segunda-feira, agosto 3, 2026

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Exportações do agronegócio somam mais de US$ 14 bilhões em agosto


As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 14,14 bilhões em agosto de 2024, impulsionadas por cinco setores principais que representaram 78,6% do total exportado.

O complexo soja, responsável por 31,6% das vendas, liderou o desempenho, seguido pelas carnes (15,3%), o complexo sucroalcooleiro (13,5%), cereais, farinhas e preparações (9,1%) e produtos florestais (9,0%). Juntos, esses setores geraram US$ 11,11 bilhões.

Em comparação com agosto de 2023, quando as exportações dos mesmos setores somaram US$ 13,08 bilhões, houve queda na participação percentual (de 83,8% para 78,6%), mas um crescimento em valor absoluto.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Roberto Perosa, destacou o papel fundamental das relações comerciais e do controle sanitário como diferencial do Brasil no mercado internacional.

“O Brasil tem se destacado graças ao retorno das boas relações comerciais e à qualidade de nossos produtos”, afirmou.

Desempenho dos principais setores

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Foto: Agência Brasil

O complexo soja foi o principal destaque, com exportações de US$ 4,47 bilhões em agosto. A China, maior parceira comercial do Brasil, foi responsável pela compra de 73,7% do volume exportado de soja, o que corresponde a 5,9 milhões de toneladas.

O setor de carnes também teve desempenho expressivo, com um aumento de 5,6% nas exportações, alcançando US$ 2,17 bilhões. As vendas de carne bovina atingiram volume recorde, com 245,36 mil toneladas exportadas, um crescimento de 15,7%.

A carne suína, por sua vez, também apresentou alta, com crescimento de 9,2% nas exportações, totalizando US$ 273,95 milhões. O aumento foi puxado pela maior demanda de países como Filipinas, Japão, Chile e Singapura.

No complexo sucroalcooleiro, o Brasil, maior exportador mundial de açúcar, manteve uma produção recorde, com 46 milhões de toneladas estimadas para a safra 2024/2025. O volume exportado de açúcar em agosto de 2024 atingiu 3,92 milhões de toneladas, gerando US$ 1,79 bilhão.

Resultados acumulados

Entre setembro de 2023 e agosto de 2024, o Brasil exportou US$ 165,76 bilhões em produtos do agronegócio, um crescimento de 1,6% em comparação com o período anterior, que registrou US$ 163,19 bilhões.

Esses resultados reafirmam a posição do Brasil como uma potência agrícola global, com contínua expansão nos mercados internacionais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Queimadas e estiagem deterioram solo e saúde


“A queima reduz a quantidade de matéria orgânica bruta”




A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos
A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos – Foto: Pixabay

O Brasil enfrenta uma crise ambiental e no agronegócio devido à estiagem prolongada e queimadas recordes. Esses eventos causaram danos ao meio ambiente, afetaram lavouras e florestas, e deterioraram a qualidade do solo e do ar, prejudicando a saúde pública. Segundo Layane Ap. Mendes dos Santos, a exposição do solo após chuvas pode levar a escorrimento e erosão, e, sem chuvas, a baixa umidade e ventos fortes agravam a erosão eólica, comprometendo a produtividade do solo.

“A queima reduz a quantidade de matéria orgânica bruta, alterando e desequilibrando todo o ciclo e aporte de carbono do solo. Essa perda de matéria orgânica afeta diretamente a atividade e a diversidade da microbiota do solo, uma vez que diminui a disponibilidade de alimento, sendo uma das principais fonte de energia dos micro-organismos. Além disso, afeta diretamente a capacidade de troca catiônica do solo (CTC) e reduz a ‘reserva’ de água no solo”, explica a consultora de Desenvolvimento Técnico da ICL.

A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos, dificultando a recuperação da microbiota devido à exposição solar, calor excessivo, falta de umidade, desestruturação do solo e mudanças no pH. Isso afeta negativamente os processos biológicos essenciais para a saúde do solo e o desenvolvimento das plantas. O fogo também causa danos à estrutura física do solo, selando a superfície e desequilibrando a porosidade, o que limita o crescimento das plantas e a recuperação da microbiota.

A engenheira agrônoma recomenda o uso de uma mistura de plantas de cobertura com sistemas radiculares variados para reestruturar o solo e melhorar suas qualidades físicas, químicas e biológicas. A inclusão de gramíneas forrageiras de crescimento rápido ajuda na rápida cobertura e estruturação do solo. Tecnologias biológicas, como a inoculação com micro-organismos, são essenciais para acelerar o enraizamento das plantas e restaurar a biodiversidade do solo, aumentando a biomassa radicular e facilitando a entrada de carbono e nutrientes.
 





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mais de 20 mil colmeias foram perdidas em desastre climático no RS


O Rio Grande do Sul, um dos maiores produtores de mel do Brasil, sofreu com o desastre climático do segundo trimestre de 2024. Mais de 20 mil colmeias foram perdidas com as chuvas intensas, inundações e deslizamentos, colocando em risco a produção de mel, a polinização de diversas culturas e a renda de milhares de famílias de apicultores e meliponicultores.

Diante desse cenário, a Embrapa Meio Ambiente, por meio do projeto “Observatório de Abelhas do Brasil, com Foco no RS”, elaborou um relatório que quantifica os prejuízos e que aponta propostas para a recuperação do setor apícola e a construção de um futuro mais sustentável para a apicultura gaúcha.

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De acordo com Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, o relatório é voltado para tomadores de decisão e traz os resultados do levantamento realizado pelas equipes do Observatório de Abelhas após as enchentes que atingiram o RS.

Este projeto é uma iniciativa da Embrapa Meio Ambiente com o Ministério Público do RS, a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.) e 14 empresas do setor de insumos agrícolas. 

O mapeamento documentou cerca de 21 mil colmeias perdidas em 88 municípios, o que representa 4,55% do total de colmeias no estado, sendo que a grande maioria foi destruída imediatamente pelo desastre climático. 

Gráfico abelha melGráfico abelha mel
Foto: Embrapa

No entanto, do total de colmeias destruídas, 8% se perderam após as chuvas, sendo que 57% destas em razão da ausência de alimento no campo para as abelhas.

A situação expôs a vulnerabilidade da apicultura e da meliponicultura diante das mudanças climáticas, com destaque para a escassez de floradas, que compromete a alimentação das abelhas, e a dificuldade dos apicultores em acessar os apiários para adotarem as medidas emergenciais em colônias remanescentes e de insumos apícolas.

Gráfico abelha melGráfico abelha mel
Foto: Embrapa

Menezes acredita que, para a recuperação a curto prazo, são necessárias ações como a reposição do plantel de abelhas, o fornecimento de novas caixas e a suplementação alimentar.

Em médio e longo prazos, o documento propõe a criação de linhas de crédito específicas, um seguro rural apícola e um fundo emergencial para apicultores, além de programas de capacitação técnica e fortalecimento das cooperativas, com foco na valorização comercial dos produtos apícolas.

O relatório também alerta sobre a necessidade de medidas para evitar novos desastres, como a instalação de colmeias em terrenos elevados e o plantio de espécies que ofereçam recursos florais ao longo do ano. O objetivo é tornar a apicultura mais resiliente e sustentável, contribuindo para a proteção do ecossistema e da agricultura no estado.

A perda das colmeias foi agravada pelas condições climáticas adversas após o evento das inundações, enxurradas e deslizamentos que impediram os apicultores de acessarem seus apiários e adotarem medidas emergenciais para a proteção das abelhas remanescentes. Além disso, apicultores relataram danos severos a equipamentos e infraestruturas, além da perda de estoques de mel ainda não colhido.

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Foto: Magda Cruciol/Embrapa Meio-Norte

Impacto das mudanças climáticas na apicultura

As mudanças climáticas representam um dos maiores desafios globais no século 21, com impactos visíveis tanto na agricultura quanto na apicultura. Modelos climáticos indicam que, até 2050, cerca de 90% dos municípios brasileiros sofrerão com a perda de polinizadores, comprometendo seriamente a polinização de diversas culturas agrícolas.

O Rio Grande do Sul, especialmente afetado por esses fenômenos climáticos extremos, figura entre os estados mais suscetíveis às perdas de polinizadores, o que pode agravar ainda mais o quadro de insegurança alimentar e econômica para milhares de famílias que dependem da apicultura como meio de subsistência.

As abelhas, especialmente a espécie apis mellifera, desempenham um papel fundamental na polinização de culturas agrícolas em todo o mundo. Estima-se que, em 2021, existiam cerca de 90 milhões de colmeias dessa espécie no planeta, tornando-a o principal polinizador manejado na agricultura.

No Brasil, o Rio Grande do Sul é o maior produtor de mel, com uma produção de 9.014 toneladas em 2022, segundo dados do IBGE. O estado também lidera o plantel de colmeias no país, com 462.363 colmeias registradas em 2023, segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI/RS). 

Para Betina Blochtein, coordenadora executiva do Programa Observatório de Abelhas do Brasil, uma resposta articulada e consequente do setor apícola no Rio Grande do Sul é uma oportunidade para uma reconstrução com novas práticas para o crescimento do setor, com medidas que permitam aumentar a produtividade e a valorização dos produtos em uma apicultura mais profissionalizada e sustentável.

O relatório também aponta para a necessidade de apoio financeiro e técnico aos apicultores, incluindo o fortalecimento das cooperativas e associações, que podem facilitar o acesso a recursos, conhecimento e tecnologias inovadoras.

Um ponto crucial é a criação de linhas de crédito específicas para a apicultura, além de um fundo emergencial que possa ser acionado em casos de desastres climáticos. Outro aspecto relevante é a promoção de cursos de capacitação para os apicultores, focando em práticas de manejo mais eficientes e sustentáveis, como a seleção genética e a produção de rainhas.

Ainda no âmbito das ações a médio e longo prazo, o relatório sugere o desenvolvimento de campanhas de sensibilização ambiental, tanto para o público consumidor quanto para os apicultores, destacando a importância da preservação das áreas naturais e da adoção de práticas agrícolas que protejam os polinizadores.

Entre as propostas estão o plantio de espécies melíferas, a criação de sistemas de rastreabilidade para o mel produzido no estado e o combate ao comércio irregular de mel e subprodutos, que prejudica os produtores que operam dentro da legalidade.

“O desastre de 2024 deixou um alerta sobre a vulnerabilidade do setor apícola às mudanças climáticas. No entanto, as medidas propostas também apontam para uma oportunidade de transformação e fortalecimento da apicultura no Rio Grande do Sul. Com o apoio necessário, o setor pode se tornar mais resiliente e sustentável, preparado para enfrentar os desafios que o futuro climático reserva”, enfatiza Blochtein.

“A colaboração com outras entidades foi fundamental para a realização do relatório, com destaque para o levantamento de dados executado pela Federação Apícola e de Meliponicultura do Rio Grande do Sul (FARGS) e o apoio de técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)”, disse Menezes.



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Semana se encerra com frente fria e temporais; veja onde



Em um país de dimensão continental tem de tudo: frente fria, calorão, retorno da umidade e tempo seco. Veja como termina a semana nas cinco regiões brasileiras com o boletim Climatempo:

Sul

A semana termina com frente fria, provocando nuvens bem carregadas sobre o a Região Sul do Brasil. Chove com risco de temporais desde o sul e leste gaúcho até o sul e litoral do Paraná. O tempo fica firme apenas no norte paranaense, mas com risco de ventania.

Sudeste

A circulação de ventos transporta um pouco mais de umidade para o Sudeste. Dia de sol com condições de pancadas irregulares no centro-nordeste e leste de São Paulo, no sul de Minas Gerais, extremo sul do Rio de Janeiro e no litoral do Espírito Santo. Calorão pré-frontal pode chamar atenção principalmente no extremo norte paulista.

Centro-Oeste

Umidade aumenta devido às instabilidades do Sul do Brasil. Chove em forma de pancadas com risco de ventos moderados a fortes no centro e sul de Mato Grosso do Sul, mas as temperaturas continuam altas e o tempo fica abafado. Pode chover de forma isolada no sudoeste e noroeste de Mato Grosso, enquanto Cuiabá, Goiânia e Brasília continuam com altas temperaturas e tempo seco.

Nordeste

O dia é marcado pela chuva isolada e passageira no litoral da Bahia devido à umidade que vem do mar. Pancadas mais rápidas no litoral de Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Tempo firme e muito seco com calorão à tarde nas demais áreas do Nordeste.

Norte

A semana termina com pouca chuva no Norte do país. Ar muito seco e calorão entre Pará e Tocantins, com os níveis de umidade em atenção à tarde. Não chove na maior parte do estado de Roraima e Amapá. Calor e pancadas de chuva com risco de alguns temporais localizados no norte do Acre e noroeste do Amazonas.



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demanda acima do esperado sustenta Chicago na reabertura



Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado é sustentado pelas exportações semanais norte-americanas, que superaram as expectativas.

As exportações líquidas da soja dos Estados Unidos, da 2024/25, iniciada em 1º de setembro, totalizaram 1.748.100 toneladas na semana encerrada em 12 de setembro. A China foi o principal importador, com 973.900 toneladas.

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Temporada 25/26

Para a temporada 2025/2026, as exportações totalizaram 8.400 toneladas. Analistas projetavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. Esses dados foram divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,16 1/4 por bushel, com alta de 2,25 centavos de dólar, ou 0,22%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em janeiro de 2025 também apresentaram avanço, com alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,26%, cotados a US$ 10,34 3/4 por bushel.



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Tecnologias aumentam vida útil dos maquinários agrícolas


Maquinários são projetados para operar em condições adversas





Foto: Pixabay

O agronegócio, um dos pilares da economia brasileira, continua a se transformar com o uso de tecnologias avançadas que impulsionam a eficiência e a segurança das operações no campo. De acordo com Ricardo Azevedo, Gerente de Vendas da área de Industrial Assembly & Electronics da Henkel, o uso de soluções inovadoras é essencial para otimizar tanto o plantio quanto a colheita, garantindo a produtividade safra após safra.

“Cada safra exige um planejamento rigoroso, e as máquinas agrícolas, como colheitadeiras e plantadeiras, são projetadas para operar em condições adversas, enfrentando os desafios do campo com a máxima eficiência”, afirma Ricardo. Para ele, o uso de adesivos e selantes de alta tecnologia é indispensável para garantir a integridade estrutural dos equipamentos, aumentando sua vida útil e protegendo os operadores em ambientes de trabalho.

Outro aspecto destacado por Ricardo é a necessidade de proteção contra corrosão e intempéries, preservando a aparência e o valor dos equipamentos, especialmente na revenda. “Equipamentos bem conservados não só operam melhor, como também são mais valorizados no mercado”, explica.

Ricardo também ressalta as inovações no processo de montagem, com soluções que dispensam o uso de primers e reduzem o tempo de adesão dos componentes de 24 horas para apenas 180 minutos, gerando economia significativa no tempo de produção e no uso de materiais. Para o agronegócio, investir em tecnologia avançada significa garantir a confiabilidade e o desempenho das máquinas, assegurando que as operações ocorram com segurança e eficiência, mesmo nas condições mais adversas.





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PR bate novo recorde de incêndios florestais


O azul marcante do céu paranaense nunca mais apareceu. A rotina agora é de uma atmosfera encoberta, acinzentada e de tonalidades apagadas. As campanhas e ações de prevenção estão intensificadas, o estado atingiu na última semana recorde histórico de incêndios florestais: 11 mil 115 casos somente em 2024.

O Corpo de Bombeiros do Paraná fez um levantamento do agravamento dos incêndios e mostra as ocorrências no estado a partir de 2018, com picos entre 2019 e 2021, queda bem acentuada nos anos seguintes e o resultado drástico em 2024.

Um decreto de emergência feito pelo governo do Paraná por causa dos incêndios está em andamento e se estende pelo prazo de 180 dias. A Federação da Agricultura do Estado, que fez o pedido, reforça as orientações legais para o produtor rural em caso de focos de calor nas propriedades: “diante de fogo de qualquer intensidade e tamanho na propriedade, seja em áreas de reserva legal, APP ou em qualquer área, o proprietário deve fazer um boletim de ocorrência para garantir segurança jurídica. Deve verificar se o município já decretou situação de emergência e se não decretou, ir até o prefeito e solicitar que o faça para ter os benefícios tanto estaduais quanto federais”, explica Carla Becker, assessora técnica da área ambiental da Faep.

Para prevenir novos incêndios, ​​o Instituto Água e Terra do Paraná (IAT) suspendeu, pelo período de 90 dias, qualquer queima controlada para atividades agrossilvipastoris. A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre) segue com as ações da campanha de prevenção.

Ailson Loper, diretor executivo da Apre, destaca o problema da falta de recurso: “Não conseguimos reunir a quantidade de pessoas tecnicamente preparadas para enfrentar esse problema porque ele ocorre em várias regiões do país. Então estamos em fase de preparar, junto com a Defesa Civil, planos de auxílio mútuo, mapeando todos os recursos disponíveis para enfrentamento a esse problema”. A Apre também está trabalhando no desenvolvimento de um aplicativo que vai apontar em tempo real, perigos de incêndio, conta Alison Loper.

Alexandre França Tetto, professor da Universidade Federal do Paraná, lembra que o estado pode estar atravessando um período crítico, de maior estiagem, o que favorece o aumento das queimadas. “Dizem que a constante do clima é mudar. A cada quatro ou cinco anos, aqui no Paraná, temos períodos de maior estiagem e consequentemente, mais áreas atingidas, mais impactos causados pelos incêndios. Por isso é importante sempre trabalhar a prevenção’, explicou o professor.  

Na Região Sul, equipes do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina levaram 20 homens de apoio ao Mato Grosso do Sul para ajudar a conter as queimadas que avançam no estado. As equipes permaneceram por 17 dias no estado, atuando em 3 cidades do Pantanal. Somados os três municípios, o grupo atuou em uma área de aproximadamente 70 mil hectares. A região enfrenta a pior estiagem dos últimos 75 anos.

Nos próximos dias uma nova equipe catarinense irá atuar no combate ao fogo mais 30 dias no Mato Grosso do Sul. O capitão Ricardo Bianchi, que comanda a 1ª equipe do CBMSC, falou com a nossa equipe sobre o trabalho: “São localidades distantes e de difícil acesso. Conseguimos preservar muita coisa, mas sabemos que ainda é uma situação muito crítica”.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Milho recua nesta 6ªfeira na B3, mas ainda acumula altas ao longo da semana


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A sexta-feira (23) chega ao final com os preços futuros do milho recuando na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 60,23 e R$ 68,74, mas ainda conseguiram encerrar a semana acumulando movimentações positivas. 

O vencimento setembro/24 foi cotado à R$ 60,23 com queda de 0,41%, o novembro/24 valeu R$ 63,15 com perda 0,32%, o janeiro/25 foi negociado por R$ 66,00 com baixa de 0,26% e o março/25 teve valor de R$ 68,74 com desvalorização da 0,39%. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram ganhos de 1,12% para o setembro/24, de 0,27% para o novembro/24, de 0,26% para o janeiro/25 e de 0,94% para o março/25, em relação ao fechamento da última sexta-feira (16). 

variação semanal milho b3

Roberto Carlos Rafael da Germinar Corretora, aponta que as movimentações dos preços do milho no Brasil estão muito atreladas à flutuação do dólar ante ao real, uma vez que a taxa de câmbio influência diretamente nos valores de exportação dos portos. 

O analista destaca que as exportações melhoraram em julho, mas ainda ficaram abaixo do esperado. Já para agosto, os embarques devem ficar entre 6 e 7 milhões de toneladas, entre 2 e 3 milhões menores do que o mesmo mês de 2023. 

Leia mais:

+ “Não vai haver melhora de preços do milho se não for pelo dólar”, destaca analista

Com potencial de acumular 14 milhões de toneladas exportadas de fevereiro a agosto, o país teria que embarcar cerca de 5,5 milhões de toneladas nos meses restantes do ciclo para chegar em 40 milhões de toneladas, volume que ainda seria insuficiente para enxugar os estoques na conta do Rafael. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve um último dia da semana positivo. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorização somente em São Gabriel do Oeste/MS e percebeu valorização em Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Sorriso/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Maracaju/MS, Campo Grande/MS e Machado/MG. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho teve uma semana de preços mais altos no balanço em grande parte das praças de comercialização. “Embora o ritmo de negócios tenha seguido travado em algumas regiões no mercado interno, uma boa movimentação nos portos para exportação e a oferta limitada garantiram suporte às cotações”. 

“Nesta última semana o mercado permaneceu com postura retraída tanto de consumidores como dos produtores, o que limita o avanço de negócios. As atenções seguem voltadas para o câmbio, para os movimentos dos futuros do milho (Bolsa de Chicago) e para a paridade de exportação firme. Os consumidores sinalizam tranquilidade em relação a abastecimento no momento, mas com a colheita da safrinha terminando reduz-se a disponibilidade e as cotações reagem a isso”, diz a Consultoria. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro finalizaram as movimentações desta sexta-feira contabilizando recuos no pregão e acumulando perdas semanais. 

O vencimento setembro/24 foi cotado à US$ 3,67 com desvalorização de 3,75 pontos, o dezembro/24 valia US$ 3,91 com perda de 2,50 pontos, o março/25 foi negociado por US$ 4,09 com baixa de 2,00 pontos e o maio/25 teve valor de US$ 4,20 com queda de 1,50 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (22), de 1,01% para o setembro/23, de 0,64% para o dezembro/24, de 0,49% para o março/25 e de 0,36% para o maio/25. 

No acumulado semanal, os contratos semanais do cereal norte-americano contabilizaram perdas de 0,74% para o setembro/24, de 0,38% para o dezembro/24, de 0,36% para o março/25 e de 0,41% para o maio/25, com relação ao fechamento da última sexta-feira (16). 

variação semanal milho cbot

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho caíram mais 0,5% a 1% na sexta-feira, com os traders voltando seu foco para ver uma produção quase recorde que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualmente estima que excederá 15,1 bilhões de bushels. 

“Isso levou a uma rodada de vendas técnicas que viu os futuros de setembro caírem 3,75 centavos para US$ 3,6775 e os futuros de dezembro caírem 2,25 centavos para US$ 3,9125”, destaca a publicação. 

A análise da Agrinvest ainda ressalta que os preços do milho acompanharam os futuros do trigo em baixa, que continuam pressionados devido à agressividade na oferta de trigo no Mar Negro. 





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Conflito em área indígena em MS envolve suspeitas de narcotráfico e participação de facções criminosas



O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, reuniu-se com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (18), para discutir os detalhes do conflito fundiário ocorrido na região de Antônio João, na fronteira com o Paraguai.

O confronto resultou na morte de uma pessoa, identificada inicialmente como indígena da etnia Guarani Kaiowá.

Segundo Riedel, a prioridade é evitar novos conflitos na área. “Estamos empenhados em que não haja mais conflitos”, afirmou o governador ao presidente. Ele destacou ainda que solicitou a abertura de um inquérito para investigar as circunstâncias que levaram ao óbito.

Riedel e o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, detalharam as ações que antecederam o conflito, em meio a uma escalada de tensão na região. No encontro com Lula, também foi discutido o envolvimento do narcotráfico na área, com a presença de roças de maconha do outro lado da fronteira e facções criminosas que estariam aliciando membros das comunidades indígenas.

Nesta quinta-feira (19), o governador apresenta um relatório de inteligência, produzido pelas forças de segurança de Mato Grosso do Sul, a representantes do governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF), abordando as suspeitas e a escalada de violência na região.



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Valor de produção animal tem recorde, com marca de R$ 122,5 bi


O valor de produção na Pesquisa da Pecuária Municipal – PPM 2023 atingiu novo recorde ao chegar à marca de R$ 122,5 bilhões, alta de 5,4% em relação ao ano anterior. Os produtos de origem animal da pesquisa atingiram R$ 112,3 bilhões, alta de 4,5% em relação a 2022, e os itens da aquicultura foram responsáveis por R$ 10,2 bilhões, aumento de 16,7%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do crescimento no valor de produção total ser positivo, a marca de 5,4% a mais que o ano anterior é o menor acréscimo percentual dos últimos cinco anos.

O principal item a elevar o valor de produção em 2023 foi “ovos de galinha”, com alta de 17,3% e total de R$ 30,4 bilhões (R$ 4,5 bilhões a mais que no ano anterior). A aquicultura também teve significativo acréscimo, totalizando R$ 1,5 bilhão a mais em relação ao ano de 2022.

O ano de 2023 foi marcado por exportações recordes de carnes in natura bovina, de frango e suína, segundo resultados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O principal destino da carne bovina foi a China, que adquiriu 59,6% de toda carne in natura exportada. Entretanto, o volume foi 3,4% menor quando comparado com 2022. Já no mercado leiteiro, houve alta na importação do produto que, aliado à demanda interna mais baixa, causou uma redução no preço médio pago ao produtor.

Foram importadas 199,2 mil toneladas de leite, alta de 87% em relação ao ano de 2022. Essa entrada maciça do produto, aliada à fraca demanda interna, forçou a redução do preço interno do leite que passou de R$ 2,31/litro, em 2022, para R$ 2,27/litro, em 2023.

A pecuária bovina brasileira entrou em um novo ciclo de seu processo produtivo. A tendência dos últimos anos de retenção de fêmeas para reprodução e consequente venda de bezerros e/ou aumento de rebanho tem mostrado arrefecimento.

No ano de 2023 foi possível observar aumento de abate de fêmeas após o preço da arroba do boi ter caído. Porém, mesmo com este cenário, o rebanho bovino atingiu novo recorde e chegou a 238,6 milhões de cabeças, alta de 1,6%.

Estados

Mato Grosso se manteve detentor do maior rebanho estadual, com 14,2% do efetivo nacional – o equivalente a 34 milhões de animais, queda de 0,7% em relação ao ano de 2022. Pará segue com a segunda colocação, com 25 milhões de cabeças, alta de 1% em relação ao ano anterior.

Em terceiro lugar está Goiás com 23,7 milhões de animais, seguido por Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Juntos, os cinco principais estados produtores de bovinos concentraram 52% do rebanho nacional.

São Félix do Xingu (Pará), apesar da retração de 2,8% em relação a 2022, mais uma vez liderou o ranking municipal de efetivo de bovinos, com rebanho de 2,5 milhões de cabeças – equivalente a 9,8% do efetivo paraense, 3,9% da Região Norte e 1% do total brasileiro.

Corumbá (Mato Grosso do Sul) continuou com o segundo maior rebanho, 2,2 milhões de animais, alta de 8,5% em relação ao ano anterior. Porto Velho (Rondônia) manteve a terceira posição em 2023, com 1,8 milhão de bovinos

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Foto: Pixabay

Tecnologia

A produção de leite foi recorde em 2023 ao atingir 35,4 bilhões de litros. Enquanto a produção de leite subiu, o número de vacas ordenhadas decresceu. Foram contabilizadas 15,7 milhões de vacas ordenhadas, 0,1% a menos que em 2022, sendo esse total de vacas ordenhadas o menor já registrado desde 1979.

A maior produção de leite com um menor número de vacas ordenhadas é resultado de incremento na tecnologia do setor leiteiro, que tem investido cada vez mais em genética e manejo do rebanho.

O efetivo de galináceos estimado foi de 1,6 bilhão de cabeças no Brasil, um aumento de 0,6% em relação ao ano anterior. Desse total, 263,5 milhões, 16,7%, são de galinhas, alta de 2,4% em relação a 2022. Desde 1999, o valor estimado de produção de ovos de galinha não para de crescer ano após ano. Em 2023, foi contabilizada a produção recorde de 5 bilhões de dúzias de ovos.

O efetivo de suínos teve redução de 3,1% em relação ao ano anterior, totalizando 43 milhões de animais.

A produção de mel bateu novo recorde de produção e alcançou 64,2 mil toneladas.

Na produção de peixes, foram produzidos 655,3 mil toneladas, 5,8% a mais do que em 2022. A Região Sul se manteve como a principal produtora de peixes e foi responsável por 34,7 % do total nacional. O Nordeste e o Sudeste ultrapassaram a Região Norte, e agora estão na segunda e terceira posições, respectivamente.

Em 2023, o efetivo de caprinos aumentou 4%, chegando a 12,9 milhões de animais, e o efetivo de ovinos apresentou aumento de 1,3%, resultando em 21,8 milhões de animais. Foram os maiores valores já alcançados na pesquisa, para essas duas criações. Com 96% do total de caprinos e 71,2% de ovinos, a Região Nordeste foi a principal responsável pelo aumento nacional.



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