sexta-feira, agosto 7, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Lei do Tabaco Gaúcho Aprovada pelo TJRS: Entenda


O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto



O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto
O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto – Foto: Pixabay

A Lei Estadual nº 15.958/2023, que determina a classificação do tabaco nas propriedades dos fumicultores gaúchos, foi considerada constitucional pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). A decisão, tomada por maioria em sessão telepresencial na tarde de segunda-feira (26/8), também revogou a liminar que havia suspenso a lei no final do ano passado.

O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) havia sido proposta pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SINDITABACO), que argumentava que a lei violava o princípio da separação dos poderes e usurpava a competência da União para legislar sobre Direito Civil. Além disso, o sindicato alegava que a norma interferia na atividade empresarial do setor, comprometendo a liberdade econômica e a livre concorrência. O Rio Grande do Sul conta com cerca de 70 mil unidades produtoras de tabaco.

Em 16 de novembro de 2023, o Desembargador Carlos Eduardo Richiniti havia concedido uma medida cautelar, suspendendo a lei até que o Órgão Especial a analisasse. Na decisão final, o Desembargador Niwton Carpes da Silva votou pela improcedência da ação, destacando que a lei apenas altera o local da classificação das folhas de tabaco, que passará a ocorrer na propriedade do produtor, ao invés das sedes das empresas. Para ele, a norma é complementar às disposições federais e não agride a Constituição. Já o Desembargador Ney Wiedemann Neto, relator da ADI, considerou que a lei invade competências da União e viola princípios constitucionais.
 





Source link

News

Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa



A Arrozeira Pelotas lançou o primeiro lote de arroz rastreado do Brasil, utilizando o Sistema Brasileiro de Agrorrastreabilidade (Sibraar), uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa que utiliza blockchain para garantir a integridade e auditabilidade dos dados. O arroz da marca Brilhante, rastreado com essa tecnologia, chegou inicialmente aos mercados do Distrito Federal no final de agosto e, em seguida, será distribuído para outros estados, como Rio Grande do Sul, Acre, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Pará.

O Sibraar permite que o consumidor acesse informações detalhadas sobre a origem da matéria-prima e o processo pelo qual o produto passa, desde o cultivo até o momento em que chega ao supermercado. Essas informações estão disponíveis por meio de um QR Code impresso nas embalagens, que, ao ser escaneado, direciona para uma página de rastro com dados sobre o produtor, localização, cultivares utilizadas, e detalhes do processo de industrialização, entre outros.

Iniciativa visa atender legislação e demandas dos consumidores

A iniciativa responde às demandas previstas na Lei do Autocontrole, que estabelece a necessidade de monitoramento e registro auditável das informações ligadas aos processos produtivos, visando garantir a qualidade, segurança e conformidade legal dos produtos agropecuários. Nathalia Xavier, supervisora de qualidade na Arrozeira Pelotas, destaca que o projeto teve apoio integral da diretoria e gerência da empresa, alinhando-se às regulamentações vigentes e adotando mecanismos de autocontrole e certificações.

“Nosso objetivo é disponibilizar aos consumidores informações relevantes sobre o produto, demonstrando transparência no controle do nosso processo de produção”, explica Nathalia Xavier.

Transparência e valorização da cadeia produtiva

A rastreabilidade via blockchain, oferecida pelo Sibraar, não apenas garante a integridade dos dados, mas também agrega valor aos produtos, criando um diferencial competitivo para a indústria. Alexandre de Castro, pesquisador responsável pela tecnologia, ressalta a importância de fomentar uma cultura de rastreabilidade no Brasil, similar ao que ocorre na Europa, onde consumidores exigem informações detalhadas sobre a origem dos produtos que compram.

“O consumidor cada vez mais consciente começa a exigir que as indústrias e redes de varejo disponibilizem ferramentas de rastreabilidade para auxiliar na escolha no momento da compra”, comenta Anderson Alves, supervisor da área de negócios da Embrapa Agricultura Digital.

Parcerias estratégicas para expandir a rastreabilidade

A Embrapa tem firmado parcerias estratégicas com diversas associações de produtores, como a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), para expandir o uso da rastreabilidade em diferentes cadeias produtivas. A diretora-executiva da Abiarroz, Andressa Silva, destaca que o Sibraar incorpora o programa de autocontrole existente na indústria e promove a rastreabilidade do produtor ao consumidor, numa cadeia protegida por blockchain.

Além de garantir a conformidade com as regulações de qualidade e segurança, a rastreabilidade também melhora a gestão da cadeia de suprimentos, protege contra fraudes, aumenta a confiança do consumidor e valoriza os produtos que adotam essas práticas sustentáveis.

O lançamento oficial da tecnologia de rastreabilidade do arroz foi realizado durante a 47ª Expointer, em Esteio, Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (29), no espaço da Embrapa junto ao estande do governo federal.



Source link

News

Ciência mapeia regiões com risco de desenvolvimento de novas pragas agrícolas



Uma pesquisa recente realizada pela Embrapa identificou as regiões e polos produtores brasileiros mais propensos ao desenvolvimento de três insetos-praga quarentenários ausentes: a Anastrepha curvicauda, a Bactrocera dorsalis e a Lobesia botrana. Essas pragas, que ainda não chegaram ao Brasil, são conhecidas por causar grandes prejuízos à fruticultura em outros países. Se forem introduzidas, elas poderiam se tornar uma preocupação constante para os agricultores, atacando diversas culturas e impactando o comércio internacional.

O estudo mapeou as regiões e épocas do ano em que essas pragas encontrariam condições climáticas favoráveis e hospedeiros adequados no Brasil. Além disso, a pesquisa também identificou potenciais inseticidas e agentes de controle biológico que poderiam ser utilizados caso essas pragas sejam detectadas no país.

Pragas e os riscos identificados

A Bactrocera dorsalis, conhecida como mosca-das-frutas-oriental, poderia se desenvolver no Brasil entre julho e outubro, afetando culturas como abacate, banana, cacau, e café. A Embrapa identificou regiões nas áreas Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste como propícias ao desenvolvimento dessa praga. Em algumas áreas do Nordeste, o risco é contínuo ao longo do ano.

A Anastrepha curvicauda, mosca-das-frutas-do-mamão, preocupa especialmente devido à importância do mamão e da manga para a exportação brasileira. O zoneamento identificou 721 municípios vulneráveis em todas as regiões, com destaque para estados produtores dessas frutas.

Já a Lobesia botrana, conhecida como traça europeia dos cachos da videira, representa uma ameaça à viticultura e outras culturas frutíferas no Brasil. A praga tem condições favoráveis para se desenvolver durante todos os meses do ano nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste e em diversos meses no Nordeste e Sul.

Estratégias de controle e preparação antecipada

De acordo com o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial (SP), a equipe utilizou métodos avançados de zoneamento climático e algoritmos para identificar as regiões de risco no Brasil. Esses métodos consideram dados históricos de clima e a presença de plantas hospedeiras para mapear áreas de risco. Quando dados laboratoriais específicos não estão disponíveis, são utilizados algoritmos para comparar dados ambientais de regiões afetadas no exterior com condições semelhantes no Brasil.

Em se tratando de pragas quarentenárias ausentes, ainda não existem produtos registrados no Brasil para seu controle. A Embrapa realizou um levantamento internacional de agrotóxicos e agentes de controle biológico já utilizados contra essas pragas em outros países. Foram avaliados 41 princípios ativos para a Lobesia botrana, 8 para a Anastrepha curvicauda e 23 para a Bactrocera dorsalis.

Cooperação e sustentabilidade no combate às pragas

Os resultados da pesquisa foram compilados em relatórios para a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esses relatórios irão subsidiar políticas públicas e regulamentações para o controle fitossanitário dessas pragas. Segundo José Victor Alves Costa, coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, a identificação de agrotóxicos e agentes de controle biológico é crucial para medidas emergenciais em caso de ingresso dessas pragas no território nacional.

A pesquisa contou com a colaboração de diversas unidades da Embrapa, incluindo Meio Ambiente, Amapá, Semiárido e Territorial, além de fiscais federais do Mapa. A antecipação e preparação para o possível surgimento dessas pragas demonstram o compromisso da Embrapa e do governo brasileiro com a sustentabilidade e a proteção da agropecuária nacional.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Abiec reforça potencial da carne bovina brasileira no México


México é um dos mais recentes mercados abertos à carne bovina


Foto: Pixabay

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) participou nesta quinta-feira (29) de um evento na Embaixada do Brasil no México, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que integrou a missão oficial ao país, promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O México é um dos mais recentes mercados abertos à carne bovina brasileira, e desde então, as exportações crescem. No encontro com as autoridades governamentais e diplomáticas mexicanas, a Associação mostrou a evolução dos embarques, e ressaltou o potencial de incremento e consolidação deste mercado.  Dentre as autoridades do Mapa presentes ao evento, estavam Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais, e Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária. Na agenda da missão estão incluídas reuniões e rodadas de negócios.

Em um comparativo entre os períodos de janeiro a julho de 2023 e 2024, o volume exportado passou de 288 toneladas, em 2023, para 23.108 toneladas, em 2024. De acordo com a diretora de Relações Internacionais da Abiec, Lhais Sparvoli, este salto significativo pode ser atribuído a vários fatores, incluindo a alta demanda do mercado mexicano por carne de qualidade. “Mas é sobretudo o reconhecimento da excelência da carne bovina brasileira em termos de segurança e padrões sanitários, e os esforços conjuntos de ambos os governos e setores privados para facilitar o comércio, com destaque para a pareceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, com o projeto Brazilian Beef”, explica Lhais.

Ainda de acordo com a diretora, as importações de carne bovina do Brasil pelo México permitem que aquele país otimize o seu próprio mix de produtos exportados. “Eles suprem a demanda interna por um determinado tipo de carne com as importações e ganham escala para exportar outros cortes, conforme a estratégia no momento”, argumenta. “Eventos como esse ajudam a estreitar as relações bilaterais e fazem parte de uma agenda estratégica constante”, finaliza.





Source link

News

Expectativa de safra recorde de soja nos EUA pressionou mercado em agosto


Os preços da soja tiveram comportamento misto em agosto, mês marcado por negócios em ritmo lento. Os agentes aproveitaram repiques pontuais para comercializar, diante de um quadro que se configura negativo para as cotações.

No balanço do período, tanto câmbio como os contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) recuaram.

Variação da soja disponível no mês

  • Passo Fundo (RS): começou agosto em R$ 132 e fechou em R$ 130
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 129 para R$ 133
  • Rondonópolis (MT): avançou de R$ 123 para R$ 131
  • Porto de Paranaguá: abriu e fechou o mês a R$ 138

Bolsa de Chicago

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro apresentaram retração de 2,12% no mês, cotados na manhã da sexta (30), a US$ 10,00. No entanto, em boa parte do mês, a posição mais negociada ficou abaixo desse patamar.

A pressão sobre Chicago está sendo exercida pelo bom desenvolvimento das lavouras estadunidenses. O clima beneficiou a soja na atual temporada e, com a colheita próxima a ter início, as expectativas são positivas sobre o tamanho da safra, que deve ser a maior da história.

A produção norte-americana deverá totalizar 4,74 bilhões de bushels (aproximadamente 129 milhões de toneladas) em 2024, com produtividade média de 54,9 bushels por acre. A previsão foi divulgada pela Pro Farmer, após a realização da sua tradicional Crop Tour, entre 19 e 23 de agosto.

Projeção acima do USDA

A estimativa de produção indicada ficou acima do projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu mais recente relatório, de 4,589 bilhões de bushels. O USDA trabalha com rendimento de 53,2 bushels por acre.

O dólar também cedeu no balanço do mês na comparação com o real, mas segue em níveis elevados. Na manhã do dia 30, a moeda era cotada a R$ 5,62, com uma queda de 0,56% no mês.

Mas, durante o período, a moeda oscilou bastante, com picos acima de R$ 5,80, que favoreceu negócios pontuais e conteve a queda nos preços da soja no mercado físico.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Açúcar sobe para a máxima de 6 semanas


Alta no açúcar na maioria dos lotes das bolsas internacionais


Foto: Pixabay

A quinta-feira (29) foi de alta no açúcar na maioria dos lotes das bolsas internacionais, com o mercado impulsionado pela menor produção da commodity no Brasil e pela iniciativa do governo indiano de permitir, à partir de 1º de novembro, que as usinas produzam etanol diretamente do caldo ou xarope, o que deve estimular a produção do biocombustível naquele país, que tem a meta de aumentar a mistura de etanol na gasolina já no próximo ano.
 
Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto, tela outubro/24, foi contratado a 19,89 centavos de dólar por libra-peso, alta de 35 pontos, ou 1,8%, no comparativo com os preços da véspera. Durante a sessão o contrato chegou a bater a máxima de seis semanas, chegando a 19,98 cts/lb. A tela março/25 subiu 27 pontos, contratada a 20,11 cts/lb. Os demais lotes oscilaram entre baixa de 15 pontos e alta de 19 pontos.
 
Segundo a Reuters, a associação de usinas Unica informou na quarta-feira que a produção de açúcar no centro-sul do Brasil totalizou 3,11 milhões de toneladas métricas na primeira metade de agosto, uma queda de 10,2% em relação ao ano anterior e abaixo das expectativas do mercado.
 
“Os incêndios nos canaviais brasileiros aumentaram os problemas na safra do maior produtor mundial, segundo especialistas. A Unica disse que as perdas potenciais aparecerão no próximo relatório”, destacou a Agência UDOP de Notícias.
 
Londres
 
Na ICE Futures Europe, de Londres, a quinta-feira foi de alta em todos os lotes do açúcar branco. O contrato outubro/24 foi comercializado a US$ 557,20 a tonelada, valorização de 12,50 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela dezembro/24 subiu 8,30 dólares, contratada a US$ 539,10 a tonelada. Os demais contratos subiram entre 90 cents e 7,30 dólares.
 
Mercado doméstico
 
No mercado interno a quinta-feira foi de baixa nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 129,43, contra R$ 130,73 de quarta-feira, desvalorização de 0,99% no comparativo.
 
Etanol hidratado
 
Já o etanol hidratado voltou a cair pelo Indicador Diário Paulínia ontem. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.692,00 o m³, contra R$ 2.695,50 o m³ praticado na quarta-feira, queda de 0,13% no comparativo entre os dias.





Source link

News

Sistemas integrados cana-grãos potencializam a pegada de carbono favorável dos grãos



Na última terça-feira (27), ocorreu a 5ª Reunião do Grupo Fitotécnico IAC, no auditório principal do Centro de Cana IAC em Ribeirão Preto-SP. O evento contou com a participação de especialistas e representantes do setor sucroenergético, que discutiram temas relacionados à sustentabilidade e inovação na agricultura.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Marcos Landell, coordenador do Grupo Fitotécnico IAC, abriu o evento, destacando a importância dos sistemas integrados de produção, que combinam o cultivo de cana-de-açúcar com grãos, como soja e amendoim, para potencializar uma pegada de carbono mais favorável dos grãos.

Vantagens ambientais e econômicas da integração cana-grãos

Nilza Patrícia Ramos, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, apresentou uma palestra sobre a contabilidade de carbono em sistemas de cana-de-açúcar integrados com grãos. Segundo Ramos, a integração de culturas ocorre principalmente durante a reforma do canavial, período em que o solo fica livre para o cultivo de outras plantas. Ela explicou que essa prática não só proporciona uma receita adicional para os produtores, reduzindo os custos da implantação da cana, mas também permite o compartilhamento das emissões de gases de efeito estufa provenientes das operações de preparo da área.

Há também o potencial de entrada de carbono no solo pela permanência dos restos culturais dos grãos, dependendo da espécie plantada. A soja e o amendoim são duas dessas espécies“, destacou Ramos. A integração, portanto, não só melhora o uso da terra, mas também combate as mudanças climáticas ao promover um ciclo de carbono mais sustentável.

Outros temas discutidos no evento

O evento também incluiu palestras sobre os benefícios da inclusão do amendoim na reforma da cana-de-açúcar, com José Rossato, presidente da Câmara Setorial do Amendoim, e sobre soluções para o período vegetativo da cana, apresentadas por Aimêe Seleghim, especialista em cana-de-açúcar da Stoller, que falou sobre o Programa Promova ND.

Representantes de várias usinas, incluindo Usinas Santa Adélia, Nardini Agroindustrial, MGC Agroindustrial, Usina Cerradão, Grupo Alta Mogiana, e do sindicato rural de Jaboticabal, compartilharam suas experiências com a reforma de grãos, enfatizando as práticas bem-sucedidas e os desafios enfrentados.

Campanha beneficente e participação

Além das discussões técnicas, o evento também teve um caráter solidário. O coordenador do Grupo Fitotécnico IAC solicitou a doação de 1 kg de alimento não perecível como parte de uma campanha beneficente. As doações serão enviadas para instituições de caridade, fortalecendo o compromisso do setor agrícola com a responsabilidade social.

As inscrições para o evento foram realizadas pelo site oficial do Grupo Fitotécnico de Cana, e os organizadores esperam que as práticas discutidas contribuam para um setor mais sustentável e eficiente.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Abertura oficial da 47ª Expointer exalta resiliência do povo gaúcho


A abertura oficial da 47ª Expointer, realizada na manhã desta sexta-feira (30), destacou a força da agricultura e da pecuária do Rio Grande do Sul, presenteando os visitantes com os principais destaques e campeões deste ano no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A cerimônia, que teve a apresentação da banda da Brigada Militar e de músicos gaúchos, contou com os tradicionais desfiles dos campeões e uma programação dedicada a exaltar a resiliência do povo gaúcho após as enchentes.

Nomeada como a Expointer da Retomada e da Recuperação, a feira simbolizou o espírito de superação do Estado, demonstrando que o setor tem se reerguido após as inundações de abril e maio. A cerimônia foi aberta com a execução do Hino Nacional pela banda da Brigada Militar.

Em reconhecimento aos que trabalharam nos momentos críticos da enchente, membros da Defesa Civil e da Brigada Militar, agentes de saúde e da assistência social e voluntários das forças de segurança e da sociedade civil, que atuaram nas ações de salvamento, desfilaram pela Pista Central do parque. O desfile foi aberto pelo cavalo Caramelo, cujo resgate durante a calamidade causou grande comoção.

As apresentações musicais começaram com Wilson Paim interpretando “Ainda existe um lugar”, canção de sua autoria que celebra a cultura do Estado e a união do povo. Juliana Spavanello executou a icônica “Céu, sol, sul, terra e cor”, do compositor gaúcho Leonardo, acompanhada por uma apresentação de dança dos Centros de Tradição Gaúcha (CTGs) Rancho da Saudade, de Cachoeirinha, Gildo de Freitas, de Porto Alegre, e Sociedade Gaúcha Lomba Grande, de Novo Hamburgo. Daniel Torres encerrou as apresentações musicais com “Hino ao Rio Grande”, de Cristiano Quevedo, que exalta as características naturais e culturais da região.

O tradicional desfile de cavalos da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) apresentou, além das bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Sul e da própria ABCCC, uma do Estado com marcas de lama representando a enchente. A associação também realizou uma breve apresentação com cavaleiros-mirins.

O momento mais aguardado da cerimônia foi o desfile dos grandes campeões da Expointer, apresentado pelo diretor administrativo do Parque Assis Brasil, Éder de Azevedo. Criadores de diversas raças exibiram os animais premiados. Além disso, a Pista Central recebeu novamente os campeões do Pavilhão da Agricultura Familiar.

Em seu discurso, o governador Eduardo Leite destacou a resiliência do povo, enfatizando o papel do produtor na retomada da economia do Rio Grande do Sul. “O gaúcho mostra que supera dificuldades e se supera, enfrentando as limitações, empreendendo e comparecendo para fazer uma belíssima Expointer, que sem dúvida é uma alavanca para a retomada do Estado”, comemorou.

Leite também mencionou a presença do movimento SOS Agro, ressaltando a necessidade de agilizar o acesso aos recursos para os produtores afetados pelas calamidades. “No SOS Agro, vemos o clamor e a angústia, expressa por quem trabalha e empreende no campo, e que está sofrendo não apenas os efeitos da última calamidade, mas a sucessão de frustrações na sua produção em razão de outros eventos meteorológicos”, disse. “O movimento está mostrando o que não está suficiente e reforçando que é preciso mais agilidade e facilidade, com menos burocracia, para acessar os recursos.”

“Na Expointer, o Rio Grande do Sul mostrou sua força, coragem, resiliência e capacidade para se reerguer. Todo dia no campo, os produtores têm de se recuperar, seja após a seca ou as fortes chuvas. E não podemos ficar sem a feira, uma data que é um grande patrimônio do Estado”, afirmou o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Clair Kuhn.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, frisou a importância da presença dos expositores no Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF). “Muitos dos nossos agricultores que estão no pavilhão perderam casas, instalações e até membros de suas famílias, mas ainda assim juntaram forças e vierem oferecer o que há de melhor no setor. Esta é mais do que a Expointer da reconstrução, é também da esperança”, destacou.

Covatti ainda celebrou o sucesso do PAF, que já no primeiro fim de semana bateu recordes de vendas, com um aumento de 11% em relação a 2023, totalizando R$ 1,02 milhão em comercializações. Neste ano, o pavilhão também comemorou 25 anos de participação na Expointer.

Reconhecimento

No encerramento do evento, foi entregue a Medalha Assis Brasil, que reconhece personalidades de destaque na agricultura e pecuária.

Neste ano, os homenageados foram o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Cláudio Bier; o produtor rural e presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho; e o chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski. Para fechar o evento, cantores gaúchos entoaram o Hino do Rio Grande do Sul, enquanto membros dos CTGs portavam bandeiras com as cores do Estado.





Source link

News

Incêndios reduzem a qualidade do solo e aumentam os custos de produção


Na última semana, vários focos de incêndio foram registrados no estado de São Paulo. Muitos atingiram grandes proporções, causando morte de animais, perda de culturas agrícolas e prejuízos com infraestruturas rurais e urbanas.

Além do impacto econômico, social e ambiental, as queimadas afetam as propriedades físicas, químicas e biológicas dos solos. Grandes quantidades de carbono, nitrogênio, potássio e enxofre são perdidas para a atmosfera por volatilização durante a combustão.

De acordo com o pesquisador Alberto Bernardi, da Embrapa Pecuária Sudeste, especialista em solos, em longo prazo, essa alteração no solo causada pelo fogo tem consequências na biodiversidade e na manutenção de processos ecossistêmicos. 

Incêndios comprometem a produtividade

Pesquisas indicam que o fogo compromete a qualidade do solo e a produtividade no decorrer do tempo.

“A queima da cobertura vegetal deixa a área descoberta, levando a maior absorção da radiação solar, com ampliação da temperatura e do ressecamento ao longo do dia. Porém, à noite, ocorre a perda de calor pela exposição, elevando assim a amplitude das variações térmicas diárias”, afirma Bernardi.

Segundo ele, essas oscilações prejudicam a absorção de nutrientes e a biologia do solo. Outro problema é a erosão, pela ação do vento e o impacto da chuva, que leva à compactação ou selamento superficial. “O resultado é a menor infiltração de água e aumento do escoamento superficial”.

Recuperação do solo 

vegetaçãovegetação
Renovação natural da vegetação pós-incêndio tem efeito apenas temporário. Foto: Canal Rural MT

A recuperação do solo pode levar cerca de três anos, com custos elevados para os produtores, que precisam investir no fornecimento de nutrientes para restaurar a área afetada.

A renovação da vegetação logo após a queimada pode deixar uma impressão positiva, no entanto, o efeito é apenas temporário.

Essa brotação de novas plantas ocorre porque as cinzas são compostas por grande quantidade de nutrientes (cálcio, magnésio e potássio, principalmente) estocados na fitomassa e liberados na superfície do solo com o fogo.

As cinzas são alcalinas, ou seja, neutralizam a acidez superficial e favorecem o crescimento de plantas. Mas parte das cinzas será levada para fora do local de queima, seja pela ação do vento ou do escoamento superficial pela chuva.

Contudo, em longo prazo, o estoque de carbono do solo é perdido, porque a baixa disponibilidade de nutrientes levará a maior mineralização da matéria orgânica armazenada.

“Então, vários processos são prejudicados pela perda dessa matéria orgânica, entre eles a capacidade de troca catiônica (CTC), estabilidade dos agregados, porosidade, infiltração de água, atividade e diversidade de micro, meso e macrofauna do solo”, conta o especialista.

Para o pesquisador, um solo de qualidade, exercendo todas suas funções, auxilia no alcance de vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), tais como os relacionados à redução da fome (ODS 2) e à pobreza extrema (ODS 1 e 3), melhoria da proteção do meio ambiente (ODS 6, 11, 12, 14 e 15) e do combate às mudanças climáticas (ODS 13).


Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News.



Source link