quinta-feira, agosto 6, 2026

Agro

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‘Brasil deveria propor Código Florestal global a todos os países agrícolas’, diz Aldo Rebelo



O ex-ministro e relator do Código Florestal Brasileiro, Aldo Rebelo, destacou nesta segunda-feira (9), durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024), em Cuiabá, Mato Grosso, que as obrigações ambientais aos produtores rurais do Brasil são as mais exigentes do mundo.

“Nenhum país do mundo dispõe das exigências que se faz ao produtor rural brasileiro. Nenhum produtor, seja norte-americano, europeu ou asiático está sujeito a ceder 80% de sua propriedade à proteção do meio ambiente como acontece no bioma amazônico, que corresponde a mais da metade do território do país”.

Rebelo ressaltou que fez estudo detalhado da legislação dos países com áreas agrícolas significativas e não encontrou paralelos ao que se exige do produtor rural brasileiro.

“Nenhum produtor europeu, por exemplo, tem que estabelecer em sua propriedade as chamadas Áreas de Proteção Permanentes, matas ciliares ou proteção de nascentes como o produtor rural de nosso país está submetido a fazer”.

Exigências que deveriam ser um trunfo

Para o ex-ministro, esse grau de exigências constitui um trunfo que é pouco utilizando em relação aos competidores mundiais do Brasil.

“Estamos às vésperas da Conferência de Mudanças Climáticas, que vai acontecer no Pará, em 2025, e não apresentamos à agenda internacional um Código Florestal mínimo que seja obedecido por todo o mundo, que tenha uma base a partir da qual todos os país e produtores tenham o mesmo compromisso ou sejam submetidos às mesmas renúncias”, afirmou.

Inseguranças do país

Em sua palestra no FIAP 2024, Rebelo afirmou que o Brasil não sofre apenas de insegurança jurídica. “Temos algo muito mais grave, que é a insegurança institucional, que é quando não existe segurança na relação entre os poderes do Estado”.

Segundo ele, exemplo disso é a tese do marco temporal. “Temos no Brasil sobre essa mesma matéria duas posições antagônicas de dois poderes distintos: uma decisão do STF revogando o marco temporal e outra do Congresso reafirmando-o e, por mais absurdo que possa parecer, as duas decisões estão em vigor”.

Rebelo disse que mesmo diante de todas essas adversidades, o Brasil recebeu da Organização das Nações Unidas (ONU) a responsabilidade de arcar com parte da segurança alimentar do planeta. “Isso porque o Brasil dispõe de recursos naturais, conhecimento em agricultura tropical e recursos humanos, que são os produtores rurais”.

Assim, o ex-ministro afirmou que está nas mãos do Brasil oferecer ao mundo segurança energética e alimentar. “Nenhum país do mundo possui, nem de longe, as mínimas condições que tem o Brasil de caminhar com segurança nesses dois desafios. E essas duas necessidades estão ligadas à agropecuária”, enfatizou.

Promovido pelo Canal Rural, o FIAP 2024 reúne na capital mato-grossense especialistas e autoridades para debater as inovações e tecnologias que moldarão a agropecuária brasileira de agora em diante.



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Podcast Soja Brasil: previsões de mercado para o grão



No mais recente episódio do podcast Soja Brasil, Luiz Fernando Gutierrez, consultor da Safras & Mercado, aborda os desafios e previsões para o mercado da soja. Ele destaca que, apesar dos danos climáticos no Rio Grande do Sul em maio, a semeadura de soja na região deve crescer 0,9% em relação ao ano passado.

Gutierrez observa que, com o aumento de 10% na produção de soja nos EUA, a demanda chinesa se torna crucial. Mesmo com as incertezas nas relações comerciais entre os EUA e a China, a demanda global por soja deve se manter estável.

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Ele também menciona o crescimento da produção global, com Brasil e Argentina contribuindo para um possível recorde. Isso pode pressionar os preços, que podem cair abaixo de 10 dólares por bushel e até mesmo abaixo de 9 dólares.

No Brasil, o aumento na área plantada para 2024/25 pode impactar os preços e a competitividade. Gutierrez recomenda que os produtores se protejam contra a volatilidade dos preços utilizando contratos futuros e opções de hedge, e antecipem a venda de 40-50% da soja antes da colheita para garantir melhores preços.

Confira o podcast completo no YouTube e no Spotify.



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Recomendações do agro ao G20 foram entregues durante o FIAP; confira



As recomendações da iniciativa privada para o G20 Agro, chamado B20, foram entregues nesta segunda-feira (9) ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), em Cuiabá, Mato Grosso.

Entre as contribuições estão o aumento da produtividade, liberação de recursos financeiros e uma maior participação das tradings como agente financiador.

Promovido pelo Canal Rural, o evento reúne na capital mato-grossense especialistas e autoridades de renome para debater as inovações e tecnologias que moldaram a agricultura e pecuária brasileira de agora em diante.

Assim, o FIAP antecede a reunião do G20 Agro, que ocorre em Chapada dos Guimarães, entre os dias 10 e 13 de setembro.

Veja as recomendações do B20

Finanças e Infraestrutura: acelerar a implantação de capital privado para facilitar a transição para uma economia sustentável de baixo carbono.

Medidas prioritárias:

  • Revisar o papel do financiamento do setor público para melhorar a eficiência de alocação de capital em prol do financiamento climático, com objetivo principal de mobilizar capital privado para destravar investimentos do setor em escala;
  • Debater as políticas de capital regulatório e das agências classificadoras de risco para o financiamento climático, para ter condições de aumentar a mobilização dos fluxos de capital do setor privado para investimentos climáticos.

Transição Energética e Clima: acelerar o desenvolvimento e o uso de um portfólio de soluções de energia renovável e sustentável para impulsionar a descarbonização no curto (2030) e no longo prazo (2050), garantindo segurança energética.

Medidas prioritárias:

  • Elaborar políticas, regulações e incentivos para triplicar a capacidade energética renovável até 2030, expandir a infraestrutura das redes e acelerar a ampla eletrificação;
  • Estabelecer mecanismos e iniciativas para explorar o potencial sustentável e a prontidão de bioenergia e biocombustíveis para descarbonização, para atingir o net zero e garantir a segurança alimentar;
  • Expandir outras soluções de transição para o net zero, como captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS), hidrogênio limpo e energia nuclear.

Sistemas Alimentares Sustentáveis e Agricultura: criar modelos inovadores de financiamento e colaboração para apoiar a transição dos agricultores para sistemas alimentares resilientes e sustentáveis.

Medidas prioritárias:

  • Os membros do G20 devem usar mecanismos de financiamento combinados, melhorar as capacidades e ofertas financeiras – reduzindo riscos e incentivando investimentos – e redirecionar o apoio agrícola para acelerar a transição para sistemas alimentares mais resilientes, sustentáveis e equitativos;
  • Esses países também devem desenvolver uma estrutura regulatória que acelere o desenvolvimento de créditos interoperáveis e de alta integridade para serviços como captura de carbono, e redução do uso de água doce.

Comércio e Investimento: promover comércio e investimentos sustentáveis e resilientes.

Medidas prioritárias:

  • Promover metodologias aceitas internacionalmente para cálculo e prestação de contas sobre a pegada de carbono de produtos, além de viabilizar boas práticas regulatórias e taxonomias para instituições que queiram promover a sustentabilidade ambiental;
  • Iniciar a revisão de políticas comerciais restritivas unilaterais dos países do G20 nos últimos três anos.

Mulheres, Diversidade e Inclusão: promover um ambiente inclusivo para o futuro do mercado de trabalho.

Medidas prioritárias:

  • Garantir orçamento público para dar suporte abrangente e acesso equitativo à educação para estudantes de baixa renda, com deficiência e demais grupos sociais relacionados, desde a primeira infância até a capacitação e requalificação;
  • Assegurar a implementação responsável de IA sem vieses, por meio de comitês e alianças entre empresas dos setores público e privado, com incentivo quando houver promoção de diversidade e inclusão para o desenvolvimento desses profissionais.

Emprego e Educação: preparar uma força de trabalho resiliente e produtiva para o futuro do trabalho.

Medidas prioritárias:

  • Requalificar e melhorar competências para diminuir a escassez de talentos, especialmente em proficiência digital e sustentabilidade, por meio de incentivos financeiros para implantar soluções de aprendizagem integradas no trabalho e para facilitar o reconhecimento de competências;
  • Aumentar a relevância e a qualidade da educação básica e da educação profissional e tecnológica (EPT) para a força de trabalho desenvolver habilidades essenciais para emprego e negócios do futuro.

Transformação Digital: atingir conectividade universal de indivíduos e empresas, promovendo a confiança digital e a cibersegurança, estabelecendo as bases para uma abordagem responsável e pró-inovação para novas tecnologias, como a IA.

Medidas prioritárias:

  • Acelerar a expansão e o uso da infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação por meio de modernização regulatória e parcerias público-privadas (PPPs) que incentivem investimento, colaboração e competição justa;
  • Fomentar cooperação multilateral para melhoria da ação cibernética internacional;
  • Fortalecer a colaboração internacional e escalar frameworks pró-inovação baseados em gestão de risco para o desenvolvimento, implementação e governança responsáveis da IA.

Integridade e Conformidade: promover a liderança ética para fomentar o crescimento inclusivo.

Medidas prioritárias:

  • Aprimorar a transparência e a comunicação em sistemas de inteligência artificial (IA) com a criação de códigos de conduta, a adoção de frameworks globais sobre o desenvolvimento, e a implementação e uso da IA de forma consciente e ética;
  • Estimular os setores público e privado a promoverem um local de trabalho justo e seguro, com medidas para prevenir e combater o assédio.

FIAP foi uma força-tarefa do agro

Presidente do Canal Rural, Julio Cargnino destacou que o FIAP é um momento muito importante para o agronegócio brasileiro.

“Foi uma força tarefa de nove meses de trabalho. Um evento feito a muitas mãos, uma janela de oportunidade que vai até o ano que vem quando o Pará receberá a COP30”.

Anfitrião do Fórum, o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, pontuou que o evento é um espaço para troca de conhecimento e de estabelecimento de estratégias que garantam a competitividade e sustentabilidade do setor.

Brasil sediar o G20 é uma oportunidade

Na avaliação do presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, o Brasil sediar o G20 é uma grande oportunidade. Segundo ele, a atual realidade, com insegurança alimentar e crise climática, serve para mostrar que “vivemos todos num mesmo planeta”.

“Quando um avião cai, não vão atrás de culpados e sim do que ocasionou a queda. E é o que precisamos fazer com a questão do clima. O mundo vive uma insegurança alimentar e crise climática. Eventos como este servem para buscarmos soluções para enfrentarmos os desafios”, disse.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou os esforços do governo brasileiro para restabelecer a posição do Brasil no cenário global e a abertura de 184 novos mercados nos últimos meses.

“Mas os desafios seguem e precisamos pensar em como vamos seguir produzindo e alimentando o mundo. Temos dois grandes fóruns no Brasil, que são o G20 e a COP30 e neles vamos debater isso”.

Já o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, lembrou que até 20 anos atrás o Brasil era conhecido como o país do futebol e hoje é um dos maiores exportadores de alimentos.

“Produzir alimentos se faz como há milhares de anos. Com tecnologia e inovação. Mas, nós temos os nossos desafios e precisamos trabalhar nisso. Um deles é combater as ilegalidades ambientais. Outro é sermos tratados de forma diferente com seguro rural, políticas públicas. Vamos continuar crescendo se soubermos fazer a nossa lição de casa. Que tenhamos altivez para cobrar também aquilo que nos estão cobrando”, destacou Mauro Mendes.

Objetivo do B20 agro

De acordo com o vice-presidente da CNI, Alexandre Furlan, o objetivo com o B20 é garantir que as recomendações não sejam somente ouvidas, como trabalhadas.

“As conclusões dessas sete forças-tarefas nos ajudarão a trazer benefícios ao Brasil e avanços no cenário internacional”.

Para o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o B20 e as suas contribuições “são de suma importância. Precisamos debater que o mundo participe em conjunto na erradicação da fome”.

As recomendações foram entregues ao ministro pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Roberto Perosa, e pelo CEO Global da JBS e presidente do grupo de Trabalho de Sistemas Alimentares Sustentáveis e de Agricultura, o B20, Gilberto Tomazoni.

“Nós como Brasil sugerimos alguns temas de debate que foram aceitos. O Brasil sabedor das dificuldades que temos, decidimos desde o início que faríamos uma declaração ministerial sobre tudo o que está sendo dito, facilitando, inclusive, a população de nos cobrar o que aqui foi sugerido e decidido”, disse Roberto Perosa.

O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou a abertura do Ministério da Agricultura e Pecuária durante o processo de construção das recomendações do B20, no qual três eixos foram considerados importantes.

“A conclusão à qual nós chegamos é que os três eixos de propostas servem para todos. As propostas estão baseadas em aumentar a produtividade, ter recursos para fazer essa transformação e as tradings como mecanismo para acabar com a insegurança alimentar e serem agentes financiadores”, pontuou Tomazoni.

Ainda segundo o CEO Global da JBS, “nós temos o desafio de aumentar a produtividade de forma igualitária e temos que fazer com que todos participem com a adoção de melhores práticas”.

O evento é apoiado por diversas entidades, incluindo a CNA, Sistema Famato, CNI, CropLife e outras, com patrocínios da JBS, Apex Brasil, John Deere, Senar MT, e apoio de conteúdo da CNN Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Inmet emite alerta laranja de seca em 12 estados e o DF


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou, nesta segunda-feira (9), um alerta laranja de perigo para 12 estados brasileiros e o Distrito Federal (DF) devido à baixa umidade. Segundo o instituto, nesses locais a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 12%, com risco de incêndios florestais e riscos à saúde, como doenças pulmonares e dores de cabeça.

Além do DF, o alerta vale para os estados de Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, São Paulo e Maranhão. Em alguns locais a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 12%.

O instituto também emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para os estados do Acre, Amazonas, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul. Nesses locais, a umidade relativa do ar deve oscilar entre 30% e 20%.

A baixa umidade causa ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Entre as recomendações estão beber bastante líquido, evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, evitar a prática de atividades físicas. Também são recomendados o uso hidratante para pele e umidificar o ambiente.

Ondas de Calor
O Inmet emitiu ainda um alerta de ondas de calor para os Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e parte de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O alerta vale até a quinta-feira (12). Nesses estados as temperaturas podem ficar até 5ºC acima da média.





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Roberto Rodrigues e Blairo Maggi destacam papel do agro brasileiro para a segurança alimentar mundial



No painel “A história do agro brasileiro e sua relevância na segurança alimentar“, realizado durante o FIAP 2024, em Cuiabá, duas importantes figuras do agronegócio, Roberto Rodrigues e Blairo Maggi, refletiram sobre a evolução do setor e seu impacto global. A discussão abordou temas cruciais, como segurança alimentar, segurança energética, mudanças climáticas e a diversidade de renda no campo, mostrando o papel do Brasil como líder no setor agropecuário.

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Avanços tecnológicos e sustentabilidade: o legado do agro brasileiro

Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, enfatizou o papel da tecnologia como o grande motor da evolução da agricultura brasileira. Ele destacou que, entre as safras de 1990/1991 e 2023/2024, a área plantada no Brasil cresceu 110%, enquanto a produção agrícola saltou impressionantes 417%. “Isso se deve, fundamentalmente, à tecnologia“, afirmou Rodrigues, reforçando que o Brasil foi capaz de aumentar a produtividade sem a necessidade de expandir suas fronteiras agrícolas por meio do desmatamento.

Rodrigues também ressaltou o compromisso do Brasil com a sustentabilidade, apontando que 47,40% da matriz energética do país é renovável, sendo a agricultura responsável por cerca de metade dessa energia. “O Brasil não é um combatente, não quer ficar sozinho na parada. O Brasil pode ser o grande transmissor de conhecimento“, disse o ex-ministro, referindo-se ao potencial do país para compartilhar suas tecnologias agrícolas inovadoras com o mundo. “Temos tecnologias aqui que ninguém tem“, afirmou.

Blairo Maggi destaca a importância da política e da infraestrutura para o agro

Blairo Maggi, também ex-ministro da Agricultura, trouxe à tona a importância das mudanças políticas e logísticas para o desenvolvimento do agronegócio. Ele relembrou os desafios enfrentados no passado, quando as reivindicações de produtores rurais exigiam grandes sacrifícios financeiros. “Antigamente, para a gente ir a Brasília reivindicar algo, precisava fazer um bingo, matar um bezerro, para a gente poder pagar passagens e hotel“, contou.

Maggi elogiou o trabalho do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, por sua “revolução na logística“, citando as melhorias em estradas e infraestrutura como fundamentais para o avanço do setor. Segundo Maggi, a política desempenha um papel essencial na criação de oportunidades de novos negócios e na remoção de barreiras comerciais. “Somente a política pode impulsionar o Brasil a fazer novos negócios e retirar barreiras“, afirmou, reforçando a importância da participação do Brasil em fóruns internacionais como o G20.

Brasil como líder na segurança alimentar e energética

O painel reforçou a relevância do Brasil como uma potência mundial no agronegócio, capaz de liderar o caminho para a segurança alimentar e energética global. Com a capacidade de aumentar sua produção de forma sustentável e com o apoio da inovação tecnológica, o Brasil se posiciona como uma referência internacional no setor.



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Setor privado apresenta suas soluções para o G20 Agro sobre sustentabilidade alimentar


O B20, representando a iniciativa privada dos países do G20, acaba de lançar um conjunto de recomendações que prometem impulsionar uma transformação significativa nos sistemas alimentares globais. Este grupo, reunindo empresas e associações empresariais de vários setores, propõe uma abordagem inovadora e inclusiva para enfrentar os desafios atuais da produção e consumo de alimentos. O documento foi oficialmente entregue durante do FIAP 2024. Assista ao vídeo abaixo e confira a cerimônia na íntegra.

Participaram do momento desta entrega o executivo Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS, Roberto Perosa, Secretário de Comércio no Ministério da Agricultura, e Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que recebeu o documento.

Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Foto: Canal RuralCarlos Fávaro, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Foto: Canal Rural
Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Foto: Canal Rural

“O desafio é gigante, mas eu tenho certeza que as colaborações feitas até agora pela iniciativa privada e pelas outras, que vão vir, intensifiquem esse debate de hoje e, na quinta-feira, que possam fazer um poder de convencimento de todas as entidades brasileiras, que também têm uma representatividade internacional. Isso tudo para que esta declaração brasileira se torne um marco histórico da agropecuária nacional.”

Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

No coração das recomendações apresentadas pelo grupo de trabalho “Sustainable Food Systems and Agriculture” está a defesa de um sistema multilateral de comércio agrícola robusto, liderado pela OMC. Esta iniciativa busca remover barreiras comerciais injustas e promover práticas agrícolas sustentáveis, assegurando um comércio justo e baseado em regras.

Roberto Perosa, secretário de Comércio no Ministério da Agricultura. Foto: Canal RuralRoberto Perosa, secretário de Comércio no Ministério da Agricultura. Foto: Canal Rural
Roberto Perosa, secretário de Comércio no Ministério da Agricultura. Foto: Canal Rural

“O setor privado impulsiona o setor público e nós temos essa característica de, ouvindo o setor privado, darmos vazão aos interesses da sociedade brasileira.”

Roberto Perosa

Outra sugestão crucial envolve o desenvolvimento de modelos inovadores de financiamento para facilitar a transição para sistemas alimentares mais sustentáveis. Isso inclui a valorização dos serviços ecossistêmicos das práticas agrícolas regenerativas, importantes para a resiliência ambiental e a redução de emissões de gases de efeito estufa.

A importância da inovação na agropecuária

O B20 também destacou a necessidade de impulsionar a produtividade agrícola através da inovação. Expandindo o acesso a tecnologias e suporte técnico, especialmente para nações em desenvolvimento, busca-se enfrentar os desafios climáticos e afirmar a segurança alimentar global.

Segundo o documento, “adotar tecnologias avançadas, como a agricultura regenerativa, é essencial para garantir um futuro sustentável e nutritivo.”

Apresentação no FIAP 2024

As recomendações do B20 foram apresentadas no Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024) em Cuiabá, onde líderes como Gilberto Tomazoni (JBS) e outros especialistas discutiram caminhos para a transformação e transição dos sistemas alimentares para serem cada vez mais sustentáveis, de agora em diante.

O executivo Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. Foto: Canal RuralO executivo Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. Foto: Canal Rural
O executivo Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. Foto: Canal Rural

“Nós temos a solução. Precisamos ser inovativos nos sistemas em como financiar essa transição. E isso não é um trabalho só do governo. Tem ainda o trabalho da iniciativa privada e do terceiro setor. Temos de fazer todos juntos e não dá para ficar pensando em fronteiras. O planeta não tem fronteiras, pois as mudanças climáticas não reconhecem fronteiras.”

Gilberto Tomazoni

Este evento, promovido pelo Canal Rural, antecede os debates do G20 Agro em Chapada dos Guimarães, que abordarão práticas agrícolas sustentáveis e segurança alimentar.

Uma visão da agropecuária para 2030

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Novas tecnologias impulsionam a agricultura, aumentando a produtividade e a eficiência no agro. | Foto: Liu Xiaozhong/Pixabay

Com o objetivo de reduzir drasticamente as emissões do setor agropecuário até 2030 e garantir acesso global a alimentos seguros, as ações propostas refletem uma crescente preocupação com os impactos ambientais dos sistemas alimentares.

Trata-se de preparar o terreno para uma transformação significativa que assegure a sustentabilidade e a segurança alimentar para as futuras gerações.

O encontro do G20 em Mato Grosso será uma oportunidade de ouro para fortalecer as relações comerciais e explorar novas oportunidades econômicas para o Brasil, conforme destacado pelo ministro Carlos Fávaro. Com o Brasil na vanguarda das discussões, o evento promete pavimentar o caminho para um futuro agrícola mais justo e sustentável.

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Inmet emite alerta laranja de seca em 12 estados e o DF



Um alerta laranja de perigo para 12 estados e o Distrito Federal devido à baixa umidade foi lançado nesta segunda-feira (9) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Segundo o órgão, nesses locais a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 12%, com risco de incêndios florestais e riscos à saúde, como doenças pulmonares e dores de cabeça.

Além do Distrito Federal, o alerta vale para os seguintes estados:

Em alguns locais a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 12%. O Inmet também emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para:

  • Parte do Rio Grande do Sul

Nesses locais, a umidade relativa do ar deve oscilar entre 30% e 20%.

A baixa umidade causa ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Entre as recomendações estão beber bastante líquido, evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia e evitar a prática de atividades físicas. Também são recomendados o uso hidratante para pele e umidificar o ambiente.

Ondas de calor

O Inmet emitiu ainda um alerta de ondas de calor para os Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e parte de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O alerta vale até a quinta-feira (12). Nesses estados as temperaturas podem ficar até 5ºC acima da média.



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Lula autoriza emprego das Forças Armadas nas eleições 2024



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o emprego das Forças Armadas para a garantia da votação e da apuração das eleições de 2024. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (9).

As localidades e o período de emprego das Forças Armadas serão definidos conforme os termos de requisição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A participação das Forças Armadas no processo eleitoral está prevista na Constituição Federal e no Código Eleitoral.

O decreto foi assinado em conjunto pelo presidente Lula, pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro e pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Marcos Antonio Amaro dos Santos.

Eleições municipais

Nas eleições municipais, são eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Somente no Distrito Federal não há eleições municipais.

O primeiro turno das eleições municipais de 2024 está marcado para 6 de outubro. O segundo turno ocorrerá em 27 de outubro, na eleição para prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores, quando nenhum dos candidatos ao posto obtiver mais da metade dos votos válidos (excluídos os votos em branco e os votos nulos) para ser eleito.

Em relação a 2020, houve um aumento de 5% no número de votantes, tornando a eleição deste ano a maior municipal de todos os tempos no país.

Quanto aos concorrentes, o tribunal contabiliza 461.012 pedidos de registro de candidatas e candidatos em outubro, sendo 15.465 candidatos ao cargo de prefeito; 15.682 ao de vice-prefeito; e 429.865 ao de vereador.



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Fávaro defende vocação agro do Brasil e ampliação da presença global no FIAP 2024



Nesta segunda-feira (9), o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024) deu início à sua programação com a presença de grandes nomes do agronegócio e autoridades nacionais e internacionais. Realizado em Cuiabá, Mato Grosso, o evento, promovido pelo Canal Rural, tem como objetivo principal discutir as pautas mais relevantes para o setor agroalimentar e preparar o Brasil para o G20 Agro, que ocorrerá entre os dias 10 e 13 de setembro, na Chapada dos Guimarães.

Durante a abertura do evento, o presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, destacou a importância do FIAP 2024 como um espaço de diálogo e construção de estratégias para o futuro do agro. “Esse é um momento em que estamos dedicados a construir esses espaços de diálogo. O evento tem três grandes objetivos. O primeiro é mostrar como chegamos até aqui, como o Brasil se tornou essa potência agroalimentar que é hoje. Em um segundo momento, vamos mostrar como estamos nos preparando para o futuro. Temos muitos desafios, mas também temos muitas estratégias sendo implementadas. O terceiro pilar é o diálogo com a comunidade internacional. Essas conversas precisam acontecer para que outros países nos conheçam cada vez mais“, afirmou.

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Autoridades discutem o futuro do agronegócio brasileiro

A abertura contou com a presença de diversas autoridades, como o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e os governadores Helder Barbalho (Pará), Mauro Mendes (Mato Grosso) e Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul). Cada um trouxe sua visão sobre o papel do Brasil como líder global na produção agroalimentar.

Vilmondes Tomain, presidente da Famato, reforçou a importância do agronegócio para Mato Grosso. “O agronegócio é a espinha dorsal do nosso estado. Somos responsáveis por grande parte da produção de soja, milho e carne, que abastecem tanto o mercado interno quanto o externo. O FIAP é um espaço para troca de conhecimentos e parcerias estratégicas“, ressaltou.

Jorge Viana, presidente da Apex Brasil, também enfatizou o caráter histórico do evento. “A realização deste fórum registra um momento histórico. Podemos dividir o antes e o depois. O Brasil sediar o G20 é uma oportunidade para construir uma narrativa verdadeira sobre o potencial deste país incrível. Acredito que é isso que o governo está fazendo“, destacou.

Desafios climáticos e sustentáveis na pauta

Entre as discussões centrais, a crise climática foi um ponto abordado por Jorge Viana. Ele destacou a necessidade de encontrar soluções e não apenas buscar culpados. “Essa fumaça que estamos vendo em Cuiabá não deve ser motivo para correr atrás de culpados. Precisamos encontrar soluções. A crise climática é um desafio real“, alertou.

O ministro Carlos Fávaro ressaltou os esforços do governo brasileiro para reestabelecer a posição do Brasil no cenário global. “A volta do presidente Lula ao comando do Brasil traz um desejo pessoal de que o país se reestabeleça na ordem mundial. Conseguimos abrir 184 novos mercados para os produtos da agropecuária brasileira. O Brasil, e o mundo, devem pensar o que e como produzir no futuro“, afirmou Fávaro.

Tecnologia e inovação como base para o futuro

Outro tema crucial foi a importância da tecnologia e da inovação para a sustentabilidade no campo. Daniel Carrara, diretor-geral do Senar Brasil, destacou o papel do Sistema CNA/Senar na transferência de tecnologia para o campo. “A CNA e o Senar têm a missão de comunicar o agro e diminuir as diferenças tecnológicas no país. Não existe sustentabilidade sem tecnologia“, declarou Carrara.

Alexandre Furlan, vice-presidente da CNI, mencionou as contribuições do B20, que trabalha com sete forças-tarefas, entre elas a dedicada à agricultura e sistemas alimentares sustentáveis. “As conclusões dessas forças-tarefas nos ajudarão a trazer benefícios ao Brasil e avanços no cenário internacional“, disse.

Orgulho e responsabilidade no agronegócio

Helder Barbalho, governador do Pará, exaltou o papel de Mato Grosso na produção agropecuária e sua importância para a segurança alimentar do Brasil e do mundo. “Destaco aqui o orgulho nacional que Mato Grosso se tornou. O estado compreendeu, a partir de sua vocação produtiva, que era possível alavancar a produção de alimentos e tornar-se a locomotiva da produção e da segurança alimentar que o Brasil adotou“, afirmou.

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, também reforçou o protagonismo do Brasil como fornecedor global de alimentos. “Hoje, somos conhecidos como o maior exportador líquido de alimentos. Temos grande capacidade de continuar crescendo“, ressaltou Mendes.



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Milho preços seguem em alta no Brasil; clima preocupa



Levantamentos do Cepea mostram que os preços do milho seguem em alta no mercado doméstico.

Segundo pesquisadores, atentos às recentes valorizações externa e interna e preocupados com o clima nas principais regiões produtoras da safra de verão do Brasil, vendedores vêm limitando o volume ofertado.

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Do lado da demanda, pesquisadores do Cepea explicam que a procura internacional pelo milho brasileiro tem se aquecido, sustentada pela maior paridade de exportação.

Compradores internos também têm retomado as negociações, seja para recompor estoques e/ou por temerem novas valorizações nos próximos dias. Quanto aos embarques, em agosto, somaram 6,06 milhões de toneladas de milho, praticamente o dobro das 3,55 milhões escoadas em julho, mas ainda 35% inferiores aos de agosto/23 – dados Secex.



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