segunda-feira, agosto 3, 2026

Agro

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Café robusta atinge recordes históricos e supera R$ 1.500 por saca






Foto: Pixabay

Os preços do café robusta no Brasil continuam a atingir novos recordes, com a saca de 60 kg fechando acima de R$ 1.500,00 pela primeira vez desde o final da semana passada. O movimento de alta nas cotações, que já era observado desde o último trimestre de 2023, representa uma valorização de 100% em comparação ao preço de R$ 740/sc registrado no período.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o aumento expressivo nos preços do robusta é atribuído a uma série de fatores. O clima adverso prejudicou a safra brasileira e deve impactar também a produção do Vietnã, maior produtor mundial da variedade. Além disso, dificuldades no fluxo global de mercadorias, que elevaram os custos de frete, têm atrapalhado os envios da Ásia para a Europa.

O clima seco e quente nas principais regiões produtoras também gera preocupações quanto à safra brasileira de 2025/26, tanto para o robusta quanto para o arábica.





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Projeção de exportação de 5,866 milhões de t da soja para setembro


O line-up, que representa a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 5,866 milhões de toneladas da soja em grão para o mês setembro. Até o momento, já foram embarcadas 2,931 milhões de toneladas. No mesmo mês do ano passado, as exportações totalizaram 5,547 milhões de toneladas, segundo estimativa.

Já em agosto, foram embarcadas 7,994 milhões de toneladas de soja. Para outubro, a previsão é de 1,584 milhão de toneladas.

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Janeiro a setembro

soja exportação portosoja exportação porto
Foto: Governo Federal

De janeiro a setembro de 2024, o line-up estima um total de embarques de 89,57 milhões de toneladas, em comparação com 87,006 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. A Secretaria do Comércio Exterior (Secex) indica que os embarques no período atingiram 86,454 milhões de toneladas.



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Chuva retorna a algumas áreas do país; confira a previsão do tempo



A previsão do tempo para esta quinta-feira (19) indica que a região Sul deve enfrentar o retorno da chuva, assim como parte do litoral no Nordeste. Há também chance de pancadas em porções do Centro-Oeste.

Outras áreas do país permanecem sob tempo seco e estável, com temperaturas em elevação.

Confira a seguir os detalhes para cada região, na análise dos meteorologistas da Climatempo.

Sul

Instabilidades voltam a atingir a região, trazendo chuvas para boa parte do Rio Grande do Sul e algumas áreas de Santa Catarina.

No leste do Paraná, há possibilidade de chuva isolada. A região continua com temperaturas mais amenas.

Sudeste

O tempo segue estável na região, com sol predominando entre poucas nuvens. As temperaturas devem se elevar no interior de São Paulo e em Minas Gerais, com destaque para umidade relativa do ar atingindo níveis críticos no oeste, norte e noroeste paulista e no Triângulo Mineiro.

A circulação de ventos marítimos pode gerar nuvens de chuva no norte do Espírito Santo.

Centro-Oeste

A estabilidade predomina na região, com sol e poucas nuvens. As temperaturas sobem rapidamente em todos os estados.

Apesar disso, a umidade vinda do norte pode provocar pancadas isoladas no oeste e noroeste de Mato Grosso durante a tarde.

Nordeste

A chuva continua de forma irregular na costa leste da região, com previsão de pancadas no extremo sul da Bahia e em Salvador.

Também há previsão de chuva entre Aracaju e João Pessoa. Nas demais áreas, o tempo segue estável e quente.

Norte

A chuva ganha força em Rondônia, enquanto o Amazonas mantém tempo instável com possibilidade de pancadas isoladas ao longo do dia. No norte do Acre também pode chover.

Nos demais estados, o tempo será estável, marcado por altas temperaturas.



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Como está o início do plantio da soja no estado do Pará?



O estado do Pará teve sinal verde para o início da semeadura da soja em algumas regiões a partir do dia 16 de setembro. Entretanto, de acordo com Vanderlei Silva Ataides, presidente da Aprosoja-PA, a atual situação climática da região não é favorável.

Segundo Ataides, o estado possui três épocas de semeadura, cada uma delas crucial para a produção agrícola. A região Sul, por exemplo, enfrenta um clima seco, com a previsão de atraso nas chuvas que normalmente iniciariam o ciclo de plantio.

A falta de umidade adequada é um fator determinante para o sucesso das lavouras, e a escassez de chuvas tem gerado apreensão entre os agricultores. Muitos se encontram em uma situação de incerteza, hesitando em plantar sem a certeza de que a chuva chegará.

O presidente destaca que “ninguém vai plantar sem previsão de chuvas firmadas”, enfatizando a importância de condições climáticas estáveis para o início das atividades agrícolas.

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Rio Tapajós

Outro ponto crítico é a situação do Rio Tapajós, que, segundo Ataides, está apresentando uma queda preocupante de 7 cm por dia em seu nível. O Rio Tapajós é vital para a irrigação das plantações e para o transporte de insumos e produtos. Com a redução do nível das águas, as dificuldades se ampliam, colocando em risco a produção agrícola.



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Em Ponta Grossa (PR), plantio da soja deve iniciar nos próximos dias


O plantio da soja nos municípios que englobam o núcleo de Ponta Grossa do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná está previsto para iniciar no próximo dia 20.

Conforme o economista Luiz Alberto Vantroba, as atividades de plantio devem ser incipientes neste primeiro momento, representando menos de 5% da área até o início de outubro.

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Estratégia dos produtores

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Foto: Marcelo Lara/Canal Rural

Alguns produtores optam por realizar o plantio antecipado para possibilitar a colheita da safrinha do milho posteriormente. O volume maior de plantio deve ocorrer a partir de 10 de outubro. Historicamente, o período de plantio era padronizado entre 15 de outubro e 15 de novembro, mas muitos agricultores têm adiantado suas atividades,

A expectativa é que a área destinada ao cultivo da soja atinja cerca de 500 mil hectares, apresentando um leve aumento em relação ao ano passado. Essa tendência reflete um cenário otimista para a safra, com produtores se adaptando às novas dinâmicas de mercado e clima.



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Em Ponta Grossa (PR), plantio da soja deve iniciar nos próximos dias


O plantio da soja nos municípios que englobam o núcleo de Ponta Grossa do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná está previsto para iniciar no próximo dia 20.

Conforme o economista Luiz Alberto Vantroba, as atividades de plantio devem ser incipientes neste primeiro momento, representando menos de 5% da área até o início de outubro.

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Estratégia dos produtores

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Foto: Marcelo Lara/Canal Rural

Alguns produtores optam por realizar o plantio antecipado para possibilitar a colheita da safrinha do milho posteriormente. O volume maior de plantio deve ocorrer a partir de 10 de outubro. Historicamente, o período de plantio era padronizado entre 15 de outubro e 15 de novembro, mas muitos agricultores têm adiantado suas atividades,

A expectativa é que a área destinada ao cultivo da soja atinja cerca de 500 mil hectares, apresentando um leve aumento em relação ao ano passado. Essa tendência reflete um cenário otimista para a safra, com produtores se adaptando às novas dinâmicas de mercado e clima.



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Governo anuncia R$ 514 milhões para combater incêndios florestais


Até esta quarta-feira (18), o governo liberará um crédito extraordinário de R$ 514 milhões para combater os incêndios florestais que se alastram pelo país. O anúncio foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e pela ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, em reunião entre representantes dos Três Poderes para discutir as ações de combate às queimadas.

Os recursos, informou Costa, serão distribuídos em diversos ministérios e serão usados para a aquisição de equipamentos e para a execução de medidas no curto prazo. A medida provisória com o crédito extraordinário deve ser editada nas próximas horas.

De acordo com a Casa Civil, uma parte dos recursos será destinada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas para reforçar o monitoramento e enfrentamento às queimadas. Com o dinheiro extra, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) poderão contratar brigadistas e alugar viaturas e aeronaves.

Também receberão o dinheiro a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança Pública, para reforçar as investigações e a repressão ao crime ambiental. A verba também será distribuída às Forças Armadas, para operações de apoio na extinção das chamas. Outra parte dos recursos será empregada na compra de cestas básicas e de alimentos às famílias da Região Norte afetadas pela baixa dos rios.

Segundo o ministro da Casa Civil, o dinheiro será aplicado em parceria com os estados e os municípios. Na próxima quinta-feira (19), o governo federal pretende reunir-se com os 27 governadores para ouvir as demandas e os pedidos de ajuda para traçar um diagnóstico, acrescentou Rui Costa.

O valor já havia sido informado ao Supremo. No domingo (15), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou um orçamento especial para o enfrentamento às mudanças climáticas. O governo poderá abrir um crédito extraordinário, que por definição está fora das metas fiscais, sem correr o risco de que o dinheiro seja reincluído nelas, caso a medida provisória seja rejeitada ou não seja votada a tempo.

Ainda nesta semana, afirmou Costa, o governo enviará outra medida provisória para simplificar a liberação de recursos do Fundo Amazônia pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Realizado no fim da tarde desta terça-feira (17), no Palácio do Planalto, em Brasília, o encontro teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos presidentes do STF, Luís Roberto Barroso; do Senado, Rodrigo Pacheco; e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O encontro também reuniu ministros do governo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e representantes da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Conselho Nacional de Segurança Climática

A ministra Marina Silva informou que o governo avalia propostas de criação de um Conselho Nacional de Segurança Climática e de um Plano de Prevenção de Efeitos Climáticos Extremos.

“Há pouco, nós conversávamos, e o senhor [presidente Lula] teve uma ideia de que, do mesmo jeito que o senhor criou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar, o senhor gostaria de que estudássemos a possibilidade, de caráter de urgência, celebrando essa reunião com os Poderes, o Conselho Nacional de Segurança Climática”, disse.

Para Marina, o conselho terá papel importante ao articular diferentes setores da sociedade.
“Acho que isso é uma grande sacada que o senhor teve, porque nós temos o pacto com os Poderes, nós vamos poder reunir o Superior Tribunal de Justiça, a Câmara dos Deputados, o Congresso, a sociedade, o setor empresarial, e poder apresentar recomendações para que mais que mitigar, mais que adaptar e nos preparar, nós possamos transformar o nosso país”, acrescentou. O plano de prevenção, informou a ministra, está sob análise da Casa Civil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de algodão em pluma segue lento


Dificuldade na negociação está relacionada a qualidade do produto





Foto: Canva

O mercado de algodão em pluma no Brasil continua com um ritmo de negócios lento, impactado pela falta de sintonia entre a qualidade dos lotes e os preços praticados. Enquanto os agentes do setor priorizam o cumprimento de contratos já firmados, muitos comerciantes enfrentam dificuldades para encontrar algodão que atenda às especificações de qualidade desejadas, mesmo com a disposição de pagar valores mais altos.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a dificuldade na negociação está relacionada tanto à qualidade do produto disponível quanto à disparidade entre os valores ofertados e pedidos. Alguns vendedores mostram flexibilidade nos preços, mas muitos compradores ainda oferecem valores abaixo do esperado.

De acordo com estimativas da Conab, a produção brasileira de algodão deve crescer 15,1%, alcançando 3,654 milhões de toneladas. Globalmente, o USDA prevê um aumento de 2,5% na safra 2024/25, com o Brasil se mantendo na liderança das exportações, com um market share de 29%.





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Brasil agora pode exportar feno e fibra de coco para o Canadá



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a abertura de mercados no Canadá para exportações de feno e fibra de coco do Brasil. Em nota publicada nesta quarta-feira (18), o ministério afirma “que recebeu com satisfação o anúncio, pelas autoridades sanitárias canadenses”.

Com a aprovação, a importação de feno para alimentação animal e de fibra de coco do Brasil não exigirá necessidade de certificação fitossanitária.

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Essa não é a primeira vez no ano em que ocorre uma abertura de mercado entre os dois países. Ainda em 2024, o Canadá autorizou a entrada de grãos secos de destilaria (DDG ou DDGS), gelatina e colágeno de origem suína, e mastigáveis de origem aviária, caprina e bovina de origens brasileiras para o país.

Segundo o Mapa, nos primeiros sete meses deste ano, o Brasil exportou mais de US$ 604 milhões em produtos agrícolas para o Canadá.

O ministério também comemorou a 112ª abertura de mercado em 2024. “Com essas novas autorizações, o agronegócio brasileiro atinge a sua 112ª abertura de mercado em 2024, totalizando 190 aberturas em 58 destinos desde o início de 2023”.



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Força Nacional combaterá incêndios florestais em seis estados


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, autorizou, nesta quarta-feira (18) o uso da Força Nacional de Segurança Pública em municípios dos estados do Amazonas, do Pará, de Rondônia, de Mato Grosso, de Roraima e do Acre para atuar no combate a incêndios florestais, por 90 dias.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O texto explica que os profissionais da Força Nacional vão trabalhar em articulação com os órgãos de segurança pública e defesa social destes seis estados e da União, bem como com os órgãos e entidades públicas responsáveis pela proteção do meio ambiente, nestas localidades.

Especificamente, os efetivos de polícia judiciária e de polícia técnico-científica da Força Nacional de Segurança Pública atuarão em apoio às polícias civis dos estados e à Polícia Federal na investigação e combate das causas de surgimento de incêndios por ação humana.

Os municípios que contarão com o emprego da Força Nacional são:

  • Amazonas: Apuí, Boca do Acre, Humaitá, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã;
  • Pará: Altamira, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu;
  • Rondônia: Candeias do Jamari, Nova Mamoré e Porto Velho;
  • Mato Grosso: Aripuanã, Colniza e Nova Maringá;
  • Roraima: Caracaraí; 
  • Acre: Feijó.

A quantidade de agentes ainda será definida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.



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