sábado, agosto 1, 2026

Agro

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Semana será marcada por tempestades, mas com calorão


Esta semana que se inicia será marcada por tempestades em áreas das Regiões Sul e Norte do país, de acordo com boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Na figura abaixo, é possível notar que os volumes podem ultrapassar os 60 mm (representados em tons de laranja e vermelho). Acompanhe a previsão entre esta segunda e a próxima (7).

Previsão de tempestades

mapa de chuva - tempestadesmapa de chuva - tempestades
Precipitação acumulada (em mm) em 174 horas. Validade: 00:00 de 30/09 – Fim: 06:00 de 07/10

Sul

A semana começa com tempestades no Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina, em decorrência da passagem de um sistema frontal, com volumes de chuva que podem ultrapassar os 70 mm.

O sistema avança para os outros estados da Região a partir do dia 3 de outubro, com previsão de pancadas de chuvas isoladas. No entanto, a partir do dia 4, será de tempo bom no Rio Grande do Sul, trazendo condições mais estáveis.

Sudeste

Há previsão de chuva em áreas isoladas de São Paulo, leste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e Espírito Santo, entre os dias 3 e 4 de outubro, devido ao avanço de um sistema frontal que se desloca em direção ao oceano. Nas demais áreas, o tempo permanecerá quente e seco.

Centro-Oeste

A previsão é de tempo quente e seco, exceto no noroeste de Mato Grosso e sul de Mato Grosso do Sul, áreas onde não se descartam pancadas de chuva isoladas.

Norte

Áreas de instabilidade associadas ao calor e alta umidade provocarão pancadas de chuva no decorrer da semana, com valores acima de 60 mm no noroeste do Amazonas, Roraima e Pará. Pancadas de chuva isoladas não estão descartas nas demais áreas da Região, com exceção do centro e sul do Tocantins, onde a chance de chuva é pequena.

Nordeste

A previsão é de tempo quente e seco na Região. No entanto, no início da semana, espera-se um aumento na nebulosidade que pode gerar instabilidades, resultando em pancadas de chuva isoladas, especialmente em áreas do nordeste e leste da região.

Há ainda, previsão de ventos costeiros e ventanias no interior do Nordeste, principalmente no início da semana.

Previsão de temperatura

mapa temperaturamapa temperatura
Temperatura máxima do ar – Validade: 00:00 de 30/09 a 18:00 de 06/10

Para os próximos dias, o Inmet prevê temperaturas elevadas em áreas do Centro-Oeste e Norte do país, com máximas podendo superar os 40°C.

Além da elevação dos termômetros devido a uma onda de calor, os baixos índices de umidade relativa do ar também se destacam na porção central do país

No dia 6 de outubro (conforme a imagem acima), as temperaturas máximas podem ultrapassar 40°C na porção central do país, com máximas que podem superar os 35°C em áreas do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia.

Já na faixa leste, desde a Paraíba até as áreas da Região Sul, as máximas serão mais amenas. Assim, não devem ultrapassar os 33°C.

As temperaturas mínimas podem superar 24°C em áreas das Regiões Norte e Centro-Oeste, enquanto nas áreas serranas entre Bahia e o norte de Minas Gerais, as mínimas podem ficar abaixo dos 18°C.

Na Região Sul, no sudeste de São Paulo e áreas serranas do Rio de Janeiro, está previsto até o final da semana um declínio da temperatura associado à alta pressão pós-frontal. Nas demais áreas, as temperaturas poderão ultrapassar os 23°C.



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Soja: tempo segue seco, mas chuvas devem aliviar o calor em parte do Brasil; confira quando


Atualmente, o solo permanece seco em grande parte do Brasil central, na região Nordeste e em algumas áreas do Sudeste. A previsão de chuva para os próximos dias nas áreas produtoras da soja indicam que a umidade deve retornar, especialmente na região Norte.

A distribuição das chuvas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso será irregular, com precipitações concentradas nas áreas próximas à fronteira com a Bolívia e o Paraguai. Já na região Sul, a expectativa de chuvas está ligada à frente fria que avança entre quarta e quinta-feira, podendo provocar temporais em algumas localidades.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Previsão para outubro

Foto: Canal Rural

O cenário para outubro se mostra otimista entre os dias 6 e 10, com a chuva retornando ao Centro-Oeste e Minas Gerais. Os volumes esperados variam entre 5 e 10 mm, o que ajudará a aliviar as altas temperaturas, especialmente no Triângulo Mineiro e interior do Centro-Oeste, onde os termômetros podem atingir 40°C.

Diante dessas condições climáticas, não é recomendável iniciar a semeadura da safra 2024/2025 na primeira quinzena de outubro. No entanto, a segunda quinzena traz boas perspectivas, com chuvas intensificando-se em Mato Grosso, Rondônia, Goiás e interior de São Paulo e Minas Gerais, com volumes que podem ultrapassar 40 mm. Essa reposição hídrica é essencial para que os produtores comecem os trabalhos no campo com segurança.



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Com dupla proteção, fungicida BASF oferece defesa inovadora contra doenças da soja


Doenças fúngicas trazem grandes prejuízos aos sojicultores brasileiros: a ferrugem-asiática, por exemplo, causa a desfolha precoce das plantas, deteriora sua capacidade de realizar fotossíntese e pode gerar perdas de até 90% na produção de grãos na lavoura, segundo a Embrapa.

A mancha-alvo, por sua vez, tem capacidade para atacar diferentes fases do ciclo da soja e gerar quedas de produtividade de até 40%, dependendo do grau de infecção e evolução no talhão afetado.

Para combater de maneira eficiente esses agentes nocivos, que dão prejuízos milionários à sojicultura, a BASF desenvolveu um produto com uma fórmula inovadora. Trata-se do fungicida Blavity®, que combina os ingredientes ativos Xemium (Fluxapiroxade) e Protioconazol – ambos com mecanismos de ação distintos que se complementam e que, juntos, tornam a proteção da soja mais eficaz.

Gerente de Marketing, Cultivo e Portfólio Soja da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF, Daniel Holzhausen explica que, atualmente, outros fungicidas vendidos e registrados para uso na soja no Brasil trazem o Protioconazol em sua formulação. Segundo ele, entretanto, a composição do Blavity® se destaca nesse mercado.

Mancha-alvo. Foto: Roberto Castro/BASF

“A sinergia entre o Protioconazol e o Fluxapiroxade é o grande diferencial do Blavity®. Com os dois ingredientes ativos trabalhando em conjunto e de forma complementar, o fungicida atua desde a germinação dos esporos, criando uma camada que protege e dificulta a ocorrência de infecções na soja”, diz Holzhausen.

O produto, além disso, tem capacidade para criar uma segunda barreira de proteção, combatendo o desenvolvimento das hifas após a germinação dos esporos.

“Ao combinarmos o Fluxapiroxade com o Protioconazol, agregamos a ação curativa, reforçando o controle sobre as diferentes fases do fungo e trazendo melhor resultado para o agricultor”, afirma o executivo da BASF.

Vale lembrar que, mesmo quando isolados, tanto o Protioconazol quanto o Fluxapiroxade apresentam boas respostas no controle para a mancha-alvo e a ferrugem-asiática. Mas é a combinação dos dois ingredientes ativos que faz com que o produto se destaque frente a outros manejos do mercado.

Ferrugem-asiática. Foto: Roberto Castro/BASF

Além de sua efetividade no combate da ferrugem-asiática e da mancha-alvo, recentemente, o Blavity® conseguiu extensão de registro para o manejo da podridão de grãos da soja, doença que tem prejudicado a qualidade e produtividade de grãos nas últimas cinco safras, principalmente em Mato Grosso.

Funcionamento do Blavity®

O duplo modo de ação do Blavity é complexo e, ao mesmo tempo, altamente eficaz. Após a aplicação, o Xemium atua na linha de frente para proteger a folha: o ingrediente ativo protege a planta das fases iniciais das doenças fúngicas, bloqueando seu processo de sintetização de energia e impedindo que o fungo se desenvolva, penetre e se espalhe pela planta e pela lavoura.

O Protioconazol, por sua vez, funciona principalmente como uma segunda barreira de proteção contra os fungos que, eventualmente, não tenham sido atingidos e eliminados pelo Xemium. Uma de suas funções é impedir a síntese do Ergosterol, elemento fundamental na composição da parede celular das células do fungo.

Ao controlar as doenças, Blavity® permite que as folhas da soja recebam e absorvam plenamente a energia solar e, assim a planta possa se desenvolver e gerar mais grãos de alta qualidade.

Para Daniel Holzhausen, a fácil aplicação é outra vantagem do Blavity®. “A formulação do nosso produto é uma suspensão concentrada com alta solubilidade. Isso significa que, durante a preparação da calda, temos um produto de fácil mistura, com uma calda homogênea e com uma concentração uniforme do começo ao fim da aplicação”, explica o executivo da BASF.

Daniel Holzhausen, gerente de Marketing, Cultivo e Portfólio Soja da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF. Foto: BASF

Essa fórmula também diminui a chance de entupimento dos bicos do pulverizador, algo que tira o sono do agricultor. E, além disso, Blavity® é um produto de baixa dosagem, trazendo facilidade operacional tanto na hora da mistura quanto para a armazenagem do produto e descarte de embalagens.

Para fortalecer ainda mais a solução na proteção das plantas da soja, é recomendável que Blavity® seja usado em sinergia com outros produtos da BASF nas diferentes fases do desenvolvimento das plantas.

“O Blavity® faz parte de um amplo programa de manejo de doenças da soja desenvolvido pela BASF. Nossa recomendação é usar o fungicida Belyan® como primeira aplicação, logo no desenvolvimento do sexto nó (V6). O Belyan® é uma tríplice mistura composta por Fluxapiroxade, Piraclostrobina e o exclusivo e inovador Revysol® (Mefentrifluconazol), com ação seletiva e eficiente e com um grande espectro de controle para as principais doenças da soja”, diz Daniel Holzhausen.

Já próximo ao início do florescimento ou 15 dias após a primeira aplicação, é hora de entrar com o Blavity®, que trará grande robustez no controle da mancha-alvo e ferrugem-asiática. E, para o fechamento da lavoura, temos o lançamento em 2024, do fungicida Keyra®, que trará eficiência para o manejo das doenças de final de ciclo da soja.

Atualmente, a BASF investe mais de 900 milhões de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento para criar soluções eficientes e inovadoras para a agricultura. E boa parte desse investimento é destinado a pesquisas para soluções eficientes para agricultura.

“A BASF está atenta às necessidades do produtor para entregar as soluções que vão fazer a diferença na lavoura. A empresa tem construído, cada vez mais, uma relação de confiança e de legitimidade com os agricultores para alcançar resultados de alta produtividade safra após safra”, finaliza Holzhausen.

Para saber mais, clique aqui.

ATENÇÃO: este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Uso agrícola. Venda sob receituário agronômico. Consulte sempre um agrônomo. Informe-se e realize o manejo integrado de pragas. Descarte corretamente as embalagens e os restos dos produtos. Leia atentamente e siga as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita. Utilize os equipamentos de proteção individual.



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Rio Negro pode passar por pior seca da história ainda esta semana



O Rio Negro registra a marca de 13,19 metros nesta segunda-feira (30), ultrapassando a seca de 2010 quando o rio que banha a capital amazonense chegou a 13,63 metros.

Comparado com o ano passado, quando o Rio Negro chegou à cota de 12,70 metros, o rio está a 49 centímetros para alcançar o recorde em 120 anos.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, a previsão é que em 2024 a seca do Negro supere a de 2023.

O rio tem descido em média 19 centímetros por dia. Desta forma, a previsão é que em cerca de quatro dias Manaus alcançará a pior seca de todos os tempos.

O Rio Negro é o maior rio em extensão na Bacia Amazônica, sendo um dos maiores rios do mundo em volume de água.

A estiagem no Amazonas afeta mais de meio milhão de pessoas, com cerca de 140.300 famílias prejudicadas de alguma forma pela descida das águas. Todos os municípios do estado estão em situação de emergência.



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AgroNewsPolítica & Agro

Índia retoma exportações de arroz branco não-basmati


A medida é vista como um alívio para o mercado global





Foto: Divulgação

A Índia autorizou no último sábado, 28 de setembro, a retomada das exportações de arroz branco não-basmati, à medida que seus estoques cresceram e os agricultores se preparam para colher uma nova safra nas próximas semanas. Segundo dados divulgados pelo Infoarroz, essa decisão pode fortalecer o abastecimento global e reduzir os preços internacionais do grão.

A medida, vista como um alívio para o mercado global, deve pressionar outros grandes exportadores, como Paquistão, Tailândia e Vietnã, a ajustarem seus preços para competir, afirmam comerciantes. Nova Délhi estabeleceu um preço mínimo de US$ 490 por tonelada para as exportações de arroz branco não-basmati, conforme uma ordem do governo. Isso ocorreu um dia após a redução da taxa de exportação desse tipo de arroz para zero.

A decisão segue uma série de flexibilizações nas restrições de exportação de variedades premium, como o arroz basmati aromático e o arroz parboilizado. Na sexta-feira, o governo indiano também reduziu o imposto sobre o arroz parboilizado de 20% para 10%.

Ainda este mês, o governo eliminou o preço mínimo de exportação do arroz basmati, respondendo a pedidos de milhares de agricultores que buscavam acesso a mercados internacionais lucrativos, como Europa, Oriente Médio e Estados Unidos.





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Incêndio florestal atinge área próxima de aeroporto regional


O corpo de Bombeiros da Base Florestal Oeste, foi acionado na manhã desta segunda-feira (30) para combater um incêndio florestal na Serra da Bandeira, numa área próxima ao Aeroporto Regional de Barreiras, no Oeste da Bahia.

Nas imagens é possível observar o tamanho da fumaça que impressiona e dá uma dimensão do incêndio, além de provocar transtornos aos moradores.

Residente do bairro São Pedro, Phillipe Juan, teme a invasão de cinzas e fuligem em casa, situação comum na região quando ocorrem queimadas próximas a áreas urbanas: “aqui vai encher de cinza já estou até vendo”, disse.

O Corpo de Bombeiros da Base Florestal Oeste, informou que 4 viaturas e 12 bombeiros militares foram deslocados para o combate inicial das chamas.

De acordo com a página do Instagram, Barreiras Desenvolvimento, o sítio aeroportuário possuía Seção Contra Incêndio com estrutura fixa do Corpo de Bombeiros para proteção das aeronaves, equipamentos e salvamento.

No entanto, a infraestrutura foi desmobilizada pelo Governo do Estado em 2018, enviando o caminhão de combate para outro aeroporto.

Mesmo isolado, o local só possui extintores e caixas d’água para combate a chamas, e os investimentos são de responsabilidade do Estado.

Serra da Bandeira e aeroporto regional de Barreiras, Oeste da BahiaSerra da Bandeira e aeroporto regional de Barreiras, Oeste da Bahia
Foto: Reprodução/Google Earth

Fogo recorrente

Durante gravações do especial ‘Cerrado Sem Fogo’, a equipe de reportagem do Canal Rural Bahia registrou no dia 16 de setembro, focos de incêndio em outra área da Serra da Bandeira.

Na ocasião, o fogo consumiu toda vegetação de Cerrado numa região próxima a residências.

Até o dia 29 de setembro, a Bahia registrou 2.623 focos de incêndios florestais, segundo o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.


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Incêndio florestal atinge área próxima de aeroporto regional


O corpo de Bombeiros da Base Florestal Oeste, foi acionado na manhã desta segunda-feira (30) para combater um incêndio florestal na Serra da Bandeira, numa área próxima ao Aeroporto Regional de Barreiras, no Oeste da Bahia.

Nas imagens é possível observar o tamanho da fumaça que impressiona e dá uma dimensão do incêndio, além de provocar transtornos aos moradores.

Residente do bairro São Pedro, Phillipe Juan, teme a invasão de cinzas e fuligem em casa, situação comum na região quando ocorrem queimadas próximas a áreas urbanas: “aqui vai encher de cinza já estou até vendo”, disse.

O Corpo de Bombeiros da Base Florestal Oeste, informou que 4 viaturas e 12 bombeiros militares foram deslocados para o combate inicial das chamas.

De acordo com a página do Instagram, Barreiras Desenvolvimento, o sítio aeroportuário possuía Seção Contra Incêndio com estrutura fixa do Corpo de Bombeiros para proteção das aeronaves, equipamentos e salvamento.

No entanto, a infraestrutura foi desmobilizada pelo Governo do Estado em 2018, enviando o caminhão de combate para outro aeroporto.

Mesmo isolado, o local só possui extintores e caixas d’água para combate a chamas, e os investimentos são de responsabilidade do Estado.

Serra da Bandeira e aeroporto regional de Barreiras, Oeste da BahiaSerra da Bandeira e aeroporto regional de Barreiras, Oeste da Bahia
Foto: Reprodução/Google Earth

Fogo recorrente

Durante gravações do especial ‘Cerrado Sem Fogo’, a equipe de reportagem do Canal Rural Bahia registrou no dia 16 de setembro, focos de incêndio em outra área da Serra da Bandeira.

Na ocasião, o fogo consumiu toda vegetação de Cerrado numa região próxima a residências.

Até o dia 29 de setembro, a Bahia registrou 2.623 focos de incêndios florestais, segundo o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.


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tendências e projeções para a semana


De acordo com a análise da plataforma Grão Direto, o clima adverso no Brasil teve um papel fundamental no suporte às cotações da soja nesta semana. As chuvas, esperadas em bons volumes, devem chegar apenas na segunda quinzena de outubro, o que pode afetar a produção e o fornecimento do grão.

Outro fator que chamou a atenção do mercado foi a possibilidade de uma greve dos trabalhadores nos portos dos Estados Unidos. Se essa greve se confirmar, poderá impactar significativamente o transporte de mercadorias, adicionando incerteza ao setor.

As oscilações nos preços do petróleo também influenciaram o mercado de óleo da soja, enquanto as incertezas em relação ao escoamento do farelo marcaram a semana. Esses fatores resultaram em um fechamento positivo para a soja em Chicago, com o contrato para novembro de 2024 encerrando a US$10,66 o bushel, um aumento de 5,23%. No mercado físico brasileiro, o dólar atuou como contrapeso, encerrando com uma baixa de 1,63%, a R$5,43. O contrato com vencimento em março de 2025 também teve alta, fechando a US$10,96 o bushel, representando uma valorização de 4,88%.

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Projeções para os próximos dias

plantio soja - Mapaplantio soja - Mapa
Foto: Mapa/divulgação

Para os próximos dias, as expectativas são de um aquecimento nas exportações norte-americanas. O Relatório de Vendas de Exportação revelou que, na semana encerrada em 19 de setembro, as vendas líquidas do grão totalizaram 1,60 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 6% em relação à semana anterior, com a China sendo o principal destino, responsável por 869.700 toneladas.

A demanda deve aumentar nos próximos meses, à medida que vários países buscam suprir suas necessidades até o final do ano. Contudo, o atraso no plantio pode acarretar um possível atraso nas entregas nos portos, impactando os prêmios.

A temporada de furacões nos EUA continua em andamento, e o furacão Helene atingiu a Flórida na quinta-feira (26), sendo um dos mais fortes do ano. Esta região é crucial para a produção de petróleo e para o escoamento de commodities. Além disso, a situação dos trabalhadores nos portos ainda não foi resolvida, o que pode complicar o fluxo de mercadorias, considerando que esses portos movimentam mais da metade do comércio marítimo do país.

No Brasil, o cenário de importações é significativo. O país deve registrar a maior importação de soja em mais de 20 anos, impulsionada pela escassez de produto no mercado interno, em função da alta demanda de exportação, mesmo com uma safra menor. Até agora, o Brasil importou cerca de 800 mil toneladas, um aumento de 700% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Na análise técnica, o contrato de novembro da soja em Chicago teve uma semana positiva, fechando próximo de US$10,65/bushel e superando a resistência importante de US$10,30/bushel. Caso a tendência de alta continue, os níveis de US$10,80, US$11,00 e US$11,30 poderão apresentar dificuldades para um rompimento.

Se a pressão vendedora se intensificar, os alvos de baixa podem ser US$10,30, US$10,15 e US$9,95. A CFTC reportou uma redução na pressão vendedora, com as posições líquidas de especuladores caindo de -134,6K contratos para -93,4K, indicando uma realização de lucros. Isso sugere que a próxima semana pode ser marcada pela continuidade das valorizações em Chicago, o que poderá impulsionar os preços no Brasil.



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Veja o que esperar do mercado do milho para esta semana


A semeadura da safra 2024/25 de milho seguiu avançando durante a semana passada. Agora, atinge 16,2% da área destinada à cultura no país, conforme balanço da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em mesmo período do ano passado, 18,3% estava plantado.

Já a colheita do cereal norte-americano prossegue com evolução satisfatória. De acordo com o USDA, 14% da área total já foi trabalhada pelas máquinas, contra 11% da média dos últimos cinco anos. O órgão aponta que as produtividades estão satisfatórias.

Em Chicago, as cotações finalizaram a sexta-feira passada (27) cotadas a U$ 4,17 o bushel (+3,99%), para o contrato com vencimento em dezembro deste ano. Já na B3, o milho subiu 0,80%, valendo R$ 68,39. No mercado físico, o movimento foi misto, com algumas regiões positivas e outras negativas.

Veja análise da plataforma Grão Direto sobre os próximos pontos a serem levados em consideração para esta semana.

O que esperar do mercado?

  • Safrinha 2025: em mesmo período do ano passado, regiões como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná já haviam iniciado o plantio da soja. Até o momento, apenas os estados do Sul encontram condições favoráveis para o começo da semeadura. Considerando que a grande maioria dos produtores da oleaginosa plantam a segunda safra de milho, pode-se afirmar que há um risco de diminuição de área do cereal. A extensão dessa redução dependerá do ritmo de plantio da soja, que deve acelerar a partir da segunda quinzena de outubro. Nesse cenário, é possível que haja, ao menos, um suporte nos preços do milho.
  • Exportações de milho: de janeiro a agosto de 2023, houve uma queda significativa de cerca de 40% nas exportações de milho, mas o cenário muda quando a média dos últimos cinco anos é analisada. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil teve uma média de exportação de 17,70 milhões de toneladas (janeiro a agosto) no período de cinco anos, contra 17,95 milhões deste ano. “Embora esse número possa mudar até dezembro, não indica um ritmo de exportação preocupante. Os fatores que impulsionaram o ‘Ano Dourado’ nos embarques de milho brasileiro não estão se repetindo, especialmente devido à queda de 60% nas compras da China em relação ao ano passado”, diz o balanço semanal da Grão Direto.

Análise sobre os preços do milho

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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

Para a Grão Direto, as cotações do milho brasileiro devem continuar seguindo a sua tendência de valorização, principalmente pela ameaça do plantio de uma menor área, podendo haver teste da região dos R$ 70,00 do milho campinas cotado na B3 (considerando o contrato novembro – CCMX24).

“Em Chicago, tivemos uma semana positiva, superando a faixa dos US$ 4.00 (considerando o contrato dezembro). Tal região é um ponto técnico importante para entendermos o comportamento do preço que, se mantendo acima deste patamar, podemos considerar um teste dos US$ 4,27 e, caso ocorra rompimento da região, um teste nos US$ 4,40”, afirma o boletim da plataforma.

Portanto, ao se considerar uma possível baixa do milho cotado em Chicago devido à colheita americana – que pode pressionar os preços – tem-se o patamar dos US$ 4,08 como um primeiro alvo de baixa, seguido dos US$ 4,00 e, caso ocorra a perda dos 4 dólares/bushel, a região dos US$ 3,90 poderá ser um suporte importante para o preço.

Por fim, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) reportou uma leve redução na pressão vendedora com base nas posições líquidas de especuladores, saindo de -66,3K de contratos na semana anterior para -64,2K, uma redução de 2,1 mil contratos.



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Novo marco regulatório para Fiagro é lançado pela CVM



A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou nesta segunda-feira (30) a Resolução CVM 214, que regulamenta definitivamente os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro). Após cerca de três anos de regulamentação experimental com a Resolução CVM 39, a nova norma traz regras específicas para os Fiagro, estabelecendo padrões de conduta, transparência e governança.

O objetivo é facilitar o acesso do setor agropecuário aos recursos da poupança pública brasileira por meio desses fundos de investimento.

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O presidente da CVM, João Pedro Nascimento, destacou a importância da iniciativa: “Os Fiagros vêm crescendo e se consolidando como uma importante ferramenta para o agronegócio captar recursos no Mercado de Capitais. A nova resolução reforça o compromisso da CVM em tornar o mercado cada vez mais propício para ofertantes e investidores do agronegócio, reconhecendo a relevância desse segmento para o nosso país”.

Período de adaptação

A Resolução CVM 214 entra em vigor em 3 de março de 2025. Os Fiagro que já estão em funcionamento devem se adaptar à nova regulamentação até 30 de junho de 2025. Essa medida visa facilitar o processo de transição para os agentes de mercado, coincidindo com a conclusão da adaptação dos demais fundos de investimento à Resolução CVM 175.

Flexibilidade e dinamismo na política de investimentos

Com a nova norma, os Fiagro poderão atuar como uma espécie de fundo multimercado do agronegócio, investindo em diferentes fatores de risco. Bruno Gomes, Superintendente de Securitização e Agronegócio da CVM, explicou: “A nova norma permite ampliar a capacidade de investimentos desses veículos, sendo possível a aquisição, no mesmo fundo, de todos os ativos listados na Lei 8.668“.

Isso inclui operações com Cédulas de Produto Rural (CPR), exploração de imóveis rurais e aquisição de participações em sociedades da cadeia produtiva do agronegócio.

Foco no mercado de carbono

A nova regulamentação permite que os Fiagro participem do mercado de carbono, apesar dos riscos extramercado envolvidos. Requisitos adicionais de governança foram impostos para proteger os cotistas, garantindo o controle da existência e integridade dos créditos de carbono no agronegócio. Além disso, os Fiagro poderão adquirir Créditos de Descarbonização (CBIO), um produto negociado no mercado de balcão organizado.

Crescimento acelerado dos Fiagro

Desde a edição da norma temporária, em julho de 2021, os Fiagro cresceram rapidamente, alcançando um patrimônio líquido de R$ 37 bilhões distribuído entre 115 fundos, conforme dados do Boletim CVM do Agronegócio de junho de 2024. Esse crescimento reforça a importância desses fundos como uma ferramenta para o financiamento do setor agropecuário brasileiro.

Lugar do agronegócio é no Mercado de Capitais

A CVM reforça seu foco em aumentar a participação do agronegócio no mercado de capitais. A Autarquia lançou o Boletim CVM do Agronegócio e firmou acordos de cooperação com entidades como o Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e o Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), visando fortalecer os mecanismos de acesso dos empreendedores do setor ao mercado de capitais.



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