quinta-feira, agosto 6, 2026

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“Se não estivermos nas discussões, novas regras e imposições virão”, diz Blairo Maggi sobre o G20 Agro


O Grupo de Trabalho G20 Agro, que reunirá autoridades dos 20 países do bloco e mais dez países convidados, ocorrerá entre os dias 10 e 13 de setembro, em Chapada dos Guimarães (MT).

O Brasil sediar o G20 é considerado uma oportunidade para a construção de uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial do país, ao mesmo tempo em que se analisa o que ainda precisa ser feito e se realizam novas negociações e acordos.

Rico em produção de grãos e fibras, batendo recordes de safra a cada ano e detentor do maior rebanho bovino do país, com mais de 31 milhões de cabeças, Mato Grosso foi eleito o local ideal para sediar, entre os dias 10 e 13 de setembro, os debates do G20 Agro no Brasil. O encontro será realizado em Chapada dos Guimarães.

Para o ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi, o “G20 é uma grande oportunidade de produzir o que está faltando e realizar novas negociações e acordos”.

Durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024), promovido pelo Canal Rural em Cuiabá (MT) nesta segunda-feira (9), Maggi destacou ainda que “se não estivermos presentes nas discussões, novas regras e imposições virão”.

Entre as principais pautas do Grupo de Trabalho da Agricultura, a serem debatidas em Mato Grosso, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estão a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares em seus múltiplos aspectos e a ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional.

O atual ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que este é um momento propício para o Brasil assumir a presidência do G20, com foco em construir um mundo mais justo e sustentável.

Segundo ele, o tema escolhido pelo país “é muito importante, uma vez que não existe inclusão melhor do que o combate à fome“.

O G20 Agro reunirá autoridades dos 20 países do bloco e mais dez países convidados e é considerado o grupo de trabalho com a maior adesão.
G20 Agro em Mato Grosso

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou, durante o FIAP 2024, a importância da realização do G20 da Agricultura em Mato Grosso.

O estado possui 903.357 quilômetros quadrados de extensão territorial e abriga os biomas Cerrado, Amazônia e Pantanal. É cortado por seis rodovias federais, sendo a BR-163 a principal via de escoamento, ligando o norte e o sul do estado aos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Miritituba (PA).

“Mato Grosso sempre foi muito importante para o Brasil e, hoje, é importante para o mundo. O Brasil sediar o G20 é uma oportunidade de construir uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial incrível deste país”, afirmou Viana.

Soluções sobre sustentabilidade alimentar

O FIAP trouxe discussões profundas sobre o setor, com as principais referências do agronegócio brasileiro e mundial.

Durante o evento, o B20, representando a iniciativa privada dos países do G20, lançou um conjunto de recomendações que prometem impulsionar uma transformação significativa nos sistemas alimentares globais. O documento foi oficialmente entregue ao ministro da Agricultura e Pecuária.

Entre as contribuições estão o aumento da produtividade, a liberação de recursos financeiros e uma maior participação das tradings como agentes financiadores.

Também foi entregue ao ministro e aos chefes de delegação do G20 Agro uma carta magna, desenvolvida pelos embaixadores do FIAP, Teka Vendramini, integrante do Conselho Consultivo do B20 Brasil, e o professor Dr. José Luiz Tejon, da Audencia França e Fecap Brasil, reunindo todas as contribuições discutidas nos painéis do evento.

O documento mostra quais são os próximos passos e como o Brasil precisa se posicionar para ser protagonista na produção de alimentos e na segurança alimentar do planeta.

Código Florestal global e Green Deal

O Pacto Ecológico Europeu, chamado de Green Deal, que traz uma série de medidas sociais e comerciais a fim de alcançar a neutralidade climática da União Europeia até 2050, foi um dos assuntos debatidos no FIAP, no painel “Novas regras e modelos para garantir a segurança alimentar do planeta”, com a participação do conselheiro da União Europeia no Brasil, Laurent Javaudin.

“Quando fizemos essa nova legislação, não foi porque quisemos. Fomos cobrados a fazer, afinal de contas, estávamos comprando de quem desmatava. Elaboramos as regras pensando naqueles países que não fazem nada para combater o desmatamento. Acreditem, o Brasil está muito bem quanto a isso”, disse Javaudin.

O ex-ministro e relator do Código Florestal Brasileiro, Aldo Rebelo, ressaltou durante o Fórum em Cuiabá que as obrigações ambientais aos produtores rurais do Brasil são as mais exigentes do mundo.

Segundo Rebelo, nenhum país do mundo impõe tantas exigências como aquelas que o produtor brasileiro enfrenta.

“Nenhum produtor, seja norte-americano, europeu ou asiático, está sujeito a ceder 80% de sua propriedade à proteção do meio ambiente como acontece no bioma amazônico, que corresponde a mais da metade do território do país”, disse.

“Estamos às vésperas da Conferência de Mudanças Climáticas, que acontecerá no Pará, em 2025, e ainda não apresentamos à agenda internacional um Código Florestal mínimo, que seja obedecido por todo o mundo, com uma base a partir da qual todos os países e produtores tenham o mesmo compromisso ou sejam submetidos às mesmas renúncias”.

O FIAP 2024 é apoiado por diversas entidades, incluindo a CNA, Sistema Famato, CNI, CropLife e outras, com patrocínios da JBS, Apex Brasil, John Deere, Senar MT, e apoio de conteúdo da CNN Brasil.

Parceria de conteúdo da CNN Brasil com o Canal Rural na cobertura do G20 Agro



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Saiba o que esperar do mercado da soja nesta semana



Em setembro, os Estados Unidos iniciam a safra 2024/25 com uma oferta histórica de soja. Já no Brasil, o fim do vazio sanitário alivia preocupações sobre possíveis atrasos no plantio, apesar das chuvas irregulares. Na última semana, o Banco Central interveio novamente para conter a alta do dólar, que fechou a R$5,59, em meio às turbulências políticas.

Em Chicago, o contrato de soja para setembro de 2024 fechou a U$9,89 por bushel (+0,82%), e o contrato para março de 2025 subiu para U$10,36 (+0,58%). No mercado físico brasileiro, os preços foram majoritariamente positivos, apesar da leve queda do dólar.

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Detalhes do mercado

  • Exportações dos EUA: os preços da soja em Chicago parecem ter encontrado um piso, sustentados pelo aumento das exportações norte-americanas, que chegaram a 1,4 milhões de toneladas em 6 de setembro. Com a demanda atual, os preços devem se manter acima de U$10,00 por bushel. Contudo, se a demanda desacelerar com o avanço da colheita, uma nova queda nos preços pode ocorrer.
  • Início da safra brasileira: a aproximação da safra brasileira levanta preocupações climáticas, com a possibilidade de atrasos no plantio devido à falta de chuvas nas principais regiões produtoras. Isso está elevando os prêmios de risco na precificação, com uma tendência de fortalecimento sazonal.
  • Demanda e legislação: o projeto de lei “Combustível do Futuro”, em fase final de tramitação, pode aumentar a concentração de óleo vegetal no diesel de 14% para 20% até 2030. Esse aumento na demanda por óleo de soja pode impactar os preços da soja e do óleo a longo prazo. Empresas do setor estão se preparando para essa mudança, com novos investimentos em plantas esmagadoras.

De acordo com a plataforma Grão Direto, os principais fatores para os próximos dias são as exportações dos EUA e o início da safra no Brasil. A tendência é de uma semana positiva, mas com atenção às condições climáticas e às possíveis mudanças legislativas que poderão influenciar o mercado.



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Pecuária do futuro: especialistas debatem as inovações que vão guiar a produção de carne bovina


O Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024) trouxe à tona, nesta segunda-feira, 9 de setembro, em Cuiabá, discussões essenciais sobre as tecnologias e experiências brasileiras que são referência mundial na pecuária.

O painel, moderado por Caio Penido, presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), contou com a presença de Arlindo Vilela, José Bento Ferraz e Fernanda Macitelli, especialistas em suas áreas, debatendo caminhos para o avanço sustentável do setor.

Intensificação sustentável na pecuária do futuro

Arlindo Vilela, pecuarista e doutor em Produção Animal. Foto: Canal RuralArlindo Vilela, pecuarista e doutor em Produção Animal. Foto: Canal Rural
Arlindo Vilela, pecuarista e doutor em Produção Animal. Foto: Canal Rural

Arlindo Vilela, um dos destaques do painel, reforçou a importância da intensificação na pecuária como um caminho sem volta para a sustentabilidade. Segundo ele, intensificar não significa apenas aumentar a produção, mas sim melhorar a eficiência e usar os recursos de forma inteligente. Um dos aspectos que Vilela destacou foi a comparação entre o confinamento e a terminação intensiva a pasto (TIP).

“Aqui em Mato Grosso, em 2014, a TIP empatou com o confinamento, o número de animais terminados em confinamento e terminado em TIP. Nesses dez anos o confinamento cresceu 20% em Mato Grosso e a TIP cresceu 300%, então é algo que tem sustentação.”

Arlindo Vilela

Ele destacou os desafios da cultura, gestão e recursos financeiros como barreiras a serem superadas, mas insistiu que o foco deve ser em “fazer melhor” para garantir uma pecuária moderna e sustentável.

Genética e o impacto reprodutivo na produção de carne

Professor José Bento Ferraz, da USP. Foto: Canal RuralProfessor José Bento Ferraz, da USP. Foto: Canal Rural
Professor José Bento Ferraz, da USP. Foto: Canal Rural

José Bento Ferraz, professor da USP, trouxe ao debate a importância da genética na pecuária. Ele enfatizou que compreender o que cada pecuarista deseja para seu rebanho é essencial.

A escolha do touro certo, adequado para cada sistema de produção, é crucial para evitar surpresas desagradáveis e prejuízos.

No entanto, o Brasil possui um gargalo muito grande que é justamente alçar maiores ganhos na produção de bovinos de corte por conta do melhoramento genético e sua participação na produção de carne bovina no País.

“Sempre me perguntam: qual o porcentual dos animais abatidos no Brasil que possuem genética de animais melhorados de alguma forma? Fiz conta por todo o lado e cheguei à conclusão que é no máximo 30%.”

José Bento Ferraz

Por isso ainda há um potencial de 70% do rebanho brasileiro que precisa que melhores técnicas genéticas de produção. E para isso o produtor deve se guiar em critérios que devem ser avaliados de forma integrada, considerando-se as necessidades e objetivos do sistema de produção, visando a obtenção de animais produtivos e saudáveis.

Fernanda Macitelli, pesquisadora da UFMT. Foto: Canal RuralFernanda Macitelli, pesquisadora da UFMT. Foto: Canal Rural
Fernanda Macitelli, pesquisadora da UFMT. Foto: Canal Rural

Fernanda Macitelli, da UFMT, destacou o crescente reconhecimento do bem-estar animal na pecuária brasileira.

Ela apontou que, além de ser uma questão ética, o bem-estar animal contribui para melhorias na produtividade econômica e na qualidade dos produtos de origem animal.

“Quando a gente envolve manejos de bem-estar animal é cientificamente comprovado que ele leva a uma menor a necessidade de medicamentos, principalmente, a redução no uso de antibióticos. Isso tem uma total relação com a saúde pública hoje.”

Fernanda Macitelli

Além disso, está cada vez mais vinculado a regulamentações de mercado, saúde pública e responsabilidade humana, tornando-se um pilar fundamental para uma pecuária mais saudável e competitiva.

Intercâmbio de ideias para melhor futuro para a pecuária

O FIAP 2024 promoveu um rico intercâmbio de ideias, mostrando que a pecuária brasileira está na vanguarda das práticas sustentáveis, com foco em intensificação responsável, genética precisa e bem-estar animal.

Esse conjunto de debates é crucial para preparar o setor para os desafios futuros e consolidar o Brasil como líder global na produção pecuária sustentável.

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Chuva prevista não será suficiente para o desempenho inicial da safra da soja


Os riscos de incêndio se agravam em várias regiões produtoras da soja no Brasil, incluindo a região central, Matopiba, Centro-Oeste e Sudeste, que permanecem em alerta. Os estados do Paraná, assim como o norte do Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina, já começam a sentir potencialização dos riscos.

Nos próximos cinco dias, a chuva será praticamente inexistente na maioria das regiões do Brasil, exceto no Rio Grande do Sul, no litoral do Nordeste e no norte da região Norte, onde os volumes de precipitação não devem ultrapassar 10 mm.

Por outro lado, um ciclone e uma frente fria mais intensa devem trazer um pouco de chuva para São Paulo, Mato Grosso do Sul e áreas de Mato Grosso. No entanto, essa precipitação não será suficiente para garantir um bom desenvolvimento da safra 2024/25.

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Temperatura em Ponta Porã

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Foto: Unsplash/reprodução

Produtores devem se atentar para o atraso da semeadura, especialmente em Ponta Porã, onde as temperaturas elevadas, acima de 44ºC a partir da segunda quinzena de setembro, manterão o solo quente e podem impactar o plantio. Chuvas mais volumosas só devem ocorrer no início de outubro, com acumulados acima de 200 mm.



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AgroNewsPolítica & Agro

O Futuro do Frete com IA


O View é uma ferramenta integrada à plataforma da goFlux



O View é uma ferramenta integrada à plataforma da goFlux
O View é uma ferramenta integrada à plataforma da goFlux – Foto: Pixabay

A Inteligência Artificial (IA) tem transformado diversas áreas com suas capacidades de análise e organização de dados, facilitando a tomada de decisões. Para mostrar como essas inovações estão impactando o setor de transporte, o PwC Agtech Innovation, em Piracicaba/SP, será o anfitrião da primeira edição do goFlux Day, que ocorrerá amanhã, 10 de setembro.

O evento, intitulado “IA que te transporta para o futuro do frete”, é promovido pela goFlux, uma plataforma digital que está modernizando a cotação, negociação, contratação e gestão de fretes rodoviários. Em colaboração com o PwC Agtech Innovation, um dos principais centros de inovação no agronegócio, o goFlux Day contará com a participação de Priscila Lucas, Coordenadora de Dados e IA na goFlux. Ela apresentará insights sobre o impacto da IA no setor, destacando a ferramenta View, que oferece soluções avançadas para a tomada de decisões com base em dados precisos.

O View é uma ferramenta integrada à plataforma da goFlux que utiliza inteligência preditiva para fornecer uma visão antecipada sobre os patamares futuros de fretes. Com uma base abrangente de dados, análises comparativas e projeções de tarifas, a goFlux emprega IA, big data e algoritmos de machine learning para oferecer uma visão detalhada do mercado. 

A plataforma utiliza dados reais e índices macroeconômicos, como cotações de commodities, petróleo, juros e inflação, garantindo a precisão das informações. “Com o View, as empresas podem se antecipar às variações nos preços de fretes”, afirma Priscila Lucas. O goFlux Day não apenas destacará essas inovações tecnológicas, mas também explorará como elas estão moldando o futuro do transporte no Brasil.
 





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‘Brasil deveria propor Código Florestal global a todos os países agrícolas’, diz Aldo Rebelo



O ex-ministro e relator do Código Florestal Brasileiro, Aldo Rebelo, destacou nesta segunda-feira (9), durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024), em Cuiabá, Mato Grosso, que as obrigações ambientais aos produtores rurais do Brasil são as mais exigentes do mundo.

“Nenhum país do mundo dispõe das exigências que se faz ao produtor rural brasileiro. Nenhum produtor, seja norte-americano, europeu ou asiático está sujeito a ceder 80% de sua propriedade à proteção do meio ambiente como acontece no bioma amazônico, que corresponde a mais da metade do território do país”.

Rebelo ressaltou que fez estudo detalhado da legislação dos países com áreas agrícolas significativas e não encontrou paralelos ao que se exige do produtor rural brasileiro.

“Nenhum produtor europeu, por exemplo, tem que estabelecer em sua propriedade as chamadas Áreas de Proteção Permanentes, matas ciliares ou proteção de nascentes como o produtor rural de nosso país está submetido a fazer”.

Exigências que deveriam ser um trunfo

Para o ex-ministro, esse grau de exigências constitui um trunfo que é pouco utilizando em relação aos competidores mundiais do Brasil.

“Estamos às vésperas da Conferência de Mudanças Climáticas, que vai acontecer no Pará, em 2025, e não apresentamos à agenda internacional um Código Florestal mínimo que seja obedecido por todo o mundo, que tenha uma base a partir da qual todos os país e produtores tenham o mesmo compromisso ou sejam submetidos às mesmas renúncias”, afirmou.

Inseguranças do país

Em sua palestra no FIAP 2024, Rebelo afirmou que o Brasil não sofre apenas de insegurança jurídica. “Temos algo muito mais grave, que é a insegurança institucional, que é quando não existe segurança na relação entre os poderes do Estado”.

Segundo ele, exemplo disso é a tese do marco temporal. “Temos no Brasil sobre essa mesma matéria duas posições antagônicas de dois poderes distintos: uma decisão do STF revogando o marco temporal e outra do Congresso reafirmando-o e, por mais absurdo que possa parecer, as duas decisões estão em vigor”.

Rebelo disse que mesmo diante de todas essas adversidades, o Brasil recebeu da Organização das Nações Unidas (ONU) a responsabilidade de arcar com parte da segurança alimentar do planeta. “Isso porque o Brasil dispõe de recursos naturais, conhecimento em agricultura tropical e recursos humanos, que são os produtores rurais”.

Assim, o ex-ministro afirmou que está nas mãos do Brasil oferecer ao mundo segurança energética e alimentar. “Nenhum país do mundo possui, nem de longe, as mínimas condições que tem o Brasil de caminhar com segurança nesses dois desafios. E essas duas necessidades estão ligadas à agropecuária”, enfatizou.

Promovido pelo Canal Rural, o FIAP 2024 reúne na capital mato-grossense especialistas e autoridades para debater as inovações e tecnologias que moldarão a agropecuária brasileira de agora em diante.



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Podcast Soja Brasil: previsões de mercado para o grão



No mais recente episódio do podcast Soja Brasil, Luiz Fernando Gutierrez, consultor da Safras & Mercado, aborda os desafios e previsões para o mercado da soja. Ele destaca que, apesar dos danos climáticos no Rio Grande do Sul em maio, a semeadura de soja na região deve crescer 0,9% em relação ao ano passado.

Gutierrez observa que, com o aumento de 10% na produção de soja nos EUA, a demanda chinesa se torna crucial. Mesmo com as incertezas nas relações comerciais entre os EUA e a China, a demanda global por soja deve se manter estável.

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Ele também menciona o crescimento da produção global, com Brasil e Argentina contribuindo para um possível recorde. Isso pode pressionar os preços, que podem cair abaixo de 10 dólares por bushel e até mesmo abaixo de 9 dólares.

No Brasil, o aumento na área plantada para 2024/25 pode impactar os preços e a competitividade. Gutierrez recomenda que os produtores se protejam contra a volatilidade dos preços utilizando contratos futuros e opções de hedge, e antecipem a venda de 40-50% da soja antes da colheita para garantir melhores preços.

Confira o podcast completo no YouTube e no Spotify.



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Recomendações do agro ao G20 foram entregues durante o FIAP; confira



As recomendações da iniciativa privada para o G20 Agro, chamado B20, foram entregues nesta segunda-feira (9) ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), em Cuiabá, Mato Grosso.

Entre as contribuições estão o aumento da produtividade, liberação de recursos financeiros e uma maior participação das tradings como agente financiador.

Promovido pelo Canal Rural, o evento reúne na capital mato-grossense especialistas e autoridades de renome para debater as inovações e tecnologias que moldaram a agricultura e pecuária brasileira de agora em diante.

Assim, o FIAP antecede a reunião do G20 Agro, que ocorre em Chapada dos Guimarães, entre os dias 10 e 13 de setembro.

Veja as recomendações do B20

Finanças e Infraestrutura: acelerar a implantação de capital privado para facilitar a transição para uma economia sustentável de baixo carbono.

Medidas prioritárias:

  • Revisar o papel do financiamento do setor público para melhorar a eficiência de alocação de capital em prol do financiamento climático, com objetivo principal de mobilizar capital privado para destravar investimentos do setor em escala;
  • Debater as políticas de capital regulatório e das agências classificadoras de risco para o financiamento climático, para ter condições de aumentar a mobilização dos fluxos de capital do setor privado para investimentos climáticos.

Transição Energética e Clima: acelerar o desenvolvimento e o uso de um portfólio de soluções de energia renovável e sustentável para impulsionar a descarbonização no curto (2030) e no longo prazo (2050), garantindo segurança energética.

Medidas prioritárias:

  • Elaborar políticas, regulações e incentivos para triplicar a capacidade energética renovável até 2030, expandir a infraestrutura das redes e acelerar a ampla eletrificação;
  • Estabelecer mecanismos e iniciativas para explorar o potencial sustentável e a prontidão de bioenergia e biocombustíveis para descarbonização, para atingir o net zero e garantir a segurança alimentar;
  • Expandir outras soluções de transição para o net zero, como captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS), hidrogênio limpo e energia nuclear.

Sistemas Alimentares Sustentáveis e Agricultura: criar modelos inovadores de financiamento e colaboração para apoiar a transição dos agricultores para sistemas alimentares resilientes e sustentáveis.

Medidas prioritárias:

  • Os membros do G20 devem usar mecanismos de financiamento combinados, melhorar as capacidades e ofertas financeiras – reduzindo riscos e incentivando investimentos – e redirecionar o apoio agrícola para acelerar a transição para sistemas alimentares mais resilientes, sustentáveis e equitativos;
  • Esses países também devem desenvolver uma estrutura regulatória que acelere o desenvolvimento de créditos interoperáveis e de alta integridade para serviços como captura de carbono, e redução do uso de água doce.

Comércio e Investimento: promover comércio e investimentos sustentáveis e resilientes.

Medidas prioritárias:

  • Promover metodologias aceitas internacionalmente para cálculo e prestação de contas sobre a pegada de carbono de produtos, além de viabilizar boas práticas regulatórias e taxonomias para instituições que queiram promover a sustentabilidade ambiental;
  • Iniciar a revisão de políticas comerciais restritivas unilaterais dos países do G20 nos últimos três anos.

Mulheres, Diversidade e Inclusão: promover um ambiente inclusivo para o futuro do mercado de trabalho.

Medidas prioritárias:

  • Garantir orçamento público para dar suporte abrangente e acesso equitativo à educação para estudantes de baixa renda, com deficiência e demais grupos sociais relacionados, desde a primeira infância até a capacitação e requalificação;
  • Assegurar a implementação responsável de IA sem vieses, por meio de comitês e alianças entre empresas dos setores público e privado, com incentivo quando houver promoção de diversidade e inclusão para o desenvolvimento desses profissionais.

Emprego e Educação: preparar uma força de trabalho resiliente e produtiva para o futuro do trabalho.

Medidas prioritárias:

  • Requalificar e melhorar competências para diminuir a escassez de talentos, especialmente em proficiência digital e sustentabilidade, por meio de incentivos financeiros para implantar soluções de aprendizagem integradas no trabalho e para facilitar o reconhecimento de competências;
  • Aumentar a relevância e a qualidade da educação básica e da educação profissional e tecnológica (EPT) para a força de trabalho desenvolver habilidades essenciais para emprego e negócios do futuro.

Transformação Digital: atingir conectividade universal de indivíduos e empresas, promovendo a confiança digital e a cibersegurança, estabelecendo as bases para uma abordagem responsável e pró-inovação para novas tecnologias, como a IA.

Medidas prioritárias:

  • Acelerar a expansão e o uso da infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação por meio de modernização regulatória e parcerias público-privadas (PPPs) que incentivem investimento, colaboração e competição justa;
  • Fomentar cooperação multilateral para melhoria da ação cibernética internacional;
  • Fortalecer a colaboração internacional e escalar frameworks pró-inovação baseados em gestão de risco para o desenvolvimento, implementação e governança responsáveis da IA.

Integridade e Conformidade: promover a liderança ética para fomentar o crescimento inclusivo.

Medidas prioritárias:

  • Aprimorar a transparência e a comunicação em sistemas de inteligência artificial (IA) com a criação de códigos de conduta, a adoção de frameworks globais sobre o desenvolvimento, e a implementação e uso da IA de forma consciente e ética;
  • Estimular os setores público e privado a promoverem um local de trabalho justo e seguro, com medidas para prevenir e combater o assédio.

FIAP foi uma força-tarefa do agro

Presidente do Canal Rural, Julio Cargnino destacou que o FIAP é um momento muito importante para o agronegócio brasileiro.

“Foi uma força tarefa de nove meses de trabalho. Um evento feito a muitas mãos, uma janela de oportunidade que vai até o ano que vem quando o Pará receberá a COP30”.

Anfitrião do Fórum, o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, pontuou que o evento é um espaço para troca de conhecimento e de estabelecimento de estratégias que garantam a competitividade e sustentabilidade do setor.

Brasil sediar o G20 é uma oportunidade

Na avaliação do presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, o Brasil sediar o G20 é uma grande oportunidade. Segundo ele, a atual realidade, com insegurança alimentar e crise climática, serve para mostrar que “vivemos todos num mesmo planeta”.

“Quando um avião cai, não vão atrás de culpados e sim do que ocasionou a queda. E é o que precisamos fazer com a questão do clima. O mundo vive uma insegurança alimentar e crise climática. Eventos como este servem para buscarmos soluções para enfrentarmos os desafios”, disse.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou os esforços do governo brasileiro para restabelecer a posição do Brasil no cenário global e a abertura de 184 novos mercados nos últimos meses.

“Mas os desafios seguem e precisamos pensar em como vamos seguir produzindo e alimentando o mundo. Temos dois grandes fóruns no Brasil, que são o G20 e a COP30 e neles vamos debater isso”.

Já o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, lembrou que até 20 anos atrás o Brasil era conhecido como o país do futebol e hoje é um dos maiores exportadores de alimentos.

“Produzir alimentos se faz como há milhares de anos. Com tecnologia e inovação. Mas, nós temos os nossos desafios e precisamos trabalhar nisso. Um deles é combater as ilegalidades ambientais. Outro é sermos tratados de forma diferente com seguro rural, políticas públicas. Vamos continuar crescendo se soubermos fazer a nossa lição de casa. Que tenhamos altivez para cobrar também aquilo que nos estão cobrando”, destacou Mauro Mendes.

Objetivo do B20 agro

De acordo com o vice-presidente da CNI, Alexandre Furlan, o objetivo com o B20 é garantir que as recomendações não sejam somente ouvidas, como trabalhadas.

“As conclusões dessas sete forças-tarefas nos ajudarão a trazer benefícios ao Brasil e avanços no cenário internacional”.

Para o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o B20 e as suas contribuições “são de suma importância. Precisamos debater que o mundo participe em conjunto na erradicação da fome”.

As recomendações foram entregues ao ministro pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Roberto Perosa, e pelo CEO Global da JBS e presidente do grupo de Trabalho de Sistemas Alimentares Sustentáveis e de Agricultura, o B20, Gilberto Tomazoni.

“Nós como Brasil sugerimos alguns temas de debate que foram aceitos. O Brasil sabedor das dificuldades que temos, decidimos desde o início que faríamos uma declaração ministerial sobre tudo o que está sendo dito, facilitando, inclusive, a população de nos cobrar o que aqui foi sugerido e decidido”, disse Roberto Perosa.

O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou a abertura do Ministério da Agricultura e Pecuária durante o processo de construção das recomendações do B20, no qual três eixos foram considerados importantes.

“A conclusão à qual nós chegamos é que os três eixos de propostas servem para todos. As propostas estão baseadas em aumentar a produtividade, ter recursos para fazer essa transformação e as tradings como mecanismo para acabar com a insegurança alimentar e serem agentes financiadores”, pontuou Tomazoni.

Ainda segundo o CEO Global da JBS, “nós temos o desafio de aumentar a produtividade de forma igualitária e temos que fazer com que todos participem com a adoção de melhores práticas”.

O evento é apoiado por diversas entidades, incluindo a CNA, Sistema Famato, CNI, CropLife e outras, com patrocínios da JBS, Apex Brasil, John Deere, Senar MT, e apoio de conteúdo da CNN Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Inmet emite alerta laranja de seca em 12 estados e o DF


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou, nesta segunda-feira (9), um alerta laranja de perigo para 12 estados brasileiros e o Distrito Federal (DF) devido à baixa umidade. Segundo o instituto, nesses locais a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 12%, com risco de incêndios florestais e riscos à saúde, como doenças pulmonares e dores de cabeça.

Além do DF, o alerta vale para os estados de Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, São Paulo e Maranhão. Em alguns locais a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 12%.

O instituto também emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para os estados do Acre, Amazonas, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul. Nesses locais, a umidade relativa do ar deve oscilar entre 30% e 20%.

A baixa umidade causa ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Entre as recomendações estão beber bastante líquido, evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, evitar a prática de atividades físicas. Também são recomendados o uso hidratante para pele e umidificar o ambiente.

Ondas de Calor
O Inmet emitiu ainda um alerta de ondas de calor para os Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e parte de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O alerta vale até a quinta-feira (12). Nesses estados as temperaturas podem ficar até 5ºC acima da média.





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Roberto Rodrigues e Blairo Maggi destacam papel do agro brasileiro para a segurança alimentar mundial



No painel “A história do agro brasileiro e sua relevância na segurança alimentar“, realizado durante o FIAP 2024, em Cuiabá, duas importantes figuras do agronegócio, Roberto Rodrigues e Blairo Maggi, refletiram sobre a evolução do setor e seu impacto global. A discussão abordou temas cruciais, como segurança alimentar, segurança energética, mudanças climáticas e a diversidade de renda no campo, mostrando o papel do Brasil como líder no setor agropecuário.

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Avanços tecnológicos e sustentabilidade: o legado do agro brasileiro

Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, enfatizou o papel da tecnologia como o grande motor da evolução da agricultura brasileira. Ele destacou que, entre as safras de 1990/1991 e 2023/2024, a área plantada no Brasil cresceu 110%, enquanto a produção agrícola saltou impressionantes 417%. “Isso se deve, fundamentalmente, à tecnologia“, afirmou Rodrigues, reforçando que o Brasil foi capaz de aumentar a produtividade sem a necessidade de expandir suas fronteiras agrícolas por meio do desmatamento.

Rodrigues também ressaltou o compromisso do Brasil com a sustentabilidade, apontando que 47,40% da matriz energética do país é renovável, sendo a agricultura responsável por cerca de metade dessa energia. “O Brasil não é um combatente, não quer ficar sozinho na parada. O Brasil pode ser o grande transmissor de conhecimento“, disse o ex-ministro, referindo-se ao potencial do país para compartilhar suas tecnologias agrícolas inovadoras com o mundo. “Temos tecnologias aqui que ninguém tem“, afirmou.

Blairo Maggi destaca a importância da política e da infraestrutura para o agro

Blairo Maggi, também ex-ministro da Agricultura, trouxe à tona a importância das mudanças políticas e logísticas para o desenvolvimento do agronegócio. Ele relembrou os desafios enfrentados no passado, quando as reivindicações de produtores rurais exigiam grandes sacrifícios financeiros. “Antigamente, para a gente ir a Brasília reivindicar algo, precisava fazer um bingo, matar um bezerro, para a gente poder pagar passagens e hotel“, contou.

Maggi elogiou o trabalho do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, por sua “revolução na logística“, citando as melhorias em estradas e infraestrutura como fundamentais para o avanço do setor. Segundo Maggi, a política desempenha um papel essencial na criação de oportunidades de novos negócios e na remoção de barreiras comerciais. “Somente a política pode impulsionar o Brasil a fazer novos negócios e retirar barreiras“, afirmou, reforçando a importância da participação do Brasil em fóruns internacionais como o G20.

Brasil como líder na segurança alimentar e energética

O painel reforçou a relevância do Brasil como uma potência mundial no agronegócio, capaz de liderar o caminho para a segurança alimentar e energética global. Com a capacidade de aumentar sua produção de forma sustentável e com o apoio da inovação tecnológica, o Brasil se posiciona como uma referência internacional no setor.



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