sábado, agosto 1, 2026

Agro

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Faturamento do setor de máquinas agrícolas cresce 8,4% em agosto



A receita líquida total do segmento de máquinas agrícolas registrou em agosto um crescimento de 8,4% na comparação com julho, considerando os ajustes sazonais, informou a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) nesta terça-feira (1).

Contudo, na comparação com agosto do ano passado, o faturamento vindo das vendas de máquinas agrícolas caiu 15,8%.

A comercialização de colheitadeiras no mercado interno em agosto cresceu 4,5% em relação a julho. Já as exportações caíram 36,7% na mesma base de comparação.

As vendas internas de colheitadeiras caíram 21,5% em relação a julho, mas as exportações cresceram 2,4%.

Venda de máquinas em geral

Em relação à venda de máquinas e equipamentos em geral, a receita líquida total em agosto cresceu 12,4% em relação a julho, com ajuste sazonal.

Já na comparação de agosto com idêntico mês no ano passado, o faturamento líquido total da indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou uma queda de 6,5%.

O crescimento em agosto comparativamente a julho, de acordo com a Abimaq, deveu-se à melhora do mercado doméstico, uma vez que as vendas no mercado externo recuaram, devolvendo parte do salto observado em julho, quando os embarques tinham crescido 45%.



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Brasil avança em acordos sanitários com o Peru e se destaca na Expoalimentaria 2024



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma missão oficial ao Peru na última semana, conquistando avanços para o agronegócio brasileiro e fortalecendo as relações comerciais e sanitárias entre os dois países. Durante três dias de reuniões, a delegação brasileira contribuiu para fomentar o comércio bilateral, que recentemente alcançou a marca de US$ 5 bilhões.

Um dos principais resultados foi a atualização dos requisitos sanitários para a exportação de sêmen e embriões bovinos brasileiros ao mercado peruano, atendendo a uma antiga demanda do setor. A publicação da Resolución Directoral D000029-2024-MIDAGRI-SENASA-DSA harmoniza as exigências com os padrões da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e da Sociedade Internacional de Transferência de Embriões. O presidente da ABCZ, Gabriel Garcia Cid, comemorou a notícia: “Essa abertura, além de viabilizar maior intercâmbio comercial, reflete a confiança no trabalho do Mapa e nos criadores brasileiros“.

Outro avanço significativo foi o debate sobre a habilitação de novos estabelecimentos de carne suína e o reconhecimento de zonas livres de doenças como Influenza Aviária e Doença de Newcastle, essenciais para a expansão das exportações brasileiras de produtos de origem animal para o Peru.

Brasil se destaca na Expoalimentaria 2024

A missão ao Peru também incluiu a participação do Brasil na Expoalimentaria 2024, uma das maiores feiras agroalimentares da América Latina. Com mais de 100 empresas presentes, o Pavilhão Brasil foi premiado como o Melhor Pavilhão Internacional, tornando-se tricampeão do evento.

O secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Julio Ramos, destacou a importância da presença brasileira na feira: “A participação do Brasil na Expoalimentaria reflete nosso compromisso com a expansão das exportações e com o fortalecimento das relações comerciais com o Peru“.

O evento foi uma oportunidade para ampliar a visibilidade dos produtos brasileiros, incluindo carnes, frutas, mel, café, chocolates e itens da sociobiodiversidade. O volume total negociado pelos brasileiros durante os três dias do evento chegou a US$ 695 milhões.

Além das negociações, os empresários brasileiros participaram de rodadas de negócios, visitas técnicas e palestras, buscando novas tecnologias e oportunidades de investimento, fortalecendo a imagem do Brasil como um importante player no mercado de alimentos e bebidas da América Latina.



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Brasil apresenta práticas sustentáveis na 29ª COAG/FAO em Roma



Começou nesta segunda-feira (30) a 29ª Sessão do Comitê de Agricultura (COAG) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. Até o dia 4 de outubro, autoridades e lideranças agrícolas de todo o mundo estarão reunidas para discutir práticas e promover sistemas agroalimentares mais sustentáveis.

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O Brasil, um dos principais players globais na produção de alimentos, terá um papel de destaque ao apresentar as tecnologias e práticas sustentáveis utilizadas na agropecuária nacional. O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Pedro Neto, ressaltou, na abertura do evento, o compromisso do país com a segurança alimentar mundial.

Estamos trabalhando na recuperação de áreas degradadas, ampliando os espaços de produção e restaurando a cobertura florestal. Queremos colaborar com outras nações, promovendo um modelo de produção sustentável”, afirmou Neto.

Na quarta-feira (2), o secretário participará de um painel de discussão sobre políticas agrícolas para promover sistemas agroalimentares sustentáveis. Nesse evento, co-organizado pelo Brasil, FAO, Reino Unido e Banco Mundial, ele apresentará as inovações e práticas sustentáveis do Brasil na agricultura, destacando como o país tem trabalhado para proteger a biodiversidade e fortalecer a segurança alimentar.

Além do secretário Pedro Neto, a delegação brasileira conta com a participação da adida agrícola em Roma/FAO, Fernanda Magalhães, do diretor de Negociações Não-Tarifárias e Sustentabilidade da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, e do coordenador-geral de Produção Animal, Bruno Leite.



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Chocolate brasileiro cresce nos países árabes, mas ainda longe do potencial



As exportações de chocolate brasileiro para a Liga Árabe aumentaram 4,39% entre janeiro e agosto deste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 16,06 milhões, de acordo com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

Embora o volume exportado tenha recuado 4,54%, para 4,43 mil toneladas, o valor médio por tonelada subiu 9,35%, atingindo US$ 3.623,84. Esses números referem-se às exportações para os 22 países membros da organização regional.

Líderes na compra de chocolate

O Iraque se destacou como o terceiro maior importador de chocolate brasileiro na região, registrando um aumento de 101% nas compras, alcançando 395 toneladas. À frente dele, estão os Emirados Árabes Unidos, com 475 toneladas importadas, representando um pequeno recuo de 4,09%, e a Arábia Saudita, que absorveu 2,36 mil toneladas, uma queda de 2,43% em relação ao ano anterior.

Segundo o gerente de inteligência de mercado da Câmara Árabe, Marcus Vinicius, 97% das exportações brasileiras para a Liga Árabe são preparações de cacau recheadas, barras, tabletes e paus, produtos de alto valor agregado.

Ele também destaca que os países do Golfo atuam como hubs de reexportação, o que pode ser uma vantagem para marcas que buscam se internacionalizar.

Participação ainda modesta

Apesar do crescimento recente, o Brasil ainda tem uma participação modesta no mercado árabe. Um exemplo é o caso dos Emirados Árabes Unidos, que importaram US$ 1,64 milhão em chocolate brasileiro de janeiro a agosto, mas movimentam cerca de US$ 460 milhões anualmente com importações de chocolates de países como Turquia, Holanda, Itália e Egito.

O aumento dos preços do chocolate foi influenciado pela alta nos preços do cacau, que subiram significativamente devido a pragas e problemas climáticos que afetaram até 20% das safras da Costa do Marfim e Gana, responsáveis por 56% da produção mundial.

As cotações futuras do cacau na CBOT de Chicago dobraram, ultrapassando US$ 7 mil por tonelada, enquanto na bolsa de Londres, os preços subiram até 47% neste ano.

As entidades do setor cacaueiro preveem um déficit global na oferta de cacau nos próximos anos, indicando que o cenário pode demorar para se normalizar.



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PRF apreende quase 2 t de maconha em carga de amido de milho



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 1,9 tonelada de maconha transportada em uma carga de amido de milho. O caso aconteceu na BR-158, em Três Lagoas (MS), no último sábado (28).

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Segundo o motorista, o carregamento de amido de milho saiu de Marechal Cândido Rondon (PR) e tinha como destino o município de Silvianópolis (MG). Durante a inspeção do compartimento de carga do caminhão, os agentes sentiram um forte odor de maconha e encontraram vários fardos da droga no fundo do baú.

Ao todo, foram apreendidos 1.917 kg de maconha, que foram encaminhados à Polícia Civil em Três Lagoas (PCMS). O motorista e uma passageira foram presos, e o caminhão usado no transporte também foi levado para a unidade.

*Sob supervisão de Henrique Almeida



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Lalguard Java agora é Lalguard C99


O risco da seleção de pragas resistentes aos inseticidas químicos tem aumentado as chances da redução da eficiência desses produtos. Além disso, muitos desses produtos estão sendo banidos em várias partes do mundo, o que representa um grande desafio para a agricultura moderna.

No Brasil, a mosca-branca causou grandes danos em várias culturas na safra passada, enquanto a cigarrinha-do-milho se tornou a praga mais relevante para a cultura do milho.

Esses são exemplos claros de uma tendência preocupante e do que podemos esperar para a proteção das plantações no futuro.

Em 2022, a Lallemand Plant Care lançou no mercado brasileiro uma solução inovadora para o manejo de pragas: o Lalguard Java. Esse bioinseticida, desenvolvido após anos de pesquisa em colaboração com a Embrapa, é formulado a partir do isolado exclusivo BRM27666 do fungo entomopatogênico Cordyceps javanica. O Lalguard Java demonstrou eficácia comprovada no controle da mosca-branca em campo, ganhando a confiança dos produtores em todo o país.

Gráfico 1: manejo da cigarrinha-do-milho; gráfico 2: mortalidade de mosca-branca. Fonte: Embrapa/Lallemand Plant Care

Em julho de 2024, a marca comercial Lalguard Java WP foi alterada para Lalguard C99 WP. Além disso, o Lalguard C99 WP foi recentemente registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o controle da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), ampliando seu espectro de ação em bula e alinhando-se ao posicionamento de marca global da Lallemand Plant Care. Essa mudança reflete o compromisso contínuo da empresa com a inovação e a excelência.

A expertise centenária da Lallemand, em parceria com a Embra´pa, oferece ao produtor tecnologia de alta eficiência no manejo de pragas, garantindo rentabilidade.

Para mais informações, entre em contato com nossos especialistas pelo e-mail: [email protected].





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Preço do boi gordo em MT alcança o maior valor do ano em setembro, diz Imea



O preço do boi gordo em Mato Grosso alcançou, em setembro, o maior valor do ano, de R$ 215,73, alta de R$ 10,01 ante agosto, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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Segundo o Imea, tal cenário foi resultado da menor participação de vacas nos abates totais, além de uma boa demanda interna e externa por carne bovina.

O Imea também diz que o preço de setembro de 2024 foi 16,24% maior do que a cotação de setembro de 2023, quando a arroba atingiu “o fundo do poço”.

“Mesmo com a maior valorização do boi em setembro de 2024, os preços nos meses anteriores praticamente vinham andando de lado, visto que a média de ganhos mensais entre janeiro e setembro ficou em R$ 3,25 por arroba”, prossegue o Imea. “Este cenário é típico de anos de transição do ciclo pecuário.”

Por fim, apesar de os abates totais ainda estarem em altos patamares, a redução na participação de vacas tem sido um fator positivo para os preços do boi em Mato Grosso, tanto que os preços no mercado futuro apontam para valorizações no quarto trimestre deste ano.



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AgroNewsPolítica & Agro

Semana da soja começa lenta


A semana começou lenta no mercado de soja do estado do Rio Grande do Sul, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O mercado operou dos dois lados (alta e baixa) hoje, mas no final do pregão foi predominantemente no lado baixista em Chicago. Poucos negócios foram reportados, apesar de ainda haver bons preços aos produtores e comerciantes. R$ 143,50 para entrega em outubro, e pagamento 30/10, no Porto”, comenta.

Valores estáveis ao longo da semana e fraca negociação em Santa Catarina. “Os preços se mantiveram estáveis no estado no começo da semana. A oscilação em Chicago melhorou os preços, mas não animou os vendedores. O produtor está aproveitando a melhora na umidade  com as chuvas do começo da semana para voltar ao campo e diminuir o atraso do plantio no estado. O preço no porto foi de R$ 127,00, Chapecó a R$ 118,00”, completa.

No Paraná, o porto de Paranaguá subiu, mas poucos negócios são vistos. “Nos Campos Gerais, Paraná, o preço subiu, para R$ 140 por saca CIF indústria, com entrega imediata e pagamento em outubro, avanço de R$ 3. No spot, a saca FOB para embarque e pagamento em outubro subiu de R$ 129 para R$ 131, sem acordos. O mercado esteve mais ativo, com cotações em Guarapuava subindo de R$ 133 para R$ 136 por saca FOB, para entrega e pagamento em outubro”, indica.

O Mato Grosso do Sul registrou uma diferença de 2 reais na pedida e na oferta. “Em Mato Grosso do Sul, o mercado de soja disponível encerrou o mês com atividade limitada. Nesta segunda-feira, compradores propunham R$ 133 por saca FOB, com retirada e pagamento em outubro, enquanto produtores buscavam R$ 135. Preços do dia: Dourados R$ 129,00. Campo Grande: R$ 129,00”, informa.

Mesmo com preços melhores, os negócios ainda estão travados no Mato Grosso. “Apesar do ajuste, as negociações seguem travadas, já que os produtores mantiveram pedidos em R$ 135 por saca. Em Primavera do Leste, a indicação ficou em R$ 135, com negócios pontuais e volumes baixos. Campo Verde: R$ 131,90, Lucas do Rio Verde: R$ 126”, conclui.
 





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No Canadá, trabalhadores encerram greve em terminais de grãos



Trabalhadores de terminais de grãos na Costa Oeste do Canadá começaram a retornar ao trabalho no fim de semana após um acordo provisório ter sido fechado para encerrar uma greve de quatro dias. Os termos de um acordo foram acertados na sexta-feira, após negociações terem sido retomadas sob a mediação federal.

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O sindicato Grain Workers Union Local 333 disse que o acordo será recomendado aos membros no Porto de Vancouver, e uma votação será realizada na sexta-feira.

A Vancouver Terminal Elevators’ Association, que representa os empregadores no porto, concordou que nenhuma ação disciplinar seria tomada contra os trabalhadores sindicalizados por quaisquer problemas que possam ter ocorrido durante a greve.

A paralisação afetou seis terminais no Porto de Vancouver que são essenciais para exportações de canola, trigo, cevada e outros grãos. A Grain Growers of Canada, que representa cerca de 65 mil produtores, havia alertado que a paralisação interromperia a chegada de quase 100 mil toneladas de grãos aos terminais por dia, resultando em uma perda potencial de 35 milhões de dólares canadenses (cerca de US$ 26 milhões) em exportações diárias.



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Mandado judicial contra suspeito de atear fogo no DF é cumprido



Policiais federais cumpriram, nesta segunda-feira (30), mandado judicial contra um homem suspeito de atear fogo na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central, no Distrito Federal.

Com autorização da 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, os agentes realizaram buscas na residência do suspeito, onde apreenderam um veículo supostamente usado na ocasião.

A identidade do alvo da ação policial não foi divulgada. Em nota, a PF informa que o homem e um outro suspeito, ainda não identificado, foram filmados parando o veículo à margem de uma rodovia e colocando fogo na vegetação, próximo ao Gama, região administrativa do Distrito Federal.

Fogo se espalhou rapidamente

As imagens foram registradas no último dia 25 de setembro. Não chovia no Distrito Federal há mais de 150 dias. Com a vegetação seca e o calor, o fogo se espalhou rapidamente, destruindo uma área superior a 380 hectares.

A Polícia Federal instaurou quatro inquéritos para identificar os responsáveis pelos incêndios que consumiram parte da Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central e outras regiões.

Se condenados, os suspeitos poderão responder por crimes contra o meio ambiente, como o de causar incêndio florestal, dano à unidade de conservação, dentre outros.



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