domingo, agosto 2, 2026

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Frente fria e chuva de mais de 150 mm nesta semana; veja previsão do tempo



Confira como ficam as condições do tempo e veja em pode ter chuva em todas as regiões do Brasil, na semana entre 23 e 28 de setembro.

Sul

A semana começa com pancadas de chuva forte em todo a região. Há, risco de temporais em Santa Catarina; no sudoeste e oeste do Paraná; e no centro-leste, nordeste e na serra do Rio Grande do Sul.

Nos próximos cinco dias, a chuva se concentra no centro-sul gaúcho, com volumes
podendo ultrapassar 150 mm. Pode haver alagamentos e deslizamentos na região.

No centro norte do Rio Grande do Sul e nos dois outros estados, o acumulado de chuva da semana varia entre 15 e 40 mm, ajudando a manter a boa umidade do solo, sem prejudicar as operações em campo.

Alerta para tempo severo na segunda (23) e terça-feira (24) no sul gaúcho, por conta da presença de um cavado (área de baixa pressão na atmosfera).

A partir de quarta-feira (25), esse cavado avança com uma nova frente fria sobre demais áreas do Rio Grande do Sul e pelo restante da região, deixando estas áreas também em atenção para tempo severo. Há possibilidade de queda de granizo e rajadas de vento mais intensas, que podem danificar lavouras e estruturas agrícolas, provocar queda de árvores e trazer risco de corte de abastecimento de energia.

Sudeste

Pancadas de chuva irregulares atingem São Paulo no início da semana, mas com manutenção do calor, deixando o dia abafado na segunda-feira.

O tempo fica firme em Minas Gerais e faz calor no Rio de Janeiro, com temperaturas altas à tarde. Não chove e o sol brilha forte no Espírito Santo.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva varia de 10 a 20 mm no litoral de São Paulo, onde as pancadas será registradas principalmente entre quinta (26) e sexta-feira (27).

No restante do Sudeste, praticamente não chove durante toda a semana. O predomínio de tempo firme associado ao calorão continua prejudicando os cafezais em fase de floração nos quatro estados. Não se recomenda o início da semeadura da safra 2024/25 devido à alta temperatura do solo e à falta de umidade.

O risco para focos de incêndio continua aumentando nos próximos dias, principalmente em Minas e no interior de São Paulo. Assim, o produtor deve ficar atento em relação ao manejo com fogo.

Centro-Oeste

A segunda-feira tem pancadas de chuva no noroeste de Mato Grosso, graças à umidade que vem do Norte, e nos extremos leste e sul de Mato Grosso do Sul. Já Goiás e o Distrito Federal continuam sem umidade e com temperaturas bem altas, na casa
de 42 ºC/43 ºC.

Nos próximos cinco dias, os volumes de chuva variam entre 5 e 35 mm, de forma mal distribuída, em Mato Grosso do Sul, oeste de Mato Grosso e sul de Goiás, elevando a umidade relativa do ar e ajudando a diminuir o risco para o surgimento de incêndios.

Porém, a água no solo ainda não é suficiente para o inicio da semeadura da safra 2024/25. Lavouras e pastagens seguem prejudicadas no leste de Mato Grosso e em Goiás, pela falta de umidade.

Como a umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 20%, não se recomenda o tratamento fitossanitário nesta semana. O produtor deve evitar o manejo com fogo no período.

Nordeste

Algumas pancadas mais irregulares ainda podem ocorrer nas capitais da costa leste da região no início da nova semana, mas sem alertas.

A maior parte do Nordeste inicia o período sem chuva, mas com ventania. Rajadas mais fortes devem atingir a costa norte, entre o Piauí e o Ceará.

Em cinco dias, o acumulado de chuva fica entre 10 e 15 mm no litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. No interior, segue a restrição hídrica e o risco de incêndio.

Com da , não se recomenda nesta semana o tratamento fitossanitário, por conta da baixa umidade relativa do ar, que deve ficar abaixo de 20%. O produtor deve evitar o manejo com fogo e se hidratar bastante ao realizar os trabalhos em campo, pois a temperatura pode chegar a 40 ºC em áreas como o centro-sul do Maranhão, no Piauí e no interior da Bahia.

Norte

Na segunda-feira, há risco de chuva forte em Manaus (AM) e de temporal no norte e noroeste do Amazonas e no noroeste do Pará. A chuva ocorre em forma de pancadas no Acre e em Rondônia, mas o calor continua.

O tempo fica firme e seco no Tocantins. Nesse estado, assim como em Rondônia, Pará e Acre, as máximas podem passar de 41 ºC, causando estresse térmico nas
lavouras e no gado em confinamento.

O acumulado de chuva nos próximos dias varia entre 20 e 40 mm no Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e sudoeste do Pará. Essa condição deve ajuda a elevar a umidade relativa do ar, e diminuindo o potencial para o surgimento de focos de incêndio.

Nas demais áreas do Norte, a semana será ensolarada, com tempo firme, mas mantendo o alerta para possíveis focos de incêndio no Tocantins.

A situação dos rios na região continua preocupante, pois os baixos volumes de água afetam a logística e têm impacto direto na produção de energia nas hidrelétricas. A projeção é que essa situação se normalize é somente entre dezembro e janeiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

chuvas variadas e possibilidade de La Niña no Brasil


A primavera de 2024 começa oficialmente no Brasil no próximo domingo, 22 de setembro, às 9h44 (horário de Brasília). O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Fundação Cearense de Meteorologia (FUNCEME), aponta que o clima deve ser predominantemente seco até meados de novembro.

De acordo com os dados do INMET, as chuvas poderão ser acima da média em algumas áreas isoladas, incluindo o Acre, Roraima, sudoeste do Amazonas, sudeste da Bahia e Rio Grande do Sul. Além disso, espera-se um retorno gradual das chuvas nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No entanto, a qualidade e o volume dessas precipitações nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte da Sul dependerão da umidade que chegará da Amazônia. O sul do Amazonas, uma das áreas com maior incidência de incêndios florestais, continuará a enfrentar seca e queimadas até outubro.

O fenômeno climático La Niña deve iniciar ainda em setembro com 58% de chances no trimestre que vai até novembro. Já no trimestre outubro-novembro-dezembro/2024, a probabilidade do início do fenômeno aumenta para 60%, conforme aponta o INMET.

Segundo as informações do Prognóstico Climático de Primavera do INMET / INPE, a previsão de um possível fenômeno La Niña durante a primavera levanta preocupações sobre os impactos no início da safra de verão. Historicamente, anos de La Niña estão associados a uma redução de chuvas na Região Sul, enquanto as regiões Norte e Nordeste costumam registrar aumento nas precipitações.

É importante ressaltar que o clima brasileiro é influenciado por múltiplos fatores, e as previsões climáticas devem ser monitoradas de perto, especialmente nas regiões produtivas. A expectativa é que as chuvas voltem gradualmente à porção sul das regiões Centro-Oeste e Sudeste a partir de outubro, o que é crucial para a retenção de água no solo e para o desenvolvimento inicial das culturas de soja e milho.

Entretanto, na porção norte dessas regiões, a irregularidade das chuvas, combinada com altas temperaturas, pode resultar em níveis reduzidos de umidade no solo. Na Região Sul, a previsão indica chuvas abaixo da média, o que pode impactar negativamente o início da safra de grãos no Paraná e em Santa Catarina. Por outro lado, o Rio Grande do Sul pode ser favorecido por chuvas mais regulares, beneficiando tanto as lavouras de inverno ainda em campo quanto o plantio da safra 2024/2025. Contudo, a possibilidade de redução da umidade no solo em dezembro se intensifica caso o fenômeno La Niña se confirme.

A primavera se encerra no Brasil em 21 de dezembro, às 6h20 (horário de Brasília).





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Safra recorde deve frear inflação de alimentos após pressão da seca, diz Bradesco



O clima seco no país afeta diversas culturas agrícolas e contribui para uma alta superior a 6% nos preços dos alimentos neste ano. Porém, as perspectivas para a próxima safra de grãos seguem positivas, o que indica um quadro mais benigno para a inflação no ano que vem.

A observação é feita em relatório do departamento de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, que observa que, embora a inflação da alimentação no domicílio deva encerrar o ano acima de 6%, o cenário para 2025 é de arrefecimento, dada a expectativa de recorde, puxado por soja e arroz, na próxima safra de grãos.

Por outro lado, o Bradesco pondera que o aumento esperado nos preços de carne bovina tende a limitar a desinflação de alimentos. Considerando a elevação da arroba do boi, a projeção é de alta de 4,5% aos preços de alimentos no próximo ano.

Em relatório assinado pelas analistas Mariana Freitas e Priscila Trigo, é observado que, além dos impactos da seca na safra atual, a demanda doméstica se mostrou mais aquecida do que o antecipado. Em paralelo, o câmbio teve depreciação de cerca de 12% neste ano. As queimadas em São Paulo, comentam, tiveram efeitos pontuais na produção, com maior impacto no mix produtivo da cana do que pressões altistas em preços. A cana queimada tende a ser direcionada para etanol, minimizando as perdas ao produtor.

Ao analisar também o menor volume de chuvas nos reservatórios do sistema elétrico, que estão com cerca de 50% da capacidade, e expectativa de recuo para 40% até o fim do ano, o Bradesco considera que o nível não é tão crítico quanto em 2021. Há, contudo, um impacto no custo, pois o operador do sistema (ONS) optou por mais despacho térmico para preservar o armazenamento hidráulico.

No caso do saneamento, pontuam as analistas do Bradesco, não parece haver risco de abastecimento apesar da seca em São Paulo. Os dados da Sabesp indicam uma redução dos reservatórios, mas os principais mananciais ainda estão com armazenamento acima da média histórica, observam.



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Carvão vegetal terá novas embalagens com informações de origem florestal



A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) anunciou que embalagens de carvão vegetal no Rio Grande do Sul deverão ser rotulados com a expressão “Carvão vegetal de florestas plantadas”.

A determinação parte da Instrução Normativa 19/2024, publicada pela Seapi no fim de agosto.

A medida visa esclarecer melhor a origem do produto para os consumidores, conforme explica o chefe da Divisão de Florestas Plantadas da Seapi, Fabrício Azolin.

“Isso dará uma maior compreensão ao consumidor. Mesmo que algumas embalagens digam que o carvão vegetal é de acácia-negra, por exemplo, não fica claro ao leigo que ele vem de florestas plantadas”.

Embaladoras de carvão vegetal

Além da expressão, as embalagens também deverão incluir o número do registro no Cadastro Florestal RS e os CNPJs da empresa embaladora e da empresa responsável pela confecção das embalagens.

Embalagens já produzidas poderão ser utilizadas por até dois anos a contar da data da publicação da Instrução Normativa 19/2024.

Empresas embaladoras de carvão vegetal que garantirem aos consumidores que o produto é originado de uma determinada espécie florestal, além de “Carvão vegetal de florestas plantadas”, poderão também incluir o nome comum da espécie florestal na embalagem.



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Certificação de mel de abelhas sem ferrão tem protocolo desenvolvido


A Embrapa Meio Ambiente iniciou um projeto inovador para desenvolver um protocolo de identificação e autenticação de mel produzido por abelhas sem ferrão.

A iniciativa busca valorizar a meliponicultura nacional, assegurando a qualidade e a identidade desses produtos, reconhecidos por seus sabores únicos, propriedades distintas e importância para a conservação da biodiversidade brasileira.

Combinando técnicas analíticas avançadas e o conhecimento de profissionais especializados, o projeto visa criar um protocolo robusto que certifique a pureza e a origem dos méis.

“Enfrentamos desafios com os órgãos reguladores para garantir a rastreabilidade e a integridade dos produtos. Esse trabalho beneficiará tanto os criadores de abelhas quanto as empresas do setor”, explica Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente.

Sommelier de mel

concha com melconcha com mel

O estudo se baseia em dois pilares principais. O primeiro utiliza análises sofisticadas, como técnicas de DNA e espectroscopia no infravermelho próximo, capazes de identificar com precisão a espécie de abelha produtora e garantir a rastreabilidade do mel.

O segundo pilar envolve a análise sensorial, realizada por especialistas do Instituto 4e, consultoria que organiza concursos de méis no Brasil.

Os sommeliers de méis, Felipe Meireles, Robson Gaia e Luciano Soares avaliarão mais de 350 amostras de mel de abelhas sem ferrão em uma maratona de testes às cegas, identificando características sensoriais específicas de diferentes espécies de abelhas nativas.

Davi Pereira, bolsista de Desenvolvimento Tecnológico da Embrapa Meio Ambiente, esclarece que as amostras foram coletadas diretamente de produtores de mais de 23 cidades do estado de São Paulo e de colmeias do Meliponário da Embrapa.

Cristiano Menezes destaca que o objetivo é criar um protocolo semelhante ao que já existe para degustadores de café e azeite, levando em conta a diversidade dos méis e aproveitando a expertise sensorial desses especialistas.

Mel de xarope

Entre as amostras analisadas, estão também méis adulterados propositalmente, produzidos quando as abelhas são alimentadas com água e açúcar, prática conhecida como “xarope” entre os criadores. As abelhas estocam esse alimento artificial como se fosse mel, gerando o chamado “mel de xarope”.

Algumas dessas amostras permaneceram nas colmeias por meses, adquirindo padrões específicos de aroma e sabor, tornando o processo de identificação da fraude ainda mais desafiador. Os testes em desenvolvimento são essenciais para avaliar como a tecnologia e a expertise humana podem se complementar na detecção de fraudes e na certificação da autenticidade dos méis.

Aline Biazoto, pesquisadora da Embrapa e líder do estudo, ressalta que um dos principais objetivos é avaliar a eficácia das análises humanas e tecnológicas na identificação das características dos méis nativos, diferenciando-os dos méis de abelhas africanizadas.

“Queremos entender se o homem ou a máquina é mais eficiente, ou se há uma complementaridade entre ambos. Se conseguirmos combinar essas duas frentes, teremos um protocolo muito mais eficiente e confiável, beneficiando toda a cadeia produtiva do mel”, afirma Aline.

União de homens e máquinas

Determinação melDeterminação mel
Foto: Marcos Vicente/Embrapa

Menezes concorda, “a sensibilidade humana e a precisão tecnológica são essenciais. O olfato e o paladar treinados dos especialistas captam nuances que as máquinas ainda não conseguem interpretar, enquanto as ferramentas tecnológicas garantem objetividade e consistência nos resultados”, pontua o pesquisador.

Além disso, o projeto inclui uma análise molecular detalhada, como explica a pesquisadora Simone Prado, da Embrapa.

Segundo ela, essa investigação, inédita no Brasil, busca detectar fragmentos de DNA de abelhas nas amostras de mel, permitindo associar cada mel à espécie produtora com alta precisão. “Esperamos desvendar as associações entre espécies de abelhas e flores, ampliando nosso conhecimento sobre essas interações e os padrões de coleta dos insetos”, explica Simone.

Projeto em parceria

O estudo faz parte de um projeto de inovação aberta entre a Embrapa Meio Ambiente e o entreposto Vida Natural, localizado em Artur Nogueira (SP).

O entreposto se destaca por oferecer um serviço pioneiro no Brasil, disponibilizando sua infraestrutura com o Serviço de Inspeção Federal (SIF) a um custo acessível, permitindo a regularização da comercialização de produtos das abelhas no mercado formal.

Com essa iniciativa, a Vida Natural solucionou um dos principais entraves da cadeia produtiva, beneficiando especialmente pequenos e médios produtores que enfrentam dificuldades para investir em uma estrutura própria. Além de atender apicultores há bastante tempo, a empresa foi uma das primeiras a obter o SIF para produtos de abelhas sem ferrão, com apoio técnico-científico da Embrapa.

“Hoje temos mais de 150 rótulos com SIF de produtos de abelhas sem ferrão, o que permite que pequenos e médios produtores agreguem valor aos seus produtos. A parceria com a Embrapa tem sido essencial para garantir um serviço de qualidade, trazendo credibilidade e segurança tanto para os consumidores quanto para os produtores”, destaca o empresário Edson Rezende do entreposto Vida Natural.

A Embrapa é amplamente reconhecida por sua produção de conhecimento científico no Brasil, especialmente no setor produtivo. Segundo Menezes, embora outras instituições também contribuam na área, a Embrapa se destaca como referência nacional e internacional no estudo das abelhas sem ferrão.

Ele reforça que este projeto não apenas fortalece o setor apícola brasileiro, mas também consolida a posição da Empresa como líder na produção de conhecimento e na aplicação de pesquisas na meliponicultura.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira o panorama do agro na Argentina


No caso do trigo, a situação é mais delicada




Em relação ao girassol, o plantio avançou para 8,7% das 1,85 milhões de hectares projetados
Em relação ao girassol, o plantio avançou para 8,7% das 1,85 milhões de hectares projetados – Foto: Divulgação

De acordo com o relatório mais recente da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), o milho na Argentina tem mostrado um avanço significativo no plantio, alcançando 7,1% da área total prevista, o que representa um progresso interanual de 2,2 pontos percentuais. No entanto, algumas áreas, especialmente no leste da província de Córdoba, apresentam atrasos devido à falta de umidade, o que tem limitado a expansão do plantio nessas localidades. 

Em relação ao girassol, o plantio avançou para 8,7% das 1,85 milhões de hectares projetados. Apesar de um aumento semanal de apenas 0,4 pontos percentuais, o progresso geral ainda está abaixo da média histórica, com um atraso de 12,6 pontos percentuais. Essa lentidão no avanço é atribuída principalmente a condições climáticas adversas que têm prejudicado o desenvolvimento do plantio em várias áreas. Mesmo assim, espera-se que, com melhorias nas condições de solo e clima, o ritmo possa ser recuperado nas próximas semanas.

Já no caso do trigo, a situação é mais delicada. A última semana foi marcada pela ausência de chuvas e por temperaturas elevadas, o que resultou em uma queda de 5,4 pontos percentuais nas áreas que se encontravam em condição hídrica adequada ou ótima. Além disso, a condição das lavouras consideradas normais ou excelentes caiu 8 pontos percentuais. Atualmente, 41,7% da área plantada com trigo já está na fase de encanação ou em fases mais avançadas do ciclo. 

Quanto à cevada, das 1,3 milhões de hectares estimados para o cultivo, 11% das áreas já se encontram na fase de encanação ou em estágios mais avançados. Aproximadamente 85% das plantações apresentam uma condição de cultivo considerada normal ou boa. Além disso, 76% das lavouras estão sob condições hídricas adequadas ou ótimas, o que garante uma boa perspectiva de desenvolvimento, apesar das limitações climáticas enfrentadas em outras culturas.
 





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AgroNewsPolítica & Agro

real forte compensa alta em Chicago


Segundo a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços da soja mantiveram-se relativamente estáveis no Brasil, com a alta registrada em Chicago sendo neutralizada pela valorização do Real, que alcançou R$ 5,42 por dólar após o anúncio da elevação da Selic para 10,75% ao ano. Na média gaúcha, o preço fechou em R$ 123,52 por saco, enquanto nas principais praças locais a cotação variou em torno de R$ 120,00. No restante do país, os preços oscilaram entre R$ 118,00 e R$ 128,00 por saco.

O plantio da nova safra de soja começou de forma tímida, especialmente em algumas áreas irrigadas do Mato Grosso. Entretanto, a umidade do solo no Mato Grosso e no Paraná, que são dois dos três maiores estados produtores de soja do Brasil, está no menor nível em 30 anos, dificultando as condições para o plantio da oleaginosa.

Diante de compromissos de exportação assumidos com base em previsões de uma safra recorde que não se concretizou, o Brasil tem aumentado suas importações de soja. Entre janeiro e agosto, o volume importado atingiu 802.452 toneladas, um crescimento de 703% em relação ao mesmo período do ano anterior. O preço FOB do produto importado está 20% inferior ao dos primeiros oito meses do ano passado, e a expectativa é que o Brasil finalize 2024 com um recorde de até 1,7 milhão de toneladas importadas.

Embora haja entre 33 e 35 milhões de toneladas de soja disponíveis no país, a maioria dos produtores opta por não comercializar, aguardando melhores preços para o próximo ano, uma expectativa incerta. A totalidade das importações nos primeiros oito meses de 2024 veio, em sua maioria, do Paraguai. Os estados que mais importaram soja foram Paraná e Rio Grande do Sul, seguindo a tendência de 2023. Segundo analistas, “o mercado doméstico brasileiro enfrenta escassez devido à dificuldade de planejamento frente à redução da safra observada neste ciclo”.

No lado das exportações, o Brasil já enviou 83,4 milhões de toneladas de soja, superando em 3,2% o volume do mesmo período do ano passado, com 73% desse total destinado à China. Essa realidade tem mantido os prêmios nos portos brasileiros acima de US$ 1,00/bushel, o que contribui para estabilizar os preços internos. Entretanto, para o início da próxima colheita, os prêmios já caem para US$ 0,30/bushel, segundo dados de Paranaguá.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta que o esmagamento de soja em 2024 seja de 54,5 milhões de toneladas, um leve aumento em relação ao ano anterior. Nesse contexto, o Brasil deve encerrar 2024 com os menores estoques de passagem dos últimos 20 anos. Sem uma safra cheia na próxima colheita, a tendência baixista de preços poderá se acentuar no primeiro semestre de 2025. Muitos analistas consideram arriscado para os produtores segurarem a soja, recomendando a comercialização em busca de uma média de preços.

Por fim, o clima permanece como fator central de observação no mercado, com expectativas de chuvas adequadas no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil apenas a partir de outubro.





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Milho supera US$ 4,00/bushel após longo período de baixas em Chicago


No entanto, queda nas exportações marcam o cenário dos EUA





Foto: Nadia Borges

Segundo a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o preço do milho na Bolsa de Chicago superou a marca de US$ 4,00 por bushel, fechando a quinta-feira, 19 de setembro, a US$ 4,05, uma recuperação considerável após 35 dias úteis abaixo desse patamar. O valor do bushel chegou a atingir US$ 4,12 nos dias 17 e 18 de setembro.

Em relação à colheita, até 15 de setembro, 9% da área de milho já havia sido colhida nos Estados Unidos, um avanço em comparação à média histórica de 6%. Das lavouras a serem colhidas, 65% estão em condições consideradas boas a excelentes, enquanto 23% apresentam condições regulares e 12% são avaliadas entre ruins a muito ruins.

Entretanto, as exportações de milho dos EUA enfrentam um cenário desafiador. Na semana encerrada em 12 de setembro, o país embarcou 521.118 toneladas do grão. Desde o início do ano comercial 2024/25, em 1º de setembro, o total de milho embarcado soma 992.629 toneladas, uma queda em relação ao volume de mais de 1,3 milhão de toneladas registrado no mesmo período do ano anterior.





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Ministro diz que R$ 100 bi é o mínimo para acordo da Samarco



O governo espera fechar em breve o acordo de repactuação da reparação dos danos da tragédia ocorrida em Mariana (MG) em 2015. A expectativa é que sejam garantidos R$ 100 bilhões em dinheiro novo.

A proposta envolve ainda R$ 30 bilhões convertidos em obrigações a serem implementadas diretamente pelas mineradoras envolvidas: Samarco, Vale e BHP Billiton. As companhias alegam já terem destinado ao processo reparatório cerca de R$ 37 bilhões.

“Em dezembro de 2022, chegou a ser anunciado que o acordo estava encaminhado com uma previsão de R$ 49 bilhões em dinheiro novo. Depois que assumimos o governo, conseguimos mais do que dobrar isso. São R$ 100 bilhões em dinheiro novo. É a nossa última proposta. Considerando os R$ 30 bilhões em obrigações de fazer e os R$ 37 bilhões de gastos já realizados, será o maior acordo do planeta. Ao todo, são R$ 167 bilhões”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre da Silveira, após participar nesta quinta-feira (20) de uma reunião no Rio de Janeiro que discutiu uma eventual retomada do horário de verão.

“Isso seria o mínimo para poder reparar. Há impactos permanentes. Tem questões ali que dinheiro nenhum no mundo vai conseguir mudar”, acrescentou.

Rompimento da barragem

A barragem que se rompeu integrava um complexo minerário da Samarco localizado na zona rural do município de Mariana. Na ocasião, cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos escoaram pela Bacia do Rio Doce. Dezenove pessoas morreram e houve impactos às populações de dezenas de municípios até a foz no Espírito Santo.

Em março de 2016, a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, a União e os governos mineiro e capixaba firmaram acordo formalizado por meio de um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), que estabeleceu uma série de ações reparatórias.

O documento trata de questões variadas como indenizações individuais, reconstrução de comunidades destruídas, recuperação ambiental, apoio aos produtores rurais etc.

Todas as medidas são conduzidas pela Fundação Renova, criada com base no TTAC. As mineradoras são responsáveis por indicar a maioria dos membros na estrutura de governança da entidade. Cabe a elas também garantir os recursos necessários.

Processos que ainda tramitam

Passados oito anos e sete meses do episódio, ainda há diversos problemas não solucionados. Tramitam no Judiciário brasileiro mais de 85 mil processos entre ações civis públicas, ações coletivas e individuais. Em busca de uma solução, as negociações para uma repactuação do acordo se arrastam há três anos. Até o momento, não houve consenso.

No início do mês, o presidente Lula chegou a anunciar que o acordo sairia em outubro. O ministro Alexandre da Silveira, porém, tirou o foco dessa possibilidade.

“Quero deixar registrado: eu nunca afirmei prazo. Estou trabalhando para que seja o mais rápido possível, mas ainda faltam algumas questões objetivas”, afirmou.

Segundo ele, estão sendo discutidas questões técnicas e jurídicas. Também não há ainda consenso sobre prazos e forma de pagamento.

Modelo Brumadinho

Silveira descartou que o acordo seja inspirado nos moldes estabelecidos para a reparação da tragédia ocorrida em Brumadinho (MG), no ano de 2019. No episódio, a ruptura de uma barragem da Vale ceifou 272 vidas e gerou danos ambientais na bacia do Rio Paraopeba. O acordo de reparação foi selado em 2021 prevendo um aporte de R$ 37,68 bilhões.

Segundo o ministro, interesses eleitorais influenciaram a inclusão de medidas que beneficiaram diferentes cidades do estado, mesmo aquelas mais distantes da área atingida, e os moradores de Brumadinho ficaram desamparados.

O acordo garantiu recursos para grande obras que ficaram sob gestão do Executivo mineiro, como as reformas ou conclusões de seis hospitais regionais e a construção de um Rodoanel que contornará a região metropolitana de Belo Horizonte.

“Na minha opinião, houve um crime de lesa-pátria contra o povo de Brumadinho e a população atingida. Hoje existe um pânico em Brumadinho porque em 2026 se encerram os auxílios mensais recebidos pelas famílias e o financiamento da saúde pública da região que é feita pela Vale. Os recursos foram pulverizados no estado. E os impactos emocionais, mentais e na saúde pública são inexoráveis. Eu conheço bem a realidade”, diz.

Apesar das críticas, um novo acordo para Mariana deverá ter uma similaridade na comparação com o que foi feito para Brumadinho. O envolvimento de uma entidade nos moldes da Fundação Renova deve ser descartado.

De outro lado, deverão ser garantidos valores para as indenizações individuais. No caso de Brumadinho, elas ficaram de fora do acordo e passaram a ser tratadas separadamente.

Ministro: Vale tem ‘acefalia de liderança’

No fim de agosto, o conselho de administração da Vale elegeu um novo presidente: Gustavo Pimenta foi escolhido para substituir Eduardo Bartolomeo. A mudança parece ter gerado otimismo no governo para um desfecho nas negociações. O ministro disse que espera se sentar com o novo presidente da mineradora em breve.

“A Vale viveu um momento de acefalia de liderança. Falei isso e disseram até que eu estava querendo interferir na escolha do novo presidente. E por mim poderia ser José, Maria, Joaquim. O importante era ter alguém para responder pela empresa. Eu acho que a Vale tem um modelo falido no mundo. Eu sou absolutamente crítico do modelo de corporation de capital pulverizado, porque você nunca sabe com quem que você está conversando. Um empurra pro outro e ninguém responde por nada. Quando se trata do interesse do povo brasileiro, ficam empurrando com a barriga. Nós não vamos deixar isso acontecer. Estamos extremamente dedicados para que haja reparação dos danos ao povo mineiro e ao povo capixaba”, disse Silveira.

Procurada, a Vale não comentou a manifestação do ministro. A mineradora reiterou o comunicado ao mercado divulgado no dia 11 de setembro. “Até o momento, nenhum acordo definitivo foi alcançado. A Companhia espera chegar a um acordo final no processo de mediação em outubro de 2024, o qual será devidamente divulgado ao mercado”, registra o texto.

Entidades representativas dos atingidos têm acompanhado os anúncios envolvendo a repactuação de forma crítica. Elas questionam a realização de tratativas sob sigilo, sem a presença das lideranças das comunidades impactadas. Conforme uma carta divulgada no mês passado pelo Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), os R$ 100 bilhões seriam insuficientes para garantir uma reparação integral a todas as famílias atingidas.

“No exterior, os atingidos estão processando a BHP em busca de indenizações e a conta certamente será muito maior”, destaca o documento em referência a uma ação que tramita no Reino Unido.



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Preços trigo permanecem estagnados no Brasil


Colheita do cereal no avança no Paraná





Foto: Canva

De acordo com a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços do trigo de qualidade superior no Brasil permaneceram estáveis, com a cotação nas principais praças gaúchas fixada em R$ 68,00 por saco, enquanto a média local alcançou R$ 69,41. No Paraná, os valores registrados variaram entre R$ 79,00 e R$ 80,00 por saco.

A colheita da nova safra avançou no Paraná, onde 34% da área já foi colhida no início desta semana. No entanto, 30% das lavouras a serem colhidas apresentam condições ruins. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda está distante de ser iniciada.

Embora os preços do trigo no Brasil estejam estáveis, a valorização no mercado externo não se reflete localmente. De acordo com a Brandalizze Consulting, a baixa fluidez nas negociações e o cumprimento de contratos fechados anteriormente por moinhos, quando os preços da importação eram mais acessíveis, estão contribuindo para um cenário desfavorável para as vendas internas.





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