quarta-feira, agosto 5, 2026

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Erva-mate ganha espaço no mercado regional e internacional


A cultura da erva-mate continua desempenhando um papel crucial na economia e na sociedade da região de Erechim, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado na última quinta-feira (29). O cultivo, especialmente nos municípios que abrigam agroindústrias ervateiras, contribui para a geração de renda das famílias. A colheita está em andamento e os rendimentos variam entre 800 e 1.000 arrobas por hectare, dependendo do nível de manejo adotado pelos produtores. O estado fitossanitário das plantações é considerado adequado, permitindo boas perspectivas de produtividade.

No aspecto comercial, o mercado de erva-mate apresenta estabilidade. Os preços pagos à indústria são de R$ 17,00 por arroba para a erva entregue, enquanto na planta o valor é de R$ 10,00 por arroba. No entanto, em algumas regiões como Frederico Westphalen, produtores relatam dificuldades devido à remuneração considerada insuficiente, além das estiagens que afetaram a produtividade. A área total de cultivo na região é de 2.689 hectares, mas há uma tendência de redução, já que alguns produtores estão migrando para o cultivo de soja e outros grãos mais lucrativos.

Apesar das dificuldades com remuneração e mão de obra, a erva-mate da região é amplamente comercializada no mercado regional, nacional e internacional, com destinação para o chimarrão, tererê e chá. A colheita segue até setembro, sendo pausada em outubro para preservar a brotação intensa das plantas. Em 2024, o clima favorável com boas chuvas ajudou no desenvolvimento das lavouras, melhorando a qualidade da produção.

Os preços praticados variam conforme a qualidade da erva-mate e a destinação. A erva-mate nativa colhida pela indústria está sendo comercializada entre R$ 20,00 e R$ 22,00 por arroba, enquanto a erva-mate plantada varia entre R$ 10,00 e R$ 12,00. Já a erva destinada à exportação e ao tererê alcança R$ 20,00 por arroba, refletindo o potencial da cultura para o mercado internacional.

Por outro lado, os produtores expressam insatisfação com a falta de reajuste nos preços, o que tem limitado a expansão da atividade e dificultado a entrada de novos agricultores no setor. A expansão das áreas de cultivo, em sua maioria, está sendo conduzida por produtores tradicionais com ervais nativos, que conseguem obter melhores preços no mercado.





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Avanços do PL do Combustível do Futuro


O PL também destaca a inclusão do Biometano como substituto do gás natural




Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil
Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil – Foto: Divulgação

De acordo com Rodolfo Taveira, Diretor de Energia e Recursos Naturais da consultoria Oliver Wyman, o Projeto de Lei do Combustível do Futuro representa um avanço significativo para a indústria de combustíveis renováveis no Brasil. Este projeto estabelece uma demanda adicional e cativa para biocombustíveis como SAF, Biodiesel, Biometano e HVO nos próximos anos. A implementação dessa demanda exigirá investimentos substanciais, estimados entre R$ 30 e R$ 60 bilhões, para expandir a capacidade produtiva nacional desses combustíveis.

O PL também destaca a inclusão do Biometano como substituto do gás natural, criando um novo mercado com certificados de geração que poderão ser comercializados pelos produtores e importadores brasileiros. Essa iniciativa, semelhante ao RenovaBio, tem o potencial de fomentar a produção de Biometano no país e deve incentivar investimentos nessa área nos próximos anos.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) desempenhará um papel crucial na regulamentação do projeto. A agência será responsável não apenas pela definição dos critérios de cálculo de emissões de gases de efeito estufa e controle de qualidade dos biocombustíveis, mas também pela regulamentação dos créditos relacionados ao Biometano. Além disso, a ANP definirá os perfis obrigatórios para o uso do Biometano, que pode incluir o transporte de veículos pesados e leves.

Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil. Quando totalmente implementado, o projeto tem o potencial de reduzir em aproximadamente 15% o gap de emissões do país, o que equivale a uma redução de 27 milhões de toneladas de CO2.





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Fazenda aumenta para 3,2% estimativa para o PIB


A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda aumentou, de 2,5% para 3,2%, a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. A previsão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Em relação à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento aumentou de 3,9% para 4,25% a projeção para 2024.

Em relação ao desempenho da economia, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) foi revisada após a divulgação do crescimento de 1,4% no indicador no segundo trimestre. Divulgado há dez dias pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado ficou acima do esperado.

Há dois dias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha informado que a equipe econômica revisaria para mais de 3% a previsão de crescimento para o PIB em 2024.

Apesar de ter elevado a previsão de crescimento para o PIB, a SPE prevê desaceleração no segundo semestre. Para o terceiro trimestre (julho a setembro), o documento prevê expansão de 0,6% do PIB, contra 1,4% registrado no trimestre anterior. Para 2025, a estimativa de crescimento caiu de 2,6% para 2,5%. A SPE atribui o menor crescimento no próximo ano à perspectiva de um novo ciclo de aumentos na Taxa Selic (juros básicos da economia).

A projeção para o IPCA está próxima do teto da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. Para 2025, a estimativa avançou de 3,2% para 3,3%.

Segundo a SPE, contribuíram para o crescimento das estimativas para a inflação os impactos da alta do dólar, o reajuste no piso mínimo para os preços de cigarro e o cenário de bandeira amarela para as tarifas de energia elétrica no final do ano. Desde o fim de agosto, a bandeira tarifária para a energia está vermelha, por causa da estiagem em boa parte do país.

Setores

Além de elevar a previsão de crescimento da economia, a SPE mudou a estimativa para os setores produtivos. Para a agropecuária, a variação esperada para o PIB continua negativa, mas a expectativa de retração, que era de 2,5%, melhorou para 1,9%. De acordo com o documento, a revisão reflete a alta nas estimativas para a safra de milho, algodão, cana-de-açúcar e o aumento na produção de carne.

Para a indústria, a expectativa de crescimento foi revisada para cima, de 2,6% para 3,4%. Segundo a SPE, a revisão reflete principalmente as maiores estimativas para o crescimento da indústria de transformação e construção no ano. No segundo trimestre, a indústria foi o setor que mais puxou o crescimento do PIB. A projeção para a expansão dos serviços também subiu, passando de 2,8% para 3,3%.

INPC

Em relação aos demais índices de inflação, a SPE também revisou as estimativas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar este ano com variação de 4,1%, um pouco mais alto que os 3,65% divulgados no boletim anterior, em julho. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, passou de 3,6% para 3,8% este ano. Por refletir os preços no atacado, o IGP-DI é mais suscetível às variações do dólar.

Rio Grande do Sul

Na edição anterior, em julho, o Boletim Macrofiscal tinha informado que as enchentes no Rio Grande do Sul impactariam o PIB em 0,25 ponto percentual em 2024. O número não foi revisado, mas a SPE detalhou que a menor contribuição das políticas de auxílio ao estado contribuirá para a desaceleração da economia no terceiro trimestre.

Os números do Boletim Macrofiscal são usados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado no próximo dia 20. Publicado a cada dois meses, o relatório traz previsões para a execução do Orçamento com base no desempenho das receitas e da previsão de gastos do governo, com o PIB e a inflação entrando em alguns cálculos. Com base no cumprimento da meta de déficit primário e do limite de gastos do novo arcabouço fiscal, o governo bloqueia alguns gastos não obrigatórios.





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Cotações da soja sofrem recuo nesta semana em Chicago


Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações da soja em Chicago recuaram nesta semana em meio à expectativa pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta quinta-feira (12). Mesmo com o relatório considerado neutro pelo mercado, os preços reagiram ligeiramente após a divulgação, com o contrato de novembro fechando em US$ 9,91 por bushel, uma leve alta em relação aos US$ 9,77 registrados em 10 de agosto. Na semana anterior, a cotação estava em US$ 10,08 por bushel.

O relatório do USDA trouxe poucas mudanças para o cenário da nova safra de soja nos EUA. A produção norte-americana foi mantida em 124,8 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais para o ciclo 2024/25 tiveram uma leve queda, passando para 15 milhões de toneladas. No entanto, a produção mundial da oleaginosa foi revisada para cima, chegando a 429,2 milhões de toneladas, com os estoques globais finalizando o período em 134,6 milhões de toneladas.

A produção brasileira de soja, segundo o relatório, foi mantida em 169 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina segue em 51 milhões de toneladas. Já as importações de soja pela China continuam projetadas em 109 milhões de toneladas para o atual ano comercial. Com essas perspectivas, o preço médio ao produtor nos EUA foi mantido em US$ 10,80 por bushel, uma queda em relação aos US$ 12,50 do ciclo anterior.

Em termos de qualidade, até o dia 8 de setembro, 65% das lavouras de soja nos EUA estavam classificadas como boas ou excelentes, um avanço em relação aos 54% do ano anterior. Outros 25% das áreas foram consideradas regulares e 10% ruins ou muito ruins.

No campo das exportações, os EUA venderam 1,6 milhão de toneladas da nova safra de soja na semana encerrada em 5 de setembro, com a maior parte destinada à China. Esse volume ficou dentro das expectativas do mercado. No entanto, as exportações da safra velha somaram 45,4 milhões de toneladas, um número inferior às mais de 53 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2023.

Na Argentina, os produtores de soja seguem focados em aumentar a área plantada da oleaginosa, em detrimento do milho. Estima-se que a área de plantio de soja no país vizinho alcance 17,7 milhões de hectares, um aumento de 7,5% em comparação ao ano anterior, com uma colheita projetada entre 52 e 53 milhões de toneladas. Já a área de milho poderá ser reduzida em até 21%, atingindo 8 milhões de hectares, devido à falta de chuvas e à infestação de cigarrinhas.

Por sua vez, a demanda chinesa por soja continua forte. Em agosto, a China importou 12,1 milhões de toneladas da oleaginosa, um aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume elevado foi impulsionado pelo desembaraço alfandegário de navios que tiveram atrasos no mês anterior. No acumulado dos primeiros oito meses de 2024, a China importou 70,5 milhões de toneladas de soja, um crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com uma leve queda nos estoques de soja e farelo, os níveis de estoque na China continuam altos.





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Com USDA “morno”, atenções se voltam à soja na América do Sul


Os dados do mais recente levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a soja, divulgados na quinta-feira (12), pouco alteraram o quadro de ampla oferta mundial da oleaginosa.

Os números vieram pouco abaixo do estimado pelo mercado para a produção e os estoques e tiveram impacto moderadamente positivo sobre os contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,586 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 124,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,2 bushels por acre.

O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 4,609 bilhões ou 125,4 milhões de toneladas. Em agosto, a estimativa era de 4,589 bilhões de bushels ou 124,9 milhões de toneladas. A produtividade estava estimada em 53,2 bushels por acre.

Estoques finais

Os estoques finais estão projetados em 550 milhões de bushels ou 14,97 milhões de toneladas.

O mercado apostava em carryover de 578 milhões de bushels ou 15,73 milhões de toneladas. Em agosto, os estoques estavam estimados em 560 milhões de bushels ou 15,24 milhões de toneladas.

Para 2023/24, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels. O mercado esperava 343 milhões de bushels.

Produção mundial de soja

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Foto: Divulgação

O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 429,2 milhões de toneladas. Em agosto, o número era de 428,73 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,75 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 134,6 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 134,2 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 134,3 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,25 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 112,25 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi cortada de 49 milhões de toneladas para 48,1 milhões. Para 2024/25, a estimativa é de 51 milhões de toneladas, sem alteração sobre o mês anterior.

As importações chinesas em 2023/24 foram amntidas em 111,5 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.

Fator climático

O fator clima no Safras IA Score, que antes apontava para uma tendência baixista fraca, agora aponta para uma tendência neutra para a soja, com os problemas climáticos atuais no Brasil contrabalanceando o clima positivo nos EUA.

Tal fato trouxe mudanças para o Score e a tendência da soja no curto prazo, tanto em Chicago quanto no mercado interno.

“Em breve, o clima norte-americano não terá mais peso na formação dos preços, enquanto o clima sul-americano ganhará peso, sendo um dos principais fatores para a definição dos rumos do mercado nos próximos meses”, destaca o consultor de Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque, que aponta o clima como o principal fator de avaliação para a formação dos preços neste momento.

“Estamos em uma transição entre mercado climático norte-americano, que engloba o fim do desenvolvimento e o início da colheita por lá, e mercado climático sul-americano, que engloba o início do plantio por aqui”.

Segundo ele, nesse momento, muita volatilidade é esperada para Chicago e, consequentemente, para o mercado interno. “E é isso que estamos vendo. Enquanto o clima nos EUA continua apontando para uma safra cheia, na América do Sul traz dúvidas com relação ao avanço dos trabalhos de plantio da nova safra brasileira”, acrescenta Roque.



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Fim do vazio sanitário no MS: semeadura depende da chuva



Termina neste domingo (15) o vazio sanitário da soja no estado do Mato Grosso do Sul. Os produtores da região, então, poderão dar início à semeadura do grão. Dados da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), a safra 2024/2025 está prevista para ter um incremento de 13,2% na produção, podendo alcançar 13,9 milhões de toneladas.

A liberação para o plantio começa no dia 16 e a Aprosoja-MS projeta que a área destinada ao cultivo da soja será de 4,5 milhões de hectares, um aumento de 6,8% em relação à safra anterior, quando foram usados 4,2 milhões de hectares. A produtividade estimada é de 51,7 sacas por hectare, um aumento de 5,9% em relação ao ciclo anterior.

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No entanto, o sucesso do início da semeadura dependerá, também, das condições climáticas e da ocorrência de chuvas adequadas, que ainda precisam ser monitoradas pelos produtores do grão.

Confira o calendário do vazio sanitário nos estados do país.



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Brasil projeta safra recorde de milho


Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços do milho apresentaram leve alta em algumas regiões do Brasil nesta semana. No Rio Grande do Sul, a média estadual se manteve estável, fechando em R$ 58,02 por saca, enquanto as principais praças do estado avançaram para R$ 57,00 por saca. Em outras partes do país, os valores oscilaram entre R$ 40,00 e R$ 59,00 por saca, refletindo a dinâmica regional do mercado.

Novas projeções para a safra brasileira de milho indicam que a produção total pode atingir 133,6 milhões de toneladas, um volume superior em cerca de 6 milhões de toneladas ao previsto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, essa produção será 6% maior do que a colhida na safra anterior. A área total plantada deve alcançar 20,9 milhões de hectares, com uma produtividade média estimada de 6.400 quilos por hectare, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.

A previsão para a safra de verão, que será colhida no início de 2025, é de 24,3 milhões de toneladas, um número inferior às 25,6 milhões do ciclo anterior. No entanto, a expectativa para a segunda safra (safrinha) de 2025 no Centro-Sul do Brasil é otimista, com uma produção estimada em 94,6 milhões de toneladas, superando as 85,9 milhões colhidas no ano passado.

Em termos de exportações, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, nos primeiros cinco dias úteis de setembro, o Brasil exportou 1,6 milhão de toneladas de milho, o que representa uma queda de 28,7% na média diária em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para atingir a meta mínima de 40 milhões de toneladas exportadas até o final de 2024, o país ainda precisa vender 26 milhões de toneladas até janeiro, a fim de reduzir os estoques nacionais do grão. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil exporte 6,5 milhões de toneladas de milho ao longo do mês de setembro.





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Produtor suíço aposta em Goiás para fabricar queijos artesanais



Na década de 1980, o suíço Stephan Gaehwiler desembarcou no Brasil para trabalhar com pecuária de corte.

O clima, a extensão territorial e as oportunidades presentes o encantaram a tal ponto que ele economizou uma década para comprar a sua propriedade no interior de Goiás, onde, atualmente, ele e a família dedicam-se à pecuária leiteira.

Como mandava a tradição suíça, Stephan optou por desenvolver um produto com maior valor agregado. Foi assim que, em plena serra goiana da histórica Corumbá de Goiás, foi criada a Queijaria Alpina.

Foi preciso vencer as barreiras linguísticas para que o produtor suíço conseguisse buscar na Agrodefesa as orientações necessárias para ampliar a comercialização do seu produto, levando-o para todo território nacional.

300 litros por dia

Hoje, o rebanho de gado pardo suíço da Queijaria Alpina produz em torno de 300 litros por dia, em período de chuva, quando o pasto é mais abundante, caindo para 200 litros diários em período de estiagem.

A preocupação com a qualidade da alimentação dos animais faz com que o produtor invista em produzir o próprio feno e a plantar cana-de-açúcar durante o período de chuva, para servir de alimentação fresca na época da estiagem.

Mensalmente, são produzidos 500 quilos de dois tipos de queijo: raclete e o queijo Stephan, que é um queijo tipo sbrintz com um ano de maturação. Inclusive, o queijo que leva o nome do seu produtor tem conquistado reconhecimento nacional e internacional.

No último ano, ele foi um dos 22 queijos brasileiros premiados em concurso na Noruega, concorrendo com outros três mil tipos de todo o mundo.

Queijos artesanais de Goiás

O exemplo da Queijaria Alpina não é um caso isolado em Goiás. O cenário de produção artesanal de queijo no estado ganhou novos contornos com a conquista do Selo Arte e de Queijo Artesanal pelas queijarias regionais.

O reconhecimento de um produto artesanal pelo Selo Arte, habilitação concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e inspecionada pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), vai além das garantias de qualidade, originalidade e regionalidade daquela receita, ele também abre as portas para a comercialização em todo o território nacional.

Com isso, os queijos vem ganhando os paladares mais exigentes pelo país afora. Atualmente, 12 queijarias artesanais goianas, dedicadas a produzir receitas originais de forma artesanal, estão devidamente homologadas na Agrodefesa e são acompanhadas periodicamente.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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Brasil vai destinar US$ 1,3 bi do Fundo Clima para recuperar pastagens


O governo federal vai destinar cerca de US$ 1,3 bilhão dos recursos do Fundo Clima para o programa nacional de recuperação de pastagens degradadas e conversão em áreas agricultáveis.

A captação dos recursos internacionais será feita por meio do Eco Invest Brasil, programa de hedge cambial da Secretaria do Tesouro Nacional para atrair investimentos externos voltados à transformação ecológica, conta o assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Ernesto Augustin.

“Os recursos serão disponibilizados aos produtores com juros de até 6,5% ao ano, dez anos de pagamento e carência. Esse valor já está reservado, com o Tesouro destinando US$ 1 bilhão, o que pode chegar a US$ 1,3 bilhão com participação dos bancos”, detalhou Augustin, ao Broadcast Agro.

O programa é tido como uma das prioridades da pasta para dobrar a produção brasileira de alimentos sem abertura de novas áreas.

A captação via Eco Invest foi a saída encontrada pelo governo para a internalização dos recursos externos, minimizando as variações cambiais. A expectativa, segundo Augustin, é que os recursos possam ser disponibilizados aos produtores até o fim do ano.

“Os recursos do Eco Invest vão permitir a recuperação e conversão de aproximadamente 1 milhão de hectares e efetivamente inaugurar essa nova agricultura. Não será financiamento apenas para aumentar a produção, mas sim terá de haver uma forte contrapartida de sustentabilidade com agricultura de baixo carbono “, apontou Augustin.

A equipe econômica e do Ministério da Agricultura, segundo Augustin, estão preparando um regramento específico para anunciar o edital para a recuperação de pastagens dentro da linha de “blended finance” do Eco Invest. Após a definição do modelo, o leilão será ofertado aos bancos que farão lances aos projetos de financiamentos. A linha blendend finance combina recursos públicos, provenientes do Fundo Clima gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e privados.

Em paralelo, o Ministério da Agricultura juntamente com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está elaborando uma normativa técnica com os critérios de produção a serem cumpridos pelos produtores para os financiamentos serem elegíveis aos recursos.

Entre as práticas ambientais a serem exigidas estão o uso do plantio direto, o uso de bioinsumos e práticas para redução das emissões de gases ligados ao efeito estufa.

“Os juros mais baixos serão determinantes para os produtores fazerem a conversão das áreas e adotarem essas práticas. Hoje, o País já converte 1 milhão de hectares por ano e pode converter o dobro”, avaliou o assessor especial do Ministério da Agricultura.

O projeto do governo federal prevê converter 40 milhões de hectares de áreas degradadas em áreas agricultáveis em até dez anos por meio do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD), criado no ano passado. A ideia é fomentar a prática com a concessão de financiamentos a juros acessíveis aos produtores rurais.

O custo médio estimado pelo ministério para conversão de pastagens é em torno de US$ 3 mil por hectare, o que geraria um investimento total de, no máximo, US$ 120 bilhões (equivalente a R$ 600 bilhões), considerando a meta de recuperação de 40 milhões de hectares em dez anos. O cálculo inclui gastos com correção de solo, adequação ambiental e custeio.

Em paralelo, segundo Augustin, o governo busca mecanismos para diminuir a variação cambial para receber aportes de fundos soberanos e demais países no programa de recuperação de pastagens. A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jika) se comprometeu em aportar de US$ 300 milhões a US$ 500 milhões no programa brasileiro.



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Cotação do trigo fecha estável em Chicago


Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera avançou





Foto: Canva

Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações do trigo em Chicago, que apresentaram leve recuo durante a semana, voltaram aos níveis da semana anterior, com o fechamento nesta quinta-feira (12) alcançando US$ 5,63 por bushel, praticamente estável em relação aos US$ 5,61 registrados uma semana antes. O movimento de recuperação ocorreu após a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O relatório do USDA manteve a previsão de produção de trigo nos Estados Unidos para a safra 2024/25 em 53,9 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao documento anterior de agosto. Os estoques finais norte-americanos também permaneceram inalterados, somando 22,5 milhões de toneladas. Globalmente, a produção mundial de trigo foi ajustada para 796,9 milhões de toneladas, uma leve queda de pouco mais de um milhão de toneladas em relação ao mês passado, enquanto os estoques finais mundiais aumentaram em 600 mil toneladas, totalizando 257,2 milhões de toneladas.

O preço médio ao produtor de trigo nos EUA está projetado em US$ 5,70 por bushel no novo ano comercial, uma queda em relação aos US$ 6,96 registrados no ano anterior. Para o Brasil, a expectativa de produção é de 9,5 milhões de toneladas, enquanto a safra argentina foi estimada em 18 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera avançou, atingindo 85% da área plantada até o dia 8 de setembro, levemente acima da média histórica de 83%. Na Argentina, a empresa Bioceres informou que precisará de pelo menos dois anos para iniciar a comercialização de seu trigo geneticamente modificado HB4 nos Estados Unidos, após a recente aprovação do cultivo do produto pelo governo norte-americano.





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