marcando um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior, de acordo com dados compilados pelo Tea Board.

A produção de chá melhorou em junho, depois que boas chuvas deram uma trégua à onda de calor, mas novamente as enchentes de julho limitaram a colheita em muitos distritos de Assam, disse um plantador de chá de Jorhat.

“Julho é normalmente um mês de pico de produção, mas este ano prevemos um défice de 15 a 20 milhões de kg”, disse o plantador.

A Índia produziu um recorde de 1,394 bilhão de kg de chá em 2023, mas em 2024 a produção poderá cair cerca de 100 milhões de kg, disse Bezboruah.

O déficit de produção deverá aumentar significativamente os preços, mas os produtores financeiramente fracos e endividados lutam para negociar com compradores poderosos nos meses de pico de produção, disse um trader baseado em Calcutá.

Mais da metade da produção total de chá da Índia é colhida de julho a outubro.

Os preços médios do chá em 2024 poderão ser 16% a 20% mais elevados do que no ano passado, mas é pouco provável que o aumento reduza as exportações de chá, uma vez que muitos compradores estão aumentando as suas compras após as proibições de pesticidas, disse Bezboruah.

As exportações de chá da Índia nos primeiros quatro meses de 2024 aumentaram 37% em relação ao ano anterior, para 92 mil toneladas, de acordo com o Ministério do Comércio.



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AgroNews

Funcionários comissionados da Prefeitura de Primavera do Leste foram supostamente flagrados realizando campanha contra o pecuarista Sérgio Machnic


Que disputa a vaga na prefeitura, durante o horário de expediente. Fotos e áudios desses servidores foram vazados em grupos, mesmo após determinação judicial proibindo tais ações.

Com a corrida eleitoral a todo vapor em uma das principais cidades agrícolas do Mato Grosso, constantes ataques e fake news têm chamado a atenção de agricultores e pecuaristas da região.

Segundo a coluna: https://www.elnews.com.br/post/servidores-comissionados-da-prefeitura-de-primavera-s%C3%A3o-flagrados-em-campanha-eleitoral-para-ademir

Matéria original.

Mesmo após determinação judicial do MM. Dr. Roger Augusto Bim Donega proibindo Léo Bortolin e Ademir Góes de usarem a máquina pública da prefeitura de Primavera do Leste – MT na campanha de Ademir à prefeitura, dezenas de servidores públicos comissionados foram flagrados em horário de expediente, nesta quinta-feira (22) fazendo campanha eleitoral para Góes, pagos com o dinheiro público.

Era 9h55 da manhã quando Bryan Roberth Centurion Barbosa enviava diversas mensagens no grupo Realidade de Primavera, com matérias contra o opositor de Ademir, Sérgio Machnic (PL) na corrida eleitoral. Bryan é lotado na Secretaria Municipal de Esporte e deveria estar trabalhando como Assistente Técnico entre 7 e 13h na Coordenadoria de Esporte e Lazer – Ginásio Pianão, função pela qual recebe R$ 7.113,12. Um participante do grupo enviou mensagens em resposta cobrando do servidor e do candidato Ademir Góes, sem retorno.

Das 11h23 às 12h51 o servidor Tiago Henrique da Silva Araújo Nascimento, coordenador do Centro de Monitoramento Integrado Primavera (CEMIP), com salário de R$ 9.396,97, que também chegou nomeado por Ademir Góes para ser seu Chefe de Equipe do Gabinete (conforme portaria do Diário Oficial abaixo), também se unia a Bryan Roberth na campanha digital negativa contra Sérgio Machnic, em pleno horário de expediente, enviando matérias em crítica à aliança entre Machnic e Inspetor Adriano, bem como reforçando a campanha negativa com uso e matérias desfavoráveis ao candidato concorrente de Ademir Góes.

Após o horário do expediente, curiosamente ambos os servidores sumiram do grupo e não mais enviaram mensagens.

No dia 23 de Julho de 2024 a justiça eleitoral já havia determinado que Ademir e Léo não utilizassem mais recursos e estrutura pública para impulsionar a candidatura à prefeitura. Só em um rápido levantamento feito por este portal na manhã desta quinta-feira, foram detectados mais de dez servidores comissionados em atividade de campanha digital no grupo, dando clara demonstração de desobediência à decisão judicial.

Segundo fontes os nomes dos servidores e as provas de atuação em campanha eleitoral serão encaminhados ao Ministério Público Eleitoral, à Corregedoria da Prefeitura e à Justiça para esclarecimentos sobre a situação.

Fonte: https://www.elnews.com.br/post/servidores-comissionados-da-prefeitura-de-primavera-s%C3%A3o-flagrados-em-campanha-eleitoral-para-ademir