segunda-feira, agosto 3, 2026

Agro

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Chicago fecha em leve baixa por perspectiva positiva para safra brasileira; boas vendas dos EUA limitam



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a quinta-feira em leve baixa, em uma sessão marcada por alta volatilidade.

Apesar de bons números para as exportações semanais americanas terem dado suporte aos preços durante a maior parte do dia, o mercado já começa a precificar o início do plantio de uma safra que promete ser recorde no Brasil.

As exportações líquidas norte-americanas da soja, referentes à temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 1.748.100 toneladas na semana encerrada em 12 de setembro.

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China

A China foi o principal destino das exportações, com importações de 973.900 toneladas. Para a temporada 2025/2026, o volume de exportações foi de apenas 8.400 toneladas. Analistas haviam previsto um intervalo entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas para as exportações combinadas das duas temporadas.

Estimativas

Embora o clima seco tenha gerado preocupações, o atraso na semeadura no Brasil ainda não é considerado alarmante em relação ao potencial produtivo. Na quarta-feira, a Conab divulgou suas primeiras estimativas para 2024/25, projetando uma safra em torno de 166,3 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com uma queda de 0,75 centavo de dólar, ou 0,07%, sendo cotados a US$ 10,13 1/4 por bushel. A posição de janeiro também registrou uma baixa de 0,75 centavo, com preços a US$ 10,31 1/4 por bushel.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo de soja fechou em alta de US$ 0,20, ou 0,06%, alcançando US$ 321,60 por tonelada. Já os contratos de óleo com vencimento em dezembro terminaram a 40,93 centavos de dólar, com um aumento de 0,62 centavo, representando uma alta de 1,53%.



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AgroGalaxy pede recuperação judicial após alta na inadimplência de produtores


A AgroGalaxy, grupo varejista de insumos agrícolas, protocolou na quarta-feira (18), um pedido de recuperação judicial. O anúncio ocorreu pouco após ela ter comunicado a renúncia do diretor-presidente, Axel Jorge Labourt, e de cinco membros do Conselho de Administração. O então diretor financeiro da companhia, Eron Martins, foi nomeado para o cargo de CEO.

A empresa disse, em comunicado, que o pedido de recuperação judicial foi protocolado em caráter emergencial diante do vencimento antecipado de operações financeiras, visando à proteção de seus ativos e de suas investidas e para viabilizar a readequação de sua estrutura de capital diante dos desafios do agronegócio brasileiro.

Nesta quinta-feira (19), as ações da AgroGalaxy chegaram a cair 23,47%, na maior queda do mercado brasileiro. A cotação chegou a R$ 0,75, o menor preço de tela desde IPO (oferta pública inicial de ações), em 2021.

Nos últimos anos, a combinação da queda nos preços das commodities, eventos climáticos adversos, juros elevados e aumento dos custos de produção provocou um aumento expressivo na inadimplência dos produtores rurais, com forte impacto na liquidez da companhia, disse a empresa, em comunicado.

Procurada pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a AgroGalaxy não quis se manifestar.

“O AgroGalaxy tentou, de todas as formas, evitar recorrer à Justiça, mas a medida é necessária para proteger o negócio e, mais importante, permitir que a empresa siga trabalhando lado a lado com os agricultores”, disse Eron Martins no comunicado.

A companhia disse também que vai adotar medidas adicionais para aumentar sua eficiência operacional, com redução de custos fixos, melhoria do mix de produtos, além da otimização do capital de giro, com foco em estoques e recebíveis, para assegurar a sustentabilidade da empresa no médio e no longo prazo.

“Conduziremos todo o processo sempre com muita transparência e respeito a todos os envolvidos, especialmente os produtores rurais. Estamos seguros de que as relações estabelecidas com nossos clientes e fornecedores nos darão a base necessária para enfrentar este desafio, bem como seguirmos fortalecendo o agronegócio brasileiro”, finalizou Eron Martins.

Para o Citi, a empresa passa por um período desafiador e parece depender da potencial recuperação do mercado brasileiro de insumos agrícolas, um processo que “pode demorar”, na visão do banco.

A queda nas vendas de insumos

Apesar de o pedido de recuperação judicial ter surpreendido o mercado, os resultados financeiros da companhia já mostravam dificuldade de reação e continuidade de atraso nas vendas de insumos aos produtores rurais.

A empresa registra prejuízo ajustado, margens de rentabilidade negativas e queda na receita líquida consecutivamente desde o primeiro trimestre de 2023, à exceção do quarto trimestre do ano passado. Fora os indicadores de rentabilidade, a dívida líquida da companhia se mantinha em uma constante ao longo dos últimos meses.

Os números mais recentes da AgroGalaxy, referentes ao segundo trimestre deste ano, apontam para prejuízo líquido ajustado de R$ 362,4 milhões, 41% maior na comparação com igual período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi negativo em R$ 83,4 milhões no segundo trimestre de 2024, ante R$ 72,5 milhões negativos um ano antes.

O agravamento do prejuízo

Em um ano, a margem Ebitda ajustado da companhia saiu de 4% negativa para 7,9% negativa. A receita líquida diminuiu 42,4% em um ano, do segundo trimestre de 2023 para R$ 1,056 bilhão no segundo trimestre deste ano. A alavancagem do grupo (relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado) saltou de 3,3 vezes para 8,5 vezes, acima do covenant (cláusula restritiva para endividamento firmada em contratos de dívida) estabelecido pela companhia, de 3 vezes.

A dívida líquida da AgroGalaxy ao fim de junho totalizava R$ 1,512 bilhão, considerando empréstimos e financiamentos bancários e obrigações com títulos securitizados de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e sem incluir débitos com fornecedores.

A companhia encerrou o primeiro semestre do ano com geração de caixa negativa em R$ 156,6 milhões.

Na quarta, além do pedido de recuperação judicial, a Agrogalaxy atrasou um pagamento de R$ 70 milhões de títulos de dívida.

Mesmo com os desafios financeiros e operacionais apresentados desde o início de 2023, o mercado apostava em outros mecanismos de reestruturação pela AgroGalaxy.

As tentativas de evitar a recuperação judicial

Uma operador do setor financeiro que acompanhou de perto a situação da empresa diz que a possibilidade de recuperação judicial sempre foi descartada publicamente pelos executivos, mas era de conhecimento que a situação era ruim, sem capacidade de pagamento de algumas dívidas, embora havia esperança de alguma intervenção com aportes do Aqua (Capital, fundo de investimento de private equity controlador da empresa).

Em dezembro, o Aqua fez uma injeção de R$ 150 milhões no grupo para reforço de caixa e redução do endividamento, a fim de que a empresa cumprisse os covenants (compromissos de contratos de financiamento ou empréstimos que servem para proteger os interesses dos credores) de alavancagem de 2023.

A AgroGalaxy sinalizava ao mercado a retomada do mercado de insumos agrícolas e a melhor equalização de estoques. Nas teleconferências aos investidores, executivos citavam que “o pior já passou”, a “tempestade ficou para trás” e que “o dever de casa foi feito” em controle de margens e redução de despesas, mas os balanços seguiam mostrando redução na receita.

A expectativa era de um ano mais favorável ao varejo agrícola. “Esperamos um ano mais estável em commodities e insumos, mas ainda entendemos que precisamos de estrutura financeira mais robusta. Não usaremos os recursos para comprar nenhuma empresa ou para comprar à vista, mas para enfrentar 2024 e estarmos mais preparados para passar por desafios”, disse o atual CEO e então CFO (diretor financeiro) e diretor de Relações com Investidores do AgroGalaxy, Eron Martins, ao Broadcast no início do ano.

O enxugamento da estrutura

O foco da companhia neste ano, segundo os executivos, era ampliar a sua rentabilidade com mix de produtos e ter uma estrutura mais enxuta. As intervenções incluíram desligamento de 80 posições corporativas e fechamento de 19 lojas, de um total de 169.

Em agosto, na última divulgação de resultados financeiros, Martins afirmou não estar nos planos da empresa novas ações de reestruturação, como demissão de funcionários ou fechamento de unidades adicionais.

“Estamos avaliando o desempenho de nossas unidades e regiões e, neste momento, mantemos a configuração estabelecida em fevereiro. Temos obtido sucesso nas renegociações de dívidas; todas as que venceram até agora foram prorrogadas por pelo menos 12 meses”, afirmou na ocasião.

Segundo ele, os indicadores de saúde financeira da empresa estavam intactos, aguardando a retomada do mercado. “As adversidades fazem parte do negócio, assim como faz parte termos uma estrutura capaz de se adaptar a esse contexto”, disse.

A crise refletiu também no valor de mercado da AgroGalaxy, com desvalorização de cerca de 90%. “A empresa, que chegou a valer R$ 1,7 bilhão no auge, hoje está avaliada em cerca de R$ 250 milhões”, disse o sócio-fundador da L4 Investimentos, Hugo Queiroz.

O desafio do setor

Na avaliação de consultores do mercado de distribuição de insumos, o pedido de recuperação judicial do grupo reflete a conjuntura desafiadora do setor, com demanda fraca pelos produtores rurais, atraso no pagamento pelos agricultores e descasamento entre estoques.

“Há questões específicas também ligadas à gestão, sobretudo de estoques e preços de produtos. O grupo expandiu em momento de euforia do setor, em 2021 e 2022, e a desaceleração da abertura de lojas parece que foi tardia, dado que o mercado dava sinais de retração”, afirmou uma fonte do setor.

Para o sócio diretor da Blink Consultoria, Lars Schobinger, a queda na margem operacional do mercado nacional de distribuição de insumos agrícolas somado ao baixo fluxo de insumos contribuíram para a situação financeira delicada da empresa.

“Com as distribuidoras com margens achatadas e um movimento de RJs relevante de agricultores, há pouco espaço de manobra para as empresas lidarem com o baixo fluxo de caixa. O setor está em uma crise de fluxo de caixa”, classificou Schobinger.



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À espera por chuva, produtores da soja na Bahia devem entrar em campo em breve


A partir da próxima terça-feira, 24 de setembro, termina o vazio sanitário na Bahia e os produtores podem iniciar a semeadura da soja na região. Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), o estado é o sétimo maior produtor de soja do Brasil, contribuindo com 4,8% da produção nacional e 65% da produção no Nordeste.

Conforme explica Darci Salvetti, presidente da Aprosoja-BA, os produtores estão cientes dos riscos associados ao plantio antecipado, especialmente se a chuva não ocorrer conforme esperado.

“A falta de umidade pode ocasionar diferentes tipos de problemas, como doenças nas plantas e replantio. Isso que acarreta custos ao produtor, considerando que a semente de soja está avaliada entre 5 a 6 sacas”, explica o presidente.

Salvetti salienta que, tecnicamente, os produtores baianos estão preparados, tendo investido em projetos de correção de solo, adubação e melhorias na infraestrutura. O clima na região, caracterizado por longos períodos de sol, favorece a fotossíntese e, consequentemente, a produtividade.

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Semeadura à vista

Foto: Reprodução/ Canal Rural Bahia

Os produtores da região estão prontos para iniciar a semeadura assim que as condições de umidade se tornarem favoráveis. Apesar das previsões de altas temperaturas e dos desafios do ano anterior, a confiança na capacidade de adaptação e nas tecnologias disponíveis permanece alta. As máquinas estão preparadas, e os produtores focam em garantir um plantio seguro e produtivo.

O presidente menciona que, na Bahia, alguns agricultores têm utilizado pivôs de irrigação, mesmo enfrentando dificuldades com a disponibilidade de água. Muitos estão planejando um plantio mais seguro, levando em consideração as limitações hídricas.

Ele explica que a estratégia envolve calcular a irrigação necessária para sustentar a cultura por pelo menos 30 dias. A preocupação com a escassez de água é constante, e os agricultores estão adotando medidas para minimizar riscos e maximizar a produtividade, mesmo em situações adversas.

O Soja Brasil também conversou com o vice-presidente da Aprosoja-BA, Jovani Marchezan, que também destaca a cautela dos produtores em relação ao vazio sanitário. Segundo ele, os agricultores estão mais preparados este ano em comparação ao anterior.

“Os que plantam cedo estão mais atentos. Muitos estão planejando a safra de inverno, mas de forma mais conservadora, evitando o risco de plantar 100% da área como no ano passado”, diz Marchezan.

Safra de grãos de 2024

soja, grãossoja, grãos
Foto: Silvio Ávila/ Ministério da Agricultura

Após a produção recorde de grãos em 2023, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimam uma produção menor de grãos na Bahia, em 2024, devido ao fenômeno El Niño, que afetou negativamente as condições climáticas e prejudicou algumas regiões produtoras no estado

A soja, principal produto, plantado em 2,0 milhões de hectares no estado, deve alcançar 7,53 milhões de toneladas, o que corresponde a uma queda de 0,4% sobre a safra de 2023.



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AgroNewsPolítica & Agro

Infestação de bicudo-do-algodeiro cresce 4 vezes


Dentre as várias pragas que afetam o algodão, o bicudo exige maior atenção





Foto: Divulgação

Em 2024, a temporada de cultivo de algodão foi marcada por um aumento expressivo na população do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), principalmente no Estado do Mato Grosso. Dados da Fundação MT indicam que a infestação foi quatro vezes maior do que na safra 2022/2023.

Para a próxima safra, essa praga segue como uma grande preocupação, tanto pelo aumento da sua incidência quanto pelos graves prejuízos que pode causar. Em casos extremos, o bicudo é capaz de destruir até 90% de uma área de plantio, tornando-se uma das pragas mais destrutivas para o algodoeiro. Para enfrentar a praga, uma alternativa é o uso de tecnologias avançadas de monitoramento, como plataformas que prevêem áreas de maior pressão de pragas. A Arc™ farm intelligence, por exemplo, oferece previsões detalhadas sobre o comportamento do bicudo, permitindo que o manejo seja feito no momento e local ideais, reduzindo os danos de forma precisa.

Dentre as várias pragas que afetam essa cultura, o bicudo exige maior atenção devido à sua enorme capacidade reprodutiva. Um único casal pode gerar milhões de descendentes ao longo de uma safra, com um ciclo de desenvolvimento médio de apenas 20 dias entre ovo e adulto.

O controle efetivo dessa ameaça exige uma combinação de ferramentas e técnicas de manejo adequadas. A antecipação do aumento populacional do bicudo é fundamental para que o produtor possa adotar medidas preventivas, evitando a proliferação descontrolada e minimizando os danos.

O monitoramento contínuo e o manejo direcionado são estratégias essenciais para mitigar os impactos dessa praga, que continua a representar um risco significativo à produção de algodão em regiões como Mato Grosso e Bahia.

 





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Congresso de Marketing Rural reforça importância de o agro se conectar com público urbano



O 16º Congresso Brasileiro de Marketing Rural e Agro, promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), realizado nesta quinta-feira (19) em São Paulo, teve como foco o fortalecimento da comunicação entre o agronegócio e a população urbana.

Reunindo 15 palestrantes ao longo do dia, o evento traz à tona o projeto “Marca Agro do Brasil”, uma iniciativa estratégica que busca transformar a imagem do setor e aproximá-lo dos grandes centros urbanos.

Durante o congresso, temas relevantes como tendências de marketing, comunicação no futuro, e a economia verde estão sendo debatidos.

“Quando não contamos nossas histórias, alguém o faz da maneira que acha mais conveniente. O agro precisa se mostrar à população urbana” – Ricardo Nicodemos, presidente da ABMRA

Projeto Marca Agro do Brasil

Um dos destaques do evento é o projeto “Marca Agro do Brasil”, que visa fortalecer o relacionamento entre o agronegócio e a sociedade urbana por meio da comunicação eficaz e estratégica. O objetivo é apresentar ao público os impactos positivos do setor, desde sua importância na economia até a sustentabilidade.

“Queremos construir uma conexão que incentive a admiração e o respeito da população urbana pelo agro”, acrescentou Nicodemos.

O evento também contou com palestrantes renomados, como o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues e o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, que frisaram a necessidade de uma comunicação mais clara e direta entre o agro e a sociedade.

“Esse diálogo é essencial para que o setor seja compreendido de maneira adequada, valorizando suas conquistas”, concluiu o presidente da ABMRA.



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Morte de indígena em Mato Grosso do Sul era tragédia anunciada, diz Tereza Cristina



Um jovem indígena foi morto com um tiro na cabeça na Terra Indígena Ñande Ru Marangatu, em Mato Grosso do Sul, nesta quarta-feira (18), durante a retomada da Fazenda Barra, realizada por policiais militares no município de Antônio João.

O governador do estado, Eduardo Riedel, participou de reuniões para pedir esclarecimentos sobre o assunto, envolto em conflitos fundiários. A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul também se manifestou sobre o caso, informando que alguns indígenas tinham armas de fogo e que “facções criminosas” estão interessadas na área por causa do tráfico de drogas.

Tragédia anunciada

A ex-ministra da Agricultura e atual senadora, Tereza Cristina, afirma que se trata de uma tragédia anunciada.

“Não foi por falta de conversar com o Ministério da Justiça e com o próprio Supremo [Tribunal Federal]. Quando temos uma discussão em que não sabemos se a lei que passou no Congresso e que foi aprovada, sancionada, se ela tem validade, se deixa uma insegurança que gera todo tipo de incitação dos indígenas para que eles façam as invasões [às propriedades rurais]”, diz Tereza.

De acordo com ela, a propriedade é protegida pela polícia e pela Força Nacional há muitos meses, visto que há uma liminar proibindo a entrada dos indígenas e dando a posse da terra aos produtores.

“Mas os indígenas estão sendo incitados [a invadir]. Ali é fronteira seca com o Paraguai e nós temos, do outro lado, áreas muito perigosas, com plantio de maconha, onde os indígenas arrumam emprego, infelizmente”.

De acordo com Tereza, ainda que o relatório da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) não tenha sido divulgado, há indícios de que, incitado pelas quadrilhas criminosas, o indígena morto tenha avançado sobre a polícia com arma de fogo.

O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, concorda com a ministra sobre se tratar de uma tragédia anunciada, visto que Mato Grosso do Sul tem 30% de seu território com reservas indígenas ou em litígio.

“Essa situação gera instabilidades na região há muito tempo. Essas aldeias, pelo que percebemos, estão tomadas pelos traficantes. Por ali se tem armas, drogas e prostituição. Assim, existem algumas lideranças que tornam esses indígenas massa de manobra”.



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em sessão volátil, Chicago oscila entre demanda e entrada da safra dos EUA


A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo da soja registra alta nos preços do grão e do óleo, enquanto as cotações do farelo estão mistas durante a sessão de hoje. O mercado está bastante volátil, alternando entre valores positivos e negativos.

A forte demanda por soja dos Estados Unidos, com exportações semanais superando as expectativas, oferece suporte aos preços. Por outro lado, a pressão sazonal da entrada da safra no país limita os ganhos e, em alguns momentos, provoca quedas.

As exportações líquidas da soja dos EUA para a temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, atingiram 1.748.100 toneladas na semana encerrada em 12 de setembro, com a China liderando as importações, totalizando 973.900 toneladas.

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Temporada 2025/26

plantação de sojaplantação de soja
Foto: Divulgação/Emater-RS

Para a temporada 2025/26, as exportações foram de 8.400 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas somando as duas temporadas, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com vencimento em novembro de 2024 estavam cotados a US$ 10,16 1/4 por bushel, uma alta de 2,25 centavos de dólar ou 0,22%. A posição para janeiro de 2025 era negociada a US$ 10,34 3/4 por bushel, com aumento de 2,75 centavos ou 0,26%.

No caso do farelo, dezembro de 2024 tinha preço de US$ 321,70 por tonelada, com um ganho de US$ 0,30 ou 0,09%. Já o óleo para dezembro de 2024 era cotado a 41,13 centavos de dólar por libra-peso, avançando 0,82 centavo ou 2,00%.



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SC: Mafra deve iniciar plantio da soja em outubro



O plantio da safra 2024/25 em Mafra, no Planalto Médio de Santa Catarina, deve iniciar na segunda metade do próximo mês. A área da soja cultivada será de 10 mil hectares, um aumento em relação aos 7 mil hectares da temporada anterior, conforme divulgado pela Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia).

Segundo o departamento técnico da Copérdia, a região recebeu até 150 milímetros de chuva nos últimos dias, melhorando a seca. Com condições climáticas normais, a cooperativa projeta uma colheita de 4.020 quilos por hectare de soja, acima dos 3.600 quilos da última safra, que sofreu com estiagem.

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Safra 2024/25

O plantio da safra 2024/25 de soja em Santa Catarina deve ocupar uma área total de 830 mil hectares, apresentando um crescimento de 2,5% em comparação aos 810 mil hectares cultivados na temporada passada.

Além disso, a expectativa de produção para a safra de soja é de 3,171 milhões de toneladas em 2024, representando um aumento de 5,8% em relação ao número de 2,998 milhões de toneladas contabilizadas em 2023. O rendimento médio das lavouras deve atingir 3.840 quilos por hectare, superando os 3.720 quilos por hectare colhidos na safra anterior.



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Exportações do agronegócio somam mais de US$ 14 bilhões em agosto


As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 14,14 bilhões em agosto de 2024, impulsionadas por cinco setores principais que representaram 78,6% do total exportado.

O complexo soja, responsável por 31,6% das vendas, liderou o desempenho, seguido pelas carnes (15,3%), o complexo sucroalcooleiro (13,5%), cereais, farinhas e preparações (9,1%) e produtos florestais (9,0%). Juntos, esses setores geraram US$ 11,11 bilhões.

Em comparação com agosto de 2023, quando as exportações dos mesmos setores somaram US$ 13,08 bilhões, houve queda na participação percentual (de 83,8% para 78,6%), mas um crescimento em valor absoluto.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Roberto Perosa, destacou o papel fundamental das relações comerciais e do controle sanitário como diferencial do Brasil no mercado internacional.

“O Brasil tem se destacado graças ao retorno das boas relações comerciais e à qualidade de nossos produtos”, afirmou.

Desempenho dos principais setores

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Foto: Agência Brasil

O complexo soja foi o principal destaque, com exportações de US$ 4,47 bilhões em agosto. A China, maior parceira comercial do Brasil, foi responsável pela compra de 73,7% do volume exportado de soja, o que corresponde a 5,9 milhões de toneladas.

O setor de carnes também teve desempenho expressivo, com um aumento de 5,6% nas exportações, alcançando US$ 2,17 bilhões. As vendas de carne bovina atingiram volume recorde, com 245,36 mil toneladas exportadas, um crescimento de 15,7%.

A carne suína, por sua vez, também apresentou alta, com crescimento de 9,2% nas exportações, totalizando US$ 273,95 milhões. O aumento foi puxado pela maior demanda de países como Filipinas, Japão, Chile e Singapura.

No complexo sucroalcooleiro, o Brasil, maior exportador mundial de açúcar, manteve uma produção recorde, com 46 milhões de toneladas estimadas para a safra 2024/2025. O volume exportado de açúcar em agosto de 2024 atingiu 3,92 milhões de toneladas, gerando US$ 1,79 bilhão.

Resultados acumulados

Entre setembro de 2023 e agosto de 2024, o Brasil exportou US$ 165,76 bilhões em produtos do agronegócio, um crescimento de 1,6% em comparação com o período anterior, que registrou US$ 163,19 bilhões.

Esses resultados reafirmam a posição do Brasil como uma potência agrícola global, com contínua expansão nos mercados internacionais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Queimadas e estiagem deterioram solo e saúde


“A queima reduz a quantidade de matéria orgânica bruta”




A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos
A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos – Foto: Pixabay

O Brasil enfrenta uma crise ambiental e no agronegócio devido à estiagem prolongada e queimadas recordes. Esses eventos causaram danos ao meio ambiente, afetaram lavouras e florestas, e deterioraram a qualidade do solo e do ar, prejudicando a saúde pública. Segundo Layane Ap. Mendes dos Santos, a exposição do solo após chuvas pode levar a escorrimento e erosão, e, sem chuvas, a baixa umidade e ventos fortes agravam a erosão eólica, comprometendo a produtividade do solo.

“A queima reduz a quantidade de matéria orgânica bruta, alterando e desequilibrando todo o ciclo e aporte de carbono do solo. Essa perda de matéria orgânica afeta diretamente a atividade e a diversidade da microbiota do solo, uma vez que diminui a disponibilidade de alimento, sendo uma das principais fonte de energia dos micro-organismos. Além disso, afeta diretamente a capacidade de troca catiônica do solo (CTC) e reduz a ‘reserva’ de água no solo”, explica a consultora de Desenvolvimento Técnico da ICL.

A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos, dificultando a recuperação da microbiota devido à exposição solar, calor excessivo, falta de umidade, desestruturação do solo e mudanças no pH. Isso afeta negativamente os processos biológicos essenciais para a saúde do solo e o desenvolvimento das plantas. O fogo também causa danos à estrutura física do solo, selando a superfície e desequilibrando a porosidade, o que limita o crescimento das plantas e a recuperação da microbiota.

A engenheira agrônoma recomenda o uso de uma mistura de plantas de cobertura com sistemas radiculares variados para reestruturar o solo e melhorar suas qualidades físicas, químicas e biológicas. A inclusão de gramíneas forrageiras de crescimento rápido ajuda na rápida cobertura e estruturação do solo. Tecnologias biológicas, como a inoculação com micro-organismos, são essenciais para acelerar o enraizamento das plantas e restaurar a biodiversidade do solo, aumentando a biomassa radicular e facilitando a entrada de carbono e nutrientes.
 





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