sábado, agosto 1, 2026

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Alta no trigo exige cautela dos moinhos


Entre os principais fatores de alta, destacam-se problemas climáticos




Aqueles que conseguiram coberturas a valores mais baixos, como US$ 560 e US$ 525, garantem melhores margens
Aqueles que conseguiram coberturas a valores mais baixos, como US$ 560 e US$ 525, garantem melhores margens – Foto: Canva

De acordo com informações da TF Agroeconômica, os moinhos devem se preparar para um potencial de alta nos preços do trigo nos próximos meses. A recomendação é que ordens de compra sejam colocadas ao redor de US$ 580, com uma projeção de saída em torno de US$ 640, o que permitiria uma cobertura de até R$ 120 por tonelada nos custos das matérias-primas. 

Aqueles que conseguiram coberturas a valores mais baixos, como US$ 560 e US$ 525, garantem melhores margens, de R$ 160 e R$ 230 por tonelada, respectivamente. Para cooperativas e cerealistas, as oportunidades de ganho podem variar de R$ 7,20 a R$ 13,80 por saca, dependendo do momento de entrada no mercado futuro.

Entre os principais fatores de alta, destacam-se problemas climáticos na Rússia e na Europa, como a falta de umidade nas áreas produtoras e uma queda na oferta de trigo mole na União Europeia, cuja produção foi revisada de 116,10 para 114,60 milhões de toneladas. No Brasil, a safra de trigo no Paraná deverá atingir apenas 2,58 milhões de toneladas, uma queda significativa de 29% em relação ao ciclo anterior, o que aumentará a demanda por importações, principalmente de países como Argentina, Paraguai e Uruguai.

Por outro lado, fatores de baixa incluem a desaceleração das exportações americanas, com vendas de apenas 159,9 mil toneladas, e a pressão das vendas dos agricultores após a recente recuperação dos preços. Além disso, o Mar Negro continua a exportar rapidamente, com a Ucrânia embarcando 5,80 milhões de toneladas de trigo até o momento, um aumento de 85,90% em relação ao mesmo período de 2023.
 





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Confira os preços da arroba do boi gordo neste início de semana


O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços mais altos no início da semana, e o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com um cenário ainda pautado por maior restrição de oferta.

Esse ambiente dificulta a evolução das escalas de abate mesmo com preços em forte elevação nos últimos dias.

Em relação à demanda, o ambiente ainda é favorável, com exportações caminhando para um recorde histórico na atual temporada.

“A demanda doméstica também conta com indícios de aquecimento, a começar pela taxa de ocupação, em níveis historicamente elevados”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi gordo

  • Mato Grosso do Sul: R$ 275

Mercado atacadista

carne bovina, carnes, abatecarne bovina, carnes, abate
Foto: Agência Brasil/arquivo

O mercado atacadista volta a apresentar firmeza em seus preços, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta durante a primeira quinzena do mês.

“Diante da dificuldade de aquisição de boiadas as indústrias não se deparam com estoques confortáveis. Da mesma maneira que a entrada dos salários na economia motiva a reposição ao longo da cadeia produtiva”, apontou Iglesias.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,15%, sendo negociado a R$ 5,4361 para venda e a R$ 5,4341 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4258 e a máxima de R$ 5,4582. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,52%.



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Conab recebe quase R$ 1 bi para compra de até 500 mil toneladas de arroz



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, em nota, que os R$ 998 milhões em crédito extra disponibilizados para a companhia por meio da Medida Provisória 1.260/2024 serão destinados para o lançamento dos contratos de opção de venda de arroz.

A cifra é destinada à formação de estoques públicos, segundo a MP publicada no Diário Oficial da União.

Segundo a Conab, a partir da MP, a companhia está autorizada a lançar os mecanismos de opção para compra de até 500 mil toneladas de arroz.

“A medida é mais uma ação dentro da retomada dos estoques públicos no país e visa incentivar a produção do grão, bem como apoiar os agricultores e as agricultoras”, disse a estatal.

Leilões de arroz

A Conab deve divulgar nos próximos dias os critérios que serão adotados nas operações, como preços e volumes a serem ofertados em leilões. A ideia do governo é diversificar e estimular a produção de arroz no país, em meio à elevada concentração das lavouras no Rio Grande do Sul.

Com os contratos de opção firmados com os produtores, na prática, o governo vai garantir ao produtor preço de compra do produto com margem de lucro. Se no momento da operação o preço de mercado for mais remunerador, o produtor tem a opção de não exercer o direito de vender ao governo (opção de venda) e negociar o produto no mercado.

Já no caso inverso (preços de mercado inferiores ao custo), o produtor exerce a opção de venda ao governo, que compra o cereal para os estoques públicos.

Os valores dos contratos de opção tendem a ser a um preço médio 10% acima do valor mínimo de garantia (estipulado pelo governo para cada cultura e que cobre os custos de produção) e mais custo de carregamento, o que alcançaria entre 12% e 15% sobre o mínimo



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Veja como ficaram os preços da soja no Brasil e em Chicago pós-relatório do USDA


O mercado brasileiro da soja enfrentou uma segunda-feira (30) de poucos negócios, com preços variando entre estáveis e mais baixos.

As cotações internas continuam firmes em relação à paridade de exportação, mas a combinação de uma queda na Bolsa de Chicago e um movimento lento do dólar impactou negativamente a atividade comercial.

Preços da soja no país

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 136 para R$ 135
  • Região das Missões (RS): caiu de R$ 135 para R$ 134
  • Porto de Rio Grande (RS): passou de R$ 143 para R$ 142
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 139 para R$ 138
  • Porto de Paranaguá (PR): se manteve em R$ 143
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 133 para R$ 132
  • Dourados (MS): queda de R$ 135 para R$ 133
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 132 para R$ 131

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa devido a um movimento de realização de lucros e previsões de clima mais úmido no Brasil, o que deve beneficiar o plantio.

O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) gerou uma rápida mudança de direção na parte da tarde, mas a tendência não se consolidou.

Os estoques trimestrais do grão nos EUA, em 1º de setembro, totalizaram 342 milhões de bushels, um aumento de 29% em comparação ao ano anterior, embora abaixo da expectativa de 350 milhões de bushels. A produção norte-americana em 2023 foi revisada para cima, agora estimada em 4,162 bilhões de bushels.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

As inspeções de exportação da soja dos EUA chegaram a 675.749 toneladas na semana encerrada em 26 de setembro, superando as 498.586 toneladas da semana anterior. Recentemente, exportadores privados relataram a venda de 116.000 toneladas para a China para a temporada 2024/25.

Na CBOT, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam a US$ 10,57 por bushel, uma queda de 8,75 centavos ou 0,82%.

A posição para janeiro teve uma cotação de US$ 10,75 1/4, com perda de 7,75 centavos ou 0,71%. Nos subprodutos, o farelo para dezembro fechou em US$ 341,60 por tonelada, com uma redução de US$ 2,50 ou 0,72%, enquanto o óleo registrou uma alta de 0,95 centavo, fechando a 43,31 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, negociado a R$ 5,4478 para venda e R$ 5,4459 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,4030 e a máxima de R$ 5,4728. No mês e no trimestre, o dólar teve quedas de 3,28% e 2,55%, respectivamente.



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método é capaz de detectar substância tóxica nos grãos


Cientistas da Embrapa e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um método inovador para detectar a presença de uma substância tóxica, a fumonisina, em grãos de milho sem a necessidade de moagem e de reagentes químicos. Isso reduz custos e torna o processo ambientalmente mais saudável.

A técnica utiliza imagens hiperespectrais de infravermelho próximo (NIR-HSI), integrando preceitos de química e agricultura de precisão, para identificar e quantificar essa micotoxina (substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos), considerada um dos maiores entraves à produção de milho no Brasil porque contamina os grãos ainda no campo e não é destruída por processamento térmico.

As fumonisinas são produzidas, principalmente, por fungos do gênero Fusarium e, por
apresentarem ampla distribuição, grande ocorrência e alta toxicidade, são consideradas as piores entre as micotoxinas produzidas por esses microrganismos.

Associado ao modelo matemático de análise multivariada de imagem, o NIR-HSI permite
identificar e quantificar as fumonisinas diretamente nos grãos de milho, que são invisíveis a olho nu, de forma rápida e sem destruição das amostras.

“A tecnologia NIR-HSI funciona com base no princípio da reflectância difusa, que depende das
propriedades químicas e estruturais do material. É uma abordagem não destrutiva para obter
espectros distribuídos espacialmente, o que permite visualizar e localizar pixel a pixel as
alterações químicas em qualquer sistema complexo”, explica a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo (MG) Maria Lúcia Simeone.

Inovação na detecção de micotoxinas

De acordo com a Embrapa, o método utilizado atualmente para quantificar fumonisinas é caro, complexo, demorado e requer a moagem da amostra e um alto nível de conhecimento técnico. Soma-se a essas desvantagens o fato de que os reagentes químicos utilizados para realizar a análise são tóxicos, o que resulta em prejuízos para a saúde do analista e o ambiente.

Segundo Simeone, o novo método é muito mais rápido, não utiliza produtos químicos, não destrói a amostra e possui custo inferior. “Funciona por meio de um algoritmo construído a partir de informações espectrais e espaciais, obtidas em um equipamento de NIR-HSI, utilizando diferentes amostras de milho, uma vez que os dados dependem da interação entre a radiação eletromagnética e átomos ou moléculas da amostra analisada”, completa.

A pesquisadora destaca ainda que os resultados obtidos com a técnica NIR-HSI foram
surpreendentes, especialmente porque possibilitaram identificar lotes contaminados e prevenir
infecção cruzada durante o armazenamento do milho. “Essa metodologia tem o potencial de
transformar a forma como quantificamos e controlamos a fumonisina, garantindo a qualidade e a segurança dos alimentos”, acrescenta.

A nova técnica traz diversos benefícios para toda a cadeia produtiva do milho:
  • Maior rapidez: a quantificação do teor de fumonisina é realizada de forma rápida, em apenas 30 segundos, permitindo que um número maior de amostras possa ser analisado em menor tempo com resposta mais ágil em caso de contaminação.
  • Redução de custos: a técnica é mais econômica que os métodos tradicionais, pois dispensa a moagem e o uso de reagentes químicos.
  • Não destrutiva: a análise não danifica a amostra, permitindo realizar a análise diretamente nos grãos e seu uso posterior.

Futuro mais seguro para o consumo de milho

A pesquisa, publicada na revista Brazilian Journal of Biology, representa um avanço significativo na área de segurança alimentar. “Ao permitir a detecção rápida e direta do teor de fumonisinas em grãos de milho, essa nova metodologia contribui para garantir a qualidade e a segurança dos alimentos, protegendo a saúde de consumidores e animais”, observa Renata Pereira da Conceição, pós-graduanda da UFMG.

Para Valéria Aparecida Vieira Queiroz, pesquisadora da Embrapa, “com essa tecnologia, é possível desenvolver estratégias mais eficientes para o controle de fumonisinas no milho, reduzindo as perdas na produção, possibilitando a segregação de lotes de amostras e garantindo um alimento mais seguro para a população”.

EspectometroEspectometro
Foto: Edna Santos/Embrapa

O pesquisador da Embrapa Algodão (PB) Everaldo Medeiros afirma que a técnica gera uma
espécie de “imagem química do objeto”, combinando técnicas quimiométricas de tratamento de dados. Isso possibilita explorar aplicações inovadoras para a agricultura, a partir de conceitos de química verde e de agricultura de precisão, que colocam a Embrapa e parceiros na fronteira da inovação de aplicações com imagens NIR-HSI.

“Nossa participação no trabalho foi estudar as melhores configurações de imagens nas medidas de fumonisinas diretamente nas sementes de milho. Os resultados permitiram detectar e quantificar as micotoxinas de forma automática com maior sensibilidade e rapidez do que as técnicas atualmente utilizadas”, conclui Medeiros.


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Brasil tem segunda-feira de poucos negócios e preços de estáveis a mais baixos



O mercado brasileiro da soja enfrentou uma segunda-feira de poucos negócios, com preços variando entre estáveis e mais baixos. As cotações internas continuam firmes em relação à paridade de exportação, mas a combinação de uma queda na Bolsa de Chicago e um movimento lento do dólar impactou negativamente a atividade comercial.

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Preços da saca no país

  • Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos recuou de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Na região das Missões (RS), o valor caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), a saca passou de R$ 143,00 para R$ 142,00
  • Em Cascavel (PR), a cotação recuou de R$ 139,00 para R$ 138,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço se manteve em R$ 143,00
  • Em Rondonópolis (MT), o preço da saca caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Dourados (MS) também registrou uma queda, passando de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Em Rio Verde (GO), a saca recuou de R$ 132,00 para R$ 131,00

Contratos futuros

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa devido a um movimento de realização de lucros e previsões de clima mais úmido no Brasil, o que deve beneficiar o plantio. Um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) gerou uma rápida mudança de direção na parte da tarde, mas a tendência não se consolidou.

Os estoques trimestrais do grão nos EUA, em 1º de setembro, totalizaram 342 milhões de bushels, um aumento de 29% em comparação ao ano anterior, embora abaixo da expectativa de 350 milhões de bushels. A produção norte-americana em 2023 foi revisada para cima, agora estimada em 4,162 bilhões de bushels.

Exportações e preços dos contratos

As inspeções de exportação da soja dos EUA chegaram a 675.749 toneladas na semana encerrada em 26 de setembro, superando as 498.586 toneladas da semana anterior. Recentemente, exportadores privados relataram a venda de 116.000 toneladas para a China para a temporada 2024/25.

Na CBOT, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam a US$ 10,57 por bushel, uma queda de 8,75 centavos ou 0,82%. A posição para janeiro teve uma cotação de US$ 10,75 1/4, com perda de 7,75 centavos ou 0,71%. Nos subprodutos, o farelo para dezembro fechou em US$ 341,60 por tonelada, com uma redução de US$ 2,50 ou 0,72%, enquanto o óleo registrou uma alta de 0,95 centavo, fechando a 43,31 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, negociado a R$ 5,4478 para venda e R$ 5,4459 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,4030 e a máxima de R$ 5,4728. No mês e no trimestre, o dólar teve quedas de 3,28% e 2,55%, respectivamente.



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AgroNewsPolítica & Agro

Outubro terá bandeira tarifária mais cara do sistema nas contas de luz


A bandeira tarifária para o mês de outubro será vermelha patamar 2, com cobrança extra de R$ 7,877 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia elétrica consumidos. Esta é a primeira vez, desde agosto de 2021, que a bandeira mais cara do sistema criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é acionada.

Segundo a Aneel, um dos fatores que determinaram o acionamento da bandeira vermelha patamar 2 foi o risco hidrológico, ou seja, a baixa previsão de chuva para os reservatórios das hidrelétricas. Também teve influência a elevação do preço do mercado de energia elétrica em outubro.

Uma sequência de bandeiras verdes foi iniciada em abril de 2022 e interrompida apenas em julho de 2024 com bandeira amarela, seguida da bandeira verde em agosto, e da vermelha, patamar 1, em setembro. No mês passado, a Aneel chegou a anunciar a bandeira vermelha patamar 2 para setembro, mas corrigiu a informação dias depois. 

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.

As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem custo maior, e a verde, sem custo extra.

Segundo a Aneel, as bandeiras permitem ao consumidor um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. “Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta”, avalia a agência.





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Próximos prefeitos do RS terão de lidar com prejuízos bilionários da agropecuária


O Rio Grande do Sul é o terceiro maior estado do Brasil em número de municípios, com 497. Desses, as enchentes de maio afetaram 478. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o prejuízo no estado foi superior a R$ 13 bilhões.

O maior impacto está no setor habitacional, com perdas de quase 114 mil casas. Já na agropecuária, a baixa estimada é de quase R$ 6 bilhões. Esses números mostram os desafios dos prefeitos que serão escolhidos pela população a partir de 6 de outubro. Para mostrar esse cenário, a série Eleições 2024 do Canal Rural traz um retrato das adversidades enfrentadas por agropecuaristas do país.

Produção leiteira em risco

Produtores em Arroio do Meio, no Vale do Taquari, Arceli e Dorival Junkeen já sofreram três enchentes de setembro para cá. No período, venderam 30 vacas para diminuir o custo. Assim, a produção de leite caiu pela metade.

“Já vendemos para o açougue, não para leite. A previsão é de que a gente ainda vai ter que se desfazer de mais vacas por causa do pasto, porque não temos pasto suficiente. Já plantamos milho, ele já está nascido, está alto […]. Mas até que [possamos] fazer silagem, ainda vai demorar três meses, o que é bastante”, relata Arceli.

Um dos maiores problemas do setor leiteiro do Rio Grande do Sul, o quarto segmento de maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado é, justamente, a falta de alimento para as criações.

Na propriedade dos Junkeen, a silagem foi toda perdida: uma parte ficou na lavoura e não há como plantar em mais da metade da área. “Eu não tenho muita esperança que vai melhorar de um ano para o outro, de repente só daqui a mais doi anos para a gente recuperar [e chegar no ponto] onde nós estávamos […]. Tem muito custo para manter as vacas hoje e para plantar”, diz Dorival.

Desafios aos próximos prefeitos

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Foto: Agência Brasil

Um dos maiores desafios para as próximas gestões municipais está no Vale do Taquari. A região é formada por 36 municípios, todos eles afetados pelas enchentes e que têm como base de suas arrecadações a agropecuária.

Em Estrela, por exemplo, esse volume corresponde a 40%. Em Roca Sales, a 45% e em Arroio do Meio, a 14%, mas, quando somado à indústria, alcança 79%.

De norte a sul do estado, as lavouras de grãos, proteínas, tabaco, silvicultura, olivas, nozes e frutas somaram mais de R$ 98 bilhões no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 47,5% dos prefeitos concorrem à reeleição, o que pode ser explicado por dois motivos: por já estarem no segundo mandato ou pelo desânimo de seguir no cargo.

Para o presidente do Sindicato Rural de Roca Sales, Gilmar Bernstein, as perdas da agropecuária do estado devem fazer a arrecadação dos municípios despencarem.

Os desafios dos próximos quatro anos passam pela recomposição de estradas e pela logística, visto que muitas regiões do Rio Grande do Sul ainda estão com pontes provisórias feitas pelo exército ou pela comunidade, mas que não suportam cargas pesadas.

A reconstrução de estruturas de produção e dos solos também podem ser determinantes para manter ou não os produtores na atividade, especialmente em regiões afetadas diretamente pela enchente.



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Semana será marcada por tempestades, mas com calorão


Esta semana que se inicia será marcada por tempestades em áreas das Regiões Sul e Norte do país, de acordo com boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Na figura abaixo, é possível notar que os volumes podem ultrapassar os 60 mm (representados em tons de laranja e vermelho). Acompanhe a previsão entre esta segunda e a próxima (7).

Previsão de tempestades

mapa de chuva - tempestadesmapa de chuva - tempestades
Precipitação acumulada (em mm) em 174 horas. Validade: 00:00 de 30/09 – Fim: 06:00 de 07/10

Sul

A semana começa com tempestades no Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina, em decorrência da passagem de um sistema frontal, com volumes de chuva que podem ultrapassar os 70 mm.

O sistema avança para os outros estados da Região a partir do dia 3 de outubro, com previsão de pancadas de chuvas isoladas. No entanto, a partir do dia 4, será de tempo bom no Rio Grande do Sul, trazendo condições mais estáveis.

Sudeste

Há previsão de chuva em áreas isoladas de São Paulo, leste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e Espírito Santo, entre os dias 3 e 4 de outubro, devido ao avanço de um sistema frontal que se desloca em direção ao oceano. Nas demais áreas, o tempo permanecerá quente e seco.

Centro-Oeste

A previsão é de tempo quente e seco, exceto no noroeste de Mato Grosso e sul de Mato Grosso do Sul, áreas onde não se descartam pancadas de chuva isoladas.

Norte

Áreas de instabilidade associadas ao calor e alta umidade provocarão pancadas de chuva no decorrer da semana, com valores acima de 60 mm no noroeste do Amazonas, Roraima e Pará. Pancadas de chuva isoladas não estão descartas nas demais áreas da Região, com exceção do centro e sul do Tocantins, onde a chance de chuva é pequena.

Nordeste

A previsão é de tempo quente e seco na Região. No entanto, no início da semana, espera-se um aumento na nebulosidade que pode gerar instabilidades, resultando em pancadas de chuva isoladas, especialmente em áreas do nordeste e leste da região.

Há ainda, previsão de ventos costeiros e ventanias no interior do Nordeste, principalmente no início da semana.

Previsão de temperatura

mapa temperaturamapa temperatura
Temperatura máxima do ar – Validade: 00:00 de 30/09 a 18:00 de 06/10

Para os próximos dias, o Inmet prevê temperaturas elevadas em áreas do Centro-Oeste e Norte do país, com máximas podendo superar os 40°C.

Além da elevação dos termômetros devido a uma onda de calor, os baixos índices de umidade relativa do ar também se destacam na porção central do país

No dia 6 de outubro (conforme a imagem acima), as temperaturas máximas podem ultrapassar 40°C na porção central do país, com máximas que podem superar os 35°C em áreas do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia.

Já na faixa leste, desde a Paraíba até as áreas da Região Sul, as máximas serão mais amenas. Assim, não devem ultrapassar os 33°C.

As temperaturas mínimas podem superar 24°C em áreas das Regiões Norte e Centro-Oeste, enquanto nas áreas serranas entre Bahia e o norte de Minas Gerais, as mínimas podem ficar abaixo dos 18°C.

Na Região Sul, no sudeste de São Paulo e áreas serranas do Rio de Janeiro, está previsto até o final da semana um declínio da temperatura associado à alta pressão pós-frontal. Nas demais áreas, as temperaturas poderão ultrapassar os 23°C.



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Soja: tempo segue seco, mas chuvas devem aliviar o calor em parte do Brasil; confira quando


Atualmente, o solo permanece seco em grande parte do Brasil central, na região Nordeste e em algumas áreas do Sudeste. A previsão de chuva para os próximos dias nas áreas produtoras da soja indicam que a umidade deve retornar, especialmente na região Norte.

A distribuição das chuvas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso será irregular, com precipitações concentradas nas áreas próximas à fronteira com a Bolívia e o Paraguai. Já na região Sul, a expectativa de chuvas está ligada à frente fria que avança entre quarta e quinta-feira, podendo provocar temporais em algumas localidades.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Previsão para outubro

Foto: Canal Rural

O cenário para outubro se mostra otimista entre os dias 6 e 10, com a chuva retornando ao Centro-Oeste e Minas Gerais. Os volumes esperados variam entre 5 e 10 mm, o que ajudará a aliviar as altas temperaturas, especialmente no Triângulo Mineiro e interior do Centro-Oeste, onde os termômetros podem atingir 40°C.

Diante dessas condições climáticas, não é recomendável iniciar a semeadura da safra 2024/2025 na primeira quinzena de outubro. No entanto, a segunda quinzena traz boas perspectivas, com chuvas intensificando-se em Mato Grosso, Rondônia, Goiás e interior de São Paulo e Minas Gerais, com volumes que podem ultrapassar 40 mm. Essa reposição hídrica é essencial para que os produtores comecem os trabalhos no campo com segurança.



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