sábado, agosto 1, 2026

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Nova frente fria avança e traz temporais para o Sul


Precipitações devem reduzir a velocidade de descida dos rios





Foto: Arquivo

A semana começou com a formação de uma nova frente fria no Sul do Brasil, prometendo chuvas intensas e possibilidade de queda de granizo, conforme alertou Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink. Segundo ele, as instabilidades inicialmente estão concentradas no Uruguai, mas devem avançar ao longo do dia para o sul do Rio Grande do Sul, com potencial para eventos climáticos adversos na noite desta segunda-feira, 30 de setembro de 2024.

“Até o final de terça-feira, as instabilidades atingirão Santa Catarina, com acumulados expressivos de chuva, podendo superar 80 mm”, afirma Gabriel. O meteorologista também alerta que essas precipitações devem reduzir a velocidade de descida dos rios, que subiram após as fortes chuvas da semana passada.

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Além disso, o fenômeno conhecido como “pré-frontal” trará temperaturas elevadas para os três estados da região Sul antes da chegada efetiva das chuvas. O cenário reforça a tendência de tempo adverso, com mais eventos de granizo ao longo da primavera.





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Arroba bovina tem valorização superior a 10% em setembro, mas poderia ter sido maior


O mercado de boi gordo foi pautado por um forte movimento de alta nos preços da arroba no mês de setembro.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Allan Maia, mesmo desembolsando valores mais elevados na compra de gado, a oferta de animais se mostrou mais limitada ao longo do mês por parte dos pecuaristas, o que impossibilitou um grande avanço nas escalas de abate.

As escalas de abate neste final de setembro giram em torno de 7 dias úteis em todo o país. Em estados como São Paulo, estão fechadas ao redor de 5 dias úteis.

Qualidade das pastagens

Maia afirma que a questão climática foi um ponto de atenção ao longo de todo o mês de setembro. A falta de chuvas em grande parte do país afetou a qualidade das pastagens.

Assim, para atender a demanda de final de ano, em meio ao quadro de exportação recorde de carne bovina, haverá quase que uma total dependência da oferta de animais terminados nos confinamentos.

O analista sinaliza que as exportações em bom nível contribuem para manter o quadro de disponibilidade de oferta doméstica equilibrado.

Preços da arroba do boi

Boi 22 arrobasBoi 22 arrobas
Foto: Giro do Boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 26 de setembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 270 a arroba, alta de 10,2% frente aos R$ 245 registrados no final de agosto.
  • Goiás (Goiânia): R$ 260, avanço de 10,64% perante os R$ 235 praticados no
    fechamento de agosto.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 260 a arroba, aumento de 10,64% frente aos R$ 235 registrados no encerramento de agosto.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 270, valorização de 8% frente aos R$ 250 praticados no final do mês passado.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 235 a arroba, 6,82% acima dos R$ 220 registrados no encerramento de agosto.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 245 a arroba, aumento de 19,51% em relação aos R$ 205 praticados no final de agosto.

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

Maia comenta que o mercado atacadista manteve preços bastante firmes ao longo do mês de setembro. Os cortes do dianteiro do boi registraram um aumento de 12,22% ao longo de setembro, passando de R$ 13,50 para R$ 15,50 o quilo.

Já o quarto traseiro do boi subiu 10,56% ao longo do mês, passando de R$ 18,00 para R$ 19,90.

Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 884,925 milhões em setembro (15 dias úteis), com média diária de US$ 44,246 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 185,486 mil toneladas, com média diária de 12,365 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.478,30.

Segundo o órgão, em relação a setembro de 2023, houve alta de 25,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 26,8% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 1,3% no preço médio.



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Brasil espera abrir novos mercados na China com visita de Xi Jinping



Em novembro, a visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil promete abrir novas oportunidades de mercado para o agronegócio brasileiro. Entre os pedidos do Brasil estão a liberação de produtos como carne bovina com osso, miúdos bovinos e farelo de amendoim, que podem ser fundamentais para diversificar as exportações e atender à crescente demanda da China.

Além desses itens, a negociação envolve mais de uma dezena de produtos, incluindo sorgo, uvas frescas, gergelim e farelo de pescados. A expectativa é que alguns acordos sejam formalizados durante a visita, impulsionando as relações comerciais entre os dois países.

O ministro interino da Agricultura, Roberto Perosa, ressaltou que as relações com a China alcançam seu melhor momento, criando um ambiente propício para fortalecer as parcerias no setor agro. Reconhecido por sua robusta capacidade de produção agrícola, o Brasil vê na China um parceiro estratégico, tanto para a exportação de commodities quanto para o desenvolvimento de tecnologias que promovam a eficiência e a sustentabilidade do agronegócio.

Com a ampliação do acesso a novos mercados, o Brasil busca consolidar sua posição como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo, aproveitando as oportunidades que surgem com a visita de Xi e a crescente interdependência entre os dois países.



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50 mil sementes de palmito-juçara são dispersadas em unidades de conservação


O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu a primeira ação de restauração ambiental por meio da dispersão aérea de sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do litoral do Paraná.

O evento-teste ocorreu no fim de semana em cinco Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Palmito (Paranaguá), Estação Ecológica do Guaraguaçu (Paranaguá), Estação Ecológica do Rio das Pombas (Pontal do Paraná), Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos) e Parque Estadual da Ilha do Mel (Paranaguá).

Foram lançadas aproximadamente 50 mil sementes, obtidas como condicionante estabelecida no licenciamento ambiental de uma empresa que começou a operar na região.

A iniciativa contou com o apoio do helicóptero que atende exclusivamente o órgão ambiental. Com o sucesso da ação, o escritório do IAT no Litoral, responsável pela força-tarefa, está finalizando o cronograma para novas expedições do tipo.

“Uma atividade inédita, que só pôde ser concluída por causa da estrutura aérea disponibilizada pelo IAT. Estamos mapeando todas as áreas estratégicas para restauração ambiental que possam receber esse tipo de dispersão no Litoral, um trabalho bem minucioso”, afirmou o gerente regional do IAT na região, Altamir Hacke.

palmitopalmito
Foto: Paula Saiz

Engenheira química do escritório regional do IAT no Litoral, Luisa Serenato explica que é recorrente a prática ilegal de extração de palmito, recurso natural obtido da árvore, para comercialização. Por isso, ressalta ela, a palmeira-juçara é protegida pelo Decreto Federal n° 6.660/2008.

“Ações como essa, que buscam impactos positivos a longo prazo, bem como ações de divulgação de usos alternativos dos recursos naturais da palmeira-juçara, como a extração do açaí, por exemplo, auxiliam na manutenção dessa espécie tão emblemática para o ecossistema do Paraná”, destacou a engenheira.

Características da espécie

A germinação da semente do palmito-juçara (Euterpe edulis) é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros de comprimento e demora por volta de seis anos para atingir o estágio reprodutivo.

Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Agronegócio mineiro alcança recorde histórico em exportações em 2024



As exportações do agronegócio de Minas Gerais atingiram um marco histórico nos primeiros oito meses de 2024, registrando o melhor desempenho desde o início da série histórica em 1997. Com um crescimento de 15% na receita e 14% no volume exportado em relação ao ano anterior, o setor alcançou impressionantes US$ 11,1 bilhões e 12,4 milhões de toneladas embarcadas.

A Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) projetou que, se o cenário atual se mantiver, a receita anual pode chegar a cerca de US$ 17 bilhões. O secretário Thales Fernandes destacou a qualidade e a responsabilidade do agro mineiro, enfatizando a união de conhecimento, tecnologia e competência em cada etapa da cadeia produtiva.

Em agosto de 2024, a receita das exportações agropecuárias foi de US$ 1,3 bilhão, refletindo uma leve queda de 4,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado, mas com uma expectativa positiva de manter cerca de US$ 1 bilhão por mês até o final do ano.

Exportações do agro mineiro atingem melhor resultado da série histórica

Publicado em 27/09/2024 15:08

https://audio8.audima.co/iframe-later-noticias-agr-audima.html?skin=noticias-agr&statistic=true

Números representaram 39,6% das exportações totais do estado. Dados apurados para o período de janeiro a agosto deste ano são os melhores desde 1997

As exportações do agronegócio mineiro mais uma vez alcançaram números recordes, conforme dados de janeiro a agosto deste ano. O setor registrou crescimento de 15% na receita e 14% no volume exportado, em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. É o melhor resultado desde o início da série histórica, em 1997.

Foram US$ 11,1 bilhões em receita e 12,4 milhões de toneladas embarcadas para 165 destinos globais. De acordo com a Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), se o cenário atual persistir, a projeção é que a receita anual atinja cerca de US$ 17 bilhões. 

Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, o desempenho recorde reflete a excelência do agro mineiro. “Nosso agronegócio produz com responsabilidade, qualidade, segurança e muita atenção a cada etapa. Cada item que embarcamos é fruto da união entre trabalho bem feito, conhecimento, aplicação de tecnologias e competência de cada elo da cadeia”, disse.

Em agosto deste ano, a receita das exportações do agro foi de US$ 1,3 bilhão, decorrentes de 1,4 milhão de toneladas embarcadas. Os números representam decréscimo de 4,2% na receita e 18% no volume ante agosto de 2023. Ainda assim, a expectativa é de manutenção da ordem de US$1 bilhão mensal até o fim do ano.

Café

As exportações de café atingiram níveis altos, totalizando US$ 4,5 bilhões, com o embarque de 19 milhões de sacas para 85 países. Houve acréscimo de 33% na receita e 28,4% no volume. O café solúvel teve um acréscimo de 625% no valor e 619% no volume embarcado, devido ao aumento das aquisições por países como Rússia e Países Baixos.

Outros produtos

Juntos, soja em grãos, farelo da soja e óleo da soja atingiram a marca de US$ 2,9 bilhões e 6,5 milhões de toneladas. Houve uma leve retração já esperada na receita, pois a safra reduzida diminuiu a oferta do grão. Ainda assim, o volume exportado aumentou em 18%.



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método simplificado da Embrapa permite avaliação por não especialistas



Pesquisadores deixaram acessível a pequenos produtores e empresários o processo de avaliação da qualidade do café. Para isso, adaptaram, pela primeira vez para o produto, a metodologia chamada Perfil Descritivo Otimizado (PDO).

O objetivo foi proporcionar uma opção de análise simplificada com resultados mais rápidos do que os métodos sensoriais descritivos utilizados hoje nas provas de café. Com a adaptação, a metodologia pode ser adotada por pequenos estabelecimentos comerciais, cooperativas de produtores e instituições de pesquisa.

Um dos principais diferenciais está relacionado à equipe, que pode ser composta por funcionários e consumidores de café, em vez de especialistas, com um treinamento mais simples. “As metodologias oficiais exigem diversas instâncias de avaliação, todas feitas por especialistas. Com essa alternativa, tornamos os testes mais simples e qualquer pessoa, com paladar e olfato apurados, pode participar”, informa Sônia Celestino, pesquisadora da Embrapa Cerrados (DF) e uma das responsáveis pela pesquisa.

A cientista explica que a proposta deve suprir a demanda de diferentes instituições, como fazendas produtoras do grão, cooperativas, universidades e centros de pesquisa. “As cooperativas, por exemplo, podem montar sua própria equipe de provadores para analisar seus cafés. Assim, eles terão uma avaliação que forneça informações sobre um determinado grão, para saber se vale a pena inscrevê-lo em um concurso, por exemplo”, explica.

Todas as etapas da metodologia adaptada pela Embrapa e pela Universidade de Brasília (UnB) está descrita no Manual de Análise Sensorial Descritiva de Café, no qual consta o detalhamento de cada fase.

Nascimento avaliou cafés do Cerrado adubados com diferentes fontes de potássio. “Algumas pesquisas relatam que o cloreto de potássio prejudica a qualidade do grão do café e aumenta o amargor da bebida. Então analisamos essa e outras fontes de potássio em um estudo mais profundo. Fizemos avaliações químicas e sensoriais para certificar ou refutar os resultados das pesquisas anteriores”, informa. 

A então mestranda precisava de uma metodologia para realizar a análise sensorial. Com as orientadoras, decidiu utilizar a metodologia Análise Descritiva Quantitativa (ADQ), considerada o padrão-ouro entre os métodos sensoriais descritivos. No entanto, a pandemia da Covid-19 interrompeu o treinamento dos futuros avaliadores. “Com o pouco prazo que nos restava, optamos por adaptar a metodologia Perfil Descritivo Otimizado para o café, o que não existia até o momento”, relembra Oliveira.

Celestino explica que a principal diferença entre as metodologias ADQ e PDO se refere ao treinamento das equipes: “A primeira requer um treinamento mais longo e constante. Já a segunda pode ser feita com uma equipe semitreinada, composta por pessoas que fazem parte da própria empresa ou consumidores que estão acostumados com a bebida, o que facilita sua aplicação.” Essa alternativa tem se mostrado apropriada para obtenção mais rápida de resultados e manutenção da qualidade dos dados.

Para compensar essa diferença quanto ao treinamento, é necessário ter um número maior de avaliadores. Além disso, em cada encontro, reduz-se a quantidade de atributos e de amostras a serem analisadas. “Recomendamos, pelo menos, 16 avaliadores. Mas se todos estiverem bem treinados e alinhados com os parâmetros de avaliação, pode-se reduzir para dez avaliadores. Em cada reunião, apenas um atributo é analisado”, ressalta.

O PDO tem o potencial de relatar quantitativamente atributos sensoriais, reduzindo o tempo e o custo dos testes sensoriais. Já a ADQ proporciona uma descrição completa das propriedades sensoriais de um produto. Os resultados de ambos podem ser úteis para o controle de qualidade eficiente, para formular ou aperfeiçoar produtos e para avaliar potenciais oportunidades de mercado.

Toda a metodologia foi descrita no manual publicado pela Embrapa. “A ideia do manual foi sistematizar o nosso trabalho e oferecer algo para ajudar as pessoas que trabalham no setor”, conta Nascimento. Com Oliveira, ela apresentou a publicação no Coffee Brasília, em 2023, evento conhecido e movimentado que acontece periodicamente na cidade.

Seleção e formação da equipe

Na metodologia PDO, é necessária uma equipe composta por 16 avaliadores. Para a seleção dos componentes, o candidato deve passar por alguns testes de sensibilidade e discriminação sensorial. O objetivo é verificar se eles conseguem identificar gostos básicos em diferentes intensidades e aromas.

No teste de sabores, eles precisam identificar os principais gostos sentidos pelo paladar humano – doce, ácido, amargo, salgado e umami, e sua intensidade, entre fraco e forte. No de aromas, podem ser usados 36 aromas comuns encontrados no café, incluindo alguns agradáveis, como floral, frutado e de especiarias, e outros desagradáveis, como de papel mofado e produtos químicos, presentes em cafés de baixa qualidade.

Na terceira etapa, são apresentadas amostras de bebidas de café, estando algumas com um atributo diferenciado, como, por exemplo, uma diferença de acidez ou amargor. Esses atributos são normalmente encontrados em diferentes intensidades em amostras comerciais de café e o avaliador tem que ser capaz de percebê-los.

Treinamento da equipe e avaliações

Com a equipe selecionada, é recomendado que seja feita uma familiarização prévia com o método, para apresentar aos avaliadores os principais atributos do café: aroma, doçura, acidez, corpo, amargor, adstringência e amargor residual. Os cinco primeiros são desejáveis na bebida, já os dois últimos são considerados defeitos.

A estrutura do teste, com amostras apresentadas simultaneamente e a presença de materiais de referência, permite que os avaliadores classifiquem os produtos de forma consistente e apresentem informações quantitativas e descritivas das amostras.

Em cada encontro, a equipe avalia um atributo em, no máximo, seis amostras. Cada avaliador atribui uma nota para aquele atributo. Ao término de todas as sessões, é calculada uma nota final para o atributo, resultado da média das notas dos avaliadores.

Já a nota global da amostra é calculada pela soma das notas finais de todos os atributos, considerando que os desejáveis (aroma, doçura, acidez e corpo) somam notas positivas e a adstringência e o amargor residual, que são atributos indesejáveis e considerados defeitos, reduzem a nota. 

Esse valor, que pode chegar a 50 pontos, conforme metodologia proposta, refere-se à qualidade do grão comercializado e a nota dos atributos pode constar na embalagem, como uma descrição do perfil sensorial da bebida. Os atributos são classificados pela intensidade: baixa, média baixa, média, média alta e alta. 


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A relevância do Brasil como líder em energia limpa



A capacidade do Brasil de gerar energia renovável, por meio do agronegócio, promove a sustentabilidade e garante a segurança alimentar. Essa combinação é essencial para enfrentar os desafios climáticos e assegurar um futuro mais sustentável. Na última semana, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância do Brasil como um país de energia limpa.

Fávaro participou de um painel sobre investimentos na agricultura, intitulado “Abastecendo o Futuro: o papel do agronegócio na aviação sustentável.” O evento contou com a presença de líderes do setor, como Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, e Gilberto Peralta, CEO da Airbus.

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O ministro enfatizou que a produção agropecuária pode coexistir de forma harmoniosa com a geração de energia, citando exemplos de países que se reinventaram por meio da tecnologia. Ele também mencionou a abertura de 195 novos mercados nos últimos 20 meses e ressaltou a urgência da preservação ambiental.

Battistella e Peralta concordaram sobre o potencial do Brasil para se tornar um dos principais produtores de SAF (Sustainable Aviation Fuel), um combustível sustentável derivado de recursos renováveis. Peralta chegou a afirmar que o Brasil poderia se tornar a “Arábia Saudita do SAF,” refletindo a crescente importância desse setor.



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Produtores de trigo do Paraná devem ter prejuízo de R$ 3 bilhões, diz Deral



O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), revisou para baixo as estimativas da safra 2023/24 de trigo, projetando uma quebra de 32% na produção, cuja colheita está em andamento no estado.

A nova previsão indica que a colheita deve totalizar 2,58 milhões de toneladas, uma redução significativa em relação ao potencial inicial de 3,8 milhões de toneladas. As perdas, que somam 1,2 milhão de toneladas, são atribuídas à seca severa e às geadas que atingiram o Paraná durante o inverno.

Segundo o analista da cultura no Deral, Hugo Godinho, a estiagem afetou de forma mais intensa as lavouras no norte do Paraná, onde a colheita já está em andamento. Com isso, os produtores de trigo paranaenses devem enfrentar um prejuízo estimado em cerca de R$ 3 bilhões, mesmo considerando os preços anteriores ao início dos problemas climáticos.

O valor pode ser parcialmente compensado pelos contratos de seguro, mas a situação ainda é preocupante para os triticultores.

Colheita de trigo no estado

A colheita de trigo no Paraná atingiu 50% da área semeada, que foi de 1.149,6 mil hectares na safra 2023/24, uma redução de 19% em relação à safra 2022/23, que teve 1.415,5 mil hectares. As projeções para a área de trigo na safra 2024/25 ainda não foram definidas.

A produção de cevada teve igualmente impacto das condições climáticas, com uma redução de 14% na estimativa, agora prevista em 291 mil toneladas. Já a aveia deve registrar uma queda de 26%, embora o Deral acredite que esses números possam ser reavaliados à medida que a colheita avance.

Safra 2024/25

O Deral informou, ainda, no relatório mensal, que manteve as estimativas de produção para a safra 2024/25 no Paraná, projetando 22,4 milhões de toneladas de soja e 2,6 milhões de toneladas de milho.

A área destinada ao plantio da soja permanece em 5,81 milhões de hectares, enquanto a área do milho segue como a menor já registrada, com 257 mil hectares, representando uma redução de 13% em relação à safra anterior.

O plantio da primeira safra de milho já alcançou 60% da área prevista, com as regiões de Ponta Grossa e Guarapuava liderando os trabalhos, atingindo 85% e 70% do plantio, respectivamente.

A produtividade média do milho está projetada em 10.112 kg/ha, um leve aumento em relação à estimativa de agosto e superior aos 8.575 kg/ha registrados na safra anterior.

Para a soja, cerca de 600 mil hectares já foram semeados, representando 10% da área total, impulsionados por condições climáticas favoráveis. A produtividade esperada de 3.858 kg/ha permanece praticamente inalterada em relação à previsão anterior de 3.847 kg/ha, consolidando a projeção de 22,4 milhões de toneladas, um aumento de 21% em relação à safra anterior.

A região sul do estado continua como a principal produtora de soja, com previsão de plantar 1,67 milhão de hectares, equivalente a 28,7% do total do Paraná, seguida pela região norte, com 1,48 milhão de hectares (25,4%).



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Chuvas no Centro-Oeste e frente fria intensa no Sul marcam a previsão desta semana



Confira a previsão do tempo para a semana de 30 de setembro a 4 de outubro:

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Sul

A segunda-feira começa com sol e pancadas de chuva no oeste e sul do Rio Grande do Sul, devido à formação de novas áreas de instabilidade. Porto Alegre, Serra e norte do estado terão tempo firme e temperaturas em elevação. Não chove em Santa Catarina e no Paraná neste início de semana.

Uma nova frente fria com cavado associado traz chuva e temporais para os três estados entre terça e quarta-feira, com possibilidade de rajadas de vento intensas, que podem passar de 100 km/h, e queda de granizo em todas as áreas. Isso pode danificar lavouras e estruturas agrícolas, além de causar queda de árvores e cortes no abastecimento de energia. A chuva nesses dois dias varia entre 50 e 100 mm, o que inviabiliza o trabalho no campo e coloca, principalmente, o Rio Grande do Sul em alerta para alagamentos e deslizamentos, devido ao solo ainda saturado pela chuva da semana passada.

Na quinta-feira, alerta para queda de temperatura no Rio Grande do Sul, com mínimas abaixo de 4 °C no centro-sul do estado, trazendo risco de geada. Na sexta-feira, o risco de geada se restringe à Serra catarinense e ao sul do Rio Grande do Sul.

Sudeste

A semana começa com previsão de chuva leve entre o leste e nordeste de Minas Gerais e o Espírito Santo, sem risco de grandes volumes. O sol ainda predomina em todo o Sudeste, com temperaturas em alta em São Paulo e Rio de Janeiro. Em Araçatuba, São Paulo, as máximas podem ultrapassar os 40 °C nos próximos dias. O interior paulista e o Triângulo Mineiro apresentam baixa umidade do ar.

Nos próximos cinco dias, a chuva acumulada varia entre 10 e 20 mm no leste de São Paulo, divisa com Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e no extremo leste de Minas Gerais. O tempo seco e o calor continuam prejudicando os cafezais em fase de floração nos quatro estados e não é recomendado o início da semeadura da safra 24/25, devido à alta temperatura do solo e falta de umidade. O risco de focos de incêndio aumenta nos próximos dias, principalmente em Minas Gerais, exigindo atenção dos produtores no manejo com fogo.

Centro-Oeste

A semana começa novamente com calor intenso no Centro-Oeste e pancadas irregulares no norte e noroeste de Mato Grosso. O tempo permanece firme em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, com baixos índices de umidade do ar. Há alerta para temporais entre quarta e sexta-feira em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde um cavado potencializa o risco de queda de granizo e rajadas de vento acima de 80 km/h, podendo danificar lavouras, estruturas agrícolas e causar quedas de árvores e cortes no abastecimento de energia.

Nos próximos cinco dias, os volumes de chuva variam entre 20 e 35 mm no oeste, sul e norte de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e extremo sul de Goiás. Isso eleva a umidade do ar e diminui o risco de incêndios, contribuindo para a reposição hídrica do solo. No entanto, ainda não é suficiente para garantir o início da semeadura da safra 24/25. Lavouras e pastagens seguem prejudicadas em Goiás devido à falta de umidade, e o risco de incêndios continua em alta. Com a umidade relativa do ar abaixo de 20%, o tratamento fitossanitário não é recomendado esta semana no estado goiano, e os produtores devem evitar o manejo com fogo.

Nordeste

Muito sol e calor marcam a última segunda-feira de setembro no Nordeste. O interior da região permanece seco e quente, com ventos moderados. Chove apenas na costa leste, de forma moderada, em Salvador, Aracaju, Recife e Maceió. Em cinco dias, o acumulado de chuva fica entre 10 e 15 mm no litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e no sul do Maranhão.

Nas áreas do interior, persiste a restrição hídrica e o risco potencial de incêndios. Com a umidade do ar abaixo de 20%, o tratamento fitossanitário não é recomendado esta semana. Os produtores devem evitar o manejo com fogo e se hidratar bastante ao trabalhar no campo, já que as temperaturas podem chegar a 40°C no Piauí e no interior da Bahia.

Norte

A semana começa com pancadas de chuva, raios e possibilidade de temporais no Acre, norte de Rondônia, Amazonas, noroeste e oeste do Pará e no sul de Roraima. No sul do Pará, a chuva pode ocorrer intercalando períodos de tempo mais estável.

A boa notícia é que o acumulado de chuva nos próximos dias varia entre 40 e 50 mm no Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará e norte do Tocantins. Isso eleva a umidade do ar e reduz o risco de incêndios, além de ajudar na reposição hídrica do solo. No entanto, as chuvas podem vir em forma de temporais, com rajadas de vento superiores a 50 km/h, podendo causar transtornos.

Nas demais áreas, a semana será de tempo firme e ensolarado, mantendo o centro-sul do Tocantins em alerta para focos de incêndio. A situação dos rios na região segue preocupante, afetando a logística e a produção de energia nas hidrelétricas locais. A normalização dessa situação é esperada apenas entre dezembro e janeiro.



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Nova lei fortalece a atuação do Brasil em emergências sanitárias no agronegócio



Já em vigor, a Lei nº 14.989/2024 estabelece medidas para enfrentar emergências fitossanitárias e zoossanitárias, fortalecendo a resposta do país a surtos de pragas e doenças que podem afetar o agronegócio. Originada de um projeto da Câmara dos Deputados (PL 2.052/2024), a norma foi aprovada pelo Senado com o apoio da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura.

A legislação amplia a autonomia das autoridades do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) em situações de crise. As principais medidas incluem investigação epidemiológica, restrição temporária de circulação de produtos agropecuários, além de ações de contenção, desinfecção e destruição de itens contaminados.

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Tereza Cristina ressalta a importância do agronegócio para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, destacando a crescente preocupação com a disseminação de doenças e pragas e seus impactos no patrimônio agropecuário, essencial para a geração de empregos e renda.

A nova lei também permite que a União forneça materiais e insumos a entidades públicas durante crises. O Ministério da Agricultura poderá cobrir despesas de diárias, passagens e combustíveis para servidores em operações de defesa agropecuária, sem a necessidade de declaração oficial de emergência. Além disso, a norma autoriza a contratação direta de pessoal em situações de risco à saúde humana, animal ou vegetal.



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