domingo, agosto 2, 2026

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Iguaria que vale milhões é apreendida pela Receita em aeroporto



Operação conjunta da Receita Federal e do Ibama apreendeu, nesta segunda-feira (23), uma carga de 96 quilos de barbatanas de tubarão no aeroporto de Fortaleza, Ceará.

Este foi o terceiro grande carregamento interceptado em apenas sete dias, reforçando a investigação sobre o contrabando de barbatanas destinadas ao mercado asiático, onde o produto é altamente valorizado como iguaria culinária. As informações partem de reportagem do G1.

A carga apreendida seria levada inicialmente para São Paulo e, de lá, exportada para países asiáticos.

Tentaram disfarçar a mercadoria

A Receita Federal identificou que os contrabandistas tentaram disfarçar a mercadoria, declarando-a como sendo de outros tipos de peixe. No entanto, após fiscalização, ficou claro que se tratava de barbatanas de tubarão, produto cuja pesca direcionada é proibida no Brasil.

Na semana anterior, outra operação no Ceará resultou na apreensão de R$ 3,7 milhões em barbatanas na cidade de Cruz, no litoral oeste do estado, com destino à China.

Poucos dias depois, mais uma carga de 66 quilos foi interceptada em Fortaleza, também com destino ao exterior. As mercadorias estavam sendo transportadas sob falsos registros, como fios e outros itens.

Espécies ameaçadas de extinção

As barbatanas apreendidas pertenciam a espécies ameaçadas de extinção, como o tubarão-azul e o tubarão-galha-branca-oceânico.

Esse tipo de pesca ilegal é alimentada pela alta demanda no Leste Asiático, onde as barbatanas são usadas para preparar a sopa de barbatana, uma iguaria de luxo. Na China, esse prato pode custar até US$ 100 (aproximadamente R$ 560) e é símbolo de status social.

Embora a pesca de tubarões seja proibida no Brasil, a prática continua ocorrendo de forma ilegal. As barbatanas são retiradas dos animais devido ao seu alto valor no mercado internacional.

As cargas apreendidas foram encaminhadas ao Ibama para providências administrativas e também às autoridades policiais para investigação e responsabilização criminal dos envolvidos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Desafios do milho em 2024


Excedente é visto no mercado internacional




Excedente é visto no mercado internacional
Excedente é visto no mercado internacional – Foto: Pixabay

De acordo com Enilson Nogueira, economista da Céleres Consultoria, o mercado de milho enfrenta um ajuste após os altos preços históricos das últimas três safras. Com a safra 2023/24 em andamento, os produtores estão lidando com quedas significativas nos preços, uma realidade que deve persistir. Agricultores já estão se preparando para a safra 2024/25, com plantios de milho verão iniciando nas regiões do Rio Grande do Sul e Paraná. No entanto, este novo ciclo começa com margens mais apertadas, criando um cenário desafiador para a formação de preços.

Nogueira destaca fatores que impactam essa nova realidade. No cenário internacional, um excedente considerável de milho, aliado ao bom desempenho da produção em países como os Estados Unidos e Ucrânia, pressiona os preços. O Brasil também está colhendo uma safra robusta, estimada em mais de 100 milhões de toneladas, o que contribui para estoques excessivos. Assim, espera-se uma “ressaca” de preços baixos em 2024. Entre os gatilhos que podem mudar esse cenário, estão a desvalorização do real, a possível diminuição da área plantada nos EUA e a influência de um La Niña de baixa intensidade, que pode limitar os efeitos negativos sobre a produtividade.

Diante desse cenário, Nogueira enfatiza a necessidade de eficiência na gestão das propriedades. Em um ambiente de margens baixas, os produtores devem investir em tecnologia e não simplesmente cortar custos. A escolha estratégica de insumos e a venda planejada da produção são cruciais. Produtores que mantêm controle rigoroso sobre dados e seguem parâmetros administrativos e financeiros tendem a tomar decisões mais acertadas. Portanto, em um contexto desafiador, é fundamental que os agricultores se adaptem e implementem estratégias de longo prazo para prosperar.
 





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Com impulsos de Chicago e dólar, preços da soja disparam nesta segunda-feira



Os preços da soja tiveram uma valorização no Brasil nesta segunda-feira (23). A Bolsa de Chicago apresentou fortes ganhos e o dólar favoreceu momentos positivos de negociação. Além disso, a comercialização do dia incluiu tanto soja disponível quanto da safra nova. Segundo a Safras Consultoria, a demanda por produto para fechar a janela de embarques em algumas regiões gerou uma certa agressividade nas ofertas.

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Números

  • Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 132,00 para R$ 135,00
  • Na região das Missões (RS), a cotação aumentou de R$ 131,00 para R$ 134,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), o preço avançou de R$ 138,00 para R$ 142,00
  • Em Cascavel (PR), a saca valorizou de R$ 135,00 para R$ 137,00
  • No porto de Paranaguá (PR), o preço cresceu de R$ 139,00 para R$ 143,00
  • Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 131,00 para R$ 134,00
  • Em Dourados (MS), passou de R$ 127,00 para R$ 130,00
  • Já em Rio Verde (GO), a valorização foi de R$ 129,00 para R$ 132,00.

Chicago

Os contratos futuros de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em forte alta, impulsionados pelo atraso no plantio no Brasil, devido ao clima seco, e pela demanda crescente.

Até 20 de setembro, o plantio da safra de soja 2024/25 no Brasil atingiu apenas 0,5% da área total esperada, um atraso em relação ao mesmo período do ano passado (1,6%) e à média dos últimos cinco anos (1,5%). O plantio começou no Paraná, onde 3% da área foi semeada, mas isso ainda é menor do que os 8% do ano passado e a média de 7%. No Mato Grosso, apenas 0,3% da área foi semeada, comparado a 2% no ano anterior.

As inspeções de exportação norte-americanas de soja somaram 485.216 toneladas na semana encerrada em 19 de setembro, acima das 473.276 toneladas da semana anterior, mas abaixo das 507.997 toneladas do ano passado. Além disso, exportadores privados relataram a venda de 165.000 toneladas de soja para destinos não revelados.

Os contratos de soja em grão para novembro fecharam a US$ 10,39 1/4 por bushel, com alta de 27,25 centavos (2,69%). A posição de janeiro ficou em US$ 10,56 3/4 por bushel, com ganho de 27,25 centavos (2,64%). No mercado de subprodutos, o farelo de dezembro subiu US$ 9,50 (2,97%), a US$ 328,70 por tonelada, enquanto o óleo de dezembro fechou a 41,84 centavos de dólar, com aumento de 0,48 centavo (1,16%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,26%, negociado a R$ 5,5344 para venda e a R$ 5,5324 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre uma mínima de R$ 5,5271 e uma máxima de R$ 5,5979.



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Crescimento da área da soja em Ijuí (RS) reflete riscos climáticos e e menor plantio de milho



O plantio da soja está programado para iniciar em 21 de outubro nos municípios da região de Ijuí, no norte do Rio Grande do Sul. A expectativa é de um aumento na área destinada à oleaginosa.

No ano passado, foram semeados 970 mil hectares. Para esta safra, os produtores devem optar por plantar menos milho, o que pode resultar em um incremento de 15 a 18 mil hectares para a soja. A previsão de La Niña, que indica a redução das chuvas durante o período crítico de enchimento de grãos do milho, tem levado os agricultores a reavaliar suas escolhas.

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Embora as perspectivas de preço para a soja não sejam as melhores, o milho parece oferecer um retorno ainda menor. Mesmo assim, os produtores continuam a investir nas suas culturas, mantendo o uso de tecnologias. A tendência é de não reduzir a aplicação de tecnologia.



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Incêndios e seca na Amazônia e no Pantanal batem marcas históricas



Os focos de incêndio e a seca que atingem há mais de dois meses o Pantanal e a Amazônia já podem ser considerados os maiores das séries históricas.

Alguns estados da Amazônia Legal concentram mais de 80% de todos os focos de incêndios ocorridos no Brasil nas últimas 24 horas. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e se referem aos estados do Acre, Amazonas, Maranhão, de Mato Grosso, do Pará e de Rondônia.

Segundo o Inpe, em setembro, até o dia de ontem (22), o estado do Amazonas registrava 6.054 focos de incêndio, totalizando, de janeiro até agora, 21.289 focos de incêndio. Desde 1988, quando começaram os registros, o recorde era o ano de 2022, com 21.217 focos registrados durante todo o ano.

No Acre, desde o início de setembro, foram registrados mais de 3 mil focos de incêndio. O grande volume fez com que o Ministério Público (MP) do Acre entrasse na última sexta-feira (20) com ação civil pública pedindo que o Estado adote medidas efetivas para combater os incêndios no território.

Entre as medidas propostas pelo MP, estão:

  • Deflagração de força-tarefa em 5 dias para ações de combate a incêndios;
  • Proibição imediata do uso do fogo na agricultura até o fim da tramitação da ação;
  • Aparelhamento imediato das equipes de combate a incêndios com equipamentos adequados e capacitação contínua;
  • Autorização para locação emergencial de maquinário para combate a incêndios;
  • Convocação imediata dos aprovados no concurso público para soldados do Corpo de Bombeiros;
  • Embargo ambiental imediato de imóveis com desmatamento ilegal, bloqueio de cadastros ambientais e investigação administrativa e abstenção de regularização fundiária de imóveis com desmatamento ilegal.

Combate a incêndios em Mato Grosso

Em Mato Grosso, os brigadistas combateram mais de 50 focos de incêndio, apenas neste domingo (22). O estado, que abriga os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, passa por uma situação crítica, com o fogo atingindo várias terras indígenas.

Em diversos estados dos biomas Pantanal e Amazônia, os rios também passam por seca intensa, e vários atingiram volumes menores que os mínimos históricos registrados.

Dados do Inpe mostram que o número de dias de estiagem consecutivos aumentou no Brasil nas últimas décadas, passando de 80 a 85 dias, em média, na década de 1990 para cerca de 100 dias, na última década, especialmente nas áreas que abrangem o norte da Região Nordeste e o centro do país.

No sábado (21), o Rio Paraguai, no trecho de Cáceres, a 250 quilômetros de Cuiabá, atingiu 35 cm de profundidade, o nível mais baixo de água dos últimos dois anos. De acordo com o Centro de Hidrografia e Navegação do Oeste, da Marinha do Brasil, o nível esperado para esta época do ano é de 1,54 metro (m).

“No braço direito do Amazonas e do Pantanal temos vários pontos que já atingiram seca extrema e também mínima histórica. O Rio Acre, na cidade de Rio Branco, já atingiu a mínima histórica”, disse à Agência Brasil o coordenador do Sistema de Alerta Hidrológico do Serviço Geológico Brasileiro (SGB), Artur Matos.

Nível dos rios

Dados do SGB mostram que, com descidas diárias de 24 centímetros, o Rio Negro chegou, nesta segunda-feira (23) em Manaus, à marca de 14,5 m, o que reafirma a situação de seca. Em Manacapuru, próximo a Manaus, O Rio Solimões atingiu a cota de 4,29 m, configurando situação de seca extrema.

Em Tabatinga, o Rio Javari registrou cota negativa de 17,1 cm. No Amazonas, em Manacapuru, cortada pelo Rio Solimões, a situação é de seca. Já nos municípios de Itapéua, cortado pelos rios Solimões e Coari; Itaituba, margeado pelo rio de mesmo nome e Fonte Boa, cortado pelo Rio Solimões, os níveis dos rios já atingiram o menor nível histórico.

“Manacapuru e Manaus têm grandes chances de atingir mínima histórica. Humaitá, que fica depois de Porto Velho, está em seca extrema e atingindo a mínima histórica”, continuou Matos.

Nesta segunda-feira, a cota do Rio Madeira, em Porto Velho, atingiu 35 cm, o menor nível histórico, desde 1967. Em Ji-Paraná, o Rio Ji-Paraná atingiu a 6,08 m, situação de seca extrema.

No Rio Acre, que corta a capital acriana, Rio Branco, a cota registrada foi de 1,31 m, próximo da marca mínima histórica de 1,24 m, registrada em 2022.

De acordo com o SGB, no Pantanal, os rios seguem em ritmo de descida e estão abaixo da faixa da normalidade na maioria das estações. Em Ladário, Mato Grosso do Sul – estação de referência – a cota chegou a -38 cm, décima mínima histórica. Os níveis mais baixos, de -61 cm e -60 cm, foram observados em 1964 e 2021, respectivamente.

“No Pantanal, tem Barra do Bugres, que também já atingiu a mínima histórica e a Estação de Ladário, que é a mais antiga do Brasil e referência do Pantanal, com 124 anos de dados históricos, ainda não atingiu o mínimo histórico, mas faltam aproximadamente 20 cm para atingir a mínima histórica”, lamentou Matos.



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Chuva deve aparecer de forma gradual em algumas regiões produtoras da soja; confira onde



Devido às altas temperaturas em algumas regiões do Brasil, os riscos de focos de incêndio continuam em áreas produtoras de soja, como no Centro-Oeste, Matopiba e interior do Sudeste.

Clima em Nova Mutum (MT)

Até o final do mês de setembro, o município de Nova Mutum, no Mato Grosso, registra máximas de 40 °C. A diminuição da temperatura na região deve acontecer a partir do próximo mês, de forma gradual.

A chuva permanece atrasada, com a previsão de precipitação de 14 mm nos próximos 30 dias. Os números indicam que não haverá, ainda, reposição hídrica no solo para o produtor iniciar a semeadura do grão, podendo atrasar o plantio da commodity. Já as chuvas volumosas aparecem apenas em outubro e novembro.

Chuvas pelo Brasil

Chuvas volumosas são esperadas apenas para o Sul do Rio Grande do Sul, com acumulados de 80 mm. Na porção central do país, apenas trovoadas estão previstas, sem ultrapassar 5 mm em cinco dias.

O cenário se torna mais otimista no final do mês de setembro em outras regiões do país, quando a chuva chega ao Sudeste e ao Centro-Oeste, mas que não acumulam nem 15 mm.



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Justiça determina prisão de Gusttavo Lima por esquema de lavagem de dinheiro



A Justiça de Pernambuco decretou na tarde desta segunda-feira (23), a prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima, cujo nome de registro é Nivaldo Batista Lima, no âmbito da Operação Integration, que já prendeu a advogada e influenciadora Deolane Bezerra no início de setembro.

A investigação mira um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais, que já movimentou cerca de R$ 3 bilhões.

A decisão foi proferida pela juíza Andrea Calado da Cruz, do Tribunal de Justiça de Pernambuco. A magistrada acatou o pedido da Polícia Civil do estado e rejeitou a solicitação do Ministério Público para substituir a prisão preventiva por outras medidas cautelares.

Segundo informações apuradas pelo jornal Folha de S. Paulo, a aeronave que transportou Gusttavo Lima de volta ao Brasil da Grécia também teria levado um casal de investigados ao exterior, José André e Aislla, o que levantou suspeitas sobre a participação do cantor.

Conforme detalhado pela juíza, o envolvimento de Lima com os foragidos e as movimentações financeiras suspeitas indicam uma possível participação em atividades ilícitas.

“É imperioso destacar que Nivaldo Batista Lima, ao dar guarida a foragidos, demonstra uma alarmante falta de consideração pela Justiça. Sua intensa relação financeira com esses indivíduos, que inclui movimentações suspeitas, levanta sérias questões sobre sua própria participação em atividades criminosas. A conexão de sua empresa com a rede de lavagem de dinheiro sugere um comprometimento que não pode ser ignorado”, escreveu a juíza.

De acordo com ela, a intensa relação financeira do artista com esses indivíduos levanta sérias questões sobre sua própria participação em atividades criminosas.

Apreensão de aeronave

Em paralelo, no dia 4 de setembro, o avião de Gusttavo Lima foi apreendido pela Polícia Civil de São Paulo durante uma manutenção no aeroporto de Jundiaí, interior paulista.

A aeronave, de prefixo PR-TEN, modelo 560XLS, da fabricante Cessna Aircraft, possui capacidade para nove passageiros e pode chegar ao valor de venda de US$ 6,9 milhões (cerca de R$ 38,8 milhões) e atua em serviços aéreos privados.

No site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o modelo consta como propriedade da Balada Eventos e Produções LTDA, empresa sob administração do artista, e sob administração da J.M.J Participações.

A assessoria de Gusttavo Lima declarou, em nota, que a aeronave não pertence ao cantor, e sim unicamente à empresa J.M.J Participações, administrada por Jorge Costa Guimarães Junior, Julio Cesar Lago Guimarães e Marco Antonio Lago Guimarães.

No momento, a operação segue investigando o envolvimento de diversas figuras públicas no esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.



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Qual a projeção do mercado da soja para esta semana?



Conforme análise atualizada da plataforma Grão Direto, o clima é o fator principal para o levantamento de projeções sobre a próxima safra da soja no Brasil. Isso se reflete em um cenário de expectativa de chuvas consistentes apenas em outubro, conforme apontam mapas meteorológicos.

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Preços

Após quedas recorrentes, Chicago aponta os US$ 10,00 por bushel como um importante suporte para as cotações da soja. Na última semana, a taxa de juros nos EUA foi cortada em 0,50%, enquanto a taxa brasileira subiu 0,25%, resultando na queda do dólar, que fechou em R$ 5,52 (-0,90%).

O contrato de soja para novembro de 2024 em Chicago encerrou a US$ 10,13 por bushel (+0,70%), enquanto o contrato de março de 2025 também subiu, alcançando US$ 10,45 (+0,58%). No mercado físico brasileiro, os movimentos foram mistos devido à baixa volatilidade.

O que esperar do mercado?

A Argentina projetou uma safra de 55 milhões de toneladas para 2025, incluindo 40 milhões de toneladas de farelo. Essa expectativa pressiona os prêmios da nova safra brasileira, já que, junto ao Brasil, Paraguai e EUA, haverá 30 milhões de toneladas adicionais nas Américas.

O modelo climático europeu (EC) prevê chuvas significativas para o norte e centro-oeste do Brasil nas próximas semanas. O atraso nas chuvas pode impactar o plantio, retirando a soja da janela ideal, e esse risco está sendo considerado pelo mercado. Se as chuvas ocorrerem na próxima semana, os produtores iniciarão o plantio e o mercado ficará atento a possíveis replantios.

Já a demanda por ração na China está abaixo dos níveis do ano passado, refletindo o menor crescimento do rebanho suíno. Essa redução pressionará os prêmios para a nova safra.

Diante dessas tendências, a expectativa é de uma semana de baixa volatilidade, com cotações mistas nas diversas regiões.



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Polícia flagra carga irregular de bananas e encontra rebite



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou um caminhão transportando uma carga de bananas sem amarração correta. O caso ocorreu na noite da última sexta-feira (20), na BR-101 em Santo Antônio de Jesus (BA).

A carga também excedia as dimensões da carroceria do caminhão. Segundo os agentes, as frutas poderiam cair na pista e provocar acidentes graves.

Além das irregularidades, os policiais encontraram uma cartela de ‘rebites’, substância conhecida por ser usada por motoristas para dirigir por várias horas sem descanso. O uso da droga, um tipo de anfetamina, provoca falsa sensação de atenção e pode causar alucinações, de acordo com a PRF.

Em nota, a corporação alertou sobre os riscos dessa prática. “O uso de anfetaminas para viagens longas sem descanso pode levar a sérios acidentes, além de provocar dependência química”.

O motorista foi liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência por porte de drogas, devendo responder na justiça pelo porte dos rebites, e corrigir a amarração da carga. Ele também foi autuado por outras irregularidades no veículo.



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Proibição de quatro pesticidas na China


Essas medidas refletem uma tendência global de eliminação de substâncias químicas




Essas medidas refletem uma tendência global de eliminação de substâncias químicas
Essas medidas refletem uma tendência global de eliminação de substâncias químicas – Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China anunciou a proibição de quatro pesticidas: phorate, isofenphos-metílico, isocarbofos e etoprofó, por meio do Aviso nº 536. A decisão, que entra em vigor a partir de 1º de setembro de 2022, determina que o registro desses produtos será revogado e sua produção será proibida. Produtos já fabricados poderão ser vendidos e utilizados até 1º de setembro de 2024, quando tanto a venda quanto o uso estarão completamente banidos.

Além disso, conforme o Aviso nº 736, outros quatro pesticidas — ometoato, carbofurano, metomila e aldicarb — também enfrentarão restrições. A partir de 1º de junho de 2024, o registro desses produtos será revogado, e a proibição de venda e uso começará em 1º de junho de 2026. Durante esse período, a produção e exportação de ingredientes ativos relacionados ainda poderão ocorrer, mas sob supervisão.

Essas medidas refletem uma tendência global de eliminação de substâncias químicas. A proibição desses pesticidas pode ter impactos significativos no setor agrícola, exigindo que agricultores e empresas busquem alternativas mais seguras. A transição para práticas agrícolas que não dependam desses produtos químicos é considerada pelo governo Chinês essencial para garantir a segurança alimentar e a proteção do meio ambiente.

O cumprimento dessas novas regulamentações será crucial para que a agricultura na China se adapte às demandas de um mercado cada vez mais consciente em relação à sustentabilidade e saúde pública. A mudança pode também influenciar o comércio internacional, uma vez que a China é um dos maiores consumidores de pesticidas no mundo.
 





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