domingo, agosto 2, 2026

Agro

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semeadura da safra verão começa a ganhar ritmo



A semeadura da safra verão começa a ganhar ritmo nas principais regiões produtoras do país, mesmo diante das adversidades climáticas registradas nas últimas semanas. 

Até o dia 15 de setembro, a semeadura da safra 2024/25 de milho alcançou 12% da área nacional, contra 9,7% na semana anterior e 15% no mesmo período de 2023, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os trabalhos de campo se concentram nos três estados da região Sul. Quanto aos preços do milho, levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que, com a demanda externa desaquecida, parte dos vendedores está mais flexível.

Assim, enquanto os valores apresentam quedas em regiões consumidoras, seguem firmes em outras praças acompanhadas pelo centro.



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clima seco no Brasil impulsiona cotações e Chicago apresenta forte alta


A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo da soja encerrou o intervalo com preços bem mais altos, impulsionados pelo clima seco em regiões produtoras do Brasil, que tem atrasado o plantio do grão.

No final da tarde desta segunda-feira (23), será divulgado o relatório sobre as condições das lavouras nos Estados Unidos, precedido pelas inspeções de exportação do país.

Os contratos com vencimento em novembro de 2024 estavam cotados a US$ 10,26 1/4 por bushel, com um aumento de 14,25 centavos, ou 1,40%.

Já a posição de janeiro de 2025 era negociada a US$ 10,44 por bushel, também apresentando um ganho de 14,50 centavos, ou 1,40%.

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Farelo da soja

Armazém armazenagemArmazém armazenagem
Foto: Rumo/divulgação

No farelo, o contrato de dezembro de 2024 alcançou US$ 323,30 por tonelada, uma elevação de US$ 4,10, ou 1,28%. Para o óleo, a posição de dezembro de 2024 estava cotada a 41,81 centavos de dólar por libra-peso, com uma alta de 0,45 centavo, ou 1,08%.



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menor demanda e queda do dólar pressionam cotações internas



A menor demanda externa e a desvalorização do dólar frente ao real pressionaram as cotações domésticas da soja ao longo da última semana, segundo indicam pesquisas do Cepea

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Além disso, grande parte dos consumidores não mostrou interesse em aquisições de volumes significativos no curto prazo. Esses agentes estão atentos ao início da colheita norte-americana, que já começou a redirecionar os importadores para os Estados Unidos, reduzindo a disputa pelo produto brasileiro.

Pesquisadores do Cepea indicam que esse cenário elevou a disparidade entre os preços da soja pedidos pelos vendedores e os ofertados pelos compradores no spot nacional, que chegou a passar de R$ 5/saca, a depender da região.



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Fávaro discute com instituições financeiras apoio a produtores afetados por incêndios



Nesta segunda-feira (23), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizará uma reunião com as instituições financeiras para discutir medidas de apoio financeiro aos produtores rurais afetados pelos recentes incêndios que atingiram parte do território nacional.

O encontro ocorre na Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA SP), às 16h.

Durante a reunião, será assinado junto ao Banco do Brasil a linha de crédito, por meio do Programa de Financiamento de Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), para produtores que foram afetados pelo fogo.

Os recursos estão disponíveis para áreas de canaviais, pastagens, fruticultura, café e seringueiras.



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AgroNewsPolítica & Agro

entenda a parceria entre Petrobras e Embrapa


A Petrobras e a Embrapa firmaram uma parceria estratégica para o desenvolvimento de produtos de baixo carbono, biocombustíveis, fertilizantes sustentáveis e novas tecnologias agrícolas. O objetivo principal é não só ampliar a oferta de insumos para o mercado, mas também reduzir o impacto ambiental da produção agrícola, beneficiando tanto o campo quanto a indústria.

Para entender melhor os impactos dessa cooperação, conversamos com o engenheiro agrônomo João Pedro Cuthi Dias, especialista em práticas agrícolas sustentáveis.

Segundo João Pedro, a Embrapa desempenha um papel fundamental na criação de protocolos agrícolas de baixo carbono. “O mundo inteiro está procurando caminhos para descarbonizar, ou seja, reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que hoje estão na faixa de 42 bilhões de toneladas. A Embrapa, com seus centros regionais e uma equipe técnica altamente qualificada, é essencial nesse processo”, explica.

A parceria com a Petrobras, destaca João Pedro, possibilitará à Embrapa avançar em pesquisas que muitas vezes são limitadas por falta de recursos. “A Embrapa entra com o conhecimento técnico e a Petrobras com os recursos necessários, como custeio de viagens e combustíveis para efetivar as pesquisas”, complementa.

Ele ainda exemplifica com o Centro de Trigo em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, que poderia impulsionar a pesquisa de novas culturas para a produção de biocombustíveis, como o querosene verde e o diesel verde.

Ao ser questionado sobre a diversificação de culturas, João Pedro reforça a importância de alternativas à soja, que atualmente representa 90% do biodiesel no Brasil. “Não podemos depender apenas da soja, pois se trata de um alimento, e sua produção pode encarecer ou afetar a oferta. Culturas como carinata e macaúba  têm grande potencial para preencher essa lacuna”, afirma.

Ele também menciona o papel da Embrapa na pesquisa dessas culturas alternativas e no desenvolvimento de tecnologias para que elas se tornem viáveis comercialmente. “A macaúba, por exemplo, é uma planta perene que poderia ser uma ótima opção para pequenos produtores, além de contribuir para a produção de biocombustíveis.”

Outro ponto de destaque da parceria é a retomada da produção de fertilizantes pela Petrobras, com foco em sustentabilidade. João Pedro aponta que essa iniciativa busca desenvolver fertilizantes de baixo impacto ambiental, que não apenas aumentam a produtividade, mas também melhoram a saúde do solo.

“Os fertilizantes precisam ativar a vida no solo, o que contribui para o sequestro de carbono. Esse processo pode ser mensurado, e o produtor pode ser remunerado por essa contribuição ambiental”, explica. Ele sugere que o uso de resíduos orgânicos, como os de granjas, pode ser um caminho viável para a produção de fertilizantes organominerais.

Segundo João Pedro, a parceria entre a Petrobras e a Embrapa tem o potencial de transformar o Brasil em um líder global na produção de biocombustíveis e insumos agrícolas sustentáveis. “Já temos grande expertise no etanol e no biodiesel, mas é preciso ampliar essa produção com novas tecnologias e culturas, aproveitando a diversidade do nosso território e o conhecimento técnico da Embrapa.”

Para ele, o grande desafio é unir inovação tecnológica com práticas agrícolas sustentáveis, garantindo que o Brasil não só atenda à demanda por biocombustíveis, mas também contribua para a redução das emissões de carbono.

 





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semana será importante para política monetária; ouça análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac repercute os principais acontecimentos da última semana.

Nos Estados Unidos, o Fed começou o ciclo de cortes dos juros mais forte, com 0,50%.

Por aqui, o Banco Central divulga a ata do Copom, que além de trazer mais detalhes sobre a decisão de elevar a Selic para 10,75%, deve fornecer pistas sobre os próximos passos.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse Bom Dia Mercado



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La Niña pode impactar a safra 2024/25, mas cenário ainda é incerto, afirma meteorologista


Segundo Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, a primavera de 2024 promete ser um período desafiador para a agricultura brasileira, com mudanças climáticas significativas influenciando o desenvolvimento das lavouras. Durante a estação, muitas culturas estão em fase de plantio e evolução, tornando o acompanhamento do clima fundamental.

Um dos principais fenômenos em observação é o possível estabelecimento do La Niña, que pode alterar as condições climáticas no Brasil. “Atualmente, as temperaturas da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño estão cerca de -0,2°C abaixo da média, e para que o La Niña seja configurado, essas temperaturas precisam cair pelo menos -0,5°C”, explica Gabriel Rodrigues. Ele ressalta que, além do resfriamento das águas, é necessário haver sinais atmosféricos que, até o momento, não foram detectados.

Previsões para a primavera

A chance de ocorrência do La Niña entre outubro e dezembro é de 60%, e caso se configure, deverá ser de fraca intensidade e curta duração. Historicamente, o fenômeno é associado a chuvas mais intensas no centro-norte do Brasil, especialmente no Nordeste, e períodos secos intercalados com tempestades severas na Região Sul. No entanto, as previsões atuais não indicam uma influência forte do La Niña nas chuvas deste ano.

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No Sul, espera-se um período mais seco, mas com chuvas intensas em momentos pontuais. No Norte e Nordeste, as projeções não mostram um aumento significativo de precipitações, contrariando o padrão usual do fenômeno.

Temperaturas acima da média

Rodrigues alerta que as temperaturas na primavera de 2024 devem ser mais altas que a média histórica em todas as regiões do Brasil, com uma leve tendência de queda ao longo do trimestre. “Ainda assim, os desvios de temperatura continuarão acima do normal, com exceção do extremo sul do país, onde os valores devem se aproximar da média histórica”, complementa o meteorologista.

Chuvas irregulares e safra desafiadora

As projeções de precipitação indicam chuvas abaixo da média no extremo sul da Região Sul, Nordeste e parte da Região Norte. O centro-norte do Amazonas, norte do Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sul de Mato Grosso, além do litoral norte de São Paulo e Rio de Janeiro, poderão ter chuvas acima da média. Nas demais regiões, incluindo o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de Minas Gerais, as chuvas devem se manter dentro da média.

“A safra 2024/25 será bastante desafiadora para os produtores brasileiros, especialmente em regiões onde há previsão de menor volume de chuvas”, destaca Gabriel Rodrigues. O acompanhamento climático de curto prazo será fundamental para a tomada de decisões no campo, e o planejamento para enfrentar períodos de seca deve ser prioridade para o produtor.

Perspectivas para o início das chuvas

A boa notícia, segundo Rodrigues, é que há uma expectativa de chuvas na última semana de setembro e na primeira quinzena de outubro, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste. No entanto, essas precipitações tendem a ocorrer de forma isolada e irregular, o que exigirá atenção redobrada dos agricultores.





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Semana começa com chuva em algumas áreas: tem até chance de temporal; veja onde



Confira como ficam as condições do tempo nesta segunda-feira (23) em todas as regiões do Brasil, de acordo com a análise da Climatempo.

Sul

A semana começa com pancadas de chuva forte em todo a região. Há risco de temporais no sudoeste e oeste do Paraná, em Santa Catarina e no centro-leste, nordeste e serra do Rio Grande do Sul.

Sudeste

Pancadas bem irregulares atingem São Paulo e o calor se mantém. A condição ainda é de um dia abafado.

O tempo é firme em Minas Gerais e faz calor no Rio de Janeiro, com temperaturas altas à tarde. Não chove e o sol brilha forte no Espírito Santo.

Centro-Oeste

Pancadas de chuva atingem o noroeste de Mato Grosso, devido à umidade que vem do Norte. Também chove no extremo leste e no sul de Mato Grosso do Sul.

Enquanto isso, Goiás e Distrito Federal continuam sem previsão de chuva nesta segunda-feira, e com temperaturas bem altas.

Nordeste

Algumas pancadas de chuva mais irregulares ainda podem ocorrer nas capitais da costa leste da região, mas, sem alertas.

A maior parte do Nordeste começa a semana sem chuva, mas com ventania. Rajadas mais fortes serão registradas na costa norte, entre Piauí e Ceará.

Norte

O dia traz risco de chuva forte em Manaus (AM), assim como a possibilidade de temporais no norte e noroeste do Amazonas e no noroeste do Pará.

A chuva ocorre em forma de pancadas no Acre e em Rondônia, mas o calor continua. O tempo é firme e seco no Tocantins.



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Queimadas: a ameaça constante aos produtores de cana-de-açúcar


Incêndios na região de Ribeirão Preto-SP causam grandes prejuízos e preocupação entre agricultores

Onde há fumaça, há fogo. E onde há queimada, há prejuízo para o produtor de cana-de-açúcar. Essa dura realidade foi vivida por diversos produtores na região de Sertãozinho, SP, nesta quinta-feira (22), quando um incêndio de grandes proporções devastou parte das propriedades, trazendo não apenas fumaça, mas perdas significativas que ainda estão sendo calculadas.

Na ocasião, um incêndio se alastrou rapidamente por uma área de canavial próxima à Rodovia Armando de Sales Oliveira (SP-322). As chamas obrigaram a evacuação imediata das sedes e casas localizadas nas propriedades atingidas. Funcionários do Bio Parque Santa Elisa, localizado nas proximidades, também tiveram que suspender suas atividades e evacuar o local como medida de segurança.

“Tentamos combater o fogo, mas com a seca e o vento forte, pouco pôde ser feito. A única coisa que conseguimos foi salvar a sede, onde estavam meus pais, funcionários, crianças, e graças a Deus ninguém se feriu”, declarou produtor Marco Guidi, que inalou muita fumaça durante a tentativa de combater o incêndio e precisou ficar hospitalizado por três horas.

“Tenho uma propriedade que foi queimada e não sei se a cana vai brotar novamente, pois a camada de húmus na terra, que se forma a partir da palhada ao longo dos anos, foi completamente destruída pelo fogo. Isso cozinha a soqueira de cana, e não sei se terei cana no próximo ano. O prejuízo ainda é incerto, mas a área de muda, onde investi R$ 40 mil em adubo líquido, foi perdida. Não perdi só o adubo, mas também as mudas, e agora não sei o que vou plantar no ano que vem. É uma propriedade que considero inoperante. Esse é o resultado do fogo que começou a 3 quilômetros de distância e foi se espalhando”, relatou.

Marcos Paulo Meloni, proprietário dos sítios São Pedro e São Luiz, ainda não tem dimensão do seu prejuízo. “A nossa cana estava em palha e, por conta da seca, estava difícil de brotar. Agora, com o fogo, é impossível. Aqui, só com reforma, e nem imagino quanto vai custar. Este ano, o custo médio por alqueire foi de R$ 24 mil, e no ano que vem, não sei como será”, lamenta o produtor.

Já o produtor José Rogério Sanches Soto teve um pouco mais de sorte. Apesar do desespero, ele e sua equipe conseguiram apagar o fogo na área de reserva, que estava próxima às casas.

O produtor Gabriel Merlo Galdeano, que não teve sua propriedade atingida, foi um dos primeiros a perceber o incêndio. “Estava trabalhando na lavoura quando vi o fogo e já avisei o grupo da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste) PAM (Plano de Auxílio Mútuo). Logo depois, outro foco surgiu, e o fogo se espalhou rapidamente, atingindo a mata, a cana e a palhada. É muito triste”, relatou, suspeitando que o incêndio tenha sido criminoso.

O Plano de Auxílio Mútuo (PAM), mencionado por Galdeano, é um programa que estabelece medidas e ações coordenadas para minimizar os riscos e combater incêndios. Segundo Almir Torcato, gestor executivo da Canaoeste, a associação disponibiliza para seus membros um sistema de monitoramento das áreas via satélite.

“Quem combate ao incêndio é o plano integrado entre os produtores, utilizando informações de satélite. Além das propriedades dos associados, monitoramos também algumas áreas públicas”, explica Torcato.

Ele enfatiza que o produtor não tem interesse algum em incendiar a cana, uma prática que foi abandonada desde as décadas de 2017, quando era utilizada na colheita. Hoje, o processo é totalmente mecanizado. “Atualmente o setor como um todo não mede esforções para o combate aos focos de incêndio, pois além de prejudicar o meio ambiente, causa um enorme prejuízo financeiro”, acrescenta.

Ele também chama a atenção para o clima seco nesta época do ano, que favorece a proliferação de incêndios. Torcato destaca a importância da conscientização sobre os cuidados necessários nas áreas próximas à cidade, como evitar o descarte de cigarros, a realização de churrascos e outras atividades que possam gerar faíscas e resultar em incêndios desastrosos, como o que ocorreu na quinta-feira.

Nesta sexta-feira (23), a associação divulgou uma nota de repúdio e esclarecimentos acerca dos incêndios criminosos que vêm atingindo imóveis rurais da região. No documento, reforça a informação que os incêndios não são provocados pelos produtores de cana-de-açúcar e tampouco pelas usinas e isso se dá por várias razões, grande parte delas evidenciada no protocolo “Etanol Mais Verde”, firmado em 2017 entre produtores, usinas e o Governo do Estado de São Paulo, onde deixaram claro e afirmaram o compromisso do setor com a preservação do meio ambiente e com a extinção da queimada como método de colheita da cana.

“Um canavial atingido por incêndio pode se deteriorar significativamente dentro de poucos dias ocorrendo perdas da qualidade dos açúcares, aumento da presença de impurezas e a decomposição dos tecidos vegetais da matéria

prima, tornando a cana inadequada para o processamento industrial. O incêndio na palhada é também altamente prejudicial, acarretando principalmente perda de matéria orgânica dos solos, perda da biodiversidade dos solos e compactação”, informa a associação.

Além disso, aponta que os incêndios trazem prejuízos econômicos diretos aos produtores rurais, trazendo diversas implicações legais, com aplicação de multas de valores elevados, partindo de R$ 1.000,00 por hectare de cana queimada, indo até R$ 7.000,00, por hectare de vegetação nativa queimada, isso quando não há incidência de agravantes, o que pode levar a duplicação ou triplicação desses valores, tudo sem prejuízo da obrigação de reparação dos danos ambientais e responsabilização criminal.

“Sabendo de todos esses prejuízos fica a pergunta: quem em sã consciência colocaria fogo em sua própria casa? Sabendo de todos os riscos e prejuízos que podem ocorrer, você atearia fogo em seu próprio canavial?”, pergunta Torcato.

A associação destaca ainda que estamos enfrentando uma verdadeira catástrofe climática conhecida como “triplo 30”, que é composta pela conjunção de três fatores climáticos:

– umidade relativa do ar abaixo de 30%;
– temperaturas acima de 30°C e
– ventos acima de 30 km/hora. Além desses eventos que favorecem a ocorrência de incêndios e sua propagação, de modo a tornar quase impossível o efetivo controle pelas brigadas de incêndio das unidades industriais e dos produtores, importante destacar que nossa região está há aproximadamente 100 (cem) dias sem um volume de chuva significativo.

“Pedimos desesperadamente o apoio da população e das autoridades para apuração dos responsáveis por tais atos criminosos e apoio do corpo de bombeiros para combate aos incêndios. Rogamos ainda à Polícia Militar Ambiental que siga os estritos termos das legislações vigentes, responsabilizando apenas quando houver efetiva comprovação do nexo de causalidade, sob pena de punirem injustamente o produtor que já vem sofrendo inúmeros prejuízos”, conclui a associação.





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Clima seco não freia otimismo com a safra 24/25 de soja



A safra brasileira de soja em 2024/25 está em fase inicial de plantio. Assim, a consultoria Safras & Mercado e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgaram novas estimativas a respeito dos futuros resultados.

Apesar do atraso no começo dos trabalhos e da preocupação com o clima seco, as projeções ainda são otimistas, com a possibilidade de produção recorde.

Para a Safras, a produção nacional da oleaginosa pode totalizar 171,78 milhões de toneladas, com elevação de 12,8% sobre o ciclo anterior, fixado em 152,3 milhões de toneladas. Já a Conab estima colheita de 166,28 milhões de toneladas em 2024/25.

Em julho, data da divulgação da intenção de plantio de Safras, a projeção era de 171,54 milhões de toneladas.

“Foram feitos ajustes positivos na área esperada para o estado do Rio Grande do Sul. A queda esperada na área de milho, devido à elevação dos custos do seguro agrícola, deve levar a transferências de algumas áreas, antes destinadas ao cereal, para a oleaginosa no estado, o que endossa a elevação da área a ser plantada com soja, elevando também a expectativa de produção”, considera o analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque.

Aumento de área de soja

Safras indica aumento de 2,1% na área, estimada em 47,4 milhões de hectares. Em 2023/24, o plantio ocupou 46,46 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.295 quilos por hectare (54,9 sacas) para 3.642 quilos (60,7 sacas).

Cenário positivo também é previsto pela Conab para a produção de soja. Mesmo com a pressão baixista nos preços nacionais e os desafios de rentabilidade, a oleaginosa continua a ser uma cultura lucrativa e com alta liquidez.

A crescente demanda global, impulsionada pelo aumento do esmagamento e pela expansão da produção de biocombustíveis, tanto no Brasil quanto internacionalmente, alimenta expectativas de crescimento nas exportações e no esmagamento interno.

Esse panorama influencia na projeção de aumento da área plantada, de 3%, podendo chegar a 47,401 milhões de hectares.

Para a consultoria, a produtividade tende a apresentar recuperação, após problemas climáticos nos principais estados produtores brasileiros. A combinação de maior área e melhor desempenho nas lavouras resulta na projeção de uma colheita em torno de 166,281 milhões de toneladas, 12,82% superior à safra 2023/2024.



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