domingo, agosto 2, 2026

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Proibição de quatro pesticidas na China


Essas medidas refletem uma tendência global de eliminação de substâncias químicas




Essas medidas refletem uma tendência global de eliminação de substâncias químicas
Essas medidas refletem uma tendência global de eliminação de substâncias químicas – Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China anunciou a proibição de quatro pesticidas: phorate, isofenphos-metílico, isocarbofos e etoprofó, por meio do Aviso nº 536. A decisão, que entra em vigor a partir de 1º de setembro de 2022, determina que o registro desses produtos será revogado e sua produção será proibida. Produtos já fabricados poderão ser vendidos e utilizados até 1º de setembro de 2024, quando tanto a venda quanto o uso estarão completamente banidos.

Além disso, conforme o Aviso nº 736, outros quatro pesticidas — ometoato, carbofurano, metomila e aldicarb — também enfrentarão restrições. A partir de 1º de junho de 2024, o registro desses produtos será revogado, e a proibição de venda e uso começará em 1º de junho de 2026. Durante esse período, a produção e exportação de ingredientes ativos relacionados ainda poderão ocorrer, mas sob supervisão.

Essas medidas refletem uma tendência global de eliminação de substâncias químicas. A proibição desses pesticidas pode ter impactos significativos no setor agrícola, exigindo que agricultores e empresas busquem alternativas mais seguras. A transição para práticas agrícolas que não dependam desses produtos químicos é considerada pelo governo Chinês essencial para garantir a segurança alimentar e a proteção do meio ambiente.

O cumprimento dessas novas regulamentações será crucial para que a agricultura na China se adapte às demandas de um mercado cada vez mais consciente em relação à sustentabilidade e saúde pública. A mudança pode também influenciar o comércio internacional, uma vez que a China é um dos maiores consumidores de pesticidas no mundo.
 





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Etanol e boi devem impactar os preços do milho nesta semana; entenda



O ritmo das exportações segue lento para o milho, pressionando as cotações em Chicago. Em contrapartida, o cenário abre oportunidades para vendas a preços mais atrativos.

Veja a análise da plataforma Grão Direto sobre o que esperar para o mercado do cereal nesta semana:

  • Cotações no Brasil: o mercado de boi gordo e a indústria de etanol de milho apresentam sinais de fortalecimento. A arroba do boi gordo, negociada na B3, registrou alta de 3,06% na última semana, marcando o quinto aumento consecutivo. Conforme observado em análises anteriores, a dinâmica dos preços do milho brasileiro tem sido impactada pelo crescimento da indústria de etanol de milho no Centro-Oeste. Com as recentes queimadas nos canaviais, espera-se um aumento nos preços do etanol, favorecendo ainda mais a produção a partir do milho. Esse cenário, aliado à alta na arroba do boi gordo, está gerando melhores margens para os pecuaristas, sobretudo com os preços atuais do cereal, o que deve continuar sustentando os preços, especialmente na região Centro-Oeste.
  • Milho segunda safra: de acordo com o Instituto Mato Grossense de Estudos Avançados (Imea), considerando os atuais preços dos fertilizantes e do milho futuro segunda safra, as margens dos produtores estão negativas. Isso leva o mercado a acreditar em uma redução da área plantada. “Ainda é cedo para falar de diminuições, mas estima-se que 55% dos fertilizantes necessários para o milho segunda safra ainda não foram comercializados”, diz a Grão Direto.
  • Safra recorde na China: impulsionada pela safra recorde de milho de 2024/25, a quarta consecutiva, a China enfrenta pressão nos preços dos futuros de milho em Dalian. O contrato de milho com vencimento mais próximo na DCE registrou queda em 13 das últimas 16 sessões, atingindo seu menor nível desde julho de 2020 na semana passada. Esse cenário reflete os baixos níveis de importação de milho pelo país asiático. O USDA projetou que a China importaria cerca de 21 milhões de toneladas na temporada 24/25, mas, até o momento, o país asiático adquiriu apenas 13 mil toneladas. A fraca demanda chinesa deve seguir pressionando as cotações do milho na bolsa de Chicago.

Com base nesses fatores e diante de uma demanda internacional incerta, espera-se mais uma semana negativa em Chicago nesta semana, “mas não acompanhada pelo mercado interno brasileiro, que poderá subir seguindo a demanda interna”.



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Agro paulista exporta 9,3% a mais em valor entre janeiro e agosto



O agronegócio do estado de São Paulo exportou 9,3% mais em valor entre janeiro e agosto, acumulando US$ 19,81 bilhões, garantindo um superávit de US$ 16,05 bilhões, ou 9,3% acima de igual período de 2023, informou, em nota, o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista. Em importações, o desempenho somou US$ 3,76 bilhões.

Ainda conforme o IEA-Apta, a participação das exportações do agronegócio no total do estado neste mesmo período foi de 43,6%. Em relação às exportações do estado como um todo, porém, houve déficit comercial de US$ 4,44 bilhões, já que São Paulo exportou, de janeiro a agosto, US$ 45,45 bilhões e importou o equivalente a US$ 49,89 bilhões. Este déficit cresceu 68,8% ante igual período de 2023.

O IEA-Apta destaca, porém, que, se não fosse o superávit do setor agropecuário, que representou 43,6% do total das exportações paulistas de janeiro a agosto, o déficit do comércio exterior no estado seria bem maior.

Mesmo com superávit no agronegócio, houve queda de exportações em alguns produtos, como soja em grão (-37,7% em valor, de janeiro a agosto) e açúcar (-23,7%) em bruto e refinado (-26,7%). “Em compensação, houve aumento nos valores para o café verde (+61,5%), produtos de celulose (+58,6%), carne bovina (+12,2%) e suco de laranja (+94,6%, mesmo com a redução de 15,7% no volume embarcado)”, diz o IEA-Apta na nota.

O IEA-Apta relata também que os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista de janeiro a agosto de 2024 foram complexo sucroalcooleiro (US$ 7,91 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 93,1% e o álcool etílico – etanol, 6,9%); carnes (US$2,10 bilhões, dos quais a carne bovina representou 84,0%); produtos florestais (US$ 2,05 bilhões, com participação de 53,8% de celulose e 38,6% de papel); complexo soja (US$ 1,98 bilhão, dos quais a soja em grão participa com 80,4%), e o grupo de sucos (US$ 1,73 bilhão, sendo 97,9% referentes a suco de laranja).

“Esses cinco agregados representaram 79,6% das vendas externas setoriais paulistas”, diz. “Já o grupo do café aparece em sexto lugar, com vendas de US$ 837,61 milhões (72,6% referentes ao café verde e 23,5% de café solúvel)”, cita.

Ainda de acordo com o IEA-Apta, de janeiro a agosto de 2024, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista, com aumento para café (+32,6%), sucos (+30,6%), complexo sucroalcooleiro (+26,6%), produtos florestais (+15,2%) e carnes (+4,6%), e queda no grupo complexo soja (-35,5%). “Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados”, finaliza.



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Soja: Chicago fecha com ganhos acima de 2% por clima seco e atraso no plantio no Brasil



Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a segunda-feira (23) em forte alta, impulsionados pelo atraso no plantio no Brasil devido ao clima seco e pela crescente demanda, o que levou à cobertura de posições vendidas.

Até 20 de setembro, o plantio da safra 24/25 no Brasil atingiu apenas 0,5% da área esperada, comparado a 1,6% no ano passado e uma média de 1,5% nos últimos cinco anos. No Paraná, 3% da área já foi semeada, embora isso represente um atraso em relação aos 8% do ano anterior e 7% da média. No Mato Grosso, apenas 0,3% da área foi plantada, contra 2% no ano passado e 1,7% da média.

As inspeções de exportação de soja nos EUA totalizaram 485.216 toneladas na semana encerrada em 19 de setembro, ligeiramente acima das 473.276 toneladas da semana anterior, mas abaixo das 507.997 toneladas do ano passado. Além disso, foram reportadas vendas de 165.000 toneladas de soja para destinos não revelados para a temporada 2024/25.

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Soja em grão

Os contratos de soja em grão com entrega em novembro fecharam a US$ 10,39 1/4 por bushel, com alta de 27,25 centavos (2,69%). O farelo de soja para dezembro subiu US$ 9,50 (2,97%), fechando a US$ 328,70 por tonelada, enquanto o óleo teve alta de 0,48 centavo (1,16%), fechando a 41,84 centavos por libra.



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Nova frente fria deve trazer chuva de 300 mm; veja quando e onde



Existem dois fenômenos conectados na Região Sul do Brasil neste intante: um cavado meteorológico (região alongada de baixa pressão atmosférica) associado a uma nova frente fria, de acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Essas condições juntas podem causar grandes transtornos nesta semana, especialmente ao Rio Grande do Sul. As áreas onde o perigo é maior são o oeste, Região da Campanha, sudeste e sul do estado.

Isso porque a previsão é que até a próxima sexta-feira (27), pontos dessas regiões podem registrar mais de 300 mm de chuva.

De acordo com Müller, existe alto potencial para queda de granizo nestas áreas. Já o risco para enchentes é baixo no sul do estado até o fim desta semana.

“Apesar do tempo severo e dos problemas inerentes ao excesso de chuva, a área atingida não se compara ao que ocorreu em maio deste ano no estado nem quantidade de chuva e, tampouco, nos prejuízos, mas a população deve ficar atenta, especialmente em relação aos deslizamentos de terra, alagamentos e cortes no fornecimento de energia elétrica”.

Além disso, o sistema que dará origem à nova frente fria deve se estender, ultrapassando os limites do território gaúcho.

Assim, temporais são esperados para Santa Catarina e Paraná a partir de quarta-feira (25) e para o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil entre sexta e sábado (27 e 28).



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exportações do Brasil somam 4,398 milhões de t em setembro


De acordo com a Secretaria do Comércio Exterior (Secex), as exportações da soja em grão do Brasil renderam US$ 1,879 bilhão em setembro (15 dias úteis), com média diária de US$ 125,271 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 4,398 milhões de toneladas, com média diária de 291,919 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 429,10.

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Foto: Faesp

Na comparação com setembro de 2023, houve uma redução de 24,1% na receita média diária e de 8,7% no volume. O preço caiu 16,9%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.



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Queda dos juros na China: Um alerta


A atenção às políticas monetárias e suas implicações será crucial




Essa estratégia pode ser interpretada como um movimento de Pequim para desvalorizar a própria moeda
Essa estratégia pode ser interpretada como um movimento de Pequim para desvalorizar a própria moeda – Foto: Pixabay

De acordo com José Carlos de Lima Júnior, Sócio do MARKESTRAT GROUP e Cofundador da HARVEN AGRIBUSINESS SCHOOL, os juros longos na China estão em queda, com os rendimentos dos títulos soberanos com vencimento em 50 anos próximos de 2,2%. Este é um marco significativo, pois é a primeira vez que os rendimentos dos títulos chineses caem abaixo dos do Japão. Para se ter uma ideia do impacto dessa mudança, em 2022, o governo chinês oferecia uma remuneração de 3,5% para esses mesmos títulos.

Essa estratégia pode ser interpretada como um movimento de Pequim para desvalorizar a própria moeda, o yuan. A medida parece ter como objetivo redirecionar o capital disponível para o refinanciamento da dívida imobiliária interna, buscando estabilizar um setor que enfrenta desafios significativos. A redução dos juros é um sinal de que o governo chinês está tentando estimular a economia em meio a um cenário econômico incerto.

A conclusão que se pode tirar é que, assim como em Brasília, há sinais de fumaça no horizonte econômico da China. Essa situação deve ser monitorada de perto, pois pode indicar movimentos mais amplos no mercado financeiro global, refletindo preocupações sobre a saúde econômica da segunda maior economia do mundo. A atenção às políticas monetárias e suas implicações será crucial para investidores e analistas nos próximos meses.

“Os rendimentos dos títulos soberanos, com vencimento em 50 anos, se encontram próximos de 2,2%. É a primeira vez que os rendimentos dos títulos da China caem abaixo dos títulos do Japão. Relevante destacar que, em 2022, o governo chinês remunerava em 3,5% (ou ~+35%) os portadores desses mesmos tutulos. Aparentemente, Pequim utiliza da estratégia de desvalorizar a própria moeda (yuan), fazendo com que os bancos redirecionem o capital disponível no refinanciamento da dívida imobiliária interna”, conclui.
 





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‘Até hoje não encontramos um biológico ‘on farm’ sem problemas’, diz pesquisadora da Embrapa


Reconhecida como uma das maiores autoridades mundiais em microbiologia, a pesquisadora da Embrapa Soja Mariangela Hungria faz um alerta quanto à produção indiscriminada “on farm”.

De acordo com a especialista, a multiplicação de organismos vivos para uso como bioinsumos não é tão simples como parece.

“Temos feito análise de vários produtos ‘on farm’ há quatro anos, entrando no quinto. Eu posso falar que até hoje a gente não encontrou sequer um produto ‘on farm’ que não tivesse um problema, seja de contaminação, de baixa concentração de células etc.”, disse, em consulta da Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio).

A pesquisadora, que atua há mais de 40 anos e se tornou referência no setor, afirma que a microbiologia “é uma coisa muito específica, não é a mesma coisa que você misturar químicos, ou você fazer uma compostagem, ou algo assim”.

De acordo com Mariangela, esse campo da pesquisa exige pureza. “Os inoculantes com registro podem ser montados no comércio se eles tiverem contaminante. É muito difícil, você precisa ter um ambiente totalmente asséptico, conhecer microbiologia, saber que aquela estirpe que você está usando é realmente aquela que a pesquisa deu”.

Aplicação pelo produtor

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Foto: Fundação MT/Divulgação

Mariangela acredita que o agricultor brasileiro não possui tempo hábil para conduzir todos os processos necessários à fabricação de bioinsumos seguros e produtivos.

“O pequeno, médio ou grande agricultor até pode montar uma biofábrica, contratar profissionais, e talvez isso abaixe os custos. Por exemplo, no caso dos inoculantes, o Brasil é o mais barato do mundo, então realmente ele tem que fazer as contas na ponta do lápis para ver se ele realmente está economizando em montar toda uma infraestrutura para produzir os biológicos”.

Problemas de qualidade nos biológicos

Em suas décadas de pesquisa em microbiologia, Mariangela destaca que é importante estar atento não apenas ao custo e segurança, mas também à qualidade e eficiência dos produtos biológicos.

“O mais importante é garantir que os biológicos são aquilo que o agricultor precisa e espera que sejam”, alerta ela.

“Vemos muitos problemas de contaminações graves de patógenos, de doenças de plantas, doenças de animais, doenças ao homem – isso é uma coisa que temos que cuidar. Além disso, para os insumos biológicos, há também a preocupação com as doses”, ressalta a pesquisadora da Embrapa Soja.

Exemplo disso é o Azospirillum, usado na coinoculação da soja. “É preciso uma dose na semente (dessa média que tem no mercado hoje de concentração) e duas no sulco. Não pode passar disso, porque a quantidade de fito hormônios produzido é tão grande que pode, em vez de estimular, inibir o crescimento das raízes”.

De olho na contaminação

A pesquisadora destaca que o agricultor brasileiro tem o direito de produzir, mas também tem “o dever de produzir coisas de qualidade”.

Nesse sentido, ela aponta o problema da contaminação. “Os microorganismos não conhecem cerca, então se você espalhar um patógeno em sua propriedade, ela vai para propriedade do vizinho”.

Mariangela ressalta que há, também, o risco de exportar commodities agrícolas com contaminação. “Sabemos que está sendo muito aplicado [bioinsumos] em frutas do Vale São Francisco, que estão carregando patógenos. Isso pode ser detectado lá no exterior e dar problema em nossas exportações. Por isso, precisamos de regulamentação”, conclui.



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Capacidade de processamento de oleaginosas atinge 72,3 milhões de t em 2024



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou a edição 2024 da Pesquisa de Capacidade Instalada. Os dados revelam que a capacidade total de processamento de oleaginosas atingiu 72,3 milhões de toneladas, com um aumento de 4,5% em relação aos 69,2 milhões de toneladas de 2023.

O número de empresas processadoras subiu de 63 para 67, e as unidades industriais aumentaram de 129 para 132. O total de plantas ativas passou de 106 para 113, enquanto as plantas paradas reduziram de 22 para 19. A capacidade diária de processamento alcançou 219.067 toneladas, com média de 1.597 t/dia.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Na região Centro-Oeste, a capacidade de processamento cresceu de 92.790 t/dia em 2023 para 95.964 t/dia em 2024, representando quase 44% do total nacional. O estado do Mato Grosso se destaca com 47.774 t/dia, equivalente a 22% do processamento do país.

No setor de refino e envase, o número de empresas subiu para 33, enquanto as unidades industriais caíram de 59 para 57. O total de plantas ativas ficou em 47, com capacidade de refino subindo 5,5% para 20.912 t/dia. A capacidade em plantas paradas caiu 4,7% para 2.431 t/dia, totalizando 23.343 t/dia de refino (+4,3%). Já a capacidade de envase atingiu 13.673 t/dia.

A ABIOVE estima que os investimentos na indústria de óleos vegetais podem chegar a R$ 5,76 bilhões nos próximos 12 meses, resultando em um incremento total de capacidade estimado em 19.350 t/dia.



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Plantio de milho avança no sul, enquanto preços oscilam com demanda fraca


12% da área nacional destinada ao cultivo de milho foi plantada





Foto: USDA

A semeadura da safra de verão 2024/25 de milho está ganhando ritmo nas principais regiões produtoras do Brasil, apesar das adversidades climáticas que afetaram parte do país nas últimas semanas. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 15 de setembro, 12% da área nacional destinada ao cultivo de milho havia sido plantada, um avanço em relação aos 9,7% registrados na semana anterior. No entanto, esse número ainda está abaixo dos 15% alcançados no mesmo período em 2023. A maior parte das atividades de plantio se concentra nos três estados do Sul do país, que impulsionam o progresso da safra.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o cenário de preços tem mostrado variações significativas entre as regiões. Com a demanda externa desaquecida, muitos vendedores têm se mostrado mais flexíveis nas negociações, o que resultou em quedas nos preços em algumas regiões consumidoras.

Ao mesmo tempo, em outras praças monitoradas pelo Cepea, os valores seguem firmes, sustentados por condições locais de oferta e demanda. Essa diferença reflete as dinâmicas regionais e a expectativa dos produtores em relação ao andamento da safra e à evolução da demanda no mercado interno e externo.

 





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