segunda-feira, agosto 3, 2026

Agro

News

Você viu? Fraude milionária na venda de grãos é descoberta pela Polícia Civil


A Polícia Civil deu continuidade à investigação de uma fraude milionária na venda de grãos, envolvendo um grupo de empresários do agronegócio. Essa foi uma das notícias mais lidas da semana no site do Canal Rural. Saiba os detalhes:

A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em Itapetininga e Pilar do Sul, ambos no interior de São Paulo, na última terça-feira (17 de setembro). A informação parte de reportagem do G1.

A operação que já está na 4ª fase descobriu novas vítimas. O prejuízo dos produtores que caíram no golpe é estimado em cerca de R$ 500 milhões.

As investigações apuram crimes como lavagem de dinheiro e outros delitos contra a ordem econômica, revelando um núcleo financeiro do grupo composto por quatro empresas ligadas à securitização e comércio de cereais.

Essas empresas seriam responsáveis pela movimentação e ocultação dos ativos provenientes das fraudes.

Denúncia de produtores

soja - grãossoja - grãos
Colheita de soja | Foto: Wenderson Araujo/Trilux

As investigações da Polícia Civil começaram ainda em 2023, após denúncias de cooperativas, empresas e produtores, alegando prejuízos.

Segundo eles, o grupo estaria comprando grãos em quantidades acima do normal e repassando-os para terceiros por preços muito abaixo do praticado pelo mercado de commodities agrícolas. Assim, a polícia passou a suspeitar que se tratava de um esquema de pirâmide.

Mandados de busca e apreensão

A quarta fase da operação resultou no cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão em cinco residências e cinco empresas, algumas delas ligadas a pessoas que não estão sob investigação direta, mas que poderiam fornecer documentos úteis ao caso.

Durante as buscas, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, passaportes, documentos, dinheiro e armas de fogo, que passarão por inspeção. Os investigados são Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) e, portanto, teriam permissão para possuir essas armas.

A ação contou com 56 policiais civis de diversas unidades, como a Seccional de Itapetininga, Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

Polícia prendeu empresário

Em uma fase anterior, em julho deste ano, um empresário foi preso por obstrução do inquérito, acusado de tentar influenciar as vítimas a alterarem seus depoimentos em troca de pagamento. Na ocasião, a polícia encontrou duas armas na casa dele.



Source link

News

Agreste pernambucano se estabelece como polo produtor de vinhos


Uma nova fronteira para vinhos finos está surgindo no Agreste pernambucano, impulsionada por uma pesquisa realizada pela Embrapa Semiárido (PE) em parceria com a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape) e o Instituto Agronômico de Pernambuco (Ipa).

Seis variedades de uvas foram recomendadas especificamente para essa região, com dados que comprovam a viabilidade da produção local e análises que atestam a qualidade dos vinhos produzidos.

O estudo envolveu o cultivo e avaliação de dez variedades de uvas europeias em cinco ciclos de produção no campo experimental do Ipa, no município de Brejão (PE). O objetivo foi compreender o comportamento agronômico, a adaptação das variedades, a qualidade das uvas, o potencial enológico e a viabilidade do processamento de vinhos em regiões não tradicionais.

Vinhos brancos

Foto: Mairon Moura da Silva/Embrapa

Para a produção de vinhos brancos, as cultivares recomendadas foram Sauvignon Blanc, Muscat Blanc à Petits Grains (conhecido como Moscato Branco) e Viognier. Para os vinhos tintos, as variedades mais indicadas foram Syrah, Cabernet Sauvignon e Malbec.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Patrícia Coelho de Souza Leão, coordenadora do projeto, essas cultivares se destacaram pelo bom desempenho agronômico, produtividade e potencial de conservação.

“A Sauvignon Blanc, Syrah e Malbec foram as mais notáveis, com produtividade média de 10 toneladas por hectare, similar à registrada na região do Vale do São Francisco, polo produtor já consolidado, sendo recomendadas para cultivo no Agreste”, afirma a pesquisadora.

Além dessas, a Chardonnay foi avaliada para vinhos brancos, e a Pinot Noir e Petit Verdot para vinhos tintos. “No entanto, essas variedades não mostraram boa adaptação, apresentando fraco desenvolvimento vegetativo, baixo vigor e produtividade reduzida”, aponta a pesquisadora.

Qualidade das bebidas

O projeto também incluiu a avaliação da qualidade dos vinhos produzidos a partir das uvas cultivadas.

Os vinhos resultantes atenderam às exigências da legislação brasileira para vinhos finos secos e se destacaram em análises sensoriais conduzidas pela equipe da Escola do Vinho, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE). Essas análises confirmaram o potencial dos vinhos da região Agreste de Pernambuco.

O trabalho de pesquisa tem impulsionado o cultivo de uvas viníferas e a produção de vinhos de alta qualidade no Agreste, atraindo empreendedores interessados no potencial do enoturismo como uma nova oportunidade de negócio.

“Os resultados são um estímulo para a produção de uvas viníferas na região. Além de atrair o turismo, a vitivinicultura diversifica as atividades agropecuárias, especialmente para pequenos e médios empreendedores rurais, e oferece ao consumidor vinhos de qualidade diferenciada em relação aos produzidos no Semiárido”, destaca Souza Leão.

Pesquisa e empreendedorismo

Foto: Embrapa

Os trabalhos conduzidos pela Embrapa Semiárido forneceram a base para a ascensão de uma nova região vinícola no Agreste de Pernambuco, especialmente em Garanhuns, ao validar o cultivo de uvas em área de produtor local. A iniciativa uniu pesquisa científica e empreendedorismo, revelando o potencial da vitivinicultura de altitude na região.

O empresário e médico Michel Moreira Leite foi o primeiro a apostar nesse potencial. Proprietário da vinícola Vale das Colinas, ele produz anualmente cerca de 6 mil garrafas de vinho, que já conquistaram prêmios nacionais, tornando-se um exemplo de sucesso e inovação no Agreste.

A jornada de Leite começou em 2013, quando ele e sua esposa adquiriram um terreno de 37 hectares na zona rural de Garanhuns e decidiram transformar a área em uma plantação de uvas viníferas. “Não sabíamos por onde começar, então fomos à Embrapa buscar informações sobre a viabilidade técnica do projeto”, relembra.

No Centro de Pesquisa, o casal descobriu que já estavam sendo conduzidos experimentos com o cultivo de uvas viníferas no Agreste. Para eles, a Empresa foi crucial na construção do projeto piloto em Garanhuns. O empresário somou forças à instituição de pesquisa por meio de um convênio de cooperação técnica, disponibilizando seu parreiral para novos estudos.

Dessa colaboração nasceu a Vale das Colinas, em 2018. Inicialmente, foram plantadas as variedades Cabernet Sauvignon, Malbec e Muscat Petit Grain em 3,5 hectares. A primeira colheita, em 2020, deu início às atividades de enoturismo. A área cultivada foi ampliada para 14 hectares, com novas variedades, como Syrah, Chenin Blanc e Marselan.

Agora, Leite busca reduzir custos e aumentar a competitividade do negócio. Ele acredita que a maior contribuição do projeto foi o impacto no desenvolvimento humano da região. “Nossa vinícola fortaleceu a hotelaria e a gastronomia de Garanhuns, impulsionando o turismo local”, ressalta. O crescimento da vitivinicultura no Agreste atraiu novos empreendedores, como a Vinícola Mello, que iniciou suas operações em 2021.

Próximos passos

O cultivo de videiras voltado à produção de vinhos finos no Agreste pernambucano está em fase de aprimoramento para estabelecer um sistema de produção mais eficiente e competitivo. Esse é o próximo passo da pesquisa, de acordo com Souza Leão. No entanto, com base nos trabalhos já realizados, foram elaboradas recomendações para otimizar o cultivo na região.

A pesquisadora reforça a importância da continuidade dos estudos realizados pela Embrapa em parceria com outras instituições, como a Ufape e o IPA. Essas pesquisas abordam aspectos cruciais do sistema de produção, incluindo técnicas de manejo, avaliação de novas cultivares e clones, redução do ciclo produtivo, práticas de poda e definição do momento ideal para a colheita. O objetivo é  tanto aumentar a produção quanto garantir uvas de maior qualidade para a elaboração de vinhos.

“A qualidade do vinho está diretamente relacionada ao manejo adequado das plantas. Portanto, o avanço dos estudos é essencial para melhorar a competitividade da cadeia produtiva na região. Isso contribuirá para diversificar a economia local, gerando novos empregos e renda”, conclui.

*Sob supervisão de Victor Faverin


Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News.



Source link

News

Governo destrói pista de pouso clandestina na Terra Yanomami



As Forças Armadas destruíram na última quarta-feira (18) a primeira pista de pouso dentro da Terra Yanomami, utilizada para abastecer o garimpo ilegal.

A ação, realizada na região de Surucucu, marca o início de mais um foco de trabalho do governo federal no combate ao garimpo ilegal.

Com a demolição dessa infraestrutura, o governo busca interromper as principais rotas de abastecimento dos garimpeiros, dificultando o acesso as áreas remotas onde ocorrem atividades ilícitas.

Além dessa pista, outras 44 já foram destruídas, entre março e setembro desse ano, essas estavam localizadas ao redor da Terra Índígena Yanomami.

Essas rotas clandestinas têm sido mapeadas através de sobrevoos de reconhecimento, imagens de satélite e tecnologia avançada fornecida Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), que identifica as operações de mineração dentro do território. O radar SABER M60, desenvolvido pelo Exército, também ajudou na identificação da localização dessa via de acesso ilegal.

Frear a abertura de novas áreas

Com base na análise das imagens e na coleta de dados de inteligência das Forças Armadas, as informações foram enviadas à Casa de Governo, que coordenou a operação em conjunto com os militares.

A destruição de pistas clandestinas é fundamental para desarticular a logística dos garimpeiros e desincentivar a abertura de novas áreas dentro e fora da Terra Yanomami.

“A destruição de pistas causa um impacto significativo na logística do garimpo”, afirmou o assessor da Secretaria-geral da Presidência da República, Nilton Tubino.

Ele avaliou que, sem essas rotas de acesso aéreo, os garimpeiros enfrentarão muito mais dificuldade para continuar suas atividades, o que pode desmotivá-los a permanecer na área indígena.

Monitoramento de outras pistas

O governo federal vem monitorando outras pistas clandestinas e a expectativa é que novas ações sejam realizadas em breve, como parte do plano de retirada da Terra Yanomami.

O monitoramento contínuo, apoiado por tecnologias avançadas, é um dos pilares para o sucesso dessa estratégia.

Balanço das operações

Entre março e setembro de 2024, o governo intensificou suas operações, causando prejuízos estimados em R$ 209 milhões aos garimpeiros.

Nesse período, foram realizadas 1.812 operações, que resultaram na destruição de 20 aeronaves, 96 antenas Starlink, 45 pistas de pouso, 11 quadriciclos, 761 motores, 86.560 toneladas de cassiterita, 239 geradores, 298 acampamentos clandestinos e 93.854 litros de óleo diesel.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

preços sobem com baixa oferta e tempo seco


Pastagens comprometidas pelo período de inverno





Foto: Canva

Segundo com a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o mercado do boi gordo apresenta um cenário de alta, com a cotação atingindo R$ 257,05 a arroba, acumulando um aumento de 7,22% ao longo do mês, segundo dados do Cepea. O tempo seco tem contribuído para a diminuição da oferta de animais terminados, impulsionando os preços.

No Paraná, as principais regiões produtoras de gado de corte enfrentam uma situação semelhante, com pastagens comprometidas pelo período de inverno e sem a recuperação esperada devido à baixa incidência de chuvas nas últimas semanas.

No atacado paranaense, os preços do dianteiro e traseiro bovinos também estão em ascensão. Após encerrarem agosto com médias de R$ 13,93 e R$ 21,10, respectivamente, representando altas de 1,53% e 2,25% em relação ao mês anterior, a última pesquisa realizada pelo Deral, entre 9 e 13 de setembro, registrou novos aumentos, com o dianteiro alcançando R$ 14,03 e o traseiro R$ 21,27.





Source link

News

Pesquisa torna mais barata e viável a produção de biopesticidas


Descoberta de cientistas da Embrapa Meio Ambiente (SP) e da Universidade Federal de Goiás (UFG) deverá facilitar a produção do fungo Beauveria bassiana, espécie nociva a insetos-praga e muito utilizada na composição de biopesticidas.

Os pesquisadores descobriram uma fonte de nitrogênio mais barata a partir de proteínas vegetais. O fornecimento de nitrogênio é parte essencial para a produção desse fungo e é o nutriente mais caro do meio de cultivo desse microrganismo.

A equipe substituiu o caro extrato de levedura por fontes de proteínas vegetais, e encontrou uma alternativa econômica e eficiente para a produção em larga escala do fungo. Essa descoberta envolvendo o processo de fermentação líquida de Beauveria bassiana revelou a viabilidade de fontes de nitrogênio de origem vegetal na produção de blastosporos desse fungo.

Os blastosporos são células produzidas por fermentação líquida por diversos fungos que causam doenças em insetos e ácaros pragas.

Alternativa mais econômica

Os pesquisadores apontam que as proteínas vegetais a serem empregadas no processo podem ser obtidas de subprodutos oriundos de processos agroindustriais.

Essa substituição, além de oferecer uma alternativa mais econômica para a produção em larga escala do fungo, também é uma solução mais sustentável ao processar um material de baixo valor econômico e considerado como subproduto pela agroindústria.

Para uma das autoras, Valesca Lima, da UFG, essa descoberta impulsionará novos avanços na produção de biopesticidas, tornando-a mais acessível e sustentável.

“A utilização de nitrogênio orgânico proveniente de subprodutos agroindustriais não apenas diminui os custos operacionais da produção de fungos por fermentação líquida, mas também contribui para a valoração desses compostos, convertendo-os em biopesticidas sustentáveis. Tudo isso sem perder as características desejáveis do bioproduto, como a alta produção”, afirma.

Desempenho superior do microrganismo

Os blastosporos produzidos com as fontes de nitrogênio de origem vegetal resistiram aos estresses abióticos e foram eficientes em combater pragas. Além disso, sobreviveram por mais tempo após serem desidratados, dependendo da fonte de nitrogênio utilizada.

A farinha de semente de algodão, utilizada como fonte de proteína, foi a que apresentou os melhores resultados, ajudando a criar um bom equilíbrio nutricional para esse fungo. “Nossos dados mostram que a farinha de semente de algodão é ótima para produzir blastosporos eficazes contra pragas e resistentes a estresses abióticos para diversas cepas de Beauveria bassiana”, diz Gabriel Mascarin, da Embrapa.

A produção em massa desses fungos, por meio de fontes vegetais de nitrogênio, também resulta em elevada produtividade em menor tempo de fermentação, variando de dois a três dias. Essa abordagem pode ser aplicada a outros fungos entomopatogênicos (nocivos a insetos), ampliando o repertório de biopesticidas disponíveis no mercado global à base de blastosporos.

De acordo com Lima, os resultados mostram que a farinha de semente de algodão não só aumentou a produção de blastosporos de B. bassiana, mas também melhorou a virulência contra larvas de uma praga. Esses blastosporos demonstraram maior tolerância ao calor e à radiação UV-B, fatores críticos para a eficácia dos biopesticidas.

Em bioensaios, os blastosporos provenientes da farinha de algodão causaram expressiva e rápida letalidade e necessitaram ainda de menor quantidade de inóculo para matar a população da praga-alvo, culminando em menor dose letal necessária ao controle eficaz da praga.

Subprodutos da agroindústria

Castrolanda Cooperativa AgroindustrialCastrolanda Cooperativa Agroindustrial
Foto: Divulgação/Castrolanda Cooperativa Agroindustrial

O uso de subprodutos agroindustriais como fonte de nitrogênio promove práticas mais sustentáveis ao transformar resíduos em produtos valiosos.

Esses subprodutos da agroindústria de grãos são ricos em nutrientes e compostos químicos diversos, tornando-se uma matéria-prima viável para a produção de agentes microbianos. “A integração de conhecimentos envolvida nesse estudo é aplicável a vários biopesticidas fúngicos”, destaca Lima.

A cientista conta que a produção em massa de blastosporos por fermentação líquida submersa é mais vantajosa em comparação à fermentação em substrato sólido, devido à sua escalabilidade, altos rendimentos em curtos períodos de cultivo e menores custos operacionais. Essa tecnologia oferece um controle mais rigoroso dos parâmetros de fermentação, resultando em menor risco de contaminação e maior eficiência na produção.

Potencial de mercado dos bioinseticidas

Os cientistas acreditam que essas descobertas são fundamentais para o desenvolvimento de novos biopesticidas, alinhando-se com os princípios de uma economia circular verde. Além disso, a versatilidade nutricional de B. bassianafacilita a sua colonização em diversos nichos ecológicos e hospedeiros, ratificando sua eficácia como biopesticida.

“Esse avanço é essencial para a comercialização de bioprodutos de alta qualidade, com impacto positivo na saúde humana e ambiental, e representa um passo significativo na inovação de micopesticidas globais”, conclui Mascarin.

*Sob supervisão de Victor Faverin


Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo.
Siga o Canal Rural no Google News.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura de milho silagem avança no Rio Grande do Sul


Expectativa de 357.311 hectares plantados





Foto: Canva

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19), a semeadura da cultura do milho silagem está em pleno andamento no Rio Grande do Sul, favorecida pelo teor de umidade adequado do solo, que tem contribuído para a germinação e o crescimento vegetativo inicial. Para a safra 2024/2025, estão previstos 357.311 hectares de área cultivada, com uma produtividade estimada em 38.440 kg por hectare.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, a semeadura das lavouras destinadas à silagem já alcançou 90% da área prevista, e as atividades de controle de plantas daninhas estão em andamento.

Já na região de Frederico Westphalen, a semeadura atingiu 80% da área planejada, com os produtores monitorando a ocorrência de cigarrinha-do-milho, uma praga que pode impactar a produtividade.





Source link

News

Queijaria recebe assistência técnica, melhora produção e atrai turistas


A Queijaria Tino Weber, produtora de queijos em Ouro Verde, está sendo acompanhada por técnicos da Emater Goiás na melhoria do manejo do gado e ampliação de atividades turísticas e comercias.

O local, já conhecido pela produção do alimento e recepção de visitantes interessados em conhecer a propriedade e degustar seus produtos, procurou a agência de extensão rural para profissionalizar ainda mais suas operações e atrair um maior número de clientes e turistas.

Programas de melhoria

Queijo artesanalQueijo artesanal
Foto: Emater Goiás

Inicialmente, a Emater Goiás está implantando na propriedade dois programas. O primeiro é o Bovinocultura Sustentável, que tem como objetivo orientar os produtores sobre o processo de estruturação do solo, pastagem, forrageira, manejo do gado e interação com os animais. Assim, busca-se aumentar a produção leiteira, matéria-prima da produção dos queijos.

O segundo programa que está sendo implandado na Queijaria Tino Weber é o Aconchego Rural, de turismo rural do estado de Goiás, idealizado pela Emater e Goiás Turismo.

Por meio do programa, os técnicos visitam a propriedade para conhecer o trabalho que já é realizado pela propriedade com os turistas que recebem e propõe melhorias. Além disso, dão orientações sobre atendimento ao cliente, espaço físico, dicas de marketing, apresentam ideias para melhorar o serviços, entre outras.

De acordo com o presidente da Emater, Rafael Gouveia, todo negócio precisa buscar maneiras de aperfeiçoar e implantar novos processos para continuar atendendo com eficiência os clientes.

“É isso que fazemos com os produtores rurais que acompanhamos, queremos ver eles implantando nossos programas e colhendo resultados. Com as visitas periódicas que nossos técnicos estão realizando na queijaria, tenho certeza que a propriedade vai melhorar as atividades e, consequentemente, a renda da família”, afirma.

Imersão dos visitantes

A Rosana, proprietária da Queijaria Tino Weber e produz queijos artesanais ao lado do seu marido, afirma que a assistência que recebe dos técnicos da Emater vai ampliar ainda mais seu negócio, principalmente com a recepção dos turistas.

“Aqui, os visitantes podem acompanhar de pertinho o processo de produção dos queijos, conhecer as vacas que produzem o leite que utilizamos, degustar os nossos produtos como queijos, manteiga, pães e vinhos e ainda interagir com os animais e o ambiente. Com as melhorias que vamos implantar, nosso negócio terá uma visibilidade muito maior e vai atrair novos clientes”, completa.

Durante as visitas, os agentes conheceram a história da família, as instalações da propriedade, os processos realizados, as atividades que visam a sustentabilidade e o bem estar animal, além dos produtos produzidos na queijaria.

A técnica agropecuária e coordenadora do programa Aconchego Rural, Isabela Lima, afirma que a iniciativa irá ampliar o lucro da família assistida. “A propriedade terá acesso à assistência técnica necessária para agregar valor aos produtos e serviços oferecidos, aumentando a renda e atraindo mais turistas”, completa.

Além da assistência recebida pela Emater Goiás, a Queijaria Tino Weber também é acompanhada por equipes da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), órgão encarregado pela inspeção sanitária e garantia da qualidade do produto que chega ao consumidor.

*Sob supervisão de Victor Faverin


Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Condições meteorológicas afetam pastagens de aveia e azevém


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19), na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições climáticas têm sido desfavoráveis ao desenvolvimento das pastagens de aveia e azevém, principalmente devido à baixa disponibilidade de radiação solar. Na Campanha, o excesso de umidade em solos argilosos limita a taxa de crescimento das plantas. Mesmo o azevém, que é mais tolerante a solos úmidos, está apresentando desenvolvimento abaixo do esperado neste período de transição entre o inverno e a primavera.

Por outro lado, na Fronteira Oeste, em Manoel Viana, as temperaturas em elevação e a ocorrência de chuvas moderadas têm beneficiado as pastagens, permitindo a aplicação eficaz de fertilizantes nitrogenados. Na região de Caxias do Sul, a umidade do solo e temperaturas amenas estão favorecendo o desenvolvimento das forrageiras, embora a intensidade da fumaça tenha prejudicado a luminosidade.

Em Erechim, o aumento das temperaturas e da luminosidade contribuiu para o rebrote das pastagens e a melhora na oferta de massa verde. Em Frederico Westphalen, as pastagens de inverno estão no final do ciclo, enquanto as pastagens perenes de verão brotaram significativamente. Na região de Ijuí, a produção de forrageiras está em declínio devido ao término do ciclo e à diminuição da umidade.

Na de Pelotas, o desenvolvimento das pastagens nativas está lento, com algumas áreas apresentando melhor crescimento do azevém. Na região de Passo Fundo, a taxa de crescimento das pastagens é considerada boa, com adubações em cobertura sendo realizadas, embora a baixa umidade tenha limitado a aplicação de nitrogênio em algumas áreas.

Em Porto Alegre, o campo nativo recupera sua capacidade de carga, mas a pressão de pastejo nas pastagens anuais continua alta. Por fim, na região de Santa Rosa, o campo nativo não apresentou crescimento expressivo devido à baixa luminosidade, e as pastagens anuais de inverno estão se aproximando do fim do ciclo, com a floração de aveia e azevém. A necessidade de chuvas consistentes é evidente para a aplicação de fertilizantes nitrogenados nas pastagens perenes.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Lentidão no mercado da soja


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, os negócios seguem travados e com preços em queda, segundo informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “No porto, foram vistos preços a R$ 138,00 para entrega em outubro, e pagamento em 15/10. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 130,00 Cruz Alta – Pagamento em 15/10. R$ 130,50 Passo Fundo – Pagamento em 15/10. R$ 130,00 Ijuí –Pagamento em 15/10”, comenta.

Enquanto isso, o começo de semana segue lento no estado de Santa Catarina. “Assim como nas demais regiões do Brasil, os preços no estado apresentaram queda, em linha com a seguida desvalorização do dólar. A parte central do estado ainda aguarda condições melhores para iniciar o planto. Segundo a Cooperativa Copérdia, a região de Mafra deve plantar 10 mil hectares ante 7 mil do ano anterior. O preço no porto foi de R$ 126,00, Chapecó a R$ 117,00”, completa.

O estado do Paraná manteve a média dos preços, mas não realizou negócios. “O estado teve uma das menores reduções de preço ao longo do dia, mas os negócios ainda são pontuais. No oeste do Paraná, compradores ofereciam entre R$ 132 e R$ 134 por saca, para retirada em setembro e pagamento no fim de outubro, valores inalterados desde sexta, mas abaixo dos R$ 140 do fim da semana passada. Vendedores aguardavam preços mais altos. No Porto de Paranaguá (PR), havia acordos por R$ 140 a R$ 142/saca CIF, para entrega em setembro e pagamento em outubro”, indica.

No Mato Grosso do Sul, com o fim do vazio sanitário, o agricultor ainda espera as chuvas para o plantio e apenas regiões com irrigação estão começando os trabalhos. Os preços foram os seguintes: Dourados R$ 129,00. Campo Grande: R$ 129,00. Maracaju: R$ 128,00. Chapadão do Sul: R$ 127,00. Sidrolândia: R$ 127,00”, informa. No estado vizinho de Mato Grosso, os preços praticados são os seguintes: em Campo Verde, R$ 126,80; em Lucas do Rio Verde, R$ 122,90; em Nova Mutum, R$ 123,40; em Primavera do Leste, R$ 127,20; em Rondonópolis, R$ 129,00; e em Sorriso, R$ 122,50.
 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Taxas futuras caem no Brasil após Powell defender corte de juros nos EUA


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – Após o forte avanço da véspera, as taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em queda firme no Brasil, em especial entre os contratos longos, em sintonia com a baixa dos rendimentos dos Treasuries após o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, defender o início dos cortes de juros nos EUA em setembro.

Entre os contratos de curtíssimo prazo, o recuo das taxas futuras foi mais modesto, com a curva a termo brasileira ainda precificando alta da Selic no próximo mês.

No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2025 — que reflete a política monetária no curtíssimo prazo — estava em 10,82%, ante 10,855% do ajuste anterior.

Já a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 11,48%, ante 11,617% do ajuste anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 estava em 11,47%, ante 11,627%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 11,58%, ante 11,702%, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 11,56%, ante 11,671%.

Principal evento da semana, a participação de Powell no simpósio de Jackson Hole entregou o que o mercado esperava: indicações claras sobre o que o Fed caminha para fazer na política monetária.

Powell defendeu pela manhã que “chegou a hora” de o Fed cortar sua taxa de juros, uma vez que os riscos crescentes para o mercado de trabalho não deixam espaço para mais fraqueza e a inflação está a caminho de alcançar a meta de 2%. Na prática, foi um apoio explícito ao afrouxamento da política monetária.

“Os riscos de alta para a inflação diminuíram. E os riscos de queda para o emprego aumentaram”, disse Powell. “Chegou a hora de ajustar a política. A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos.”

A reação dos mercados globais à fala de Powell foi positiva, com investidores buscando ativos de maior risco, ainda que haja dúvidas sobre a magnitude do primeiro corte: 25 ou 50 pontos-base.

As ações em Wall Street avançaram, enquanto os yields dos Treasuries e o dólar despencaram. No Brasil, as taxas dos DIs acompanharam o movimento, chegando a cair 20 pontos-base no vértice para janeiro de 2027 durante o dia.

“Setembro marcará o início de um novo capítulo no combate à inflação pós-pandêmica. Mas se o afrouxamento está dado nos EUA, por aqui estamos discutindo a possibilidade de novos apertos”, disse Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, em comentário enviado a clientes.

“Acredito que podemos inferir que as chances de um aumento da Selic já em setembro perdem força se o corte de juros nos EUA for 0,5 (ponto percentual). Por outro lado, se for mesmo 0,25, pode ficar difícil evitar (a alta da Selic).”

Apesar da leve queda nesta sexta-feira, as taxas mais curtas da curva brasileira seguiam precificando alta de 25 pontos-base da Selic em setembro. Essa perspectiva ainda era em grande parte reflexo das declarações mais recentes de autoridades do BC, em especial do diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo.

Na quinta-feira, ele negou que a autarquia esteja em um “corner” em relação ao que será feito com a Selic em setembro, mas disse que “ter que subir juros é situação cotidiana para quem está no BC”.

Com as declarações, a curva precificou na véspera 100% de probabilidade de alta de 25 pontos-base da Selic em setembro. Perto do fechamento desta sexta-feira, a precificação estava em 90% para corte de 25 pontos-base, contra 10% para manutenção da taxa em 10,50%.

No exterior, às 16h36 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 6 pontos-base, a 3,805%.





Source link