sexta-feira, agosto 7, 2026

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ORPLANA repudia veemente os incêndios criminosos que vêm atingindo…


A ORPLANA (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) – que conta, atualmente, com 33 associações de fornecedores de cana e representa mais de 12 mil produtores de cana-de-açúcar – repudia veemente os incêndios criminosos que vêm atingindo propriedades rurais na região de Ribeirão Preto. 

A organização e seus associados seguem rigorosamente as diretrizes do Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde, que proíbe o uso de fogo na colheita de cana no Estado de São Paulo. Além disso, apoiam a campanha de combate e prevenção a incêndios da ABAG/RP (Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto), que trabalha proativamente contra as ocorrências de fogo no campo, e esclarece que os produtores de cana-de-açúcar e as usinas não são os responsáveis pelos incêndios e, sim, que atuam para afastar o fogo de suas produções.

A ORPLANA enfatiza que as queimadas prejudicam o meio ambiente, a segurança das pessoas e também a rentabilidade dos produtores rurais. Diante da baixa umidade do ar, falta de chuvas e temperaturas elevadas, toda a cadeia de produção da cana-de-açúcar está mobilizada contra os incêndios e comprometida com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. 

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Abate de bovinos na Bahia cresce e tem melhor 2º trimestre em 10 anos



O abate de bovinos na Bahia cresceu 17,3% em 2024 em comparação ao 2º trimestre de 2023 e 6,1% em relação ao 1º trimestre deste ano, alcançando o maior número para o período em 10 anos, desde o 2º trimestre de 2014 (350.328 cabeças).

De acordo com os dados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no 2º trimestre de 2024, foram abatidas 341.653 cabeças de bovino na Bahia, enquanto no 2º trimestre de 2023, foram 291.334 cabeças abatidas. Já no 1º trimestre deste ano foram 322.043 cabeças.

No Brasil, no 2º trimestre de 2024, foram abatidas 9,960 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo inspeção sanitária.

O número também foi recorde na série histórica do IBGE, iniciada em 1997, sendo 6,7% superior ao do trimestre imediatamente anterior (9,338 milhões) e 17,5% maior do que o do 2º trimestre de 2023 (8,478 milhões).

A Bahia se tornou o 10º maior produtor de carne bovina do país, com 3,4% do abate nacional. Mato Grosso continua liderando, com 18,4% de participação no 2º trimestre de 2024.

Abate de suínos também cresce

Ainda de acordo com o IBGE, na Bahia, foram abatidos 73.059 suínos no 2º trimestre de 2024.

Este número representa um forte crescimento de 17,3% frente ao mesmo trimestre de 2023 (62.260 animais) e uma leve variação positiva de 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior (72.962 animais).

Em todo o Brasil, o abate de suínos teve o seu melhor 2º trimestre da série histórica do IBGE, iniciada em 1997.

No país, foram abatidos 14,567 milhões de animais, o que representou um crescimento de 3,9% frente ao trimestre imediatamente anterior (14,019 milhões de animais) e de 2,5% frente ao mesmo trimestre de 2023 (14,209 milhões de animais).

A Bahia é o 10º maior produtor de suínos do país, responsável por 0,5% do abate nacional. O estado que lidera é Santa Catarina, com 29,1% do total.


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Mercado eleva para 2,46% projeção de expansão da economia em 2024


A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,43% para 2,46%. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (2), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) é crescimento de 1,85%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro também projeta expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Em 2023, superando as projeções, a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2022, a taxa de crescimento havia sido 3%.

A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,33 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.

Inflação
Nesta edição do Focus, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – em 2024 subiu de 4,25% para 4,26%. Para 2025, a projeção da inflação ficou em 3,92%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

A estimativa para 2024 está acima da meta de inflação, mas ainda dentro de tolerância, que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua, assim, o CMN não precisa mais definir uma meta de inflação a cada ano. O colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em julho, puxado principalmente pelo preço da gasolina, passagens de avião e energia elétrica, a inflação do país foi 0,38% , após ter registrado 0,21% em junho. De acordo com o IBGE, em 12 meses, o IPCA acumula 4,5%, no limite superior da meta de inflação.

A inflação de agosto será divulgada na próxima segunda-feira (9).

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 10,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Diante de um ambiente externo adverso e do aumento das incertezas econômicas, na última reunião no fim de julho, o BC decidiu pela manutenção da Selic, pela segunda vez seguida, após um ciclo de sete reduções que foi de agosto de 2023 a maio de 2024.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta no preço de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete reuniões seguidas. Com o controle dos preços, o BC passou a realizar os cortes na Selic.

Antes do início do ciclo de alta, em março de 2021, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. O índice ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

A próxima reunião do Copom está marcada para 17 e 18 de setembro.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 no patamar que está hoje, em 10,5% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica caia para 10% ao ano. Para 2026 e 2027, a previsão é que ela seja reduzida, novamente, para 9,5% ao ano e 9% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

A taxa Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.





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Conab vai doar sementes de arroz para agricultores familiares do RS



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a aquisição de 480,4 mil quilos de sementes de arroz para doar às associações de agricultores familiares nos municípios gaúchos de Nova Santa Rita, Eldorado do Sul e Viamão.

A compra do produto da safra de 2023/24 será feita por meio de leilão eletrônico, nesta quinta-feira (5), à partir das 9h. O certame será realizado a partir de oito Avisos de Compra Pública, disponíveis no site da Conab (que estava fora do ar na tarde desta quarta-feira).

Os recursos foram destinados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que disponibilizou um crédito orçamentário de R$ R$ 2,5 milhões para a Companhia operacionalizar a compra das sementes para a agricultura familiar.

Exigências do edital do arroz

As empresas fornecedoras de sementes de arroz que desejarem participar das operações de leilão deverão atender às exigências previstas nos editais.

O edital exige que as empresas estejam cadastradas perante uma Bolsa de Mercadorias, em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), registradas no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e demais agentes (Sican) da Conab e possuam o Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem) emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Municípios gaúchos atendidos

Para o município de Nova Santa Rita, está prevista a aquisição de 127.500 kg de sementes de arroz tipo EPAGRI 108, sendo 85.000 kg para entrega no Assentamento Capela, em benefício da Cooperativa Agropecuária de Nova Santa Rita (Coopan), e 42.500 kg para entrega no Assentamento Santa Rita de Cássia II e entidade recebedora a Cooperativa Agropecuária Sete de Julho.

Outros dois editais estabelecem a compra de 12.500 kg de sementes de arroz tipo Z SCS 122 MIURA para entrega no Assentamento Capela, tendo como entidade recebedora a Coopan, e mais a compra de 85.000 kg de sementes de arroz tipo IRGA 409 para entrega no Assentamento Santa Rita de Cássia II, e entidade recebedora a Cooperativa Agropecuária Sete de Julho.

Para o município de Eldorado do Sul, os avisos definem a compra de 30.000 kg de sementes de arroz do tipo precoce BRS PAMPA CL para entrega no Assentamento Integração Gaúcha e entidade recebedora a Associação Dezenove de Setembro.

Além disso, compra de 45.000 kg de sementes de arroz do tipo IRGA 431 CL certificado irrigado em casca sul longo fino natural, sendo 20.000 kg para entrega no Assentamento Integração Gaúcha e 25.000 kg para entrega no Assentamento Apolônio de Carvalho, ambos com entidade recebedora a Associação Dezenove de Setembro.

Por fim, a compra de 50.000 kg de sementes de arroz do tipo IRGA 424 RI certificado irrigado em casca sul longo fino natural, com entrega no Assentamento Apolônio de Carvalho e entidade recebedora a Associação Dezenove de Setembro.

Nos dois avisos destinados ao município de Viamão, o primeiro indica a compra de 35.000 kg de sementes de arroz do tipo BRS A705, e o segundo, a compra de 95.480 kg de sementes de arroz do tipo BRS Pampeira com entregas no Assentamento Filhos de Sepé, e entidade recebedora a Associação dos Moradores Filhos de Sepé (AAFISE).



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AgroNewsPolítica & Agro

Escassez de chuvas e calor intenso acionam bandeira vermelha


Pela primeira vez desde 2021, a bandeira vermelha patamar 2 foi acionada




Foto: Pixabay

Pela primeira vez desde 2021, a bandeira vermelha patamar 2 foi acionada, trazendo um impacto direto no bolso do consumidor em setembro. O anúncio feito  pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê um acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, refletindo os maiores custos para a geração de energia elétrica no país.

A decisão foi motivada pela previsão de chuvas abaixo da média histórica para o mês, o que deve reduzir a afluência nos reservatórios das hidrelétricas em cerca de 50%. Além disso, as temperaturas devem ficar acima da média em todo o território nacional, o que intensifica o uso das termelétricas, uma fonte de energia mais cara que as hidrelétricas. Esse cenário pressionou o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) e o risco hidrológico (GSF), fatores que justificaram o acionamento da bandeira vermelha patamar 2.

Desde abril de 2022, os consumidores estavam em um ciclo de bandeiras verdes, interrompido em julho de 2024, quando a bandeira amarela foi acionada, seguida novamente pela verde em agosto.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado pela Aneel em 2015, permite que os consumidores tenham um papel mais ativo na gestão de sua conta de energia. Ao receber o sinal de aumento de custo com antecedência, é possível ajustar o consumo para evitar surpresas no valor final da conta. Com o retorno da bandeira vermelha patamar 2, a recomendação é para que todos usem a energia de forma consciente, evitando desperdícios que impactam tanto no orçamento quanto na sustentabilidade do setor elétrico.





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Índice de Commodities do BC cai 2,31% em agosto; agro puxa baixa


O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) caiu 2,31% em agosto, na comparação com julho, informou a autarquia. A baixa de 2,59% dos preços de commodities agropecuárias puxou o resultado, seguida pelos preços de energia (-2,34%) e de metais (-1,50%).

O IC-Br representa a média mensal dos preços, em reais, de um conjunto de commodities consideradas relevantes para a dinâmica da inflação no Brasil.

O setor agropecuário tem peso aproximado de 67% no índice, seguido pelos segmentos de energia (em torno de 17%) e de metais (com cerca de 16%).

A queda dos preços em reais foi menor do que a baixa em dólares, base na qual o IC-Br recuou 2,50% em agosto.

Quando cotados na moeda norte-americana, os três grupos que integram o índice também tiveram baixas maiores: agropecuária (-2,78%), energia (-2,52%) e metais (-1,71%).

O IC-Br em reais sobe 18,05% no acumulado do ano e 12,69% em 12 meses.

Entre os segmentos, os preços em reais das commodities agropecuárias acumulam alta de 15,97% no ano e 10,93% em 12 meses. Os metais sobem 29,11% e 28,06%, respectivamente, e a energia, 15,27% e 5,53%.



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MPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndios



O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma Ação Civil Pública contra a União, pedindo a liberação urgente de verbas para a contratação de brigadistas.

De acordo com o órgão, no último dia 22 de agosto foi expedida uma recomendação para a contratação de mais de 450 brigadistas e disponibilidade de aeronaves para combate aos incêndios na Região Norte. Como o MPF não teve resposta, recorreu à Justiça.

Equipamentos de combate a incêndio

Na ação, o Ministério solicita de forma urgente que o Governo Federal libere a verba para contratação de 15 brigadas com 30 brigadistas temporários cada.

Além disso, que garanta equipamentos de proteção individual e de combate ao fogo, aeronaves com capacidade para transportar até 12 mil litros de água em cada voo e helicópteros equipados com dispersores de água.

É sugerido, inclusive, que a União requisite bombeiros militares de outros estados, como alternativa à contratação.

Recursos necessários

A estimativa dos recursos necessários é do Ibama em Rondônia, com quem as equipes devem atuar para controlar os incêndios da região. Segundo a entidade, atualmente ela possui apenas 205 brigadistas distribuídos em oito bases que atendem o estado e o sul do Amazonas.

O Ministério Público Federal pede ainda que a União seja condenada a pagar R$ 50 milhões a título de compensação pelos danos morais coletivos.

Outro pedido da Ação Civil Pública é que a Força Nacional de Segurança e o Exército Brasileiro envie homens em quantidade suficiente para garantir o patrulhamento do entorno das áreas onde ocorrem o combate às queimadas.

E, ainda, que os agentes brigadistas que trabalham na área de gestão do Ibama em Rondônia, que atendem também no Acre, sul do Amazonas e Oeste do Mato Grosso, ganhem escolta.



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Veja as condições das lavouras de soja, milho e algodão dos EUA



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras norte-americanas de soja, milho e algodão.

Segundo o órgão, até 1 de setembro, a situação da oleaginosa era a seguinte:

  • 65% entre boas e excelentes condições;
  • 25% em situação regular; e
  • 10% em condições entre ruins e muito ruins

Na semana anterior, os índices eram de 67%, 24% e 9%, respectivamente.

Lavouras de milho

O USDA também divulgou dados sobre as condições das lavouras de milho até 1 de
setembro:

  • 65% entre boas e excelentes;
  • 23% em situação regular; e
  • 12% entre ruins e muito ruins

Na semana passada, eram 65%, 22% e 13%, respectivamente.

Condições do algodão

Além da soja e do algodão, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ainda estimou a situação das plantações de algodão do país:

  • 44% estavam entre boas e excelentes condições;
  • 32% em situação regular; e
  • 24% em condições entre ruins e muito ruins.

Na semana passada, eram 40%, 32% e 28%, respectivamente.



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A indústria que cresce no Brasil é vinculada à produção de commodities, afirma economista


Em entrevista à CNN, o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, afirmou que a indústria brasileira tem mostrado sinais de recuperação, mas que o crescimento ainda está fortemente atrelado à produção de commodities.

Esta constatação vem na esteira dos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam para um avanço no setor industrial.

Segundo Vale, ao decompor o crescimento industrial, nota-se uma distinção importante em relação ao que se observa no comércio.

“A indústria que está crescendo hoje ainda é uma indústria que está relacionada muito com as commodities. Ela cresce com mais intensidade no Centro-Oeste”, explicou o economista.

Este desempenho destacado na região é atribuído principalmente ao setor de commodities, que continua sendo um motor importante para a indústria brasileira.

Contrastes regionais e setoriais

Vale ressaltaou que há um contraste notável quando se compara o desempenho da indústria com o do comércio em diferentes regiões do país.

Enquanto a indústria se destaca no Centro-Oeste, o comércio apresenta um crescimento mais robusto em outras áreas, especialmente no Nordeste, onde se observa um aumento de quase 7%.

O economista atribui essa disparidade regional no setor comercial ao aumento dos gastos públicos, que têm impactado significativamente a economia nordestina.

“A gente começa a ver com muita intensidade o impacto dos gastos públicos que estão se acelerando no comércio do Nordeste por conta de Previdência, de Bolsa Família, de salário mínimo”, pontuou Vale.

Apesar do crescimento observado, Vale adverte que o impulso industrial ainda é modesto quando comparado a outros setores da economia.

O economista ressalta que os impactos mais relevantes na economia brasileira atual não estão concentrados na indústria, mas em outros setores que têm se beneficiado do impulso fiscal observado desde o ano passado.

Este cenário desenha um quadro complexo para a economia brasileira, onde o crescimento industrial, embora positivo, ainda não superou completamente os desafios estruturais enfrentados pelo setor.

A dependência das commodities e as disparidades regionais permanecem como pontos de atenção para analistas e formuladores de políticas econômicas.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.



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Entregas de fertilizantes caem 1,8% em junho, diz Anda



As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram o mês de junho de 2024 com 4,042 milhões de toneladas, o que corresponde a uma redução de 1,8% em relação ao mesmo mês de 2023, quando foram entregues 4,116 milhões de toneladas.

Os dados são os mais recentes divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). No acumulado de janeiro a junho de 2024, foram entregues 18,284 milhões de toneladas, representando uma redução de 1,8% em comparação com igual período de 2023, quando foram entregues 18,618 milhões toneladas.

O estado de Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentra maior volume no acumulado de janeiro a maio (22,2%), atingindo 4,055 milhões de toneladas, seguido pelos seguintes:

  • Paraná: 2,290 milhões de ton;
  • São Paulo: 2,112 milhões de ton;
  • Goiás: 1,745 milhão de ton;
  • Minas Gerais: 1,562 milhão de ton;
  • Rio Grande do Sul: 1,499 milhão de ton;
  • Bahia: 1,361 milhão de ton.

Segundo o levantamento da Anda, a produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou o mês de junho de 2024 com 582 mil toneladas, representando um crescimento de 26,8%, e no acumulado de janeiro a maio de 2024, produção do total de 3,067 milhões de toneladas e redução de 4% em relação ao mesmo período de 2023.

Importações de fertilizantes

As importações de fertilizantes intermediários alcançaram no mês de maio de 2024 o volume de 3,644 milhões de toneladas, conforme a Anda, indicando um crescimento de 16,7%. No acumulado de janeiro a maio de 2024, o total importado foi de 16,748 milhões de ton, redução de 2,7% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram importadas 17,218 milhões de ton.

Pelo Porto de Paranaguá (PR), a principal porta de entrada dos fertilizantes, foram importadas 4,432 milhões de ton, indicando uma alta de 2% em comparação com 2023, quando foram descarregadas 4,344 milhões de ton e que representou 26,5% do total importado por todos os portos.



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