sexta-feira, agosto 7, 2026

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Chicago realiza lucros após subir por três sessões. Safra deve seguir cheia nos EUA



Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado realiza lucros, após subir por três sessões seguidas. O sentimento é que, mesmo com a previsão de tempo quente para a região produtora dos Estados Unidos nos próximos dias, o reflexo no rendimento será mínimo, conforme trader consultado pela Dow Jones.

Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 9,79 por bushel, baixa de 7,50 centavos de dólar por bushel ou 0,76% em relação ao fechamento anterior.

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Ontem, o mercado reagiu positivamente aos mais recentes boletins meteorológicos, que apontam temperaturas elevadas para as regiões produtoras dos Estados Unidos nos próximos dias.

O relatório de ontem do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou piora nas condições das lavouras americanas. Segundo o USDA, até 25 de agosto, 67% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 67%), 24% em situação regular 9% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 68%, 24% e 8%, respectivamente.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 5,75 centavos de dólar, ou 0,58%, a US$ 9,86 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,03 1/2 por bushel, com ganho de 5,25 centavos ou 0,52%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Busca por selo de saúde animal aumenta


Lançada pela MSD Saúde Animal no final de 2022, a Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar tem visto um aumento de 220% na demanda em menos de dois anos. Atualmente, 11 propriedades possuem a certificação e 15 estão em processo de obtenção. Auditada pela QIMA/WQS, a certificação garante práticas modernas e sustentáveis, atendendo às exigências do mercado internacional. Para a Schoeler Agro, um dos maiores produtores independentes de suínos no Brasil, o selo destaca seu compromisso com o bem-estar animal, o meio ambiente e a qualidade de vida.

“Foram 10 meses de adequações, em especial na parte documental e treinamentos. O processo de conquista já foi enriquecedor, com conhecimento profundo de normativas e procedimentos. Com os processos bem desenhados e claros, honramos, inclusive, o trabalho das equipes da granja”, diz Lilian Schoeler, diretora administrativa da Schoeler Agro.

Paulo Giehl, gerente comercial da Schoeler Agro, complementa que o selo trouxe benefícios e boas expectativas: “Esperamos novos clientes em potencial, como redes de supermercados e frigoríficos que exportam. Trabalhamos para sermos reconhecidos como uma empresa que cuida de seus animais e prioriza a qualidade, e isso já está acontecendo, especialmente com o reforço do selo. Já notamos diferença na percepção dos clientes, que reconhecem e elogiam a certificação e, da nossa parte, recebem animais com mais qualidade. Além disso, esperamos uma valorização no preço no decorrer do tempo, pois o selo poderá facilitar a negociação”.

Erivelton Schinermann, gerente de produção, destaca a importância da certificação para motivar as equipes e formalizar práticas que antes eram informais. Com o selo, os protocolos foram institucionalizados e a transparência aumentou. Ele observa que a certificação resultou em animais mais calmos e com menor mortalidade, melhorando a saúde, reduzindo perdas ao parto, e aprimorando a formação mamária e a produção de leite.
 





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Preços do boi gordo seguem em alta; veja cotações do dia


O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência ainda é de continuidade deste movimento.

Isso por conta da posição média das escalas de abate, com dificuldades na aquisição de boiadas em um ambiente ainda pautado por oferta restrita.

Goiás e Rondônia tiveram altas mais destacadas no decorrer do dia. “Indústrias que firmaram contratos a termo estão com escalas de abate mais confortáveis e participando de forma menos ativa do mercado”, assinalou Iglesias.

Preço da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 242,50

Preço no atacado

carne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista voltou a apresentar alta dos preços nesta terça-feira. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por maior propensão a reajustes durante a primeira quinzena de setembro, período pautado por maior apelo ao consumo.

As exportações ainda apresentam forte ritmo, com expectativa de estabelecer um novo recorde na atual temporada. “O Brasil é disparadamente a melhor alternativa para fornecimento global de carne bovina”, considera Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,00 por quilo, alta de R$ 0,50. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 13,50 por quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 13,50, por quilo.



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expositores que sofreram com as enchentes são exemplos de superação


Para além dos 413 empreendimentos que ocupam o Pavilhão da Agricultura Familiar e que levam o que de melhor é produzido nas propriedades rurais do Rio Grande do Sul, a edição de 2024 traz um componente especial: a história de homens e mulheres que foram fortemente impactados pelas chuvas e enchentes que ocorreram no Estado, mas que superaram as adversidades para reerguerem seus empreendimentos e trazerem seus produtos à Expointer.  

O caso de Igor Longaray, de 27 anos, revela a superação que os gaúchos buscam encontrar desde o início dos eventos meteorológicos. Funcionário da Casa Bucco, cachaçaria de Bento Gonçalves, Longaray perdeu a esposa e o sogro devido a um deslizamento de terra que atingiu as instalações da agroindústria. Decidiu que, apesar da dor que enfrentava, tinha que seguir e estar presente na Expointer. “A minha esposa sempre foi uma pessoa positiva, sempre pensando para frente. Todos os produtos que estão nessa mesa, as cachaças que estão aqui, passaram pelas mãos dela, então eu levei isso em consideração e decidi tocar adiante o legado dela”, apontou Longaray.

A chuva que castigou o Vale do Rio Pardo atingiu a moradia e o empreendimento do casal Givanildo Vidal de Souza e Maria Elisa Hennig, em Candelária. Os proprietários da agroindústria Rodeio Figueira perderam a casa e toda a estrutura do negócio familiar. Além disso, perderam toda a matéria-prima responsável pela produção de melado e sofreram com o solo lavado pela enxurrada.

Sem ter onde morar e produzir, e hospedados na casa de vizinhos, Givanildo e Maria colocaram em prática uma força-tarefa para conseguir estar na Expointer, local em que foram premiados no concurso da agricultura familiar na categoria melado da edição de 2023. “Remontamos a agroindústria num galpão velho e entramos numa verdadeira corrida contra o tempo para podermos estar aqui. Foram poucas horas de sono nas últimas semanas, mas alcançamos nosso objetivo”, comemora Givanildo.

A enchente também desabrigou Enéas Lopes Kaiper, morador da Ilha das Flores, em Porto Alegre. Proprietário das Cuias Kaiper, Enéas afirmou que a água tapou completamente sua casa. O artesão saiu às pressas de casa, conseguindo salvar apenas parte da sua produção. Morando por mais de um mês acampado próximo à BR-386, Enéas afirmou que mesmo com as dificuldades, não havia hipótese de não estar na Expointer. “Tivemos que arregaçar as mangas e trabalhar em dobro. A Expointer é uma grande vitrine para o nosso negócio, não poderíamos ficar de fora”, garante.

“Ver esse pavilhão lotado revela que, para além da qualidade, também está aqui exposta a garra desses trabalhadores para se fazerem presentes, mesmo ante todas as dificuldades”, pontua o secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti.  

Em dois dias de venda, o Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer vendeu um total acumulado de R$ 2.252.141,88, o que aponta um crescimento de 16,64% em relação ao mesmo período de 2023, reafirmando o sucesso e a importância desse espaço.





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Incêndios afetam quase 2 milhões de toneladas de cana da Raízen



A Raízen informou que vem combatendo focos de incêndio que afetaram parte dos canaviais operados pela companhia, bem como de alguns fornecedores de cana-de-açúcar, notadamente no estado de São Paulo.

A companhia estima que aproximadamente 1,8 milhão de toneladas de cana própria e de fornecedores foram queimadas, representando 2% do total previsto na safra 2024/25, com base no piso da premissa de moagem total.

“De forma a mitigar os efeitos adversos, a companhia está priorizando a moagem da cana-de-açúcar afetada. Com essa medida, esperamos que as perdas e impactos em nossos resultados sejam imateriais”, explicou o comunicado.

Combate aos incêndios

A Raízen informa que a sua equipe de brigadistas e de monitoramento de incêndios age em colaboração às autoridades locais, bem como a outras usinas, fornecedores de cana e comunidades envolvidas.

Com essas ações, neste momento, houve o controle de todos os focos de incêndio em áreas da companhia, estendendo essa assistência também aos fornecedores.

“Desde a sua formação, a queima de cana como método de colheita foi proibida. Todas as operações são 100% mecanizadas, e a companhia é signatária do Protocolo Agroambiental Etanol Mais Verde, reafirmando seu compromisso com a preservação do meio ambiente”, destacou a companhia.

Por fim, a Raízen afirmou que continuará monitorando a situação e expressou seu agradecimento às equipes envolvidas no combate aos incêndios e reafirmou seu compromisso com a segurança de suas operações.



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Ginetes e cavalos demonstram habilidades em provas de equinos na Expointer


O Freio de Ouro é a competição equina mais conhecida quando se fala em Expointer, mas não é a única: a feira também sedia uma série de provas e competições de diversas raças, que demonstram os atributos dos animais e as habilidades dos ginetes. Confira algumas das provas, seus horários e locais.

Árabe

Os cavalos Árabes competem em provas em todos os nove dias da feira, nas pistas 14 e 15. “Hoje teremos a prova de Morfologia Funcional, criada aqui no Rio Grande do Sul. Nela, ocorre a seleção dos melhores exemplares funcionais, entre os cavalos que estão realizando as provas montadas”, explica o presidente da Associação Gaúcha de Cavalo Árabe, Luís Fernando Tarragô.

A programação da raça segue na quarta-feira (28/8), às 15h, com a prova feminina dos cinco tambores. “As amazonas darão um espetáculo de destreza e coragem com seus cavalos árabes”, destaca Luís Fernando.

Na quinta-feira (29/8), às 17h, será a vez da prova de rédea campeira; na sexta-feira (30/8), às 15h, a prova de seis balizas; e no sábado (31/8), às 10h30, a tradicional prova do Carro X Cavalo. Nesta prova, duplas de cavaleiro e motorista, masculino com feminino, correm em uma pista a cavalo; na sequência, o cavaleiro ou amazona embarca na caminhonete e faz outro percurso no carro. A dupla que fizer em menor tempo é a campeã. “É uma prova muito divertida e que agrada ao público, lotando as arquibancadas”, garante Tarragô.

Cavalo Campeiro

Assim como o cavalo Crioulo, o Campeiro também é uma raça que surgiu na região Sul do Brasil. Seus atributos são testados em provas funcionais, que ocorrem na Expointer na quinta-feira (29/8), a partir das 8h, nas pistas 14 e 15. São 45 animais inscritos para a edição deste ano, com promoção do Núcleo Gaúcho de Cavalo Campeiro.

Quarto de Milha

Os cavalos Quarto de Milha competem a 6ª etapa e a final do Campeonato Gaúcho durante a Expointer, na sexta (30/8) e sábado (31/8), a partir das 8 horas, na pista de provas 1. São 57 conjuntos inscritos, para as categorias aberto, amador, amador light, jovem e feminino.

Na sexta, às 13h, o Quarto de Milha participa de provas de laço comprido, junto com a raça Paint Horse, na pista de prova de equinos. “A avaliação é feita por pegada de armada, aquela laçada que é feita nas aspas do boi. Cada núcleo pontua os cavalos de sua raça”, explica Darlene Marques, do Núcleo Sul dos Criadores de Cavalo Quarto de Milha.

Entre os cavalos Paint Horse, são 15 inscritos para a prova de laço comprido. “Tem que laçar o boi. Se errar, está fora”, resume Antonio Marcelo Caleffi, do Núcleo Regional Sul da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Paint Horse (ABCPaint). Mas a eliminação não é irremediável: quem perder a laçada pode se reinscrever e tentar novamente.





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Rondônia declara situação de emergência por incêndios florestais



O governo de Rondônia declarou situação de emergência em razão de incêndios florestais. O decreto foi publicado no Diário Oficial do estado. O texto cita “situação crítica de estiagem” que atinge a região desde o segundo semestre de 2023, por conta da redução significativa das chuvas.

Este ano, Rondônia registrou 4.197 focos de incêndios nas cidades e 690 em áreas de conservação, totalizando 4.887 focos, o dobro do anotado em 2023. Fogo destruiu 107.216 hectares de floresta.

Segundo a publicação, a escassez de chuvas tende a persistir por pelo menos mais três meses, “provocando uma severa redução no nível dos rios e na umidade relativa do ar, aumentando significativamente o número e os riscos de incêndios florestais e queimadas urbanas, além de agravar os danos à saúde pública e ao meio ambiente”.

Focos de calor

Dados de 2024 apontam para um aumento de 43,2% nos focos de calor na Amazônia em comparação ao mesmo período de 2023, sendo Rondônia uma das áreas mais afetadas da região, com aumento de 23,7% dos focos de incêndio apenas em agosto. O governo do estado levou em consideração ainda:

  • prejuízos econômicos e sociais à população afetada e a imperiosidade de se resguardar a dignidade da pessoa humana com o atendimento de suas necessidades básicas;
  • que equipes de combate a incêndios florestais enfrentam consideráveis desafios de acesso às regiões afetadas, especialmente em áreas isoladas, na qual a infraestrutura de transporte terrestre e fluvial é inexistente ou severamente limitada, impedindo a chegada rápida e eficiente de recursos necessários para controlar as chamas;
  • que o panorama das queimadas em Rondônia tornou-se extremamente preocupante, com números que superam significativamente os registrados em anos anteriores, contabilizando, no período de 1º de janeiro a 19 de agosto de 2024, 4.197 focos de incêndios nos municípios e 690 em áreas de conservação estadual, totalizando 4.887 focos, o dobro do registrado em 2023. Aproximadamente 107.216 hectares de floresta foram destruídos pelo fogo;
  • que a seca hidrológica excepcional impactou dramaticamente o Rio Madeira, que registrou níveis excessivamente baixos, cenário que representa um dos anos mais desafiadores para a Amazônia, sendo Rondônia um dos estados mais afetados. A escassez de chuvas, associada ao fenômeno El Niño e às mudanças climáticas, criou condições propícias para a expansão descontrolada das queimadas;
  • a intensidade dos desastres demandará uma resposta não prevista nos planejamentos anuais e plurianuais, impactando substancialmente os orçamentos das secretarias estaduais e comprometendo as ações de resposta aos desastres previstos para esse período;
  • que populações vulneráveis – crianças, idosos, gestantes, indivíduos com doenças cardiorrespiratórias preexistentes, pessoas de baixo nível socioeconômico e trabalhadores expostos ao ar livre – estão sob maior risco de sofrerem efeitos adversos relacionados à poluição do ar.

“A declaração de emergência é motivada pelos intensos incêndios florestais e pela baixa umidade relativa do ar que afetam Rondônia, prejudicando tanto as populações urbanas e rurais, quanto as áreas de proteção ambiental, causando impactos significativos nas atividades agrícolas, pecuárias, na navegabilidade dos rios e em outras atividades econômicas e essenciais para a população.”

O decreto entra em vigor na data da publicação e tem validade de 180 dias.



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Casa Canal Rural terá apresentação do Plano Safra da Agricultura familiar



A Casa Canal Rural na Expointer recebe nesta quinta-feira (29), às 14h, o evento de apresentação do Plano Safra 24/25 para a Agricultura Familiar. O evento será transmitido ao vivo pelo YouTube do Canal Rural.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Os ministros do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira; de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta e o presidente da Conab, Edegar Pretto vão detalhar o plano que terá nesta temporada agrícola R$ 76 bilhões em crédito e mais R$ 9,7 bilhões para compras públicas, assistência técnica e extensão rural, Garantia-Safra e PGPM-bio.

Entre as ações a serem divulgadas estão as taxas de juros para as 10 linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e as novidades do plano como uma linha para aquisição de máquinas de pequeno porte.

Saiba mais

Apresentação Plano Safra 24/25 para Agricultura Familiar

Data: 29/8

Hora: 14h

Local: Casa Canal Rural na Expointer

Transmissão ao vivo no youtube do Canal Rural



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Queimada em SP faz o açúcar subir na bolsa; veja como consumidor pode ser afetado


Os incêndios que atingiram os canaviais do estado de São Paulo nos últimos dias possivelmente não irão afetar o preço para o consumidor final de açúcar e etanol, dizem analistas ouvidos pela CNN. Para os analistas, o aumento será sentido principalmente por importadores.

O açúcar bruto fechou, nesta segunda-feira (26), em alta de 3,5%, a US$ 0,19 por libra-peso, um pico para o mês. As queimadas levaram investidores a cobrir parte de sua grande posição vendida em futuros da commodity em Nova York. Nesta terça (27), por volta das 14h20, o preço dos contratos futuros do açúcar bruto estavam com alta de 2,36%.

Os prejuízos dos incêndios somente no estado de São Paulo foi estimado em R$ 350 milhões, de acordo com avaliação da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana).

Arnaldo Archer, diretor executivo da Archer Consulting, afirma que as queimadas não afetaram a demanda para o consumidor final devido ao tamanho da produção em contraponto ao consumo brasileiro de açúcar.

“Quando se compara o que se consome comparativamente ao que é produzido, não se trata de algo significativo para afetar o preço. O consumo interno representa em torno de 25%”, explica.

“Só 7,5% dessa fração é comercializada no dia-a-dia, o que representa muito pouco para impactar o preço”.

Segundo o especialista, as queimadas afetaram cerca de 0,7% da produção do centro-sul, da qual o estado de São Paulo faz parte, que comparado à produção estimada de 605 milhões de toneladas ao ano, não cria um problema de disponibilidade do produto.

Possível medidas para compensar os prejuízos dos canaviais atingidos podem causar aumentos marginais e pontuais no preço do açúcar. De acordo com André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), esse é o motivo mais provável que levaria ao aumento do preço do açúcar.

“Pode se ver um aumento não perceptível no custo final, caso haja medidas para mitigar a falta da produção das áreas afetadas. Custos de logísticas ou aumento em regiões que tiveram a oferta desviada para conter a produção queimada podem afetar o preço”, afirma Braz.

A seca severa que afeta 16 estados brasileiros, considerada a pior nos últimos 44 anos, pode afetar mais o preço dos derivados da cana-de-açúcar que as queimadas.

“A seca tem um impacto que pode ser 10 vezes maior que as queimadas. Uma redução de disponibilidade de açúcar na ordem de 7%, contra 0,7% dos focos de incêndio. Isso pode, no médio e longo prazo, afetar o preço tanto para o consumidor quanto ao importador”, afirma Archer.

Os cinco maiores produtores de cana-de-açúcar do país estão entre os estados em período de seca severa: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Estados do Sul e Sudeste lideram ranking de competitividade

*Com Reuters



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Condição das safras de milho e soja nos EUA piora, revela USDA



A qualidade das lavouras de milho nos Estados Unidos piorou na última semana, disse nesta segunda-feira (26), o Departamento de Agricultura do país (USDA), em seu relatório semanal de acompanhamento de safra.

A agência informou que 65% da safra apresentava condição boa ou excelente no último domingo, queda de 2 pontos porcentuais ante a semana anterior.

O relatório mostrou também que 84% da safra de milho tinha formado grãos, em comparação a 85% na data correspondente do ano passado e 83% na média de cinco anos. O USDA disse ainda que 46% da safra tinha formado dentes, ante 46% há um ano e 42% na média. Além disso,  11% da safra estava madura, ante 8% há um ano e 6% na média.

Condições da soja

No caso da soja, o USDA disse que 67% da safra tinha condição boa ou excelente no último domingo, piora de 1 ponto porcentual ante a semana anterior. Um ano antes, essa parcela era de 58%.

De acordo com o relatório, 89% da safra estava formando vagens, ante 90% na data correspondente do ano passado e 88% na média de cinco anos. O órgão disse também que 6% da safra tinha queda de folhas, ante 4% um ano antes e na média de cinco anos.

Trigo e algodão

Quanto ao trigo de primavera, o USDA disse que 69% da safra tinha condição boa ou excelente, queda de 4 pontos porcentuais ante a semana anterior. Segundo o relatório, 51% da safra tinha sido colhida, ante 50% um ano antes e 53% na média de cinco anos.

O relatório mostrou também que 40% da safra de algodão apresentava condição boa ou excelente, queda de 2 pontos porcentuais ante a semana anterior. A agência informou ainda que 89% da safra estava formando maçãs, ante 87% um ano antes e 88% na média de cinco anos. O USDA disse que 25% da safra tinha abertura de maçãs, em comparação a 23% na data correspondente do ano passado e na média.



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