segunda-feira, agosto 3, 2026

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R$ 514 milhões para combater incêndios florestais


Até esta quarta-feira (18), o governo liberará um crédito extraordinário de R$ 514 milhões para combater os incêndios florestais que se alastram pelo país. O anúncio foi feito há pouco pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e pela ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, em reunião entre representantes dos Três Poderes para discutir as ações de combate às queimadas.

Os recursos, informou Costa, serão distribuídos em diversos ministérios e serão usados para a aquisição de equipamentos e para a execução de medidas no curto prazo. A medida provisória com o crédito extraordinário deve ser editada nas próximas horas.

De acordo com a Casa Civil, uma parte dos recursos será destinada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas para reforçar o monitoramento e enfrentamento às queimadas. Com o dinheiro extra, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) poderão contratar brigadistas e alugar viaturas e aeronaves.

Também receberão o dinheiro a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança Pública, para reforçar as investigações e a repressão ao crime ambiental. A verba também será distribuída às Forças Armadas, para operações de apoio na extinção das chamas. Outra parte dos recursos será empregada na compra de cestas básicas e de alimentos às famílias da Região Norte afetadas pela baixa dos rios.

Segundo o ministro da Casa Civil, o dinheiro será aplicado em parceria com os estados e os municípios. Na próxima quinta-feira (19), o governo federal pretende reunir-se com os 27 governadores para ouvir as demandas e os pedidos de ajuda para traçar um diagnóstico, acrescentou Rui Costa.

O valor já havia sido informado ao Supremo. No domingo (15), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou um orçamento especial para o enfrentamento às mudanças climáticas. O governo poderá abrir um crédito extraordinário, que por definição está fora das metas fiscais, sem correr o risco de que o dinheiro seja reincluído nelas, caso a medida provisória seja rejeitada ou não seja votada a tempo.

Ainda nesta semana, afirmou Costa, o governo enviará outra medida provisória para simplificar a liberação de recursos do Fundo Amazônia pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Realizado no fim da tarde desta terça-feira (17), no Palácio do Planalto, em Brasília, o encontro teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos presidentes do STF, Luís Roberto Barroso; do Senado, Rodrigo Pacheco; e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O encontro também reuniu ministros do governo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e representantes da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Conselho Nacional de Segurança Climática

A ministra Marina Silva informou que o governo avalia propostas de criação de um Conselho Nacional de Segurança Climática e de um Plano de Prevenção de Efeitos Climáticos Extremos. “Há pouco, nós conversávamos, e o senhor [presidente Lula] teve uma ideia de que, do mesmo jeito que o senhor criou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar, o senhor gostaria de que estudássemos a possibilidade, de caráter de urgência, celebrando essa reunião com os Poderes, o Conselho Nacional de Segurança Climática”, declarou.

Para Marina, o conselho terá papel importante ao articular diferentes setores da sociedade. “Acho que isso é uma grande sacada que o senhor teve, porque nós temos o pacto com os Poderes, nós vamos poder reunir o Superior Tribunal de Justiça, a Câmara dos Deputados, o Congresso, a sociedade, o setor empresarial, e poder apresentar recomendações para que mais que mitigar, mais que adaptar e nos preparar, nós possamos transformar o nosso país”, acrescentou. O plano de prevenção, informou a ministra, está sob análise da Casa Civil.





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Projeto de Lei exige dados anuais do INCRA


O Projeto de Lei (PL 3558/2024) foi apresentado pela deputada Coronel Fernanda




O Projeto de Lei (PL 3558/2024) foi apresentado pela deputada Coronel Fernanda
O Projeto de Lei (PL 3558/2024) foi apresentado pela deputada Coronel Fernanda – Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A deputada Coronel Fernanda (PL-MT) apresentou o Projeto de Lei (PL 3558/2024) na Câmara dos Deputados, que propõe novas regras para a criação de assentamentos rurais. Segundo a proposta, novos assentamentos só poderão ser autorizados se 80% dos assentamentos estaduais e 90% dos municipais estiverem ocupados por dois anos e 70% dos lotes existentes forem produtivos.

“Não podemos permitir que o INCRA continue criando assentamentos sem uma regularização clara. O Estado tem o dever de regularizar todos os assentamentos já existentes antes de distribuir novas terras, sem a intenção real de concluir a reforma agrária”, afirmou Coronel Fernanda.

O Projeto de Lei (PL 3558/2024), apresentado pela deputada Coronel Fernanda, também exige que o INCRA publique anualmente os índices de ocupação e produtividade de todos os assentamentos, promovendo mais transparência. A deputada afirmou que a aprovação do projeto será um marco para a reforma agrária, focando na regularização e garantia de direitos dos trabalhadores rurais. Dados do INCRA mostram que, desde o início do programa, 88 milhões de hectares foram distribuídos e mais de 9 mil assentamentos foram criados, mas problemas de produtividade e ocupação plena indicam que a política pública tem sido desviada para interesses políticos e eleitorais.

“As terras do nosso país não podem ser usadas por alguns políticos de forma eleitoreira. A reforma agrária é um assunto muito sério para virar o balcão de negócios da esquerda. Precisamos de uma solução definitiva que beneficie quem realmente precisa”, destacou a deputada.

   





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Mercado canadense abre espaço para feno e fibra de coco do Brasil


Mercado canadense também abriu suas portas para outros produtos agrícolas do Brasil





Foto: Mapa

O Brasil recebeu a aprovação, pelas autoridades sanitárias canadenses, para a importação de feno para alimentação animal e fibra de coco brasileiros, sem a necessidade de certificação fitossanitária. Esse avanço ocorre após um início de ano promissor, com o país já registrando exportações agrícolas para o Canadá que ultrapassam a marca de US$ 604 milhões nos primeiros sete meses de 2024.

Além das novas autorizações, o mercado canadense também abriu suas portas para outros produtos agrícolas do Brasil em 2024, incluindo grãos secos de destilaria (DDG ou DDGS), gelatina e colágeno de origem suína, além de mastigáveis de origem aviária, caprina e bovina.

Essas novas autorizações marcam a 112ª abertura de mercado conquistada pelo agronegócio brasileiro em 2024, elevando o total para 190 novas aberturas em 58 destinos desde 2023. 





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Entrevista – Brasil já é 2ª maior mercado de gigante dos agroquímicos


Neste ano de 2024, a operação brasileira da Albaugh avançou para se tornar a segunda região com maiores vendas em toda a companhia. Com mais de 50 produtos em comercialização, a empresa planeja lançar mais de 5 produtos ao ano nos próximos anos. Confira a entrevista exclusiva com o presidente e CEO da Albaugh Brasil e Paraguai, Cesar Rojas, no momento em que a empresa completa 45 anos.

Poderia resumir como começou a história da Albaugh no setor de agroquímicos?

Cesar Rojas – A Albaugh nasceu nos Estados Unidos fundada pelo produtor rural e empresário Dennis Albaugh, na cidade de Ankeny, Iowa, em 1979. Ele fundou a empresa com um propósito visionário: tornar-se a alternativa preferida pelos agricultores e parceiros da distribuição em defensivos, entregando produtos de alta qualidade, além de ótimo atendimento e o melhor custo-benefício.  A dedicação de Dennis Albaugh a esse objetivo transformou o que antes era uma operação local em uma companhia global, presente em mais de 80 países, com 13 fábricas, incluindo a nossa, no Brasil, e mais de 150 ativos comercializados em um crescente portifólio.

Qual a posição da Albaugh hoje no setor de defensivos agrícolas em caráter global?

Cesar Rojas – Estamos posicionados entre as 10 maiores companhias de defensivos agrícolas. A Albaugh segue uma estratégia de produção dos produtos nos países que possui comercialização para garantir a qualidade dos produtos e o serviço adequado aos produtores. A presença global de nossa empresa se divide em seis regiões de negócios e, entre estas, o Brasil se destaca pela rapidez em consolidar-se entre as top 10 (e não é a décima) do mercado brasileiro em menos de dez anos, atuar a nível nacional, ser reconhecida pelos agricultores e distribuidores como uma empresa que transmite confiança além de ter o portfólio mais completo da indústria.

Como e quando a Albaugh chegou ao Brasil?

Cesar Rojas – Em 2015, a Albaugh comprou a empresa Consagro, propriedade da FMC agregando um portfólio que alavancou o início de suas operações no Brasil em 2016, seguindo o sucesso obtido nos Estados Unidos. Ressaltemos que a Albaugh Brasil surgiu ancorada nos mesmos princípios e valores criados por seu fundador. 

Qual o cenário atual da Albaugh no Brasil?

Cesar Rojas – No território nacional, a Albaugh mantém uma das mais modernas unidades industriais de agroquímicos do país, na qual produz inseticidas, fungicidas e herbicidas. A planta concentra toda a produção destinada ao mercado local e exportações às empresas do grupo. É também conhecida, globalmente, pela ampla capacidade de manufatura de fungicidas cúpricos. Além do parque produtivo, o complexo industrial da Albaugh Brasil abriga dois laboratórios, para desenvolvimento de formulações e controle de qualidade. Mantém, ainda, uma área de vegetação nativa e protegida, que corresponde a mais de 30% da área total do complexo. 

Em termos de resultados, neste ano (2024), a operação do Brasil avançou para a segunda região com maiores vendas em toda a companhia. Hoje, no Brasil, temos um dos mais abrangentes portfólios do segmento, com mais de 50 produtos em comercialização e não estamos acomodados com o que temos, temos um pipeline que nos permitirá lançar mais de 5 produtos ao ano nos próximos anos para cada vez mais trazer alternativas aos nossos clientes. Seguiremos crescendo, investindo em nossas pessoas e na estrutura do negócio, conforme nosso plano estratégico.

Quais as culturas-chave para o negócio da Albaugh no Brasil?

Cesar Rojas – Reconhecida no mercado brasileiro pela expansão contínua de portfólio, em todas as categorias de agroquímicos, a Albaugh atende principalmente aos cultivos de soja, milho, algodão, café, citros, cana-de-açúcar, feijão, trigo, pastagens, arroz e sorgo. Recentemente, conquistou posição estratégica na área de inseticidas. Com lançamentos em série, consolidou uma oferta acima de 20 soluções do gênero, entre estas marcas já reconhecidas pelo agricultor, como Afiado®, Krypto® para soja e milho, Porcel® na cana de açúcar.

De agora para o futuro, como o sr. vê as perspectivas de crescimento para a companhia?

Cesar Rojas – Em apenas oito anos, a Albaugh Brasil é a empresa que mais cresceu no segmento, conquistando espaço entre as líderes e tornando-se atrativa para profissionais do agro. Hoje, a operação local conta com mais de 300 pessoas e diversas equipes atuantes em todo o país. Possuiu três diretorias comerciais e regionais de venda especializadas conforme o modelo comercial do cliente e as culturas-foco, atuando em todo o território nacional. Temos no campo uma equipe de desenvolvimento de mercado totalmente dedicada, com pessoas específicas que focam em cada uma dessas regionais e em seus clientes.

Enxergamos o negócio com um enorme potencial para competir com os principais players do setor em todas as culturas. Nossas soluções agroquímicas entregam resultados ao produtor com uma relação custo-benefício diferenciada. Passamos a oferecer formulações mais concentradas comparativamente aos tratamentos-padrão em diversas culturas e isso tem nos diferenciado no mercado. Estamos firmes no propósito de ser a melhor “alternativa” do agricultor brasileiro e distribuidores, em face dos diferenciais competitivos que podemos entregar a ele.

Poderia falar um pouco da cultura da empresa, daquilo em que ela acredita dentro e fora do Brasil?

Cesar Rojas – Temos um mantra na Albaugh: priorizar, simplificar e implementar. Juntamente aos valores da nossa empresa, esse mantra define o nosso jeito de ser e molda nossa cultura. Saber priorizar é assegurar o foco naquilo que é importante para a satisfação do nosso cliente. Saber simplificar nos confere agilidade para responder as demandas do mercado no momento certo e trazer agilidade em nossa operação. 

Por sua vez, implementar refere-se a nossa entrega, com o compromisso da qualidade, preços competitivos e excelência no atendimento. É manter sempre o foco na construção da confiança perante os clientes e as comunidades com as quais nos relacionamos. Também colocamos a sustentabilidade em tudo o que fazemos, sendo esse também um dos nossos valores intrínsecos. Procuramos minimizar o impacto no meio ambiente e criamos oportunidades para pensar diferente e obter melhores resultados. Um exemplo disso se dá em nosso próprio Complexo Industrial: usamos 100% da energia de nossa unidade industrial vindas de fontes renováveis.





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Entulho e excesso de umidade ainda impactam lavouras de arroz no RS



Com a proximidade da semeadura do arroz, produtores do Rio Grande do Sul ainda enfrentam dificuldades com as áreas afetadas pelas enchentes de maio. Muito entulho e excesso de umidade podem impactar o começo da safra no estado, maior produtor do cereal no país.

O período ideal de plantio é de 15 de setembro a 20 de outubro. Contudo, a cultura precisa de luminosidade para produzir de forma satisfatória e esse auge deve acontecer apenas nos meses de maior incidência solar, como janeiro.

Assim, os trabalhos em campo do ciclo 2024/25 começaram de forma tímida em território gaúcho.

“Deixei 35 hectares por colher. Ficou entre 5 a 6 mil sacas de arroz no silo molhado, vários dias sem energia. Ajeitamos gerador para seguir em frente, senão ia perder o restante”, diz o produtor Alexandre Peserico.

Marcas das enchentes na região central

Pouco mais de quatro meses após a enchente, as marcas dela ainda estão bastante vivas em Agudo, região central do Rio Grande do Sul. Uma ponte seca que ligava o município a outros da quarta colônia foi embora com a força do rio. Quando a água baixou, deixou um cenário de destruição nas lavouras de arroz da região.

Agora, as máquinas trabalham para limpar áreas e valetas de irrigação e, assim, nivelar as quadras novamente. Produtores relatam que parte das lavouras também está assoreada. A região central é uma das mais importantes na produção do cereal.

O produtor Alexandre calculou dois milhões de reais em perdas e não sabe como manter as lavouras. “Eu tenho que manter a mesma área porque as contas estão chegando, então não posso diminuir. Teria até que aumentar [a área] para ver se consigo pagar as contas. O maior desafio desse ano será o preparo do solo, as bombas de irrigação e vários fatores, como a parte elétrica que tem que refazer e a manutenção das bombas.

Área de arroz na safra 24/25

O Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) estima a área destinada ao arroz para a safra 2024/25 em 948 mil hectares, alta de 5% em comparação com a temporada passada.

Isso ocorre porque muitos produtores devem optar novamente pelo arroz ao invés da soja na várzea, visto que a oleaginosa sofreu grandes perdas nessas regiões.

O presidente da Federraroz, Alexandre Velho, afirma que muitas áreas estão com problemas de erosão. “Tem algumas áreas que o produtor vai ter dificuldade em plantar nessa safra. Até me surpreende um pouco esse número do Irga de aumento na região central porque, se isso se confirmar, teremos a substituição dessas áreas por outras”.



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Copom eleva juros básicos da economia para 10,75% ao ano


A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

A última alta dos juros ocorreu em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano. Após passar um ano nesse nível, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano.

Fatores que motivaram a alta

Em comunicado, o Copom justificou a alta dos juros baseada nos seguintes fatores:

  • Resiliência na atividade econômica;
  • Pressões no mercado de trabalho;
  • Hiato do produto positivo (economia caminhando para consumir mais que a capacidade de produção);
  • Alta das estimativas para a inflação e desancoragem das expectativas de inflação

Em relação ao futuro, o texto foi vago sobre a intensidade e a duração do ciclo de alta dos juros.

“O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo ora iniciado serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, informou o Copom.

Taxa de inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou negativo em 0,02%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda no preço da energia puxou o índice para baixo, mas o alívio na inflação é temporário.

As tarifas de luz subirão a partir de setembro por causa da bandeira tarifária vermelha. Além disso, a seca prolongada terá impacto no preço dos alimentos. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o choque de oferta de alimentos não seja resolvido por meio de juros.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,24% em 12 meses, próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2024 em 4%, mas a estimativa pode mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de setembro.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,35%, perto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,22%.

Pela primeira vez, o comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,3% em 2024, 3,7% em 2025 e 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

Crédito mais caro

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Foto: Mapa

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.

No último Relatório de Inflação, o Banco Central aumentou para 2,3% a projeção de crescimento para a economia em 2024, mas o número deve ser revisado após o crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.

O mercado projeta crescimento bem melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,96% do PIB em 2024.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.



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Uso de aviões agrícolas para combate a incêndios aumenta 50% no Brasil 



O uso de aviação agrícola para combate aos incêndios florestais aumentou em 50% neste ano no Brasil, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

A temporada das secas e das queimadas coincide com a entressafra agrícola na maior parte do território, justamente o período em que a frota aeroagrícola fica ociosa e mais disponível para os plantões.

“São mais de 15 milhões de litros de água já lançados em vários estados pelos aviões. São mais de 60 empresas associadas ao Sindag que, neste momento, estão trabalhando no combate aos incêndios florestais”, declara o diretor executivo do Sindicato, Gabriel Colle.

Segundo ele, o combate às chamas é sempre coordenado pelos bombeiros que estão em solo. “A atuação agrícola é acionada quando necessária, tanto pelos governos municipais, estaduais e até federal e, em várias situações, também por produtores rurais e empresas que têm as brigadas aéreas organizadas para os momentos de crise”, sintetiza.

Ação conjunta

Esse é o caso do produtor rural Jorge Toledo, sócio-proprietário de uma empresa de aviação agrícola em Monções, no interior de São Paulo. Ele também sentiu o aumento da procura dos aviões. “Temos clientes que todo o ano mantém a aeronave em plantão, ou seja, qualquer ameaça de incêndio a aeronave já está em cima, então possuem uma efetividade maior no controle”.

De acordo com ele, existem clientes que só acionam o serviço após o início do fogo. “Assim é um pouco mais limitado porque o avião sozinho não é capaz de apagar o fogo, mas ele tira a energia do fogo, então é preciso ter uma boa brigada em solo, com comunicação”.

O diretor do Sindag destacou que a questão do combate aos incêndios com as aeronaves é algo que está cada ano mais organizado e profissionalizado.

“As empresas estão muito bem preparadas, com pilotos treinados e, mais que isso, com as aeronaves equipadas para que estejam sempre à disposição, para atenderem o chamado, porque o grande objetivo é trabalhar na prevenção e na preservação do meio ambiente”.

No momento do combate, o piloto precisa ser muito preciso na ação, já que a aeronave abre a comporta hidráulica e despeja cerca de dois mil litros de líquido gerador de espuma (LGE) de uma vez só.



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Preços do boi disparam com aumento da demanda para exportação


O mercado físico do boi gordo teve intensificação das altas nos preços da arroba nesta quarta-feira (18).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a posição ainda desconfortável das escalas de abate.

Mesmo nesse ambiente de oferta mais restrita, os frigoríficos não trabalham com maior ociosidade.

“O abate no mês de agosto sinaliza essa tendência. Portanto, a grande variável para justificar o acelerado movimento de alta está nas questões que envolvem a demanda, em particular a demanda para exportação, com volumes impressionantes de carne bovina exportados na atual temporada”, assinalou Iglesias.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 266,68.

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista apresenta alguma alta dos preços no decorrer da semana. O ambiente de negócios ainda aponta para menor espaço para reajustes no curto prazo.

Isso acontece em linha com uma demanda mais comedida no decorrer da segunda quinzena do mês. “Importante destacar que a carne bovina vem perdendo competitividade ao longo do mês se comparado as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne de frango”, disse Iglesias.

O quarto traseiro permanece no patamar de R$ 19,50 por quilo. A ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00 por quilo. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 15,15 por quilo, alta de R$ 0,40.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,47%, sendo negociado a R$ 5,4608 para venda e a R$ 5,4588 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4114 e a máxima de R$ 5,4966.



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Mercado de arroz enfrenta baixa liquidez no Rio Grande do Sul, com exceção das exportações


Cenário é marcado por disparidade entre os preços de compra e venda





Foto: Divulgação

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul tem registrado fraca liquidez, com negócios limitados principalmente às exportações. O cenário é marcado por disparidade entre os preços de compra e venda, o que tem dificultado a realização de novas negociações no mercado interno.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as intensas chuvas da última semana agravaram a situação, afetando o transporte do grão e atrasando a preparação do solo para as atividades de pré-plantio.

Algumas microrregiões do estado já deveriam iniciar o processo nos próximos dias, mas os produtores estão preocupados com possíveis atrasos na nova safra, o que pode impactar o cronograma de plantio.





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Brasil tem preços mistos e poucos negócios nesta quarta-feira



O mercado brasileiro da soja registrou poucos negócios nesta quarta-feira (18), com preços mistos ao longo do dia. A Bolsa de Chicago apresentou volatilidade, ganhando força após o anúncio do corte na taxa de juros pelo banco central dos Estados Unidos.

O dólar caiu, mas essa movimentação não teve impacto relevante sobre as cotações. Foram registrados negócios para a nova safra, com pagamento em fevereiro, mas os volumes foram pouco expressivos.

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Números

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos manteve-se em R$ 133,00
  • Na região das Missões (RS), a cotação estabilizou em R$ 132,00 por saca
  • No Porto de Rio Grande (RS), o preço permaneceu em R$ 138,00
  • Em Cascavel (PR), a saca desvalorizou de R$ 134,00 para R$ 133,50
  • No porto de Paranaguá (PR), o preço subiu de R$ 139,00 para R$ 139,50
  • Em Rondonópolis (MT), a saca continuou em R$ 130,00.
  • Em Dourados (MS), o preço aumentou de R$ 127,00 para R$ 128,00
  • Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 126,00 para R$ 128,00

Chicago

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em alta. As preocupações com o clima seco em partes do Brasil sustentaram os preços durante a maior parte do dia, e os ganhos se acentuaram perto do final da sessão após o corte de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros dos Estados Unidos.

A falta de chuvas em algumas regiões do cinturão produtivo brasileiro pode atrasar o plantio da nova safra, mas ainda é cedo para prever qualquer tipo de perda no potencial produtivo. Ontem, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicou que a safra 2024/25 poderá alcançar 166 milhões de toneladas, a maior da história.

Antes do fechamento, o mercado estava dividido sobre o tamanho do corte na taxa de juros, se de 0,25 ou 0,50 ponto. Juros mais baixos normalmente resultam em menor aversão ao risco e em fluxo de capital para ações e commodities, o que inicialmente animou o mercado.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam em alta de 8 centavos de dólar, ou 0,79%, a US$ 10,14 por bushel. A posição de janeiro teve cotação de US$ 10,32 por bushel, com ganho de 7,25 centavos ou 0,70%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,10, ou 0,03%, a US$ 321,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 40,31 centavos de dólar, com alta de 0,43 centavo, ou 1,07%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,47%, negociado a R$ 5,4608 para venda e a R$ 5,4588 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4114 e a máxima de R$ 5,4966.



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