sábado, agosto 1, 2026

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Chuvas no Centro-Oeste e frente fria intensa no Sul marcam a previsão desta semana



Confira a previsão do tempo para a semana de 30 de setembro a 4 de outubro:

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Sul

A segunda-feira começa com sol e pancadas de chuva no oeste e sul do Rio Grande do Sul, devido à formação de novas áreas de instabilidade. Porto Alegre, Serra e norte do estado terão tempo firme e temperaturas em elevação. Não chove em Santa Catarina e no Paraná neste início de semana.

Uma nova frente fria com cavado associado traz chuva e temporais para os três estados entre terça e quarta-feira, com possibilidade de rajadas de vento intensas, que podem passar de 100 km/h, e queda de granizo em todas as áreas. Isso pode danificar lavouras e estruturas agrícolas, além de causar queda de árvores e cortes no abastecimento de energia. A chuva nesses dois dias varia entre 50 e 100 mm, o que inviabiliza o trabalho no campo e coloca, principalmente, o Rio Grande do Sul em alerta para alagamentos e deslizamentos, devido ao solo ainda saturado pela chuva da semana passada.

Na quinta-feira, alerta para queda de temperatura no Rio Grande do Sul, com mínimas abaixo de 4 °C no centro-sul do estado, trazendo risco de geada. Na sexta-feira, o risco de geada se restringe à Serra catarinense e ao sul do Rio Grande do Sul.

Sudeste

A semana começa com previsão de chuva leve entre o leste e nordeste de Minas Gerais e o Espírito Santo, sem risco de grandes volumes. O sol ainda predomina em todo o Sudeste, com temperaturas em alta em São Paulo e Rio de Janeiro. Em Araçatuba, São Paulo, as máximas podem ultrapassar os 40 °C nos próximos dias. O interior paulista e o Triângulo Mineiro apresentam baixa umidade do ar.

Nos próximos cinco dias, a chuva acumulada varia entre 10 e 20 mm no leste de São Paulo, divisa com Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e no extremo leste de Minas Gerais. O tempo seco e o calor continuam prejudicando os cafezais em fase de floração nos quatro estados e não é recomendado o início da semeadura da safra 24/25, devido à alta temperatura do solo e falta de umidade. O risco de focos de incêndio aumenta nos próximos dias, principalmente em Minas Gerais, exigindo atenção dos produtores no manejo com fogo.

Centro-Oeste

A semana começa novamente com calor intenso no Centro-Oeste e pancadas irregulares no norte e noroeste de Mato Grosso. O tempo permanece firme em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, com baixos índices de umidade do ar. Há alerta para temporais entre quarta e sexta-feira em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde um cavado potencializa o risco de queda de granizo e rajadas de vento acima de 80 km/h, podendo danificar lavouras, estruturas agrícolas e causar quedas de árvores e cortes no abastecimento de energia.

Nos próximos cinco dias, os volumes de chuva variam entre 20 e 35 mm no oeste, sul e norte de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e extremo sul de Goiás. Isso eleva a umidade do ar e diminui o risco de incêndios, contribuindo para a reposição hídrica do solo. No entanto, ainda não é suficiente para garantir o início da semeadura da safra 24/25. Lavouras e pastagens seguem prejudicadas em Goiás devido à falta de umidade, e o risco de incêndios continua em alta. Com a umidade relativa do ar abaixo de 20%, o tratamento fitossanitário não é recomendado esta semana no estado goiano, e os produtores devem evitar o manejo com fogo.

Nordeste

Muito sol e calor marcam a última segunda-feira de setembro no Nordeste. O interior da região permanece seco e quente, com ventos moderados. Chove apenas na costa leste, de forma moderada, em Salvador, Aracaju, Recife e Maceió. Em cinco dias, o acumulado de chuva fica entre 10 e 15 mm no litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e no sul do Maranhão.

Nas áreas do interior, persiste a restrição hídrica e o risco potencial de incêndios. Com a umidade do ar abaixo de 20%, o tratamento fitossanitário não é recomendado esta semana. Os produtores devem evitar o manejo com fogo e se hidratar bastante ao trabalhar no campo, já que as temperaturas podem chegar a 40°C no Piauí e no interior da Bahia.

Norte

A semana começa com pancadas de chuva, raios e possibilidade de temporais no Acre, norte de Rondônia, Amazonas, noroeste e oeste do Pará e no sul de Roraima. No sul do Pará, a chuva pode ocorrer intercalando períodos de tempo mais estável.

A boa notícia é que o acumulado de chuva nos próximos dias varia entre 40 e 50 mm no Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará e norte do Tocantins. Isso eleva a umidade do ar e reduz o risco de incêndios, além de ajudar na reposição hídrica do solo. No entanto, as chuvas podem vir em forma de temporais, com rajadas de vento superiores a 50 km/h, podendo causar transtornos.

Nas demais áreas, a semana será de tempo firme e ensolarado, mantendo o centro-sul do Tocantins em alerta para focos de incêndio. A situação dos rios na região segue preocupante, afetando a logística e a produção de energia nas hidrelétricas locais. A normalização dessa situação é esperada apenas entre dezembro e janeiro.



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Nova lei fortalece a atuação do Brasil em emergências sanitárias no agronegócio



Já em vigor, a Lei nº 14.989/2024 estabelece medidas para enfrentar emergências fitossanitárias e zoossanitárias, fortalecendo a resposta do país a surtos de pragas e doenças que podem afetar o agronegócio. Originada de um projeto da Câmara dos Deputados (PL 2.052/2024), a norma foi aprovada pelo Senado com o apoio da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura.

A legislação amplia a autonomia das autoridades do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) em situações de crise. As principais medidas incluem investigação epidemiológica, restrição temporária de circulação de produtos agropecuários, além de ações de contenção, desinfecção e destruição de itens contaminados.

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Tereza Cristina ressalta a importância do agronegócio para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, destacando a crescente preocupação com a disseminação de doenças e pragas e seus impactos no patrimônio agropecuário, essencial para a geração de empregos e renda.

A nova lei também permite que a União forneça materiais e insumos a entidades públicas durante crises. O Ministério da Agricultura poderá cobrir despesas de diárias, passagens e combustíveis para servidores em operações de defesa agropecuária, sem a necessidade de declaração oficial de emergência. Além disso, a norma autoriza a contratação direta de pessoal em situações de risco à saúde humana, animal ou vegetal.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Cotações no mercado do frango ficam estagnadas nesta sexta-feira (23)


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O mercado do frango encerra esta semana de negociações nesta sexta-feira (23) com cotações estáveis. De acordo com análise do Cepea, o poder de compra de avicultores do estado de São Paulo frente aos principais insumos utilizados na atividade (milho e farelo de soja) vem crescendo em agosto. Isso porque, enquanto os preços do frango vivo estão subindo, os do milho registram pequena alta e os do farelo, queda, em relação a julho. 

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, assim como a ave no atacado, fechando, em média, R$ 6,20/kg.

No caso do animal vivo, o preço não mudou em Santa Catarina, cotado a R$ 4,38/kg, da mesma maneira que no Paraná, custando R$ 4,66/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq,Vivo, referentes à quinta-feira (22), tanto o frango congelado quanto a ave resfriada ficaram estáveis, curando, respectivamente, R$ 7,17/kg e R$ 7,20/kg.

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aplicativo do Cepea ganha versão com análises e gráficos de mercado



O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, acaba de lançar uma versão atualziada do aplicativo “Boi Cepea“. A nova plataforma oferece diversas funcionalidades e torna o processo de informar negócios ainda mais intuitivo para pecuaristas de todo o Brasil, que já podiam informar suas operações ao Cepea desde 2016.

Com uma interface redesenhada, a nova versão do “Boi Cepea” permite que os usuários favoritem informações como região e frigorífico comprador, facilitando a inclusão de detalhes nos negócios. Além disso, o pecuarista passa a ter um histórico completo de suas vendas e compras armazenado diretamente no aplicativo, possibilitando um acompanhamento detalhado das operações, tanto para abate quanto para reposição.

Outra grande novidade é a atualização automática dos preços regionais do boi, bezerro, boi magro e novilha/vaca em diversas áreas do Brasil. Ao final de cada dia, o colaborador Cepea pode acessar esses valores diretamente em seu celular e selecionar regiões específicas para visualizar gráficos automáticos do comportamento dos preços. Também é possível fazer comparações com o mercado futuro, tornando a ferramenta ainda mais útil para a tomada de decisões estratégicas.

O aplicativo inclui ainda uma seção com comentários e análises de mercado feitos pela equipe “Boi Cepea”, com cálculos sofisticados que auxiliam os produtores. A comunicação com o Cepea também foi otimizada e pode ser feita com apenas um clique no chat do aplicativo.

Para baixar o novo app, os produtores podem acessá-lo na PlayStore ou na App Store, da Apple. Após baixar o aplicativo, o pecuarista que ainda não for colaborador deve se cadastrar para análise da equipe Cepea. Os pecuaristas que já são colaboradores podem utilizar o mesmo login e senha do “Portal do Colaborador”.



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Você viu? Polícia Federal inicia desarticulação de contrabando milionário de grãos



Na manhã da última terça-feira (24), a Polícia Federal, em parceria com a Receita Estadual do Rio Grande do Sul, deflagrou a fase ostensiva da Operação Tebas. O objetivo da operação é desarticular uma associação criminosa envolvida em um esquema milionário de contrabando de grãos, especialmente soja e milho.

As investigações revelaram que as cargas eram trazidas da Argentina para o Brasil por meio de portos clandestinos localizados às margens do Rio Uruguai. A operação envolveu 54 policiais federais e 14 auditores-fiscais, que cumpriram 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Crissiumal e Tiradentes do Sul, além de Curitiba.

Medidas adicionais incluem o bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas envolvidas, totalizando cerca de R$ 80,8 milhões, além do sequestro e arresto de veículos e imóveis, bem como a indisponibilidade de criptoativos.

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Investigações

As investigações, iniciadas em 2021, apontam que a organização criminosa utilizava dezenas de empresas de fachada para emitir notas fiscais fraudulentas, conferindo aparência de legalidade às mercadorias internadas de forma ilegal no Brasil. Estima-se que o consórcio criminoso tenha emitido notas fiscais no valor superior a R$ 209 milhões.



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fraude milionária na venda de grãos é apurada pela Polícia Civil



A Polícia Civil deu continuidade à investigação de uma fraude milionária na venda de grãos, envolvendo um grupo de empresários do agronegócio.

A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em Itapetininga e Pilar do Sul, ambos no interior de São Paulo, nesta terça-feira (17). A informação parte de reportagem do G1.

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A operação já está na 4ª fase da operação e, agora, foram descobertas mais vítimas. O prejuízo estimado alcança meio bilhão de reais.

As investigações apuram crimes como lavagem de dinheiro e outros delitos contra a ordem econômica, revelando um núcleo financeiro do grupo composto por quatro empresas ligadas à securitização e comércio de cereais.

Essas empresas seriam responsáveis pela movimentação e ocultação dos ativos provenientes das fraudes.

Confira todos os detalhes aqui na íntegra da reportagem.



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Brasil abre 205 novos mercados para o agronegócio e mira 300 até o final do ano; descubra quais são



O Brasil projeta encerrar 2024 com cerca de 300 novos mercados abertos para o segmento do agronegócio. Esse objetivo surge após o país atingir, nesta semana, 205 mercados em 60 destinos desde o início do ano passado. “Superamos todas as expectativas e estamos prontos para avançar ainda mais nos últimos três meses”, afirma Roberto Perosa, ministro substituto e secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.

Atualmente, cerca de 2 mil processos estão em andamento, buscando novas oportunidades de exportação e ampliação de mercados. Entre as negociações, o Brasil está em discussões para abrir os mercados japonês e sul-coreano para suas carnes, além de aumentar o volume de açúcar e carne bovina exportado para os Estados Unidos. Com a China, principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, há mais de 18 itens em pauta, representando um terço das exportações do país.

A abertura de novos mercados é crucial para a economia brasileira, dada a importância do setor agropecuário na balança comercial. Em 2023, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram um recorde de US$ 166,55 bilhões, um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior. O agronegócio foi responsável por 49% da pauta exportadora total do Brasil em 2023, comparado a 47,5% no ano anterior.

Para o setor de proteína animal, que abriu 60 novos mercados, a ampliação das exportações ajudou a mitigar quedas na demanda em certos mercados. “Houve um avanço nas vendas para mercados já abertos, com novas autorizações de frigoríficos e sistemas facilitados de habilitação (pré-listing), como nas vendas para Filipinas, Chile e Cingapura”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA. A indústria projeta exportações recordes de carne de frango e suína, totalizando cerca de 6,575 milhões de toneladas.

Entre os destaques do setor privado, estão as autorizações para venda de carne bovina para o México, após 20 anos de negociações, a exportação de algodão para o Egito e a venda de carne de frango kosher para Israel, o único país autorizado a comercializar frango de acordo com os preceitos religiosos judaicos.

Conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o avanço supera as 186 aberturas entre 2019 e 2021. Em 2023, foram 122 novos mercados, com 26 aberturas em junho, refletindo a competitividade do setor agropecuário, reconhecido em mais de 200 países

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Negociações bilaterais

O processo de abertura de mercados para o agro nacional foi intensificado com inúmeras missões internacionais realizadas pelo ministro Carlos Fávaro e pela equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de concluir protocolos sanitários entre o Brasil e os países interessados em receber os produtos nacionais. “Nos últimos 20 meses, alcançamos, em média, uma nova oportunidade de comercialização a cada três dias”, destacou Fávaro.

As perspectivas de abertura de mercados continuam a crescer. Em novembro, haverá uma visita importante do presidente chinês, Xi Jinping. O Brasil está negociando com a China a abertura de mercados para produtos como uvas frescas, gergelim, sorgo, DDGs (grãos secos de destilaria, subproduto do etanol de milho) e subprodutos de carne bovina, suína e de aves. Essas oportunidades podem ser concluídas durante o encontro bilateral dos presidentes brasileiro e chinês.



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ameaça oculta que pode causar perdas de até 100% no sorgo


A broca da cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) é uma das principais pragas do sorgo, dependendo da densidade populacional desse inseto no campo. Essa é a conclusão do primeiro estudo que determinou o nível de dano econômico em sorgo granífero e que, efetivamente, mostra quanto rendimento é comprometido em função da infestação da broca. 

De modo geral, os resultados desse estudo, que utilizou híbridos comerciais comumente plantados no Brasil, mostraram suscetibilidade do sorgo granífero à broca-da-cana-de-açúcar, também conhecida por broca-do-colmo, sob altos níveis de infestação, causando perdas substanciais na produtividade quando não tratados com o inseticida.

O artigo publicado no Journal of Applied Entomology, registra uma pesquisa realizada durante três safras, entre 2021 e 2023, na Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG). O estudo compõe a tese de doutorado de Camila da Silva Fernandes Souza, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), orientada pelo professor Bruno Henrique Sardinha de Souza, e por Simone Martins Mendes, pesquisadora da Embrapa.

Recentemente temos falado muito do pulgão-do-sorgo (Melanaphis sorghi), obviamente, porque tem causado grandes prejuízos às lavouras desse cereal em função da dificuldade de controle. Contudo, esse estudo mostra os prejuízos causados pela broca-do-colmo, na cultura”, relata a cientista da Embrapa. 

Ela conta que, muitas vezes, a broca passa despercebida por causa de seu hábito. Ela vive escondida dentro do colmo da planta do sorgo, cujos prejuízos foram medidos, pela primeira vez nesse trabalho e, dependendo do híbrido, pode alcançar em torno de 50% da produção.

Praga na fase de lagarta, dentro do colmo da plantaPraga na fase de lagarta, dentro do colmo da planta
Foto: Simone Mendes e Otávio Araújo/Embrapa

Muitos desses prejuízos têm sido controlados com uso de inseticidas, tanto para lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) quanto para o pulgão-do-sorgo . “Todavia, é fundamental estar atento à broca na cultura do sorgo, pois os danos muitas vezes passam despercebidos pelo produtor”, revela Mendes.

A pesquisadora relata que, recentemente, o pulgão-do-sorgo tem recebido muita atenção do produtor. É uma praga detectada há pouco tempo na cultura. Os primeiros relatos de prejuízos econômicos foram feitos na safra de 2018/2019. “Apesar dos prejuízos severos que o pulgão vem causando, não se pode neglicenciar o monitoramento das demais pragas da lavoura, como a broca”, alerta Mendes.

A broca-do-colmo foi capaz de causar perdas de produtividade de até 100% em casos mais severos, quando as plantas não foram tratadas com inseticida em híbrido menos tolerante. O híbrido mais produtivo e tolerante registrou perda de 50%. Isso mostra como híbridos de sorgo podem se comportar de forma diferente no campo sob a mesma infestação de pragas. Por isso, é importante o produtor estar atento também à infestação dessa praga no campo, uma vez que o uso de híbrido suscetível combinado com o não uso de inseticidas pode levar a prejuízos severos. 

Segundo Camila Souza, apesar da importância dessa espécie de inseto-praga, pouco se sabia sobre a relação entre a infestação por broca e a redução na produtividade de grãos de sorgo. Outra demanda era saber o limiar de ganho e o nível de injúria econômica para a tomada de decisão de controle de pragas.

Conforme publicado no estudo, fizemos uma medição criteriosa, tanto dos parâmetros da infestação dessa praga, quanto de produtividade da cultura, avaliamos desde o comprimento das galerias causadas pela alimentação da broca, como a altura de plantas, comprimento e peso das panículas, além da injúria da broca do caule e comprometimento da produtividade de grãos. A infestação da broca-da-cana-de-açúcar foi maior quando as plantas de sorgo não foram tratadas com inseticida, resultando em menor produtividade”, explica Souza.

Com o uso de inseticida para o controle da praga foi observado o aumento da altura das plantas, em função principalmente da redução das galerias (furos), causadas pela broca nos colmos da planta, que impede a translocação de fotoassimilados (compostos resultantes da fotossíntese) pela planta e, consequentemente, aumenta o comprimento e o peso das panículas. 

Híbrido mais resistente

Dois híbridos comerciais apresentaram redução na produção de grãos com o aumento do comprimento da galeria, enquanto o sorgo BRS 373 não apresentou correlação significativa, o que pode sugerir certo nível de tolerância ao ataque da broca-da-cana-de-açúcar.

“O estudo foi pioneiro ao determinar o limiar de ganho e o nível de dano econômico causado pelo ataque dessa lagarta em híbridos de sorgo granífero. Essa informação é fundamental para os agricultores porque permite planejar melhor o cultivo, sabendo que é necessário tomar medida de controle se a infestação da praga atingir 3% de intensidade”, pontua Camila Souza.


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AgroNewsPolítica & Agro

Vídeo: Irrigação: cenário, desafios e caminhos para a citricultura


45º episódio do Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

A irrigação na citricultura é tema do 45º episódio do Fundecitrus Podcast. O tema é importantíssimo para a agricultura, como forma de reduzir os impactos provocados pelos longos períodos de estiagem, fortalecendo a produtividade no campo. Na citricultura, não é diferente. Em dois episódios, o Fundecitrus Podcast traz orientações sobre a implantação desse sistema, planejamento, benefícios, estudo de solo e tipos mais adequados para o setor. Hoje, 36% da área total do cinturão conta com irrigação e a tendência é de aumento. Nesse primeiro episódio, a conversa é com o consultor e professor do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos da Unesp de Ilha Solteira, Fernando Braz Tangerino Hernandez.





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AgroNewsPolítica & Agro

De pesquisas sobre câncer à agricultura: tecnologia avança no campo


Avanços na fisiologia vegetal estão abrindo novas possibilidades para aumentar a produtividade agrícola. Marcelo Rodrigues, CEO da Krilltech, explica que a tecnologia criada pela empresa tem como foco estimular o metabolismo primário das plantas, potencializando a produção e o consumo de ATP. Essa energia adicional permite que as plantas alcancem seu pleno potencial genético, resultando em aumentos expressivos de produtividade, especialmente em testes de campo.

“A maioria dos produtores costuma focar muito em defensivos, adubos e fertilizantes, mas a fisiologia vegetal precisa ser tratada de forma mais especializada”, explica Marcelo. “Nós, da Krilltech, desenvolvemos produtos que atuam em rotas metabólicas específicas, como a produção de ATP, que é a energia base da planta. Com isso, ativamos processos metabólicos que permitem à planta expressar todo o seu potencial produtivo, mesmo em condições adversas.”

A tecnologia da Krilltech difere dos produtos convencionais por não utilizar extratos vegetais ou hormônios. “Desenvolvemos produtos baseados na fisiologia da planta, quase como uma ‘medicina’ para vegetais”, destaca Marcelo. “Nossa abordagem é tratar a planta como um atleta de alta performance, ajudando-a a expressar o máximo de seu potencial genético.”

Parceria com a Embrapa 

O CEO também menciona que os produtos da Krilltech são os primeiros a utilizar nanotecnologia com foco em processos metabólicos específicos nas plantas. A primeira geração de produtos, como o Arbolina, foi desenvolvida em parceria com instituições de peso, como a Universidade de Brasília (UnB), a UFRJ e a Embrapa. “Desde os primeiros trabalhos, os resultados têm sido expressivos, com aumentos de 15% a 25% na produtividade de culturas como tomate e pimentão.”

Em campo, os resultados são consistentes: “Na soja, obtivemos 80% de resultados positivos, com retorno significativo para os produtores. Em culturas como cacau, café e tomate, os ganhos também são impressionantes”, afirma Marcelo. Ele destaca que, para cada real investido pelo produtor, há um retorno de até R$ 50, como no caso do tomate industrial.

Como surgiu

Marcelo Rodrigues revela que a inovação nasceu a partir de estudos sobre o câncer. “Inicialmente, eu trabalhava com pesquisas na área de câncer, estudando como modificar a superfície de partículas para interagir com organelas e processos metabólicos específicos. Esse trabalho envolvia a utilização de luminescência para marcar tumores.”

A aplicação da tecnologia em plantas surgiu quando Marcelo apresentou os resultados de suas pesquisas para a Embrapa. “O Dr. Jimar Silva, da Embrapa, me sugeriu usar a mesma lógica em plantas, e foi aí que surgiu a ideia de desenvolver produtos agrícolas com base nesse conceito. Nós adaptamos o que fazíamos em laboratório para a agricultura e criamos a Krilltech.”

 





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