domingo, agosto 2, 2026

Agro

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Caiado diz que incêndios já deram prejuízo de R$ 1,5 bi a Goiás



O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que os incêndios já deram prejuízos de R$ 1,5 bilhão a Goiás, valor equivalente a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. As declarações ocorreram durante o painel “Brasil 2025/26: As oportunidades nos estados”, em conferência do Banco Safra, em São Paulo, nesta terça-feira (24).

“Nós precisamos ter uma retaguarda maior dentro do federalismo, porque nós não podemos admitir que, até o Congresso se reunir para tratar de um assunto que é específico de alguns estados, o estado já queimou todo”, declarou o governador.

Caiado acrescentou: “Tanto é que nós já fizemos um cálculo. Goiás teve uma perda de R$ 1,5 bilhão, o que está comprometendo hoje 0,4% do PIB do estado de Goiás.”

Na sequência, Caiado criticou o governo federal no combate às queimadas. “Então, isto é uma irresponsabilidade muito grande, porque o governo federal não só não atendeu no Rio Grande do Sul, como não atendeu nas enchentes e não atendeu nas queimadas. Não tinha plano nenhum. Fez uma reunião na semana passada para dizer que ia mandar 100 bombeiros militares para Goiás. O que isso significa?”, questionou.



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Série especial do Canal Rural mostra a importância das eleições municipais ao campo



Qual a importância das eleições municipais e os limites de atuação de prefeitos e vereadores? Até o dia 6 de outubro, o Canal Rural traz uma série de reportagens sobre as demandas e os desafios que os novos gestores vão enfrentar.

Antes, é importante entender como tudo começou, visto que o conceito de escolha dos representantes da sociedade remonta ao período colonial do país.

“Ainda não havia o conceito de prefeitura, mas a Câmara Municipal congregava as duas coisas naquela época, ou seja, era como se fosse o legislativo e o executivo fundidos. Era uma etapa importante do processo porque a administração central estava muito longe, em Portugal”, conta o cientista político Leandro Consentino.

Já o Brasil de hoje ostenta dimensões equivalentes a de um continente, com mais de 8,5 milhões me de quilometros quadrados, o que torna a atuação de vereadores e prefeitos item indispensável para o exercício da cidadania.

“Então a gente tem que saber separar muito bem esses papéis. Às vezes o vereador que você acha que é bom porque traz coisas para o teu bairro, para a tua proximidade, não é aquele que está fiscalizando a contento a prefeitura”, alerta Consentino.

Ele lembra da importância de saber separar o Poder Executivo, que é o lugar onde a população se dirige para reclamar e buscar melhorias de gestão, enquanto o Legislativo tem como objetivo o de criar leis, mas, sobretudo, o de fiscalização.

Números das eleições deste ano

No próximo dia 6 de outubro, mais de 155 milhões de eleitores estão aptos a comparecer às urnas. Serão eleitos 5.569 prefeitos e cerca de 58 mil vereadores por todo o país, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nas eleições municipais deste ano, 34% das candidaturas são de mulheres, 52,73% dos postulantes aos cargos se declaram negros. Contudo, um dado que chama atenção é a queda de 18% no número de candidatos, a menor quantidade de registros desde 2008.

O calendário eleitoral prevê que além do primeiro turno em 6 de outubro, haverá uma segunda consulta no último domingo do mesmo mês nos municípios com mais de 200 mil eleitores e que um único candidato à prefeitura não alcançou a maioria absoluta, ou seja, metade mais um dos votos válidos.

Neste cálculo, não são computados os votos nulos e em branco. Essa é uma das particularidades desta votação, que influencia nas eleições gerais daqui dois anos.

“Um bom prefeito de capital, bem avaliado, é um candidato muito provável para um governo de estado nas eleições gerais. Ao mesmo tempo, há um jogo importante que a gente também tem que olhar para o legislativo. Tem o vício no Brasil de olhar muito para o Poder Executivo e esquecer do Poder Legislativo”.

Influência no campo

O voto consciente para o poder local é uma ferramenta de transformação da realidade na zona rural do país.

“O Brasil ainda é um dos países que tem muita gente morando nas zonas rurais e que, normalmente, são os produtores. As decisões que venham a favorecer os produtores rurais está exatamente na prefeitura, porque ela é a base do sistema eleitoral”, considera o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud.



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Evento gratuito foca em estratégias de comercialização de commodities



A 8ª edição do Safras Agri Week acontecerá entre os dias 02 e 03 de outubro deste ano. O evento, online e gratuito, tem como objetivo analisar e discutir o cenário nacional e internacional de commodities agropecuárias, com foco em estratégias de comercialização.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, que promove o encontro virtual, mais de 10 especialistas de renome no setor já estão confirmados. O objetivo é que eles compartilhem as suas perspectivas e estratégias sobre o futuro do agronegócio.

Entre os temas a serem abordados, destacam-se:

  • Cenário macroeconômico;
  • Mercados de grãos e fertilizantes;

Segundo a consultoria, ao final do evento, os participantes receberão um certificado com reconhecimento de mercado, atestando a participação e o envolvimento no aprendizado e atualização sobre as últimas tendências e estratégias do agronegócio.

Serviço

O que: 8ª Safras Agri Week
Quando: 02 e 03 de outubro de 2024
Horário: 9h às 12h
Formato: online e gratuito
Inscrições: acesse aqui.



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Preços de todas as hortaliças analisadas no atacado caem em agosto, mostra Conab



Os preços de todas as hortaliças analisadas no atacado no mês de agosto tiveram um movimento preponderante de baixa. A avaliação faz parte do 9º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta terça-feira (24) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo mensal colheu dados de importantes Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país.

A pesquisa da Conab considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) e as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do país e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA).

De acordo com o boletim, a cebola foi a hortaliça com queda mais expressiva no preço, com baixa observada em todas as Ceasas. A média ponderada caiu 31,64% em relação a julho. Os porcentuais de baixa foram mais acentuados nas Ceasas de São José (SC), de 45,30%, e de Recife (PE), de 39,41%.

“O motivo pode ter sido a oferta crescente e a origem do bulbo em diversas áreas produtoras, notadamente por remessas feitas a partir da Bahia, Pernambuco, Goiás e São Paulo. Minas Gerais também enviou um volume significativo aos mercados, mas abaixo do observado em julho”, destacou a Conab.

A batata também manteve-se na lista dos mais acessíveis, em termos de preço, apresentando novamente a tendência de queda. Em agosto, a média ponderada caiu 23,67%. A estatal explicou que “a permanência da grande quantidade ofertada nas Ceasas explica esse movimento. Deve-se destacar que em julho a oferta já havia apresentado aumento de cerca de 5%. No acumulado do ano, entretanto, as quantidades movimentadas de batata nas Ceasas em 2024 estão 6% menores em comparação com o mesmo período de 2023”.

Segundo o levantamento, o tomate, a alface e a cenoura, embora com menores índices, também decresceram na média ponderada em -19,25%, -16,94% e -15,50%, respectivamente. No caso do tomate, o preço médio vem em queda desde junho/julho, com oferta bastante pulverizada, originada em vários Estados.

Para a alface, a diminuição foi em quase todas as Ceasas analisadas no boletim, com exceção da Ceasa/RJ, que apresentou alta de apenas 1,65%, e da Ceasa/GO, que mostra absoluta estabilidade de preço dessa hortaliça, sem variação com o mês anterior.

Já para a cenoura, em virtude da oferta abundante e da produção satisfatória na maioria das áreas produtoras, “não houve pressão de demanda sobre a oferta de Minas Gerais, a principal abastecedora do mercado, o que segurou os preços baixos do produto”, argumentou a Conab.

Frutas

Contrariando as cotações do mês de julho e a tendência observada nas hortaliças, as frutas tiveram alta no mês de agosto nas Ceasas analisadas, especialmente mamão, banana, laranja e maçã, informa a Conab no boletim.

A melancia foi a única fruta analisada que apresentou queda na média ponderada, com oscilação das cotações e aumento da oferta em boa parte das centrais de abastecimento, como as Ceasas do Sudeste, que tradicionalmente recebem bastantes frutas originárias de Ceres, em Goiás, e também de praças tocantinenses.

“Os preços começaram o mês em baixa e foram crescendo à medida que a demanda aumentava por causa da elevação do calor. As exportações começaram bem a temporada 2024/25, e devem ser positivas em decorrência da boa demanda externa”, informou a estatal.

Conforme o estudo, “o mamão foi a fruta com maior oscilação entre os produtos analisados, com aumento de 48,90% na média ponderada de preços, com destaque para as Ceasas de Vitória/ES (+122,56%) e Ceagesp/SP (+81,48%), onde os preços médios registrados foram R$ 5,49 e R$ 5,20 o quilo, respectivamente”.

Para a banana, de acordo com a Conab, “o aumento ocorreu por causa da estiagem no norte mineiro e na Bahia, além do estresse térmico na região Sul, que prejudicou bastante a produção de banana nanica”. A previsão é que a oferta de banana nos mercados deverá melhorar no fim do ano.

Quanto à laranja, a elevada destinação para processamento, em um contexto de oferta restrita da fruta, provocou a alta de preços na indústria, o que acabou por levar as cotações para o alto também no atacado e varejo, com boa demanda de consumo por causa do calor. “A colheita das variedades tardias deve iniciar em setembro, muitas dessas já comprometidas por causa de contratos com a indústria. As exportações brasileiras de suco de laranja registraram queda, por causa da redução da oferta da fruta”, observou a Conab.

A maçã teve queda da comercialização e aumento dos preços, num contexto de quebra de safra do Sul. Com o controle das câmaras frias pelas classificadoras e o aumento da demanda nos primeiros dois terços do mês, principalmente com a volta às aulas, os preços subiram. As exportações continuaram baixas, em virtude do baixo volume da safra atual. As importações estiveram bastante aquecidas, tendo causado preocupação nos produtores ao pressionarem seus preços de venda.



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Recuperação do câmbio anima sojicultores


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, a recuperação do câmbio e de Chicago animaram o produtor, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os preços giram em R$ 143,00 para entrega outubro, e pagamento 15/10, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 135,80 Cruz Alta – Pagamento em 15/10. R$ 130,80 Passo Fundo – Pagamento em 15/10. R$ 135,00 Ijuí – Pagamento em 15/10”, comenta.

Os preços se mantiveram estáveis no estado de Santa Catarina nesta segunda-feira. “Em período de começo de plantio, mesmo com a alta de Chicago e dólar, os negócios foram pontuais, apenas para cobrir pequenos custos do produtor. O estado deve aumentar área e produção. A previsão inicial é de aumento de área (1,79%) e volume (12,77%) para soja em Santa Catarina. O preço no porto foi de R$ 125,00, Chapecó a R$ 117,00”, completa.

Com o produtor no campo, os negócios não passaram de pontuais ao longo da semana no Paraná. “Em Campinas (SP), exportadores ofereceram R$ 144 por saca CIF no Porto de Paranaguá (PR), com embarque imediato e pagamento no fim de outubro, mas o mercado spot ficou sem referência. No porto, Paranaguá, o preço foi de R$ 140 por saca, com entrega em outubro e pagamento em novembro. No interior, no mercado spot da soja em Ponta Grossa (PR), na região dos Campos Gerais, as tradings indicaram R$ 133 por saca FOB, com embarque em setembro e pagamento em outubro, valor R$ 3 menor do que no início da semana”, indica.

No Mato Grosso do Sul, o comprador aumenta a oferta, mas os negócios não saem. “Em Dourados, compradores elevaram ofertas em R$ 3 por saca em relação à sexta-feira, quando a cotação FOB era R$ 129 para embarque imediato e pagamento em outubro. Vendedores mantiveram pedidos a R$ 135, travando as negociações. Preços: Dourados R$ 131,00. Campo Grande: R$ 131,00. Maracaju: R$ 129,00. Chapadão do Sul: R$ 127,00. Sidrolândia: R$ 127,00”, informa.

No Mato Grosso, mais especificamente em Rondonópolis, as indicações caíram para R$ 132 por saca FOB, também com embarque e pagamento em novembro. “Vendedores na região pedem R$ 135 por saca, aguardando melhores propostas no mercado. Preços: Campo Verde: R$ 124,80, Lucas do Rio Verde: R$ 123,10. Nova Mutum: R$ 123,50. Primavera do Leste: R$ 125,20. Rondonópolis: R$ 127,00. Sorriso: R$ 122,40”, conclui.
 





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Soja: produtores se preparam para início do plantio em Júlio de Castilhos (RS)


O zoneamento agrícola permite o início do plantio da soja em Júlio de Castilhos, na região central do Rio Grande do Sul, a partir de 10 de outubro. Algumas propriedades já começam a semeadura nos primeiros dias da janela, embora o período mais intenso de plantio esteja previsto para iniciar a partir de 20 de outubro.

Atualmente, os primeiros produtores estão realizando a dessecação das áreas para preparar o solo para a nova cultura. Essa prática é fundamental para garantir um bom desenvolvimento do grão.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Área de plantio

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Foto: Pedro Silvestre

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área destinada ao plantio da soja no município deve somar 104,2 mil hectares, dos quais apenas 1,8 mil hectares serão irrigados.



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50% dos jovens não pretendem permanecer no campo


A sucessão familiar no campo ainda é um grande desafio em Santa Catarina. Dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) apontam que 50% dos jovens do campo não pretendem continuar com a atividade agrícola e permanecer na propriedade, o que pode comprometer a continuidade da atividade, especialmente em pequenas propriedades.  

Muitos jovens deixam as áreas rurais em busca de oportunidades em centros urbanos, mas o amor pelo campo e o incentivo dos pais e de cooperativas pode mudar este cenário. Em Pinhalzinho, na Região Oeste do estado, a família Rosalem já está na terceira geração de sucessores. Nilson e Lourdes Rosalem, que gerenciam atualmente o negócio, produzem leite há mais de 30 anos.

Eles sucederam os pais de Lourdes, que eram produtores de grãos. O negócio tem mais de 80 animais, com produção diária de 1500 litros por dia, e 40 mil litros mensais, garantindo a renda da família de cinco pessoas. “Na época que cheguei aqui meu sogro estava com 60 anos, já cansado de trabalhar. Viemos com uma força nova dentro da propriedade e tudo deu certo”, conta Nilson. “No início eram poucas vacas e tirávamos o leite manualmente. Depois fomos aumentando o negócio junto com meus pais. Herdamos a propriedade, e continuamos no ramo do leite”, explica Lourdes.

Agora, as duas filhas do casal decidiram permanecer no campo. Giovana tem 21 anos e já está assumindo a sucessão. “Tudo o que investimos foi pensando nelas”. Nilson explica que a atividade e o investimento ganham mais valor, sentido e força quando têm a perspectiva de sucessão. “Para nós é um orgulho. Tanto a Suzi quanto a Giovana, são envolvidas. A Giovana adora lidar com as vacas, com as bezerras, ela principalmente é quem toma conta”, comemora a mãe.

Família Rosalem, produtores de leite em Santa Catarina: Lourdes, Giovana, Douglas Serraglio, Suzimara e Nilson. Terceira geração de sucessão familiar no campo.

Com o agronegócio baseado em pequenas propriedades, a manutenção da sucessão familiar rural é decisiva para o futuro do setor em Santa Catarina, que tem 1% do território nacional. Dados do último Censo do IBGE mostram que mais de 180 mil jovens catarinenses entre 18 e 29 anos vivem no campo.

Depois que eu comecei a receber um salário e me incluíram nos negócios, desde o planejamento, até poder dar opiniões, fui tomando gosto pela atividade. O meu pai sempre nos incentivou, de maneira que nunca foi uma obrigação, mas acabamos criando um amor, pelo incentivo que ele nos dava”, explicou a jovem Giovana.

Suzimara, irmã de Giovana, destaca a importância de sempre buscarem novas tecnologias: “Pensamos em continuar e ampliar, sempre em busca de novidades”.

A assistência técnica ofertada pela cooperativa também colabora para a continuidade do jovem no campo, capacitando as novas gerações sobre práticas agrícolas sustentáveis e gestão eficiente das propriedades. O suporte facilita a adoção de tecnologias e melhora a produtividade. Estamos dispostos a ir atrás do que for possível para que a propriedade melhore em genética, em bem estar animal e também em produtividade. Isso gera a satisfação do produtor, aumenta o lucro e ajuda a manter o jovem na propriedade”, ressalta Lisandro Buriol, supervisor do departamento de leite da Cooperitaipu.

Douglas Serraglio, esposo da Suzimara, trabalhava em outra atividade na cidade. Assim que casou com a Suzi, recebeu a proposta do sogro para ajudar nos negócios da leiteria e há 12 anos topou o desafio. “Está dando certo, eles são bem acolhedores, é bom trabalhar com eles. Estamos sempre investindo no que precisa para melhorar e evoluir. O leite precisa muito de mão de obra, se não ficamos na propriedade, acaba a produção”, conta Douglas.

Giovana conta que de todos os seus amigos e colegas de escola que moravam em propriedades rurais, a única que ficou no campo foi ela. “É triste de ver isso mas ao mesmo tempo eu fico feliz, porque acredito que a minha escolha será valorizada um dia”, diz a jovem.  

O projeto Santa Catarina e o Agro 5.0 quer dar visibilidade a realidades como a desta família e outras que, ao contrário, os filhos não permanecem no campo. O objetivo é discutir e dar visibilidade a práticas que incentivem cada vez mais a permanência dos jovens no campo e a sucessão familiar na agricultura, além de outros temas relevantes para o agronegócio.

Confira o projeto no Canal Rural TV, em nossas redes sociais e nossa plataforma online.

Visite a página exclusiva do projeto aqui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho em ritmo de alta na B3


A Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) continua em ritmo de alta para o milho e os contratos valorizam até +1,00% no março/25, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Na esteira dos acontecimentos, a chegada da safra americana com boas produtividades, além do dólar, que teve alta de +0,25%, fechando a R$ 5,534 na venda, auxiliaram nas altas”, comenta.

“No cenário interno, no entanto, prossegue a falta de ritmo de um mercado que vem exportando menos: dados da Secex mostram que o volume embarcado até a semana passada foram de 4,61 milhões em setembro, ou seja, representando apenas 53,6% do mesmo período no ano anterior, quando se obteve um total de 8,76 milhões de toneladas”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em alta no dia. “O vencimento de novembro/24 foi de R$ 67,86 apresentando alta de R$ 0,98 no dia, alta de R$ 0,37 na semana; janeiro/24 fechou a R$ 70,29, alta de R$ 0,96 no dia, baixa de R$ -0,10 na semana; o vencimento janeiro/25 fechou a R$ 71,33, alta de R$ 0,59 no dia e baixa de R$ -0,07 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em alta com vendas externas e atrasos no Brasil. “A cotação de dezembro24, referência para a nossa safra de inverno, fechou em alta de 2,92 % ou $ 11,75 cents/bushel a $ 413,50. A cotação para março25, fechou em alta de 2,80 % ou $ 11,75 cents/bushel a $ 431,75”, informa.

“O mercado optou por cobrir posições vendidas dos três grãos neste começo de semana. Para o milho o impulso foi dado pelo relatório de embarques para exportação 93,8% acima da semana anterior e pelo atraso do plantio da soja e do milho primeira safra no Brasil. Uma menor oferta no bloco europeu, assim como da Ucrânia também deram suporte a alta”, conclui.
 





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Após desafios em anos anteriores, produtor gaúcho adota estratégias rumo ao sucesso no plantio da soja


O estado do Rio Grande do Sul se aproxima do fim do vazio sanitário, período em que o plantio da soja é suspenso para prevenir a ferrugem asiática. Rumo à semeadura do grão, a partir de 1º de outubro, as máquinas estarão autorizadas a entrar em campo e os produtores poderão dar o pontapé inicial. Mas, afinal, como estão os preparativos para o plantio da commodity na região?

Segundo Ireneu Orth, presidente da Aprosoja-RS, é essencial que o clima colabore para que os esforços dos produtores resultem em colheitas bem-sucedidas. “Na região do Pampa e no norte do estado, por exemplo, o período de plantio é mais flexível, permitindo que os agricultores se adaptem às condições climáticas. Essa flexibilidade é crucial para o sucesso da safra”, explica Orth.

Conforme o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater-RS, a área cultivada no estado do Rio Grande do Sul está estimada em 6.681.716 hectares, com uma média estadual de produtividade de 2.923 kg/ha (equivalente a 48,7 sacas). Além disso, o estado ocupa a quarta posição na produção de soja em grãos no Brasil, ficando atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás. Os dados são do Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul,

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Legado familiar e estratégias para o plantio

Foto: Maicon Krummer

Engenheiro agrônomo de formação, Maicon Abel Kummer seguiu os passos de seu pai ao lado do irmão mais velho, Diego. Há 15 anos, ambos assumiram os negócios da família, gerenciando a produção da soja e outros grãos na propriedade, que abrange 300 hectares nos municípios de Tapeira e Espumoso. Além das lavouras, Kummer destaca a importância da armazenagem e do beneficiamento de grãos na propriedade.

Atualmente, Maicon implementou plantas de cobertura na área destinada à soja precoce. “Utilizamos um mix de culturas para proteger o solo, melhorar sua biologia e ciclar nutrientes, criando condições ideais para o plantio. Nos próximos dias, faremos a dessecação, o que agregará valor ao plantio ao liberar muitos nutrientes do solo”, explica.

O início do plantio está previsto para a segunda quinzena de outubro, com atualizações nas previsões climáticas. “O objetivo é retomar o padrão do meio de outubro, mas em anos anteriores enfrentamos dificuldades devido à falta ou ao excesso de chuvas, o que levou a plantios fora da janela ideal, até em dezembro e janeiro”, comenta o produtor.

As estratégias adotadas incluem liberar 30% da área apenas com plantas de cobertura, utilizando manejo adequado para preparar o solo para o plantio antecipado. “Se tivermos condições adequadas em outubro, conseguiremos plantar essa parte da propriedade conforme planejado”, afirma.

Ele também alerta para não tratar todas as sementes de uma vez, evitando perdas caso o plantio não ocorra na época certa. “Se necessário, vamos escolher variedades de ciclo mais longo para um plantio mais tardio. As medidas de manejo incluem dedicar 30% da área a plantas de cobertura e plantar o restante conforme a colheita do inverno, garantindo flexibilidade nas condições climáticas”, finaliza Maicon Kummer.



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Bahia receberá investimentos de R$ 5,6 bi em infraestrutura


O governo da Bahia, anunciou que o estado receberá mais de R$ 5,6 bilhões em investimentos para melhorar sua infraestrutura portuária, aeroportuária e hidroviária, conforme anunciado em cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira (23), no Terminal da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), em Salvador.

O evento contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e dos ministros da Casa Civil, Rui Costa, e Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho.

Durante o evento, o governador Jerônimo Rodrigues reforçou a importância desses investimentos para o fortalecimento logístico do estado.

“Estamos falando de obras fundamentais para a Bahia, como a reforma do Aeroporto de Barreiras e melhorias nos portos de Salvador e Ilhéus. Nossa meta é ampliar a malha viária e consolidar um sistema de transporte mais eficiente, em parceria com o governo federal.”, disse.

Também participaram da cerimôniam, representantes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

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Foto: Divulgação/Aiba

Expansão logística

Um dos projetos importantes anunciados é a reforma e ampliação do Aeroporto de Barreiras, que contará com R$ 44,1 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

As obras incluirão a modernização da pista e a construção de um novo terminal de passageiros, com conclusão prevista em oito meses.

O aeroporto será vital para o transporte de mercadorias na região, conhecida pela forte produção agropecuária.

Outra obra é a construção do Terminal de Uso Privativo da Bamin, no Porto Sul, em Ilhéus, que receberá R$ 4,6 bilhões em empréstimos do Fundo da Marinha Mercante.

Este equipamento terá uma capacidade de embarque de 26 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, que será escoada pela FIOL I e exportada por meio dessa infraestrutura.

Esse projeto, juntamente com a expansão do terminal de contêineres Tecon Salvador, que receberá R$ 942,4 milhões, terá um impacto significativo na economia local.

A expansão aumentará a capacidade de movimentação de cargas, facilitando o comércio na região.

Com esses investimentos, estima-se que cerca de 7.200 empregos sejam gerados, criando novas oportunidades e contribuindo para o desenvolvimento econômico das comunidades ao redor.

No Porto de Salvador, serão investidos R$ 16,7 milhões na adequação da pavimentação da retroárea, visando aumentar a capacidade logística e modernizar o sistema elétrico.

No Porto de Ilhéus, uma dragagem de manutenção de R$ 19,9 milhões garantirá acesso a navios de grande porte, com conclusão prevista até o final deste ano.

Além disso, a dragagem no Porto de Aratu, com investimento de R$ 50 milhões, aumentará a profundidade do canal para -15 metros, com conclusão prevista em março de 2025.

Hidrovia do Rio São Francisco

Foi assinado um Protocolo de Intenções para a operação da Hidrovia do Rio São Francisco, ampliando seu uso para transporte de cargas e passageiros.

A gestão será descentralizada, permitindo que a Codeba administre essa importante rota logística.

O ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho afirmou que “as obras anunciadas trarão impactos significativos para a economia baiana, especialmente no setor de exportações”.

O governador Jerônimo Rodrigues reforçou que o conjunto de intervenções será fundamental para “aumentar a competitividade da Bahia no cenário global”.


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