sexta-feira, agosto 7, 2026

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Potencial da carne bovina no México


A Abiec apresentou dados sobre a evolução dos embarques



A Abiec apresentou dados sobre a evolução dos embarques
A Abiec apresentou dados sobre a evolução dos embarques – Foto: Divulgação

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) divulgou uma nota informando sua participação em um evento realizado na Embaixada do Brasil no México, na quinta-feira (29). A iniciativa, organizada em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), fez parte de uma missão oficial promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao país. O México, um dos mercados mais recentes abertos à carne bovina brasileira, tem registrado um crescimento expressivo nas exportações, fato destacado pela Abiec durante o encontro.

Segundo a nota, a Abiec apresentou dados sobre a evolução dos embarques de carne bovina para o México, que tiveram um salto significativo entre janeiro e julho de 2024, comparado ao mesmo período de 2023. O volume exportado passou de 288 toneladas em 2023 para impressionantes 23.108 toneladas em 2024. A diretora de Relações Internacionais da Abiec, Lhais Sparvoli, atribuiu esse crescimento à alta demanda do mercado mexicano por carne de qualidade e ao reconhecimento dos rigorosos padrões de segurança e sanidade da carne brasileira.

A associação também destacou o papel crucial da parceria com a ApexBrasil, através do projeto Brazilian Beef, no sucesso dessas exportações. Além de fortalecer o comércio bilateral, a Abiec ressaltou que as importações de carne bovina brasileira ajudam o México a otimizar seu mix de produtos exportados, permitindo ao país atender à demanda interna e ganhar escala para exportar outros cortes estratégicos. Na nota, Lhais Sparvoli conclui que eventos como esse são fundamentais para estreitar as relações bilaterais e fazem parte de uma agenda estratégica contínua, visando à consolidação e ao crescimento do mercado de carne bovina brasileira no México.
 





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Escalas de abate garantem preços mais altos para a arroba do boi


O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos nesta quinta-feira (5). O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a atual posição das escalas de abate, que seguem encurtadas em grande parte do país, com uma média de seis a sete dias úteis.

Em relação à demanda de carne bovina, o mercado segue bastante aquecido, com forte ritmo de exportação, em um ambiente em que o Brasil é o grande fornecedor de proteínas de origem animal em escala global.

“A demanda doméstica também está aquecida neste momento”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 250,25

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista se mantém com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, em linha com a boa demanda durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

O quarto traseiro segue precificado a R$ 18,40 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,00 por quilo. A ponta de agulha permanece precificada a R$ 14,00.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,18%, sendo negociado a R$ 5,5715 para venda e a R$ 5,5695 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5700 e a máxima de R$ 5,6483.



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Custo da cesta básica recua em 17 capitais pelo 2º mês consecutivo


O custo da cesta básica reduziu em 17 capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos em agosto deste ano.

O levantamento é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As principais quedas foram registradas em:

Na comparação com agosto de 2023, houve aumento no valor do conjunto dos alimentos básicos em nove cidades, sendo as maiores altas em São Paulo (5,06%), Goiânia (4,11%), Belém (3,88%) e Vitória (3,53%).

Por outro lado, dentre as oito localidades com registro de queda, as mais significativas ocorreram em Recife (-8,20%) e Aracaju (-4,84%).

Acumulado do ano

Nos oito primeiros meses deste ano, a maior variação também ocorreu em São Paulo, em que a alta foi de 3,33%, seguido da capital paraense, Belém (3,02%).

Na mesma base de comparação, os recuos no custo da cesta básica ocorreram em 11 capitais, com variação entre -3,66%, em Brasília, e -0,02%, em Curitiba e Salvador.

Preços da cesta básica

No que diz respeito ao preço da cesta básica, a capital paulista foi a cidade com maior valor registrado (R$ 786,35). Em seguida estão:

  • Florianópolis (R$ 756,31);
  • Rio de Janeiro (R$ 745,64); e

O Norte e Nordeste do País, onde há uma composição diferente da cesta, apresentaram os menores valores médios em Aracaju (R$ 516,40), Recife (R$ 533,12) e João Pessoa (R$ 548,90).

Salário mínimo e tempo

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Foto: USP

A partir do registro da cesta básica na cidade de São Paulo – a mais custosa em agosto de 2024 -, a Dieese calculou que, no mês, para o salário mínimo suprir as necessidades do trabalhador estabelecidas na Constituição, o valor deveria ser de R$ 6.606,13 ou 4,68 vezes o piso mínimo de R$ 1.412,00.

Em relação ao salário mínimo líquido, descontado de 7,5% da Previdência Social, o instituto observou que, no mesmo período, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média 50,13% do rendimento para obter o conjunto básico dos alimentos.

O tempo necessário para adquirir os produtos da cesta básica em agosto de 2024 foi de 102 horas e 1 minuto. O valor é menor do que em julho do mesmo ano, que chegou a 105 horas e 8 minutos. Já em agosto de 2023, o tempo médio para obter os produtos foi de 109 horas e 01 minuto.



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Produtores enfrentam desafios no início da safra da soja



O início da safra da soja 2024/25 no Brasil acumula incertezas. No Mato Grosso, por exemplo, produtores expressam preocupação com o impacto das altas temperaturas, focos de incêndio e a falta de umidade, condições que ameaçam o bom desenvolvimento das lavouras. Esse cenário traz um risco para a produção, que já enfrenta um possível atraso no plantio.

O especialista em agronegócio, Carlos Cogo, interagiu com internautas e abordou as principais dúvidas sobre o futuro da safra da soja e os impactos climáticos. Segundo Cogo, os números da produção brasileira do grão estão consolidados, com uma expectativa de safra de cerca de 145 milhões de toneladas. No entanto, os desafios climáticos podem afetar esses números, reforçando a necessidade de monitoramento constante.

Além disso, as previsões para os preços da soja também foram discutidas. No Paraná, por exemplo, foi questionada a projeção do valor da saca da soja para fevereiro de 2025. Cogo destacou que, devido ao atraso no plantio e ao cenário climático desfavorável, os preços podem sofrer quedas.

O especialista explicou que o prêmio sobre as cotações de Chicago, atualmente em torno de 80 a 90 centavos de dólar, tende a cair para cerca de 2 centavos no período de março, impactando diretamente no valor da saca, que deve recuar para valores entre R$ 126 e R$ 127.

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Momento ideal

Outro ponto levantado pelos internautas foi o melhor momento para a venda da soja e se o ideal para contratos futuros já havia passado. Cogo afirmou que, apesar de o momento mais oportuno poder ter passado, ainda há oportunidades devido às incertezas climáticas e ao fenômeno El Niño. A volatilidade do mercado pode trazer boas chances para produtores que souberem aproveitar os períodos de alta.

Também foi discutido o cenário de longo prazo para o mercado de grãos no Brasil, com perguntas sobre as restrições ao agronegócio e o impacto do marco temporal nas propriedades rurais. O especialista reconheceu que o setor enfrenta muitos desafios, incluindo a queda das margens e o ciclo de baixa das commodities, mas reafirmou que o Brasil continuará crescendo e se adaptando às condições do mercado.

O futuro da safra da soja, portanto, depende de uma série de fatores climáticos e econômicos que estão sendo monitorados de perto. Os produtores devem se preparar para um ano desafiador, mas com possíveis oportunidades de venda em momentos estratégicos.



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Fiscalização apreende 56 toneladas de arroz avaliada em mais de R$ 300 mil



Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa) apreendeu, nesta quarta-feira (4), 56 toneladas de arroz avaliadas em R$ 312.480,00 com documentação fiscal irregular.

A ação foi realizada por servidores lotados na unidade de controle de mercadorias em trânsito do Itinga, no município de Dom Eliseu, nordeste do estado.

De acordo com o coordenador do local, Gustavo Bozola, durante a entrega da papelada, os profissionais desconfiaram da veracidade da operação, que tinha como origem Estreito, Santa Catarina, e o destino em Muaná, no Pará.

Muito arroz para cidade pequena

“O que chamou a atenção dos fiscais foi a quantidade enorme de arroz destinada a uma pequena cidade”, contou. De acordo com o IBGE, o município tem pouco mais de 40 mil habitantes.

Assim, a coordenação regional de Belém foi acionada e enviou uma equipe para fazer a verificação in loco da empresa destinatária, constatando-se a não localização do empreendimento no endereço informado na nota fiscal.

A Coordenação de Belém suspendeu o cadastro da empresa e as documentações fiscais apresentadas foram desconsideradas. Foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 57.600,48.



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Incêndios florestais se intensificam e desafiam brigadistas em Mato Grosso do Sul



O Brasil enfrenta um ano de intensos incêndios florestais, com mais de 5.700 focos de incêndio registrados recentemente, segundo dados do sistema BD Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este ano, o fogo tem se comportado de maneira diferente: chegou mais cedo, com maior intensidade e está resistindo por mais tempo. A situação se torna mais crítica em estados como Pará, Mato Grosso e Tocantins, que lideram em número de ocorrências.

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Em uma entrevista ao programa “Mercado & Companhia”, Márcio Yule, coordenador do Prevfogo em Mato Grosso do Sul, detalhou as principais dificuldades enfrentadas pelos brigadistas no combate aos incêndios florestais. Ele destacou que o trabalho tem sido árduo e contínuo, especialmente devido à antecipação dos incêndios que começaram em junho, bem antes do período típico.

Principais desafios no combate aos incêndios

Márcio Yule explicou que as principais dificuldades estão relacionadas ao acesso às áreas afetadas e ao comportamento extremo do fogo, exacerbado pela seca prolongada, altas temperaturas e baixa umidade do ar. “O Pantanal, por exemplo, está em um período de seca desde outubro do ano passado, e tivemos quatro ondas de calor em 2023. A má distribuição das chuvas no início deste ano agravou ainda mais a situação”, afirmou Yule. Essas condições criam um ambiente ideal para que qualquer fagulha possa iniciar um incêndio de grandes proporções, dificultando o controle, mesmo com o uso de recursos avançados, como aviões de combate a incêndios.

Impacto ambiental e prejuízos econômicos

Os prejuízos causados pelos incêndios são imensos, afetando tanto a flora quanto a fauna local. Em 2020, por exemplo, estima-se que cerca de 17 milhões de vertebrados morreram em um dos maiores incêndios já registrados no Pantanal. Este ano, os danos continuam a ser significativos, com áreas de refúgio de animais como a onça-pintada sendo devastadas pelo fogo. Além do impacto ecológico, há também um prejuízo econômico substancial, que inclui perdas para a pecuária, destruição de cercas e uma queda no turismo em áreas afetadas.

Como os moradores podem apoiar o combate aos incêndios?

Yule enfatizou a importância da conscientização e do apoio da população local no combate ao fogo. Os moradores das regiões atingidas podem ajudar evitando ações que possam iniciar incêndios e apoiando os brigadistas com informações e recursos. “A conscientização das pessoas é fundamental, assim como a implementação da política nacional do manejo integrado de fogo, que promove o manejo controlado do combustível florestal seco antes do período crítico“, explicou Yule.



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produtor é obrigado a atravessar com a filha em área incendiada



Mato Grosso registrou cerca de 28.800 focos de calor do início do ano até a tarde desta última quarta-feira (4), de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número é quase 170% superior ao mesmo período do ano passado, quando cerca de 10.800 focos foram reportados.

Os incêndios têm atingido em cheio as propriedades rurais, trazendo desespero aos agricultores. Exemplo disso é o produtor rural Rodrigo Dezordi, de Chapada dos Guimarães. Sua propriedade foi atingida por chamas que se alastram há dias na região.

De acordo com ele, o fogo se iniciou em uma lavoura de milho situada há mais de 30 km de sua fazenda.

“É um incêndio de grandes proporções e já queimou muita coisa, passando por diversas propriedades e queimando áreas de Cerrado, de pastagem; atingiu propriedades de micro-produtor, queimou plantações de abacaxi, de banana. Cada um vem fazendo o que é possível, o que tem recursos para fazer, mas [a nossa atuação] é muito limitada”.

Nos vídeos abaixo, é possível vê-lo tentando extinguir as chamas com uma mangueira e sofrendo para passar pelo incêndio com o trator ao lado da filha. O fogo atingiu cerca de 70 hectares de sua propriedade.

Dezordi relata, ainda, que o incêndio estava com aproximadamente 10 km de extensão de linha de fogo. “As pessoas que estão tentando controlar têm muito mais boa-vontade do que preparo”.

Produtor pede ajuda

O produtor acredita que sem o auxílio de brigadas e de aviões, o fogo só terá fim com a chegada das chuvas. “Mas o problema é que elas estão previstas só para daqui 15 a 20 dias“.

Ele pede uma atuação firme do governo do estado, com parcerias privadas e estratégicas, com uso de aeronaves, para ajudar no combate às chamas.

“O fogo chegou em nossa propriedade no sábado e estamos lutando desde então [para combatê-lo]”.

Mês das chamas

Os números comprovam que agosto liderou a quantidade de ocorrências de incêndio no ano em Mato Grosso. Foram registrados 14.617 focos, contra 2.626 reportados em mesmo período do ano passado, conforme o Inpe.

Neste rol, se destacam os municípios de Colniza (1.984 focos); Cáceres (1.082) e Comodoro (879).



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Incêndios elevam índices de poluição no Acre e forçam suspensão de aulas



O Acre enfrenta uma grave crise de qualidade do ar devido aos inúmeros focos de incêndio que assolam o estado desde a segunda quinzena de agosto. O índice de qualidade do ar na região está até 30 vezes pior do que o limite permitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como resultado, as aulas da rede pública de ensino foram suspensas nesta quinta-feira, conforme comunicado da Secretaria de Estado de Educação e Cultura. Estados vizinhos, como Amazonas e Rondônia, enfrentam problemas semelhantes, com a fumaça prejudicando a saúde pública e o cotidiano dos moradores.

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A intensificação dos incêndios e os desafios no combate

Em uma entrevista ao programa “Mercado & Companhia”, o meteorologista Guilherme Martins, doutor em Ciência do Sistema Terrestre pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), destacou que conter um incêndio é significativamente mais difícil do que preveni-lo. Ele explicou que, em um cenário de atraso das chuvas na primavera, o contingenciamento das queimadas será ainda mais desafiador, pois não se pode contar com a umidade natural para ajudar a controlar o fogo.

Martins explicou que os focos de calor são identificados por satélites, que detectam emissões de energia de áreas queimadas. Esses focos variam em tamanho, de pequenas queimadas de 375 metros até grandes incêndios de 5 quilômetros de extensão. “A detecção é feita por meio de sensores acoplados aos satélites, que identificam a presença de queimadas. Pequenos ou grandes, todos os focos são contabilizados e monitorados”, detalhou.

Incêndios recorde e fatores contribuintes

O especialista ressaltou que 2024 está se configurando como um ano recorde para incêndios no Brasil, com condições climáticas adversas, como altas temperaturas e baixa umidade, exacerbadas pelo fenômeno El Niño. “Nunca antes visto em termos de intensidade, este ano tem sido marcado por uma combinação perigosa de fatores, incluindo o aquecimento global, que amplifica as condições para as queimadas“, afirmou Martins.

Além disso, Martins comentou sobre a peculiaridade observada no interior do estado de São Paulo, onde múltiplos focos de incêndio apareceram simultaneamente em diferentes pontos, conforme análise do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Ele sugeriu que esses focos podem ser resultado de ações humanas deliberadas. “A maioria das queimadas no Brasil é de causa antrópica, e agosto foi um mês atípico para São Paulo, com indícios claros de ações humanas coordenadas“, explicou.

Estratégias de mitigação e prevenção

Para minimizar os impactos das queimadas, Martins destacou a importância de campanhas de educação ambiental. “É crucial conscientizar a população sobre os danos causados pelas queimadas, que não afetam apenas o local onde ocorrem, mas também têm consequências para regiões distantes, como o Sul e o Sudeste, prejudicando a saúde pública e a infraestrutura“, disse ele.

Com a previsão de períodos secos cada vez mais longos e menores totais de chuva no Brasil Central, a agricultura também precisará se adaptar. “O setor agrícola, assim como o setor elétrico e outros, deve se preparar para lidar com desafios climáticos mais frequentes e intensos“, concluiu Martins, destacando a necessidade de práticas mais sustentáveis e planejamentos de longo prazo para enfrentar as mudanças climáticas.

O impacto das queimadas no clima e na saúde

Além de agravar a crise ambiental, as queimadas contribuem significativamente para as mudanças climáticas, lançando grandes quantidades de carbono na atmosfera e aumentando a temperatura global. “As queimadas são um ciclo vicioso que alimenta as mudanças climáticas, criando um ambiente mais seco e quente, que, por sua vez, facilita a ocorrência de mais incêndios”, finalizou Martins.

Com a situação se deteriorando rapidamente, especialistas e autoridades enfatizam a urgência de ações coordenadas para mitigar os danos e prevenir futuros desastres ambientais no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes com tecnologia multinutrientes serão destaques no 14º Congresso Brasileiro do Algodão


A Mosaic estará presente na 14ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão, que acontece de 3 a 5 de setembro, em Fortaleza (CE). O público poderá visitar o estande e conhecer produtos que contam com tecnologias que auxiliam desde o manejo das adubações, passando pela fertilização adequada do solo até o desenvolvimento sustentável da cotonicultura. O portfólio da empresa contribui para uma produção de algodão ambientalmente mais responsável, cuja preocupação mundial vem crescendo e incentivando investimentos em pesquisas.

“Nossos produtos para a cotonicultura representam ganhos ambientais relevantes, altos níveis de produção e, consequentemente, maior rentabilidade ao agricultor. Importante reforçar que temos um compromisso claro com o desenvolvimento sustentável, oferecendo soluções que possuem macro e micronutrientes com alta diferenciação em qualidade física e que atendem às necessidades das plantações de algodão”, explica Filipe Miranda, gerente de Produtos da Mosaic.

Para eficiência na adubação, a Mosaic apresentará o Performa Bio com um modelo de tripla ação, que nutre, equilibra e fortalece as lavouras, contribui para plantas mais resistentes e tolerantes a interferências do ambiente, sendo um produto de destaque para esse tipo de cultura, que possui ciclos mais longos. Outro fertilizante que será exposto no evento é o Aspire, um produto à base de potássio e duas formas de boro (borato de sódio e borato de cálcio) que são liberados em sincronia com a demanda da planta, ou seja, um de forma imediata e outro de maneira gradual, proporcionando uma nutrição equilibrada. Já o Excellen é uma fonte de nitrogênio estável, de alta concentração e de maior eficiência se comparado a fontes convencionais. Um produto concentrado e estabilizado com inibidor de urease (NBPT), reduzindo perdas de nitrogênio por volatilização.

Menos emissões e mais eficiência

Durante o Congresso, a Mosaic apresentará um estudo inédito, realizado em parceria com o professor Carlos Eduardo Cerri (Esalq/USP), que revelou uma redução de 20% na emissão de óxido nitroso (N2O) em uma área de plantio de algodão onde o produto Excellen foi aplicado, em comparação com fertilizantes à base de ureia. Essa redução representa 60% menos, se considerado o padrão global estabelecido pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) da ONU. O estudo também demonstrou que o Excellen é mais eficaz na produção de algodão, pois possibilita uma redução de 70% na volatilização de amônia, em comparação com a ureia convencional, e uma redução de 50% em relação aos produtos disponíveis no mercado que contêm inibidores de urease.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

ORPLANA repudia veemente os incêndios criminosos que vêm atingindo…


A ORPLANA (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) – que conta, atualmente, com 33 associações de fornecedores de cana e representa mais de 12 mil produtores de cana-de-açúcar – repudia veemente os incêndios criminosos que vêm atingindo propriedades rurais na região de Ribeirão Preto. 

A organização e seus associados seguem rigorosamente as diretrizes do Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde, que proíbe o uso de fogo na colheita de cana no Estado de São Paulo. Além disso, apoiam a campanha de combate e prevenção a incêndios da ABAG/RP (Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto), que trabalha proativamente contra as ocorrências de fogo no campo, e esclarece que os produtores de cana-de-açúcar e as usinas não são os responsáveis pelos incêndios e, sim, que atuam para afastar o fogo de suas produções.

A ORPLANA enfatiza que as queimadas prejudicam o meio ambiente, a segurança das pessoas e também a rentabilidade dos produtores rurais. Diante da baixa umidade do ar, falta de chuvas e temperaturas elevadas, toda a cadeia de produção da cana-de-açúcar está mobilizada contra os incêndios e comprometida com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. 

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