quinta-feira, agosto 6, 2026

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Incêndio de grandes proporções atinge instalações do Inpe



De acordo com informações divulgadas pelo g1, um incêndio de grandes proporções atingiu a cidade de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, na noite desta quinta-feira (12), causando danos às instalações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Inpe, que é responsável pelo desenvolvimento de pesquisas nas áreas espacial e ambiental, além de monitorar queimadas no país, teve parte de sua unidade afetada pelas chamas.

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O incêndio, que começou nas proximidades do quilômetro 40 da rodovia Presidente Dutra, foi controlado por brigadistas do próprio Inpe e da Defesa Civil por volta das 22h30. Pelo menos três caminhões-pipa foram utilizados para conter o fogo. Embora o incêndio tenha sido contido, equipes permanecem monitorando a área nesta sexta-feira (13) para evitar reignição.

Segundo a Defesa Civil, a área total atingida pelo incêndio foi de aproximadamente 150 hectares, o equivalente a 210 campos de futebol. Além das instalações do Inpe, a estrada municipal da Bocaina e a rodovia dos Tropeiros (SP-068) também foram afetadas. A rodovia chegou a ser interditada, mas foi liberada após o controle do fogo.

Ainda não há informações sobre a extensão dos danos às instalações do Inpe em Cachoeira Paulista. As autoridades locais seguem em alerta, e equipes de brigadistas continuarão trabalhando na área atingida ao longo do dia para garantir que novos focos de incêndio não surjam.



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Mudanças climáticas agravam insegurança alimentar, diz pesquisadora


A relação direta entre a fome e as mudanças climáticas foi debatida por pesquisadores que se reuniram na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) nesta semana, no 6º Encontro Nacional de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, que termina nesta sexta-feira (13). Coordenadora do evento e professora do Instituto de Nutrição Josué de Castro, da UERJ, Rosana Salles da Costa explica que a insegurança hídrica, por exemplo, pode ser uma consequência das mudanças climáticas que também reduz o acesso à alimentação saudável.

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A segurança alimentar se relaciona a diversas questões. Podemos colocar como uma delas as mudanças climáticas com, por exemplo, o prejuízo no acesso à água em quantidade e qualidade”, explicou à Agência Brasil. “Estamos debatendo no país a questão da segurança hídrica, que, com as mudanças climáticas e as queimadas que estão acontecendo, acaba prejudicando várias áreas de plantio de alimentos produzidos para o consumo nacional”.

A professora ressalta também ser importante observar o aumento do preço dos alimentos, resultado de uma sequência de acontecimentos que dificultam o acesso à alimentação. “Uma vez que você prejudica o plantio e o cultivo de alimentos destinados ao consumo da nossa população, infelizmente, o preço também é afetado. A partir daí, temos que pensar em políticas públicas e em como reverter os efeitos das mudanças climáticas, porque elas estão presentes e temos que pensar agora em como vamos enfrentar as dificuldades relacionadas à segurança alimentar, articulando com os Governos Federal, Estaduais e Municipais medidas de redução da fome e promoção da alimentação saudável.”

Realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), o encontro trouxe como tema “Pesquisa e políticas públicas em soberania e segurança alimentar e nutricional no enfrentamento das desigualdades, da fome e das mudanças climáticas”, reunindo pesquisadores nacionais e internacionais, alunos de graduação e de pós-graduação para debaterem as influências das mudanças climáticas no acesso à alimentação adequada pela população.

Segurança alimentar

Rosana Salles da Costa esclarece que segurança alimentar se relaciona ao acesso à alimentação adequada para todas as pessoas de uma família, refletindo o direito humano à alimentação adequada. Por outro lado, a insegurança alimentar se faz presente quando uma das questões relacionadas à alimentação, seja em quantidade ou qualidade, não é garantida. No Brasil, a insegurança alimentar é avaliada a partir da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). “Os níveis de insegurança alimentar são três: insegurança alimentar leve, moderada e grave. A insegurança alimentar grave reflete a fome na nossa população, ou seja, famílias que passam o dia todo sem comer ou que fazem uma única refeição ao dia”.

No país, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, referentes ao último trimestre de 2023, 10,8% dos lares comandados por mulheres convivem com a insegurança alimentar moderada ou grave. Considerando os lares chefiados por homens, essa porcentagem passa para 7,8%, revelando uma diferença de três pontos percentuais. Com relação à cor ou raça, 74,6% dos domicílios que enfrentam a insegurança alimentar grave são chefiados por pessoas pretas e pardas.

Infelizmente, temos o grupo classicamente mais afetado que são os lares chefiados por mulheres, especialmente as mulheres negras”, analisa a professora. “Esse também é um tema de debate de alguns dos painéis e de vários trabalhos do 6º EPISSAN. O encontro não debate apenas resultados, mas também é muito propositivo. Os pesquisadores presentes analisam e fazem propostas de políticas que, principalmente para os lares chefiadas por mulheres negras, são urgentes”, complementa.

Encontro

Além dos debates realizados, foram apresentados durante o evento dados preliminares sobre pesquisas conduzidas no país pela Rede Penssan e com apoio do App VIGISAN, aplicativo desenvolvido pela própria instituição para auxiliar na abordagem aos pesquisados que compõem, muitas vezes, grupos sociais vulnerabilizados. No encontro, também foi apresentada a plataforma FomeS, elaborada com financiamento do Ministério da Saúde (MS) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A ferramenta agrega dados nacionais sobre mudança climática, insegurança alimentar, insegurança hídrica, saúde e estado nutricional de crianças.

O encontro contou com patrocínio do Ministério da Saúde (MS), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).



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Tecnologia promete soja mais resistente à seca


Evento ocorreu nesta quarta-feira (11)




Foto: Abiove

Uma nova solução tecnológica voltada para o combate ao estresse hídrico em lavouras de soja foi apresentada em Porto Alegre nesta quarta-feira (11), durante o evento “Elicit Talks”. A inovação busca melhorar a eficiência no uso da água pelas plantas, o que pode resultar em maior produtividade em cenários de mudanças climáticas. Especialistas discutiram os desafios do agro e como tecnologias emergentes podem ser fundamentais para enfrentar condições extremas de clima.

Novo produto aumenta resistência da soja ao estresse hídrico

Durante um evento em Porto Alegre, foi apresentada uma tecnologia inovadora desenvolvida para aumentar a resiliência das lavouras de soja em condições de estresse hídrico. O novo produto, fruto de três anos de pesquisas, visa melhorar a produtividade em culturas afetadas pelas mudanças climáticas, proporcionando soluções sustentáveis para o agro.

Solução agrícola promete enfrentar desafios climáticos na soja

Especialistas discutiram em Porto Alegre novas tecnologias que ajudam a mitigar os impactos das mudanças climáticas nas lavouras de soja. A inovação mais recente, uma tecnologia que aumenta a resistência das plantas à seca, foi destaque como um fator-chave para o futuro da produção agrícola sustentável.

Inovação agrícola oferece esperança para produtores diante de clima extremo

Com foco na sustentabilidade e resiliência das lavouras de soja, foi lançada uma nova tecnologia que melhora o aproveitamento de água pelas plantas, visando aumentar a produtividade em meio às condições climáticas adversas.





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veja o que vai impactar o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

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No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, analisa os dados dos EUA, indicando que a inflação está em linha com um possível corte de 25 pontos nos juros pelo Fed. No Brasil, o real se valorizou, mas os DIs subiram devido à percepção fiscal. Apesar de uma atividade econômica mais forte, a bolsa caiu influenciada por fatores internos.



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Brasil teve 11,39 milhões de hectares atingidos pelo fogo


De janeiro a agosto de 2024 os incêndios no Brasil já atingiram 11,39 milhões de hectares do território do país, segundo dados do Monitor do Fogo Mapbiomas, divulgados nesta quinta-feira (12). Desse total, 5,65 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo apenas no mês de agosto, o que equivale a 49% do total deste ano.

Nesses oito primeiros meses do ano, o fogo se alastrou principalmente em áreas de vegetação nativa, que representam 70% do que foi queimado. As áreas campestres foram as que os incêndios mais afetaram, representando 24,7% do total. Formações savânicas, florestais e campos alagados também foram fortemente atingidos, representando 17,9%, 16,4% e 9,5% respectivamente. Pastagens representaram 21,1% de toda a área atingida.

Para o período, os estados do Mato Grosso, Roraima e Pará foram os que mais atingidos, respondendo por mais da metade, 52%, da área alcançada pelo fogo. São três estados da Amazônia, bioma mais atingido até agosto de 2024. O fogo consumiu 5,4 milhões de hectares do bioma nesses oito meses.

O Pantanal, até agosto de 2024 queimou 1,22 milhão de hectares, um crescimento de 249% nas áreas alcançadas por incêndios, em comparação à média dos cinco anos anteriores. A Mata Atlântica teve 615 mil hectares atingidos pelo fogo, enquanto que na Caatinga os incêndios afetaram 51 mil hectares. Já os Pampas tiveram apenas 2,7 mil hectares no período de oito meses.

Agosto
Na comparação entre agosto de 2023 e de 2024, os incêndios afetaram 3,3 milhões de hectares a mais este ano, registrando um crescimento de 149%. De acordo com a instituição, foi o pior agosto da série do Monitor de Fogo, iniciada em 2019.

Os estados do Mato Grosso, Pará e Mato Grosso do Sul foram os mais atingidos no mês. Chama a atenção o crescimento de 2.510% sobre a média de agosto de incêndios no estado de São Paulo, em relação a média dos últimos seis anos. Foram 370,4 mil hectares queimados este ano, 356 mil hectares a mais do que nos meses de agosto de anos anteriores.

“Grande parte dos incêndios observados em São Paulo tiveram início em áreas agrícolas, principalmente nas plantações de cana-de-açúcar, que foram as áreas mais afetadas do estado”, destaca a pesquisadora Natália Crusco.

Os biomas Cerrado e Amazônia, foram os que mais queimaram, representando respectivamente 43% e 35% e de toda a área antiqueimada no Brasil no período.

De acordo com a coordenadora técnica do Monitor do Fogo, Vera Arruda, o aumento das queimadas no Cerrado foi alarmante em agosto “O bioma, que é extremamente vulnerável durante a estiagem, viu a maior extensão de queimadas nos últimos seis anos, refletindo a baixa qualidade do ar nas cidades.”





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Inflação desacelera para todas as faixas de renda em agosto


A inflação desacelerou para todas as classes de renda em agosto na comparação com julho deste ano. Para as famílias de renda muito baixa, ela recuou de 0,09% para -0,19% no mês passado. Para as famílias de renda alta, que registraram aumento de 0,80% em julho, o resultado de agosto ficou em 0,13%. Os dados são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Todas as classes de renda apresentaram desaceleração da inflação acumulada em 12 meses. As famílias de renda muito baixa tiveram a menor inflação acumulada no período (3,72%), enquanto a faixa de renda alta anotou o percentual mais elevado (4,97%).

Os grupos alimentos e bebidas e habitação foram os principais pontos que influenciaram a queda inflacionária para praticamente todos os segmentos de renda. As deflações registradas em setores importantes – cereais (-1,3%), tubérculos (-16,3%), hortaliças (-4,5%), aves e ovos (-0,59%), leites e derivados (-0,05%) e panificados (-0,11%) – provocaram um forte alívio inflacionário, especialmente para as famílias de menor poder aquisitivo, visto que a parcela proporcionalmente maior do seu orçamento é gasta com a compra desses bens.

Energia elétrica
Em relação à habitação, a queda de 2,8% nos preços de energia elétrica – refletindo o retorno da bandeira tarifária verde e das reduções tarifárias em algumas capitais – contribuiu para diminuir a inflação em agosto.

No caso das famílias de renda alta, mesmo com a deflação dos alimentos, da energia e a queda de 4,9% nos preços de passagens aéreas, o reajuste de 0,76% das mensalidades escolares fez com que o grupo educação exercesse forte contribuição para a inflação dessa classe.

O aumento dos planos de saúde (0,61%), dos serviços médicos e dentários (0,72%) e das despesas pessoais (0,25%) também ajuda a explicar esse quadro de pressão inflacionária nos segmentos de renda mais elevada, em agosto.

“A desaceleração da inflação corrente em relação ao registrado em agosto do ano passado é explicada, em grande parte, pela melhora no desempenho dos grupos habitação e saúde e cuidados pessoais. No primeiro caso, a alta no preço da energia elétrica em 2023 (4,6%) ficou bem acima da queda apontada em 2024 (2,8%). Já para o grupo saúde e cuidados pessoais, o alívio inflacionário em agosto deste ano veio da deflação de 0,18% dos artigos de higiene, que contrasta com os reajustes de 0,81%, em agosto de 2023”, diz o Ipea.





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Arrozeiros reforçam orientação de manutenção do mercado interno de arroz


Momento é da classe orizícola desprender-se e demonstrar toda sua organização


Foto: Paulo Rossi/Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), emitiu nota, assinada pelo presidente da entidade, Alexandre Velho, traçando uma avaliação momentânea do ano de 2024. Segundo a federação, este vem sendo um ano desafiador para a Federarroz, arrozeiros, agricultores e povo gaúcho pois, além de todos os desafios climáticos que felizmente passaram, persistem os estruturais e políticos que ainda perduram, alongando insegurança e corroendo a esperança da retomada.

Conforme o comunicado, em meio a tragédia geral, resolvendo infortúnios particulares, desprendendo-se à ações solidárias, inquieta e nervosa para colaborar e atenuar o sofrimento do vizinho mais necessitado, a diretoria da Federarroz foi ao centro do Governo Federal para desfazer intenção de importação de arroz que fatalmente traria consigo mais insegurança aos arrozeiros. “Foram selados acordos, baseados especialmente no caráter e honra de cada partícipe das várias reuniões”, observa a nota.

A entidade salienta que, agora, momento em que Cepea/Esalq ruma para indicativo de R$120,00, no último terço da temporada comercial, é momento da classe orizícola desprender-se e demonstrar toda sua organização e manter o mercado plenamente abastecido. “Nós arrozeiros decidimos produzir alimento “in natura” mais consumido pelo ser humano. Assim, precisamos demonstrar toda a nobreza do ofício dessa profissão”, destaca a nota.





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USDA eleva safra de soja e diminui a de milho


De acordo com o Relatório de Oferta e Demanda dos Produtos Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado em setembro de 2024, as perspectivas para os mercados de soja e milho apresentam ligeiras variações em comparação ao relatório anterior de agosto. Para a soja, a produção nos Estados Unidos foi revisada de 124,9 milhões de toneladas para 124,81 milhões de toneladas, mantendo-se praticamente estável. A produtividade também se manteve em 59,63 sacas por hectare, enquanto os estoques finais foram reduzidos de 15,24 milhões para 14,97 milhões de toneladas. As exportações e o esmagamento permanecem inalterados, com 50,35 milhões de toneladas exportadas e 66 milhões de toneladas destinadas à indústria .

Em relação ao Brasil, o relatório manteve a projeção de produção de soja em 169 milhões de toneladas para ambos os meses, mas houve um leve aumento nos estoques finais, que subiram de 33,87 milhões para 33,92 milhões de toneladas. As exportações seguem estimadas em 105 milhões de toneladas. Na Argentina, a produção também não sofreu alterações, permanecendo em 51 milhões de toneladas, mas os estoques finais foram revisados para cima, passando de 28,75 milhões para 29,25 milhões de toneladas. As exportações argentinas de soja permanecem estáveis em 4,5 milhões de toneladas. No mercado global, a produção de soja foi revisada de 428,73 milhões para 429,20 milhões de toneladas, com os estoques finais ajustados para 134,58 milhões de toneladas, um leve aumento em relação aos 134,3 milhões estimados em agosto.

Para o milho, a produção nos EUA foi ajustada para 385,73 milhões de toneladas em setembro, uma leve alta em relação aos 384,74 milhões de agosto. A produtividade aumentou de 191,53 para 192,06 sacas por hectare. No entanto, os estoques finais tiveram uma leve redução, caindo de 52,67 milhões para 52,26 milhões de toneladas. A área plantada e a área colhida permanecem inalteradas em 36,71 milhões de hectares e 33,47 milhões de hectares, respectivamente, e as exportações foram mantidas em 58,42 milhões de toneladas. No Brasil, as projeções para a produção de milho e exportações seguem estáveis, com 127 milhões de toneladas e 49 milhões de toneladas, respectivamente.

No panorama mundial, a produção de milho foi levemente ajustada para baixo, passando de 1,21982 bilhão para 1,21857 bilhão de toneladas, com os estoques finais reduzidos de 310,17 milhões para 308,35 milhões de toneladas, refletindo ajustes nos principais mercados exportadores e consumidores.
 





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Precisamos debater as queimadas ao invés de culpar setor produtivo, diz coordenador da FGV Agro


Em entrevista à CNN, o coordenador da FGV Agro, Guilherme Bastos, defendeu a necessidade de um debate técnico e pragmático sobre as queimadas no Brasil, “em vez de culpar o setor produtivo”.

Bastos argumentou que é crucial trazer dados concretos para endereçar adequadamente os problemas ambientais.

Ele destacou a presença de parlamentares comprometidos em trazer questões técnicas para o debate, afastando-se de discussões ideológicas.

“Precisamos trazer realmente dados para que os problemas possam ser devidamente endereçados”, afirmou o coordenador.

Responsabilidades compartilhadas

O especialista enfatizou a importância de distinguir entre as responsabilidades do setor produtivo e aquelas que competem ao poder Executivo e Judiciário.

Segundo Bastos, é fundamental considerar as áreas sem posse definida ou titularidade, onde não se pode atribuir responsabilidade direta ao setor produtivo.

Ele também mencionou os esforços do governo anterior em captar recursos internacionais para combater as queimadas no Pantanal.

Ele ressaltou que as mudanças climáticas têm contribuído para o acúmulo excessivo de matéria seca em algumas regiões, aumentando o risco de incêndios.

Equilíbrio ambiental

O coordenador da FGV Agro lembrou a importância do “Banco Pantaneiro”, uma prática tradicional que ajudava a manter o equilíbrio no ecossistema do Pantanal.

“Muitas vezes é exatamente em função desse problema das mudanças climáticas acaba tendo-se realmente um excedente de acúmulo de matéria seca”, explicou.

Bastos concluiu reiterando a necessidade de um debate técnico aprofundado para desenvolver ações adequadas no combate às queimadas e outros problemas ambientais.

Ele argumentou que essa abordagem é mais produtiva do que simplesmente atribuir toda a responsabilidade ao setor produtivo.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.



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Com baixa no Mato Grosso, exportações de soja sofrem queda de 28%


Exportações de soja do Brasil totalizaram 8,04 milhões de toneladas




Foto: Leonardo Gottems

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as exportações de soja do Brasil totalizaram 8,04 milhões de toneladas em agosto de 2024, representando uma queda de 28,51% em comparação ao mês anterior e de 4,11% em relação ao mesmo período de 2023. Apesar da redução, o volume exportado foi o segundo maior registrado para o mês de agosto, impulsionado principalmente pelos estados do Paraná e Rio Grande do Sul.

Mato Grosso, tradicionalmente um dos maiores exportadores, participou com apenas 6,79% dos envios brasileiros em agosto, registrando sua menor participação histórica para o período. Essa retração se deve à menor disponibilidade de soja no estado e à queda dos preços. O valor médio da tonelada exportada fechou em US$ 436,12, uma queda de 13,19% em relação a agosto de 2023 e de 1,50% em comparação a julho de 2024.

Historicamente, há uma redução nas exportações de soja no segundo semestre. O Imea projeta que Mato Grosso encerrará 2024 com 25,87 milhões de toneladas exportadas, uma queda de 8,70% em relação à safra anterior (22/23).





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