quarta-feira, agosto 5, 2026

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câmbio alivia antes da Super Quarta



Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise do time de economistas do PicPay.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que, em dia de agenda esvaziada, ontem os investidores começaram a semana no aguardo das decisões de política monetária que vão saindo ao longo da semana.

Por aqui, nossa moeda valorizou mais de 1% e fechou em R$ 5,51 contra o dólar, menor nível das últimas três semanas.



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Produtores paulistas sofrem com destruição na cana e no seringal causada pelos incêndios



O ano de 2024 está prestes a se tornar o ano com o maior número de focos de incêndio da história de São Paulo. De acordo com o Instituto de Pesquisas Espaciais, já são quase 7.200 focos registrados no estado.

Na propriedade do produtor Jorge Toledo, na região de Monções, no oeste paulista, por exemplo, o fogo se alastrou rapidamente. Por lá, 100 hectares de Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e 200 hectares de cana-de-açúcar foram queimados.

“Quanto às APPs, é um prejuízo que eu não sei mensurar e nem sei como retornará. Na cana, a perda de produtividade foi entre 30% e 40%. Além disso, vamos ter de reformar toda a pastagem, porque foi toda queimada […]. Financeiramente ainda não sei falar o número certo [de prejuízo], mas foi muito alto”.

Cana vira pó

De acordo com a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), mais de 181 mil hectares da cultura foram queimados em São Paulo até agora. O prejuízo já supera um bilhão de reais, incluindo manejo e custos de replantio.

O CEO da entidade, José Guilherme Nogueira, as plantas de cana maiores, com mais idade, ainda são possíveis de colher, mesmo com uma perda de biomassa estimada em cerca de 50%. “Mas na palhada, se perde totalmente a cana; aquela cana de dois, três, quatro meses vira pó”.

Seringal perdido

A temperatura acima de 30ºC, a unidade relativa abaixo de 30% e as rajadas de vento estão contribuindo para que os incêndios se propaguem facilmente.

O fogo se espalhou da propriedade do Jorge Toledo para a fazenda vizinha, em Turiúba. Assim, atingiu o seringal do produtor Juliano Bini.

“Seis alqueires de mato queimou em cerca de 20 minutos e se alastrou. Minha seringueira é plantada em volta do mato e se espalhou. Não tivemos o que fazer. Teve gente que precisou cuidar de salvar pasto, gado, benfeitoria, mas a seringueira, como é mais difícil de combater o fogo porque não dá para andar com o caminhão e com o trator em volta da árvore, não teve como salvar”.

Ao todo, Bini perdeu 15 mil pés de seringueira, uma árvore que demora cerca de nove anos para começar a produzir o látex. “O fogo corre pelo chão, ‘cozinha’ a árvore e fecha os seus vasos. Com isso, ela para de produzir. Por isso o prejuízo é tão grande, porque não tem o que fazer, é preciso arrancar”.

Incêndios sem precedentes

A história dos produtores se repete em outros pontos do estado de São Paulo. Entre 22 e 24 de agosto, os focos de calor se concentraram em áreas de uso agropecuário, conforme o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

“Em um curtíssimo espaço de tempo, apareceram dezenas de focos de incêndio no estado de São Paulo. Esse é um um fenômeno que não existe precedente e também não tem explicação na natureza. Fogo em geral acontece no estado de São Paulo, na região central do Brasil, muitas vezes causados por raio, por outros fenômenos, além das queimadas provocadas para reformar pastagem, mas nunca nessa intensidade e em um prazo tão curto de tempo”, diz o diretor do órgão, André Guimarães.

Dano emocional

As cenas do fogo consumindo as lavouras representam uma ameaça à oferta de alimentos e energia, mas também à saúde pública, fauna e flora, bem como ao equilíbrio do ecossistema. Além disso, têm impacto emocionalmente os produtores que há anos estão instalados na mesma propriedade, assistindo a tudo se destruir.

“Pela primeira vez na vida eu achei bom meu pai não estar lúcido para ele não enxergar isso aqui. Ele não está sabendo o que que está acontecendo. É triste demais chegar e ver a propriedade destruída. Não sobrou nem cobra aqui, não tem mais nada”, relata o produtor Jorge Toledo.



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Confira como os preços do boi gordo iniciaram a semana


O mercado físico do boi gordo iniciou a semana apresentando preços firmes. O viés ainda é de alta dos preços no curto prazo, em linha com a posição das escalas de abate, que seguem encurtadas em grande parte do país, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a oferta mais restrita vai dando o tom para o mercado neste momento, em um momento de demanda bastante aquecida. As exportações de carne bovina ainda estão bastante representativas, com o país caminhando para estabelecer um novo recorde de embarques.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 259,66

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista apresentou preços acomodados. É menor o espaço para alta dos preços durante a segunda quinzena do mês, período de menor apelo ao consumo.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 19,50 por quilo no interior paulista. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 14,75 por quilo no interior de São Paulo. A ponta de agulha permanece cotada a R$ 15,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,01%, sendo negociado a R$ 5,5095 para venda e a R$ 5,5075 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4975 e a máxima de R$ 5,5805.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho teve poucos negócios


O mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul registrou negócios pontuais na semana passada, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado lento. Nas indicações, manutenção: Santa Rosa a R$ 63,00; Não-Me-Toque a R$ 64,00; Marau e Gaurama R$ 64,50; Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 66,00 e Montenegro a R$ 67,00. Vendedores a partir de R$ 63,00 no FOB interior. Não ouvimos negócios nesta sexta-feira”, comenta.

Em Santa Catarina o porto enfraquece e os compradores se retiram. “Produtores com pedidas ao menos R$ 2,00 acima, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 60,00 no interior e R$ 63,00/64,00 CIF fábricas. Rumores de negócios a R$ 64,00/64,50 no CIF oeste. Nas indicações, Chapecó a R$ 62,00; Campos Novos R$ 64,00; Rio do Sul a R$ 64,00; Videira R$ 63,00. Em negócios ao oeste, viu-se milho sendo negociado entre R$ 63,00 até 64,00 CIF, a depender do vencimento, onde corretores relatam negócios em pelo menos 5 mil toneladas”, completa.

Preços balcão estabilizam no Paraná e negócios permanecem ao norte, com indicações R$ 1,00 melhores. “Mercado com negócios pontuais reportados. No porto, indicações a R$ 63,00 set/64,00 nov/65,00 dez. No norte, indicações a R$ 57,00 (+1,00); Cascavel a R$ 56,00 (+2,00); Campos Gerais R$ 59,00 (+1,00); Guarapuava a R$ 58,00; Londrina R$ 57,50. Preços balcão no sudoeste a R$ 52,00; norte a R$ 54,00; oeste R$ 54,00 e centro-oeste R$ 55,00. Rumores de novos negócios na ferrovia Maringá, a R$ 62,00 outubro”, informa.

No Mato Grosso do Sul é a seca que mexe com os preços. “Em Maracaju, indicações de R$
53,00 (+1,00); Dourados a R$ 54,00 (+R$ 1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios pontuais em Naviraí, onde uma indústria levou 2 mil tons entrega setembro/pgto final do mês a R$ 54,00”, conclui.
 





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Canal Rural exibe nova temporada do especial Cerrado Sem Fogo


A segunda temporada do especial Cerrado Sem Fogo, começa a ser exibida nesta terça-feira (17), a partir das 18h40, em todas as telas do Canal Rural.

A série de quatro reportagens, produzidas pela equipe de jornalismo do Canal Rural Bahia, liderada pelo repórter, Vinicius Ramos, com imagens de Guilherme Soares e produção de Carla Letícia, aborda um dos assuntos mais sensíveis e prejudiciais a toda socidade nos últimos meses.

Os materiais produzidos pela afiliada, têm como destaque os seguintes temas centrais: prevenção e combate, os impactos ao meio ambiente e à saúde, os danos na produção agrícola, além do empenho de produtores e entidades do setor na luta contra essa ameaça.

A equipe de reportagem ouviu relatos de pessoas que são direta ou indiretamente impactadas em todo o Matopiba e especialistas.

Série 'Cerrado Sem Fogo', produzida pelo Canal Rural BA, mostra os impactos das queimadas no cerrado brasileiro, segundo maior bioma do paísSérie 'Cerrado Sem Fogo', produzida pelo Canal Rural BA, mostra os impactos das queimadas no cerrado brasileiro, segundo maior bioma do país
Foto: Divulgação/ Canal Rural BA/ Marca Comunicação

Queimadas no Brasil

Em agosto, o Brasil registrou o maior número de queimadas desde 2007. Foram quase 70 mil (68.635) focos de incêndios de acordo com dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e o nosso Cerrado é um dos biomas mais afetados.

Às 18h40 desta terça, a estreia terá transmissão na TV para todo o país e poderá ser revista nas redes sociais da emissora, como o YouTube e Instagram.

O projeto Cerrado Sem Fogo é uma campanha do Canal Rural Bahia com apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), JCO Bioprodutos, Grupo Progresso e Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães.


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Preços do milho devem ser influenciados por 4 fatores nesta semana



O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) marcou o mercado do milho na semana passada.

O órgão fez um pequeno ajuste para cima na produção do cereal norte-americano, de 384,74 para 385,73 milhões de toneladas.

Em contrapartida, a produção mundial diminuiu de 1219,82 para 1218,57 bilhões de toneladas, o que impactou os estoques finais globais. Diante desses números e de outros fatores, acompanhe a análise da plataforma Grão Direto sobre o pode mexer com os preços do cereal.

O que esperar do mercado?

  • China diminuindo as compras: o USDA revisou para baixo as projeções de importação do país asiático, de 23 para 21 milhões de toneladas. Esse movimento pode sinalizar o início de uma redução significativa nas importações do cereal, já que há expectativa de que o país alcance a autossuficiência na produção, impactando diretamente a demanda pelo produto brasileiro.
  • Produtores resistentes: após realizar vendas expressivas de milho para quitar dívidas, o produtor brasileiro agora adota uma postura mais cautelosa em relação às novas vendas, o que pressiona os compradores a oferecerem preços mais atrativos. “Ainda há um grande volume de milho a ser negociado no Brasil, o que representa um risco, especialmente com o avanço da colheita nos Estados Unidos, que deve oferecer milho competitivo para o mercado internacional”, diz a Grão Direto.
  • Plantio da safra verão: o ritmo de plantio de milho segue avançando, principalmente nos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a semeadura alcançou 37% da área total, contra 44% do mesmo período do ano anterior em território gaúcho. Até o momento, as condições das lavouras são satisfatórias, favorecendo a germinação e o desenvolvimento inicial das áreas já semeadas. No entanto, para o restante do Brasil, ainda existem muitas incertezas em relação ao plantio do cereal devido ao clima instável, já que a cultura é bastante sensível à falta de umidade.
  • Exportações brasileiras: o USDA reduziu de 50 para 48 milhões de toneladas a expectativa de exportações brasileiras, diante da menor produção e do ritmo lento de exportações até o momento. Apesar da queda, o número ainda continua muito distante do projetado pela Conab, de 36 milhões de toneladas. Há um consenso de mercado de que os números devem ficar em torno de 40 a 42 milhões de toneladas, cerca de 30% a menos.

De acordo com os cenários citados acima, as cotações brasileiras poderão ter uma semana de continuidade de alta nos preços pela terceira vez consecutiva, conforme projeção da Grão Direto.



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Projeções para o mercado da soja: o que esperar?


Conforme a análise da plataforma Grão Direto desta segunda-feira (16), o relatório de oferta e demanda da soja mostrou uma leve redução na safra norte-americana, de 124,9 para 124,8 milhões de toneladas. Enquanto isso, a produção global registrou aumento, passando de 428,73 para 429,2 milhões de toneladas, afetando os estoques finais globais.

Além disso, os números apontam que as vendas dos Estados Unidos superaram expectativas, totalizando 2,11 milhões de toneladas, com a China sendo o principal destino.

A safra brasileira 2024/25 está atrasada devido ao tempo seco, com semeaduras ainda isoladas em diferentes áreas do país. Em Chicago, o contrato de soja para setembro de 2024 fechou a US$ 10,06 o bushel (+1,72%).

No mercado brasileiro, os preços foram positivos, apesar do recuo de 0,36% do dólar, que terminou a R$ 5,57. O contrato com vencimento em março de 2025 também teve uma leve alta de 0,29%, fechando a US$ 10,39 o bushel.

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Afinal, o que esperar do mercado?

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Foto: Agência Brasil

Decisões importantes sobre taxas de juros nos EUA e no Brasil estão previstas para quarta-feira (18). Nos EUA, espera-se uma redução mínima de 0,25 ponto percentual, a primeira desde o início da pandemia. No Brasil, há possibilidade de aumento das taxas devido às projeções de inflação. Essas decisões podem enfraquecer o dólar de forma global, fortalecendo o real e impactando o mercado da commodity.

Além disso, o Festival de Outono na China que vai até quarta-feira, reduzirá a atividade de compras no país, o que pode afetar negativamente as exportações brasileiras e americanas de soja.

Enquanto isso, as exportações de soja do Brasil mostram sinais de desaceleração, com queda de 15,5% em relação ao ano passado. Ainda assim, o total exportado deve alcançar cerca de 5 milhões de toneladas até o final do mês.

O início da safra no Brasil gera preocupações devido à escassez de chuvas, o que pode atrasar o plantio e aumentar os prêmios de risco. As condições climáticas serão cruciais para o desempenho da safra e para as cotações do grão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Citros em Foco de Uberlândia aborda greening, bicho-furão e moscas-das-frutas


Engenheira-agrônoma do Fundecitrus Verônica Kastalski falou sobre o manejo do greenin


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus realizou, na tarde desta quinta-feira (12), mais uma edição do Citros em Foco. Dessa vez, o evento aconteceu em Uberlândia (SP) e contou com citricultores e profissionais do setor de várias partes do Triângulo Mineiro.

Na primeira palestra do evento, a engenheira-agrônoma do Fundecitrus Verônica Kastalski falou sobre o manejo do greening. “A incidência da doença nessa região é baixa, mas, para continuar assim, o citricultor precisa erradicar as plantas doentes do pomar, além de eliminar plantas doentes, seguindo todas as premissas de combate ao greening para manter os pomares sadios e produtivos”, afirma.

Em seguida foi a vez do pesquisador do Fundecitrus Haroldo Volpe palestrar, trazendo diversas informações sobre bicho-furão e moscas-das-frutas. “Essa é uma região endêmica, e a queda por essas duas pragas é muito pronunciada, e por esse motivo demos foco no monitoramento e manejo dessas duas pragas”, comenta.





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Soja: queda do dólar e volatilidade de Chicago afastam produtores dos negócios no Brasil



O mercado brasileiro da soja esteve travado nesta segunda-feira (16). Os preços ficaram de estáveis a mais baixos, com o dólar recuando e a Bolsa de Chicago com volatilidade. Os produtores se afastaram do negócio e a disparidade entre os preços segue grande.

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Números

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de $ 135,00 para R$ 133,00
  • Na região das Missões (RS), a cotação baixou de R$ 134,50 para R$ 132,00 a saca
  • No Porto de Rio Grande (RS), o preço recuou de R$ 141,00 para R$ 138,00
  • Em Cascavel (PR), a saca desvalorizou de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • No porto de Paranaguá (PR), o preço decresceu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 130,00
  • Em Dourados (MS), o preço decresceu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Já em Rio Verde (GO), a saca baixou de R$ 127,00 para R$ 126,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em baixa. O início da colheita da maior safra da história dos Estados Unidos e as perdas dos mercados vizinhos pressionam as cotações, em um dia de muita volatilidade.

O bom desempenho do petróleo e a baixa do dólar frente ao real limitaram as perdas. O mercado financeiro ajuda as commodities, em meio à expectativa que o banco central americano inicie na quarta o ciclo de corte na taxa básica de juros do país.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 158,008 milhões de bushels em agosto, ante 182,881 milhões no mês anterior. Este é o menor patamar desde setembro de 2021. A expectativa do mercado era de 161,453 milhões. Em agosto de 2023, foram 165,023 milhões de bushels.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 401.287 toneladas na semana encerrada no dia 12 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 365.003 toneladas.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,75 centavo de dólar, ou 0,17%, a US$ 10,04 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,23 1/2 por bushel, com perda de 1,25 centavo ou 0,12%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,27% a US$ 323,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 39,11 centavos de dólar, com alta de 0,18 centavo ou 0,46%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,01%, negociado a R$ 5,5095 para venda e a R$ 5,5075 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4975 e a máxima de R$ 5,5805.






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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de laranja 2024/25 do cinturão citrícola de SP e MG é reestimada em 215,78 milhões


A primeira reestimativa da safra de laranja 2024/25 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, divulgada pelo Fundecitrus nesta terça-feira (10), aponta produção de 215,78 milhões de caixas de 40,8 kg, uma diminuição de 16,6 milhões de caixas, 7% a menos do que o estimado em maio.

A redução se deve ao menor tamanho dos frutos, por causa do clima quente e seco. As condições climáticas previstas em maio para os primeiros quatro meses da safra foram ainda piores, com volume de chuvas 31% inferior ao esperado. Além disso, as temperaturas elevadas durante o outono e o inverno intensificaram a evapotranspiração, agravando a severidade da seca. As temperaturas mais altas também aceleraram a maturação dos frutos, levando a um ritmo de colheita mais rápido. Em meados de agosto, cerca de 45% da safra já estava colhida, quando, neste mesmo período a média histórica é de aproximadamente 30%.

De acordo com o gerente-geral do Fundecitrus, Juliano Ayres, essa temporada pode ser considerada atípica. Ele diz que a próxima reestimativa vai trazer dados mais precisos sobre a quarta florada. “O volume da quarta florada é muito mais expressivo nesta safra do que nas anteriores. Nas próximas semanas, vamos fazer um levantamento de campo para apurar o índice de pegamento e tamanho desses frutos. Esse trabalho é necessário, excepcionalmente nesta safra, porque a quarta florada ainda estava acontecendo em alguns talhões quando a contagem de frutos foi realizada em março e abril deste ano”, comenta Ayres.

Peso dos frutos e taxa de queda

Como o tamanho médio dos frutos diminuiu de 169 gramas para 155 gramas, agora são necessários 264 frutos para compor uma caixa de 40,8 kg, 23 laranjas a mais do que o projetado em maio.

A taxa de queda de frutos está reestimada em 17,10%, índice inferior ao projetado em maio, que era de 18,50%. A antecipação da colheita teve um efeito positivo na redução da taxa de queda, principalmente por diminuir as perdas por greening.

A Pesquisa de Estimativa de Safra é realizada pelo Fundecitrus em parceria com a Markestrat, e professores titulares da FEA-RP/USP e FCAV/Unesp.

Relatório completo: https://www.fundecitrus.com.br/pdf/pes_relatorios/0924_Reestimativa_da_Safra_de_Laranja.pdf

English version: https://www.fundecitrus.com.br/pdf/pes_relatorios/0924_Orange_Crop_Forecast_Update.pdf





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