quarta-feira, agosto 5, 2026

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Brasil projeta safra recorde de milho


Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços do milho apresentaram leve alta em algumas regiões do Brasil nesta semana. No Rio Grande do Sul, a média estadual se manteve estável, fechando em R$ 58,02 por saca, enquanto as principais praças do estado avançaram para R$ 57,00 por saca. Em outras partes do país, os valores oscilaram entre R$ 40,00 e R$ 59,00 por saca, refletindo a dinâmica regional do mercado.

Novas projeções para a safra brasileira de milho indicam que a produção total pode atingir 133,6 milhões de toneladas, um volume superior em cerca de 6 milhões de toneladas ao previsto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, essa produção será 6% maior do que a colhida na safra anterior. A área total plantada deve alcançar 20,9 milhões de hectares, com uma produtividade média estimada de 6.400 quilos por hectare, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.

A previsão para a safra de verão, que será colhida no início de 2025, é de 24,3 milhões de toneladas, um número inferior às 25,6 milhões do ciclo anterior. No entanto, a expectativa para a segunda safra (safrinha) de 2025 no Centro-Sul do Brasil é otimista, com uma produção estimada em 94,6 milhões de toneladas, superando as 85,9 milhões colhidas no ano passado.

Em termos de exportações, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, nos primeiros cinco dias úteis de setembro, o Brasil exportou 1,6 milhão de toneladas de milho, o que representa uma queda de 28,7% na média diária em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para atingir a meta mínima de 40 milhões de toneladas exportadas até o final de 2024, o país ainda precisa vender 26 milhões de toneladas até janeiro, a fim de reduzir os estoques nacionais do grão. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil exporte 6,5 milhões de toneladas de milho ao longo do mês de setembro.





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Produtor suíço aposta em Goiás para fabricar queijos artesanais



Na década de 1980, o suíço Stephan Gaehwiler desembarcou no Brasil para trabalhar com pecuária de corte.

O clima, a extensão territorial e as oportunidades presentes o encantaram a tal ponto que ele economizou uma década para comprar a sua propriedade no interior de Goiás, onde, atualmente, ele e a família dedicam-se à pecuária leiteira.

Como mandava a tradição suíça, Stephan optou por desenvolver um produto com maior valor agregado. Foi assim que, em plena serra goiana da histórica Corumbá de Goiás, foi criada a Queijaria Alpina.

Foi preciso vencer as barreiras linguísticas para que o produtor suíço conseguisse buscar na Agrodefesa as orientações necessárias para ampliar a comercialização do seu produto, levando-o para todo território nacional.

300 litros por dia

Hoje, o rebanho de gado pardo suíço da Queijaria Alpina produz em torno de 300 litros por dia, em período de chuva, quando o pasto é mais abundante, caindo para 200 litros diários em período de estiagem.

A preocupação com a qualidade da alimentação dos animais faz com que o produtor invista em produzir o próprio feno e a plantar cana-de-açúcar durante o período de chuva, para servir de alimentação fresca na época da estiagem.

Mensalmente, são produzidos 500 quilos de dois tipos de queijo: raclete e o queijo Stephan, que é um queijo tipo sbrintz com um ano de maturação. Inclusive, o queijo que leva o nome do seu produtor tem conquistado reconhecimento nacional e internacional.

No último ano, ele foi um dos 22 queijos brasileiros premiados em concurso na Noruega, concorrendo com outros três mil tipos de todo o mundo.

Queijos artesanais de Goiás

O exemplo da Queijaria Alpina não é um caso isolado em Goiás. O cenário de produção artesanal de queijo no estado ganhou novos contornos com a conquista do Selo Arte e de Queijo Artesanal pelas queijarias regionais.

O reconhecimento de um produto artesanal pelo Selo Arte, habilitação concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e inspecionada pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), vai além das garantias de qualidade, originalidade e regionalidade daquela receita, ele também abre as portas para a comercialização em todo o território nacional.

Com isso, os queijos vem ganhando os paladares mais exigentes pelo país afora. Atualmente, 12 queijarias artesanais goianas, dedicadas a produzir receitas originais de forma artesanal, estão devidamente homologadas na Agrodefesa e são acompanhadas periodicamente.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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Brasil vai destinar US$ 1,3 bi do Fundo Clima para recuperar pastagens


O governo federal vai destinar cerca de US$ 1,3 bilhão dos recursos do Fundo Clima para o programa nacional de recuperação de pastagens degradadas e conversão em áreas agricultáveis.

A captação dos recursos internacionais será feita por meio do Eco Invest Brasil, programa de hedge cambial da Secretaria do Tesouro Nacional para atrair investimentos externos voltados à transformação ecológica, conta o assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Ernesto Augustin.

“Os recursos serão disponibilizados aos produtores com juros de até 6,5% ao ano, dez anos de pagamento e carência. Esse valor já está reservado, com o Tesouro destinando US$ 1 bilhão, o que pode chegar a US$ 1,3 bilhão com participação dos bancos”, detalhou Augustin, ao Broadcast Agro.

O programa é tido como uma das prioridades da pasta para dobrar a produção brasileira de alimentos sem abertura de novas áreas.

A captação via Eco Invest foi a saída encontrada pelo governo para a internalização dos recursos externos, minimizando as variações cambiais. A expectativa, segundo Augustin, é que os recursos possam ser disponibilizados aos produtores até o fim do ano.

“Os recursos do Eco Invest vão permitir a recuperação e conversão de aproximadamente 1 milhão de hectares e efetivamente inaugurar essa nova agricultura. Não será financiamento apenas para aumentar a produção, mas sim terá de haver uma forte contrapartida de sustentabilidade com agricultura de baixo carbono “, apontou Augustin.

A equipe econômica e do Ministério da Agricultura, segundo Augustin, estão preparando um regramento específico para anunciar o edital para a recuperação de pastagens dentro da linha de “blended finance” do Eco Invest. Após a definição do modelo, o leilão será ofertado aos bancos que farão lances aos projetos de financiamentos. A linha blendend finance combina recursos públicos, provenientes do Fundo Clima gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e privados.

Em paralelo, o Ministério da Agricultura juntamente com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está elaborando uma normativa técnica com os critérios de produção a serem cumpridos pelos produtores para os financiamentos serem elegíveis aos recursos.

Entre as práticas ambientais a serem exigidas estão o uso do plantio direto, o uso de bioinsumos e práticas para redução das emissões de gases ligados ao efeito estufa.

“Os juros mais baixos serão determinantes para os produtores fazerem a conversão das áreas e adotarem essas práticas. Hoje, o País já converte 1 milhão de hectares por ano e pode converter o dobro”, avaliou o assessor especial do Ministério da Agricultura.

O projeto do governo federal prevê converter 40 milhões de hectares de áreas degradadas em áreas agricultáveis em até dez anos por meio do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD), criado no ano passado. A ideia é fomentar a prática com a concessão de financiamentos a juros acessíveis aos produtores rurais.

O custo médio estimado pelo ministério para conversão de pastagens é em torno de US$ 3 mil por hectare, o que geraria um investimento total de, no máximo, US$ 120 bilhões (equivalente a R$ 600 bilhões), considerando a meta de recuperação de 40 milhões de hectares em dez anos. O cálculo inclui gastos com correção de solo, adequação ambiental e custeio.

Em paralelo, segundo Augustin, o governo busca mecanismos para diminuir a variação cambial para receber aportes de fundos soberanos e demais países no programa de recuperação de pastagens. A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jika) se comprometeu em aportar de US$ 300 milhões a US$ 500 milhões no programa brasileiro.



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Cotação do trigo fecha estável em Chicago


Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera avançou





Foto: Canva

Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações do trigo em Chicago, que apresentaram leve recuo durante a semana, voltaram aos níveis da semana anterior, com o fechamento nesta quinta-feira (12) alcançando US$ 5,63 por bushel, praticamente estável em relação aos US$ 5,61 registrados uma semana antes. O movimento de recuperação ocorreu após a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O relatório do USDA manteve a previsão de produção de trigo nos Estados Unidos para a safra 2024/25 em 53,9 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao documento anterior de agosto. Os estoques finais norte-americanos também permaneceram inalterados, somando 22,5 milhões de toneladas. Globalmente, a produção mundial de trigo foi ajustada para 796,9 milhões de toneladas, uma leve queda de pouco mais de um milhão de toneladas em relação ao mês passado, enquanto os estoques finais mundiais aumentaram em 600 mil toneladas, totalizando 257,2 milhões de toneladas.

O preço médio ao produtor de trigo nos EUA está projetado em US$ 5,70 por bushel no novo ano comercial, uma queda em relação aos US$ 6,96 registrados no ano anterior. Para o Brasil, a expectativa de produção é de 9,5 milhões de toneladas, enquanto a safra argentina foi estimada em 18 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera avançou, atingindo 85% da área plantada até o dia 8 de setembro, levemente acima da média histórica de 83%. Na Argentina, a empresa Bioceres informou que precisará de pelo menos dois anos para iniciar a comercialização de seu trigo geneticamente modificado HB4 nos Estados Unidos, após a recente aprovação do cultivo do produto pelo governo norte-americano.





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Carlos Fávaro e a política internacional do etanol



O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com a vice-secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Xochitl Small, neste sábado (14), durante o G20 Agro em Mato Grosso. A reunião bilateral focou na política internacional do etanol, um combustível considerado essencial para um futuro sustentável.

O ministro destacou a importância do etanol, ressaltando que a recente aprovação de um projeto que incentiva combustíveis sustentáveis no Senado pode abrir novas oportunidades com a colaboração dos EUA.

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Relações diplomáticas

O ano de 2024 marca os 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, o que ressalta a relevância do momento para fortalecer a cooperação entre os países. Small enfatizou que os debates no G20 Agro evidenciaram os desafios das mudanças climáticas e a necessidade de continuar o diálogo sobre o tema.

Política Nacional de Pastagens Degradadas

O Ministro também abordou a Política Nacional de Pastagens Degradadas (PNPD), uma iniciativa brasileira para combater as mudanças climáticas. Ele mencionou que estão sendo implementadas políticas públicas para restaurar pastagens e promover a agricultura sustentável, com a Embrapa liderando a iniciativa. A expectativa é que os EUA acompanhem de perto o programa, que representa uma oportunidade para investimentos e para o avanço de boas práticas sociais na agricultura.



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Ministério da Pesca projeta aumento de 30% no consumo durante Semana do Pescado


O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepea), promove, até o domingo (15), a Semana do Pescado, com o objetivo de fomentar ações e o consumo de peixes, frutos do mar e demais pescados.

A ação teve início no dia 1° de setembro e tem o apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que criou a data em 2003.

O diretor de desenvolvimento da aquicultura da Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura, Thiago Tardivo, destaca as ações desenvolvidas durante a Semana do Pescado.

“O objetivo desta ação é promover o consumo de pescado. Este ano, estamos focando na parte de pesquisa, em capacitações de técnicos e produtores, por meio do 1° Simpósio de Zootecnia, do IFTO, que terá como tema Aquicultura e Piscicultura. Então essa é a nossa principal ação, além de promover com os parceiros o consumo de peixe”, comenta Tardivo.

A estimativa do Ministério da Pesca é que haja um aumento no consumo de, pelo menos, 30% durante a Semana do Pescado, fortalecendo, assim, o setor da indústria, supermercados, peixarias, feiras, pontos de venda no atacado e varejo, restaurantes até a chegada do produto final aos consumidores.

Produção no Tocantins

O Tocantins é um produtor iminente com capacidade de produzir aproximadamente 900 mil toneladas e ocupa, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a 18ª maior produção de peixes do Brasil, mas a ideia é colocar o estado entre os cinco maiores até 2027. 

Os dados do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) mostram que o tambaqui é a principal espécie produzida no Estado atualmente, sendo responsável por 48% do volume da produção no Tocantins. Seguidos do tambaqui, existem ainda os híbridos tambacu e tambatinga, que representam 34% da produção; e 10,49% é de pintado e seus híbridos.

O estado registrou um aumento de 6,7%, atingindo 17.350 toneladas, em 2022, representando 1,85% na produção total de pescado no país, conforme a Associação Brasileira da Piscicultura.

Além disso, após o incentivo para a produção de tilápia em tanque rede no reservatório da Bacia Rio Tocantins e alterações na legislação, o Estado teve um aumento na produção desse pescado, que saltou de 80 toneladas em 2020; para 450 toneladas em 2022, quando foram lançados os últimos dados.

Benefícios do consumo de pescado

peixe, tilápiapeixe, tilápia
Foto: Frigorífico Mais Fish

Matéria-prima de diversos pratos saborosos, o consumo de pescado tem um papel importante na alimentação e na saúde. O peixe tem uma proteína rica em retinol, ferro, zinco, vitamina D, E e B12, cálcio, iodo, selênio e elevadas quantidades de ômega 3 e é associado também à proteção contra doenças cardiovasculares e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs).

A nutricionista Ludmilla Moreira explica que o consumo de pescados pode contribuir com o aumento de músculos, saúde da pele e até células. “Os peixes apresentam uma vantagem em relação às carnes vermelhas pelo menor conteúdo de gorduras e também por possuírem alta proporção de gorduras insaturadas, aquelas conhecidas como saudáveis, sendo então excelentes substitutos para a carne vermelha.” diz, Moreira.

“Os peixes, principalmente os mais gordurosos, possuem essas gorduras insaturadas, ômega 3 e ômega 6, que possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que ajudam a regular o colesterol ruim, o LDL, e são capazes também de aumentar os níveis de HDL, conhecido como colesterol bom no sangue. Então, isso faz com que a gente reduza os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como o AVC, pressão alta e infarto.” explica a nutricionista.

Além dos preparos para as refeições que são diversos, a nutricionista explica que o ideal é que o peixe seja consumido ainda fresco e sem ser ultraprocessado, como é o caso dos peixes em conserva que possuem uma maior quantidade de sódio, de gordura, de conservantes e corantes.

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os acordos estabelecidos entre o Brasil e outros países



Durante os acordos firmados no G20 Agro, em Mato Grosso, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, assinou uma série de acordos de cooperação com os seguintes países: Japão, Portugal e Azerbaijão. Os memorandos abrangem diferentes áreas do agronegócio, que vão desde a produção agrícola até a saúde animal.

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O acordo firmado com o Japão foca na expansão das relações comerciais e no fornecimento estável de grãos brasileiros ao país asiático. O pacto também visa promover sistemas agroalimentares sustentáveis. Carlos Fávaro destacou as oportunidades para colaboração na produção de alimentos e energias renováveis durante sua reunião com o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Tetushi Sakamoto.

Em relação a Portugal, foi estabelecido um acordo voltado à regulação e controle de segurança e qualidade dos produtos agroalimentares. A cooperação entre os dois países visa aprimorar as práticas institucionais e técnicas. O ministro mencionou que o acordo fortalece o equilíbrio e a reciprocidade nas relações bilaterais, abrindo portas para novas parcerias. Além disso, o Brasil solicitou apoio português em negociações sanitárias e fitossanitárias com a União Europeia durante o encontro com o ministro da Agricultura e Pescas de Portugal, José Manuel Fernandes.

O memorando assinado com o país é direcionado à cooperação nos segmentos da pecuária e saúde e abrange o desenvolvimento da pecuária, gestão sustentável do agronegócio. Carlos Fávaro ressaltou que o pacto oferece novas oportunidades comerciais para ambos os países. Além disso, foi colocada em pauta a colaboração em pesquisa sobre mudanças climáticas com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) durante a reunião com o ministro da Agricultura do Azerbaijão, Magnum Mammadov.



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Plataforma digital disponibiliza dados sobre pragas de fruteiras tropicais



A Embrapa Mandioca e Fruticultura, sediada na Bahia, lançou uma plataforma digital inovadora que reúne informações sobre pragas que afetam sete fruteiras tropicais: citros, banana, abacaxi, mamão, maracujá, manga e coco. A ferramenta, chamada AgroPragas, foi desenvolvida no formato de API (Interface de Programação de Aplicação), permitindo a integração de dados a diferentes sistemas e o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas para o agronegócio.

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A AgroPragas organiza dados sobre as pragas por cultura e categoria, detalhando fatores favoráveis à ocorrência e formas de controle, auxiliando no combate e na prevenção da propagação desses agentes nas lavouras. Atualmente, a Embrapa busca parceiros do setor de tecnologia para codesenvolver a plataforma, que já está em estágio de protótipo funcional.

O pesquisador Gilmar Santos, líder do projeto, destaca as vantagens da plataforma: “A inteligência agronômica embutida e a marca Embrapa garantem que os dados sejam confiáveis e sempre atualizados. O diagnóstico rápido da presença de pragas é essencial para garantir a segurança alimentar e evitar prejuízos em larga escala.”

A plataforma também faz parte do Programa de Inovação Aberta em Fruticultura (InovaFrut), que convida empresas e associações a colaborar com a Embrapa no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor frutícola. A AgroPragas já está sendo utilizada em projetos de estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), o que ajuda a validar a tecnologia e explorar seu potencial no mercado.



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Você viu? Chamas destroem fazendas e maquinário em Mato Grosso



O estado do Mato Grosso registrou uma crise devastadora com mais de 2 mil focos de incêndio registrados, conforme o Sistema de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O fogo, que avança rapidamente, destrói vastas áreas de plantação e causa danos ao maquinário agrícola, incluindo um trator e duas carretas na rodovia MT-140, que conecta Santa Rita do Trivelato a Planalto da Serra.

Proprietários e trabalhadores da Fazenda Morada da Serra têm se mobilizado para controlar as chamas e minimizar os danos. Vandir Matschinske, agricultor da região, expressou seu desespero diante das perdas. “Perdemos mais de 250 hectares apenas da minha propriedade. Estávamos prestes a iniciar uma nova safra, com o adubo já aplicado, e agora estamos desolados. É um prejuízo imenso,” relatou Matschinske, que suspeita que o incêndio possa ter sido causado por negligência, possivelmente uma bituca de cigarro descartada de um veículo.

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O consultor agronômico Taimon Semler alerta que as consequências dos incêndios vão além das perdas visíveis. “Incêndios dessa magnitude podem comprometer o solo, afetando a microbiota e a matéria orgânica acumulada ao longo de décadas. As perdas podem chegar a 15 sacas por hectare, dependendo da intensidade do fogo e das condições do solo,” explicou Semler.

Enquanto as autoridades e os produtores continuam a batalha contra o fogo, o prefeito de Santa Rita do Trivelato, Egon Hoepers, ressaltou o desafio crescente. “Estamos lidando com o incêndio há mais de 15 dias. Os ventos fortes ajudam a espalhar as chamas rapidamente, tornando a situação muito difícil de controlar. Nós temos mais de cem máquinas empenhadas no combate e estamos nos preparando para enfrentar futuros desafios como este,” disse Hoepers.

Além dos prejuízos econômicos, os incêndios em Mato Grosso representam uma grave ameaça à fauna local e comprometem a sustentabilidade das futuras colheitas e do solo, impactando negativamente o setor agropecuário da região.



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Custo para recuperar área de pastagem degradada ultrapassa R$ 115 bilhões


Com o objetivo de discutir a importância e a disseminação das sementes forrageiras em terras brasileiras, já que elas estão diretamente ligadas à sustentabilidade ambiental, aconteceu o V Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras paralelo ao XXII Congresso Brasileiro de Sementes. Estiveram no simpósio representantes do governo, da iniciativa privada, da pesquisa e produtores para debater o assunto.

O engenheiro agrônomo, diretor da Infrapar Capital Partners, Marco Antônio Fujihara, trouxe alguns dados obtidos em 2022, pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da PR, bem significativos em relação à degradação do solo brasileiro. No Brasil, existem 159 milhões de hectares de pastagens, sendo que 63%, ou seja, 99 milhões de hectares estão degradados. Desses 99 milhões de ha, 41% (65 milhões de ha) tem degradação intermediária e 22% (34 milhões de ha) com degradação severa. De acordo com ele, levantamento do Banco do Brasil aponta custo na ordem de R$ 116,1 bilhões para recuperação das pastagens degradadas.

Quando falamos em efeito estufa, sabe-se que o Brasil é o quinto maior emissor de gases do mundo. Segundo dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa), 49% das emissões totais são por mudanças de uso da terra e queima de resíduos florestais. Porém, desses 49%, as alterações de uso do solo representam 92,2% e os resíduos florestais têm responsabilidade de 7,8%.

Dentro desse cenário, Fujihara mostrou que a revitalização das áreas degradadas visa, por exemplo, o aumento da produtividade dos solos, a recuperação da biodiversidade e a redução da pressão sobre novas áreas.

Existem algumas decisões práticas a serem tomadas e uma delas é a utilização das sementes forrageiras, para fazer a retenção do carbono. “A forrageira é a base da recuperação da área degradada. Se você plantar a forrageira, você consegue recuperar essa área degradada muito mais depressa, em vez de 5 anos, leva 2 anos”, comparou Fujihara.

Ele apresentou no Simpósio uma área recuperada no Mato Grosso por meio da utilização das forrageiras. “Era uma fazenda de 5 mil hectares que estava semidesértica. Fizemos todo o processo de recuperação com forrageiras. As forrageiras é que fizeram a recuperação daquela área”, destacou.

Porém, esse tempo de recuperação tem um custo alto, e muitas vezes o produtor não consegue fazer o processo, que dura em média, 2 anos. Segundo Fujihara, esse é o maior desafio.

Mercado de Forrageiras

De acordo com o Coordenador do Comitê de Forrageiras da ABRASEM (Associação Brasileira de Sementes e Mudas), Marcos Roveri José, estima-se que o mercado de forrageiras fechou o ano de 2023 na média de R$ 5 bilhões. Na visão dele, esse número expressivo deu-se devido à integração lavoura-pecuária. “Hoje já temos uma agricultura muito forte trabalhando dentro desses sistemas integrados de produção”, disse.

De acordo com Roveri, a braquiária e a russians são as espécies de maior produção. “Tem a questão da retenção do carbono, que é o que mais prega hoje, então a inserção da forrageira dentro do sistema é fundamental, você não tem um outro sistema tão capaz, tão pujante, igual a inserção de forrageiras”.

Durante o debate, Roveri ainda disse que o setor ainda precisa de mais dados oficiais e políticas públicas.

Evolução tecnológica

A pesquisadora da Embrapa Gado de Corte e organizadora do V Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras, Jaqueline Verzignassi, ressaltou que o setor tem ligação com a economia, a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade econômica. Reforçou também que o uso da semente forrageira não é exclusivamente mais uma pastagem, mas é um grande negócio.

O setor também tem uma evolução na tecnologia. “Tem tecnologia industrial, tecnologia de preparo de sementes, de superação de dormência, tem tecnologia de colheita”, explica Jaqueline..

 Segundo ela, o simpósio abordou inovações na produção de sementes forrageiras e na indústria, além de oportunidades de negócios que visam garantir a sustentabilidade. “O simpósio teve a participação de produtores, pesquisadores, representantes de grandes associações de produtores e fomentadores de pesquisa, que debateram estratégias mais efetivas e abrangentes de implementação de normativas para a produção e mercado de sementes”, disse Jaqueline.

Normativas precisam de atualização

Izabela Mendes Carvalho, coordenadora geral de sementes e mudas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) disse que tem uma lista de normativas que precisa ser atualizada. Segundo ela, o trabalho iniciou, mas ainda não tem previsão de conclusão. Em relação especificamente às sementes forrageiras, Izabela observa que essas espécies apresentam muitas peculiaridades e particularidades. “A gente tem a questão com relação à importação, ao desenvolvimento de materiais, de cultivares registradas, a questão do processo produtivo, precisamos ter algumas especificações”. A coordenadora do MAPA lembra que a pasta publicou a Lei 14.515, no final de 2023, instituindo o Programa de Autocontrole que ainda precisa ser regulamentado. “Estamos trabalhando com a regulamentação dessa lei para, depois disso, começar a rever as normas específicas”.





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