segunda-feira, agosto 3, 2026

Agro

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competitividade da carne sobe frente a boi, mas cai em relação a frango



Os preços médios das carnes suína, de frango e de boi vêm registrando altas no mercado atacadista da Grande São Paulo neste mês de setembro, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores da entidade indicam que os avanços nos valores da carne suína, no entanto, se destacam em relação aos do frango, mas ficam abaixo dos observados para a bovina.

Diante desse contexto, de agosto para setembro, a competividade da carne suína tem crescido frente à bovina, mas diminuído em relação à avícola.



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preços da carne no atacado atingem máximas do ano



As valorizações de todos os cortes com osso levantados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) no mercado atacadista de carne da Grande São Paulo estiveram por volta de 4% ao longo dos últimos sete dias. 

Diante disso, a carcaça casada do boi gordo (junção do traseiro, do dianteiro e da ponta de agulha) vem sendo negociada nesta semana no maior patamar nominal deste ano.

Segundo pesquisadores do Cepea, atacadistas da Grande São Paulo comentam que, além de a oferta dos frigoríficos estar um pouco menor, o consumo se aqueceu – alguns indicadores macroeconômicos (desemprego e massa de rendimentos) dão sustentação a esse comportamento. 



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Conab estima produção de 54,79 milhões de sacas, influenciada por clima


Com 96% da área do café já colhida no fim de agosto, a safra de 2024 do grão está estimada em 54,79 milhões de sacas beneficiadas, redução de 0,5% se comparada com a produção obtida em 2023. Os dados estão no 3º levantamento da cultura, divulgado nesta quinta-feira (19) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O clima exerceu influência entre o segundo e o terceiro levantamentos realizados pela estatal, frustrando algumas estimativas que apontavam para um bom potencial produtivo das lavouras.

O início da atual safra indicava um novo crescimento na colheita, considerando a situação das lavouras na época e o ciclo de alta bienalidade.

No entanto, as condições climáticas adversas – como estiagens, chuvas esparsas e mal distribuídas, juntamente com altas temperaturas durante as fases de desenvolvimento dos frutos – reduziram as produtividades previstas inicialmente. Com isso, a produtividade média nacional de café está estimada em 28,8 scs/ha, 1,9% abaixo da obtida na safra de 2023.

Café arábica

Para o arábica, a estimativa aponta para uma produção de 39,59 milhões de sacas, o que ainda representa um crescimento de 1,7% acima da safra anterior. Apenas Minas Gerais, principal produtor de café no Brasil, será responsável pela colheita de 27,69 milhões de sacas desse tipo, redução de 3,4% em comparação ao total colhido na safra anterior. Segundo a Conab, a redução se deve às estiagens, acompanhadas por altas temperaturas durante o ciclo reprodutivo das lavouras e agravadas a partir de abril, quando as chuvas praticamente cessaram em todo o estado, com registros de precipitações pontuais e de baixos volumes.

Em São Paulo, o clima também afetou o desempenho das lavouras. Ainda assim, é esperado um crescimento de 8,2% em comparação ao resultado obtido em 2023, podendo chegar a uma produção de 5,44 milhões de sacas neste ano. Cenário semelhante é verificado nas regiões produtoras de arábica no Espírito Santo, Rio de Janeiro e na área do cerrado baiano, onde o incremento projetado deverá ser menor que o inicialmente estimado.

Conilon

Já para o conilon, é esperada uma queda de 6% na produção, estimada em 15,2 milhões de sacas. No Espírito Santo, principal produtor de conilon do país, a safra está estimada em cerca de 9,97 milhões de sacas, redução de 1,9%. Já em Rondônia e na região do atlântico baiano, a colheita deve registrar uma queda expressiva de 16,4% e 13,3% respectivamente.

Na Bahia essa diminuição é explicada principalmente pela menor produtividade registrada, enquanto que em Rondônia pela menor área cultivada, reflexo de ajustes realizados em virtude de novas e mais precisas informações coletadas, com um projeto de mapeamento das áreas em curso.

O documento também mostra que a área total destinada à cafeicultura no país em 2024, para o arábica e conilon, totaliza 2,25 milhões de hectares, sendo com 1,9 milhão de hectares em produção, com crescimento de 1,4% em relação ao ano anterior, e 345,16 mil hectares em formação, com redução de 4,5%.

Mercado 

Os preços de café no mercado seguem atrativos para o produtor, na avaliação da Conab. O produto se mantém valorizado, uma vez que a oferta do grão permanece ajustada. No Brasil, principal produtor mundial, a produção nas safras 2021 e 2022 foram limitadas devido às questões climáticas.

Além disso, a produção no Vietnã também sofreu com o clima, o que reduziu os estoques asiáticos de café.

Esse cenário de oferta limitada e alta demanda pressiona os estoques mundiais e influenciam na forte alta nos preços do robusta no mercado internacional, que também reflete na valorização do arábica.

Diante deste cenário, as exportações brasileiras registram 32,1 milhões de sacas de 60 quilos de café, no acumulado de janeiro a agosto de 2024, volume que corresponde a um aumento de 40,1% na comparação com igual período de 2023, segundo os dados disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse volume é o maior já exportado pelo Brasil, considerando os oito primeiros meses de cada ano.

Caso as exportações de café nos meses finais de 2024 permaneçam elevadas, o país poderá superar o recorde registrado no ano de 2020, quando foram embarcadas 43,9 milhões de sacas de 60 quilos.



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Câmara aprova subvenção de R$ 3 bi para mutuários atingidos por tragédia no RS



Um projeto aprovado na Câmara nesta quarta-feira (18), que flexibiliza licitações para obras em situações de calamidade pública, aumenta para R$ 3 bilhões o valor da subvenção econômica do governo federal para mutuários que tiveram perdas materiais pelos eventos climáticos entre abril e maio. Antes, a cifra era de R$ 2 bilhões, mas o Senado fez um acréscimo de R$ 1 bilhão.

O texto vai para sanção presidencial e substitui medidas provisórias vigentes desde maio para dar socorro ao Rio Grande do Sul, após as enchentes deste ano.

Segundo o texto, o benefício será concedido no ato da contratação da operação de financiamento no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

Conforme trecho adicionado pelo Senado, a matéria prevê que, no caso de empresas que fizerem uso das linhas de financiamento, o contrato com a instituição financeira deverá prever uma cláusula de compromisso de manutenção do número de empregos existentes.

A Câmara excluiu um trecho que obrigava as empresas a retomar o número de empregados existentes anteriormente à calamidade pública. Também foi retirada do dispositivo a previsão de retroatividade dos encargos financeiros aplicados à operação a preços de mercado, em caso de não cumprimento do compromisso de manutenção dos empregos.

A União também ficou autorizada a aumentar em até R$ 4,5 bilhões a sua participação no Fundo de Garantia de Operações (FGO). Com a aprovação de uma emenda do Senado, houve uma ampliação desse montante em mais R$ 600 milhões.

Além disso, fica autorizada a utilização do superávit financeiro do Fundo Social apurado em 31 de dezembro de 2023, limitada ao montante de R$ 20 bilhões, como fonte de recursos para a disponibilização de linhas de financiamento para apoiar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e de enfrentamento às consequências sociais e econômicas de calamidades públicas.



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Fed aposta em corte agressivo; confira a análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca a repercussão da Super Quarta. Nos EUA, a decisão do FOMC foi de reduzir a taxa de juros em 0,5 ponto percentual (pp), levando os Fed Funds para o intervalo entre 4,75% e 5%.

Por aqui, como era esperado, a Selic subiu 0,25 pp, indo para 10,75%, com comunicação dura, deixando em aberto a opção de acelerar o ritmo.



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Solução para CO2 e sustentabilidade


“Precisamos mudar a narrativa”




"O agronegócio é o único setor que tem a capacidade de remover CO2 da atmosfera se forem usadas práticas embasadas em agricultura regenerativa"
“O agronegócio é o único setor que tem a capacidade de remover CO2 da atmosfera se forem usadas práticas embasadas em agricultura regenerativa” – Foto: Pixabay

O setor agrícola tem a capacidade única de remover CO2 da atmosfera por meio de práticas de agricultura regenerativa, afirmando seu papel crucial na mitigação das mudanças climáticas. No 5º Fórum do Agronegócio em Londrina (PR), Roberson Marczak, da ADAMA, destacou a importância de ajustar a narrativa para mostrar que o agronegócio pode ser parte fundamental da solução para os impactos climáticos.

O evento, promovido pela Sociedade Rural do Paraná, reuniu representantes do agronegócio para discutir a relação entre o setor e a natureza, abordando soluções para os desafios atuais. Marczak também ressaltou a vulnerabilidade do setor e seu potencial para contribuir para a sustentabilidade.

“O agronegócio é o único setor que tem a capacidade de remover CO2 da atmosfera se forem usadas práticas embasadas em agricultura regenerativa. Precisamos mudar a narrativa e mostrar que o agro pode ser parte fundamental da solução para os impactos climáticos”, afirmou.

A empresa investe em materiais biodegradáveis ou renováveis, que podem representar de 30 a 80% de suas soluções. Desde 2018, substitui solventes orgânicos por água em suas formulações, criando produtos com mais de 60% de componentes biodegradáveis, evidenciando seu compromisso com a sustentabilidade.

Além disso, Marczak enfatizou a necessidade de o Brasil adotar um papel mais ativo na definição de métricas de emissão de gases de efeito estufa (GEE) específicas para o contexto tropical. Com base em um estudo do Observatório de Bioeconomia da FGV, ele argumentou que as medições climáticas internacionais frequentemente priorizam critérios do hemisfério norte e da Europa, não refletindo adequadamente as particularidades do sistema de produção agrícola tropical. Marczak defendeu a importância de considerar o balanço das emissões do setor agrícola, e não apenas as emissões brutas.
 





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R$ 514 milhões para combater incêndios florestais


Até esta quarta-feira (18), o governo liberará um crédito extraordinário de R$ 514 milhões para combater os incêndios florestais que se alastram pelo país. O anúncio foi feito há pouco pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e pela ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, em reunião entre representantes dos Três Poderes para discutir as ações de combate às queimadas.

Os recursos, informou Costa, serão distribuídos em diversos ministérios e serão usados para a aquisição de equipamentos e para a execução de medidas no curto prazo. A medida provisória com o crédito extraordinário deve ser editada nas próximas horas.

De acordo com a Casa Civil, uma parte dos recursos será destinada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas para reforçar o monitoramento e enfrentamento às queimadas. Com o dinheiro extra, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) poderão contratar brigadistas e alugar viaturas e aeronaves.

Também receberão o dinheiro a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança Pública, para reforçar as investigações e a repressão ao crime ambiental. A verba também será distribuída às Forças Armadas, para operações de apoio na extinção das chamas. Outra parte dos recursos será empregada na compra de cestas básicas e de alimentos às famílias da Região Norte afetadas pela baixa dos rios.

Segundo o ministro da Casa Civil, o dinheiro será aplicado em parceria com os estados e os municípios. Na próxima quinta-feira (19), o governo federal pretende reunir-se com os 27 governadores para ouvir as demandas e os pedidos de ajuda para traçar um diagnóstico, acrescentou Rui Costa.

O valor já havia sido informado ao Supremo. No domingo (15), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou um orçamento especial para o enfrentamento às mudanças climáticas. O governo poderá abrir um crédito extraordinário, que por definição está fora das metas fiscais, sem correr o risco de que o dinheiro seja reincluído nelas, caso a medida provisória seja rejeitada ou não seja votada a tempo.

Ainda nesta semana, afirmou Costa, o governo enviará outra medida provisória para simplificar a liberação de recursos do Fundo Amazônia pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Realizado no fim da tarde desta terça-feira (17), no Palácio do Planalto, em Brasília, o encontro teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos presidentes do STF, Luís Roberto Barroso; do Senado, Rodrigo Pacheco; e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O encontro também reuniu ministros do governo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e representantes da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Conselho Nacional de Segurança Climática

A ministra Marina Silva informou que o governo avalia propostas de criação de um Conselho Nacional de Segurança Climática e de um Plano de Prevenção de Efeitos Climáticos Extremos. “Há pouco, nós conversávamos, e o senhor [presidente Lula] teve uma ideia de que, do mesmo jeito que o senhor criou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar, o senhor gostaria de que estudássemos a possibilidade, de caráter de urgência, celebrando essa reunião com os Poderes, o Conselho Nacional de Segurança Climática”, declarou.

Para Marina, o conselho terá papel importante ao articular diferentes setores da sociedade. “Acho que isso é uma grande sacada que o senhor teve, porque nós temos o pacto com os Poderes, nós vamos poder reunir o Superior Tribunal de Justiça, a Câmara dos Deputados, o Congresso, a sociedade, o setor empresarial, e poder apresentar recomendações para que mais que mitigar, mais que adaptar e nos preparar, nós possamos transformar o nosso país”, acrescentou. O plano de prevenção, informou a ministra, está sob análise da Casa Civil.





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Projeto de Lei exige dados anuais do INCRA


O Projeto de Lei (PL 3558/2024) foi apresentado pela deputada Coronel Fernanda




O Projeto de Lei (PL 3558/2024) foi apresentado pela deputada Coronel Fernanda
O Projeto de Lei (PL 3558/2024) foi apresentado pela deputada Coronel Fernanda – Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A deputada Coronel Fernanda (PL-MT) apresentou o Projeto de Lei (PL 3558/2024) na Câmara dos Deputados, que propõe novas regras para a criação de assentamentos rurais. Segundo a proposta, novos assentamentos só poderão ser autorizados se 80% dos assentamentos estaduais e 90% dos municipais estiverem ocupados por dois anos e 70% dos lotes existentes forem produtivos.

“Não podemos permitir que o INCRA continue criando assentamentos sem uma regularização clara. O Estado tem o dever de regularizar todos os assentamentos já existentes antes de distribuir novas terras, sem a intenção real de concluir a reforma agrária”, afirmou Coronel Fernanda.

O Projeto de Lei (PL 3558/2024), apresentado pela deputada Coronel Fernanda, também exige que o INCRA publique anualmente os índices de ocupação e produtividade de todos os assentamentos, promovendo mais transparência. A deputada afirmou que a aprovação do projeto será um marco para a reforma agrária, focando na regularização e garantia de direitos dos trabalhadores rurais. Dados do INCRA mostram que, desde o início do programa, 88 milhões de hectares foram distribuídos e mais de 9 mil assentamentos foram criados, mas problemas de produtividade e ocupação plena indicam que a política pública tem sido desviada para interesses políticos e eleitorais.

“As terras do nosso país não podem ser usadas por alguns políticos de forma eleitoreira. A reforma agrária é um assunto muito sério para virar o balcão de negócios da esquerda. Precisamos de uma solução definitiva que beneficie quem realmente precisa”, destacou a deputada.

   





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Mercado canadense abre espaço para feno e fibra de coco do Brasil


Mercado canadense também abriu suas portas para outros produtos agrícolas do Brasil





Foto: Mapa

O Brasil recebeu a aprovação, pelas autoridades sanitárias canadenses, para a importação de feno para alimentação animal e fibra de coco brasileiros, sem a necessidade de certificação fitossanitária. Esse avanço ocorre após um início de ano promissor, com o país já registrando exportações agrícolas para o Canadá que ultrapassam a marca de US$ 604 milhões nos primeiros sete meses de 2024.

Além das novas autorizações, o mercado canadense também abriu suas portas para outros produtos agrícolas do Brasil em 2024, incluindo grãos secos de destilaria (DDG ou DDGS), gelatina e colágeno de origem suína, além de mastigáveis de origem aviária, caprina e bovina.

Essas novas autorizações marcam a 112ª abertura de mercado conquistada pelo agronegócio brasileiro em 2024, elevando o total para 190 novas aberturas em 58 destinos desde 2023. 





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Entrevista – Brasil já é 2ª maior mercado de gigante dos agroquímicos


Neste ano de 2024, a operação brasileira da Albaugh avançou para se tornar a segunda região com maiores vendas em toda a companhia. Com mais de 50 produtos em comercialização, a empresa planeja lançar mais de 5 produtos ao ano nos próximos anos. Confira a entrevista exclusiva com o presidente e CEO da Albaugh Brasil e Paraguai, Cesar Rojas, no momento em que a empresa completa 45 anos.

Poderia resumir como começou a história da Albaugh no setor de agroquímicos?

Cesar Rojas – A Albaugh nasceu nos Estados Unidos fundada pelo produtor rural e empresário Dennis Albaugh, na cidade de Ankeny, Iowa, em 1979. Ele fundou a empresa com um propósito visionário: tornar-se a alternativa preferida pelos agricultores e parceiros da distribuição em defensivos, entregando produtos de alta qualidade, além de ótimo atendimento e o melhor custo-benefício.  A dedicação de Dennis Albaugh a esse objetivo transformou o que antes era uma operação local em uma companhia global, presente em mais de 80 países, com 13 fábricas, incluindo a nossa, no Brasil, e mais de 150 ativos comercializados em um crescente portifólio.

Qual a posição da Albaugh hoje no setor de defensivos agrícolas em caráter global?

Cesar Rojas – Estamos posicionados entre as 10 maiores companhias de defensivos agrícolas. A Albaugh segue uma estratégia de produção dos produtos nos países que possui comercialização para garantir a qualidade dos produtos e o serviço adequado aos produtores. A presença global de nossa empresa se divide em seis regiões de negócios e, entre estas, o Brasil se destaca pela rapidez em consolidar-se entre as top 10 (e não é a décima) do mercado brasileiro em menos de dez anos, atuar a nível nacional, ser reconhecida pelos agricultores e distribuidores como uma empresa que transmite confiança além de ter o portfólio mais completo da indústria.

Como e quando a Albaugh chegou ao Brasil?

Cesar Rojas – Em 2015, a Albaugh comprou a empresa Consagro, propriedade da FMC agregando um portfólio que alavancou o início de suas operações no Brasil em 2016, seguindo o sucesso obtido nos Estados Unidos. Ressaltemos que a Albaugh Brasil surgiu ancorada nos mesmos princípios e valores criados por seu fundador. 

Qual o cenário atual da Albaugh no Brasil?

Cesar Rojas – No território nacional, a Albaugh mantém uma das mais modernas unidades industriais de agroquímicos do país, na qual produz inseticidas, fungicidas e herbicidas. A planta concentra toda a produção destinada ao mercado local e exportações às empresas do grupo. É também conhecida, globalmente, pela ampla capacidade de manufatura de fungicidas cúpricos. Além do parque produtivo, o complexo industrial da Albaugh Brasil abriga dois laboratórios, para desenvolvimento de formulações e controle de qualidade. Mantém, ainda, uma área de vegetação nativa e protegida, que corresponde a mais de 30% da área total do complexo. 

Em termos de resultados, neste ano (2024), a operação do Brasil avançou para a segunda região com maiores vendas em toda a companhia. Hoje, no Brasil, temos um dos mais abrangentes portfólios do segmento, com mais de 50 produtos em comercialização e não estamos acomodados com o que temos, temos um pipeline que nos permitirá lançar mais de 5 produtos ao ano nos próximos anos para cada vez mais trazer alternativas aos nossos clientes. Seguiremos crescendo, investindo em nossas pessoas e na estrutura do negócio, conforme nosso plano estratégico.

Quais as culturas-chave para o negócio da Albaugh no Brasil?

Cesar Rojas – Reconhecida no mercado brasileiro pela expansão contínua de portfólio, em todas as categorias de agroquímicos, a Albaugh atende principalmente aos cultivos de soja, milho, algodão, café, citros, cana-de-açúcar, feijão, trigo, pastagens, arroz e sorgo. Recentemente, conquistou posição estratégica na área de inseticidas. Com lançamentos em série, consolidou uma oferta acima de 20 soluções do gênero, entre estas marcas já reconhecidas pelo agricultor, como Afiado®, Krypto® para soja e milho, Porcel® na cana de açúcar.

De agora para o futuro, como o sr. vê as perspectivas de crescimento para a companhia?

Cesar Rojas – Em apenas oito anos, a Albaugh Brasil é a empresa que mais cresceu no segmento, conquistando espaço entre as líderes e tornando-se atrativa para profissionais do agro. Hoje, a operação local conta com mais de 300 pessoas e diversas equipes atuantes em todo o país. Possuiu três diretorias comerciais e regionais de venda especializadas conforme o modelo comercial do cliente e as culturas-foco, atuando em todo o território nacional. Temos no campo uma equipe de desenvolvimento de mercado totalmente dedicada, com pessoas específicas que focam em cada uma dessas regionais e em seus clientes.

Enxergamos o negócio com um enorme potencial para competir com os principais players do setor em todas as culturas. Nossas soluções agroquímicas entregam resultados ao produtor com uma relação custo-benefício diferenciada. Passamos a oferecer formulações mais concentradas comparativamente aos tratamentos-padrão em diversas culturas e isso tem nos diferenciado no mercado. Estamos firmes no propósito de ser a melhor “alternativa” do agricultor brasileiro e distribuidores, em face dos diferenciais competitivos que podemos entregar a ele.

Poderia falar um pouco da cultura da empresa, daquilo em que ela acredita dentro e fora do Brasil?

Cesar Rojas – Temos um mantra na Albaugh: priorizar, simplificar e implementar. Juntamente aos valores da nossa empresa, esse mantra define o nosso jeito de ser e molda nossa cultura. Saber priorizar é assegurar o foco naquilo que é importante para a satisfação do nosso cliente. Saber simplificar nos confere agilidade para responder as demandas do mercado no momento certo e trazer agilidade em nossa operação. 

Por sua vez, implementar refere-se a nossa entrega, com o compromisso da qualidade, preços competitivos e excelência no atendimento. É manter sempre o foco na construção da confiança perante os clientes e as comunidades com as quais nos relacionamos. Também colocamos a sustentabilidade em tudo o que fazemos, sendo esse também um dos nossos valores intrínsecos. Procuramos minimizar o impacto no meio ambiente e criamos oportunidades para pensar diferente e obter melhores resultados. Um exemplo disso se dá em nosso próprio Complexo Industrial: usamos 100% da energia de nossa unidade industrial vindas de fontes renováveis.





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