quinta-feira, agosto 6, 2026

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Lula autoriza emprego das Forças Armadas nas eleições 2024



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o emprego das Forças Armadas para a garantia da votação e da apuração das eleições de 2024. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (9).

As localidades e o período de emprego das Forças Armadas serão definidos conforme os termos de requisição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A participação das Forças Armadas no processo eleitoral está prevista na Constituição Federal e no Código Eleitoral.

O decreto foi assinado em conjunto pelo presidente Lula, pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro e pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Marcos Antonio Amaro dos Santos.

Eleições municipais

Nas eleições municipais, são eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Somente no Distrito Federal não há eleições municipais.

O primeiro turno das eleições municipais de 2024 está marcado para 6 de outubro. O segundo turno ocorrerá em 27 de outubro, na eleição para prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores, quando nenhum dos candidatos ao posto obtiver mais da metade dos votos válidos (excluídos os votos em branco e os votos nulos) para ser eleito.

Em relação a 2020, houve um aumento de 5% no número de votantes, tornando a eleição deste ano a maior municipal de todos os tempos no país.

Quanto aos concorrentes, o tribunal contabiliza 461.012 pedidos de registro de candidatas e candidatos em outubro, sendo 15.465 candidatos ao cargo de prefeito; 15.682 ao de vice-prefeito; e 429.865 ao de vereador.



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Fávaro defende vocação agro do Brasil e ampliação da presença global no FIAP 2024



Nesta segunda-feira (9), o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024) deu início à sua programação com a presença de grandes nomes do agronegócio e autoridades nacionais e internacionais. Realizado em Cuiabá, Mato Grosso, o evento, promovido pelo Canal Rural, tem como objetivo principal discutir as pautas mais relevantes para o setor agroalimentar e preparar o Brasil para o G20 Agro, que ocorrerá entre os dias 10 e 13 de setembro, na Chapada dos Guimarães.

Durante a abertura do evento, o presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, destacou a importância do FIAP 2024 como um espaço de diálogo e construção de estratégias para o futuro do agro. “Esse é um momento em que estamos dedicados a construir esses espaços de diálogo. O evento tem três grandes objetivos. O primeiro é mostrar como chegamos até aqui, como o Brasil se tornou essa potência agroalimentar que é hoje. Em um segundo momento, vamos mostrar como estamos nos preparando para o futuro. Temos muitos desafios, mas também temos muitas estratégias sendo implementadas. O terceiro pilar é o diálogo com a comunidade internacional. Essas conversas precisam acontecer para que outros países nos conheçam cada vez mais“, afirmou.

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Autoridades discutem o futuro do agronegócio brasileiro

A abertura contou com a presença de diversas autoridades, como o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e os governadores Helder Barbalho (Pará), Mauro Mendes (Mato Grosso) e Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul). Cada um trouxe sua visão sobre o papel do Brasil como líder global na produção agroalimentar.

Vilmondes Tomain, presidente da Famato, reforçou a importância do agronegócio para Mato Grosso. “O agronegócio é a espinha dorsal do nosso estado. Somos responsáveis por grande parte da produção de soja, milho e carne, que abastecem tanto o mercado interno quanto o externo. O FIAP é um espaço para troca de conhecimentos e parcerias estratégicas“, ressaltou.

Jorge Viana, presidente da Apex Brasil, também enfatizou o caráter histórico do evento. “A realização deste fórum registra um momento histórico. Podemos dividir o antes e o depois. O Brasil sediar o G20 é uma oportunidade para construir uma narrativa verdadeira sobre o potencial deste país incrível. Acredito que é isso que o governo está fazendo“, destacou.

Desafios climáticos e sustentáveis na pauta

Entre as discussões centrais, a crise climática foi um ponto abordado por Jorge Viana. Ele destacou a necessidade de encontrar soluções e não apenas buscar culpados. “Essa fumaça que estamos vendo em Cuiabá não deve ser motivo para correr atrás de culpados. Precisamos encontrar soluções. A crise climática é um desafio real“, alertou.

O ministro Carlos Fávaro ressaltou os esforços do governo brasileiro para reestabelecer a posição do Brasil no cenário global. “A volta do presidente Lula ao comando do Brasil traz um desejo pessoal de que o país se reestabeleça na ordem mundial. Conseguimos abrir 184 novos mercados para os produtos da agropecuária brasileira. O Brasil, e o mundo, devem pensar o que e como produzir no futuro“, afirmou Fávaro.

Tecnologia e inovação como base para o futuro

Outro tema crucial foi a importância da tecnologia e da inovação para a sustentabilidade no campo. Daniel Carrara, diretor-geral do Senar Brasil, destacou o papel do Sistema CNA/Senar na transferência de tecnologia para o campo. “A CNA e o Senar têm a missão de comunicar o agro e diminuir as diferenças tecnológicas no país. Não existe sustentabilidade sem tecnologia“, declarou Carrara.

Alexandre Furlan, vice-presidente da CNI, mencionou as contribuições do B20, que trabalha com sete forças-tarefas, entre elas a dedicada à agricultura e sistemas alimentares sustentáveis. “As conclusões dessas forças-tarefas nos ajudarão a trazer benefícios ao Brasil e avanços no cenário internacional“, disse.

Orgulho e responsabilidade no agronegócio

Helder Barbalho, governador do Pará, exaltou o papel de Mato Grosso na produção agropecuária e sua importância para a segurança alimentar do Brasil e do mundo. “Destaco aqui o orgulho nacional que Mato Grosso se tornou. O estado compreendeu, a partir de sua vocação produtiva, que era possível alavancar a produção de alimentos e tornar-se a locomotiva da produção e da segurança alimentar que o Brasil adotou“, afirmou.

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, também reforçou o protagonismo do Brasil como fornecedor global de alimentos. “Hoje, somos conhecidos como o maior exportador líquido de alimentos. Temos grande capacidade de continuar crescendo“, ressaltou Mendes.



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Milho preços seguem em alta no Brasil; clima preocupa



Levantamentos do Cepea mostram que os preços do milho seguem em alta no mercado doméstico.

Segundo pesquisadores, atentos às recentes valorizações externa e interna e preocupados com o clima nas principais regiões produtoras da safra de verão do Brasil, vendedores vêm limitando o volume ofertado.

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Do lado da demanda, pesquisadores do Cepea explicam que a procura internacional pelo milho brasileiro tem se aquecido, sustentada pela maior paridade de exportação.

Compradores internos também têm retomado as negociações, seja para recompor estoques e/ou por temerem novas valorizações nos próximos dias. Quanto aos embarques, em agosto, somaram 6,06 milhões de toneladas de milho, praticamente o dobro das 3,55 milhões escoadas em julho, mas ainda 35% inferiores aos de agosto/23 – dados Secex.



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Lei define capital nacional da cevada e do malte



A Lei 14.956/24, que confere o título de Capital Nacional da Cevada e do Malte a Guarapuava (PR), foi publicada no Diário Oficial da União da última quinta-feira (5).

Sancionada sem vetos pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a norma originou-se do Projeto de Lei 2181/23, da Câmara dos Deputados.

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“Guarapuava se destaca, há mais de 13 anos, pela maior produtividade por hectare de cevada cervejeira do Brasil”, afirma o autor da proposta, deputado Marco Brasil (PP-PR).

De acordo com dados do IBGE, o Paraná é responsável por boa parcela da produção nacional de cevada, com o município de Guarapuava liderando essa estatística. Entre 2012 e 2021, o município respondeu, em média, por 20% do total da produção brasileira.

Marco Brasil acredita que a concessão do título de capital nacional ao município poderá ajudar a desenvolver toda a cadeia produtiva da cerveja, além de incentivar a criação de roteiros turísticos ligados ao setor cervejeiro.

Em 2017, uma lei estadual condeceu a Guarapuava o título de Capital Paranaense da Cevada e do Malte.



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falta de chuva preocupa; cotações têm novos aumentos



A falta de chuva nas principais regiões produtoras de soja no Brasil vem deixando agentes em alerta, visto que esse cenário pode atrasar o início da semeadura na temporada 2024/25.

Segundo pesquisas do Cepea, nesse cenário, vendedores restringem o volume ofertado no spot nacional, ao passo que consumidores domésticos e internacionais disputam a aquisição de novos lotes.

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Com a demanda superando a oferta, os prêmios de exportação e os preços domésticos da soja seguem em alta, também conforme levantamentos do Cepea.

A paridade de exportação indica, ainda, valores maiores para o próximo mês, o que reforça a resistência dos sojicultores em negociar grandes quantidades no curto prazo.



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Porto de Fortaleza pode ser alternativa para exportação do algodão do Matopiba


Uma comitiva da Associação Baiana dos Produtores de Algodão do Matopiba (Abapa), visitou na última semana, o Porto de Fortaleza (CE), com o objetivo de avaliar a infraestrutura do terminal para exportação como alternativa viável ao Porto de Santos.

De acordo com a Abapa, atualmente o porto santista, o maior da América Latina, é responsável por 90% da exportação de algodão brasileiro, incluindo o algodão da Bahia.

Também participaram da visita, o presidente da associação, Luiz Carlos Bergamaschi, acompanhado do conselheiro Celestino Zanella e do diretor executivo, Gustavo Prado.

“Estamos explorando alternativas para tornar o algodão baiano mais competitivo. E visitas como estas são importantes para que possamos conhecer o funcionamento e a estrutura dos portos disponíveis no Brasil, sempre em busca de rotas que possam garantir um tempo menor entre o embarque e a chegada do produto até destino final, e assim, garantir maior competitividade e mais valor ao nosso algodão,” explica Bergamaschi.

A comitiva foi recebida por representantes do Porto Pecém, da Tecer – Terminais Portuários do Ceará, e operadores como APM Terminals e Unilink.

Brasil bate recorde na produção de algodão com inovação tecnológica e parcerias estratégicasBrasil bate recorde na produção de algodão com inovação tecnológica e parcerias estratégicas
Foto: Divulgação

Durante a visita, foram apresentadas as instalações do Porto de Fortaleza, que possui uma capacidade de movimentação de cerca de 500 mil TEUs ou 6 milhões de toneladas em contêineres.

Além disso, o porto se destaca pela sua possibilidade de expansão, mesmo já movimentando uma variedade de produtos como carvão, ferro, aço, frutas, grãos e fibras.

Em paralelo, a Bahia tem ampliado suas opções logísticas. Em julho, foi inaugurada uma nova rota de exportação no Porto de Salvador para a Ásia, com o navio MSC Orion, que transporta cargas de algodão, soja, café e outros grãos diretamente para compradores asiáticos.


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AgroNewsPolítica & Agro

Sudeste Asiático: Avanço em Biocombustíveis Sustentáveis


Os números da produção de SAF na região estão em expansão



Os números da produção de SAF na região estão em expansão
Os números da produção de SAF na região estão em expansão – Foto: Nadia Borges

O Sudeste Asiático tem se consolidado como um polo crucial na produção de biocombustíveis sustentáveis, especialmente no setor de transportes. Os biocombustíveis que mais têm ganhado destaque na região são o bioquerosene de aviação (SAF) e o biocombustível marítimo (biobunker), que representam frentes promissoras no setor bioenergético.

De acordo com a S&P Global, a demanda por SAF (Sustainable Aviation Fuel) está projetada para crescer de forma significativa, atingindo seu pico até 2035. As iniciativas do mercado e as regulamentações serão determinantes para a penetração desse combustível até 2050. Recentemente, a National Research Foundation de Singapura lançou um programa de US$ 90 milhões voltado para a produção de SAF e outras fontes renováveis. Esse investimento tem o objetivo de apoiar as metas globais de utilização do SAF na aviação, que são de 3,24% até 2040 e 24,06% até 2050.

Os números da produção de SAF na região estão em expansão, destacando-se a Neste Singapore, a maior planta de produção de SAF do mundo. A empresa fez um investimento de US$ 1,4 bilhão em uma biorrefinaria inaugurada em 2019 e já firmou contratos com a Singapore Airlines e a Scoot. Outro grande avanço vem do Bangchak Group da Tailândia, que está desenvolvendo uma nova planta de SAF com capacidade para produzir 1 milhão de litros de biocombustível diariamente. O início da operação dessa planta está previsto para o segundo trimestre de 2025.

Esses desenvolvimentos destacam o papel crescente do Sudeste Asiático na transição para fontes de energia mais sustentáveis, contribuindo significativamente para o futuro da aviação e do transporte marítimo.
 





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Soja: clima e câmbio impactam o mercado interno


Nas últimas duas semanas, o mercado da soja em Chicago ganhou força. A alta nos preços foi impulsionada, principalmente, por fatores climáticos e pelo câmbio, que têm impacto direto no mercado interno. A previsão de clima seco em setembro, especialmente nas regiões centrais do Brasil, gera especulações, uma vez que o atraso das chuvas pode adiar o início do plantio.

A semeadura, que já deveria estar em andamento no Paraná, continua suspensa por falta de previsão de chuvas. Sem as condições climáticas adequadas, as máquinas permanecem paradas e os produtores demoram para entrar em campo, aumentando a incerteza no mercado e pressionando os preços para cima.

“Além do clima no Brasil, o cenário nos Estados Unidos também contribuiu para a alta. Embora a colheita norte-americana esteja prestes a começar, as lavouras pioraram levemente na última semana, ainda que não estejam em condições críticas”, afirma Luiz Fernando Gutierrez, consultor da Safras & Mercado.

Gutierrez destaca que o mercado, que já se encontrava sobrevendido, aproveitou esse momento de incerteza para ajustar os preços. Apesar da recuperação, ele alerta que o movimento ainda não é definitivo e que outros fatores podem influenciar a tendência dos próximos meses.

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Câmbio

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Foto: Pixabay/montagem

Outro fator importante foi o câmbio, que voltou a trabalhar em torno de R$ 5,70 ao longo de agosto, favorecendo o preço da soja no mercado interno. Além disso, os prêmios também se mantêm firmes, reflexo de uma oferta mais restrita no Brasil nesta temporada, especialmente nos últimos meses do ano.

“Esse recente movimento de alta deve ser aproveitado pelo produtor, especialmente para a nova safra. Se as chuvas chegarem no final de setembro ou início de outubro, a chance de uma safra recorde no Brasil e na Argentina é alta, o que pode elevar a produção global, aumentar os estoques e pressionar os preços para baixo”, comenta Luiz Fernando.

Tendência para 2025

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Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

A tendência para o primeiro trimestre de 2025 é de preços mais baixos, caso uma safra robusta seja colhida na América do Sul. No curto prazo, pode haver movimentos especulativos, mas a perspectiva macroeconômica é mais negativa para os preços no longo prazo. Assim, o produtor deve ficar atento e aproveitar os momentos de alta no mercado atual.



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Mercado eleva para 2,68% projeção de expansão da economia em 2024


A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,46% para 2,68%. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (9), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

A revisão de 0,22 ponto percentual para cima ocorre após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) do segundo trimestre do ano, que surpreendeu e subiu 1,4% em comparação ao primeiro trimestre. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com o segundo trimestre de 2023, a alta foi de 3,3%.

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Para 2025, a expectativa para o PIB passou de 1,85% para 1,9. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro também projeta expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Em 2023, também superando as projeções, a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilhões, de acordo com o IBGE. Em 2022, a taxa de crescimento havia sido 3%.

A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,35 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.

Inflação

Nesta edição do Focus, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – em 2024 passou de 4,26% para 4,3%. Para 2025, a projeção da inflação ficou em 3,92%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

A estimativa para 2024 está acima da meta de inflação, mas ainda dentro de tolerância, que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua, assim, o CMN não precisa mais definir uma meta de inflação a cada ano. O colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em julho, puxado principalmente pelos preços da gasolina, passagens de avião e energia elétrica, a inflação do país foi 0,38%, após ter registrado 0,21% em junho. De acordo com o IBGE, em 12 meses, o IPCA acumula 4,5%, no limite superior da meta de inflação.

A inflação de agosto será divulgada amanhã (10) pelo IBGE.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 10,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Diante de um ambiente externo adverso e do aumento das incertezas econômicas, na última reunião, no fim de julho, o BC decidiu pela manutenção da Selic, pela segunda vez seguida, após um ciclo de sete reduções que foi de agosto de 2023 a maio de 2024.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta nos preços de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete reuniões seguidas. Com o controle dos preços, o BC passou a realizar os cortes na Selic.

Antes do início do ciclo de alta, em março de 2021, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. O índice ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021. A próxima reunião do Copom está marcada para 17 e 18 de setembro deste ano.

Para o mercado financeiro, a Selic deve subir novamente e encerrar 2024 em 11,25% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica caia para 10,25% ao ano. Para 2026 e 2027, a previsão é que ela seja reduzida, novamente, para 9,5% ao ano e 9% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.



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Paraná deve enfrentar nova onda de calor e baixa umidade do ar



O estado do Paraná deve enfrentar, a partir desta semana, nova onda de calor, sobretudo na região dos Campos Gerais, no centro-sul do estado e na capital, Curitiba. O alerta foi feito na sexta-feira (6) pelo meteorologista do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), Lizandro Jacóbsen.

Segundo ele, já no fim de semana haveria gradativa elevação das temperaturas, “voltando a fazer bastante calor em grande parte das regiões paranaenses”, disse. “Só o litoral e a Serra do Mar seguem com temperatura amena.”

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Jacóbsen advertiu também que, nesta semana que se inicia, além das altas temperaturas, a onda de calor virá acompanhada de baixa umidade do ar, “abaixo dos 30% no período de maior aquecimento”.

“Outra ressalva é que a qualidade do ar volta a ficar ruim, pelo ingresso de material particulado das queimadas no Centro-Oeste e Norte do Brasil.” A média da umidade relativa do ar mínima para a semana pode ser inferior a 20% nas regiões norte e noroeste e menor do que 30% nas regiões central e sudoeste do Paraná, conforme a Simepar. Somente o litoral deve registrar umidade relativa mínima superior a 60% no período.

Na quarta-feira passada (4), o governo do Paraná já havia decretado situação de emergência em todo o estado por causa da estiagem que atinge vários municípios desde o mês passado.

“Somente em agosto, o Paraná registrou cerca de 20 mil focos de calor, aproximadamente seis vezes mais do que foi registrado em julho”, diz em nota o governo paranaense. Ainda conforme a nota, a situação deve persistir pelo menos até metade de setembro.



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