domingo, agosto 2, 2026

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Safras de verão sofrem com secas na Ucrânia


Seca prejudica semeadura e reduz expectativa de rendimento de milho e girassol





Foto: Divulgação

De acordo com o boletim de monitoramento de colheitas JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, a metade oriental da Ucrânia enfrentou condições severas de seca durante o período de revisão, agravando ainda mais as perspectivas de rendimento para as safras de verão.

A seca já havia se instalado em julho e continuou prevalecendo nas semanas seguintes, com precipitações entre 50% e 100% abaixo da média de longo prazo (LTA) em diversas regiões. No entanto, algumas áreas no oeste, centro, norte e sul do país experimentaram condições apenas ligeiramente mais secas do que o normal, com chuvas até 50% abaixo da média. As temperaturas, por sua vez, estiveram entre 1°C e 2°C acima do esperado, com aquecimento mais intenso nas regiões de Vinnyts’ka, Khmel’nyts’ka e Chernivets’ka, onde os termômetros subiram até 3°C acima da média.

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Enquanto as regiões ocidentais e centrais apresentaram um clima mais favorável às safras, as áreas do leste e sudeste sofreram fortemente com a falta de chuva. As culturas mais afetadas pela seca foram o milho em grão e o girassol, enquanto a soja, concentrada nas regiões ocidentais, foi menos impactada.

A colheita nas áreas orientais já começou devido à aceleração do ciclo causado pela seca. Contudo, a produção foi revisada para baixo nas previsões do JRC MARS, e a semeadura de colza, já concluída no oeste, enfrenta atrasos nas regiões orientais por conta da dureza e secura dos solos.

Essas condições climáticas têm gerado preocupações para o setor agrícola ucraniano, especialmente com o impacto na produção de grãos, essenciais para a economia local e as exportações do país.





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Anvisa proíbe venda de duas marcas de azeite no Brasil



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de azeite de duas marcas em território brasileiro. A decisão foi publicada em uma resolução no Diário Oficial da União desta terça-feira (24).

Segundo o texto publicado, está proibida a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos azeites das marcas Serrano e Cordilheira, com 0,5% de acidez.

A Anvisa informou que a produção desses azeites estava sendo realizada por empresas desconhecidas no Brasil. Elas não informaram registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), nem local de fabricação. 

Coco ralado

A resolução publicada pela agência também proibiu a venda do lote  030424158 de coco ralado da marca Coco e Cia. A Anvisa informou que a análise de amostras do produto apresentaram resultado insatisfatório quanto à quantidade de dióxido de enxofre, e por isso deve ser recolhido.



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Caiado critica ‘falta de um seguro rural’ no Brasil



O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), criticou a falta de um seguro rural no Brasil. As declarações ocorreram durante o painel “Brasil 2025/26: As oportunidades nos estados”, em conferência do Banco Safra, em São Paulo, nesta terça-feira (24).

“Eu ouvi do vice-presidente mundial da John Deere um detalhe interessante que quero transmitir aqui. Ele disse: governador, o senhor sabe que os produtores que mais absorvem tecnologia, e falo pela John Deere, são os brasileiros? E eu falei, mas por quê?”, contou.

Caiado continuou: “Ele falou: por uma coisa simples. Porque o produtor rural brasileiro tem que arriscar a vida dele toda, jogar na safra dele com tudo, porque não tem seguro. Se ele perder uma safra nos Estados Unidos ou na Europa, ele tem um seguro agrícola e ele tem a tranquilidade de ficar. Aqui, se ele perder a safra, ele quebra e vai ter que entregar a fazenda dele, porque não tem condição de pagar as dívidas.”

Na sequência, o governador afirmou que até hoje o Brasil não tem seguro rural. “É algo impressionante, num país em que a base da economia dele é exatamente a agropecuária.”

Diferentemente do que disse o governador de Goiás, o Brasil oferece seguro a produtores rurais. O site do Ministério da Agricultura lembra que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) oferece ao agricultor a oportunidade de segurar sua produção, por meio de auxílio financeiro do governo federal.

A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo programa e permite a complementação dos valores por subvenções concedidas por estados e municípios.

Para contratar o seguro rural, o produtor deve procurar uma seguradora habilitada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária no Programa de Subvenção. Caso o produtor já tenha cobertura do Proagro ou Proagro Mais para uma lavoura, o mesmo não será beneficiado pelo PSR na mesma área. 



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Anec reduz projeção de exportação de soja em setembro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu ligeiramente sua projeção de exportações de soja do Brasil em setembro, em relatório publicado nesta terça-feira (24). A nova estimativa indica embarques de 5,821 milhões de toneladas no mês, ante expectativa anterior de 5,828 milhões de toneladas.

O volume ainda é maior do que o registrado em setembro do ano passado, de 5,547 milhões de toneladas. Já em relação ao farelo de soja, a Anec projetou embarque de 1,971 milhão de toneladas no nono mês deste ano, em linha com o volume do ano passado.

Exportações de milho

Em relação ao milho, a associação disse que o Brasil deve embarcar neste mês um volume de 6,686 milhões de toneladas. No relatório anterior, a projeção era de embarque entre 6,469 milhões e 6,800 milhões de toneladas. Já em comparação com setembro de 2023, a nova estimativa ficou abaixo das cerca de 9 milhões de toneladas exportadas.

Entre os dias 15 e 21 de setembro, o Brasil embarcou 1,210 milhão de toneladas de soja e 272.563 toneladas de farelo de soja, disse a Anec. As exportações de milho somaram 1,245 milhão de toneladas no período.

Para a semana de 22 a 28 de setembro, a entidade prevê que o volume de exportações de soja fique em 1,242 milhão de toneladas e o de farelo suba para 424.373 toneladas. Os embarques de milho também devem subir, para 1,731 milhão de toneladas.



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Copom aponta para alta de 0,5 pp em novembro



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que a ata do Copom reforçou um tom hawkish, no sentido de mais juros, apontando para uma alta de 0,5 pp na reunião de novembro.

Impulsionados pela China, os mercados locais tiveram um dia positivo, com juros e dólar em queda e bolsa em alta.

Para hoje, olho no IPCA-15 de setembro.



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Estresse térmico e proliferação de pragas afetam safras de verão na Itália


De acordo com o boletim de monitoramento de colheitas JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, as safras de verão na Europa sofreram uma combinação de estresse térmico e proliferação de pragas e doenças, o que impactou negativamente o potencial de rendimento, especialmente no norte da Itália.

Durante agosto, três ondas de calor atingiram o norte da Europa, com temperaturas ultrapassando os 30°C, sendo que a primeira onda, em meados do mês, chegou a registrar máximas de 38°C no Vale do Pó, na Itália central. Esses eventos de calor intenso, embora concentrados, foram acompanhados de precipitação dentro da média, mas distribuída em eventos pontuais e intensos. Em setembro, o calor persistiu no início, mas as temperaturas se normalizaram na segunda semana, enquanto chuvas intensas continuaram, com registros locais de até 90 mm em regiões como a Lombardia.

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No norte da Itália, o calor no início de agosto acelerou o crescimento do milho, mas o estresse térmico por volta de 15 de agosto prejudicou a floração e o enchimento dos grãos. A soja, por ter florescido mais tarde, não foi tão afetada pelas altas temperaturas. No entanto, as condições quentes e úmidas favoreceram a disseminação de pragas e doenças, especialmente nas plantações de beterraba.

Enquanto a colheita das safras de verão, como o milho verde, começou no final de agosto e se estenderá até setembro, o atraso de 15 a 30 dias em relação ao habitual também afetou o rendimento. No centro da Itália, a colheita de girassol terminou por volta de 15 de agosto, com a fase de enchimento dos grãos comprometida pelas temperaturas elevadas.

As previsões de rendimento foram revisadas para baixo, abaixo da média, para beterraba, milho verde e girassol, enquanto permanecem estáveis para o milho em grão. Em contraste, as perspectivas para a soja foram revisadas para cima, com um rendimento previsto acima da média.





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Calor e chuvas intensas desafiam agricultura na Áustria e Eslováquia


Colheitas de verão na Europa sofrem com condições climáticas extremas





Foto: Nadia Borges

Em seu boletim de monitoramento de colheitas de setembro, o JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, revela que um agosto seco e quente, combinado com um déficit hídrico no solo na Áustria e na Eslováquia, resultou em uma revisão negativa das expectativas de rendimento para as safras de verão.

Durante o período analisado, os três países enfrentaram uma onda de calor intensa, que se estendeu da segunda quinzena de agosto até o início de setembro. As temperaturas médias registradas foram as mais altas da história para esse intervalo. A falta de chuvas na Áustria e na Eslováquia no final de agosto e início de setembro acentuou o déficit de umidade do solo, que já havia sido relatado em boletins anteriores. Na Eslováquia, o déficit hídrico superou o dobro da média histórica.

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No final do período, chuvas torrenciais atingiram os três países, dificultando a quantificação de seus impactos imediatos. Essas precipitações desafiadoras afetaram o amadurecimento e a colheita das safras de verão, além de complicar a semeadura das safras de inverno.

As condições secas e quentes em agosto provocaram uma dessecação prematura das colheitas, o que pode comprometer a maturidade e a qualidade necessárias para a colheita. Na Eslováquia, a colheita de girassóis foi antecipada em algumas regiões, encurtando a estação de cultivo em um mês e resultando em rendimentos abaixo da média.

A colheita das safras de verão teve início em todos os três países, mas as recentes chuvas e a inundação dos campos apresentam desafios adicionais à conclusão bem-sucedida das colheitas nas áreas afetadas. As previsões de rendimento para as colheitas de verão permanecem próximas das tendências históricas, mas foram revisadas para baixo em relação aos girassóis e milho em grão na Áustria e Eslováquia, assim como em relação à soja na Áustria.





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veja a previsão desta quarta



A primavera já tem mostrado as caras nas cinco regiões brasileiras. Tempo seco e com pancadas de chuva ocasionais marcam grandes áreas do país.

Acompanhe a previsão da Climatempo para esta quarta-feira (24):

Sul

Nesta quarta-feira, a chuva mais pesada segue concentrada sobre o Rio Grande do Sul, enquanto Paraná e Santa Catarina têm tempo firme, mas encoberto.

Sudeste

Os ventos do oceano em direção ao continente formam nuvens carregadas sobre o Espírito Santo, mas sem previsão de altos acumulados. Nas demais áreas, o dia será quente e com predomínio de tempo seco.

Centro-Oeste

Pancadas de chuva ocorrem pontualmente no norte e oeste de Mato Grosso. Nas demais regiões, o dia segue com predomínio de sol e bem quente. À tarde, a umidade cai para índices inferiores a 20%.

Nordeste

A chuva passageira segue marcando presença no fim do dia no litoral do Nordeste. No interior, tempo seco e nada de chuva.

Norte

Tempo quente e úmido no Amazonas, Acre, Roraima, norte do Tocantins e Pará. Nessas áreas, pancadas de chuva são previstas durante à tarde. Nas demais áreas, o sol predomina durante todo o dia.



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clima favorece alta do milho em Campinas


Pressão de alta mantém preço do milho com expectativa de estoques baixos





Foto: Pixabay

Em Campinas (SP), o término da colheita da segunda safra de milho não foi suficiente para aliviar a pressão de alta sobre os preços do grão. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o valor da saca de 60 quilos atingiu R$ 60,85 em 30 de agosto, registrando um aumento de 2,4% nos últimos 15 dias e de 4,7% no acumulado dos últimos 30 dias.

De acordo com a Análise conjuntural do mercado de agosto de 2024, DDG & WDG – Relatório Mensal Scot Consultoria, o cenário climático favorável tem incentivado os vendedores a reter a oferta, enquanto a demanda no mercado doméstico permanece aquecida, sustentando as cotações. A expectativa de que os estoques finais de milho sejam os menores das últimas seis safras também contribui para a manutenção dos preços elevados, especialmente diante do risco climático que ainda persiste.

Com essas condições, o mercado deve continuar pressionado no curto prazo, reforçando a tendência de valorização do milho, que já vem sendo observada nas últimas semanas.





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Mercado de farelo de soja apresenta quedas em diversas regiões, exceto em Minas Gerais


Preços caem em três praças e sobem em Minas Gerais na segunda quinzena de agosto





Foto: Divulgação

De acordo com a Análise conjuntural do mercado de agosto de 2024, DDG & WDG – Relatório Mensal Scot Consultoria, na segunda quinzena de agosto, os preços do farelo de soja no Brasil variaram entre estabilidade e alta. Apesar disso, ao longo do mês, os valores recuaram em três das quatro praças acompanhadas. Em São Paulo, o preço médio do farelo de soja caiu 1,6% tanto na comparação mensal quanto na quinzenal, sendo negociado a R$ 2.134,58 por tonelada.

Em Minas Gerais, o cenário foi oposto, com um aumento de 0,8% na comparação mensal e de 1,1% na quinzenal, resultando em um preço médio de R$ 2.264,29 por tonelada. Em Goiás, o farelo de soja apresentou queda de 2,3% e 0,9% nos comparativos mensal e quinzenal, com a cotação fixada em R$ 2.023,00 por tonelada.

No estado de Mato Grosso, os preços também registraram uma diminuição de 1,2% na comparação mensal, embora tenham subido 0,9% na quinzenal, com o farelo sendo negociado a R$ 1.944,22 por tonelada. Essa dinâmica ressalta a volatilidade do mercado de farelo de soja no Brasil, com variações significativas entre as diferentes regiões.





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