quarta-feira, agosto 5, 2026

Agro

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Aumento da demanda faz importação de cevada disparar no Brasil


O aumento da demanda de cevada fez com que a importação disparasse no Brasil, conforme apontam os dados parciais do acumulado de janeiro a setembro divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O volume comprado pelo país no período, de 686 mil toneladas, já supera todo o montante de 2023, quando 616 mil toneladas foram adquiridas.

Paraná é maior comprador

Mais de 60% do produto que chega por aqui entra pelo Porto de Paranaguá para atender as maltarias do Paraná.

importação cevadaimportação cevada
Arte: Canal Rural

De acordo com o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, o fenômeno ocorre pela maior demanda de malte cervejeiro no país, reforçada pela inauguração de uma nova indústria do setor no município de Guarapuava, centro-sul paranaense.

Agora, a cada dez unidades de cerveja comercializada no Brasil, cinco serão com malte do Paraná. “Para isso, precisaremos de muita cevada. Além do produto importado pelo Paraná do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, também é preciso comprar de outros países”.

Segundo Ferreira, se a tendência seguir pelo restante do ano, o que provavelmente vai acontecer, a expectativa é que o Brasil importe cerca de um milhão de toneladas de malte até dezembro.



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Brasil deve embarcar até 5,828 milhões de t da soja em setembro, aponta ANEC


As exportações brasileiras da soja em grão deverão ficar em 5,828 milhões de toneladas em setembro, de acordo com o levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em setembro de 2023, as exportações ficaram em 5,546
milhões de toneladas. Em agosto, o país embarcou 7,974 milhões de toneladas.

Na semana finalizada no dia 14 de setembro, o Brasil embarcou 1,214 milhão de toneladas. Para o período entre 15 a 21 de setembro, a ANEC indica a exportação de 1,310 milhão de toneladas.

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Farelo da soja

grãos, agricultoresgrãos, agricultores
Foto: Fabio Scremin/APPA

Em relação ao farelo da soja, a previsão é o embarque de 2,015 milhões de toneladas em setembro. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,906 milhão de toneladas. Em agosto, ficou em 2,100 milhões de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 524,549 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 463,604 mil toneladas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Inovações em gestão: Novos produtos em destaque


“A empresa possui o objetivo de transformar a realidade dos produtores rurais”




“A empresa possui o objetivo de transformar a realidade dos produtores rurais"
“A empresa possui o objetivo de transformar a realidade dos produtores rurais” – Foto: Pixabay

A Agro1, parte do Grupo Agros e com quase 30 anos de experiência, está presente na 10ª edição da Top Farmers, em Campinas, São Paulo, nos dias 17 e 18 de setembro. No evento, a empresa destaca dois produtos principais: o AgroGestão, um software que melhora a eficiência e controle nas operações rurais, e o Aqila, um aplicativo que permite o monitoramento dos fatores técnicos que influenciam os resultados da propriedade.

“A empresa possui o objetivo de transformar a realidade dos produtores rurais que até então conseguiam administrar suas propriedades de forma mais simples, através de registros em cadernetas e planilhas, administrando sozinhos suas propriedades com a ajuda de papéis e planilhas. Nos últimos anos, o mercado tem passado por transformações e uma nova visão sobre o campo tem se estabelecido, o de empresa focada no uso de tecnologias avançadas, que garantem uma melhor gestão e a tomada de decisões assertivas com foco na expansão do negócio”, explica Leila Beledeli, diretora da Agro1.

A Agro1 lidera o mercado de software para gestão de propriedades rurais no Brasil, atendendo a mais de 750 clientes com seu ERP AgroGestão e o App Aqila. Com cerca de 3 mil usuários diários e mais de 3 milhões de hectares gerenciados, a empresa destaca a redução de custos de até 30% para seus clientes. De acordo com a Agtech Report 2023, o Brasil é o maior mercado de tecnologia agrícola da América Latina, com 5 milhões de produtores, mas apenas 5% utilizam sistemas de gestão, evidenciando grande potencial para crescimento no setor.

“Como a Agro1 é uma empresa do Grupo Agros, temos quase 40 anos de atuação e muito conhecimento para compartilhar com nossos clientes, porque antes de sermos uma empresa de tecnologia, somos produtores rurais com o ‘pé no campo’. Nossas soluções são feitas de ‘produtor para produtor’. Unimos vivência com tecnologia de ponta para trazer resultados aos nossos clientes. Somos movidos por transformar a realidade do agricultor com soluções completas que vão do campo ao escritório”, destaca Beledeli.





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Emissão de gases do efeito estufa por incêndios na Amazônia cresce 60%


Os incêndios na Amazônia, de junho a agosto deste ano, resultaram em uma emissão de gases de efeito estufa 60% maior do que a observada no mesmo período do ano passado.

De acordo com pesquisa divulgada pelo Observatório do Clima, os incêndios na região emitiram 31,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO²) equivalente na atmosfera.

O valor, de acordo com o órgão, se aproxima do total emitido pela Noruega em um ano (32,5 milhões de toneladas).

Sem setembro

A diretora científica do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, que fez o cálculo das emissões que consta no levantamento do Observatório do Clima, destaca que os dados ainda não consideram as queimadas ocorridas em setembro. “O pior, infelizmente, está acontecendo agora, em setembro”, afirma.

Dos 2,4 milhões de hectares incendiados no período de junho a agosto, segundo o Observatório do Clima, 700 mil correspondiam a florestas, cuja queima emitiu 12,7 milhões de toneladas de CO² equivalente.

De acordo com o levantamento, mesmo depois da extinção dos incêndios, as emissões seguirão por alguns anos, devido à decomposição da matéria orgânica queimada, a chamada emissão tardia.

Emissões tardias de gases

Estima-se que na próxima década, a vegetação destruída por esses incêndios emitirá mais 2 a 4 milhões de toneladas de CO² equivalente.

Além das emissões tardias, os incêndios também fragilizam as florestas e propiciam incêndios ainda mais intensos em anos seguintes.

“Quando a floresta queima a primeira vez, ela fica mais suscetível a outros incêndios. As árvores perdem as folhas, caem, quebram outras árvores. Com isso, passa a ter mais material combustível no chão. Além disso o ar quente entra mais na floresta. Enfim, ela fica mais inflamável. Quando o segundo fogo vem, ele é mais intenso e vai emitir bem mais [gases do efeito estufa]”, eplica Ane.

Segundo o coordenador do Instituto Virtual de Mudanças Globais (Ivig), Marcos Freitas, as queimadas na Amazônia provocam mais emissões por causa de uma maior concentração de biomassa por área.

“Os outros ecossistemas, como o Cerrado, acabam tendo menos biomassa por hectare e, portanto, menos CO². Na Amazônia, a gente trabalha com 250 a 300 toneladas de carbono por hectare”, diz.

“Outros colegas estão muito preocupados de a gente ultrapassar os 20% [de desmatamento, em relação ao total da área original] da floresta [amazônica] e você ter uma perda de evapotranspiração muito elevada, e isso provocar um aumento da seca”, afirma.

Efeito estufa

desmatamento, meio ambiente, aquecimento global, financiamentodesmatamento, meio ambiente, aquecimento global, financiamento
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os gases do efeito estufa são aqueles que têm a capacidade de aprisionar o calor do sol na atmosfera terrestre. A unidade de medida usada para as emissões chama-se CO² equivalente porque o dióxido de carbono não é o único desses gases. Outros, como o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O), têm capacidades ainda maiores de aprisionamento de calor, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Uma tonelada de metano na atmosfera, por exemplo, equivale a mais de 20 toneladas de CO², em termos de retenção de calor num período de 100 anos, ou seja, mais de 20 toneladas de CO² equivalente. No caso de uma tonelada de óxido nitroso, a equivalência chega a quase 300 toneladas de dióxido de carbono em 100 anos.

A atmosfera é constituída principalmente por nitrogênio (N2) e oxigênio (O2), que respondem por mais de 99% da composição do ar, mas que não têm capacidade de retenção de calor.

Por outro lado, mesmo respondendo por menos de 0,1% da composição da atmosfera, os gases do efeito estufa são capazes, junto com o vapor d’água, de regular a temperatura terrestre, elevando-a quando sua concentração sobe ou reduzindo-a quando sua participação na composição atmosférica diminui.

Mitigação dos gases

Ao jogar na atmosfera milhões de toneladas de gases do efeito estufa, as queimadas são uma contrabalança aos esforços do país em reduzir suas emissões.

A diretora científica do Ipam ressalta que esses 31 milhões de toneladas nem sequer serão contabilizados no inventário de emissões de gases do efeito estufa.

Isso porque apenas os incêndios relacionados ao desmatamento para transformação da cobertura do solo ou nas culturas de cana e algodão precisam ser calculados.

“É preciso que isso comece a ser levado em consideração, porque a pressão é muito grande sobre o ecossistema”, conclui o coordenador do Ivig.



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Chicago estende perdas com avanço da colheita nos EUA


Os contratos da soja em grão registraram preços levemente mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A colheita nos Estados Unidos avança, aproximando-se de consolidar as expectativas de ser a maior já registrada na história. Além disso, há uma maior retratação dos preços devido à desvalorização do dólar frente às outras moedas relevantes.

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USDA

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Foto: Mapa/divulgação

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou um relatório sobre a evolução da colheita das lavouras da soja. Até 15 de setembro, a área colhida estava em 6% comparada a 4% no mesmo período do ano passado e uma média histórica de 3%.

Quanto às condições das lavouras, o USDA informou que, até 15 de setembro, 64% estavam entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular, e 11% em condições ruins ou muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 65%, 25% e 10%, respectivamente.

Os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,03 por bushel, apresentando uma baixa de 1,50 centavo de dólar, ou 0,14%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (16), a soja fechou em baixa. O início da colheita da maior safra da história dos Estados Unidos e as perdas nos mercados vizinhos pressionaram as cotações, em um dia de alta volatilidade. No entanto, o bom desempenho do petróleo e a baixa do dólar frente ao real ajudaram a limitar as perdas.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com uma baixa de 1,75 centavo de dólar, ou 0,17%, a US$ 10,04 1/2 por bushel. A posição de janeiro foi cotada a US$ 10,23 1/2 por bushel, com uma perda de 1,25 centavo ou 0,12%.



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Cadeia produtiva do PR busca soluções inteligentes na relação agro-natureza


O foco em soluções inteligentes e a antecipação a crises climáticas, foram destaques no 5º Fórum do Agronegócio realizado nesta segunda-feira, 16, em Londrina, Paraná. Representantes da cadeia produtiva do agronegócio paranaense participaram de um dia de discussões importantes para o setor, promovido pela Sociedade Rural do Paraná (SRP).  

“Resiliência: conexão agronegócio e natureza” foi o tema central do dia, fatores fundamentais para quem trabalha no agro. “Nós somos uma indústria a céu aberto. Temos que nos precaver e nos adiantar a essas intempéries como seca, chuva excessiva, degradação natural, que hoje são constantes na vida da pecuária e da agricultura”, disse Marcelo Janene El Kadre, presidente da SRP.  

A programação teve quatro painéis e uma palestra. Entre os assuntos: segurança alimentar e a necessidade de fortalecer o setor de forma sustentável, sendo uma delas o investimento em programas de baixo carbono. Eduardo Brito Bastos, presidente da Câmara do Agrocarbono do Ministério da Agricultura (MAPA), ressaltou a importância de aliarmos a redução de emissão de carbono com a captura (sequestro) de carbono. Ele citou um exemplo de técnica que gera solução, unindo a preservação do solo à agricultura, que é o plantio direto: “Um solo com mais matéria orgânica, como no plantio direto, captura e retém mais água. Então é menos contaminação para o lençol freático, mais resistência à seca e, com excesso de chuva, não vai lavar o solo, pois tem a palha protegendo”.

O fórum abordou também os desafios de eventos climáticos como temperaturas extremas, secas prolongadas e os recentes incêndios ambientais em várias regiões do país. O setor agro se preocupa em incorporar práticas que possam prevenir e reduzir os impactos destes eventos, sendo para isso a tecnologia e a pesquisa indispensáveis.

A diretora de negócios da Embrapa, Ana Euler, lembrou que a temática já vem sendo trabalhada há pelo menos uma década na Embrapa, que já colhe resultados: “graças a estas pesquisas, já podemos e apresentar sistemas integrados de produção como integração lavoura-pecuária-floresta, sistemas de plantio direto e tantas outras tecnologias que ajudam a colocar o Brasil na vanguarda de uma agricultura de baixo carbono”.

5º Fórum do Agronegócio, em Londrina, Norte do Paraná.

Ferramenta indispensável também é a meteorologia. Sobre isso, Caio Souza, head de Agronegócios do Climatempo, explica que é fundamental fazer previsões e aplicá-las em problemas reais da agricultura, “deste modo teremos um cultivo mais inteligente, com utilização acertada de recursos, e principalmente plantios e ações em datas corretas. Assim, reduzimos recursos e temos uma safra mais eficiente como um todo”.

O governador do estado, também presente no Fórum, salientou a força-tarefa que o estado tem realizado para conter ocorrências de incêndios e crimes ambientais: “Não é de hoje que o Paraná se preocupa com esse tipo de situação, já que reduzimos em mais de 70% o desmatamento da Mata Atlântica e aumentamos em 13% as aplicações de multas por crimes ambientais. Este é um trabalho que foi reforçado agora neste momento mais crítico”, afirmou o governador.



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Plantio da soja não começou, mas colheita de milho, trigo e algodão avançam


O plantio da safra de soja 2024/25 ainda não começou nos principais estados produtores do Brasil, que representam 96% da área cultivada, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Até 15 de setembro, Mato Grosso e Paraná não tinham iniciado os trabalhos. Em igual período do ano passado, o estado do Sul já havia semeado 1% da área e o do Centro-Oeste, 0,3%.

Plantio do milho

O plantio da primeira safra de milho 2024/25 avançou para 12% da área total nos nove estados que representam 92% da produção, um crescimento em relação aos 9,7% registrados na semana anterior.

O Rio Grande do Sul lidera com 44% da área plantada, seguido por Paraná com 29% e Santa Catarina, com 5%.

Estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo ainda não iniciaram a semeadura. Já a colheita da segunda safra de milho 2023/24 foi finalizada nos principais estados. Na semana passada, 99,7% da área tinha sido colhida. No ano anterior, o progresso da colheita estava em 95,7% na mesma data.

Colheita do algodão

Colheita do algodão mostra alta produtividade e anima mercadoColheita do algodão mostra alta produtividade e anima mercado
Foto: Guilherme Soares (Canal Rural BA)

Na safra 2023/24 de algodão, a colheita atingiu 98,5% da área total nos sete estados que representam 98% da produção nacional, um avanço em relação aos 95,6% da semana anterior.

Em Mato Grosso, o trabalho de retirada da pluma progrediu para 99,2%, contra 96,7% da semana passada. Na Bahia, o percentual subiu para 95,1%, ante 89,9%.

Já em Goiás, a evolução permanece em 97%, enquanto Maranhão, Piauí, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais já concluíram a colheita.

Finalização do trigo

Quanto ao trigo, a colheita da safra 2024 avançou para 17,8% da área total até 15 de setembro, comparado aos 14,6% da semana anterior.

Assim, Goiás e Minas Gerais estão próximos de concluir, com 97% e 99% da área colhida, respectivamente. No Paraná, por fim, a colheita avançou mais lentamente, com 18% da área colhida, enquanto no mesmo período do ano passado, o porcentual já era de 35%, conforme balanço da Conab.



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Lei que mantém desoneração da folha em 2024 é sancionada



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com vetos, a lei que mantém a desoneração da folha de pagamento de empresas de 17 setores até o final de 2024, retomando gradualmente a tributação no prazo de três anos (2025 a 2027). A Lei 14.973/24 foi publicada na noite desta segunda-feira (16).

A lei prevê, de 2025 a 2027, a redução gradual da alíquota sobre a receita bruta e o aumento gradual da alíquota sobre a folha. De 2028 em diante, voltam os 20% incidentes sobre a folha e fica extinta aquela sobre a receita bruta.

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Durante esses anos, as alíquotas incidentes sobre a folha de salários não atingirão os pagamentos do 13º salário.

O que é a desoneração?

A desoneração permite que as empresas beneficiadas possam optar pelo pagamento de contribuição social sobre a receita bruta com alíquotas de 1% a 4,5% em vez de pagar 20% de INSS sobre a folha de salários. A medida está em vigor desde 2011.

Quem pode ser beneficiado?

A lei também beneficia os municípios com população de até 156,2 mil habitantes, que manterão a alíquota de 8% do INSS em 2024, aumentando gradualmente para 12% em 2025, 16% em 2026 e voltando a 20% a partir de janeiro de 2027.

Para contarem com a redução de alíquotas, os municípios devem estar quites com tributos e contribuições federais.

Projeto do Senado

A Lei 14.973/24 se originou de projeto do Senado (PL 1847/24), aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada, e atende a uma negociação entre o Congresso, o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a desoneração.

O ministro Cristiano Zanin havia dado um prazo ao Congresso, encerrado ontem (16), para aprovar e sancionar o texto, que também prevê medidas para compensar as perdas de arrecadação decorrentes da desoneração.

Dinheiro esquecido

Entre as medidas de compensação da desoneração está a possibilidade de direcionar para o Tesouro Nacional valores esquecidos em contas bancárias sem movimentação há vários anos e não resgatados pelos interessados nos próximos 30 dias. As contas serão divulgadas pelo governo por meio de um edital.

O dono da conta poderá requerer a devolução do dinheiro no âmbito administrativo, segundo uma sistemática descrita na lei. Em caso negativo, poderá acionar a justiça, mas para isso terá um prazo máximo de seis meses, contado a partir da divulgação do edital.

Lula vetou o trecho que permitia ao titular da conta reclamar os valores junto à instituição financeira até 31 de dezembro de 2027. O argumento foi de que essa data conflitava com as demais previstas na sistemática de devolução do dinheiro.

Compensação

Para compensar a renúncia da receita devido à desoneração da folha de pagamento, algumas medidas foram mantidas na lei. Entre elas estão:

  • permissão para pessoas físicas ou jurídicas atualizarem a valor de mercado o custo de aquisição de imóveis declarados à Receita, com alíquotas menores;
  • repatriação de recursos de origem lícita mantidos no exterior e não declarados ou incorretamente declarados;
  • adicional de 1% da Cofins-Importação até 31/12/2024, sendo reduzido gradualmente durante o período de transição: 0,8% em 2025; 0,6% em 2026 e 0,4% em 2027; e
  • medidas de combate a irregularidades em benefícios sociais e previdenciários.

Veto a centrais de cobrança

Havia ainda um dispositivo que permitia à Advocacia-Geral da União (AGU) criar centrais de cobrança e negociação de multas aplicadas por agências reguladoras, mas Lula vetou.

A medida visava recuperar recursos discutidos em ações judiciais ou processos administrativos. O governo argumentou que as centrais só poderiam ser criadas por lei de iniciativa do Poder Executivo.

Foi mantido, no entanto, o dispositivo que permite à Procuradoria-Geral Federal (PGF) propor aos devedores acordo na cobrança da dívida ativa das agências reguladoras, quando houver relevante interesse regulatório.



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Governo federal chama chefes de Poderes para discutir emergência climática


Após passar o dia analisando o cenário das queimadas no país, ao lado de auxiliares e especialistas, nesta segunda-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu convidar os chefes dos outros Poderes da República para uma reunião emergencial sobre o tema. A informação é do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta.  

“[A reunião é] para que façam um diálogo, a partir desse diagnóstico, dessas informações [sobre as queimadas], e possam pensar de forma conjunta o compartilhamento de responsabilidades, na medida em que existem ações que vão além da responsabilidade do governo federal. A ideia é tratar esse tema não como tema do governo, mas como tema do Estado brasileiro, com a participação de todos os Poderes”, disse o ministro a jornalistas, no Palácio do Planalto.

A reunião com os chefes de Poderes está marcada para esta terça-feira (17), às 16h30, no Palácio do Planalto. Lula convidou os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Também estão sendo convidados os presidentes do Tribunal de Contas da União (TCU) e o chefe da Procuradoria Geral da República (PGR). Além dessa reunião, o governo, por meio da Casa Civil, estuda uma agenda do presidente Lula com os governadores, nos próximos dias. 

Pimenta explicou que o governo prepara uma série de medidas, que só vão ser anunciadas e detalhadas nesta terça. Sem adiantar nenhum ponto, ele falou que as iniciativas incluem, por exemplo, algumas medidas provisórias. 

O Brasil enfrenta um cenário grave de incêndios florestais este ano. De janeiro a agosto de 2024 os incêndios no país já atingiram 11,39 milhões de hectares do território do país, segundo dados do Monitor do Fogo Mapbiomas, divulgados na semana passada. Desse total, 5,65 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo apenas no mês de agosto, o que equivale a 49% do total deste ano.

No domingo (15), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o governo federal a emitir créditos extraordinários fora dos limites fiscais para o combate aos incêndios. O ministro também já determinou medidas para o enfrentamento aos incêndios na Amazônia e no Pantanal, como contratação emergencial de brigadistas e ampliação do efetivo da Força Nacional.

Mais cedo, nesta segunda, o presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luís Roberto Barroso, cobrou seriedade do Poder Judiciário no combate às queimadas criminosas no país.

A onda de incatingiu a capital do país nos últimos dias. Cerca de 3 mil hectares do Parque Nacional de Brasília, uma unidade de conservação de Cerrado nativo e abundante em nascentes de água, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), já foram consumidos pelo fogo. O próprio presidente Lula sobrevoou a região neste último domingo, quando a fumaça começou a encobrir o céu de Brasília.

A cidade já amanheceu nesta segunda coberta por fuligem e fumaça no ar, o que levou ao cancelamento de aulas. O aumento dos riscos à saúde também é uma preocupação dos especialistas. Há cerca de uma semana, o fogo já havia atingindo grande parte Floresta Nacional de Brasília, que é outra unidade de conservação importante da capital federal.  



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AgroNewsPolítica & Agro

Semana começa lenta para a soja


A semana começou bastante devagar para o mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “R$ 139,00 para entrega outubro, e pagamento 15/10, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 131,50 Cruz Alta – Pagamento em 15/10. R$ 132,00 Passo Fundo – Pagamento em 15/10”, comenta.

Em Santa Catarina, os negócios continuam estagnados, refletindo a ausência de movimentação nos preços. “Segundo o Epagri, Santa Catarina deve colher cerca de 3 milhões de toneladas de soja, um aumento de 12,77% em relação à safra passada. A área plantada para a oleaginosa deve crescer 1,79%, chegando a 766.267 hectares. As regiões de Canoinhas, Xanxerê e Curitibanos são as que mais se destacam em termos de área plantada. O preço no porto foi de R$ 126,00, Chapecó a R$ 117,00”, completa.

No Paraná, a pauta segue sendo o atraso no plantio. “Paranaguá vai a R$ 141,00. No interior, em relação à soja da safra 2023/24, a ideia de compra girava em torno de R$ 136,00 por saca CIF Ponta Grossa, com entrega no começo de setembro e pagamento no fim de setembro. No Balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 128,00”, indica.

Preços parados e negócios lentos no Mato Grosso do Sul. “Os preços mantiveram-se estáveis, semelhante ao que foi observado em outras regiões, e os negócios continuam em ritmo lento, sem volumes significativos indicados hoje. A soja enfrenta um cenário de incerteza, em um dia marcado por altas em Chicago devido ao relatório do USDA. De modo geral, os produtores ainda preferem manter seus estoques armazenados. Dourados R$ 132,00”, informa.

Assim como o Paraná, o estado do Mato Grosso enfrenta a segunda pior seca em 30 anos, sendo superado no momento só pelo ano de 2021. ‘Em Sorriso, os preços subiram para R$ 128 por saca FOB, com retirada em outubro e pagamento em novembro, após estarem a R$ 126 na véspera. Rodaram volumes pontuais. Campo Verde: R$ 127,10, Lucas do Rio Verde: R$ 125,60”, conclui.
 





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