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De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custeio da safra 24/25 de algodão foi estimado em R$ 9.801,76 por hectare, representando uma leve queda de 0,11% em relação à estimativa de julho de 2024. O estudo do projeto Acapa-MT também apresentou os valores do Custo Operacional Efetivo (COE), Custo Operacional Total (COT) e Custo Total (CT), que ficaram em R$ 13.301,91/ha, R$ 14.230,91/ha e R$ 15.867,21/ha, respectivamente.
Para que o cotonicultor consiga cobrir esses custos com base na produtividade média da safra 23/24, de 120,94 @/ha de pluma, o preço mínimo necessário de comercialização seria de R$ 109,98/@ para o COE, R$ 117,67/@ para o COT e R$ 131,19/@ para o CT. Atualmente, o preço médio ponderado da comercialização da safra 24/25 até agosto é de R$ 131,69/@, o que cobre todos os custos de produção até o momento.
No entanto, apenas 21,84% da produção estimada para o ciclo foi comercializada até agosto, um atraso de 19,79 pontos percentuais em relação à média histórica. Esse ritmo mais lento na comercialização preocupa os produtores, que enfrentam incertezas sobre a evolução dos preços do algodão no mercado futuro.
Discussão sobre a legislação referente à edição gênica e à transgenia foi um dos principais assuntos no Congresso Brasileiro de Sementes
Durante sua palestra no XXII Congresso Brasileiro de Sementes, realizado recentemente em Foz do Iguaçu (PR), a pesquisadora da Embrapa Soja, Liliane Mertz Henning, apresentou os avanços da biotecnologia, com destaque para o uso da edição gênica via CRISPR.
Um dos principais pontos levantados por Liliane foi a discussão sobre a legislação referente à edição gênica. Ela explicou que a comunidade acadêmica internacional tem debatido a necessidade de uma legislação que diferencie claramente essa técnica da transgenia. A justificativa é que, se não houver introdução de DNA de outras espécies, as modificações poderiam ser consideradas naturais, equivalentes ao que ocorreria por cruzamentos convencionais.
Esse conceito tem ganhado espaço em diversos países, como Estados Unidos, Japão e na América Latina. “Na Europa, embora as modificações genéticas inicialmente fossem categorizadas como transgênicas, a legislação foi revisada, criando uma nova categoria chamada conventional-like. Já na China, que investe fortemente em biotecnologia, ainda não há uma posição clara, apesar de ser responsável por grande parte das publicações na área”, afirmou Liliane.
Na Embrapa Soja, a tecnologia CRISPR tem sido aplicada no desenvolvimento de sementes tolerantes à seca. Inicialmente, esse trabalho foi realizado por meio da transgenia, utilizando genes da planta modelo Arabidopsis thaliana. “Existe uma similaridade genética entre essa planta e a soja. Assim, buscamos esses genes e aumentamos sua produção por meio da edição gênica, sem a necessidade de introduzir genes de outras espécies”, explicou Liliane.
A meta é alterar quatro genes relacionados à tolerância à seca; dois já foram modificados e os testes de campo devem ocorrer em breve. Se os resultados forem positivos, Liliane estima que o produto estará disponível comercialmente em cerca de cinco anos.
Os avanços da pesquisa não param aí. A Embrapa Soja vem utilizando outra ferramenta que não é a edição gênica: o RNA de interferência (RNAi) tem sido bastante usado nos últimos anos no combate plantas invasoras, ervas daninhas.
“Uma das grandes barreiras era estabilizar o RNAi, mas no ano passado os Estados Unidos conseguiram estabilizar a molécula e lançaram um inseticida à base dessa técnica para controle de pragas agrícolas”, comentou Liliane. Diferentemente da edição gênica, que altera o DNA da planta, o RNAi não modifica o DNA, mas bloqueia a produção de determinadas proteínas essenciais para a sobrevivência das pragas. “É como um inseticida biológico que não altera a base genética da planta”, explicou.
Liliane também destacou que a biotecnologia CRISPR está em constante crescimento, oferecendo um potencial ainda inexplorado. Enquanto a transgenia se focou em características agronômicas, como resistência a herbicidas e pragas, a CRISPR amplia as possibilidades para melhorias nutricionais e adaptação às mudanças climáticas.
“Embora a maior parte da área cultivada seja com transgênicos, não se desenvolveu muita coisa voltada para qualidade. As tecnologias anteriores, como a transgenia, focaram principalmente em características que ofereciam retorno financeiro imediato, o que limitou o desenvolvimento de melhorias nutricionais ou de adaptação às mudanças climáticas”, observa a pesquisadora.
Liliane Mertz Henning também ressaltou a importância de discutir a remuneração pelo uso dessas tecnologias e argumentou que essa questão deve avançar no contexto da lei de proteção de cultivares e outras regulamentações, para que as novas biotecnologias possam capturar valor no mercado. Ela apontou, ainda, que o sucesso dessas inovações dependerá de ajustes regulatórios e de um modelo de negócios que torne as novas características economicamente atrativas para os produtores.
A colheita do algodão na Bahia referente à safra 2023/2024 foi oficialmente encerrada na última quinta-feira (19). A área total plantada no estado foi de 345.431 hectares, sendo 247.609 hectares em regime de sequeiro e 97.821hectares em áreas irrigadas.
Iniciada em maio, a colheita concentrou-se principalmente na região Oeste, responsável por 98% da área plantada, com 339.721 hectares.
Por outro lado, a região Sudoeste do estado contribuiu com 5.710 hectares, majoritariamente em áreas de sequeiro.
As informações são da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), divulgadas nesta quarta-feira (25).
Ao final da colheita, a produtividade média foi de 325,45 arrobas de algodão em caroço por hectare, levemente inferior às 330,8 arrobas por hectare da safra anterior, mas ainda acima das expectativas, considerando os imprevistos climáticos enfrentados pelos produtores.
Luiz Carlos Bergamaschi, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), detalhou as dificuldades e os resultados alcançados.
“No início da semeadura, enfrentamos chuvas irregulares devido ao fenômeno El Niño, o que trouxe incertezas. Contudo, com a regularização das chuvas nos meses seguintes, o desenvolvimento da cultura foi favorecido. Nossa expectativa inicial era de 312 arrobas por hectare nas áreas de sequeiro, mas alcançamos 316 arrobas por hectare, além de 348 arrobas por hectare nas áreas irrigadas”, disse Bergamaschi.
De acordo com Bergamaschi, esses resultados são frutos das boas práticas adotadas pelos produtores, garantindo a qualidade do algodão baiano.
Crescimento em área
A Abapa informou ainda que a região Oeste registrou um aumento de 10,7% na área plantada em relação à safra anterior, que somou 312,5 mil hectares.
Para a próxima safra, 2024/2025, espera-se um crescimento de 10,5%, atingindo 380 mil hectares plantados.
Do total da fibra colhida nesta safra, cerca de 75% já passou pelo beneficiamento, e aproximadamente 70% já foi analisada no Centro de Análise de Fibras da Abapa.
Manejo adequado
Com o fim da colheita, os produtores agora se concentram nas atividades da entressafra, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).
O período de vazio sanitário, que começou em 20 de setembro e vai até 20 de novembro, exige a eliminação de restos culturais e plantas tigueras nas áreas de rotação com algodão, soja, milho e outras culturas.
Segundo a Abapa, essas medidas são essenciais para o controle do bicudo-do-algodoeiro, uma das principais pragas da cultura.
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Foto: Leonardo Gottems
Segundo informações da Grão Direto, o mercado de soja está enfrentando um período de volatilidade reduzida, com os preços encontrando suporte em Chicago após uma sequência de baixas. Na última semana, o contrato de soja para novembro de 2024 encerrou cotado a US$ 10,13 o bushel, uma alta de 0,70%, enquanto o dólar registrou queda de 0,90%, fechando a R$ 5,52. No Brasil, o cenário foi misto, com o mercado físico reagindo ao comportamento dos mercados internacionais e à oscilação da moeda americana.
A perspectiva para a próxima semana gira em torno das projeções climáticas e do comportamento da safra na Argentina. A Bolsa de Cereales argentina estimou uma safra de 55 milhões de toneladas de soja para 2025, o que pode pressionar os prêmios da safra brasileira. Além disso, o clima no Brasil está sob atenção, com chuvas esperadas para o centro-oeste e o norte nas próximas semanas, fator decisivo para o plantio.
Com a demanda chinesa por farelo de soja abaixo do esperado, especialmente pela menor criação de suínos, o mercado deve seguir em baixa volatilidade nos próximos dias, aguardando definições sobre o clima e a demanda global.
As tendências indicam que o foco do mercado será a chegada das chuvas, que podem alterar as expectativas de produção, além de monitorar as movimentações cambiais e a demanda externa.
Quando falamos de preços de suplementos minerais, insumo essencial para a nutrição de bovinos a pasto, as discussões são sempre acaloradas. Mas será que estamos realmente fazendo comparações justas? Será que estamos olhando para diferentes prismas sobre esse assunto ou estamos comprando “gato por lebre”?
A expressão significa receber algo com qualidade inferior ao esperado. O cliente, quase sempre por fruto da sua inexperiência em identificar o que está adquirindo ou má assessoria, pode ser levado a cometer equívocos.
Dessa forma, a escolha dos suplementos exige conhecimento global, levando em consideração a composição do produto, a formulação equilibrada, os níveis de garantia, os custos da ingestão diária e aspectos fundamentais, como biodisponibilidade da matéria-prima utilizada para a fabricação da mistura mineral, garantindo assim o desempenho desejado: saúde do rebanho e melhor rentabilidade das operações pecuárias. Discorreremos neste texto sobre os principais tópicos a serem considerados para comparar “maçãs com maçãs”.
A base da nutrição bovina e a suplementação mineral
O rebanho brasileiro, estimado em 197,2 milhões de animais, é o maior rebanho comercial do mundo. Mais de 90% da atividade pecuária baseia-se no sistema de produção a pasto, que é amplamente favorecida pelo clima tropical predominante no país. Contudo, na sua imensa maioria, nossos solos são pobres em minerais como fósforo, zinco e cobre.
Os desequilíbrios minerais ou a submineralização dos rebanhos são responsáveis pela baixa produtividade pecuária, seja no âmbito produtivo e reprodutivo, como ganho médio diário, baixa produção de leite, baixa fertilidade; seja no âmbito da saúde propriamente dita, com impacto no crescimento e na formação óssea, fraturas, abortos e queda da resistência imunológica.
Dessa forma, a suplementação mineral de boa qualidade é primordial, mesmo em pastagens bem manejadas ou na época das águas, pois, normalmente, a alimentação fornecida não é suficiente para atender a todas as exigências dos animais, e as deficiências dessa categoria causam anormalidades fisiológicas e/ou estruturais.
Dentre os minerais que devem ser suplementados, o fósforo é essencial pela importância das funções que desempenha no organismo animal. É o mineral com maior número de funções descritas. Imprescindível para a formação dos ossos e dentes, ele atua no controle da ingestão da matéria seca, na multiplicação das bactérias do rúmen, além de ser fundamental para a reprodução dos bovinos.
A suplementação via fosfatos de boa procedência na mistura mineral é indispensável por ser importantíssimo na nutrição animal, além de ter relevância na composição do preço dos suplementos mais utilizados no Brasil, como os da linha branca. Quando consideramos um sal com 8% de fósforo em sua composição (sal 80), essa matéria-prima pode representar acima de 70% do custo do produto. Por esse aspecto citado, é possível perceber que não há milagres. Quando na comparação entre dois suplementos com mesmo percentual de fósforo, um deles apresenta-se 20%, 30% mais barato, deve-se investigar a procedência e atentar para a qualidade do produto.
Como separar o joio do trigo?
As empresas idôneas do mercado, responsáveis pela fabricação de suplementos minerais para bovinos, seguem rigorosos padrões de legislações específicas, adotam boas práticas, são criteriosas na qualificação de fornecedores e na seleção das matérias-primas, considerando padrões mínimos que assegurem a qualidade, conformidade, inocuidade dos ingredientes e a segurança dos alimentos ao longo da cadeia.
Essa boa prática envolve a escolha de fontes minerais de alta pureza e biodisponibilidade, levando em consideração a origem da rocha fosfática, o processo de fabricação, a forma química em que o elemento está presente, a solubilidade em ácido cítrico 2% e o teor de elementos indesejáveis.
O fosfato bicálcico é obtido através da reação de uma fonte de cálcio (cal ou calcário) com o ácido ortofosfórico. Dos três tipos de rochas possíveis de se extrair o concentrado fosfático – ígneas, metamórficas e sedimentares -, as primeiras são as que apresentam maior pureza em sua formação: são rochas provenientes da solidificação do magma, massa incandescente que existe no interior dos vulcões e que são lançadas para fora. As rochas magmáticas são muito duras, formam grandes blocos e não contêm fósseis (restos de animais e vegetais). Por essas características, elas possuem os menores teores de flúor e outros metais indesejáveis (cádmio, arsênio, chumbo, mercúrio).
Os produtos da Linha Foscálcio são formulados a partir de ácido fosfórico feed grade e carbonato de cálcio, oriundos de rochas ígneas, que contêm os menores teores de elementos indesejáveis.
Representação esquemática do processo de produção dos produtos Foscálcio.
Fontes de fósforo de origem duvidosa, que possam conter altos teores de flúor, elementos indesejáveis e contaminantes, dioxinas e furanos têm seu uso proibido na nutrição animal.
A portaria 359, de 9 de julho de 2021 (Mapa), estabelece a relação fósforo/flúor mínima de 100/1, ou seja, as fontes de fósforo devem ter no máximo 1% de flúor em sua composição. O excesso pode ocasionar fluorose, que pode causar problemas, como a má mineralização óssea, fraturas, anomalias dentárias, manqueiras e a diminuição do apetite. Já os suplementos de pronto uso devem atender o limite máximo de dois mil miligramas de flúor por quilograma de produto (IN 12 /2004, Mapa).
Os produtos da Linha Foscálcio, melhor e mais pura fonte de fósforo (P) e cálcio (Ca) para a nutrição animal, contribuem para os melhores índices produtivos e reprodutivos do rebanho. A produção é verticalizada, ou seja, todas as matérias-primas necessárias para a produção são oriundas da mina, o que assegura a qualidade em todas as fases do processo, atendendo aos mais rigorosos requisitos de controle de qualidade, nacionais e internacionais. Os produtos são diariamente analisados para determinar seus níveis de garantia e assegurar um ingrediente seguro para o mercado consumidor.
Teores de cádmio, arsênio, chumbo e mercúrio são constantemente monitorados, considerando parâmetros de normativas internacionais da União Europeia, que estabeleceu os níveis máximos para as substâncias indesejáveis por meio dos regulamentos 1275/2013 de 6/12/2013 e 2019/1869 de 7/11/2019 sobre os ingredientes e produtos acabados para animais, visando manter uma fisiologia animal saudável e sem risco de contaminação de seus produtos para consumo humano.
Biodisponibilidade
Mais importante que o percentual do nutriente presente no alimento ou o preço por kg da fonte de fósforo, é considerar sua biodisponibilidade, pois de nada adianta termos o elemento presente se o mesmo não refletirá em melhores índices produtivos, correndo-se o risco de “o barato custar caro”.
As fontes minerais de fósforo podem apresentar de 30% a 90% de biodisponibilidade, dependendo da sua origem (ígneas, metamórficas e sedimentares), do processamento industrial (controle de temperatura, uso de diferentes fontes de cálcio) e da forma molecular (monocálcico, bicálcico ou tricálcico).
Quando falamos em contaminação das fontes de P pelos elementos indesejáveis, temos que o alumínio e o ferro podem complexar o fósforo, reduzindo sua disponibilidade. O excesso de chumbo e cádmio nos fosfatos podem levar a uma menor absorção do fósforo por serem antagônicos ao mesmo, diminuindo sua absorção e podendo causar alterações no sistema reprodutivo dos bovinos, como o abortamento e baixa absorção de cálcio. Além de menor desempenho, os contaminantes também representam um risco à saúde animal e humana, uma vez que essas substâncias podem se propagar na cadeia alimentar via contaminação de carne, miúdos e leite dos animais que, consequentemente, serão consumidos por todos nós.
No processo de fabricação de fosfatos, temperaturas acima das recomendadas podem levar à formação de pirofosfato (resultado de aquecimento brando) e metafosfato (resultado de aquecimento forte). Essas duas formas apresentam biodisponibilidade inferior ao fosfato bicálcico e, por isso, a avaliação dos fosfatos pelo método da solubilidade em ácido cítrico 2% é tão importante e essencial para avaliarmos a qualidade da matéria-prima utilizada. Nesses dois casos, a solubilidade fica abaixo de 80%.
Os produtos da Linha Foscálcio são produzidos com calcário, ou seja, são estáveis e seguros. O uso dessa fonte de cálcio inibe a formação de fósforo insolúvel, o que aumenta a absorção dos minerais e, consequentemente, a performance dos animais.
Outro ponto a ser considerado na avaliação da biodisponibilidade das fontes inorgânicas de fósforo é a solubilidade em água. Essa análise realizada em laboratório fornece informações sobre as proporções da composição molecular dos fosfatos, seja ela monocálcica, bicálcica ou tricálcica. Quanto maior o valor de solubilidade em água encontrado, maior a proporção monocálcica, o que se traduz em maior digestibilidade do nutriente.
Contudo, é preciso lembrar que a forma monocálcica contém em sua composição a maior quantidade de fontes de hidrogênio e, apesar de ser altamente biodisponível, é muito pouco estável, não sendo recomendada para uso em linha branca. A forma bicálcica é a mais utilizada no Brasil, por possuir estabilidade nas misturas minerais com teor de biodisponibilidade de 75% a 90%, dependendo das matérias-primas utilizadas e do processamento. Na forma tricálcica, não há nenhuma fonte de hidrogênio e, dessa forma, é muito estável e não causa empedramento, porém tem baixa biodisponibilidade (30% a 60%). Um exemplo dessa fonte de fósforo são as farinhas de ossos calcinadas.
Isso posto, a Linha Foscálcio possui o perfeito equilíbrio entre fosfatos mono e bicálcico, proporcionando maior estabilidade e biodisponibilidade para a linha de nutrição animal. Em um estudo conduzido pelo professor Fernando Leonel em São João Del Rey (MG), comparou-se diferentes fosfatos disponíveis no mercado para a suplementação de bovinos de corte e sua correlação com o consumo da matéria seca (CMS) e digestibilidade da matéria seca ingerida (DMS).
Dentre os quatro produtos testados, os animais que receberam Foscálcio 19® Microgranulado apresentaram um CMS quase 10% superior aos demais tratamentos. O valor encontrado para a DMS, quando do uso de Foscálcio 19® Microgranulado foi de 53%, valor superior aos 48% ou menos dos demais produtos testados.
Esses resultados podem ser explicados pela proporção de fosfato monocálcico presente no Foscálcio 19® Microgranulado, que é mais disponível no rúmen. Dessa forma, a multiplicação de microrganismos celulolíticos é maximizada.
Por serem responsáveis pela fermentação e absorção da fibra do pasto, microrganismos em maior número tendem a aumentar o consumo de pastagem pelo aumento da taxa de passagem do alimento.
Com um maior ataque à fibra ingerida, otimiza-se o uso e a absorção dos nutrientes, impactando diretamente a digestibilidade da matéria seca da dieta e favorecendo o maior desempenho animal.
Escolha consciente
Em um setor cada vez mais competitivo e tecnológico, a informação é uma ferramenta poderosa.
Apesar de não haver “receita de bolo” para a nutrição animal, ao entender a importância da qualidade da matéria-prima nos suplementos minerais para bovinos, os produtores estão não apenas investindo na saúde de seu rebanho, como também na sustentabilidade e na rentabilidade de suas operações pecuárias a longo prazo.
Optar por fornecedores que valorizam a transparência, a rastreabilidade e a excelência desde a origem dos minerais até o produto final é essencial ao considerar adquirir um suplemento mineral. Lembre-se: nem sempre o menor preço é o melhor preço!
A Mosaic é considerada a maior produtora de fosfato bicálcico da América Latina e opera em uma linha de produção verticalizada. Possui unidades em Cajati (SP) e Uberaba (MG), ambas com certificação ISO 9001 e selo IBD para produção orgânica. Os produtos para nutrição animal da Mosaic são elaborados seguindo os mais rigorosos padrões de uma empresa reconhecida mundialmente pela sua excelência, que contribui para o crescimento da pecuária brasileira, fortalecendo o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a missão de ajudar o mundo a produzir os alimentos de que precisa.
*especialista em desenvolvimento de mercado da Mosaic
O ciclo de dias quentes, com ondas de calor intensas que algumas regiões têm enfrentado, terá uma pausa, ainda que breve. Isso porque, nesta quinta-feira (26), uma nova frente fria avançará sobre o Brasil.
O sistema deve atingir o Mato Grosso, trazendo instabilidades significativas para grande parte do país, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sul.
De acordo com a Climatempo, a chegada dessa frente fria trará mudanças bruscas no clima e intensas condições meteorológicas.
Encontro de massas gera frente fria
A maior preocupação com a frente fria está no forte contraste entre a massa de ar fria e a massa de ar quente que domina a região central do Brasil.
Assim, o ar quente, mais leve, quando encontra o frio, que é mais denso, é empurrado rapidamente para cima, gerando intensas instabilidades atmosféricas. Esse processo resulta na formação de nuvens carregadas e tempestades severas, com possibilidade de ventos fortes, granizo e raios.
Esse fenômeno é conhecido como frente fria e a diferença de temperatura e pressão entre as massas de ar amplifica o risco de eventos meteorológicos extremos.
Alerta para temporais
O alerta para tempestades intensas se estende do sul de Mato Grosso do Sul até o norte do Rio Grande do Sul. Em território gaúcho, há o risco de temporais com volumes elevados de chuva e potencial para granizo nas áreas centrais.
Em outras regiões, como o oeste de Mato Grosso e o centro do Paraná, a previsão é de chuvas moderadas a fortes ao longo do dia.
Ventos intensos
Além da chuva, os ventos seguirão fortes devido às diferenças de temperatura e pressão geradas pela frente fria. Quando a pressão atmosférica varia abruptamente entre duas áreas, os ventos se intensificam.
Para esta quinta-feira, as rajadas de vento devem variar entre 50 e 70 km/h no sul de Mato Grosso e em boa parte da região Sul, o que aumenta os riscos de danos causados pelos temporais.
O calor vai terminar?
Embora a frente fria traga um alívio temporário para o calor, a onda de calor que afeta amplas áreas do Brasil não se restringe a uma única região.
O enfraquecimento das altas temperaturas será mais evidente nos estados da faixa centro-sul do país ao longo do final de semana, mas os modelos meteorológicos indicam que o calor pode retornar na próxima semana, afetando novamente diversas regiões.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de perigo para onda de calor para dez estados e o Distrito Federal. Nesses locais, a temperatura registrada está 5°C acima da média.
Assim, serão afetados pelo forte calor, além do Distrito Federal, as seguintes unidades da federação:
Norte do Rio Grande do Sul
Calor e baixa umidade
O Inmet também divulgou alerta laranja para baixa umidade. Estão incluídas no alerta as regiões Centro-Oeste, parte dos estados do Nordeste (com exceção de Alagoas e Sergipe), nos municípios mais afastados do litoral, além de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
Nesses locais, a umidade relativa do ar deve variar de 20% e 12%. Há risco de incêndios florestais e à saúde da população, com ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o limite ideal da umidade relativa do ar é em torno de 60%.
O Instituto orienta a população a beber mais líquido e evitar tanto atividades físicas quanto a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia. Também é importante que as pessoas intensifiquem o uso de hidratante de pele e umidifiquem os ambientes.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam esta quarta-feira (25) com preços mais altos. Após uma fase de realização de lucros durante a manhã, o mercado conseguiu reverter para o território positivo.
Embora chuvas benéficas tenham sido registradas no Sul do Brasil, a região central ainda enfrenta precipitações escassas, o que está atrasando o plantio da soja. Além disso, persistem dúvidas sobre o potencial produtivo nos Estados Unidos.
Conforme agências internacionais, a tempestade tropical Helene pode trazer chuvas para a parte leste do cinturão produtor dos Estados Unidos na próxima semana, o que poderá atrasar a colheita da soja. Ademais, as exportações semanais norte-americanas devem apresentar uma boa demanda pelo produto, com estimativas de analistas variando entre 900 mil e 2,05 milhões de toneladas.
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Soja em grão
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2024 fecharam com alta de 11,00 centavos de dólar por bushel, ou 1,05%, a US$ 10,53 1/4 por bushel. A posição de janeiro de 2025 teve cotação de US$ 10,71 3/4 por bushel, com avanço de 11,25 centavos ou 1,06%.
Nos subprodutos, a posição de dezembro de 2024 do farelo fechou com um ganho de US$ 2,30, ou 0,70%, a US$ 328,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2024 fecharam a 44,15 centavos de dólar por libra-peso, com uma elevação de 0,81 centavo, ou 1,86%.
A carência de chuvas no Piauí, que faz parte do Matopiba, tem gerado incertezas em relação ao início do plantio da soja na região. O Soja Brasil conversou com o presidente da Aprosoja-PI, Alzir Pimentel Aguiar, que explica que os municípios de Baixa Grande do Ribeiro, Uruçui e Ibeiro Gonçalves, parte da microrregião de Santa Filomena, devem iniciar o plantio em meados de outubro, dependendo da colaboração das chuvas.
De acordo com o presidente, a janela de plantio do Piauí é mais deslocada para o final de outubro, apesar do vazio sanitário se encerrar no próximo dia 29. “O encerramento do vazio sanitário não significa iniciar o plantio. Algumas horas de irrigação ou outras perspectivas podem ser consideradas e, normalmente, os produtores do estado aguardam chuvas de no mínimo 80 a 100 milímetros para dar início ao plantio”, comenta Aguiar.
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Positividade para a semeadura
O presidente comenta que tudo indica que o nível de precipitação necessário será alcançado. Assim, os produtores devem estar preparados para iniciar as atividades assim que as condições climáticas melhorarem.
”As práticas na região, incluindo o plantio direto, fazem com que os produtores adotem uma abordagem cautelosa, garantindo um plantio seguro. As chuvas tendem a se intensificar em novembro, momento em que o ritmo do plantio realmente acelera” afirma Alzir Aguiar.
Ele ressalta que as previsões de produtividade para o Piauí são bastante otimistas, com médias já superiores a 60 sacas por hectare. Essa expectativa positiva é um reflexo das condições climáticas favoráveis em breve e das boas práticas agronômicas adotadas pelos produtores..
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Foto: Sempre
De acordo com os dados da edição de setembro do boletim de monitoramento de colheitas na Europa, JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, a produção de milho em grãos na Rússia Europeia enfrenta uma perspectiva desafiadora devido às condições climáticas extremas registradas em agosto. Após um início de mês frio, as regiões produtoras do sul e oeste do país foram impactadas por um clima excepcionalmente quente e seco a partir de 21 de agosto, resultando em um déficit severo de chuvas que prejudicou as safras.
Nas duas primeiras semanas de agosto, as temperaturas nas principais áreas de cultivo estiveram entre 1°C e 3°C abaixo da média, com chuvas abundantes, entre 40 e 140 mm, atingindo os distritos de Volga e Central. Por outro lado, as regiões ocidentais e o sul da Rússia, próximas à fronteira com a Ucrânia, sofreram com precipitações extremamente baixas, variando de 1 a 20 mm. Após o dia 21, praticamente nenhuma chuva foi registrada, e as temperaturas subiram entre 1°C e 6°C acima do normal, exceto no sudeste do distrito de Volga, onde os níveis permaneceram dentro da média, conforme dados do boletim.
As chuvas excessivas até 21 de agosto prejudicaram a colheita de cereais de primavera, afetando a qualidade e causando perdas. No entanto, a expectativa de rendimento para esses cereais na Rússia europeia se mantém próxima da média de cinco anos. Já no sul e oeste, as condições secas e quentes resultaram em rápida deterioração das plantações de verão, reduzindo consideravelmente o rendimento esperado.
Segundo os dados do bolteim, a colheita de milho começou mais cedo no sul do país devido à aceleração do desenvolvimento das plantas, mas a expectativa de rendimento permanece abaixo da média de cinco anos. Enquanto isso, a semeadura de cereais de inverno começou no fim de agosto e está progredindo bem, apesar da seca que afeta o solo e a necessidade urgente de mais chuvas para garantir o desenvolvimento inicial.