segunda-feira, agosto 3, 2026

Agro

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preço sobe 100% e robusta opera na casa dos R$ 1.500



Os preços do café robusta seguem renovando os recordes reais e, pela primeira vez, vêm fechando acima de R$ 1.500 por saca de 60 kg desde o final da semana passada.

Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de alta nas cotações da variedade é observado desde o último trimestre de 2023, quando o Indicador Cepea/Esalq do robusta operava na casa dos R$ 740/sc – ou seja, de lá para cá, a valorização do café é de 100%.

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Pesquisadores do Cepea relembram que o impulso aos preços do robusta vem do clima adverso, que atrapalhou a safra brasileira e deve derrubar também a produção do Vietnã (maior produtor mundial da variedade).

Além disso, foram verificados problemas com o fluxo de mercadorias através do globo, que encarece o frete e atrapalha os envios da Ásia para a Europa. Ainda de acordo com pesquisadores do Cepea, por usa vez, o início da safra 25/26 brasileira preocupa, tendo em vista o clima seco e quente, tanto nas áreas de arábica quanto de robusta.



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Chuva impulsiona o início do plantio da soja na área da Coopavel (PR)


Após período de seca, a área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua no oeste e sudoeste do Paraná, recebeu chuvas volumosas no último final de semana, garantindo o início da semeadura da soja.

As precipitações começaram no sábado (14) pela manhã, com 20 milímetros. Durante a noite, a chuva apareceu novamente e no domingo se estendeu ao longo do dia. No acumulado, foram 76 milímetros.

Até o momento, a área plantada chega a 1% e pode chegar a 2% ou 3%. Para este ano, a expectativa é que sejam cultivados 411 mil hectares, ante 405 mil hectares em 2023.

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Situação no Paraná

Foto: Pedro Silvestre

No Paraná, a região que inclui o Norte, Noroeste, Oeste e Centro-Oeste do estado, pôde iniciar o plantio da soja a partir do dia 1º de setembro. Embora o plantio tivesse sinal verde para iniciar, a escassez tem atrasado o início da semeadura.

O presidente da Aprosoja-PR, Eduardo Cassiano, comenta que um número reduzido de produtores começou o plantio na última quinta-feira. Essa decisão foi influenciada pela previsão de chuva, que acabou se confirmando em algumas áreas espalhadas pelo estado. Mesmo assim, a maioria dos produtores segue no aguardo de mais chuvas para garantir condições mais favoráveis para o plantio.

Confira o fim do vazio sanitário nas outras áreas do estado:

  • Paraná:
    • Região 1: 21 de junho a 19 de setembro
    • Região 2: 02 de junho a 31 de agosto
    • Região 3: 22 de junho a 20 de setembro



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disparidade entre preços reduz liquidez



A liquidez no mercado do arroz em casca no Rio Grande do Sul está bastante fraca – as exceções são os negócios com destino às exportações. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário se deve à maior disparidade entre os preços de compra e de venda.

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No campo, chuvas intensas que ocorreram em todo o estado na semana passada prejudicaram o transporte do grão e dificultaram a preparação do solo para as atividades de pré-plantio que, em algumas microrregiões sul-rio-grandenses, tende a se iniciar nos próximos dias.

Segundo pesquisadores do Cepea, isso tem gerado preocupações entre os produtores de arroz, devido aos possíveis atrasos no início do cultivo da nova safra.



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Pela 1ª vez o mundo precisa da América Latina, por alimentos e transição energética



O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ex-presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quarta-feira (18) que, pela primeira vez, o mundo precisa da América Latina (AL), por alimentos e transição energética.

“Toda essa posição de investimento em relação à energia não vai subir sem a América Latina. Os minerais estão aqui e a capacidade de gerar energia limpa precisa dos países da América Latina”, frisou, em participação via videoconferência no seminário organizado pelo Lide, em São Paulo.

Goldfajn também salientou a necessidade de mais inovações ligadas à energia e biodiversidade, como estratégia para impulsionar o crescimento e a produtividade. O presidente do BID ainda afirmou que a América Latina é favorecida por ser uma região mais democrática que outras presentes no G20. “Tem menos conflitos e, se tem algo que mudou nos últimos anos, é um pouco mais de estabilidade”, disse. Ele pondera que há exceções, e destaca que a região não tem mais tantos problemas hiperinflacionários.

A percepção da América Latina, disse, é que é uma região em que é possível ter as cadeias de crescimento, que hoje estão muito fragmentadas. Ele destacou que o Brasil está bem posicionado “num ponto muito relevante”, de investimentos climáticos e salientou o papel do setor privado nos investimentos, mas que precisam da atuação do governo para “garantir as regras do jogo e ambiente fértil”.

Goldfajn ainda disse que o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina seria quatro vezes maior se tivesse o mesmo nível de produtividade da Ásia. “A produtividade cresceu 1,4% nas economias avançadas e 2,3% na Ásia emergente”, afirmou. “O que a gente cresceu de 1,6% do PIB de 1960 para cá foi porque acumulou outros fatores, mas não gerou produtividade”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço da banana nanica registra alta em Bom Jesus da Lapa (BA)


A escassez na oferta e a alta qualidade da fruta local foram os principais fatores


Foto: Canva

Os preços da banana nanica em Bom Jesus da Lapa (BA) apresentaram aumento ao longo da semana passada. A escassez na oferta e a alta qualidade da fruta local foram os principais fatores que impulsionaram o valor da variedade na região, onde a demanda esteve aquecida.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a oferta de banana nanica caiu ainda mais na Bahia, o que, aliado à maior procura, elevou os preços. Entre os dias 9 e 13 de setembro, a banana de primeira qualidade foi comercializada a R$ 2,67/kg, um aumento de 10% em comparação com a semana anterior.





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Soja: mercado deve ter preços melhores no Brasil



O cenário está mais favorável para a soja no mercado brasileiro nesta quarta-feira (18). O dólar opera perto da estabilidade, mas Chicago tem bons ganhos neste início de dia. Os prêmios seguem firmes e a comercialização tende a ganhar ritmo com uma possível melhora nos preços domésticos.

Os produtores demonstram preocupação com o início do plantio, especialmente em função do clima seco. Além disso, é importante acompanhar a decisão sobre a política monetária nos Estados Unidos, que pode marcar o início de um ciclo de cortes nas taxas de juros.

Na última terça-feira (17), o mercado apresentou pouca movimentação. Os preços se mantiveram praticamente estáveis, com alguns ajustes negativos pontuais. A Bolsa de Chicago registrou volatilidade, enquanto o dólar apresentou uma queda.

Os produtores optaram por se afastar dos negócios, retendo o produto disponível a espera de
melhores preços. A indústria não consegue cobrir as pedidas dos vendedores. Assim, a comercialização ficou travada.

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Números

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 133,00
  • Na região das Missões (RS), a cotação estabilizou em R$ 132,00 a saca
  • No Porto de Rio Grande (RS), o preço se manteve em R$ 138,00
  • Em Cascavel (PR), a saca permaneceu em R$ 134,00
  • No porto de Paranaguá (PR), o preço não variou: R$ 139,00
  • Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 130,00
  • Em Dourados (MS), o preço decresceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 126,00

Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta aumento da área plantada, de 3%, podendo chegar a 47,401 milhões de hectares em 2024/25. A produtividade tende a apresentar recuperação, após problemas climáticos nos principais estados produtores brasileiros.

A combinação de maior área e melhor desempenho nas lavouras resulta na projeção de uma colheita em torno de 166,281 milhões de toneladas, 12,82% superior à safra 2023/2024.

Chicago

Os contratos com entrega em novembro operam a US$ 10,20 1/2 por bushel, com valorização de 1,44% sobre o dia anterior.

O mercado é impulsionado pelo calor e pela seca no Brasil. Os investidores monitoram as queimadas e a estiagem que afetam o país e que podem ameaçar a semeadura da oleaginosa no maior exportador do grão do mundo.

Além disso, a seca coloca em risco as projeções do governo de uma produção recorde na
próxima temporada.

Prêmios

Os preços Fob da soja subiram na quinta-feira nos portos brasileiros. A combinação de prêmios melhores e alta dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) garantiu a elevação dos referenciais na exportação.

Os prêmios de exportação da soja para outubro estavam em +150 e +170 centavos de dólar sobre Chicago no final da segunda no Porto de Paranaguá.

Para fevereiro de 2024, o prêmio era de +60 a +70. Para março de 2025, o prêmio estava em +25 a +35 pontos, conforme dados de Safras & Mercado.

O preço FOB (flat price) para fevereiro ficou entre US$ 403,90 e US$ 407,60 a tonelada na quarta. No dia anterior, a cotação oscilou entre R$ 401,60 e R$ 407,10.



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Eventos climáticos precisam ser levados em consideração na elaboração do Orçamento, diz presidente



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal precisa levar em consideração episódios como os incêndios e mudanças climáticas para a elaboração do novo orçamento da União. De acordo com ele, há ainda uma série de propostas que a gestão precisa estabelecer no combate aos incêndios, mas nenhuma delas será enviada ao Congresso sem uma discussão prévia com o Parlamento.

“É muito importante que, na hora que a gente for discutir novamente o novo orçamento, a gente vai ter que saber que tem coisa nova que aconteceu e a gente não pode continuar com a mesma regra que a gente tinha estabelecido há tantos e tantos anos”, disse Lula, durante reunião com chefes dos Três Poderes nesta terça-feira (17), no Palácio do Planalto.

“Mudou, o clima mudou, as necessidades das pessoas, mudou a vida das pessoas”, completou o petista. Segundo o chefe do Executivo, é preciso fazer com que o Brasil se transforme numa economia definitivamente desenvolvida e ambientalmente justa.

Sobre os incêndios, Lula afirmou que o governo ainda precisa criar um Conselho Nacional de Emergência Climática, uma Autoridade Nacional Climática e um comitê científico para cuidar de tais coisas. “É preciso que a gente assuma a responsabilidade de que se você não envolver a sociedade, as instituições e mesmo as personalidades da sociedade civil que são especialistas, fica tudo mais fácil”, disse.

“Tenho por hábito que, o que a gente for mandar de projeto de lei para o Congresso Nacional, seja PEC ou não, temos que discutir com os governadores dos Estados, com as lideranças do Congresso Nacional para que a gente tome atitude de nenhum projeto nosso chegar mais cru na Cassa Legislativa e depois a gente passar mais tempo explicando o projeto do que se a gente tivesse explicado”, acrescentou.



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Exportação pode ser carro-chefe de ciclo econômico de crescimento, diz Haddad



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (17) que a exportação pode ser o carro-chefe de um novo ciclo econômico de crescimento. “O setor exportador é muito importante e tende a ser o carro-chefe desse ciclo econômico”, disse,
durante reunião no Palácio do Planalto para anúncios de novos projetos da ApexBrasil.

De acordo com Haddad, há três razões para se pensar sobre isso. A primeira, segundo ele, é porque a reforma tributária vai eliminar a exportação de tributos, que seria um “mal” da economia brasileira.

“Ninguém consegue se livrar da cumulatividade de tributos do nosso atual sistema tributário”, observou o ministro.

“Vocês vão poder trabalhar o preço real da mercadoria em condições de igualdade competitiva com os seus concorrentes que estão instalados em outros países. Então isso vai ser um ganho de produtividade para a economia brasileira que poucos conseguem estimar com precisão, mas ninguém diz que é menos do que 10% do PIB o impacto do crescimento nos próximos anos. Ou seja, se em dez anos a gente ia crescer 2,5%, com a reforma tributária vamos crescer 3,5%. Esse é o efeito da reforma tributária esperado”, argumentou.

Crédito para exportação

A segunda questão apontada pelo ministro é o crédito para exportação. Ele citou a criação de instrumentos inovadores e disse que o cardápio apresentado para financiar o exportador está só está no começo.

“Estamos abrindo a possibilidade de uma integração financeira com os mercados que recebem os nossos produtos e vamos poder financiá-los a baixíssimo custo”, disse, acrescentando que, mesmo com a confirmação da redução das taxas de juros americanas, haverá diversificação das fontes brasileiras de financiamento, com o intuito de buscar os melhores negócios para os produtos domésticos.

Seguro

A terceira menção feita por Haddad foi em relação ao seguro. Ele citou a reestruturação que está sendo feita na Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), depois de a instituição ter entrado na lista de privatizações do governo anterior. “Estava sem pessoal, acanhada. Nós estamos reestruturando a ABGF este ano para ser uma grande promotora de garantias para as exportações brasileiras”, relatou.

De acordo com ele, essa mudança vai impactar, sobretudo, o pequeno e o médio exportador, que no Brasil ainda participa pouco da parte exportadora na comparação com os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“O Brasil pode ampliar muito a sua falta de exportação se o pequeno tiver as garantias que são dadas aos grandes exportadores. E a ABGF está se preparando para esse salto de qualidade envolvendo uma equipe nova, uma reformulação, uma diversificação de produtos para garantir que você tenha um produto de qualidade, você tenha um preço, não vai ser por falta de apoio que você vai deixar de colocar a sua produção no exterior”, discorreu Haddad. “Eu penso que essa questão tributo, crédito e seguro é um tripé muito importante que o Brasil nunca encarou definitivamente para transformar”, continuou.



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Conab e BB assinam acordo para desenvolvimento e divulgação de informações



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco do Brasil (BB) anunciaram nesta terça-feira (17), em, nota a assinatura de um acordo de cooperação técnica para desenvolvimento de informações entre as instituições.

De acordo com o comunicado, o objetivo é desenvolver atividades de colaboração técnico-científica para elaboração e divulgação de informações agropecuárias e participação conjunta em feiras e eventos do agronegócio.

“A partir desta parceria, nós vamos, além de dar uma robustez para os nossos dados, ser mais assertivos. Isso é bom para o nosso produtor, é bom para o governo e também para outros países que dependem do que a gente produz aqui”, afirmou o presidente da Conab, Edegar Pretto, em nota.

O acordo vai abranger as atividades de pesquisa, desenvolvimento, treinamento, transferência de tecnologia para elaboração e divulgação de informações agropecuárias.

Ainda segundo o documento assinado, estão previstas ações promocionais conjuntas em feiras e eventos que as instituições definirem como estratégicas. O acordo tem validade de 36 meses, podendo ser prorrogado mediante a celebração de Termo Aditivo.

“Esta parceria inédita entre Conab e Banco do Brasil vai possibilitar, dentre outras iniciativas, a melhoria de processos e a geração e divulgação de informações com subsídios mais qualificados e enriquecidos, contribuindo para o aprimoramento da previsibilidade e da administração no campo, para o planejamento financeiro, para os controles e a gestão de riscos, para as tomadas de decisão e a atuação em geral nas diversas atividades do dia a dia no campo”, analisou o vice-presidente de agronegócio e agricultura familiar do Banco do Brasil, Luiz Gustavo Braz Lage.

“Acho importante a união de forças e expertise dessas duas grandes instituições, importantes e estratégicas para o país. Temos várias outras oportunidades e vamos avançando nessa parceria.”



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Fed e Copom em direções opostas



Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise do time de economistas do PicPay.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca a chegada da Super Quarta, com decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos, que devem vir em direções opostas.

Enquanto o Fed deve começar o ciclo de cortes, o mercado espera que o Banco Central opte por voltar a subir a Selic.

Nesse cenário, o câmbio teve um alívio mais uma vez.



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