sexta-feira, agosto 7, 2026

Agro

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SP produz mais da metade do açúcar nacional; veja o que mais é cultivado no estado


Os incêndios que queimaram milhares de hectares de canaviais nos últimos dias, afetaram 1% das lavouras paulistas, cerca de 3,83 milhões de toneladas, estimativa da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana).

O estado deve seguir, no entanto, como maior produtor nacional de cana-de-açúcar, principal matéria-prima do açúcar e do etanol, segundo especialistas ouvidos pela CNN.

“As queimadas em si, pelo que se pôde apurar até agora, pegaram algo em torno de 0,7% em São Paulo. Nós estamos falando de uma produção estimada de 605 milhões de toneladas ao ano, o que não é um grande problema do ponto de vista de disponibilidade de produto”, afirma Arnaldo Archer, Diretor Executivo da Archer Consulting.

São Paulo é o maior produtor da cana-de-açúcar do país, com 383,4 milhões de toneladas na safra 2023/2024. O estado tem folga na liderança do segundo maior produtor nacional, Minas Gerais, com 81,3 milhões de toneladas.

Dentro do estado, a safra da cana-de-açúcar também é líder, com 44% da produção estadual, que movimentou R$ 59,21 bilhões em 2023.

São Paulo é o estado responsável por 61,8% da produção de açúcar no Brasil, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Apesar de ser o maior produto da agricultura de São Paulo, o estado possui uma produção diversa na área.

 

Levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a criação de carne bovina ocupa o segundo lugar na produção paulista.

No total, o abate bovino de São Paulo foi responsável por 66,6 milhões de toneladas de carne da produção nacional, movimentando cerca de R$ 16,86 bilhões.

Já a carne de frango ocupa o terceiro lugar no ranking de São Paulo. Em 2023, o estado produziu 1,76 milhões de toneladas do produto, cerca 8,65% da produção nacional, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)..

Somente em quarto lugar outra plantação aparece no ranking, com a soja. A safra paulista equivale a 78 milhões de sacas de 60 kg do grão, equivalente a R$ 11 bilhões e 8,90% da produção de São Paulo.

Veja o ranking da produção agropecuária de São Paulo

  1. Cana-de-açúcar (R$ 59,21 bi / 431,1 milhões de toneladas)
  2. Carne Bovina (R$ 16,86 bi / 66,6 milhões de toneladas)
  3. Frango (12,28 bi / 1.76 milhões de toneladas)
  4. Soja (11,01bi / 78 milhões de sacas de 60kg)
  5. Laranja (9,47bi / 213.5 milhões de caixas de 40kg)
  6. Ovos (6,96 bi / 15 bilhões de unidades)
  7. Café Beneficiado (5,22 bi / 5.338 milhões sacas de 60kg)
  8. Milho (4,42bi / 72.451 milhões sacas de 60kg)
  9. Leite (4,02bi / 42.67 milhões de caixas com 30 unidades)
  10. Amendoim em casca (3,2bi / 29.45 milhões de sacas de 25kg)
  • Fonte: Instituto de Economia Agrícola (IEA)



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fraca demanda mantém pressão sobre cotações



Os preços dos etanóis anidro e hidratado tiveram novas quedas no mercado paulista na última semana.

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão continua vindo da demanda enfraquecida num cenário de expectativa de baixa nas cotações do biocombustível, tendo em vista o bom desempenho da produção de etanol na região centro-sul no acumulado da safra 2024/25.

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Entre 19 e 23 de agosto, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado foi de R$ 2,5438/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), recuo de 2,07% frente ao intervalo anterior. Para o anidro, a desvalorização foi de 0,44% em igual comparativo, com o Indicador Cepea/Esalq a R$ 2,9342/litro (líquido de PIS/Cofins).

Pesquisadores explicam ainda que, tradicionalmente, o mês de agosto costuma ser de preços mais baixos por ser considerado período de pico de colheita da cana-de-açúcar no centro-sul.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço da mandioca sobe pelo quarto mês consecutivo


Valor ainda está abaixo do registrado em 2023




Foto: Agrolink

Os preços da tonelada de mandioca no Paraná registraram aumento nas últimas semanas e devem encerrar agosto com ganhos em relação a julho, conforme aponta o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 16 a 22 de agosto, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Este será o quarto mês consecutivo de alta nos preços pagos aos produtores.

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, a seca que atinge a região tem afetado a produtividade e dificultado o arranquio das raízes, fatores que explicam a recente valorização da mandioca. Apesar disso, os preços atuais, de R$ 534,31 por tonelada, ainda são 28% inferiores aos praticados em agosto de 2023, quando o valor alcançou R$ 745,44 por tonelada.

As oscilações nos preços têm gerado incertezas no setor, especialmente em relação à projeção de área plantada para 2025, que será divulgada pelo Deral na próxima quinta-feira (29/08). A soja, que tradicionalmente vinha ocupando áreas de outras culturas no estado, enfrenta um período de menor demanda, o que pode favorecer a manutenção das áreas dedicadas à mandioca. Para o ciclo atual, a expectativa é que sejam colhidos 139,7 mil hectares, com uma produção projetada de 3,7 milhões de toneladas, caso a cultura continue resiliente frente às adversidades climáticas.





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5 cuidados para proteger a saúde em meio ao clima seco e à fumaça



Com os recentes incêndios florestais no interior do estado de São Paulo, especialmente na região de Ribeirão Preto, a qualidade do ar tem piorado devido à fuligem e à fumaça. Essas condições, combinadas com o clima seco, representam um sério risco para a saúde respiratória da população. Para enfrentar esses desafios, o governo de São Paulo anunciou um plano emergencial de saúde, com foco na prevenção e no tratamento de problemas respiratórios decorrentes da inalação de fumaça.

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Coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP-USP), o plano visa aumentar a capacidade de atendimento em 26 municípios da região. Entre as ações implementadas, destaca-se a ampliação dos serviços de telemedicina, garantindo a disponibilidade de médicos 24 horas por dia para apoiar as equipes de saúde e encaminhar os casos mais graves a hospitais de referência.

Recomendações de saúde para enfrentar o clima seco e a exposição à fumaça:

  1. Proteção respiratória contínua: quem sofre de asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) ou rinite alérgica deve manter o uso regular de sua medicação inalatória, como bombinhas. Este cuidado é crucial para evitar crises respiratórias em um ambiente contaminado pela fumaça.
  2. Medidas preventivas imediatas: para aqueles que não fazem uso constante de inaladores, é recomendável começar a utilizá-los agora como medida preventiva, antes que os sintomas se agravem. Também é importante ter medicamentos usados em situações críticas à disposição para uso imediato ao menor sinal de desconforto respiratório.
  3. Minimizar a exposição ao ar poluído: Permanecer dentro de casa o máximo possível é uma das principais recomendações. Vedação adequada de portas e janelas pode ajudar a reduzir a entrada de fumaça. Se a saída for inevitável, use máscaras PFF2/N95 para proteção adicional contra partículas nocivas no ar.
  4. Hidratação e cuidados com as mucosas: manter-se hidratado é fundamental, pois o ar seco e a fumaça podem causar desidratação e irritação das vias aéreas. Crianças e idosos, sendo mais vulneráveis, devem receber atenção especial para garantir uma boa ingestão de líquidos. Lavar o nariz e os olhos com soro fisiológico também pode ajudar a remover partículas de fuligem e aliviar a irritação.
  5. Ambiente interno adequado: Em casa, utilize umidificadores para manter a umidade do ar, o que pode ajudar a proteger as vias respiratórias da secura. Caso não tenha umidificadores, improvise com toalhas molhadas ou bacias com água espalhadas pelos ambientes. A prática de atividades físicas ao ar livre deve ser suspensa enquanto a qualidade do ar estiver comprometida.

Atenção redobrada para sintomas respiratórios

É importante que qualquer pessoa com sintomas como falta de ar, chiado no peito, tontura ou dor de cabeça procure atendimento médico imediatamente. Evitar locais com grande concentração de fumaça é essencial, pois a exposição prolongada pode agravar problemas respiratórios e outros quadros de saúde.

Com essas medidas, o governo de São Paulo e as autoridades de saúde esperam mitigar os impactos dos incêndios e proteger a população das graves consequências do clima seco e da dispersão de fumaça. A atenção e os cuidados adequados são fundamentais para manter a saúde em tempos de adversidade.



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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que o Ibovespa segue surpreendendo. Nossa bolsa subiu quase 1% e quebrou mais um recorde de fechamento, em quase 137 mil pontos.

Dessa vez a alta foi puxada pelas commodities, principalmente o petróleo. Para hoje, foco na divulgação do IPCA-15.



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G20 em Mato Grosso reúne líderes mundiais para debater segurança alimentar e clima



Rico em produção de grãos e fibra, batendo recordes de safras a cada ano e detentor do
maior rebanho bovino do país, com mais de 34 milhões de cabeças, Mato Grosso foi eleito o
local perfeito para sediar, entre 10 e 13 de setembro, os debates do G20 Agro no Brasil. Na pauta, assuntos como práticas sustentáveis na agricultura, segurança alimentar e inovações agrícolas.

O encontro será em Chapada dos Guimarães, município a cerca de 67 quilômetros da
capital Cuiabá e detentor de belas cachoeiras e paisagens naturais.

“Se Mato Grosso fosse um país, seria o terceiro maior produtor de soja do mundo. Conversei
com o presidente Lula e ele nos autorizou a fazer o encontro no estado com os ministros da
Agricultura do G20 para debater os avanços da agropecuária mundial. Será um grande evento
para mostrar a força e a sustentabilidade da nossa agropecuária”, diz o ministro da
Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, sobre a escolha do estado.

Entre as principais pautas do GT Agricultura a serem debatidas em Mato Grosso, conforme o
Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estão a sustentabilidade nos sistemas
agroalimentares em seus múltiplos aspectos e a ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional.

Também estão na pauta o reconhecimento do papel essencial da agricultura familiar,
camponeses, povos indígenas e comunidades tradicionais para sistemas alimentares
sustentáveis, saudáveis e inclusivos e a promoção da integração sustentável da pesca e
aquicultura nas cadeias sociais locais e globais.

O G20 reúne os países com as maiores economias do mundo. Os encontros dos Estados-
membros são anuais e visam discutir iniciativas econômicas, políticas e sociais. O Brasil integra o GT Agricultura desde sua criação em 2011.

Para o ministro Carlos Fávaro, o encontro com os representantes da agropecuária das principais economias do mundo trará oportunidades econômicas para o Brasil.

“Isso vai fortalecer nossa relação comercial e gerar oportunidades. O resultado disso é negócio acontecendo, o que gera emprego para a nossa economia”.

Números que falam por si só

Mato Grosso possui 903.357 quilômetros quadrados de extensão territorial e abriga os biomas
do Cerrado, Amazônia e Pantanal.

É cortado por seis rodovias federais, sendo a BR-163 a principal via de escoamento ligando o
norte e o sul do estado aos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Miritituba (PA). Além de
rodovias estaduais, como a MT-130 e 170, que servem de espinha dorsal e acesso às federais.

Quando o assunto são grãos, o estado responde por quase 30% da produção brasileira. Na safra 2023/24, entre soja e milho, apontam os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam para algo em torno de 86,5 milhões de toneladas entre soja e milho; já em pluma de algodão são 2,6 milhões de toneladas. Sem contar as produções de gergelim, feijão, arroz e girassol.

Além de preservar cerca de 63% do seu território, o estado ainda preza pela sustentabilidade
com rígidas normas ambientais.

E quando se fala em sustentabilidade, Mato Grosso é líder, inclusive, na produção de
biocombustíveis, principalmente etanol de milho. Nesta temporada, das cerca de 15,85 milhões de toneladas de milho previstas para serem consumidas dentro do estado, 11,69 milhões de toneladas, ou seja, 73,74% possuem como destino as usinas de etanol de milho, segundo o Imea.

Para a safra 2024/25, a previsão é que no Brasil sejam produzidos 7,7 bilhões de litros de etanol de milho, de acordo com projeções recentes do Instituto. O volume representa uma alta de 22% em comparação à safra passada. Em Mato Grosso, a produção deverá alcançar 5,2 bilhões de litros.

Fórum Internacional antecede agenda do G20 Agro

No dia 9 de setembro, o Canal Rural promove em Cuiabá o Fórum Internacional da
Agropecuária (Fiap 2024). O evento antecede a agenda do Grupo de Trabalho G20 Agro, que reunirá autoridades dos 20 países do bloco e mais dez países convidados

O fórum, que acontecerá no espaço Cenarium Rural, aproveitará a presença de autoridades
internacionais no estado para apresentar o agro brasileiro, com uma análise profunda das últimas décadas, destacando a adoção de novas tecnologias, a abertura de mercados e as
práticas sustentáveis.

Entre as autoridades confirmadas estão o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro; os ex-
ministros Roberto Rodrigues, Aldo Rebelo e Blairo Maggi; a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá; e o ministro encarregado de Negócios da União Europeia, Jean-Pierre Bou.

Presidente do Canal Rural, Julio Cargnino afirma que o objetivo do evento é “mostrar como o
país passou de importador a um dos maiores exportadores de alimentos do mundo e líder em
diversos setores”.

“Queremos estabelecer um diálogo com os nossos principais parceiros comerciais internacionais e mostrar ao mundo como o Brasil está endereçando a sua estratégia de futuro no agronegócio”, ressalta Cargnino.

O Fiap 2024 tem o apoio da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Senar-MT, Federação de Agricultura de Mato Grosso (Famato), Confederação Nacional da Indústria (CNI), CropLife, Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen) e Azul Linhas Aéreas, além do patrocínio da JBS.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo e cevada registram queda na qualidade devido a geadas e seca


A colheita de cevada começou de forma tímida




Foto: Pixabay

O novo relatório de Condições de Tempo e Cultivo, trouxe atualizações preocupantes sobre o impacto das geadas e da estiagem nas lavouras do estado. As lavouras de trigo em condições ruins aumentaram de 16% para 19%, enquanto as que estão em condições médias passaram de 21% para 25% da área cultivada. Com isso, as lavouras em boas condições agora representam 56% da área total, uma queda de 7 pontos percentuais em relação à semana anterior, o que equivale a aproximadamente 70 mil hectares reclassificados. Grande parte dessa deterioração se deve às geadas que atingiram o Sudoeste do estado, mas a estiagem em outras regiões também contribuiu para a piora, ainda que de forma menos expressiva. Até o momento, apenas 3% da área plantada foi colhida, com baixas produtividades em função dos danos causados pela seca, que continua a afetar as lavouras plantadas mais precocemente, conforme as informações divulgadas no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 16 a 22 de agosto, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o boletim, os números de safra, que serão atualizados no dia 29 deste mês, devem oferecer uma visão mais clara das perdas provocadas pela estiagem. No entanto, os danos causados pela geada de 13 de agosto ainda não estão totalmente refletidos nos dados atuais. A preocupação aumenta com a previsão de uma nova frente fria que pode impactar novamente as lavouras de trigo no estado.

Segundo Boletim de Conjuntura Agropecuária, a cultura da cevada também sofreu pioras, especialmente nos Campos Gerais, onde a seca foi o principal fator de deterioração. As lavouras em boas condições caíram de 84% para 77% da área total. A colheita de cevada começou de forma tímida, e as produtividades iniciais indicam que os resultados poderiam ter sido melhores se o regime de chuvas tivesse sido mais regular.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Colheita de milho do Brasil entra na reta final, diz Pátria AgroNegócios


Logotipo Reuters

SÃO PAULO (Reuters) – A colheita da segunda safra brasileira atingiu 94,2% da área total cultivada na safra 2023/24, entrando na reta final à frente dos índices registrados nos últimos anos, em meio ao tempo seco e um plantio precoce, de acordo com levantamento da consultoria Pátria AgroNegócios.

Em 2023, nesta época, o total colhido chegava a 82,76%, em 2022 era de 89,22%, e na média dos últimos cinco anos foi de 86,81% para este período do ano, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira.

“A colheita já em reta final, praticamente encerrada nos principais Estados produtores. Restam ainda áreas a serem colhidas principalmente nos Estados de Minas Gerais e São Paulo”, disse o diretor da consultoria Matheus Pereira, em nota.

(Por Roberto Samora)

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News

Calculadora auxilia na diminuição de emissão de GEE na pecuária de corte



A Embrapa Pecuária Sul (RS) apresenta, na 47ª edição da Expointer, a CarbonGado, uma calculadora inovadora que auxilia na estimativa e mitigação da emissão de gases de efeito estufa do rebanho bovino de corte, com base nos índices zootécnicos da propriedade pecuária.

O desenvolvimento do app web foi realizado pela Embrapa, a partir de um algoritmo elaborado em parceria com a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) para sistemas pecuários de ciclo completo. Esse modelo estabelece a conexão entre os indicadores das fazendas e as emissões de gases. A iniciativa visa qualificar o potencial de sustentabilidade da pecuária brasileira, oferecendo ao setor produtivo mecanismos de controle, avaliação e aprimoramento da atividade.

Segundo o pesquisador Vinicius Lampert, responsável pelo trabalho, o objetivo da CarbonGado é estimar a pegada de carbono dos bovinos, em sistemas de ciclo completo para a pecuária de corte, a partir de informações disponíveis dentro das fazendas. “Uma das vantagens do uso da nova calculadora é a capacidade de identificar quais indicadores zootécnicos possuem maior potencial para mitigar a emissão de gases em cada fazenda de ciclo completo avaliada, como, por exemplo, o impacto do aumento da taxa de desmame na redução da intensidade da emissão de gases”, destaca Lampert.

Entram no cálculo fatores como a taxa de desmame, idade de abate, idade de acasalamento, mortalidade, peso, categorias de animais das diferentes épocas do ano, suplementação usada, tipos e qualidade das pastagens usadas na propriedade e uso ou não de adubação nitrogenada, entre outros.

“Assim, a partir da combinação dessas informações, a calculadora CarbonGado consegue estimar, primeiramente, a produtividade da propriedade, e, a partir desse indicador, calcula a emissão de CO2 equivalente por quilo de peso bovino produzido, oferecendo ao produtor uma referência para avaliação dos pontos que podem ser melhorados”, explica Lampert.

A ferramenta é mais uma estratégia disponibilizada ao setor produtivo para aferir índices de sustentabilidade da atividade. Estudos prévios da Embrapa já demonstram que a pecuária tem grande potencial para mitigar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) com a melhoria do desempenho de sua produção e, assim, apresentar um balanço favorável de carbono, a partir do bom manejo dos rebanhos e da função que as pastagens cumprem na geração de matéria orgânica e fixação de carbono.

A Embrapa Pecuária Sul, em parceria com as associações das raças Angus, Charolês
e Hereford e Braford, também realiza provas de desempenho, visando selecionar animais mais eficientes na conversão alimentar e que emitam menos metano por quilo de carne produzida.


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Volume de fretes no país sobe 14% no 1º semestre, aponta plataforma


O volume de fretes rodoviários realizados no Brasil cresceu 13,9% no primeiro semestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior, apontam dados da plataforma Frete.com.

A plataforma online de transporte de cargas da América do Sul aponta que foram registrados 4,8 milhões de fretes entre janeiro e junho deste ano.

Todos os setores analisados pela plataforma registraram alta, com a mais expressiva vindo da construção civil (19,3%). O agronegócio registrou aumento de 13,7%, enquanto o transporte de produtos industrializados teve alta de 7,2%.

chart visualization

“O período de 2020 a 2022 apresentou uma distorção no volume de frete transportado por causa do efeito Covid. Por um lado, 2020 e 2021 foram anos de menor atividade no transporte de cargas rodoviário, e em contraste, 2022 foi um ano atípico como resultado de volume represado de cargas durante o período do Covid”, aponta Federico Vega, CEO da Frete.com.

“Em 2023, o volume de carga volta à normalidade e é mais comparável com o nível pré-Covid. Já em 2024, o incremento no volume de cargas transportadas se explica principalmente pelo bom desempenho do agro e pela oferta e demanda”, explica.

A alta vista no semestre deixa para trás um momento de estabilidade visto nos três primeiros meses do ano, quando os fretes tiveram alta de 0,5%.

“Percebemos que o agronegócio teve bastante dificuldade no início de 2024, por conta de chuvas torrenciais que afetaram diversos estados do Sul e Sudeste, além de ondas de calor que atingiram diversas regiões do país, fazendo com que houvesse uma quebra na produção”, afirma Vega.

“Porém, de outro lado, os fretes da construção civil e produtos industrializados ajudaram a manter a estabilidade no trimestre”, conclui o CEO da plataforma.

Cimento e construção civil

A pesquisa destaca a alta observada nos fretes de cimento, que subiram 34,1% no período. O produto representa 62% dos fretes do setor de construção civil registrados na Frete.com.

“O Sindicato Nacional da Indústria do Cimento [SNIC] divulgou que o setor produziu 30,6 milhões de toneladas de cimento no primeiro semestre de 2024, um crescimento de 1,2% em relação ao mesmo período de 2023. Isso demonstra que, mesmo com um cenário econômico incerto, com juros altos e endividamento de famílias, o setor de construção civil não parou de crescer e deve continuar desta forma nos próximos meses”, comenta Vega.

América do Sul lidera com rotas aéreas mais turbulentas no mundo



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