domingo, agosto 2, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

clima favorece alta do milho em Campinas


Pressão de alta mantém preço do milho com expectativa de estoques baixos





Foto: Pixabay

Em Campinas (SP), o término da colheita da segunda safra de milho não foi suficiente para aliviar a pressão de alta sobre os preços do grão. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o valor da saca de 60 quilos atingiu R$ 60,85 em 30 de agosto, registrando um aumento de 2,4% nos últimos 15 dias e de 4,7% no acumulado dos últimos 30 dias.

De acordo com a Análise conjuntural do mercado de agosto de 2024, DDG & WDG – Relatório Mensal Scot Consultoria, o cenário climático favorável tem incentivado os vendedores a reter a oferta, enquanto a demanda no mercado doméstico permanece aquecida, sustentando as cotações. A expectativa de que os estoques finais de milho sejam os menores das últimas seis safras também contribui para a manutenção dos preços elevados, especialmente diante do risco climático que ainda persiste.

Com essas condições, o mercado deve continuar pressionado no curto prazo, reforçando a tendência de valorização do milho, que já vem sendo observada nas últimas semanas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de farelo de soja apresenta quedas em diversas regiões, exceto em Minas Gerais


Preços caem em três praças e sobem em Minas Gerais na segunda quinzena de agosto





Foto: Divulgação

De acordo com a Análise conjuntural do mercado de agosto de 2024, DDG & WDG – Relatório Mensal Scot Consultoria, na segunda quinzena de agosto, os preços do farelo de soja no Brasil variaram entre estabilidade e alta. Apesar disso, ao longo do mês, os valores recuaram em três das quatro praças acompanhadas. Em São Paulo, o preço médio do farelo de soja caiu 1,6% tanto na comparação mensal quanto na quinzenal, sendo negociado a R$ 2.134,58 por tonelada.

Em Minas Gerais, o cenário foi oposto, com um aumento de 0,8% na comparação mensal e de 1,1% na quinzenal, resultando em um preço médio de R$ 2.264,29 por tonelada. Em Goiás, o farelo de soja apresentou queda de 2,3% e 0,9% nos comparativos mensal e quinzenal, com a cotação fixada em R$ 2.023,00 por tonelada.

No estado de Mato Grosso, os preços também registraram uma diminuição de 1,2% na comparação mensal, embora tenham subido 0,9% na quinzenal, com o farelo sendo negociado a R$ 1.944,22 por tonelada. Essa dinâmica ressalta a volatilidade do mercado de farelo de soja no Brasil, com variações significativas entre as diferentes regiões.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Monitoramento aponta alta nos preços de frutas como abacaxi e laranja


De acordo com o Balanço Semanal de Preços das Frutas da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA), a Secretaria de Agricultura, juntamente com suas vinculadas Emater-MG, Epamig e IMA, está realizando um monitoramento detalhado dos preços dos principais produtos comercializados no CeasaMinas, localizado em Contagem, com o objetivo de avaliar o abastecimento alimentar no estado de Minas Gerais. A análise, que considera os preços médios praticados na unidade Grande BH entre os dias 9 e 20 de setembro de 2024, permite identificar a oferta e a demanda, bem como os possíveis impactos no abastecimento.

O levantamento abrange as dez frutas mais comercializadas no CeasaMinas: abacaxi, banana, coco verde, laranja, limão, maçã, manga, mamão, melancia e uva. O abacaxi pérola graúdo, proveniente da Paraíba, teve um aumento de 14,3% na primeira semana, passando de R$ 70,00 para R$ 75,00 a dúzia, antes de sofrer uma nova alta de 14,3%, encerrando a segunda semana a R$ 80,00 a dúzia, conforme os dados do monitoramento.

A banana prata apresentou quedas, começando a R$ 5,50/kg e terminando a R$ 4,00/kg na segunda semana, o que representa uma redução de 21,1%. O preço da laranja pêra, por outro lado, registrou alta, fechando em R$ 5,50/kg após aumentos sucessivos de 5,6% e 5,3%. O limão tahiti extra permaneceu estável na primeira semana, mas subiu 10% na segunda, atingindo R$ 5,50/kg.

Enquanto isso, o preço da manga tommy caiu acentuadamente, passando de R$ 5,00/kg para R$ 3,61/kg, e a melancia graúda registrou uma leve queda de -3,2%, fechando a R$ 2,00/kg. O relatório ainda destacou que o preço da uva Itália apresentou uma leve variação, iniciando a R$ 11,25/kg, antes de retornar a esse valor após uma leve queda inicial.

O monitoramento revela que apenas o coco verde e a maçã gala mantiveram estabilidade nos preços. Fatores climáticos, como a escassez de chuvas e a alta temperatura, têm influenciado as variações, especialmente em frutas cítricas e de exportação. A análise dos dados obtidos é essencial para entender o comportamento do mercado de hortaliças e frutas em Minas Gerais, especialmente em um cenário de variação significativa nos preços.





Source link

News

Preços da arroba do boi devem seguir em alta, diz analista



O mercado físico do boi gordo segue apresentando preços mais altos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir pela continuidade deste movimento no curto prazo.

O cenário ainda é reflexo da posição das escalas de abate, que seguem encurtadas em grande parte do país.

“Os preços têm subido de maneira generalizada, com exceção do Rio Grande do Sul, em que o quadro é de oferta um pouco maior, fazendo com que as indústrias se deparem com escalas de abate mais confortáveis”, assinalou.

Preço médio da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 269,43

Mercado atacadista brasileiro

O mercado atacadista volta a se deparar com preços firmes para a carne bovina, e o viés ainda é de alta dos preços no decorrer da primeira quinzena de outubro, considerando a entrada dos salários como motivador para a reposição entre atacado e varejo.

Por outro lado, a carne bovina tende a perder competitividade para as proteínas concorrentes, em especial para a carne de frango.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços oscila no mercado de hortaliças em Minas Gerais


De acordo com o Balanço Semanal de Preços de horticultura da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA), Secretaria de Agricultura, em parceria com suas vinculadas Emater-MG, Epamig e IMA, está realizando um monitoramento dos preços dos principais produtos comercializados no CeasaMinas, localizado em Contagem. O objetivo é avaliar o abastecimento alimentar no estado. A análise, que considera os preços praticados na unidade Grande BH entre 9 e 20 de setembro de 2024, permitirá identificar as dinâmicas de oferta e demanda, além dos possíveis impactos no abastecimento. O balanço é atualizado e publicado semanalmente.

Neste monitoramento, foram levantadas as dez hortaliças mais comercializadas em volume: abóbora moranga, abobrinha italiana, alho, batata, cebola, cenoura, chuchu, pimentão, quiabo e tomate. O preço da abóbora moranga, que iniciou o período a R$ 3,66/kg, fechou a R$ 2,72/kg, resultando em uma variação média de -25,7%. A abobrinha italiana, que começou a R$ 1,11/kg, registrou uma alta de 33% na média semanal, fechando a R$ 1,48/kg.

O alho brasileiro manteve-se estável, enquanto a batata viu seu preço cair de R$ 4,40/kg para R$ 4,00/kg, apresentando uma variação de -9,1%. A cebola, que iniciou o período a R$ 3,00/kg, encerrou a segunda semana a R$ 2,50/kg, com uma queda média de 11,1%. O chuchu variou, fechando a R$ 2,36/kg após registrar uma alta de 57,1% na segunda semana, conforme os dados do monitoramento.

O preço do pimentão verde caiu de R$ 3,33 para R$ 2,22/kg na primeira semana, mas subiu para R$ 2,77/kg na segunda, resultando em uma variação de 6,9%. O tomate longa vida, que iniciou a R$ 3,25/kg e chegou a R$ 1,10/kg na primeira semana, viu uma recuperação de preço, encerrando a segunda semana a R$ 1,25/kg, com uma variação média de 6,8%.

As estratégias de precificação para o mercado de hortaliças e frutas podem ser influenciadas por fatores como custos, concorrência, oferta e demanda, todos afetados por condições climáticas. A comparação dos preços médios das hortaliças entre 9 a 13 de setembro e 16 a 20 de setembro de 2024 revelou estabilidade nos preços do alho e da cenoura, enquanto a abobrinha italiana, chuchu, quiabo e tomate apresentaram elevações. As cotações da abóbora moranga, batata, cebola e pimentão, no entanto, mostraram tendência de queda.

A análise aponta que a diminuição da oferta de produtos como tomate, chuchu, abobrinha italiana e quiabo se deve a condições climáticas desfavoráveis. A aceleração da maturação da batata, influenciada pelo calor, e a pressão nos preços da cebola, decorrente do alto volume ofertado e da menor qualidade devido às altas temperaturas, também foram destacadas.





Source link

News

União Europeia flexibilizará boicote às importações de alimentos, diz Daoud


O presidente Luís Inácio Lula da Silva participou de reunião bilateral com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na segunda-feira (23). Na pauta, destaque para o acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu.

A partir de 1 de janeiro de 2025, entra em vigor a chamada “Lei Antidesmatamento”, imposta pela União Europeia e que proíbe a importação de produtos oriundos de áreas degradadas ou desmatadas.

O Brasil segue atento ao impacto que isso pode gerar à agropecuária nacional e pediu, no início deste mês, o adiamento das novas regras. Contudo, um porta-voz do bloco europeu reiterou que a lei será implementada no início do ano que vem.

A lei vale para soja, gado, café, madeira, borracha e cacau oriundos de desmatamento após 2020. De acordo com o Itamaraty, o bloqueio tem o potencial de impactar mais de 30% das exportações do país.

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro e outros atores do agronegócio brasileiro já reforçaram que a nova legislação não leva em conta o desmatamento legal, previsto no Código Florestal brasileiro.

Flexibilização do bloqueio

Para o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, a restrição europeia é baseada mais em questões comerciais do que ambientais.

“O mundo caminha para um cenário muito arriscado em relação ao clima […]. Os extremos climáticos já prejudicam a produção de alimentos em vários setores não só no Brasil, o que leva a uma preocupação que está sendo incorporada em contratos futuros de todo o mundo que é o fenômeno econômico da inflação”.

Assim, Daoud afirma que os desafios climáticos têm o potencial de fazer o preço dos alimentos aumentar em todo o mundo. “Por conta disso, essa nova imposição, embargo da União Europeia talvez não seja tão rígida assim porque o mundo hoje depende exatamente da produção de alimentos e o Brasil desponta como um dos maiores produtores, sendo o único país com condições de atender grande parte da demanda até 2050”.

Para o comentarista, fica claro que a Europa impõe restrições com o objetivo de proteger os seus produtores, uma vez que não tem mais recursos para subsidiar a produção interna. “Países como Alemanha e França, que são os maiores emissores de gases de efeito estufa na atmosfera, estão passando a queimar carvão. Então é uma incoerência essa imposição União Europeia, mas que, ao meu ver, será flexibilizada em sua execução diante do cenário que temos pela frente”, finaliza Daoud.

Discurso na ONU

Lula ONULula ONU
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ao abrir o debate de chefes de Estado da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York nesta terça-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o planeta “está farto” de acordos não cumpridos.

O chefe do Executivo brasileiro lembrou que o ano de 2024 caminha para ser o ano mais quente da história moderna. “Furações no Caribe, tufões na Ásia, secas e inundações na África e chuvas torrenciais na Europa deixam um rastro de mortes e destruição”, discursou.

Lula lembrou das enchentes no Rio Grande do Sul em maio deste ano, a maior desde o longínquo 1941. “A Amazonia está atravessando a maior estiagem em 45 anos, incêndios florestais se alastraram pelo país e já devoram 5 milhões de hectares apenas no mês de agosto”.

O presidente destacou em seu discurso que o planeta já não espera para cobrar da próxima geração e está farto de acordos climáticos que não são cumpridos e está “cansado de meta de redução de carbono negligenciada, do auxílio financeiro aos países pobres que nunca chega”.



Source link

News

Justiça cancela mandado de prisão contra Gusttavo Lima



O desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), concedeu habeas corpus nesta terça-feira (24) para revogar o mandado de prisão expedido contra o cantor Gusttavo Lima.

Na segunda (23), o cantor sertanejo teve mandado de prisão expedido nesta segunda-feira (23) pela juíza Andrea Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal de Recife.

O artista é acusado de ter ligação com pessoas investigadas na Operação Integration, da Polícia Civil de Pernambuco, que apura um esquema de lavagem de dinheiro de jogos de azar pela internet (bets).

Gusttavo Lima não chegou a ser preso. Ele está nos Estados Unidos em viagem com sua família.

Passaporte do cantor

Na mesma decisão, o desembargador derrubou a medida que suspendeu o passaporte e o porte de arma do cantor.

Para o magistrado, a decretação da prisão de Nivaldo Batista Lima, nome de batismo do cantor, foi justificada com base em ilações.

“Destarte, da leitura da aludida decisão [de primeira instância], constata-se que as justificativas utilizadas para a decretação da prisão preventiva do paciente e para a imposição das demais medidas cautelares constituem meras ilações impróprias e considerações genéricas. Desconstituída, assim, de qualquer evidência material a justificar, nesse momento, a segregação cautelar”, justificou.



Source link

News

Queda do dólar pressiona preços da soja e trava negócios no Brasil



O mercado brasileiro da soja apresentou um dia lento, com negócios pontuais e preços variando entre estáveis e em queda, refletindo a desvalorização do dólar. A Bolsa de Chicago teve um desempenho positivo durante a manhã, mas inverteu sua tendência à tarde, dificultando novas transações. Os prêmios oferecidos não foram suficientes para compensar a queda na CBOT.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Números

  • Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Na região das Missões (RS), o valor recuou de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • No Porto de Rio Grande passou de R$ 142,00 para R$ 141,00
  • Em Cascavel (PR), a saca desvalorizou de R$ 137,00 para R$ 136,00
  • No porto de Paranaguá (PR), o preço caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
  • Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Em Dourados (MS) estabilizou em R$ 130,00
  • Em Rio Verde (GO), o preço caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00

Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em alta, mas abaixo das máximas do dia. As preocupações com o clima seco e o atraso no plantio no Brasil sustentaram os preços, além de relatos de rendimentos inferiores ao esperado nos primeiros plantios.

Outro fator que chamou a atenção dos investidores foi o novo plano de estímulo econômico do governo chinês, que pode aumentar a demanda por commodities. A China continua sendo o maior comprador da soja do mundo.

No entanto, ao longo do dia, o mercado perdeu força devido a um movimento de realização de lucros e um cenário de longo prazo pessimista, com uma oferta mundial ampla da oleaginosa.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou um relatório sobre a evolução da colheita de soja. Até 22 de setembro, 13% da área estava colhida, contra 6% na semana anterior e 10% no mesmo período do ano passado, sendo a média de 8%.

De acordo com o USDA, 64% das lavouras estão em boas a excelentes condições, 25% em situação regular e 11% em condições ruins ou muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 54%, 25% e 11%, respectivamente.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3 centavos de dólar (0,28%), a US$ 10,42 1/4 por bushel. A posição de janeiro teve cotação de US$ 10,60 1/2 por bushel, com um ganho de 3,75 centavos (0,35%).

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 (0,85%), a US$ 325,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 43,34 centavos de dólar, com alta de 1,50 centavo (3,58%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,34%, sendo negociado a R$ 5,4601 para venda e R$ 5,4581 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4466 e a máxima de R$ 5,5270.



Source link

News

Mato Grosso inclui ‘boi bombeiro’ em lei sobre áreas de proteção


O governo de Mato Grosso sancionou a lei que inclui a figura do “boi bombeiro” em áreas de proteção permanente (APP), com o objetivo de auxiliar no combate aos incêndios no Pantanal, um dos biomas mais atingidos pelas queimadas.

A Lei 12.653 de 2024, publicada no Diário Oficial do estado na última sexta-feira (24), permite o uso da “pecuária extensiva e a prática de roçada visando a redução de biomassa vegetal combustível e os riscos de incêndios florestais”.

A legislação foi resultado de uma negociação com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que pedia alterações em uma lei anterior (11.861 de 2022), alvo de ação direta de inconstitucionalidade.

A pecuária extensiva em áreas de pastagens nativas já era permitida em áreas de proteção permanente na legislação aprovada em 2022. Porém, não havia referência ao uso do gado como instrumento para reduzir riscos de incêndio.

Liberação não é irrestrita

Em nota, o governo de MT destacou que o uso da pecuária extensiva – que é quando o gado vive solto no pasto e exige maiores quantidades de terra – em áreas de proteção permanente é permitido apenas em locais com pastagens nativas.

“Não é uma liberação irrestrita para criar gado no Pantanal, mas sim para que a atividade pecuária crie aceiros naturais, ajudando a reduzir a propagação dos incêndios”, diz a Secretaria de Meio Ambiente de MT, acrescentando que “a lei traz restrições claras, de modo que a atividade promova o desenvolvimento sustentável, econômico e social da região”.

A tese do “boi bombeiro” ganhou repercussão nacional em 2020, quando ocorreu o maior incêndio da história do bioma que consumiu cerca de 30% do Pantanal brasileiro. Na época, a então ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, defendeu a expansão da pecuária para reduzir as queimadas.

Essa tese, que sofre resistência de ambientalistas, parte do princípio de que o gado, ao consumir o material combustível da vegetação, pode reduzir a intensidade dos incêndios.

Acesso e uso do gado

A promotora do MPMT Ana Luiza Perperline, que atuou na ação de inconstitucionalidade contra a lei 11.861 de 2022, detalhou que a nova legislação publicada na semana passada é um avanço por ter retirado a possibilidade do uso de APPs para pecuária extensiva.

A norma anterior permitia o uso e o acesso do gado a essas áreas de proteção. A nova lei permite apenas o acesso. Ou seja, o gado não pode ficar nas pastagens nativas por tempo indeterminado.

“O boi não vai usar a área de proteção. Ele vai acessar essas áreas apenas para ter acesso à água. É muito difícil você restringir o acesso do gado à água, principalmente em áreas de pastagens nativas. Isso porque, em determinados períodos do ano, praticamente tudo vira, ou virava, água no Pantanal. Essa dificuldade nos leva à conclusão de que é impossível cercar todas essas áreas para impedir o acesso do gado”, afirmou.

Para a promotora, as mudanças na lei sanaram as inconstitucionalidades apontadas pelo Ministério Público. “A lei anterior permitia, de certa forma, usar a reserva legal com atividades que não eram permitidas pela legislação, a não ser mediante manejo florestal sustentável”, completou.

Boi bombeiro

pecuária bovina, boi gordo, Nigériapecuária bovina, boi gordo, Nigéria
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

A tese do “boi bombeiro” é defendida também por alguns estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com o governo de Mato Grosso, “a permissão sustentável da pecuária no local é fundamentada em mais de 50 anos de estudos da Embrapa Pantanal”.

Por outro lado, a tese é rejeitada por alguns especialistas e ambientalistas. Um levantamento de 2020 do professor Ubirajara Oliveira, do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostrou que nas cidades onde há mais cabeças de gado no Pantanal é onde estavam concentrados o maior número de focos de incêndios.

Para o biólogo Gustavo Figueroa, diretor do Instituto SOS Pantanal, existe um fundo de verdade nessa tese, mas sua eficácia é relativa.

“O boi, em algumas ocasiões e em alguns locais, vai diminuir a matéria orgânica, mas não dá para imaginar que colocando boi por todos os lugares vai diminuir os incêndios, tanto que várias fazendas que têm atividade pecuária pegaram fogo também”, analisou.



Source link

News

Agricultores atingidos pela seca em MG receberão 12% a mais de recursos


O Governo de Minas Gerais repassou mais de R$ 5,7 milhões ao Fundo Garantia-Safra 2023/2024, aumento de aproximadamente 12% em relação à transferência feita na temporada anterior.

O aumento do aporte estadual ampliou em 11% o número de produtores beneficiados, chegando a aproximadamente 40 mil.

Assim, os recursos chegam a famílias como a de Maria Eni dos Reis Brant, da comunidade de Ribeirãozinho, no município de Padre Carvalho, no Norte de Minas, que enfrenta perda sistemática das suas lavouras de feijão, milho e mandioca em função da seca.

Ela conta que o pouco que planta para subsistência é sempre perdido pela falta de chuva. “A gente trabalha mais do que produz. Este ano mesmo, colhemos só um pouco de milho. O resto, perdemos tudo”, lamenta.

Segundo a produtora, com o Garantia-Safra é possível cobrir a ração para as galinhas, algo para as vacas.

Programa Garantia-Safra

agro nas eleições 2022 - ocupações - agricultores - tomaz silva - agência brasilagro nas eleições 2022 - ocupações - agricultores - tomaz silva - agência brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Programa Garantia-Safra é executado com recursos da União, em parceria com os estados, as prefeituras e os próprios agricultores familiares, onde cada um deles paga uma quota-parte ao fundo do programa.

Na safra 2023/2024, o recurso poderá servir de auxílio a até 39.730 agricultores familiares de 110 municípios do semiárido mineiro, em situação de vulnerabilidade devido às dificuldades climáticas.

O benefício anual de R$ 1,2 mil é pago aos agricultores dos municípios que comprovem perdas de 50% ou mais das culturas cobertas pelo programa em razão de secas ou chuvas em excesso.

Em Minas Gerais, a gestão do programa é da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com a coordenação e execução da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

“Ao efetuar o pagamento da parte que cabe ao estado, o Governo de Minas garante a segurança alimentar desses agricultores em um momento de prejuízos. O recurso assegura as condições mínimas de sobrevivência e a continuidade da atividade que desenvolvem na propriedade rural”, avalia o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes.

Agricultores que têm direito

O Programa Garantia-Safra está disponível para agricultores familiares que residem na região de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

É preciso estar inscrito no Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ou com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ativa, com renda familiar mensal de, no máximo, 1,5 salário mínimo, e com plantação entre 0,6 a 5 hectares de feijão, milho, arroz, algodão ou mandioca.



Source link