domingo, agosto 2, 2026

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Entidades repudiam fala de pesquisadora sobre bioinsumos on farm



A Associação Brasileira de Bioinsumos (Abbins) e o Grupo Associado de Agricultura Sustentável (Gaas) divulgaram nota de repúdio na última terça-feira (24) sobre a manifestação da pesquisadora da Embrapa Soja, Mariângela Hungria, a respeito da produção de bioinsumos on farm.

Em reportagem publicada pelo Canal Rural na segunda-feira (23), a especialista citou que há cinco anos são feitas análises dos biológicos que são produzidos dentro da fazenda por produtores e que os resultados são, em geral, insatisfatórios.

“Posso falar que até hoje a gente não encontrou sequer um produto ‘on farm’ que não tivesse um problema, seja de contaminação, de baixa concentração de células etc.”, disse. Na matéria, Mariangela ressalta a necessidade de regulamentação da preparação desses compostos pelos produtores.

Nota de repúdio

Para as entidades, a fala de Mariangela foi preconceituosa, de caráter alarmista e irreal. “A responsabilidade do agricultor com a qualidade de sua produção não é menor do que a responsabilidade do pesquisador com a qualidade do seu laboratório, das suas pesquisas”, diz a nota.

Ainda de acordo com o texto, desde 2009 os agricultores brasileiros têm o direito de produzir bioinsumos para uso próprio amparado pelo decreto nº 6.913.

Assim, para a Abbins e o Gaas, o salto nas exportações do agronegócio brasileiro, que eram de aproximadamente US$ 65 bilhões em 2009 e fecharam 2023 com o valor de US$ 166,78 bilhões, “ocorreu concomitantemente à adoção da prática de produção de bioinsumos para uso próprio nas mais diversificadas lavouras brasileiras”.

A nota continua: “alguns produtores de frutas na Região Nordeste conseguiram manter seus
contratos de exportação para países europeus adotando o sistema de produção de
bioinsumos para uso próprio, que permitiu a redução do uso de agrotóxicos e, consequentemente, a redução do Limite Máximo de Resíduos (LMR) exigido pelos clientes”.

As entidades defendem, também, que “manuais e cursos para aprimoramento da prática sejam disponibilizados de Norte a Sul do Brasil. Quanto mais conhecimento e preparação, melhor para todos”.

Bioinsumos on farm pelo mundo

A nota das duas entidades ressalta, ainda, que na Áustria; no Japão; na Inglaterra; no estado do Missouri, Estados Unidos; na Nova Zelândia e no México “os agricultores produzem seus bioinsumos para uso próprio, essa não é uma peculiaridade do Brasil. No México, o governo desenvolveu Manuais de Produção para orientar os agricultores, nos outros países e no Missouri são as indústrias que fornecem o concentrado de microrganismos para o agricultor fermentar seu bioinsumo na propriedade”.

A nota da Abbins e do Gaas finalizada dizendo que nos países e estado supracitado “não tem terrorismo nem empresas gananciosas querendo retirar o direito do agricultor de produzir bioinsumos para uso próprio. Ao contrário, as empresas estão aproveitando esse mercado de fornecimento de insumos para o agricultor que fez a opção por produzir seu próprio bioinsumo”.

Outro lado

Após a divulgação da nota de repúdio das entidades, a pesquisadora Mariangela Hungria se manifestou em rede social:

“Relatei apenas os resultados de análises feitas em laboratório acreditado pela ISO 17025 e publicados em revista científica analisada por revisores. Não foi uma opinião. Foram resultados científicos. Com base nisso nos esforçamos muito e publicamos um Manual de Análise ricamente ilustrado, quase 200 fotos, para ajudar a verificar a qualidade dos bioinsumos produzidos. A agricultura brasileira merece bioinsumos de boa qualidade”.

A Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), por sua vez, também soltou nota em rede social:

“A Abinbio está do lado da Ciência, dos fatos e dos dados. Apoiamos e respeitamos o trabalho dos pesquisadores brasileiros e da Embrapa, que sempre foi uma força impulsionadora do agronegócio do País. Repudiamos qualquer ataque ou tentativa de descredibilizar pesquisas e resultados comprovados, sejam qual forem os interesses por detrás disso. O Brasil precisa basear sua legislação para os bioinsumos na Ciência, garantindo uma agricultura produtiva, sustentável e segura para todos”.

O Manual de Análise citado pela pesquisadora Mariangela pode ser acessado neste link.



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Com ou sem chuva? As expectativas do produtor baiano para o plantio da soja


O estado da Bahia já pode iniciar a semeadura da soja. Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), a região se destaca como o sétimo maior produtor de soja do Brasil.

Dados da Conab confirmam a Bahia como um dos principais estados produtores, ocupando a sétima posição no ranking nacional. Desde 2001, a soja é o segundo produto agrícola mais importante do estado, representando 44% do Valor de Produção das Lavouras (VBP) e 36% do VBP da Agropecuária, conforme calculado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Atualmente, cerca de 99% da soja da Bahia é cultivada na região Oeste. Essa produção corresponde a 52% do total colhido no Nordeste e aproximadamente 5,1% do volume nacional, segundo a Conab.

As condições de solo e clima da região são favoráveis à cultura, com estações bem definidas, topografia plana, índices pluviométricos adequados e uma extensa bacia hidrográfica que se beneficia dos rios perenes sobre o Aquífero Urucuia, otimizando a irrigação.

Conforme Darci Salvetti, presidente da Aprosoja-BA, os produtores estão prontos para iniciar a semeadura assim que as condições de umidade forem favoráveis. Apesar das altas temperaturas previstas e dos desafios do ano anterior, a confiança nas tecnologias e na adaptação é alta. As máquinas estão prontas, com foco em um plantio seguro e produtivo.

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Na linha de frente do plantio

Foto: José Silmar Nogueira

A irrigação desempenha um papel importante, especialmente com a utilização de pivôs que já cobrem cerca de 250 mil hectares na região. O produtor rural José Silmar Nogueira destaca que os pivôs plantados indicam um bom começo, com a maioria das áreas já cultivadas.

O vazio sanitário para plantas emergidas com antecipação termina em 25 de setembro e para quem não solicita, o prazo é 8 de outubro. Após o término do vazio, os primeiros brotos emergiram, mas muitos agricultores preferem esperar até 10 de outubro para evitar a pressão do calor, que no ano passado causou perdas significativas na produtividade.

”A pressão de pragas, como a mosca-branca e a cigarrinha, também influencia a decisão dos produtores. Aqueles que planejam cultivar feijão carioca ou milho preferem aguardar até o final de março ou início de abril para maximizar a produtividade”, destaca Nogueira.

Ele comenta que. com o cenário atual de custos elevados, os agricultores não desejam arriscar replantios que poderiam eliminar suas margens de lucro. Portanto, a prioridade é plantar soja em um momento mais seguro, entre 15 de outubro e 15 de novembro, quando as condições são mais favoráveis.

”O plantio em sequeiro tende a atrasar, pois muitos produtores hesitam em semear precocemente devido ao receio de replantios, como os do ano passado. Embora a safrinha tenha vantagens, a baixa rentabilidade leva a um planejamento cauteloso”, comenta o produtor. A expectativa é que o plantio ocorra no período padrão, a partir do final de outubro, conforme as chuvas permitirem.

A estratégia para o plantio de soja na Bahia se baseia na cautela e no aprendizado do passado. A combinação de clima, custos e a necessidade de maximizar a produtividade molda a forma como os agricultores abordam esta safra. O foco está em reduzir riscos, controlar custos de irrigação e esperar pelas condições ideais para garantir uma colheita saudável e lucrativa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Calor e seca antecipam colheita de milho na Alemanha


Rendimentos de batata e beterraba sobem na Europa





Foto: Nadia Borges

De acordo com a edição de setembro do boletim JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, o leste e o centro da Alemanha enfrentaram um agosto quente e seco, seguido por temperaturas recordes no início de setembro. Esses fatores causaram um ressecamento severo dos solos e anteciparam a colheita do milho em grão nas regiões mais afetadas. As safras de inverno, que já estão sendo semeadas, dependerão de chuvas adicionais durante o período de emergência para um desenvolvimento satisfatório.

Desde a segunda quinzena de agosto, as temperaturas subiram para máximas de até 35°C, enquanto a precipitação ficou dentro da média para grande parte do país. No entanto, no nordeste, leste e centro, as chuvas permaneceram significativamente abaixo da média até 7 de setembro, agravando o déficit hídrico. Somente a partir de 8 de setembro, a chegada de chuvas trouxe algum alívio para os solos ressecados, com Sachsen e Bayern registrando precipitações intensas desde o dia 12.

A colheita das safras de inverno foi concluída em meados de agosto, e a cevada de primavera foi colhida até o final do mês. As condições secas no período permitiram o avanço da campanha de semeadura, já concluída para a colza de inverno, enquanto outras safras ainda estão em processo de plantio. No geral, as safras de verão se beneficiaram do calor e das condições secas. O milho em grão, em especial, teve a colheita iniciada mais cedo no nordeste do país, onde o clima quente ameaçava a qualidade dos grãos.

Culturas como a batata e a beterraba sacarina também se beneficiaram das condições favoráveis de calor e radiação solar abundante. Entretanto, a umidade excessiva no início da temporada e a alta pressão de pragas limitaram os rendimentos da batata neste ano. As chuvas recentes no sul da Alemanha podem impactar tanto as safras de verão quanto as de inverno já semeadas, mas os efeitos ainda não podem ser mensurados de forma confiável.

As previsões de rendimento para o milho verde e o milho em grão permaneceram praticamente inalteradas, enquanto os girassóis tiveram suas projeções revisadas para cima, impulsionadas pelo aumento da radiação solar. Já para a beterraba sacarina e a batata, as expectativas foram elevadas levemente acima da média de cinco anos, refletindo as condições climáticas favoráveis. As estimativas de rendimento para as safras de inverno não sofreram alteração significativa.





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STF fecha acordo histórico para conflito fundiário em Mato Grosso do Sul



Durante uma audiência de conciliação nesta quarta-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a um acordo para resolver o conflito fundiário envolvendo a demarcação de uma terra indígena no município de Antônio João, em Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai. A decisão, conduzida pelo ministro Gilmar Mendes, prevê o pagamento imediato de mais de R$ 27 milhões em títulos de benfeitorias e R$ 102 milhões via precatório aos proprietários das terras. Além disso, o governo de Mato Grosso do Sul deverá desembolsar outros R$ 16 milhões.

Após o pagamento das indenizações, os produtores rurais terão um prazo de 15 dias para desocupar as áreas. Para entender melhor o impacto desse acordo para o setor agropecuário sul-mato-grossense, o Canal Rural entrevistou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni.

O que diz o acordo e seus impactos

Segundo Bertoni, o acordo fechado no STF representa uma solução importante para um conflito fundiário que se arrasta há décadas. Questionado se o desfecho pode ser considerado uma vitória para os produtores rurais da região, ele ressaltou que, apesar de representar uma saída justa para ambas as partes, ainda há desafios pela frente. “Agora, o foco é organizar a desocupação e minimizar os impactos econômicos para os produtores atingidos.”

Próximos passos e orientações da Famasul

Os produtores rurais deverão desocupar a área assim que as indenizações forem pagas. Bertoni explicou que a Famasul está preparada para orientar os produtores em relação a essa transição, inclusive em relação ao processo de desocupação e ao cálculo das perdas econômicas. “Trinta anos de trabalho da CNA e da Famasul foram necessários para chegarmos a esse acordo. Para o futuro, esperamos que o diálogo e a conciliação sejam cada vez mais valorizados nas questões agrárias.”

O diálogo como ferramenta

O acordo firmado no STF demonstra a importância do diálogo para solucionar conflitos agrários. A Famasul celebra o desfecho e reforça seu papel em promover a segurança jurídica e os direitos dos produtores rurais. O acordo também estabelece um importante precedente para situações semelhantes, mostrando que, com diálogo e disposição das partes envolvidas, é possível alcançar soluções que atendam aos interesses de todos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Altas temperaturas pressionam safras de verão na Polônia


A Polônia enfrentou um período de clima extremo, com altas temperaturas e chuvas limitadas, segundo o boletim de setembro do JRC MARS Bulletin, divulgado pelo Serviço de Publicações da União Europeia. Enquanto essas condições foram favoráveis para a colheita e semeadura das safras de inverno, elas exerceram forte pressão sobre as safras de verão durante as fases finais de desenvolvimento. Embora a precipitação tenha retornado a tempo para restaurar os níveis de umidade do solo, chuvas pesadas no sudoeste trouxeram novos desafios, resultando em estresse adicional para algumas culturas.

As temperaturas permaneceram médias durante a primeira metade de agosto, mas subiram drasticamente até o início de setembro, com registros locais superiores a 33 °C. Desde então, a Polônia tem experimentado um clima mais ameno, especialmente no oeste do país. Em termos de precipitação, o norte e o leste sofreram déficits, enquanto o centro e o sul inicialmente se beneficiaram de chuvas em agosto. Contudo, essas regiões agora enfrentam chuvas recordes e inundações.

A colheita das safras de inverno foi finalizada em agosto, com rendimentos dentro da média nacional. O norte do país registrou resultados melhores, enquanto o sul sofreu com as condições secas durante o enchimento de grãos. A semeadura da colza começou em meados de agosto, favorecida por chuvas pontuais antes da emergência. Entretanto, as mudas estão agora sob pressão devido ao déficit hídrico e às altas temperaturas, especialmente no nordeste, onde a necessidade de mais chuvas é urgente.

As safras de verão, como milho e girassol, foram impulsionadas pelo clima quente e chuvas locais até meados de agosto, o que garantiu níveis adequados de umidade do solo durante a floração e o início do enchimento de grãos. Contudo, o calor persistente desde então acelerou o desenvolvimento dessas culturas, resultando em uma colheita antecipada. Já as batatas e beterrabas se beneficiaram da volta das chuvas e da queda nas temperaturas na segunda quinzena de setembro, evitando maiores danos. No entanto, o excesso de precipitação no sudoeste causou inundações locais, com impactos negativos que ainda estão sendo avaliados.

As previsões de rendimento para as safras de inverno permaneceram inalteradas, enquanto as estimativas para as safras de verão foram levemente ajustadas em ± 1%, mantendo-se, no geral, acima da média dos últimos cinco anos.





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Preços da soja em alta na Bolsa de Chicago



Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Desde o início do dia, o mercado é apoiado pela ausência de chuvas em regiões produtoras do Brasil, o que tem atrasado o plantio. Além disso, os investidores estão atentos às exportações semanais dos Estados Unidos, que mostraram números robustos.

As exportações líquidas norte-americanas da soja referentes à temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 1.574.700 toneladas na semana encerrada em 19 de setembro. A China foi o principal destino, importando 869.700 toneladas. As expectativas dos analistas variavam entre 900 mil e 2,050 milhões de toneladas. Esses dados foram divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

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Em relação aos contratos futuros, aqueles com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,58 por bushel, apresentando uma alta de 4,75 centavos de dólar, ou 0,45%, em comparação ao fechamento anterior. Já os contratos com entrega em janeiro de 2025 operam com um avanço de 4,75 centavos de dólar, ou 0,44%, sendo cotados a US$ 10,76 1/2 por bushel.



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Primavera terá calor acima da média no Paraná


A primavera será quente e com chuva abaixo da média histórica em todo o Paraná. É o que aponta o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) para a estação que começou oficialmente no último domingo (22) e se estende até 21 de dezembro.

A previsão indica que as temperaturas médias do ar ficarão acima da normalidade para o período no Estado. De acordo com os dados históricos, os maiores valores são habitualmente registrados nas regiões Oeste, Sudoeste, Norte e Litoral. Em outubro, a chuva deve seguir o padrão de normalidade. Já em novembro e dezembro fica mais próxima da média histórica em todo o Paraná.

“São esperadas ondas de calor e longos períodos sem chuvas”, afirma o meteorologista do instituto, Reinaldo Kneib. Por ser considerada uma estação de transição entre o inverno e o verão, a primavera favorece a ocorrência de eventos meteorológicos severos como rajadas de ventos fortes, granizo, alta incidência de raios e chuvas volumosas. Por esse motivo, o monitoramento sistemático das condições meteorológicas é essencial para prevenir e mitigar os efeitos do clima.

Outro ponto destacado pelo meteorologista é que ao se aproximar o verão, os dias se tornam progressivamente mais longos e quentes. Neste ano, explica ele, o fenômeno meteorológico La Niña se forma entre a primavera e o verão, com intensidade fraca, influenciando o clima paranaense até o primeiro trimestre de 2025. “Além disso, as águas do Oceano Atlântico Sul e a temperatura média do ar sobre a América do Sul continuarão mais quentes que o normal”, ressalta Kneib.

AGROMETEOROLOGIA – A agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Heverly Morais, orienta os produtores a adotarem cuidados com as plantações nesta primavera. “O cenário é preocupante por causa das temperaturas muito elevadas e chuvas abaixo da média climatológica, com distribuição irregular e períodos prolongados de estiagem”, afirma.

Culturas como soja, milho e feijão podem ser afetadas de diversas maneiras, incluindo atraso na semeadura, germinação desuniforme, crescimento inadequado das plantas e desenvolvimento deficiente dos grãos. Para mitigar os efeitos desses períodos secos e quentes, é recomendável escalonar a semeadura utilizando cultivares de ciclos diferentes. Deve ser evitado o uso de uma população de plantas superior à recomendada. É importante escolher sementes de boa qualidade e cultivares adaptadas à região, mantendo o equilíbrio nutricional.

As altas temperaturas e ondas de calor podem prejudicar também as hortaliças, especialmente as folhosas, que exigem muita água para irrigação. É alto o risco de danos a culturas como café, cana-de-açúcar, mandioca e frutíferas, bem como as pastagens. Comuns na primavera, eventos meteorológicos extremos, como vendavais e granizo, podem causar danos físicos nas plantas e prejuízos significativos. Chuvas intensas podem provocar erosão do solo e aumentar a incidência de pragas e doenças.

Os períodos de estiagem durante a safra das grandes culturas têm sido recorrentes no Paraná. Uma estratégia preventiva eficaz para melhorar a estrutura do solo e aumentar o armazenamento de água é o cultivo com a incorporação de plantas de cobertura em sistemas de plantio direto. Essa técnica aprimora os atributos físicos e químicos do solo, favorecendo a infiltração de água e aprofundando as raízes. Além disso, reduz a temperatura e a evaporação do solo, mantendo a água disponível para as plantas durante períodos de estiagem fraca e moderada.

Segundo Morais, “é fundamental que essa prática seja planejada e acompanhada por assistência técnica, já que os benefícios são obtidos em médio e longo prazos”.

PREVISÃO – Valores médios históricos de chuva (faixa de variação), temperaturas do ar mínimas e máximas para cada região do Paraná nos meses de outubro, novembro e dezembro:

Obs.: Estes dados são divulgados para fins de informação como referenciais das médias históricas para a estação. Não devem ser utilizados para deduções sobre previsão do tempo, a qual é feita por profissionais de meteorologia com base na análise de um conjunto de fatores e indicadores de monitoramento ambiental da atualidade.

(Fonte: Agência Estadual de Notícias)



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Expansão da fruticultura na Bahia é um dos temas de seminário


A expansão do mercado de frutas nacional e internacional será um dos assuntos que serão discutidos no I Seminário da Fruticultura Irrigada, evento que acontece em Barra, no Oeste da Bahia, nos dias 18 e 19 de outubro.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, está entre as presenças confirmadas.

Realizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Barra (SindBarra), o Seminário que tem como tema principal, “Oportunidades e Inovações no solo baiano”, terá na programação painéis sobre o desenvolvimento da cacauicultura em áreas não tradicionais, os desafios para a produção de uva, manga, entre outras variedades.

Nova fronteira agrícola em Barra, no oeste da Bahia, rio São Francisco, Rio GrandeNova fronteira agrícola em Barra, no oeste da Bahia, rio São Francisco, Rio Grande
Autoridades querem nova fronteira agrícola em Barra (BA) | Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

Segundo o presidente da instituição, os temas são importantes para discutir o fomento às atividades produtivas em Barra e em todo o Polo Agroindustrial e Bioenergético do Médio São Francisco.

“Vamos contar com cerca de 50 expositores, marcas e empresas que apostam e acreditam no crescimento e sucesso da nossa produção 100% irrigada e tecnificada”, afirma Marco Caviola, presidente do SindBarra.

Inscrições

O I Seminário da Fruticultura Irrigada, tem como público-alvo produtores, investidores e empresários do setor agrícola. As inscrições que já estão abertas, podem ser realizadas através da plataforma Sympla e tem número de vagas limitadas.

Aproximadamente 350 visitantes são esperados. Os interessados devem acessar o link e podem conferir a programação completa no site oficial.


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Forte chuva e mudanças de temperatura marcam o fim da semana



Saiba como o clima irá se comportar nesta sexta-feira (26) em todo o Brasil:

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Sul

Condições para pancadas de chuva ainda na serra do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. O sol aparece entre nuvens nessas áreas, e pode chover em vários momentos com intensidade moderada a forte. As temperaturas voltam a ficar mais amenas na Campanha e no oeste gaúcho, mas não chove.

Sudeste

O sul de São Paulo volta a receber mais umidade devido à passagem de uma frente fria. Centro-leste, norte paulista, sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro com sol e pancadas de chuva, com potencial para trovoadas. Tempo firme em Vitória e Belo Horizonte.

Centro-Oeste

Algumas pancadas irregulares podem ocorrer no noroeste e norte de Mato Grosso, devido à umidade que vem do norte do Brasil, mas ainda de maneira pontual. Há condições de pancadas típicas da primavera no sul de Mato Grosso do Sul e de Goiás, enquanto as capitais e o Distrito Federal continuam com tempo firme, calor intenso e ar mais seco.

Nordeste

Condições de chuva bem pontual no litoral, enquanto o interior da região continua com tempo firme e seco. A umidade continua em alerta no extremo sul do Maranhão e do Piauí.

Norte

A chuva se espalha mais, com risco de temporais entre Acre, Amazonas e Roraima. Pancadas de chuva com risco de trovoadas e ventos de moderada a forte intensidade. A condição ainda é de tempo abafado nas capitais, enquanto o ar seco predomina na maior parte do Pará, no Amapá e em Tocantins.



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Chuva deve aliviar o clima em Goiás e na Bahia? Confira como está o plantio da soja nos estados


Pouco a pouco, estados importantes vão sendo liberados para dar início à safra 2024 de soja. Recentemente, o plantio foi autorizado em Goiás e na Bahia, mas ainda há regiões que aguardam o fim do vazio sanitário, período crucial para o controle da ferrugem asiática.

No calendário das principais regiões produtoras, os estados em verde já estão liberados para semear, enquanto os em laranja aguardam autorização. No Rio de Janeiro, por exemplo, a semeadura começa em 29 de setembro, e em Minas Gerais, no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul, o plantio deve iniciar em outubro.

Foto: Rural Notícias

O Maranhão, como segundo maior produtor de soja do Nordeste, enfrenta desafios climáticos determinantes para o sucesso da safra. Apesar de algumas nuvens começarem a surgir sobre a região, as previsões indicam que as chuvas nos primeiros dias de outubro não serão volumosas. A Abertura Nacional do Plantio da Soja será realizada no estado, marcada para o dia 11 de outubro, na Fazenda Pau Brasil, em Açailândia.

Na Bahia, a situação não é diferente. A previsão é que a chuva retorne apenas no final de outubro, com atraso no plantio. A umidade do solo está comprometida em diversas áreas, tornando a monitorização das condições climáticas uma tarefa vital. Esse cenário também se estende a outras regiões, onde a falta de precipitações pode impactar não só a soja, mas também outras culturas, como o milho, que depende do ciclo de plantio da soja.

A partir do dia 10 de outubro, espera-se um alívio nas condições climáticas, com chuvas mais consistentes começando a aparecer. Isso é especialmente importante para o Sudeste e outras áreas do país, onde os produtores esperam um aumento na umidade do solo, fundamental para garantir uma colheita saudável. Assim, enquanto o plantio avança, a adaptação às condições climáticas permanece essencial para o êxito da safra.

Confira a reportagem completa do Rural Notícias:



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