quarta-feira, agosto 5, 2026

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chuvas e sol ajudam aveia branca


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (12), as chuvas recentes, combinadas com períodos prolongados de sol e temperaturas amenas, têm favorecido o desenvolvimento da aveia branca no Rio Grande do Sul. Esse cenário melhorou o aspecto visual das lavouras e uniformizou as áreas que avançaram para o estágio de formação de grãos. O potencial produtivo permanece variável, com lavouras que receberam mais investimento tecnológico apresentando melhores resultados, especialmente aquelas semeadas mais tardiamente. Quanto à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos foi de R$ 74,00 em Ijuí, R$ 78,00 em Passo Fundo, e R$ 1,10/kg em Frederico Westphalen.

A principal preocupação fitossanitária é a ferrugem (Puccinia coronata f. sp. avenae), que ainda afeta algumas áreas. A Emater/RS-Ascar estima que a área destinada à produção de grãos seja de 365.590 hectares, com uma produtividade média de 2.402 kg/ha.

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Na região administrativa de Erechim, 30% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, e 70% já se encontram na fase reprodutiva. O potencial produtivo é variado, com produtores focados no controle de pragas e doenças, principalmente ferrugem. Já em Frederico Westphalen, as lavouras estão em diferentes fases: 20% em desenvolvimento vegetativo, 30% em florescimento, 30% em enchimento de grãos, e 20% em maturação, com a produtividade esperada próxima de 2.500 kg/ha. A ferrugem tem maior incidência nas áreas com menor investimento em manejo fitossanitário.

Na região de Ijuí, as lavouras de aveia mostram melhora no aspecto visual e no potencial produtivo, apesar de um aumento nas manchas foliares causadas por fungos e insetos sugadores. Cerca de 3% das áreas já estão em maturação, e 2% foram colhidas, com produtividade entre 2.500 e 3.000 kg/ha.

Em Passo Fundo, a cultura está em fase de emborrachamento (70%) e floração (30%), com produtividade estimada em 2.400 kg/ha, sem grandes problemas fitossanitários. Na região de Santa Maria, 40% das áreas estão em floração e 20% em enchimento de grãos, com produtividade ligeiramente superior a 2.200 kg/ha. Em Santa Rosa, na localidade de Garruchos, as condições climáticas favoráveis aumentam a expectativa de boa produtividade. No entanto, há baixa disposição para a comercialização dos grãos devido a dificuldades logísticas com cerealistas e ao uso crescente da aveia como forragem para animais, em substituição ao milho





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Premiação indica fazendas mais produtivas e sustentáveis do Brasil



Fazendas de pecuária que se sobressaem em critérios como produtividade, tanto em produção como em rentabilidade, sustentabilidade e também por impactarem todo o setor com suas boas práticas foram reconhecidas em premiação entregue durante o Fórum Internacional da Agropecuária, na cidade de Cuiabá (MT), side event do B20, o braço empresarial do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo.

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Na segunda-feira (9), propriedades rurais – localizadas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo – foram reconhecidas por suas iniciativas em quatro categorias: sustentabilidade e pecuária responsável; campeã em saúde e bem-estar animal; melhor resultado de rentabilidade por hectare/ano; e melhor produtividade por hectare/ano.

Em celebração aos dez anos do programa Giro do Boi, do Canal Rural, as premiadas vieram de um universo de 400 propriedades participantes do programa Fazenda Nota 10, da JBS, que se dedica à melhoria de gestão, produtividade e sustentabilidade em fazendas de pecuária de corte.

A premiação é uma das formas para reconhecer os excelentes resultados que as propriedades rurais têm alcançado no programa Fazenda Nota 10 e também uma forma para que as boas iniciativas sejam repercutidas e possam influenciar mais produtores a avançar em temas tão importantes para o setor, como produtividade e sustentabilidade”, afirma Fabio Dias, diretor de Pecuária da Friboi e líder de Agricultura Regenerativa JBS Brasil.

Confira a seguir as categorias e os vencedores:

  • Categoria Sustentabilidade e Pecuária Responsável – Fazenda Caruru, de Nova Monte Verde (MT). A propriedade pertence a Traute e Miguel Rech, e trabalha com o projeto Caruru 1000, que tem o objetivo de duplicar a quantidade de matrizes na mesma área da fazenda, utilizando os pilares de pecuária e agricultura regenerativa, gestão eficiente, saúde e bem-estar animal. Em sustentabilidade, há a preocupação de cuidar da água, árvores e adoção de alternativas para geração de energia, como a fotovoltaica. A fazenda se dedica à cria e recria intensiva de bovinos.
  • Categoria Saúde e Bem-Estar Animal – Grupo Matsumoto, localizado em Camapuã (MS). A propriedade é liderada por Paulo César Matsumoto, que conta com a parceria BE Animal e do professor Mateus Paranhos. A fazenda é reconhecida pela excelência em bem-estar animal. Entre as práticas, é executada massagem nos bezerros e desmama lado a lado, com o objetivo de ter animais menos reativos. O Grupo conta com seis propriedades totalizando 20 mil hectares, onde trabalha com cria, recria e engorda de bovinos.
     
  • Categoria Melhor Resultado por Hectare/Ano – Fazenda Cigana, em Campestre (MG). O prêmio reconhece a produtividade da propriedade rural no indicador de rentabilidade financeira. Em inovação, a fazenda se diferencia na prática intensiva de compostagem, que contribui com seu desempenho em sustentabilidade. Com cinco propriedades e sob a gestão de Ana Paula dos Santos Silva, segunda geração da família na pecuária, a fazenda trabalha com gestão de custos, economia circular e rotação de culturas.
     
  • Categoria Mais Produtividade, Produção de Arrobas por Hectare/Ano – Fazenda Bela Vista, em Braúna (SP). Com foco na pecuária intensiva em sistema de confinamento, destaca-se por alcançar altos índices produtivos. Luiz Lorenzo é responsável por três propriedades no interior de São Paulo, que somam mil hectares. A fazenda atua com recria e engorda de bovinos. Para aplicar sustentabilidade e rentabilidade, trabalha com o máximo de produtividade por propriedade, com foco na verticalização e o prazo de um ano para a venda de animais. Além disso, as propriedades executam compostagem com dejetos, economia circular e o uso de energia solar.



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Adubação de pastagem é alternativa para pecuaristas em tempos de seca e incêndios



A produtividade das plantas forrageiras é essencial para garantir a alimentação do rebanho e a rentabilidade da pecuária, mas fatores climáticos adversos, como a seca prolongada e os incêndios em várias regiões do Brasil, têm desafiado os pecuaristas. Para enfrentar esses desafios, o manejo adequado das pastagens e a adubação tornam-se cruciais, conforme explica a zootecnista Sabrina Coneglian, em entrevista ao quadro “Raio-X da Pecuária“.

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Desafios durante a seca prolongada

Coneglian destacou que a seca é um fenômeno esperado anualmente, embora em alguns anos seja mais intensa do que em outros. “A produção forrageira varia de ano para ano, e durante a seca, há menos água, luminosidade e temperatura, resultando em menor qualidade e quantidade de pastagem“, afirmou a especialista. O planejamento adequado e a preparação antecipada são fundamentais para minimizar o impacto nas criações de bovinos, que têm a pastagem como base alimentar.

Estratégias de manejo para cenários adversos

Diante de condições extremas, como a combinação de estiagem e incêndios, Coneglian enfatizou a importância de estratégias preventivas. A construção de um perfil de solo fértil deve ser uma prática contínua, com destaque para a análise de solo e a reposição de nutrientes necessários. “Além disso, práticas como a gessagem e o diferimento das pastagens, com áreas separadas e adubadas para uso durante a seca, são essenciais para manter a alimentação do rebanho“, explicou.

A escolha das forrageiras e a suplementação

A escolha das plantas forrageiras também tem impacto direto na suplementação proteica dos animais. “Não existe planta milagrosa, o que existe é o manejo correto“, afirmou Coneglian. Ela explicou que a adubação adequada das pastagens e a suplementação animal devem ser usadas de forma conjunta para garantir a máxima eficiência dos nutrientes, tanto na pastagem quanto no suplemento.

Monitoramento da forragem e sinais de necessidade de adubação

Para garantir um bom desempenho do rebanho, o monitoramento da qualidade da forragem é fundamental. “O pecuarista deve realizar análises frequentes do solo para identificar as necessidades de reposição de nutrientes“, destacou Coneglian. Esse acompanhamento é a melhor forma de garantir que as pastagens estejam preparadas para enfrentar os períodos mais desafiadores.

A adubação de pastagens, aliada a um manejo estratégico, se apresenta como uma solução viável e eficiente para enfrentar os efeitos da seca e dos incêndios, garantindo a sustentabilidade da pecuária em tempos de crise climática.



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Produtores gaúchos intensificam tratamentos fitossanitários para safra de cítricos


Os pomares estão em plena floração para a próxima safra





Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (29), produtores da região de Erechim estão buscando mudas para o plantio de novos pomares e para a recuperação de plantas degradadas. Os pomares estão em plena floração para a próxima safra, e os agricultores intensificam os tratamentos fitossanitários visando à fixação das flores.

Na região de Passo Fundo, a colheita de laranjas está em andamento, com uma produção média de 35 toneladas por hectare. A quantidade, inferior à estimativa inicial, foi impactada pelo excesso de chuvas nos últimos meses, especialmente durante o período de floração. As condições climáticas também favoreceram a proliferação de doenças fúngicas, como antracnose, podridão-parda e míldio. As variedades de laranja Valência e Monte Parnaso estão em comercialização, enquanto os cultivos de bergamota, afetados pelas mesmas condições, apresentam produtividade reduzida de cerca de 20 t/ha. As doenças fúngicas também prejudicaram a produção das bergamotas Montenegrina, que estão sendo comercializadas no momento.

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Em Santa Rosa, a colheita se concentra nas variedades tardias de bergamota, como Murcott e Montenegrina, e nas laranjas das variedades Comum e Valência. Os produtores realizam pulverizações com bioinsumos e calda sulfocálcica para controlar pragas como cochonilha, pulgão, fumagina e líquens. As plantas apresentam boa floração, e a presença de abelhas é um indicativo de polinização adequada, essencial para a próxima safra.





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Agronegócio paulista registra superávit de US$16,05 bilhões


Segundo dados divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, entre janeiro e agosto de 2024, o agronegócio paulista registrou um crescimento expressivo nas exportações, com alta de 9,26% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 19,81 bilhões. As importações também apresentaram um aumento de 9,3%, totalizando US$ 3,76 bilhões. Com esse desempenho, o saldo da balança comercial do setor agropecuário de São Paulo alcançou um superávit de US$ 16,05 bilhões, um crescimento de 9,25% em comparação aos primeiros oito meses de 2023.

De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, as exportações do agronegócio representaram 43,6% do total das vendas externas do estado no período, enquanto as importações setoriais responderam por 7,5%. Em contrapartida, as exportações dos demais setores da economia paulista, excluindo o agronegócio, somaram US$ 25,64 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 20,49 bilhões no acumulado de 2024.

Os cinco principais grupos de produtos exportados pelo agronegócio paulista no período foram o complexo sucroalcooleiro, carnes, produtos florestais, complexo soja e sucos. Juntos, esses setores representaram 79,6% das exportações agrícolas de São Paulo. O destaque foi o grupo sucroalcooleiro, que liderou com uma participação de 39,9% (US$ 7,91 bilhões), seguido pelas carnes (US$ 2,10 bilhões), produtos florestais (US$ 2,05 bilhões), complexo soja (US$ 1,98 bilhão) e sucos (US$ 1,73 bilhão).

Além disso, o café, produto tradicional paulista, ocupou a sexta posição no ranking de exportações, com US$ 837,61 milhões, um aumento de 32,6% em relação ao ano anterior. No geral, o agronegócio de São Paulo representou 17,8% das exportações nacionais do setor, tecnicamente empatado com o estado do Mato Grosso (17,9%).

Essas variações nos principais produtos exportados refletem tanto as oscilações nos preços quanto nos volumes, com destaque para o aumento nos grupos de café, sucos e açúcar, e uma queda acentuada no complexo soja, que recuou 35,5%.





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Erva-mate ganha espaço no mercado regional e internacional


A cultura da erva-mate continua desempenhando um papel crucial na economia e na sociedade da região de Erechim, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado na última quinta-feira (29). O cultivo, especialmente nos municípios que abrigam agroindústrias ervateiras, contribui para a geração de renda das famílias. A colheita está em andamento e os rendimentos variam entre 800 e 1.000 arrobas por hectare, dependendo do nível de manejo adotado pelos produtores. O estado fitossanitário das plantações é considerado adequado, permitindo boas perspectivas de produtividade.

No aspecto comercial, o mercado de erva-mate apresenta estabilidade. Os preços pagos à indústria são de R$ 17,00 por arroba para a erva entregue, enquanto na planta o valor é de R$ 10,00 por arroba. No entanto, em algumas regiões como Frederico Westphalen, produtores relatam dificuldades devido à remuneração considerada insuficiente, além das estiagens que afetaram a produtividade. A área total de cultivo na região é de 2.689 hectares, mas há uma tendência de redução, já que alguns produtores estão migrando para o cultivo de soja e outros grãos mais lucrativos.

Apesar das dificuldades com remuneração e mão de obra, a erva-mate da região é amplamente comercializada no mercado regional, nacional e internacional, com destinação para o chimarrão, tererê e chá. A colheita segue até setembro, sendo pausada em outubro para preservar a brotação intensa das plantas. Em 2024, o clima favorável com boas chuvas ajudou no desenvolvimento das lavouras, melhorando a qualidade da produção.

Os preços praticados variam conforme a qualidade da erva-mate e a destinação. A erva-mate nativa colhida pela indústria está sendo comercializada entre R$ 20,00 e R$ 22,00 por arroba, enquanto a erva-mate plantada varia entre R$ 10,00 e R$ 12,00. Já a erva destinada à exportação e ao tererê alcança R$ 20,00 por arroba, refletindo o potencial da cultura para o mercado internacional.

Por outro lado, os produtores expressam insatisfação com a falta de reajuste nos preços, o que tem limitado a expansão da atividade e dificultado a entrada de novos agricultores no setor. A expansão das áreas de cultivo, em sua maioria, está sendo conduzida por produtores tradicionais com ervais nativos, que conseguem obter melhores preços no mercado.





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Avanços do PL do Combustível do Futuro


O PL também destaca a inclusão do Biometano como substituto do gás natural




Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil
Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil – Foto: Divulgação

De acordo com Rodolfo Taveira, Diretor de Energia e Recursos Naturais da consultoria Oliver Wyman, o Projeto de Lei do Combustível do Futuro representa um avanço significativo para a indústria de combustíveis renováveis no Brasil. Este projeto estabelece uma demanda adicional e cativa para biocombustíveis como SAF, Biodiesel, Biometano e HVO nos próximos anos. A implementação dessa demanda exigirá investimentos substanciais, estimados entre R$ 30 e R$ 60 bilhões, para expandir a capacidade produtiva nacional desses combustíveis.

O PL também destaca a inclusão do Biometano como substituto do gás natural, criando um novo mercado com certificados de geração que poderão ser comercializados pelos produtores e importadores brasileiros. Essa iniciativa, semelhante ao RenovaBio, tem o potencial de fomentar a produção de Biometano no país e deve incentivar investimentos nessa área nos próximos anos.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) desempenhará um papel crucial na regulamentação do projeto. A agência será responsável não apenas pela definição dos critérios de cálculo de emissões de gases de efeito estufa e controle de qualidade dos biocombustíveis, mas também pela regulamentação dos créditos relacionados ao Biometano. Além disso, a ANP definirá os perfis obrigatórios para o uso do Biometano, que pode incluir o transporte de veículos pesados e leves.

Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil. Quando totalmente implementado, o projeto tem o potencial de reduzir em aproximadamente 15% o gap de emissões do país, o que equivale a uma redução de 27 milhões de toneladas de CO2.





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Fazenda aumenta para 3,2% estimativa para o PIB


A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda aumentou, de 2,5% para 3,2%, a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. A previsão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Em relação à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento aumentou de 3,9% para 4,25% a projeção para 2024.

Em relação ao desempenho da economia, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) foi revisada após a divulgação do crescimento de 1,4% no indicador no segundo trimestre. Divulgado há dez dias pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado ficou acima do esperado.

Há dois dias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha informado que a equipe econômica revisaria para mais de 3% a previsão de crescimento para o PIB em 2024.

Apesar de ter elevado a previsão de crescimento para o PIB, a SPE prevê desaceleração no segundo semestre. Para o terceiro trimestre (julho a setembro), o documento prevê expansão de 0,6% do PIB, contra 1,4% registrado no trimestre anterior. Para 2025, a estimativa de crescimento caiu de 2,6% para 2,5%. A SPE atribui o menor crescimento no próximo ano à perspectiva de um novo ciclo de aumentos na Taxa Selic (juros básicos da economia).

A projeção para o IPCA está próxima do teto da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. Para 2025, a estimativa avançou de 3,2% para 3,3%.

Segundo a SPE, contribuíram para o crescimento das estimativas para a inflação os impactos da alta do dólar, o reajuste no piso mínimo para os preços de cigarro e o cenário de bandeira amarela para as tarifas de energia elétrica no final do ano. Desde o fim de agosto, a bandeira tarifária para a energia está vermelha, por causa da estiagem em boa parte do país.

Setores

Além de elevar a previsão de crescimento da economia, a SPE mudou a estimativa para os setores produtivos. Para a agropecuária, a variação esperada para o PIB continua negativa, mas a expectativa de retração, que era de 2,5%, melhorou para 1,9%. De acordo com o documento, a revisão reflete a alta nas estimativas para a safra de milho, algodão, cana-de-açúcar e o aumento na produção de carne.

Para a indústria, a expectativa de crescimento foi revisada para cima, de 2,6% para 3,4%. Segundo a SPE, a revisão reflete principalmente as maiores estimativas para o crescimento da indústria de transformação e construção no ano. No segundo trimestre, a indústria foi o setor que mais puxou o crescimento do PIB. A projeção para a expansão dos serviços também subiu, passando de 2,8% para 3,3%.

INPC

Em relação aos demais índices de inflação, a SPE também revisou as estimativas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar este ano com variação de 4,1%, um pouco mais alto que os 3,65% divulgados no boletim anterior, em julho. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, passou de 3,6% para 3,8% este ano. Por refletir os preços no atacado, o IGP-DI é mais suscetível às variações do dólar.

Rio Grande do Sul

Na edição anterior, em julho, o Boletim Macrofiscal tinha informado que as enchentes no Rio Grande do Sul impactariam o PIB em 0,25 ponto percentual em 2024. O número não foi revisado, mas a SPE detalhou que a menor contribuição das políticas de auxílio ao estado contribuirá para a desaceleração da economia no terceiro trimestre.

Os números do Boletim Macrofiscal são usados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado no próximo dia 20. Publicado a cada dois meses, o relatório traz previsões para a execução do Orçamento com base no desempenho das receitas e da previsão de gastos do governo, com o PIB e a inflação entrando em alguns cálculos. Com base no cumprimento da meta de déficit primário e do limite de gastos do novo arcabouço fiscal, o governo bloqueia alguns gastos não obrigatórios.





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Cotações da soja sofrem recuo nesta semana em Chicago


Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações da soja em Chicago recuaram nesta semana em meio à expectativa pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta quinta-feira (12). Mesmo com o relatório considerado neutro pelo mercado, os preços reagiram ligeiramente após a divulgação, com o contrato de novembro fechando em US$ 9,91 por bushel, uma leve alta em relação aos US$ 9,77 registrados em 10 de agosto. Na semana anterior, a cotação estava em US$ 10,08 por bushel.

O relatório do USDA trouxe poucas mudanças para o cenário da nova safra de soja nos EUA. A produção norte-americana foi mantida em 124,8 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais para o ciclo 2024/25 tiveram uma leve queda, passando para 15 milhões de toneladas. No entanto, a produção mundial da oleaginosa foi revisada para cima, chegando a 429,2 milhões de toneladas, com os estoques globais finalizando o período em 134,6 milhões de toneladas.

A produção brasileira de soja, segundo o relatório, foi mantida em 169 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina segue em 51 milhões de toneladas. Já as importações de soja pela China continuam projetadas em 109 milhões de toneladas para o atual ano comercial. Com essas perspectivas, o preço médio ao produtor nos EUA foi mantido em US$ 10,80 por bushel, uma queda em relação aos US$ 12,50 do ciclo anterior.

Em termos de qualidade, até o dia 8 de setembro, 65% das lavouras de soja nos EUA estavam classificadas como boas ou excelentes, um avanço em relação aos 54% do ano anterior. Outros 25% das áreas foram consideradas regulares e 10% ruins ou muito ruins.

No campo das exportações, os EUA venderam 1,6 milhão de toneladas da nova safra de soja na semana encerrada em 5 de setembro, com a maior parte destinada à China. Esse volume ficou dentro das expectativas do mercado. No entanto, as exportações da safra velha somaram 45,4 milhões de toneladas, um número inferior às mais de 53 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2023.

Na Argentina, os produtores de soja seguem focados em aumentar a área plantada da oleaginosa, em detrimento do milho. Estima-se que a área de plantio de soja no país vizinho alcance 17,7 milhões de hectares, um aumento de 7,5% em comparação ao ano anterior, com uma colheita projetada entre 52 e 53 milhões de toneladas. Já a área de milho poderá ser reduzida em até 21%, atingindo 8 milhões de hectares, devido à falta de chuvas e à infestação de cigarrinhas.

Por sua vez, a demanda chinesa por soja continua forte. Em agosto, a China importou 12,1 milhões de toneladas da oleaginosa, um aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume elevado foi impulsionado pelo desembaraço alfandegário de navios que tiveram atrasos no mês anterior. No acumulado dos primeiros oito meses de 2024, a China importou 70,5 milhões de toneladas de soja, um crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com uma leve queda nos estoques de soja e farelo, os níveis de estoque na China continuam altos.





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Com USDA “morno”, atenções se voltam à soja na América do Sul


Os dados do mais recente levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a soja, divulgados na quinta-feira (12), pouco alteraram o quadro de ampla oferta mundial da oleaginosa.

Os números vieram pouco abaixo do estimado pelo mercado para a produção e os estoques e tiveram impacto moderadamente positivo sobre os contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,586 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 124,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,2 bushels por acre.

O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 4,609 bilhões ou 125,4 milhões de toneladas. Em agosto, a estimativa era de 4,589 bilhões de bushels ou 124,9 milhões de toneladas. A produtividade estava estimada em 53,2 bushels por acre.

Estoques finais

Os estoques finais estão projetados em 550 milhões de bushels ou 14,97 milhões de toneladas.

O mercado apostava em carryover de 578 milhões de bushels ou 15,73 milhões de toneladas. Em agosto, os estoques estavam estimados em 560 milhões de bushels ou 15,24 milhões de toneladas.

Para 2023/24, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels. O mercado esperava 343 milhões de bushels.

Produção mundial de soja

Soja - cargill - compraSoja - cargill - compra
Foto: Divulgação

O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 429,2 milhões de toneladas. Em agosto, o número era de 428,73 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,75 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 134,6 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 134,2 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 134,3 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,25 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 112,25 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi cortada de 49 milhões de toneladas para 48,1 milhões. Para 2024/25, a estimativa é de 51 milhões de toneladas, sem alteração sobre o mês anterior.

As importações chinesas em 2023/24 foram amntidas em 111,5 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.

Fator climático

O fator clima no Safras IA Score, que antes apontava para uma tendência baixista fraca, agora aponta para uma tendência neutra para a soja, com os problemas climáticos atuais no Brasil contrabalanceando o clima positivo nos EUA.

Tal fato trouxe mudanças para o Score e a tendência da soja no curto prazo, tanto em Chicago quanto no mercado interno.

“Em breve, o clima norte-americano não terá mais peso na formação dos preços, enquanto o clima sul-americano ganhará peso, sendo um dos principais fatores para a definição dos rumos do mercado nos próximos meses”, destaca o consultor de Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque, que aponta o clima como o principal fator de avaliação para a formação dos preços neste momento.

“Estamos em uma transição entre mercado climático norte-americano, que engloba o fim do desenvolvimento e o início da colheita por lá, e mercado climático sul-americano, que engloba o início do plantio por aqui”.

Segundo ele, nesse momento, muita volatilidade é esperada para Chicago e, consequentemente, para o mercado interno. “E é isso que estamos vendo. Enquanto o clima nos EUA continua apontando para uma safra cheia, na América do Sul traz dúvidas com relação ao avanço dos trabalhos de plantio da nova safra brasileira”, acrescenta Roque.



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