segunda-feira, agosto 3, 2026

Agro

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‘É preciso unificar o discurso do agro’, diz presidente da Faesp



Durante 16º Congresso de Marketing do Agro, realizado nesta quinta-feira (19) em São Paulo, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, afirmou que é preciso que todos os segmentos do setor agropecuário unifiquem o discurso para informar tanto os produtores, quanto as populações urbanas.

A avaliação da entidade é de que, apesar de ser o grande motor da economia nacional, o setor agropecuário continua sendo vítima de informações falsas.

Segundo Meirelles, o congresso realizado pela Associação Brasiliera de Marketing Rural e Agro (ABMRA) é um passo importante na construção de uma unidade nos discursos do agro que possa chegar a todos.

Participante do evento, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues afirmou que o país tem capacidade para liderar a produção mundial de alimentos. Já o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara falou a importância de chegar com a mensagem em todas as plataformas.

“Temos muita dificuldade em falar com os jovens, de usar as redes sociais. Estamos investindo bastante em comunicação para que as pessoas tenham informação precisa, real. A construção dessa unidade da comunicação depende do nosso trabalho”, afirmou Carrara.

Os jornalistas Bruno Paulinho, do Espírito Santo, e Divino Onaldo, de Goiás, receberam o primeiro Prêmio ABMRA de Jornalismo, com reportagens sobro o projeto Marca Agro do Brasil. O presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, reforçou a necessidade de dar voz aos verdadeiros representantes do setor agropecuário, para tornar o agro uma identidade nacional.

“Apenas unificando os discursos de todos os setores, que envolve entre outros os produtores rurais, agroindústrias, jornalistas, agências de publicidade, vamos conseguir construir a real imagem do agro. Somos um sucesso a nível econômico, com cerca de 27% da força de trabalho nacional, quase 25% do PIB do Brasil, respondendo por 50% do superávit da balança comercial e levando produtos de qualidade para a mesa do brasileiro, mas nos falta passar esses dados para a população de forma clara, para que ela entenda a importância do setor agropecuário no dia a dia de cada um de nós”, disse o presidente da Faesp.



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Marina Silva diz que produtores têm ‘prejuízo enorme’ com incêndios



A ministra do Meio Ambiente e da Mudança Climática, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira (19), que os produtores rurais brasileiros estão tendo um “prejuízo enorme” com os incêndios que se espalharam pelo país. A declaração foi dada em reunião no Palácio do Planalto com governadores e outros ministros sobre o combate aos incêndios.

“Os proprietários estão tendo um prejuízo enorme. Esse é um período em que a garapa da cana-de-açúcar, como a gente chama, está altamente densa, a temperatura faz com que essa garapa fique caramelizada e constitua prejuízo para o produtor”, declarou a ministra.

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Marina ressaltou que o estado de São Paulo é o que mais tem estrutura para combater incêndios, mas, mesmo assim, precisou pedir ajuda ao governo federal. “Na conversa que tive com o governador Tarcísio (de Freitas), ele me dizia: a sensação que tenho é como se estivéssemos colocando uma gota d’água”, contou.

A ministra defendeu o aumento da pena para quem provoca queimadas, assunto que está em debate entre o Palácio do Planalto e o Congresso.

“Se alguém chegar e colocar fogo dentro da nossa casa, isso tem um nome, é crime hediondo. Agora, alguém toca fogo no seu canavial, na sua fazenda e tem uma pena de dois a seis anos no máximo. É um debate profícuo”, disse Marina.

Durante a reunião, da qual também participaram os ministros Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Marina apresentou dados sobre os incêndios no país, mas disse que os números ainda serão atualizados.

Neste ano, até 15 de setembro, houve 690 incêndios em todo o território nacional, segundo a ministra. Desse total, afirmou, 298 foram extintos, cerca de 179 estão controlados, 108 estão sendo combatidos e 106 não contam com nenhuma forma de combate, devido a situações de difícil acesso.

“Temos 58% do nosso território em situação de seca e cerca de um terço do nosso território em situação de seca severa. A proibição que foi feita pelos governadores dos estados do uso do fogo é fundamental e foi fundamental. Nesse momento, todo e qualquer uso do fogo se constitui numa ação criminosa, já que está proibido em todo o território nacional. O prejuízo para o meio ambiente, para a saúde, patrimônio público e privado é imensurável”, declarou Marina.

Padilha, por sua vez, agradeceu o esforço feito pelos governadores para combater os incêndios e exaltou a união entre os governos estaduais e federal. “Toda vez que a gente agiu de forma conjunta, integrada, lá no Estado, o impacto foi ainda mais positivo, mais efetivo”, disse o ministro da SRI.



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Sistemas alimentares podem capturar emissões e avançar no combate à fome, diz CEO da JBS



Os sistemas alimentares – que abrangem da produção a campo até a chegada ao consumidor – podem contribuir, de forma determinante, para o enfrentamento dos dois maiores desafios da humanidade: mudanças climáticas e segurança alimentar. Esse foi o ponto enfatizado pelo CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, nesta quinta-feira (19), em painel sobre como desbloquear o potencial Brasil-Estados Unidos em energias renováveis em evento realizado na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

O Brazil-US Climate Impact Summit 2024 promoveu discussões sobre os desafios e caminhos diante das alterações no clima, com foco especial na transição energética como solução principal.

“Para as transformações que precisam ser feitas, são necessários recursos, mais especificamente entre US$ 300 bilhões e US$ 350 bilhões anuais até 2030”, declarou o executivo, que é líder da Força-Tarefa de Sistemas Alimentares e Agricultura Sustentáveis do B20, braço empresarial do G20, grupo que congrega as 20 maiores economias do mundo.

Segundo Tomazoni, é essencial priorizar corretamente e colocar o pequeno produtor no centro da estratégia. “Hoje, menos de 4% dos investimentos para mitigar as mudanças climáticas vão para a área da agricultura”, disse, mencionando o dado do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Ifad), da ONU.

O executivo lembrou que o policy paper “Sustainable food systems and agriculture” (sistemas alimentares e agricultura sustentáveis) – resultado do trabalho de 139 pessoas de diversos países e elos da cadeia produtiva – traz três diretrizes essenciais a serem integradas na proposta de pauta do setor privado para a Cúpula de Líderes do G20, agendada para novembro, no Rio de Janeiro:

  • aumentar a produtividade no campo,
  • melhorar o acesso ao crédito por parte de produtores rurais e
  • fortalecer o sistema de comércio multilateral.

Ao lado do CEO global da JBS, participaram do painel “Desbloqueando o potencial Brasil-EUA em energias renováveis” Barry Glickman, presidente da divisão de Tecnologias e Soluções Sustentáveis da Honeywell; Paula Kovarsky Rotta, vice-presidente das áreas de Estratégia da Raízen; Luisa Palácios, pesquisadora sênior do Centro de Política Global de Energia da Universidade de Columbia; e Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil. A mediação foi de Francisco Goes, chefe da sucursal do Valor Econômico no Rio de Janeiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Política de Incentivo à cocoicultura de qualidade


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 14.975 que institui a Política de Incentivo à cocoicultura de qualidade. A publicação foi feita no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (19).

A política tem como objetivo aumentar a produtividade, competitividade e sustentabilidade da cocoicultura brasileira, por meio da ampliação da produção e processamento de coco no Brasil; do estímulo ao consumo doméstico e às exportações de coco e seus derivados; da redução de perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva; e do apoio à produção orgânica de coco e seus derivados.

Além disso, visa promover a articulação com outras políticas públicas federais, otimizando e coordenando recursos e esforços para o desenvolvimento da cocoicultura. Também inclui o desenvolvimento de programas de treinamento e aperfeiçoamento da mão de obra empregada na cadeia produtiva; a ampliação das políticas de financiamento e seguro de crédito e renda para a cocoicultura; a melhoria da infraestrutura produtiva e de escoamento da produção; o apoio à pesquisa e assistência técnica; e o fortalecimento da competitividade da cocoicultura nacional, entre outros.

De acordo com a publicação, os recursos para o fomento da Política de Incentivo virão por meio de dotações orçamentárias da União, operações de crédito internas e externas firmadas com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, além de saldos de exercícios anteriores.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produziu mais de 1 milhão de frutos de Coco-da-baía em 2023, com o valor de produção de mais de R$ 1.6 milhões. Os principais estados produtores são: Ceará, Pará, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil exportou mais de US$ 672 mil em cocos, totalizando aproximadamente 675 toneladas, o que representa um aumento superior a 95% em valor e volume em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI). Em 2023, o mercado brasileiro comercializou cerca de US$ 831 mil e 876 toneladas para mais de 60 países. Os Estados Unidos (US$ 140 mil), a Espanha (US$ 119 mil) e a Argentina (US$ 69 mil) foram os principais destinos das exportações de coco brasileiro neste ano.

A cocoicultura é uma cadeia produtiva de grande relevância para o Brasil, principalmente para a região Nordeste, conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).





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Canadá abre mercado para farelo de mandioca, macadâmia e erva-mate do Brasil



O Brasil poderá exportar farelo de mandioca, flor seca de cravo-da-índia, fruto seco de macadâmia, erva-mate e polpa cítrica desidratada ao Canadá, informaram os Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, em nota conjunta.

O aval para as exportações, sem necessidade de certificação fitossanitária, foi recebido nesta quinta-feira (19) pelo governo brasileiro.

Os ministérios destacaram que neste ano o Canadá já havia autorizado a importação de feno para alimentação animal, fibra de coco, gelatina e colágeno de origem suína, e mastigáveis de origem aviária, caprina e bovina, além de grãos secos de destilaria (DDG ou DDGS) do Brasil.

De acordo com dados da balança comercial, o Brasil exportou US$ 604 milhões em produtos agropecuários para o Canadá de janeiro a julho deste ano.

No ano, o país acumula 117 aberturas de mercado para produtos da agropecuária brasileira.



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SC deve colher 12,3% mais milho verão em área encolhida



Santa Catarina deverá produzir 2,3 milhões de toneladas de milho verão na safra 2024/25, informou, em boletim, a Epagri/Cepa, da Secretaria de Agricultura do estado. Esse volume é 12,3% maior do que o colhido em 2023/24.

A alta se deve ao salto esperado de 23,93% na produtividade, para 8.460 quilos por hectare. A área plantada, por sua vez, deverá encolher 9,32%, para 268.130 hectares.

Um dos fatores que contribuíram para a redução de área, segundo a Epagri/Cepa, foi o alto custo de produção, além da “insegurança dos produtores em função de possíveis problemas com o ataque da cigarrinha-do-milho e os baixos preços praticados na safra 2023/24”, diz o boletim.

“Os números atuais ainda podem mostrar uma redução maior na área cultivada, em função de o plantio nas regiões do planalto catarinense ocorrerem entre setembro e outubro”, finaliza.

Soja em Santa Catarina

Em relação à soja 2024/25, a Epagri/Cepa estimou colheita em Santa Catarina de 2,9 milhões de toneladas, aumento de 12,77% ante 2023/24.

A oleaginosa, que começa a ser semeada em outubro no estado, deve ter expansão de 1,78% em área, para 766.267 hectares. Já a produtividade média esperada deve dar um salto de 10,8%, para 3.820 quilos por hectare, projetou a instituição.

Trigo

Quanto ao trigo, ainda da safra 2023/24, a área plantada deve somar 121 mil hectares, queda de 11,8% ante 2022/23, diz a Epagri/Cepa. A produtividade média está estimada em 3.563 quilos por hectare, aumento de 59,3%, o que resultará em colheita de 432 mil toneladas, ou 40,7% mais.

Segundo o boletim, o salto na produtividade “já era esperado, já que a safra passada foi marcada pelo excesso de chuvas, fator que prejudicou a qualidade do produto”.



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bolsas globais disparam; ouça análise de especialista



Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise do time de economistas do PicPay.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que, após o corte nos juros pelo Fed, as principais bolsas globais fecharam em forte alta.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones e o S&P bateram recorde de fechamento.

Por aqui, esse cenário ajudou o câmbio, com valorização do real frente ao dólar pelo sétimo dia.



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AgroNewsPolítica & Agro

preços recuam no RS e SC


Conforme dados da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul segue sem demanda nesta quarta-feira. Os moinhos locais, especialmente aqueles que compraram trigo de qualidade mediana, estão bem abastecidos e registraram uma queda nas moagens em agosto.

Isso fez com que o estoque fosse suficiente para o mês de setembro, reduzindo a necessidade de novas aquisições. Atualmente, vendedores estão pedindo R$ 1.250,00 FOB para trigos com PH mínimo de 77 e qualidade panificável, mas os moinhos, sem interesse imediato, não aceitaram esses preços e preferiram não fazer indicações de compra.

Em Santa Catarina, a situação não é muito diferente. Com a demanda por farinha em baixa, os moinhos catarinenses também reduziram a moagem em outubro e aguardam o início das novas safras do Paraná, Rio Grande do Sul e a própria safra local para reforçar seus estoques. O preço da pedra manteve-se em R$ 75,00/saca em Campos Novos, enquanto registrou altas em outras regiões, como Chapecó (3,03%, a R$ 68,00), Pinhalzinho (2,86%, a R$ 72,00), Mafra (3,03%, a R$ 68,00) e Concórdia (3,03%, a R$ 67,00).

Já no Paraná, os preços do trigo da safra nova se mantêm próximos aos da safra velha. A escassez de ofertas no estado fez com que os moinhos se voltassem para o trigo importado e o gaúcho. Vendedores da nova safra estão pedindo entre R$ 1.530 e R$ 1.550 FOB. Nas regiões dos Campos Gerais, as geadas causaram prejuízos significativos, com perdas em torno de 50% das espigas, mas ainda há expectativa de recuperação. Além disso, moinhos paranaenses compraram trigo gaúcho a R$ 1.400 FOB, somados ao ICMS e frete.





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AgroNewsPolítica & Agro

Inovações verdes e agrícolas no EIMA 2024


A 46ª edição do EIMA International foi apresentada em Dubai, destacando soluções inovadoras para a agricultura e cuidados com áreas verdes nos Emirados Árabes Unidos. O setor de tecnologia agrícola e o mercado de máquinas de jardinagem estão em forte crescimento no país, com uma tendência de expansão até 2027. O evento de Bolonha oferece aos operadores do Oriente Médio tecnologias que atendem às necessidades do setor primário, com foco especial na vitrine EIMA Green, voltada para máquinas de jardinagem.

Desde 2021, as vendas de máquinas agrícolas nos Emirados vêm aumentando, com projeção de crescimento anual de 4,4% até 2027, conforme dados da ExportPlanning. Em 2023, o volume de compras de tecnologias agrícolas ultrapassou €262 milhões, com 62% desse valor proveniente de importações de China, Estados Unidos, Japão, Itália e Reino Unido. Durante a apresentação do EIMA em Dubai, foi destacado que a Itália deve superar o Japão até 2027, tornando-se o terceiro maior fornecedor de máquinas agrícolas no país.

Edoardo Napoli, cônsul-geral da Itália em Dubai, afirmou que a parceria entre a Itália e os Emirados Árabes é sólida e tem espaço para crescer, impulsionada pela qualidade das tecnologias italianas nos setores agrícola e de jardinagem. Valerio Soldani, diretor do escritório da Agência Italiana de Comércio (ITA) em Dubai, destacou o crescimento do mercado agrícola nos Emirados, com previsão de expansão até 2029, apoiada por investimentos em segurança e resiliência agrícola.

O EIMA International, que será realizado em Bolonha de 6 a 10 de novembro, reunirá mais de 1.700 expositores, incluindo 600 estrangeiros. As soluções de jardinagem e cuidado com áreas verdes, apresentadas na EIMA Green, serão de grande interesse para os operadores dos Emirados, onde projetos inovadores como a ilha artificial Palm Jumeirah e o Green Planet impulsionam o setor, apesar dos desafios climáticos. O evento também contará com uma área de demonstração, o Garden E-motion, onde os visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias mais avançadas para jardinagem.
 





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AgroNewsPolítica & Agro

Preço 25% acima de 2023


Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade




Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade
Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade – Foto: Canva

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o feijão-carioca está atualmente com preços 25% superiores em comparação ao mesmo período de 2023. Isso reflete o impacto dos problemas de produtividade enfrentados em algumas regiões de colheita, especialmente em Minas Gerais, Goiás e Bahia. 

Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade, e um volume ligeiramente maior de negócios foi reportado ontem, mantendo os valores médios. No entanto, alguns corretores têm notado maior dificuldade para adquirir o produto diretamente nas fontes, o que pode ser um indicativo da demanda mais aquecida e da expectativa de melhores preços por parte dos produtores.

Os produtores têm mostrado certa impaciência, na esperança de que os problemas de produtividade levassem a uma reação mais acentuada nos preços. Entretanto, é importante lembrar que, em setembro do ano passado, os preços do Feijão-carioca caíram, encerrando o mês com uma média abaixo de R$ 200. Essa queda gerou uma expectativa de recuperação neste ano, que parece ter sido parcialmente concretizada, com os valores do Feijão-carioca extra agora 25% acima do registrado em 2023.

A alta nos preços é um reflexo direto das condições adversas enfrentadas durante o cultivo, como os impactos climáticos que afetaram a produtividade em várias regiões. Ainda assim, muitos produtores continuam cautelosos, aguardando novas movimentações do mercado. A combinação de oferta reduzida e dificuldades logísticas nas regiões produtoras tem contribuído para essa tendência de elevação dos preços, embora ainda exista incerteza quanto à continuidade dessa valorização no curto prazo.
 





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