quarta-feira, agosto 5, 2026

Agro

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‘Nefasta e criminosa’, diz Secretário de Agricultura de SP sobre fala de pesquisadora do Inpe



A coordenadora do Laboratório de Gases de Efeito Estufa do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), Luciana Gatti, concedeu entrevista à Globonews no último domingo (15) e responsabilizou produtores rurais pelos incêndios que afetam grande parte do país.

“É uma ação coordenada para desgastá-lo [o presidente Lula]. […] pessoal taca fogo na cana para colher, então, para eles, não é prejuízo. Eles fazem isso para ficar mais barata a colheita, para não fazer a colheita mecanizada”, disse ela, na ocasião.

Desafio à pesquisadora

A declaração da profissional motivou notas de repúdio de entidades ligadas ao agronegócio e indignação do secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Guilherme Piai. Em suas redes sociais, ele gravou um vídeo dizendo que a pesquisadora faz militância partidária e que suas declarações foram “nefastas e criminosas”.

De acordo com Piai, a servidora do Inpe manifesta publicamente a tentativa de “criminalizar um setor que é a mola propulsora de nossa economia”.

O secretário ressaltou que o estado de São Paulo conta, há mais de dez anos, com o Protocolo Etanol +Verde, que proíbe as queimadas para a colheita da cana.

“Convido você, Luciana Gatti, a visitar os homens e as mulheres do campo que perderam praticamente tudo e que estão vivendo um momento de extrema dificuldade a falar isso na cara deles, que foi encenação. Que vergonha a sua declaração. Nós esperamos já uma retratação do governo federal”.

Nota de repúdio

A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) divulgou nota também repudiando veemente a declaração feita por Luciana.

“As informações apresentadas por ela são falsas e infundadas. Demonstram, inclusive, profundo desconhecimento sobre o tema”, diz o texto.

A Orplana reitera que toda a cadeia de produção da cana-de-açúcar está “firmemente comprometida com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. Este compromisso é evidenciado pelo rigoroso cumprimento das diretrizes estabelecidas pelo Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde, que inclui a proibição do uso de fogo na colheita de cana no estado de São Paulo desde 2017”.

“É também de imensa irresponsabilidade, da parte da coordenadora do Inpe, acusar a cadeia produtiva da cana-de-açúcar de se beneficiar em um contexto tão crítico e caótico. Uma injúria que contribui para a desinformação em um momento delicado e cujo foco deveria ser a resolução deste grave problema”, continua a nota.

Segundo a entidade, as queimadas prejudicam o meio ambiente, a segurança das pessoas e também a rentabilidade dos produtores rurais. “Toda a cadeia de produção da cana-de-açúcar está mobilizada contra os incêndios e comprometida com a preservação do meio ambiente”, afirma o CEO da Orplana, José Guilherme Nogueira.

A organização representa, atualmente, 35 associações de fornecedores de cana e mais de 12 mil produtores de cana-de-açúcar.

Resposta do Inpe

Em resposta à equipe do Rural Notícias, o Inpe, instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações respondeu que não tinha conhecimento da referida entrevista concedida por Luciana Gatti.

Segundo o serviço de comunicação social do Instituto, neste momento, a servidora encontra-se em viagem para um congresso científico, de forma que o Inpe aguarda seu retorno para se inteirar sobre o assunto.



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Arroba do boi supera R$ 260 e tendência é de novas altas


O mercado físico do boi gordo teve alta generalizada nos preços nesta terça-feira (17). O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, isso acontece em linha com a posição das escalas de abate, que em grande parte do país permanecem apertadas.

“A demanda aquecida é outro aspecto a ser considerado no curto prazo, em linha com o ritmo acelerado das exportações brasileiras no decorrer do ano, com o país caminhando para um
recorde histórico. O mercado doméstico também conta com avanços do consumo em um ano de alta taxa de ocupação na atividade econômica”, declara.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 261,25

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços acomodados, com menos espaço para reajustes mais consistentes durante a segunda quinzena do mês. A carne bovina vem perdendo competitividade em relação às proteínas concorrentes no decorrer do mês, em especial da carne de frango

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 19,50 por quilo no interior paulista. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 14,75 por quilo no interior de São Paulo. A ponta de agulha permanece cotada a R$ 15,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,41%, sendo negociado a R$ 5,4867 para venda e a R$ 5,4847 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4784 e a máxima de R$ 5,5153.



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AgroNewsPolítica & Agro

Ensaios revelam redução de até 30% nas emissões de gases de efeito estufa na agricultura


Redução exige uma combinação de práticas inovadoras





Foto: Divulgação

Dados divulgados pela BASF mostram avanços no Programa Global de Agricultura de Baixo Carbono, revelando que é possível reduzir em até 30% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em comparação às práticas agrícolas tradicionais. Os testes, realizados entre 2021 e 2023, apontam que essa redução exige uma combinação de práticas inovadoras, tecnologias avançadas e produtos específicos, variando de acordo com a cultura e a região.

Os ensaios, conduzidos em regiões agrícolas estratégicas, envolveram cultivos como soja, milho, arroz, trigo e canola. De acordo com a BASF, a aplicação de fertilizantes otimizados, uso de sistemas digitais para auxiliar na tomada de decisões, estabilizadores de Nitrogênio e sementes de alto rendimento foram alguns dos fatores que contribuíram para o sucesso na redução das emissões, sem comprometer a produtividade.

“A emergência climática é uma realidade que exige adaptações na agricultura. Nosso compromisso é apoiar os agricultores a implementar práticas mais sustentáveis, preservando a produtividade e reduzindo as emissões. Se você ama a agricultura, deve se comprometer com a sustentabilidade”, afirmou Marko Grozdanovic, vice-presidente sênior de Marketing Global da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF.

Os dados revelam que, apesar dos avanços, os agricultores ainda enfrentam desafios, como condições climáticas adversas e o impacto na produtividade. Para continuar explorando soluções inovadoras, a BASF seguirá testando novas práticas e tecnologias por meio de seu programa global, buscando um futuro mais sustentável para o setor.





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Fraude milionária na venda de grãos é apurada pela polícia civil


A Polícia Civil deu continuidade à investigação de uma fraude milionária na venda de grãos, envolvendo um grupo de empresários do agronegócio.

A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em Itapetininga e Pilar do Sul, ambos no interior de São Paulo, nesta terça-feira (17). A informação parte de reportagem do G1.

A operação já está na 4ª fase da operação e, agora, foram descobertas mais vítimas. O prejuízo estimado alcança meio bilhão de reais.

As investigações apuram crimes como lavagem de dinheiro e outros delitos contra a ordem econômica, revelando um núcleo financeiro do grupo composto por quatro empresas ligadas à securitização e comércio de cereais.

Essas empresas seriam responsáveis pela movimentação e ocultação dos ativos provenientes das fraudes.

Denúncias de produtores

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Foto: R.R. Rufino/Embrapa

As investigações da Polícia Civil começaram ainda em 2023, após denúncias de cooperativas, empresas e produtores, alegando prejuízos.

Segundo eles, o grupo estaria comprando grãos acima do normal e repassando-os para terceiros por preços muito abaixo do praticado pelo mercado de commodities agrícolas. Assim, a polícia passou a suspeitar que se tratava de um esquema de pirâmide.

Mandados de busca e apreensão

A quarta fase da operação resultou no cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão em cinco residências e cinco empresas, algumas delas ligadas a pessoas que não estão sob investigação direta, mas que poderiam fornecer documentos úteis ao caso.

Durante as buscas, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, passaportes, documentos, dinheiro e armas de fogo, que passarão por inspeção. Os investigados são Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) e teriam permissão para possuir essas armas.

A ação contou com 56 policiais civis de diversas unidades, como a Seccional de Itapetininga, Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

Polícia prendeu empresário

Em uma fase anterior, em julho, um empresário foi preso por obstrução do inquérito, acusado de tentar influenciar as vítimas a alterarem seus depoimentos em troca de pagamento. Na ocasião, a polícia encontrou duas armas na casa do empresário.



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Projeto de lei propõe novas regras para criação de assentamentos rurais



A deputada federal Coronel Fernanda apresentou, na última sexta-feira (13), um projeto de lei (PL 3558/2024) que propõe reformular as diretrizes para a criação de novos assentamentos rurais no Brasil.

Entre os principais pontos da proposta, está a exigência de que 80% dos assentamentos estaduais e 90% dos municipais estejam ocupados de forma regular por pelo menos dois anos antes que novos assentamentos possam ser criados. Além disso, 70% dos lotes já existentes devem ser produtivos.

Segundo a parlamentar, o objetivo da medida é garantir que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não crie novos assentamentos sem antes regularizar os já existentes.

Produtividade dos assentamentos

A parlamentar também propõe maior transparência, com a obrigatoriedade de o Incra publicar, anualmente, os índices de ocupação e produtividade de todos os assentamentos.

Coronel Fernanda destaca que o projeto busca corrigir falhas no programa de reforma agrária, que, de acordo com ela, tem sido desvirtuado por interesses políticos.

“As terras do nosso país não podem ser usadas por alguns políticos de forma eleitoreira. A reforma agrária é um assunto muito sério para virar o balcão de negócios da esquerda. Precisamos de uma solução definitiva que beneficie quem realmente precisa”, destacou a deputada.

Além de estabelecer critérios mais rígidos para a criação de novos assentamentos, a parlamentar argumenta que a proposta visa melhorar a infraestrutura, a assistência técnica, o crédito rural e a seleção de beneficiários para promover o desenvolvimento agrícola e garantir melhores condições de vida aos trabalhadores rurais.



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Acordo para reconstrução do Rio Grande do Sul é assinado


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinaram, nesta terça-feira (17), um acordo de cooperação para a reconstrução do estado.

O território gaúcho foi fortemente atingido por enchentes nos meses de abril e maio. Dos 497 municípios sul-riograndenses, 478 foram afetados.

A informação foi divulgada pelo governador, após reunião com o presidente, em Brasília. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, na semana passada, ao fazer um balanço das ações federais no estado.

Fundo de obras

Há o compromisso do governo federal de criar um fundo de R$ 6,5 bilhões para obras no Rio Grande do Sul, entre construção de diques, sistemas de proteção e outros estudos.

O objetivo é evitar a necessidade de se renovar a exceções para as regras fiscais, como foi feito este ano para as ações emergenciais. Todo o montante não executado até dezembro deste ano irá para a conta na Caixa ou no BNDES.

De acordo com o governador, o termo assinado hoje foi construído em conjunto, com compartilhamento de informações entre as equipes técnicas e dá suporte a uma portaria assinada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, que cria o conselho de gestão do fundo e dos projetos de contenção das cheias.

O conselho será composto pelo ministro da Casa Civil, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, o governador do estado e por dois secretários do governo gaúcho vinculados à reconstrução.

“O conselho vai fazer o acompanhamento das obras e a gestão da liberação dos recursos, especialmente olhando para as obras de contenção das cheias”, explica Leite.

Recursos federais

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Foto: Ricardo Stuckert/ Agência Brasil

Os recursos do governo federal deverão financiar as obras de contenção de cheias, especialmente da região metropolitana de Porto Alegre, como os diques de proteção do município de Eldorado do Sul e os diques no Arroio Feijó, que protegem Porto Alegre, Alvorada, entre outras cidades.

“É um valor expressivo de recursos que vai ser viabilizado pelo governo federal com execução pelo estado. Então, nós entendemos que era importante ter essa amarração de responsabilidades compartilhadas, onde o governo do estado gerencia, executa as obras, mas tem esse conselho, uma vez que os recursos são federais aportados ao estado”, ponderou.

Ainda segundo Leite, é uma forma de garantir a aproximação das áreas técnicas dos ministérios com as secretarias do estado, “para que a gente possa ultrapassar qualquer gargalo e dificuldade que se apresente ao longo do caminho”.

De acordo com ele, “são obras complexas, que levarão um tempo para serem executadas e, portanto, essa governança é muito importante”.

Comitê científico

O governo do Rio Grande do Sul também estabeleceu um comitê científico para análise dos projetos e já foi indicada uma revisão para o dique de Eldorado do Sul.

“A gente não tem o direito de errar em bilhões. O volume de recurso que será aportado exige uma análise técnica muito bem feita, multidisciplinar, para garantir que a gente possa fazer a execução dessas obras”, disse.

No caso da obra em Eldorado, segundo o governador, as cotas de inundação que foram alcançadas nas enchentes desse ano ultrapassaram aquilo para o que o projeto estava sendo elaborado anteriormente. “Mas são ajustes, não é refazer tudo desde o início”, esclareceu.

Eduardo Leite afirmou, ainda, que a intenção é “identificar o melhor caminho para ele aliviar a burocracia”, possibilitando, inclusive, contratações em regime de emergência.

“Vamos observar, portanto, a partir desse conselho, o que a legislação atual dá guarida, dá suporte para contratações emergenciais e, se for o caso de fazer ajustes, esse próprio conselho vai fazer essa sugestão, de algum ajuste de legislativo para poder garantir a execução da obra”, acrescentou, ressaltando que há preocupação com a celeridade do processo.

Regime especial

Leite ainda reforçou a importância da votação do Projeto de Lei 3117/24, que flexibiliza as regras das licitações públicas para agilizar e dar segurança jurídica aos gestores no enfrentamento de calamidades públicas.

O texto está na Câmara dos Deputados e, segundo o governador, houve o compromisso do presidente da Casa, Arthur Lira, de colocá-lo em votação nesta quarta-feira (18).

“Para nós, é muito importante que essa votação aconteça, porque neste projeto estão tanto regime especial de contratações quanto as subvenções econômicas para os financiamentos tão importantes para o processo de reconstrução. É fundamental isso já votado o quanto antes”, afirmou.

De autoria dos deputados José Guimarães (PT-CE) e Marcon (Pode-RS), as mudanças previstas servirão para outras situações de calamidade pública que vierem a ocorrer no país, considerando o cenário agravante dos incêndios no Pantanal e da seca na Amazônia.

Pelo texto, os contratos firmados com base na futura lei terão duração de um ano, prorrogável por igual período. O gerenciamento de riscos ocorrerá apenas durante a gestão pelo órgão licitador, para acelerar o processo de contratação.

Entre outras ações, o projeto também permite ajustes no contrato inicial que elevem o valor em até 50%, caso necessário.



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Chicago fecha em leve alta por piora nas lavouras americanas e clima seco no Brasil


Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadoria de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira (17) em leve alta, em dia de muita volatilidade. A leve piora nas condições das lavouras americanas, reportes de rendimentos um pouco abaixo do esperado em algumas localidades nos Estados Unidos e a preocupação com o clima seco no Brasil asseguraram os moderados ganhos no final da sessão.

Qualquer tentativa de ganhos mais consistentes é limitada pelo sentimento de ampla oferta mundial, com o avanço da colheita da maior safra da história estadunidense. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta segunda-feira (16) o relatório sobre a evolução das lavouras da soja. Até o dia 15 de setembro, a área colhida estava apontada em 6%. No mesmo período do ano passado, a colheita era de 4%. A média é de 3%.

Lavouras

Lavoura de soja plantioLavoura de soja plantio
Foto: Alzir Pimentel/ Arquivo pessoal

Referente às condições das lavouras, 64% estavam entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular e 11% em condições entre ruins e muito ruins. Na última semana, os índices eram de 65%, 25% e 10%, respectivamente.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,75 centavo de dólar, ou 0,17%, a US$ 10,04 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,23 1/2 por bushel, com perda de 1,25 centavo ou 0,12%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,27% a US$ 323,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 39,11 centavos de dólar, com alta de 0,18 centavo ou 0,46%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Impacto da Índia no mercado de óleo de palma


O aumento das importações e a alta demanda interna na Índia afetam diretamente os pre




A dependência da Índia por importações tem levado o governo a implementar a Missão Nacional de Óleos Comestíveis (NMEO)
A dependência da Índia por importações tem levado o governo a implementar a Missão Nacional de Óleos Comestíveis (NMEO) – Foto: Foto: Portos RS

O óleo de palma, o óleo vegetal mais consumido globalmente, é amplamente utilizado em alimentos e cosméticos. Em 2022/23, o consumo mundial atingiu cerca de 78 milhões de toneladas métricas, com destaque para a Índia, maior importadora global desse produto. A análise de Vipul Bhandari, Head of Desk da Hedgepoint EMEA, revela a importância da Índia no mercado de óleo de palma e os impactos econômicos dessa dinâmica.

O óleo de palma é valorizado por seu alto rendimento, produzindo mais óleo por hectare do que qualquer outra planta oleaginosa, o que contribui para seu baixo custo e alta qualidade. A Índia, apesar de ser o segundo maior consumidor mundial, é apenas o 13º maior produtor, atingindo 305 mil toneladas métricas em 2023, de acordo com o USDA. O país importa mais que o dobro do volume adquirido pela China, destacando-se como um dos principais motores do mercado global.

A dependência da Índia por importações tem levado o governo a implementar a Missão Nacional de Óleos Comestíveis (NMEO), que visa expandir a área cultivada de óleo de palma para reduzir a dependência externa. A meta é cultivar 1 milhão de hectares até 2025 e aumentar a produção para 1,12 milhões de toneladas. A Índia também busca fortalecer acordos com a Malásia para melhorar a cooperação na produção de óleo de palma.

O aumento das importações e a alta demanda interna na Índia afetam diretamente os preços globais do óleo de palma, pressionando os principais exportadores como Indonésia e Malásia. Flutuações nos preços também impactam outros produtos, como o óleo de soja. O governo indiano pode utilizar ferramentas como a redução de taxas de importação para gerenciar o equilíbrio de preços no mercado.
 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Mercado de trabalho dos EUA pode estar próximo de ponto de inflexão, aponta…


Logotipo Reuters

Por Howard Schneider

JACKSON HOLE, Wyoming (Reuters) – Como a inflação caiu rapidamente em 2023 e continuou a desacelerar este ano, autoridades do Federal Reserve ficaram animadas com o fato de que a economia dos EUA parecer estar perdendo força não por meio do aumento do desemprego, mas sim por um declínio no grande número de vagas de emprego que as empresas publicaram durante o pico da escassez de mão de obra da era pandêmica.

No entanto, a economia pode estar agora próxima de um ponto de inflexão em que uma queda contínua nas vagas de emprego se traduzirá em aumentos mais rápidos no desemprego, um argumento a favor de o Fed começar a cortar a taxa de juros para proteger o mercado de trabalho, de acordo com uma nova pesquisa apresentada nesta sexta-feira na conferência econômica anual do Fed de Kansas City em Jackson Hole, Wyoming.

Autoridades enfrentam dois riscos: serem lentos demais para flexibilizar a política monetária, podendo causar um “pouso forçado” com desemprego elevado (…) ou cortar os juros prematuramente, deixando a economia vulnerável” ao aumento da inflação, escreveram os economistas Pierpaolo Benigno, da Universidade de Berna, e Gauti B. Eggertsson, da Universidade de Brown, em seu trabalho de pesquisa. Com base em sua nova análise do mercado de trabalho, “nossa avaliação atual sugere que o primeiro risco supera o segundo”.

Autoridades do Fed parecem ter chegado à mesma conclusão, com a expectativa de que as reduções da taxa de juros de referência do banco central dos EUA comecem na reunião de 17 e 18 de setembro e provavelmente continuem nas sessões seguintes.

A pesquisa sugere, por exemplo, que quando os mercados de trabalho estão frouxos, formuladores de política monetária podem continuar a considerar os choques de oferta como de menor importância para a inflação subjacente e para a política monetária adequada. Eles concluem que é preciso uma combinação de problemas de oferta e mercados de trabalho apertados para gerar o tipo de aumento persistente da inflação que os EUA acabaram de experimentar.

Isso também acrescenta uma dose de cautela a um debate que está em andamento no Fed há anos sobre o que constitui o nível máximo de emprego que é consistente com a meta de inflação de 2% do banco central — o Congresso norte-americano tornou o Fed responsável por ambos os objetivos — e quais riscos os formuladores de política monetária podem precisar assumir com o mercado de trabalho para manter a inflação baixa e estável.

A resposta, sugere a pesquisa, é que isso depende muito da demanda e da oferta de mão de obra subjacentes, que Benigno e Eggertsson captam ao se concentrarem menos na taxa de desemprego em si e mais na proporção de vagas de emprego em relação ao número de pessoas que procuram trabalho.

Quando o número de vagas e o número de pessoas desempregadas que procuram emprego estão próximos do equilíbrio, domar um surto de inflação envolve um grande aumento no desemprego, como aconteceu na década de 1970, quando os EUA tiveram inflação e desemprego altos simultaneamente.

Por outro lado, quando o mercado de trabalho está apertado, com a demanda por trabalhadores alta em relação ao seu número, “o custo da redução da inflação em termos de aumento do desemprego é relativamente baixo”, concluíram os pesquisadores.

A métrica de vagas de emprego para desempregados tornou-se importante nas recentes discussões do banco central dos EUA, um foco dos formuladores de política monetária e do chair do Fed, Jerome Powell, em particular, quando ultrapassou a marca de 2 para 1 durante a reabertura da pandemia da Covid-19, com as empresas publicando dois empregos para cada pessoa disponível.





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Nova frente fria traz mudanças para metade do país; veja quando



Essa semana será marcada pelo retorno de temperaturas mais amenas e chuva na faixa centro-sul do Brasil, de acordo com a Climatempo.

Isso acontece pela ocorrência de uma massa de ar frio, associada a uma nova frente fria, que vai influenciar o clima em diversas regiões, trazendo uma trégua para o calor e o tempo seco.

O fenômeno deixa o ar mais gelado, o que também deve intensificar os ventos.

Ventos fortes

O contraste entre o calor persistente no centro do Brasil e a frente fria que avança pelo litoral vai favorecer a ocorrência de ventos fortes, especialmente nas regiões afetadas pela massa de ar polar.

A partir de quarta-feira (18), a combinação da variabilidade dos ventos em altos níveis da atmosfera e a infiltração marítima trará instabilidade para áreas específicas do Brasil.

Regiões como o extremo sul de Mato Grosso do Sul, a faixa noroeste de Santa Catarina, o centro-oeste do Paraná e o sul e oeste de São Paulo terão chuvas de moderada a forte intensidade.

A condição deve trazer alívio ao tempo seco dessas regiões, que vêm enfrentando uma longa sequência de dias sem precipitação significativa.

Nova frente fria

Na sexta-feira, uma nova frente fria avançará, intensificando ainda mais as instabilidades no sul do Brasil, assim como em Mato Grosso do Sul.

Já no sábado, o sistema deve avançar para o mar. Entretanto, a forte variabilidade dos ventos em altos níveis da atmosfera aumentará as instabilidades em amplas regiões. Com isso, a faixa centro-leste de Mato Grosso do Sul e o Paraná têm previsão de chuva forte e instabilidade ao longo do dia.

O Sudeste também será impactado, com chuvas previstas para o sul e leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e centro-sul do Rio De Janeiro.

Instabilidades persistirão

No domingo, o clima instável continuará, com pancadas de chuva previstas para a faixa leste de Minas Gerais e a região central do Rio de Janeiro, encerrando a semana com mais instabilidade.

Essa mudança no clima promete trazer alívio para as áreas que vêm enfrentando o calor e o tempo seco, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de atenção com os ventos fortes e chuvas intensas em várias regiões.



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