sexta-feira, agosto 7, 2026

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Entidades debatem perspectivas e potencial do uso de bioinsumos no setor agropecuário do Rio Grande do Sul


Um painel sobre as perspectivas e o potencial do uso de bioinsumos no Rio Grande do Sul reuniu representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII). O evento ocorreu nesta segunda-feira (26/8), no Estande do governo do Estado na 47ª Expointer e abordou o uso dessa tecnologia como meio de aumentar a eficiência e a resiliência do sistema de produção agropecuário. 

Considera-se bioinsumo qualquer produto, processo ou tecnologia de origem biológica, como animal, vegetal ou microbiana, para uso na produção, no armazenamento ou no beneficiamento em sistemas agropecuários, aquáticos e florestais. Esse material é utilizado na agricultura para promover o crescimento das vegetações, aprimorar a saúde do solo e controlar pragas e doenças de modo mais sustentável. 

Um dos bioinsumos disponíveis no mercado é o inoculante biológico. Um exemplo de sucesso na utilização dessa tecnologia na agroindústria é a cultura da soja no Brasil, para a qual foi desenvolvida uma técnica para fixar o nitrogênio do ar nas raízes das plantas por meio de bactérias, conforme explicou o palestrante Luciano Kayser, pesquisador do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi. 

A inoculação representa um dos pilares de sustentabilidade da produção de soja no país e resulta em benefícios para o produtor, por se tratar de uma prática com um investimento menor, e na minimização de problemas ambientais. 

Durante sua fala, Kayser apresentou um panorama do uso de bioinsumos no Estado e dos desafios enfrentados para disseminar informações sobre a temática no setor agropecuário. “Mais do que trazer novos conhecimentos, o importante é utilizar informações que já temos, que estão consolidadas, porque há muitas práticas corretas que foram abandonadas por produtores”, afirmou o pesquisador. 

Depois da abordagem do cenário do RS, o diretor-executivo da ANPII, Solon Cordeiro de Araújo, explicou como o uso dessa tecnologia cresceu no Brasil. De acordo com Araújo, o país produz em torno de 200 milhões de doses de inoculantes. Na soja, 86% dos agricultores utilizam esse tipo de bioinsumo anualmente.  

Em comparação com o panorama nacional, o Rio Grande do Sul ainda investe pouco no uso dessa tecnologia, chegando a uma marca de cerca de 60%. “É fundamental que a gente comece a mudar essa história de que o gaúcho não usa inoculante. Há um aumento de produtividade com baixíssimo investimento. Tem um arsenal enorme de produtos biológicos para uma grande parte dos problemas que nós temos na agricultura. Precisamos compilar os dados da pesquisa mostrando as vantagens da inoculação e transformar essas informações em uma linguagem de comunicação, para difundir o conhecimento a um público maior”, disse Araújo. 

Ao fim do encontro, mediado pelo pesquisador do DDPA da Seapi, Jackson Brilhante, houve um compartilhamento de experiências entre os palestrantes e o público. 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Dólar tem forte queda e volta para abaixo dos R$5,50 após fala de Powell


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SÃO PAULO (Reuters) – Depois de disparar na véspera quase 2% no Brasil, o dólar despencou outros 2% nesta sexta-feira, para abaixo dos 5,50 reais, acompanhando a queda generalizada da moeda norte-americana no exterior, após o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, defender o início dos cortes de juros nos EUA.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,97%, cotado a 5,4795 reais. Na semana, porém, a divisa ainda acumulou alta de 0,22%.

Às 17h23, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 2,14%, a 5,4875 reais na venda.

Bastante aguardada pelos mercados globais, a participação de Powell no simpósio de Jackson Hole reforçou as apostas de que o Federal Reserve de fato começará a cortar juros em setembro.

Powell defendeu pela manhã que “chegou a hora” de o Fed cortar sua taxa de juros, uma vez que os riscos crescentes para o mercado de trabalho não deixam espaço para mais fraqueza e a inflação está a caminho de alcançar a meta de 2%. Na prática, foi um apoio explícito ao afrouxamento da política monetária.

“Os riscos de alta para a inflação diminuíram. E os riscos de queda para o emprego aumentaram”, disse Powell. “Chegou a hora de ajustar a política. A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos.”

Em reação à fala de Powell, investidores foram em busca de ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes, o que se traduziu na queda global do dólar.

No Brasil, após marcar a cotação máxima de 5,5843 reais (-0,10%) às 9h, na abertura da sessão, o dólar à vista atingiu a mínima de 5,4745 reais (-2,06%) às 16h24.

“As questões locais do Brasil foram praticamente deixadas de lado hoje em função das declarações de Powell, dizendo que chegou a hora de mexer nos juros”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Isso tirou um peso do mercado e os investidores foram em busca de ativos de risco.”

Uma taxa de juros mais baixa nos EUA favorece o diferencial de juros para o Brasil, que se torna mais atrativo aos investimentos internacionais.

Além de Powell, o movimento do câmbio no Brasil foi resultado de certa recomposição de posições, conforme Rugik, após a disparada do dólar na véspera.

Internamente, a principal questão ainda é se o Banco Central elevará ou não a taxa básica Selic em setembro, como vem sendo precificado pelo mercado. A probabilidade de alta de 25 pontos-base da Selic em setembro está em 90%, conforme precificação da curva a termo brasileira. Há outros 10% de probabilidade de manutenção da taxa em 10,50% ao ano.

“Se ele (BC) não subir juros na próxima reunião, o real deve se desvalorizar mais e o juro longo deve subir”, pontuou Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes. “Se o BC não subir juros, o mercado sobe por conta própria”, acrescentou, em referência aos possíveis efeitos na curva.

Às 17h21, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,78%, a 100,670.

Pela manhã o Banco Central vendeu todos os 12.000 contratos de swap cambial tradicional em leilão para fins de rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2024.

(Por Fabrício de Castro)





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Safra de grãos de São Paulo deve ser 22% menor, aponta Faesp


As estimativas para a produção paulista de grãos na safra 2023/24 mostram novo recuo, de acordo com o Acompanhamento da Safra de Grãos, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp.

A produção, anteriormente estimada em 8,99 milhões de toneladas, agora é avaliada em 8,92 milhões de toneladas. Com esse ajuste, a safra prevista se consolida 22,2% ou 2,54 milhões de toneladas menor em comparação a anterior.

Culturas mais afetadas

De modo geral, todas as lavouras de grãos no estado de São Paulo sofreram quebra de produção neste ciclo, exceto arroz, feijão 1ª safra, sorgo e triticale.

O destaque negativo é a soja, com queda expressiva na produção. A previsão atual é de que sejam colhidas 3,65 milhões de toneladas da oleaginosa, uma quebra de 25,6% em comparação com a safra anterior.

Embora a área plantada com grãos no estado tenha se mantido em relação à safra passada, em 2,63 milhões de hectares, os problemas climáticos afetaram severamente o rendimento das lavouras.

Enquanto na campanha anterior a produtividade média atingiu 4.381 kg/ha, na atual estão previstos 3.396 kg/ha, o que representam uma perda de 22,5%.

O levantamento da Faesp ainda aponta que o algodão foi severamente afetado pelas temperaturas elevadas, pela escassez de chuvas e, também, pela pressão de pragas, tendo
resultado em uma colheita 28,3% inferior à de 2022/23.

A produção de amendoim também sofreu forte queda, sendo 24,9% menor que a do ciclo anterior.

Produção nacional de grãos

Close em mãos segurando um punhado de soja
Foto: Roberto Kazuhiko Zito/Embrapa Soja

Em nível nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu para 298,6 milhões de toneladas a estimativa da produção brasileira.

Trata-se da segunda maior safra do país, embora o novo volume previsto represente uma queda de 6,6% ou 21,2 milhões de toneladas em relação à temporada anterior.



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Veículos do Exército utilizados nas enchentes estão em exposição na Expointer



A ExpoEx 2024, parte da 47ª Expointer em Esteio (RS), está atraindo grande atenção dos visitantes com sua exibição de veículos utilizados em operações de resgate e táticas militares. Localizada ao lado do parque de diversões no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, a mostra apresenta uma impressionante coleção de equipamentos bélicos, incluindo veículos que participaram da Operação Taquari 2 durante as enchentes de maio no Rio Grande do Sul.

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Entre os destaques da exposição estão carros de combate, veículos anfíbios e drones, todos utilizados para operações de engenharia e salvamento. A exposição também apresenta uma ponte de metal, conhecida como passadeira, utilizada em Candelária (RS) durante as enchentes, além de veículos de grande porte que se transformam em balsas. Os visitantes, como a família Ramos de Eldorado do Sul, aproveitaram para tirar fotos com os tanques e expressaram seu apreço pelo apoio militar em momentos de crise.

Além dos veículos, a ExpoEx oferece uma variedade de atividades interativas para o público, incluindo passeios a cavalo, em botes infláveis, pistas de cordas e muros de escalada. Na barraca de logística militar, os visitantes podem conhecer tecnologias de comunicação, aprender sobre nós e amarrações utilizados em salvamento, e experimentar rações operacionais utilizadas em campanhas militares. Em outras áreas, há demonstrações de sistemas de filtragem de água, montagem de motocicletas antigas e cenários de perícia criminal.

Os carros de transporte e de combate, como o Leopard1, são um dos pontos altos da mostra. Segundo o soldado Farias, do 4º Regimento de Carros de Combate, o Leopard1 é “a linha de frente” em situações de confronto. Outro equipamento que chamou a atenção foi o sistema de mísseis teleguiados, como o RBS 70, que fascinou jovens visitantes como Rafael Oltemare, de 14 anos, interessado em tecnologia militar.

A ExpoEx 2024 está aberta ao público até o próximo domingo, 1º de setembro. Nos dias finais, os visitantes também poderão assistir a apresentações de ordem unida sem comando, demonstrações da banda de música do Exército e performances dos cães de guerra, proporcionando uma experiência educativa e interativa que destaca o papel do Exército Brasileiro na defesa e resgate, além de suas tecnologias e operações militares.



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Bicudo causa grande prejuízo na cana-de-açúcar


“Os danos são tão severos que reduzem o número de canas por metro, sem recuperação”



O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil
O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil – Foto: Canva

O bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis) é a principal praga do setor canavieiro devido à sua difícil gestão, causando perdas de 1,6 toneladas de produtividade para cada 1% de toco atacado. Cerca de 40% dos canaviais brasileiros, ou 3,5 milhões de hectares, são tratados anualmente para controle dessa praga. 

Segundo Maurício Oliveira, gerente de marketing regional da FMC, a praga reduz significativamente a produção, especialmente em São Paulo, onde há uma perda estimada de 10 toneladas por hectare ao ano. A larva do bicudo, que vive nos rizomas da cana, é a principal responsável pelos danos, matando os perfilhos e reduzindo a produtividade.

“Os danos são tão severos que reduzem o número de canas por metro e não há recuperação. Alguns canaviais são reformados no terceiro corte, sendo que a média de cortes pode chegar a 6 cortes. No estado de São Paulo, por exemplo, estima-se que cerca de 10 toneladas por hectare são perdidas, todos os anos. Isso torna cada vez mais importante que o manejo seja adotado em todas as fases da praga e, também, desde a fase de plantio da cana-de-açúcar”, explica Maurício Oliveira, gerente de marketing regional da FMC.

O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil, espalhando-se principalmente pelo transporte de mudas e cana para a indústria. Em áreas com alta infestação, a praga é geralmente detectada quando o nível já é elevado. Para minimizar essa infestação e garantir alta produtividade, é essencial adotar práticas e tecnologias desde a formação do viveiro. A FMC oferece soluções como o inseticida Premio® Star, que possui ação multipragas e dupla ação, controlando o Sphenophorus, a broca-da-cana e a broca-dos-rizomas, garantindo melhor proteção e um período prolongado de controle no canavial.
 





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Produção de soja no Brasil em 2024/25 deve crescer 12%, calcula Datagro



O Brasil está a caminho de colher uma safra recorde de soja em 2024/25, com a produção projetada em 167,09 milhões de toneladas, segundo estimativas divulgadas nesta terça-feira (27) pela Datagro, em evento realizado em Cuiabá, Mato Grosso.

Esse volume representa um crescimento de 11,8% em relação à safra anterior, impulsionado principalmente por um aumento de 9,6% na produtividade, que deve atingir 3.554 kg por hectare (59,2 sacas).

Além disso, a área plantada está prevista em expansão de 1,8%, totalizando 47 milhões de hectares. “É o 18º ano consecutivo de crescimento da área, o que mostra a importância da cultura”, disse o economista e líder de conteúdo da consultoria, Flávio França Júnior.

Segundo França Júnior, o cenário da próxima safra será mais animador no aspecto climático. “Tudo aponta para um La Niña de intensidade moderada ou fraca, muito diferente do El Niño que prejudicou as lavouras na safra passada”, afirmou.

Preços da soja lá embaixo

No entanto, pelo lado econômico, as previsões não são tão otimistas, de acordo com o analista. “O mercado passa agora por um processo de acomodação, com estoques globais mais elevados e uma safra recorde nos Estados Unidos.”

França Júnior destacou que o mercado de commodities teve um boom de preços entre 2020 e 2022, impulsionado por uma “tempestade perfeita” de problemas climáticos e geopolíticos. Contudo, com a normalização da oferta e o aumento da produção em várias regiões do mundo, os preços começaram a recuar.

Para a safra 2024/25 de soja, a previsão é de preços estabilizados, com leve queda nos custos de produção, entre 5% e 10%, o que pode garantir uma renda maior para os produtores que conseguirem otimizar a produtividade.

“O mercado de futuros em Chicago deve continuar pressionado por causa do quadro superavitário global, o que pode limitar altas nos preços”, informou.



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Medidas de apoio ao produtor fortalecem a cadeia láctea de Goiás


Apenas no primeiro trimestre de 2024, a cadeia láctea de Goiás registrou a produção de 558,6 milhões de litros de leite industrializado, ocupando a quinta posição no ranking nacional. O setor, porém, enfrentou muitos desafios nos últimos anos, como a queda de preços, elevação de custos de produção e concorrência de produtos importados.

Essa situação levou o Governo de Goiás a adotar uma série de medidas de apoio ao segmento. Em março deste ano, por exemplo, o governador Ronaldo Caiado anunciou a retirada de benefícios fiscais de laticínios que importam leite e derivados de outros países, por meio de alteração em lei e publicação de decretos.

Também lutou pela criação de uma linha de crédito específica para a bovinocultura leiteira no âmbito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Em vigor desde janeiro deste ano, o FCO Leite oferece menores taxas de juros e carência mais longa para pagamento.

Já no mês de maio, o Goiás Social, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), promoveu a doação de milho a produtores de leite do estado, aliviando os custos com insumos.

PAA Leite

Na esfera da comercialização do leite, o Goiás Social lançou também uma edição do Programa de Aquisição de Alimentos específica para a cadeia láctea: o PAA Leite.

“Com o Agro é Social, o Goiás Social se faz presente na vida dos pequenos produtores da agricultura familiar de Goiás, e com a cadeia produtiva do leite não é diferente. Com esses incentivos, nós garantimos geração de renda para essas famílias ao mesmo tempo que melhoramos a qualidade da produção e fortalecemos a economia do nosso Estado”, afirma a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado.

Por meio do PAA Leite, cujo edital foi publicado no final de julho, o Estado irá adquirir o produto de organizações associativas e cooperativas de agricultores familiares. Conforme destaca o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, essas pessoas são as mais impactadas pelas oscilações do segmento.

“Aproximadamente 52% de todo o leite que é produzido em Goiás vem de propriedades rurais da agricultura familiar. É um perfil de produtores que precisa cada vez mais de políticas públicas eficientes”, pontua.

Conciliação

Outra medida importante, levando em consideração a necessidade de apoiar o produtor na precificação do leite, foi a instituição do Índice de Preços de Derivados Lácteos. O indicador se tornou uma referência para a definição do preço pago pelo leite ao produtor rural no mês seguinte à comercialização.

“Esse índice demonstra a variação dos preços da cesta de derivados lácteos, reduzindo a imprevisibilidade e possibilitando que os valores pagos aos produtores sejam mais justos”, explica o secretário Pedro Leonardo.

A metodologia do índice foi estabelecida pela Câmara Técnica de Conciliação da Cadeia Láctea, um ambiente de negociação que tem como objetivo o aumento da transparência e a redução de conflitos na cadeia láctea de Goiás.





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Chicago realiza lucros após subir por três sessões. Safra deve seguir cheia nos EUA



Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado realiza lucros, após subir por três sessões seguidas. O sentimento é que, mesmo com a previsão de tempo quente para a região produtora dos Estados Unidos nos próximos dias, o reflexo no rendimento será mínimo, conforme trader consultado pela Dow Jones.

Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 9,79 por bushel, baixa de 7,50 centavos de dólar por bushel ou 0,76% em relação ao fechamento anterior.

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Ontem, o mercado reagiu positivamente aos mais recentes boletins meteorológicos, que apontam temperaturas elevadas para as regiões produtoras dos Estados Unidos nos próximos dias.

O relatório de ontem do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou piora nas condições das lavouras americanas. Segundo o USDA, até 25 de agosto, 67% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 67%), 24% em situação regular 9% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 68%, 24% e 8%, respectivamente.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 5,75 centavos de dólar, ou 0,58%, a US$ 9,86 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,03 1/2 por bushel, com ganho de 5,25 centavos ou 0,52%.



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Busca por selo de saúde animal aumenta


Lançada pela MSD Saúde Animal no final de 2022, a Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar tem visto um aumento de 220% na demanda em menos de dois anos. Atualmente, 11 propriedades possuem a certificação e 15 estão em processo de obtenção. Auditada pela QIMA/WQS, a certificação garante práticas modernas e sustentáveis, atendendo às exigências do mercado internacional. Para a Schoeler Agro, um dos maiores produtores independentes de suínos no Brasil, o selo destaca seu compromisso com o bem-estar animal, o meio ambiente e a qualidade de vida.

“Foram 10 meses de adequações, em especial na parte documental e treinamentos. O processo de conquista já foi enriquecedor, com conhecimento profundo de normativas e procedimentos. Com os processos bem desenhados e claros, honramos, inclusive, o trabalho das equipes da granja”, diz Lilian Schoeler, diretora administrativa da Schoeler Agro.

Paulo Giehl, gerente comercial da Schoeler Agro, complementa que o selo trouxe benefícios e boas expectativas: “Esperamos novos clientes em potencial, como redes de supermercados e frigoríficos que exportam. Trabalhamos para sermos reconhecidos como uma empresa que cuida de seus animais e prioriza a qualidade, e isso já está acontecendo, especialmente com o reforço do selo. Já notamos diferença na percepção dos clientes, que reconhecem e elogiam a certificação e, da nossa parte, recebem animais com mais qualidade. Além disso, esperamos uma valorização no preço no decorrer do tempo, pois o selo poderá facilitar a negociação”.

Erivelton Schinermann, gerente de produção, destaca a importância da certificação para motivar as equipes e formalizar práticas que antes eram informais. Com o selo, os protocolos foram institucionalizados e a transparência aumentou. Ele observa que a certificação resultou em animais mais calmos e com menor mortalidade, melhorando a saúde, reduzindo perdas ao parto, e aprimorando a formação mamária e a produção de leite.
 





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Preços do boi gordo seguem em alta; veja cotações do dia


O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência ainda é de continuidade deste movimento.

Isso por conta da posição média das escalas de abate, com dificuldades na aquisição de boiadas em um ambiente ainda pautado por oferta restrita.

Goiás e Rondônia tiveram altas mais destacadas no decorrer do dia. “Indústrias que firmaram contratos a termo estão com escalas de abate mais confortáveis e participando de forma menos ativa do mercado”, assinalou Iglesias.

Preço da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 242,50

Preço no atacado

carne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista voltou a apresentar alta dos preços nesta terça-feira. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por maior propensão a reajustes durante a primeira quinzena de setembro, período pautado por maior apelo ao consumo.

As exportações ainda apresentam forte ritmo, com expectativa de estabelecer um novo recorde na atual temporada. “O Brasil é disparadamente a melhor alternativa para fornecimento global de carne bovina”, considera Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,00 por quilo, alta de R$ 0,50. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 13,50 por quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 13,50, por quilo.



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