quinta-feira, agosto 6, 2026

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Importações de trigo atingem maior volume em dois anos, mesmo com preços elevados


Aumento reflete a baixa disponibilidade interna




Foto: Divulgação

Apesar dos altos custos de importação, o Brasil tem aumentado significativamente suas compras externas de trigo ao longo de 2024, atingindo volumes não vistos nos últimos dois anos. Esse aumento reflete a baixa disponibilidade interna, especialmente de trigo de alta qualidade, o que tem pressionado o mercado a buscar alternativas no exterior.

Segundo dados informados pelo Cepea, com base em levantamentos da Secex, o Brasil importou 4,556 milhões de toneladas de trigo entre janeiro e agosto de 2024, o maior volume para esse período desde 2020, representando um aumento de 9% em relação ao total importado em 2023.

Em agosto, as importações somaram 545,46 mil toneladas, quase o dobro do registrado em agosto de 2023. No mercado interno, os preços do trigo continuam enfraquecidos, variando conforme a oferta e demanda em diferentes regiões.





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Campo Futuro 2024: decida com dados e planeje seu negócio rural | Ouça o…


Atenção: Esse conteúdo foi produzido pela equipe da CNA/Senar e gentilmente cedido para republicação no site Notícias Agrícolas

Gestão e Mercado: Episódio #136

“Campo Futuro 2024: decida com dados e planeje seu negócio rural”, com Natália Fernandes, coordenadora do Núcleo de Inteligência de Mercado da CNA, e Larissa Mouro, assessora técnica da CNA.

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Oferta restrita eleva preços da arroba do boi; confira


O mercado físico do boi gordo segue apresentando alta generalizada nos preços, com muitos negócios saindo acima das referências médias em alguns estados.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate estão na posição menos confortável do ano, entre cinco e seis dias úteis a depender da praça.

“O fato é que a oferta se tornou mais restrita ao longo do mês, o que tem resultado na elevação dos preços do boi gordo”, disse.

Em função do forte ritmo de embarques de carne bovina e da melhora dos indicadores domésticos, as indústrias mantêm os abates em patamares elevados, não considerando a elevação da ociosidade média, mesmo diante da alta dos preços da arroba do boi gordo.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 255,23

Mercado atacadista

carne bovina - autoembargo
Foto: Abiec

O mercado atacadista volta a se deparar com preços mais altos. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com a boa demanda durante a primeira quinzena do mês.

“O encurtamento das escalas de abate muda a dinâmica do mercado, com preços mais altos do boi gordo. As indústrias começam a repassar esse aumento ao longo da cadeia produtiva”,
assinalou Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,75 por quilo, alta de R$ 0,25. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,40 por quilo, alta de R$ 0,40. A ponta de agulha foi precificada a R$ 14,30 por quilo, alta de R$ 0,30.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,32%, sendo negociado a R$ 5,6536 para venda e a R$ 5,6516 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5690 e a máxima de R$ 5,6715.



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Saiba como minimizar os impactos da fumaça das queimadas


Com a intensificação das queimadas no Brasil, é importante adotar medidas preventivas para evitar a exposição à fumaça, que pode afetar seriamente a saúde, especialmente de grupos vulneráveis. Para ajudar a população a enfrentar esses riscos, recomendações têm sido elaboradas para reduzir os danos causados pela inalação de poluentes liberados pela queima de biomassa.

Cuidados para reduzir a exposição à fumaça

Entre as principais orientações, é recomendado aumentar a ingestão de água e líquidos, ajudando a manter as vias respiratórias úmidas e protegidas. Além disso, deve-se priorizar a permanência em ambientes fechados e bem vedados, especialmente durante os horários de maior concentração de poluentes. Quando possível, busque locais com ar condicionado e filtros de ar, que ajudam a diminuir a quantidade de partículas inaladas.

Além disso, é importante manter portas e janelas fechadas e evitar atividades físicas ao ar livre. Para quem precisa sair de casa, o uso de máscaras como N95, PFF2 ou P100 é indicado, pois elas oferecem maior proteção contra as partículas presentes no ar.

Cuidados necessários para evitar a exposição à fumaça das queimadas

  • Aumente a ingestão de líquidos

Manter as vias respiratórias úmidas ajuda a proteger contra os poluentes presentes na fumaça.

  • Permaneça em ambientes fechados

Fique em locais bem vedados e, quando possível, com ar condicionado e filtros de ar para minimizar a exposição.

  • Feche portas e janelas nos horários críticos

Evite a entrada de fumaça em casa durante os períodos de maior concentração de poluentes no ar.

  • Evite atividades ao ar livre

Limite atividades físicas fora de casa, especialmente durante os picos de poluição.

  • Use máscaras adequadas ao sair de casa

Opte por máscaras como N95, PFF2 ou P100 para reduzir a inalação de partículas presentes no ar.

  • Proteja alimentos e objetos de contato com a fumaça

Não consuma alimentos ou bebidas que tenham sido expostos a cinzas ou detritos das queimadas.

  • Grupos de risco devem redobrar cuidados

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas respiratórios ou cardíacos devem prestar atenção especial aos sintomas e buscar atendimento médico em caso de complicações.

  • Mantenha medicamentos à mão

Pessoas com condições crônicas devem garantir que seus remédios estejam sempre acessíveis e prontos para uso em caso de crise.





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Lavouras dos EUA e fator China derrubam preços da soja; veja cotações


O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta terça-feira (10). A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) apresentou quedas expressivas, o dólar subiu e os prêmios continuaram firmes.

Ainda assim, os preços domésticos ficaram de estáveis a mais baixos e houve pouca oferta no dia. Os agentes esperam pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Preços médios da saca

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136 para R$ 135,50
  • Região das Missões: diminuiu de R$ 135 para R$ 134,50
  • Porto de Rio Grande: baixou de R$ 142 para R$ 141,50
  • Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 135 para R$ 133
  • Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 143 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 133 para R$ 132
  • Dourados (MS): estabilizou em R$ 130
  • Rio Verde (GO): desvalorizou de R$ 130 para R$ 128

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados em Chicago fecharam a terça-feira com preços bem mais baixos.

O mercado foi derrubado pela combinação de dois fatores: as condições das lavouras norte-americanas melhores do que o esperado e as importações recordes de soja da China em agosto – que reduzem o potencial de compras futuras do país asiático.

O tombo do petróleo, que caia quase 4% próximo ao fechamento, completa o quadro negativo às cotações.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras de soja do país até 8 de setembro:

  • 65% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 63%)
  • 25% em situação regular;
  • 10% em condições entre ruins e muito ruins

Na semana anterior, os índices eram de 65%, 25% e 10%, respectivamente.

Importações chinesas

mercado da soja mundo preçomercado da soja mundo preço
Foto: Pixabay/Montagem: Canal Rural

As importações de soja em grão pela China no mês de agosto somaram o recorde de 12,14 milhões de toneladas. Representa um aumento de 29% em relação ao mesmo mês de 2023.

Os comerciantes estão aproveitando os preços mais baixos para estocar em meio a preocupações de que a tensão comercial com os Estados Unidos poderia se intensificar se Donald Trump vencesse as eleições.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2024 fecharam com baixa de 20,75 centavos de dólar por bushel ou 2,03%, a US$ 9,97 1/4 por bushel. A posição janeiro de 2025 teve cotação de US$ 10,15 1/4 por bushel, com recuo de 20,25 centavos ou 1,95%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2024 do farelo fechou com perda de US$ 7,50 ou 2,30%, a US$ 317,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2024 fecharam a 39,63 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,85 centavo ou 2,09%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,32%, sendo negociado a R$ 5,6536 para venda e a R$ 5,6516 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5690 e a máxima de R$ 5,6715.



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Três tratores avaliados em R$ 720 mil são apreendidos em fiscalização



“Um caminhão prancha carregando três tratores novos oriundos de Lençóis Paulista, São Paulo, com destino à Açailândia, no Maranhão, foi retido durante fiscalização conjunta com a equipe itinerante de Belém”, informou o coordenador da unidade, Gustavo Bozola.

Segundo ele, os servidores desconfiaram da veracidade das informações contidas na nota fiscal, que informava apenas a remessa da carga para fora do estado e não dizia se era operação de venda ou prestação de serviço, o que exige apresentação do contrato.

“Além disso, pelas informações do documento fiscal, houve quebra de trânsito, que é quando a nota fiscal informa um local de destino e a mercadoria vai para outro, porque o destinatário era uma empresa de Açailândia no Maranhão, e o veículo foi parado quando entrava no estado do Pará”, contou o fiscal de receitas estaduais.

A nota fiscal foi desconsiderada e lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 246.316,95.



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Não coloque todas as fichas na La Niña


Desde a primeira semana de maio entramos numa condição de Neutralidade do fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENSO). Ou seja, saímos de um El Niño, quando as águas do oceano pacífico equatorial estão mais aquecidas, com valores superiores à +0.5°C acima da média histórica, migrando para uma condição de temperaturas mais próximas à média histórica.

Ao mesmo tempo, praticamente todas as simulações climáticas vinham indicando uma rápida transição para o período de La Niña, quando há um resfriamento das águas no oceano pacífico equatorial.

Apesar do fenômeno ser monitorado nesta região, há alterações nos regimes de chuva e temperaturas em todos os continentes do globo, inclusive no Brasil. Isso se torna extremamente relevante para o produtor brasileiro, visto que ele deve adequar as práticas de cultivo de acordo com o regime climático vigente.

De maneira geral, a condição de La Niña, entre a primavera e verão, pode ser favorável às chuvas no centro-oeste e sudeste, assim como no extremo norte do Brasil. Enquanto que o sul, enfrenta um período com maior restrição de chuvas.


O gráfico indica os valores observados de anomalia de temperatura na região de monitoramento desde o final da condição de El Niño. Valores entre +0,5 e -0,5°C são considerados como a condição de Neutralidade. Fonte: NOAA.

No entanto, o ritmo em que as águas vêm se resfriando está mais lento do que em outras ocasiões, contrariando o indicado por algumas projeções, como por exemplo as simulações do centro norte americano.

 


Previsão para as anomalias de temperatura da superfície do mar na região do Niño3.4 do centro Americano. Fonte: NCEP/NOAA

Por outro lado, o centro Australiano, indica um cenário mais conservador e com menores condições para o surgimento da La Niña. Enquanto a simulação dos EUA indica até 66% de chances para a entrada de uma La Niña, a simulação dos australianos indica uma possibilidade de no máximo 15% para a configuração desta La Niña.


Previsão para as anomalias de temperatura da superfície do mar na região do Niño3.4 do Australiano. Fonte: BOM

O gráfico da previsão por conjunto do Centro Europeu, na região NINO3.4, mostra um declínio gradual das anomalias, indicando uma tendência para condições de La Niña.


Previsão por conjunto para as anomalias de temperatura da superfície do mar, na região do Niño3.4, das simulações realizadas pelo Centro Europeu. Fonte: ECMWF

Embora a maior parte das previsões apontem para a manutenção de anomalias negativas, a intensidade parece ser relativamente fraca, sugerindo que, se uma La Niña se desenvolver, ela poderá ser de curta duração e de fraca intensidade. Isso pode impactar a distribuição de chuvas e a temperatura em algumas regiões agrícolas do Brasil, mas sem o impacto severo de uma La Niña forte e prolongada.

Além disso, ao final de ambas as projeções, caminham para a retomada da Neutralidade nos meses de verão. Sendo que o modelo Australiano, mantém as condições mais propícias para neutralidade durante todo o horizonte de previsão, enquanto que a simulação norte americana indica os valores acima de -0.5°C a partir do trimestre de Janeiro, Fevereiro e Março, com alguns membros indicando até mesmo a possibilidade da retomada de um El Nino, no final do horizonte de previsão, que coincide com o final da safra de verão no Brasil.

Portanto, apostar fortemente nas condições de La Niña nesta Safra de 2024/25 pode não ser a estratégia mais adequada.

Vale ressaltar que a maioria das projeções de longo prazo indicam um quadro de chuvas mais irregulares em grande parte do Brasil, com temperaturas significativamente acima da média. Ainda que as temperaturas não sejam tão extremas quanto as registradas no decorrer da safra de 2023/24.

Possíveis Impactos Climáticos no Plantio da Soja:

Distribuição Irregular das Chuvas:

  • O cenário de neutralidade climática, com possibilidade de La Niña ainda incerta, pode resultar em chuvas irregulares, sobretudo no início da primavera (setembro/outubro), que é justamente o período de plantio da soja nas principais regiões produtoras. Esta irregularidade pode comprometer a germinação e emergência das plântulas, e o estande das lavouras.
  • Para as regiões do Centro-Oeste e Sudeste, historicamente beneficiadas por La Niña com chuvas mais frequentes, a neutralidade pode gerar um padrão de chuvas menos previsível. O agricultor deve estar atento ao monitoramento de curto prazo e localizado, se necessário, ajustar as operações de plantio, talvez postergando o início para garantir que a umidade do solo seja adequada.
  • Já no Sul do Brasil, que enfrenta maior risco de déficit hídrico sob condições de La Niña, a recomendação é adotar práticas conservacionistas de manejo do solo, como o plantio direto, para otimizar a retenção de água e minimizar o impacto de uma possível estiagem durante o ciclo inicial da soja.

Temperaturas Elevadas:

  • Outro ponto de atenção é a expectativa de temperaturas acima da média, ainda que não tão extremas quanto as da safra anterior (2023/24). Temperaturas elevadas podem acelerar o desenvolvimento fenológico da soja, diminuindo o ciclo vegetativo e comprometendo o enchimento de grãos em fases subsequentes.
  • Para mitigar o impacto do calor excessivo, a adubação equilibrada com foco em melhorar a resistência fisiológica das plantas ao estresse térmico, bem como a escolha de variedades adaptadas a condições de maior temperatura, são estratégias importantes.

Janelas de Plantio:

  • Dada a incerteza climática, os produtores devem considerar o escalonamento do plantio, dividindo a semeadura em diferentes períodos, o que reduz o risco de perda total em caso de períodos prolongados de estiagem ou chuvas excessivas.
  • Além disso, a escolha de cultivares de ciclo precoce ou médio pode ser benéfica em regiões onde o regime de chuvas for mais irregular, permitindo que a soja complete seu ciclo antes que uma possível seca afete a fase reprodutiva.

Qualidade da Semeadura:

  • Devido à incerteza climática, uma boa preparação do solo e uma semeadura de precisão são fundamentais para garantir uma população adequada de plantas. Condições de solo com boa retenção de umidade e sem compactação podem ajudar a superar eventuais falhas na emergência devido à irregularidade das chuvas.

Recomendações Básicas para Mitigação de Riscos:

Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIP):

  • Sob um cenário climático mais quente, o desenvolvimento de pragas e doenças pode ser favorecido. Condições de temperatura acima da média e períodos de estresse hídrico podem aumentar a pressão de pragas como a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) e o percevejo-marrom (Euschistus heros), exigindo monitoramento constante e aplicação estratégica de defensivos.

Plantio Direto e Manejo de Palhada:

  • O sistema de plantio direto contribui para a manutenção da umidade no solo, aspecto crucial em condições de chuvas irregulares ou escassas. A presença de palhada pode ajudar a minimizar as perdas de água por evaporação, além de melhorar a estrutura do solo para o desenvolvimento das raízes.

Uso de Cultivares Tolerantes:

  • A escolha de cultivares tolerantes ao estresse hídrico e térmico é uma prática cada vez mais recomendada, especialmente em regiões mais vulneráveis a períodos de seca, como o Sul do Brasil durante as condições de La Niña.





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Produção e preservação são complementares, diz Fávaro



“Não há divergência entre produzir e preservar. São complementares”. A declaração é do ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro.

Segundo ele, essa é uma das bases do texto que será deliberado durante o encontro do grupo de trabalho da agricultura do G20, realizado no estado de Mato Grosso durante esta semana.

A reunião do G20 Agro entre os dias 10 e 13 de setembro em Chapada dos Guimarães reúne ministros da Agricultura dos 20 países que fazem parte do grupo, além da recém-integrada União Africana, além de representantes de delegações e organismos internacionais convidados.

“Até pouco tempo atrás tínhamos discursos antagonistas entre produzir e preservar. E fica mais do que provado: essa é uma das maiores missões que quero deixar à frente do Ministério da Agricultura, a de que não há divergência entre produzir e preservar”, disse Fávaro.

De acordo com o ministro, ninguém consegue produzir “mesmo sabendo lidar com a terra, tendo sementes, equipamentos, máquinas, genética de última geração, se não tiver clima favorável, chuva e sol na medida certa”.

Abertura de mercados

Nos últimos 20 meses, o Brasil conquistou 184 novos mercados para os produtos agropecuários, entre eles o México para carne bovina e suína, negociação que, conforme Fávaro, se arrastava há 20 anos.

Na opinião do ministro do Mapa, a realização do G20 no Brasil e da COP 30 no Pará em 2025, mostram que o país voltou a ser protagonista nas relações internacionais. “Começamos a colher os frutos dessas boas relações”.



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Produtores de Rondônia enfrentam incertezas em relação ao plantio da soja



Com o fim do vazio sanitário em Rondônia, os produtores do estado poderão dar início à semeadura da soja a partir desta quarta-feira (11). No entanto, as condições climáticas são fatores que exigem paciência e cautela dos produtores, já que é necessário identificar o momento ideal para iniciar o plantio. A falta de chuvas significativas, por exemplo, tem sido um desafio para os produtores da região.

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Segundo Adair José Menegol, presidente da Aprosoja-RO, as chuvas isoladas que apareceram no estado ainda não são suficientes para iniciar a semeadura de forma segura. Ele aponta que os municípios de Vilhena, Cerejeiras e Cabixi, que costumam ser os primeiros a começar o plantio, estão em espera pela chegada de chuvas mais volumosas.

“A expectativa é que os produtores aguardem para iniciar o plantio. Até o momento, não se tem notícia de ninguém na região de Rondônia que vá começar a plantar amanhã, sem uma previsão adequada de chuva”, comenta Menegol.

O presidente explica que o calor intenso e a seca têm complicado muito, e as condições não são favoráveis. Em Vilhena, geralmente, as chuvas começam entre os dias 10 e 15 de setembro, mas até agora não há previsão”, explica Menegol.

A situação reflete a cautela dos produtores em não comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras de soja, que dependem de umidade adequada no solo para plantio. Assim, a janela de plantio pode ser ajustada conforme as condições climáticas se tornem mais propícias nos próximos dias.



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Mercado da soja no Brasil deve ser pressionado pela queda em Chicago


Nesta terça-feira (10), o mercado brasileiro da soja deve enfrentar pressões com a queda registrada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O grão apresentava uma baixa de quase 2% na parte da manhã.

O cenário baixista pode afetar as cotações domésticas, diminuindo o interesse por negociações. No entanto, a alta moderada do dólar frente ao real pode atuar como um fator de equilíbrio, amenizando a pressão negativa sobre os preços da soja no Brasil.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Na segunda-feira (9), os preços da soja mantiveram firmeza no Brasil, sustentados por uma alta na Bolsa de Chicago e uma leve queda no dólar. Ao longo do dia, a valorização da moeda estadunidense serviu como suporte positivo para as cotações brasileiras, apesar de não haver um volume significativo de negócios reportados.

Regiões

  • Rio Grande do Sul: em Passo Fundo, a saca de 60 quilos subiu de R$ 133,00 para R$ 136,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 132,00 para R$ 135,00, enquanto no Porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 139,00 para R$ 142,00.
  • Paraná: em Cascavel, a saca valorizou de R$ 132,00 para R$ 135,00. No porto de Paranaguá, o preço aumentou de R$ 140,00 para R$ 143,00.
  • Mato Grosso: em Rondonópolis, o valor da saca subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00.
  • Mato Grosso do Sul: em Dourados, a saca foi de R$ 127,00 para R$ 130,00.
  • Goiás: em Rio Verde, a saca teve valorização de R$ 126,00 para R$ 130,00.

Cenário internacional

grãos - soja
Foto: R.R. Rufino/Embrapa

Os contratos futuros de soja para novembro de 2024 registraram queda de 1,86%, com o bushel cotado a US$ 9,99. A principal pressão vem das condições das lavouras norte-americanas, que apresentaram resultados melhores do que o esperado pelos analistas, apesar do clima seco nas regiões produtoras dos Estados Unidos.

Prêmios de exportação

Na segunda-feira, os prêmios de exportação da soja se mantiveram estáveis, em um dia de baixa movimentação. No Porto de Paranaguá, o prêmio de setembro variou entre +155 e +190 centavos de dólar sobre Chicago. Para outubro de 2024, os valores estavam entre +145 e +170 pontos. Já para fevereiro de 2025, os prêmios estavam entre +40 e +60 pontos, segundo dados da Safras & Mercado.

O preço FOB (flat price) para outubro ficou entre US$ 427,30 e US$ 436,50 por tonelada, enquanto no dia anterior a cotação variava entre US$ 422,60 e US$ 431,70. Esse cenário reflete um momento de atenção para o mercado da soja, onde os produtores brasileiros acompanham as flutuações da Bolsa de Chicago e a valorização do dólar.



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