quinta-feira, agosto 6, 2026

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exportações podem chegar a cerca de 6,5 milhões de t em setembro



Dados divulgados nesta semana pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetam que o Brasil deverá exportar 6,469 milhões de toneladas de milho em setembro.

Em setembro do ano passado, o Brasil embarcou 9,425 milhões de toneladas de milho. Em agosto, os embarques do cereal somaram 6,429 milhões de toneladas. No acumulado de 2024, os embarques de milho atingem 23,531 milhões de toneladas.

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De acordo com a Anec, na semana entre 1 e 7 de setembro, foram registrados embarques do cereal de 1,322 milhão de toneladas. Entre 8 e 14 de setembro, os embarques estão projetados em 2,007 milhões de toneladas de milho.

Preços do milho seguem em alta, diz Cepea

Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que os preços do milho seguem em alta no mercado doméstico. De acordo com pesquisadores do centro, essa valorização está relacionada ao aumento da demanda internacional e às preocupações com o clima nas principais regiões produtoras da safra de verão no Brasil.

Vendedores, atentos às recentes altas tanto no mercado externo quanto interno, estão limitando o volume ofertado, o que colabora para a sustentação dos preços.

A procura internacional pelo milho brasileiro tem crescido, impulsionada pela maior paridade de exportação, aponta o levantamento. Além disso, compradores internos estão retomando negociações, buscando recompor estoques e/ou se antecipar a possíveis novas valorizações nos próximos dias.



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Fundecitrus reduz estimativa de produção no cinturão de SP e MG



O Fundecitrus revisou para baixo a estimativa para a safra de laranja 2024/25 no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais. O volume esperado é de 215,78 milhões de caixas de 40,8 quilos, redução de 16,6 milhões de caixas, 7% a menos do esperado em maio.

“A redução se deve ao menor tamanho dos frutos, por causa do clima quente e seco. As condições climáticas previstas em maio para os primeiros quatro meses da safra foram ainda piores, com volume de chuvas 31% inferior ao esperado”, justificou o Fundecitrus, em nota.

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“Além disso, as temperaturas elevadas durante o outono e o inverno intensificaram a evapotranspiração, agravando a severidade da seca. As temperaturas mais altas também aceleraram a maturação dos frutos, levando a um ritmo de colheita mais rápido”, acrescentou.

Conforme o Fundecitrus, em meados de agosto, cerca de 45% da safra estava colhida, ante aproximadamente 30% na média histórica. Na nota, o gerente-geral do Fundecitrus, Juliano Ayres, disse que a próxima atualização de safra vai trazer dados mais precisos sobre a quarta florada.

“O volume da quarta florada é muito mais expressivo nesta safra do que nas anteriores. Nas próximas semanas, vamos fazer um levantamento de campo para apurar o índice de pegamento e tamanho desses frutos”, contou.

Ainda conforme o Fundecitrus, como o tamanho médio dos frutos diminuiu de 169 gramas para 155 gramas, agora são necessários 264 frutos para compor uma caixa de 40,8 kg, 23 laranjas a mais do que o projetado em maio. A taxa de queda de frutos está reestimada em 17,10%, índice inferior ao projetado em maio, que era de 18,50%.



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temperaturas passam dos 40 °C com fumaça e baixa umidade



Saiba como o clima irá se comportar em todas as regiões nesta quinta-feira (12):

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Sul

A frente fria continua se deslocando sobre o estado do Rio Grande do Sul, provocando chuvas em todo o território. As pancadas podem ocorrer com forte intensidade e há risco de temporais. As demais áreas do estado, assim como Santa Catarina e Paraná, apresentam predomínio de sol. As temperaturas permanecem elevadas, especialmente entre os estados catarinense e paranaense.

Sudeste

A massa de ar seco continua favorecendo temperaturas altas e baixa umidade relativa do ar durante a tarde. O sol aparece entre poucas nuvens, mas o céu pode ficar encoberto pela fumaça das queimadas, principalmente em São Paulo. O risco de incêndios permanece elevado, principalmente no interior da região. No extremo nordeste de Minas Gerais, pode chover de forma fraca e isolada.

Centro-Oeste

A massa de ar seco e quente segue atuando sobre o Brasil central. O sol predomina, mas, em alguns momentos, o céu pode ficar encoberto pela grande quantidade de fumaça das queimadas. As temperaturas continuam elevadas nos três estados da região. Em algumas cidades de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, os termômetros ultrapassam os 40 °C. Atenção para a baixa umidade do ar durante as horas de maior aquecimento.

Nordeste

O tempo firme predomina, com sol e baixa umidade do ar no interior da região. Na costa leste, podem ocorrer algumas pancadas de chuva isoladas. As temperaturas se mantêm elevadas, especialmente no interior nordestino. No litoral do Maranhão, há possibilidade de chuva isolada no período da tarde.

Norte

Pancadas de chuva intercaladas com períodos de melhora no oeste, noroeste e norte do Amazonas, assim como no oeste de Roraima. No Amapá e litoral do Pará, as pancadas de chuva são mais isoladas. Nas demais áreas da região, o sol aparece entre poucas nuvens.



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São Paulo prorroga até sábado alerta de risco elevado para incêndios


A Defesa Civil do estado de São Paulo prorrogou o alerta de risco elevado para incêndios até o próximo sábado (14). O litoral paulista esteve de fora dos últimos alertas e é a única região do estado sem grande risco para incêndios florestais. Os alertas estão vigentes desde o começo de setembro.

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Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) estadual, as temperaturas podem chegar a 39 °C, e a umidade relativa do ar (URA), a 20% em algumas regiões. Os prejuízos à agricultura atingem principalmente as lavouras de cana no centro e no norte do estado. O aviso reafirma que, nos próximos dias, São Paulo será dominado por um clima seco e estável, e que, sem previsão de chuvas, haverá elevação gradual das temperaturas, que trarão uma sensação de calor e um ambiente abafado em todo o território paulista.

As temperaturas podem chegar aos 33 °C na região metropolitana da capital, no período mais quente do dia. No último final de semana, termômetros chegaram a marcar até 38 °C nas ruas, por volta das 13h. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 35%. Ao menos duas comunidades, uma em Osasco e outra ao sul da capital, registraram incêndios hoje, com confirmação de 13 moradias destruídas. Não houve vítimas.

Para as regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba, as temperaturas devem ficar na casa dos 38 °C, com umidade relativa do ar abaixo dos 20%. Em Presidente Prudente e Marília, os termômetros podem registrar temperaturas máximas de 39 ºC, com URA abaixo dos 25%. Nas regiões de Campinas, Sorocaba, Araraquara e Bauru, temperaturas máximas de 34 °C com URA abaixo dos 25%. Em Franca, Barretos e Ribeirão Preto, onde se concentraram a maior parte dos focos de queimadas desde a segunda quinzena de agosto, as temperaturas máximas podem atingir os 36 °C, com umidade abaixo dos 25%. 

A Defesa Civil e a Secretaria de Saúde recomendam cuidados que incluem hidratação constante, o uso de soro nos olhos e nariz e de proteção dos raios solares, e desaconselham a prática de atividades físicas ao ar livre nos horários mais críticos do dia. Em regiões de queimadas, como proteção adicional, os dois órgãos sugerem o uso de máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100, que podem reduzir a inalação de partículas, em ambientes externos. As recomendações são voltadas principalmente para os grupos de risco, como crianças com menos de 5 anos, gestantes, portadores de comorbidades e idosos.

Nesta terça-feira (10) o CGE contabiliza dez  focos de incêndio em todo o território paulista. Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)  um número elevado de estações apontou qualidade do ar classificada como “muito ruim” e “ruim”, em decorrência de altas concentrações de partículas inaláveis finas (poeira, fuligem e fumaça que ficam suspensas na atmosfera em função do seu pequeno tamanho). O órgão suspendeu temporariamente as autorizações de queima no estado para a despalha de cana, queima fitossanitária ou para manejo. As duas únicas exceções são para a implantação de aceiros que evitem a propagação do fogo e para casos de finalidade fitossanitária solicitados diretamente pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia exportação de carne bovina para o Canadá


Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Canadá aprovou a atualização do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para exportação de carnes frescas desossadas e produtos cárneos processados crus, derivados de bovinos brasileiros. A Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA) comunicou que, com a aprovação, estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, além de municípios no Mato Grosso e Amazonas, agora poderão exportar esses produtos ao país norte-americano.

Esses estados e municípios são reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livres de febre aftosa sem vacinação desde 2021, o que permitiu a habilitação de onze estabelecimentos para exportação. Santa Catarina, por sua vez, já é reconhecida pelo Canadá como livre de febre aftosa sem vacinação e possui um frigorífico autorizado a exportar.

A aprovação era aguardada pelo setor de proteína animal no Brasil. “A retomada deste mercado já era aguardada pelo setor, principalmente para esses estados, que desde a abertura do mercado canadense, em março de 2022, não estavam autorizados a exportar carne bovina crua em razão da não vacinação de seus rebanhos”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

No caso da carne bovina cozida, a exigência de vacinação foi retirada, permitindo que qualquer estabelecimento habilitado no Brasil possa exportar para o Canadá, independentemente do estado de origem. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa, também comentou sobre o avanço: “Estamos junto da Embaixada do Brasil no Canadá buscando a retirada dessa exigência para a carne crua.”

Em 2023, o Brasil exportou mais de US$ 10,541 bilhões em carne bovina, equivalente a 2,28 milhões de toneladas. O Canadá importou US$ 39 milhões desse montante, registrando um crescimento de 18% em relação ao ano anterior.





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Brasil consegue apoio do G20 para reforma de fundos climáticos


O Grupo de Trabalho de Finanças Sustentáveis do G20 (SFWG, na sigla em inglês) terminou ontem (10) a última reunião sob presidência brasileira, em evento sediado no Rio de Janeiro. Segundo os coordenadores do grupo, a principal entrega é um relatório com recomendações para reformar os fundos ambientais e climáticos. O documento foi encomendado pelo GT a especialistas no tema.

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Desburocratizar o acesso do chamado Sul Global aos fundos sempre foi uma das prioridades do país.  Atualmente, quatro dispositivos multilaterais financiam a maioria dos projetos que tentam frear a crise climática: o Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund); Fundo de Investimento Climático (Climate Investment Funds); Fundo de Adaptação (Adaptation Fund) e o Fundo Global para o Meio Ambiente (Global Environment Facility).

Os critérios para conseguir recursos desses fundos são considerados burocráticos e difíceis pela maioria dos países do Sul Global. O que o Brasil espera que mude a partir das reuniões no âmbito do G20.

Nós priorizamos usar o capital político do G20 para impulsionar uma transformação dos principais fundos climáticos e ambientais do mundo. Não é algo trivial o que a gente conseguiu aqui. Temos uma agenda de implementação pela frente, mas a gente conseguiu que todos os membros do G20 apoiassem uma agenda de reforma da arquitetura financeira climática”, disse Ivan Oliveira, coordenador do grupo e subsecretário de Financiamento ao Desenvolvimento Sustentável do Ministério da Fazenda. “Isso se conecta fortemente com uma agenda de solidariedade da política externa do presidente Lula. Essa é uma entrega substantiva e que tem um potencial de destravar o sistema, para que de fato os bilhões de dólares que a gente tem alocado nesses fundos cheguem aos países que precisam, de forma mais rápida e efetiva”.

O Grupo de Trabalho Finanças Sustentáveis foi criado para mobilizar finanças sustentáveis como meio de garantir o crescimento e a estabilidade globais. A ideia é promover transições para sociedades e economias mais verdes, resilientes e inclusivas. O grupo tem a missão de identificar barreiras institucionais e de mercado a estas finanças.

Segundo os coordenadores, ao fim dos trabalhos, o GT conseguiu avançar nas quatro áreas prioritárias propostas pela presidência brasileira: facilitação de acesso aos fundos verdes; princípios para uma transição justa; reportes de sustentabilidade; e instrumentos financeiros para as chamadas soluções baseadas em natureza.

Cyntia Azevedo, chefe adjunta do Departamento de Relações Internacionais do Banco Central do Brasil, participou do GT e destacou a importância de que as instituições assumam um compromisso real com a agenda e evitem o chamado greenwashing, termo em inglês que significa criar uma falsa aparência de sustentabilidade para o público.

Várias das recomendações do GT vão na direção justamente de melhorar a qualidade dos dados que são produzidos, a confiabilidade e a comparabilidade. É importante para quem está investindo saber como são as atividades de cada empresa, ter confiança de que aquilo que está sendo vendido como sustentável de fato é. Não basta dizer que é sustentável, você tem que provar que é sustentável”, disse Cyntia Azevedo.

A próxima reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do G20 vai acontecer em Washington DC, Estados Unidos, como parte dos Encontros Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em outubro.



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Brasil pode quintuplicar produção pecuária com recuperação de pastagens degradadas



No painel “O desafio de recuperar pastagens degradadas“, realizado no FIAP 2024, em Cuiabá (MT), Carlos Ernesto Augustin, assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), destacou as estratégias do Brasil para intensificar a produção agropecuária de forma sustentável, sem avançar sobre áreas preservadas. Ele anunciou o financiamento com juros de 6,5% por meio do programa Eco Invest Brasil, que visa transformar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em sistemas produtivos eficientes e de baixo carbono.

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Segundo Augustin, essa iniciativa faz parte do Decreto Presidencial instituído no final de 2023, que busca aumentar a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, cumprir as exigências globais de sustentabilidade. “O grande desafio é financiar uma agricultura de alto rendimento que, além de produtiva, seja sustentável e certificada. Nossa meta é não apenas aumentar a produção, mas também reduzir emissões de carbono e melhorar a gestão do solo”, afirmou.

Durante sua fala, ele destacou a importância da parceria público-privada para viabilizar o programa e atrair investimentos internacionais, com o Japão sendo o primeiro país a aportar recursos financeiros. “Estamos captando investimentos internacionais para garantir que o Brasil possa ser um exemplo de produção sustentável, com um sistema de certificação robusto e globalmente competitivo”, ressaltou.

Augustin também reforçou que o Brasil tem o potencial de multiplicar por cinco sua produção pecuária ao recuperar essas áreas degradadas, com tecnologias que intensificam a produção sem causar danos ambientais. “Com essa recuperação, podemos aumentar significativamente a produtividade, tornando o Brasil um líder global na produção de alimentos de baixo carbono”, concluiu.



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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que o IPCA divulgado ontem veio melhor do que o esperado, com uma deflação de 0,02%. Sobre os mercados, o petróleo fechou em forte queda e puxou para baixo o Ibovespa e pressionou ainda mais o câmbio. Para hoje, olho nas reações do mercado ao primeiro debate presidencial televisivo dos EUA.



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Estiagem impulsiona preços da mandioca para o maior patamar do ano


Combinação de menor oferta e demanda aquecida tem provocado uma escalada nos preços




Foto: Canva

A seca prolongada nas principais regiões produtoras de mandioca tem afetado o ritmo dos trabalhos no campo, além de manter o interesse dos vendedores baixo, seja pela expectativa de preços mais altos ou pela rentabilidade limitada. Essa combinação de menor oferta e demanda aquecida tem provocado uma escalada nos preços da raiz.

Segundo dados informados pelo Cepea, os preços superaram R$ 1,00 por grama de amido em muitas negociações, o maior valor registrado desde janeiro. Entre os dias 2 e 6 de setembro, o preço nominal médio a prazo da tonelada de mandioca entregue às fecularias foi de R$ 557,70 (equivalente a R$ 0,9699 por grama de amido), um aumento de 3,9% em relação à semana anterior.

Desde o valor mínimo observado em maio, os preços já subiram 37,3%, embora ainda estejam 10,4% abaixo do mesmo período de 2023.





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Produtores gaúchos apostam em fertilizantes organominerais para restaurar o solo após as enchentes


As enchentes que atingiram vários municípios no Rio Grande do Sul entre abril e maio, considerada a maior catástrofe climática da história do estado, deixaram um verdadeiro rastro de destruição. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), 2,7 milhões de hectares de terra no Rio Grande do Sul tiveram problemas de erosão e perda da camada superficial do solo, principalmente da fertilidade. 

Entre os inúmeros municípios atingidos estão propriedades localizadas no Vale do Taquari, no Vale do Caí, onde pomares de citros foram bastante afetados pela enxurrada, levando boa parte da fertilidade do solo e deixando áreas com deposição de areia, outro problema criado pelas enchentes. Segundo os especialistas, sem um trabalho de reposição de nutrientes aprofundado, essas áreas devem levar anos para recuperar a fertilidade do solo.

“Conforme os dias de chuva se passaram fomos recebendo relatos de produtores de que suas áreas, tinham sido ‘lavadas’ pelas fortes águas que desciam nos morros e até alguns que relataram perda total das áreas, às quais desceram com os desmoronamentos ocorridos”, relata a engenheira agrônoma e Assistente Técnica Comercial da Terraplant Fertilizantes, Alana Cirino. A empresa se dedica há mais de duas décadas no desenvolvimento de soluções para potencializar a fertilidade do solo em diversos estados brasileiros, através da aplicação de fertilizantes organominerais.

Com a experiência de quem trabalha na correção de diferentes tipos de solo no Rio Grande do Sul, ressalta o tamanho do desafio. “O que podemos verificar destas áreas que sofreram as consequências destas intempéries é que todo o perfil de solo que já estava corrigido e pronto para as produções já não estão mais presentes. Sobraram solos compactados, pobres em matéria orgânica e ácidos, o que faz com que a necessidade de uma recuperação total de área seja feita”, afirma Alana Cirino.

Esse foi o caminho encontrado pelo produtor de uvas, Enerio Rigon, que tem sua propriedade no município de Pinto Bandeira, na Serra gaúcha. “No começo de maio tive uma área devastada pelo deslizamento de terra devido ao alto índice de chuva, uma boa parte foi atingida e praticamente não sobrou nada, tudo foi arrastado pelas forças da água inclusive a parte boa do solo, sobrando rocha e terra lavada. Então decidimos recompor o solo e replantar a área utilizando o fertilizante MinerOxi+, um fertilizante organomiral e mais completo. Por indicação de um amigo recebi a visita da engenheira agrônoma Alana e optei pelo produto da Terraplant achei muito interessante para recompor a matéria orgânica do solo e reconstruir a fertilidade da área”, destacou o produtor.

Segundo o Doutor em Solos e Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Terraplant, Alex Becker, o índice ideal de matéria orgânica do solo é no mínimo de 5%, porém, 96% das análises de solo que ele recebe do Sul estão abaixo dos 3%. Becker lembra que o primeiro passo é entender que tipo de solo que ficou, porque em muitas áreas que foram alagadas, próximas a rios e riachos, foram ‘lavadas’ e muitas outras não foram lavadas, mas houve uma grande deposição de areia.

“Essas áreas vão ter que ser trabalhadas novamente para formar e entender esse novo perfil de solo, essa nova fertilidade. E isso passa muito por uma questão de correção, essas áreas vão ter que ser corrigidas do ponto de vista químico, físico, e biológico. Nós da Terraplant podemos contribuir com essa orientação e oferecendo um portfólio robusto e versátil, como o MinerOxi+, o único organomineral 3 em 1 (orgânico+mineral+óxido), que vai corrigir e melhorar essa questão de fertilidade do solo”, explica Becker. Mas o especialista faz uma ressalva. “O produtor precisa estar consciente que a correção não acontece de uma hora para a outra, vai levar um tempo, estimo que de três a quatro anos para ir melhorando essas áreas que foram gravemente afetadas, então vai levar algumas safras para melhorar as condições físicas e químicas do solo, utilizando adubação com presença de matéria orgânica a fim de recuperar a fertilidade dos solos e, consequentemente, dar melhores condições para as produções”, aponta.

Por fim o especialista destaca que além de utilizar ferramentas para melhorar o perfil do solo, os produtores terão que pensar em práticas conservacionistas em algumas áreas para mitigar e diminuir a velocidade da água, seja adicionando palhada no sistema, curvas de nível e, em muitas áreas até terraços dependendo da declividade.

“Nesse sentido, o MinerOxi+ disponibiliza uma gama de nutrientes que vai melhorar essa fertilidade, além de corrigir o pH dessas áreas que possivelmente estão mais ácidas do que antes das enchentes, pois a chuva acidifica o solo”, afirma Becker. Para finalizar, o especialista ressalta que além de casos extremos, como o ocorrido no RS, as soluções da empresa vêm contribuindo com uma melhor fertilidade dos solos e no auxílio aos produtores para obter o melhor resultado em suas lavouras. “Além de agregar produtividade, os fertilizantes organominerais como, por exemplo, o MinerOxi+, da Terraplant, vêm agregando em qualidade de produto, como as uvas produzidas na Serra Gaúcha”.





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